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16 de maio de 2014

Católicos de vidro

Católicos de vidro
Quero analisar com vocês um sentimento que mais fortemente percebe-se na contemporaneidade, nesta pós-modernidade. Estou datando porque está sendo mais evidente agora do que há 5 (sim, apenas cinco mesmo),10,15,20 anos atrás. Uma grande intolerância, um grande ressentimento e a imputação de um peso maior do que devido ao erros dos irmãos; e, muitas vezes, não há nenhum erro, mas um pequeno deslize, um contratempo, um mal-entendido, uma pequena ranhura. Mas esses cristão-julgadores, inquisidores, se enchem de autoridade e dizem “você não me serve mais”, “você falhou comigo”, “isto eu não perdôo, até perdôo, mas você lá e eu cá” etc. Esses são cristãos de papel, de louça, de açúcar, de cristal dos mais finos, de vidro. Por quaisquer ondulações quebram e se desfazem. Diga-me, que cristão é esse que por qualquer coisinha fica de mal, ofendido, emburrado, ressentido, cheio de não me toques? É um cristão que precisa amadurecer na fé e humanamente. Esses são seus amigos até o momento em que você não os contrariam. Muitos não entendem que algumas lutas são por questões ideológicas, discussões sadias por posicionamentos, pontos de vista, mas que não se mistura com a pessoa. Você pode ter um posicionamento diametralmente oposto ao posicionamento do irmão e caminharem juntos.

Muitos católicos sem maturidade, sem musculatura espiritual, possuem telhados de vidro. Por qualquer grãozinho quebram. Um ditado que cai muito bem aqui é: fazem tempestade num copo d’água. Criam uma quizumba por causa de coisas pequenas. E isso tem a ver com a incapacidade de perdoar, de refazer as relações. Manter uma amizade, uma relação amorosa quando tudo vai tranquilo, às mil maravilhas, a maré mansa é fácil. Difícil é superar as tribulações as adversidades os embates, e seguir caminhando junto. Não estou falando de pessoas que ferem, oprimem, machucam. Estou tratando de situações pequenas, que podem ser resolvidas num diálogo, mas que uma das partes fecha o coração e quer te deletar de sua convivência.

A sociedade está desta forma. Está havendo um descarte das pessoas. Como se troca de produto, de celular, de roupa de forma simples e fácil, as pessoas estão fazendo esta troca ou descarte com o ser humano. Mas eles não são objetos, não são seres inanimados. Eles possuem alma, tem uma história de vida, seja ela qual for e, em primeiro lugar, são filhos e filhas de Deus, amados de Deus, são queridos aos olhos de Deus; e quem somos nós para descartar, desfazer, desmerecer os filhos de Deus.

Dá para se medir o quanto um cristão está envolvido com Cristo, seguindo os seus ensinamentos, tanto mais por sua capacidade de perdoar, de ser misericordioso do que em não errar; a Palavra diz que é preciso resistir até o sangue para não pecar (cf. Hb 12,4), desta forma também se mede como um cristão autêntico. Mas a capacidade de passar a borracha por cima das falhas, das pequenas coisas é uma atitude no mínimo sensata, coerente; é algo nobre.

Jesus nos disse: “… a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (Mt 7,2). Analise como você está medindo as atitudes das pessoas. Será que a sua exigência não está sendo muito alta? Aquele que pode exigir algo de nós, e mesmo assim não exige, mas com amor apenas exorta e nos deixam livres para fazemos nossas escolhas, é Jesus Cristo, que é Deus, infalível, puro, santo.

“Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não percebes a trave que está no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no teu olho e, então enxergarás bem tirar o cisco do olho do teu irmão” (Lc 6,42).

Retome suas relações a partir de onde aconteceram os ruídos; não descarte, ignore, elimine, não ponha de escanteio o seu irmão em Cristo por questões frívolas. Discorde, perdoe, caminhe, se junte. Daí você diz “a nossa relação não será mais a mesma”. Como não? Por uma banalidade? Quanto rigorismo! “Posso fazer outras amizades, eu não preciso dele(a) para nada mesmo”, que fala terrível. Não precisa do dinheiro? Ele(a) não é o seu empregador(a)? Ora, precisamos das pessoas não só pragmaticamente, daqueles de que dependemos para a sobrevivência; mas precisamos cultivar relações, construir amizades, bons relacionamentos com o maior número de pessoas. Não estou dizendo que é possível, na totalidade, ser amigo de todos, não é isso; quero dizer que Cristo estava aberto a todos, indistintamente. Ele não criou panelinhas. Daí você questiona, mas Jesus teve os seus preferidos Pedro, Tiago e João. Não era a panelinha de Jesus? Não. Foram os três que mais se abriram ao amor de Jesus – por decisão deles próprios – e buscaram uma intimidade maior com Ele. Como você tem seus melhores amigos, os que estão com você faça chuva ou faça sol, Jesus pôde contar contar com esses três apóstolos que escancararam seus corações, foram obediência a Jesus e comprometidos com a missão.

Veja, no entanto, que Cristo se fazia um com todos. E todos eram todos os apóstolos, discípulos e toda a humanidade. Vamos aglutinar pessoas ao nosso redor; dentro das nossas limitações, conquistar mais pessoas. Não julgue, não descarte. O ser humano não é uma peça substituível, mas imagem e semelhança de Deus.

Por Thiago Zanetti
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
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5 de maio de 2014

O mercado de trabalho e o descarte do trabalhador

O mercado de trabalho e o descarte do trabalhador
No mercado de trabalho, nós não somos vistos como um todo, como pessoas humanas, mas como peças descartáveis

O mercado não tem dó nem piedade. Não tem compaixão. O mercado é filho do capitalismo, pai do capitalismo ou talvez nasceram juntos. O capitalismo nasceu com a troca de mercadorias, com o desenvolvimento do comércio e o florescimento do mercado. Vamos fazer uma distinção de mercado que queremos tratar aqui. Há o mercado onde há a troca de mercadorias e há o mercado que é sinônimo de sistema, pensamento, modo de agir. Dentro do mercado existem as relações econômicas e trocas comerciais, mas vamos falar do mercado como um modo de ser, um modo de agir, como um pensamento. Vamos falar do mercado (de trabalho) como um sistema que age sobre nossas vidas.

Você pode estar tendo êxito na vida e estar sustentando a sua família por meio do mercado de trabalho. Mas isso não tira a sua característica cruel, desalmada, desumana. Ele (o mercado) não olha para nós como pessoas capazes, mesmo diante dos erros. Não vê o que acontece com os técnicos de futebol. Eles podem ter ganhado a maioria das partidas, mas se perderem a principal, são demitidos do cargo. Na empresa você pode ter feito bem grande parte das tarefas, mas se errar algumas (e em grande parte só precisa errar uma vez!) as que você teve êxito são anuladas. Não te enxergam como alguém dotado de capacidades e potencialidades, como pessoa humana, mas como uma máquina que deve produzir em série e sem erro. Bil Gates aconselhou para que não errássemos de primeira no mercado, senão isso seria fatal.

Velocidade, eficiência, produtividade, resultados, ausência de erros são os critérios exigidos pelo mercado. É certo e justo que devemos produzir e procurar ser o melhor profissional dentro da empresa que estamos trabalhando. Mas o que questiono é que somos vistos apenas sobre o prisma da produtividade e não somos analisados como um todo. Se durante o período de experiência numa empresa você não atingiu as metas você é considerado desqualificado e tem o contrato reincidido.

Subjetividade

Não basta estudar, fazer uma pós-graduação, mestrado, doutorado, investir em cursos, ser um bom profissional etc., há fatores subjetivos que nos qualificam como bons ou ruins. Você pode ser bom e competente, mas se alguém não for com a sua cara (como se diz), você pode ser demitido. E o contrário também acontece. Pessoas com menos capacidades que você, ficam na empresa e perduram. Tudo porque foram com a cara dele(a). Não basta ser competente (isso é obrigação), infelizmente, é preciso também, estar na hora certa e com a pessoa certa. Muitas pessoas com talentos inferiores aos seus estão ocupando cargos importantes que você se pergunta: como???!!!

Você se esforçou, fez o máximo, atingiu as metas, mas por um só erro falaram: “não vamos mais continuar com você”. Dá para entender isso? Quais critérios norteiam esses julgamentos? A subjetividade.

Quero dizer que não estou ressentido com o mercado; de certa forma somos feridos, machucados por ele sim, que exige um tempo de recuperação até que possamos criar musculatura para enfrentar as adversidades. E não tenho uma visão negativa do mercado. O mercado é de onde tiramos o sustento, onde nos realizamos profissionalmente. Estou destacando um aspecto nefasto do mercado de trabalho, o seu lado obscuro.

Infelizmente, nessa lógica do mercado pessoas que possuem apadrinhamento dentro da empresa, que são queridas dos chefes ou amigo(a) do dono, mesmo não tendo talento, permanecem. São os ditos amigos do Reis. Esses ficam na sombra, na bajulação, se sujeitam a tudo, fazem cara de anjo a todo tempo para ficar no time. Enquanto que você que estudou muitos anos, se preparou, é um baita profissional, é descartado.

O mercado tem uma lógica desleal, desumana e subjetiva. Saiba que você para ele é apenas uma engrenagem e que, segundo critérios subjetivos, se não estiver funcionando bem, ele te substituirá por outra engrenagem. Mandam-te embora sem dó e nem piedade. Você não é alguém, pessoa humana, mas um número; é tido como uma ferramenta substituível.

O mercado vive pedindo pessoas com experiências, mas como elas vão adquirir se não lhes dão a primeira chance. Os estágios contribuem nesse sentido. Mas, e para aqueles que não fizeram estágio e que estão querendo se inserir no mercado de trabalho, como fica a situação?

Especialistas dizem que quem está empregado deve viver pensando que no dia seguinte poderá ser demitido. Viver nessa incerteza, não sabendo se no dia seguinte vamos estar ou não empregados gera instabilidades, tanto emocionais, psíquicas e até físicas. Nunca se poderá financiar um bem, uma casa, por exemplo, se não se sabe se vai estar trabalhando ou não.

Sei que isso não é nenhuma novidade para você. Sabemos que o mercado é assim, instável, duro, cruel, ameaçador. Ele é desumano, não garante estabilidade, é covarde e se baseia em critérios subjetivos para nos analisar.

Trabalhamos com a corda no pescoço. Para mantermos nossos empregos nos sujeitamos às regras estabelecidas e dançamos conforme a música. Evidentemente que nenhum cristão deve fazer algo que se oponha ao Evangelho. Nossos atos não podem ser contrários as Escrituras e ao que Deus nos pede.

Você já foi vítima de uma demissão que aconteceu do nada, de uma hora para outra? Já foi mandado embora de vários empregos numa sequencia, saindo e entrando de empresas num curto período de tempo, e sem motivos para isso? Então você já sentiu na pele o que estou escrevendo aqui.

A selvageria e desumanização desse mercado precisam mudar. As pessoas devem ser vistas num todo. Talvez num primeiro momento você não esteja desempenhando tão bem determinada atividade na empresa, mas se olharem para você num todo, irão enxergar que há em você muitas qualidades, que você é um grande profissional e que bastaria que investissem em você para que você pudesse deslanchar. Seria bom que dissessem “esse(a) aí tem valor, vamos investir nele(a), porque temos certeza que será um(a) grande profissional”. Não era apenas isso que você queria ter ouvido? Você queria apenas que olhassem para você e enxergassem suas qualidades e que fossem capazes de perceber que você poderia se tornar um(a) grande profissional dentro da empresa se lhe dessem uma chance.

O mercado tem tudo isso. Essa é a sua lógica. Estabilidade mesmo, apenas por meio de concursos públicos. Se não é um funcionário concursado, está-se, infelizmente, sujeito a amargar toda essa fúria e desumanização.

Jogo político

Para sobreviver num trabalho o que deve ser feito em primeiro lugar é conhecer o jogo político ali instaurado, isto é, conhecer a regra do jogo, a música que ali se toca (como se diz). Para o mercado não adianta você fazer aquilo que é o melhor para as pessoas; o que conta é você fazer aquilo que os seus superiores consideram que seja o melhor (fato!). Em toda empresa, existem regras de conduta que precisam ser obedecidas para que permaneçamos nela. Não falo de regas deontológicas ou regras morais e éticas da profissão, mas daquelas regras que não estão escritas, regras até obscuras, que se você não tomar cuidado com elas poderá ir para o olho da rua.

São para pessoas que foram vítimas de injustiças do mercado de trabalho, que se sentiram lesadas, feridas, desconsideras por esse mercado cruel que escrevo este artigo.

Você vale muito mais do que um olhar subjetivo sobre você.

Se você saiu da sua empresa, se você foi mandado embora por algum motivo, não pense que você não é capaz, mas saiba que aquela empresa não soube enxergar as suas capacidades. Eu não estou falando de pessoas que realmente não tinham o perfil para o cargo ou aquelas que não eram tão boas e por isso foram demitidas. Estou escrevendo para aqueles que foram injustiçados mesmo tendo muitas potencialidades para serem aproveitas.

Quando sofremos uma dessas injustiças, quando somos demitidos ficamos muito abatidos. Perdemos o chão. É como um luto. Especialistas no setor de mercado dizem que uma demissão é comparada a perda de um ente querido. Não vou entrar nas consequências que a demissão pode provocar em nós (como depressão, tristeza, sentimento de impotência, de não se sentir mais útil etc.), mas vamos resumir numa só frase: ela machuca, fere.

Apegar-se em Deus e fazer a nossa parte

Quando você foi demitido Deus estava te vendo. Ele conhece toda a dor que você está passando ou passou.

Não podemos em hipótese alguma ficar parados. Primeiramente, com fé em Deus, devemos trabalhar para conseguir outro emprego, na confiança de que Deus não nos desampara e que mesmo diante das injustiças que fomos vítimas, Ele nos guarda. Devemos ter a confiança que Deus cuida de nós e que Ele está trabalhando para nos ver bem e tendo sucesso profissional, e em todas as áreas das nossas vidas.

Não vou estender nesse assunto e nem fazer a vez de um analista de mercado, vou dar aqui apenas algumas dicas para que você encontre um novo emprego.

Networking

Procure a sua rede de contatos, de amigos, o que chamamos de networking e diga que você está desempregado e pergunte se eles sabem de alguma coisa. Isso deve ser feito. Eu o fiz, embora eu nunca tenha conseguido um emprego por meio de indicação de um amigo ou conhecido. As oportunidades que se abriram na minha vida foram porque eu mesmo fui atrás. Esse foi o meu caso, no entanto, com você pode ser diferente.

Disparar seu currículo

O que funcionou para mim mesmo foi ter enviado meu currículo para o máximo de empresas. O e-mail foi meu grande aliado e pode ser o seu também.

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Consulte as vagas disponíveis nos cadernos de empregos dos jornais, circule-as, sendo da sua área ou não; nos sites de emprego, nas em fanpages do Facebook que anunciam vagas etc. Quando eu estava desempregado eu enviei meu currículo para áreas fora da minha formação acadêmica, isso para não ficar parado e porque as dívidas não iriam esperar. O curioso é que até hoje, todo emprego que consegui foi através de e-mail que enviei, sabendo da uma vaga em algum lugar ou consultando os cadernos de emprego em jornais, e disparava e-mails!

Reze sempre

Orei muito também. Eu orava a Deus dizendo que o meu desemprego estava me machucando por dentro. Apresentava a Deus as dívidas que tinha, as parcelas que iriam vencer e que eu não tinha dinheiro para pagá-las. Sempre busquei a Deus. Buscava a Deus como alguém busca um grande amigo. Deus é o nosso grande amigo! O tempo que passei desempregado, me doeu muito, em todos os níveis, psicológico, emocional e físico. Mas Deus foi vitorioso na minha vida e consegui. Agora, estou buscando uma melhor colocação. Mas diante da situação que eu estava, Deus lançou uma bóia para que eu me agarrasse.

Dentro do tempo de Deus as coisas em nossas vidas vão se ajeitando. Se eu consegui você também vai conseguir, tenha certeza disso. Faça a sua parte e Deus fará a dEle!

Não desanime, não fique prostrado, olhe para suas capacidades e qualidades. Você tem valor. Aquela situação que te deixou fora do mercado não determina o profissional que você é. Foi apenas uma circunstância em que você não era um dos queridinhos ou você poderia ameaçar a vaga do seu superior ou de um colega de trabalho.

Continue enviando seu CV, curriculum vitae, seu portfólio. Uma porta vai se abrir, em nome de Jesus, ela vai! Mas ponha Deus em primeiro lugar e peça a Ele que te dê o emprego necessário, digno. Não há dúvida que Deus quer te ver feliz e realizado no campo profissional. Ore, entregue a Deus o local que você gostaria de trabalhar. Deve ser uma oração aberta, sincera, dizendo até o quanto você gostaria de ganhar e onde gostaria de trabalhar. Deus está atendo a isso tudo. Ore, faça a sua parte,  e confie!

Boa sorte!

Por Thiago Zanetti
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)

18 de abril de 2014

Deus é maior que os seus problemas!

Muitos conhecem e falam a seguinte passagem bíblica: “Jesus é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Último, o Começo e o Fim” (cf. Ap 22,13). Mas, talvez, não pararam para refletir sobre o que significa essa asserção.

Tudo bem que nós sabemos que Deus é poderoso e que criou o mundo… Mas por que, então, na hora em que devemos ter confiança nEle não conseguimos tê-la? Por que, na hora do aperto, quando bate um desespero, pulamos do barco, reclamamos da vida, desacreditamos em Deus, e procuramos caminhos mais imediatos tais como em seitas, horóscopos, benzedeiras, cartomantes, banhos de água, tudo para “tentar” controlar o nosso futuro? A nossa insegurança diante dos fatos é tamanha que apelamos para qualquer coisa. Tudo bem, você acredita em Deus. Então, por que não fica nesse acreditar e deixa que sua fé o sustente nas tribulações?

Quando a alma dói, dói mesmo. Dor é dor, não tem jeito. Quando o conflito, a depressão, a tribulação, os ataques vêm – e estamos sujeitos a isso a toda hora – é difícil, mas o confiar somente em Deus vai nos sustentar para passar por tudo. Mas não é bem isso que fazemos. Às vezes, uma carta parece maior do que Deus, um ombro de um namorado parece maior do que Deus.

É incrível a nossa capacidade de pegar algo que não tem importância ou que não vai resolver os nossos problemas e colocar como maior do que Deus. Se você se desesperar diante de um acontecimento, o seu desespero lhe parecerá maior do que Deus; se alguém estiver doente na família e você se desesperar, aquela doença lhe parecerá maior do que Deus.

Nos tempos em que vivemos, com tamanhos sofrimentos e dificuldades financeiras, sociais (violência…), enfim, tudo que contamina esses tempos, precisamos deixar claro para nós mesmos o tamanho que Deus é e o tamanho do seu poder. Precisamos, a toda hora, fixar em nossos corações: Deus é Deus e não há outro! Ele o sustenta; você pode confiar! Deus tudo pode, basta acreditar! Diga isso a você mesmo: confie!

E como ver Deus? Na Bíblia, listei algumas passagens, pois existem muitas, mas coloquei as que considerei importantes para esse momento, a fim de que tentemos fixar o tamanho de Deus em nossa mente, coração e vida. Muitos não tomaram consciência destas reflexões:

1. Contra Deus, ninguém pode. Ele nos diz isto: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Dominador” (Ap 1,8). Nós só conhecemos o instante momento, o presente apenas.

2. Deus, na Sua Onipotência, diz: “Realizaram-se os primeiros acontecimentos anunciados, eu predigo outros; antes que aconteçam, eu vo-los faço conhecer” (Is 42,9). Antes que aconteça, Deus faz acontecer! Quem na face da terra é capaz de fazer uma coisa dessas? Ninguém.

3. Deus diz: “Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, pois minhas são todas as feras das matas: há milhares de animais nos meus montes. Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. Se tivesse fome, não pecisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém” (Sl 49,9-11).

Leia também todo o Salmo 49; ele é fantástico! Deus ali está repreendendo os sacrifícios e ofertas que Israel estava Lhe oferecendo. Deus diz que tudo Lhe pertence e que era preciso apenas um louvor sincero a Ele: “Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo” (vs. 14). “Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória” (vs. 15). Como podemos ir contra ou nos opormos a um Deus a quem tudo pertence?

4. “Deus disse: ‘Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido’. E assim se fez. Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que tudo era bom” (Gn 1,9). Dá para discutir com Alguém assim? Não.

5. Deus fala para você: “Eis o que diz o Senhor a Ciro, seu ungido, que ele levou pela mão para derrubar as nações diante dele, para desatar o cinto dos reis, para abrir-lhes as portas, a fim de que nenhuma lhe fique fechada: ‘Irei eu mesmo diante de ti, aplainando as montanhas arrebentando os batentes de bronze, arrancando os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros enterrados e as riquezas escondidas, para mostrar-te que sou eu o Senhor, aquele que te chama pelo teu nome, o Deus de Israel. É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi, que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim. Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, a fim de que se saiba, do levante ao poente que nada há fora de mim” (Is 45,1-6).

Enquanto nós estamos indo para o amanhã, para o futuro, Deus está voltando de lá; Ele é o Senhor do tempo.

Não existe algo mais extraordinário do que Jesus Eucarístico. Quando é levantado o ostensório com Cristo Eucarístico, milagres e curas acontecem a quilômetros do local onde o erguem. Não dá para discutir com Alguém que era, é e sempre será! É mesmo difícil competir com Deus. Tentar vencê-lo muito mais difícil ainda, ou melhor, impossível. Deus é três vezes santo. Você pode buscar a santidade, mas Deus já é santo. Deus é Deus, um Deus poderosíssimo, mas que se anula e corre devido as fechadas do nosso coração.

Quer ser de Deus? Comece pelo coração, para que Jesus possa fazer morada santa em você. Você não foi feito para o pecado, para a derrota, para se deixar vencer pelos problemas que a vida nos impõe; mas para ser instrumento do amor de Deus, ser vitorioso(a) nEle. Confie e se abandone no poder de Jesus!

Por Thiago Zanetti
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1 de abril de 2014

Não podeis servir a Deus e ao dinheiro

A Bíblia diz que o mais importante é buscar “em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33).

É lamentável saber que o valor que temos para muitas pessoas se resume, basicamente, em dois aspectos análogos: o quanto de dinheiro eu tenho; e mesmo não tendo dinheiro, de que maneira eu posso contribuir para que o outro tenha mais dinheiro. Portanto, tudo gira em torno do dinheiro.

Jesus mesmo disse que muitos prestam algum tipo de favor a outros para receber o mesmo de volta (cf. Lc 6,34). Agir assim é agir por interesse. Ensinou-nos Jesus: “fazei o bem e prestai ajuda sem esperar coisa alguma em troca” (Lc 6,35). É isso que vemos por aí? De forma alguma, ao contrário, as relações são marcadas pelo interesse, pela perspectiva do quanto se pode lucrar, seja monetariamente, no status, na fama, no poder etc.; do quanto se pode beneficiar com a sombra, “amizade” do outro.

É assustador como o dinheiro tem de corromper as pessoas. Muitos fazem loucuras por ele. Amizades são desfeitas, casamento são feitos, pessoas cometem crimes, vendem o próprio corpo, matam, roubam, falsificam, adulteram, enganam, simulam, acusam faltamente enfim.

O dinheiro corrói os relacionamentos; como citamos, estabelece casamentos arranjados, por puro interesse. Casa-se com o bem-sucedido para se ter uma vida de luxo e se não for de luxo ao menos garantir o básico para não viver na pindaíba. E o amor, o amor sincero, verdadeiro? “Amor pra que, ele não enche barriga”, dizem essas vozes. Jogam por terra o sacramento do matrimônio sagrado aos olhos de Deus. Na verdade, quando chegam a se casarem na Igreja.

Bem antes do casamento, quando os dois ainda estão se conhecendo, ela pergunta o que ele faz, onde trabalha. Dependendo da resposta o interesse aumenta eu cessa. Ele é maravilho, educado, inteligente, e marcam para sair. – “Tô sem carro, nos encontramos no shopping, pode ser?”. Já era! – “O que, andar de ônibus nesse calor”, pensa ela. A coisa não decola já ali mesmo. Mas vem cá, ela está a fim do cara ou do carro? – “Tem tanto cara aí dando sopa e com um carrinho, por que vou sair com este que não tem”, pensa ela. Essa não te serve, e não serve para ninguém. O que move a relação é o interesse. Você é só um pretexto.

Nem precisa falar que no mundo das celebridades está repleto de casamentos por conveniências e tendo o dinheiro como motivo. Mulheres com desejo de fama, sucesso, status e bem-estar, casam-se com jogadores de futebol que estão em alta, sertanejos, empresários bem sucedidos, cantores da hora, artistas do momento etc. Tudo em nome da fama, do poder, do status, do dinheiro.

Eu te dou mais ou menos atenção dependendo do quanto você tem, do quanto ganha. Se você sai de um carro de luxo – ou um mais potente – e entra num restaurante, o seu tratamento será diferenciado. Isso já sabemos.

No Brasil, o preconceito não é tanto racial, mas muito mais sócio-econômico. Um gari negro, é negro, um trabalhador qualquer negro, é negro. São olhados do alto a baixo. Já um ministro do supremo, um médico negro, ninguém lembra da cor deles, não faz diferença nessa caso.

Aquela pessoa é seu amiga até o momento que me você não lhe pede dinheiro emprestado. Se pedir poderá ouvir “amigos, amigos, negócios à parte”. Mas o amigo de verdade não é para nos estender a mão nos momentos difíceis?

Pessoas sem a menor noção da vida, muitas vezes se apresentam apenas pelo sobrenome, para dizer “você conhece a família que eu venho, não é?”.

Diz-se que para se conhecer um homem basta dá-lhe poder, dinheiro e mulher – esse último não é objeto de nossa análise neste momento.

Por dinheiro, filhos matam os pais. O desejo de ter dinheiro rápido e fácil levam pessoas a cometerem infinidades de crimes e absurdos.

Quem tem dinheiro tem poder. Quanto mais se tem, mais se quer ter. Vivemos num mundo onde o ter é mais valorizado do que o ser.

Ser bom, íntegro, honesto, trabalhador, não vai fazer com que você conquiste aquela gata (interesseira, claro). Ela sairá com aquele outro que não lhe apetece os olhos, mas para andar de Hilux, Corolla vale tudo.

Por causa de uma bacia de petróleo nações entram em guerra e alegam motivos diversos, menos o que está por trás: o dinheiro.

Para o Papa Gregório o homem avarento era um assassino. E dizia o Pontífice: “Aquele que guarda para seu próprio uso o que iria sustentar o pobre, está matando todos aqueles que poderiam viver para a sua abundância”.

A avareza é um dos sete pecados capitais. É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.

O ano de 2012 foi o ano em que o funk da ostentação, que fala de dinheiro, carro importado, roupas de grife, jóias, carrões etc. ficou no topo do hit parade.

Uma música que falava da aquisição de um carro importado comprado com a herança do “véio”, emplacou uma dupla sertaneja e foi cantada pelo Brasil inteiro. A letra diz que quando ele tinha uma CG não era notado. Depois, ao comprar um Camaro ele passou “a escolher, porque tá sobrando mulher”. Que mulheres são essas? As interesseiras, que não escolhem um homem pelo que ele é, mas pelo que tem, onde mora, qual carro possui.

Uma das coisas que me trazem indignação é a má distribuição de renda, que consiste na divisão do capital (riqueza) de maneira desigual, poucos concentram a maioria da riqueza, enquanto muitos permanecem em situação de pobreza. De acordo com o site G1.com um estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Urbanos, o Brasil tem a quarta pior distribuição de renda entre os países da América Latina e do Caribe. Só Guatemala, Honduras e Colômbia são piores.

Jesus foi o mestre em todas as áreas da vida humana. Na economia, Jesus nos deu uma lição para amenizar o problema da pobreza no mundo, ao nos ensinar: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo” (Lc 3,11).

Uma frase clássica diz que dinheiro não compra felicidade. Uns dizem que não compra, mas manda buscar.

Vamos trabalhar com o seguinte conceito de felicidade: é feliz não aquele que tem o que quer, mas aquele que se contenta com o que tem.

Se ser feliz é amar a Deus e ao próximo e levar uma vida digna, independente do quanto se tem financeiramente (e aí está a verdadeira felicidade, a paz de espírito; sentir o amor de Deus e a partir daí sim, buscar as outras coisas), então nesse sentido o dinheiro não pode trazer felicidade. Pode dar um bem-estar, um conforto, mas não pode comprar o amor do outro. Porque o amor é dado livremente. O dinheiro pode comprar a companhia de uma loira de 1,80 metros de altura de olhos azuis, corpo sarado. Mas esta relação será marcada pelo interesse, pela compra, como se compra um produto na prateleira do supermercado.

A Bíblia fala da incompatibilidade entre ricos e pobres. Lê-se em Eclesiástico: “Que ligação pode ter um rico com um pobre [...] o pobre é causa de horror ao rico” (Eclo 13,22;24). Está escrito no versículo 25: “Um rico abalado é apoiado pelos seus amigos. O pobre que tropeça é ainda empurrado pelos seus companheiros”. Nos versículos 28 e 29 se lê isto: “Se fala o rico, todos se calam, e glorificam suas palavras até às nuvens; se fala um pobre, dizem: ‘Que é este homem?’”.

É importante ressaltar que a palavra de Deus não condena a riqueza, mas sim o apego a ela. Diz Eclesiástico 13,30: “A riqueza é boa para quem não tem a consciência pesada”. Portanto, a riqueza faz bem para quem sabe usar o dinheiro e não tem nela a sua segurança, mas sim no Senhor.

A Bíblia não condena o dinheiro em si mesmo, mas o seu apego, o seu mal uso. Se não fosse assim, Jesus não teria chamado um tesoureiro, Mateus, para ser um dos doze apóstolos.

A Palavra de Deus garante que melhor do que a riqueza é o temor a Deus (Pr 15,16), a honestidade (Pr 16,8), a serenidade (Sl 36,16), a saúde (Eclo 30,14-15).

O dinheiro pode fazer a pessoa esquecer-se de Deus: “Aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam” (Mt 13,22). “Ninguém pode servir a dois senhores: ou odiará a um e amará a outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

O desejo de enriquecer é fonte de muitas tentações: “Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio” (1Tm 6,9-10). Mas deve-se tomar cuidado com a leitura cega e fora de contexto da Palavra de Deus. Não se pode usar esse versículo para condenar a prosperidade material. O que não é de Deus é ter como meta qualquer objetivo colocando Ele, o Senhor, em segundo plano, enquanto que em primeiro lugar deve estar Deus, em todas as coisas. Este é o primeiro mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento” (Mt 22,37-38).

A palavra de Deus não condena a riqueza em si mesma, adquirida pelo suor, pelo trabalho honesto. Quanto mais você tem, mais você também pode ajudar. O que é condenável, é a ganância, a avareza, a ostentação, o exibicionismo.

A Bíblia quer nos mostrar que o mais importante é buscar o Reino de Deus e as demais coisas nos serão dadas por acréscimo (cf. Mt 6,33).

Viva, trabalhe, prospere, tendo em mente que tudo é dom de Deus e nossa meta é o seu Reino e não as coisas materiais.

Sendo desapegado você viverá bem com a riqueza e sendo humilde de coração você se contentará com o que tem.

Por Thiago Zanetti
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20 de março de 2014

Rezemos para que o assassinato de mulheres no Espírito Santo cesse

Rezemos para que o assassinato de mulheres no Espírito Santo cesse
Não dá pra ficar calado diante de tantas mortes de mulheres no estado do Espírito Santo. Vemos tanta brutalidade contra a mulher pelos jornais. Isso é apenas o que a mídia mostra, fora tantos outros crimes que não fazem parte das estatísticas.

No Brasil, no período de 30 anos, de 1980 a 2010, foram assassinadas cerca de 91 mil mulheres. Só nos últimos 10 anos foram mais de 43 mil mortes. O Brasil ocupa a 7ª posição de países que mais matam mulheres (4,4 taxa/100 mil mulheres).

No Espírito Santo 10 mulheres são assassinadas a cada grupo de 100 mil mulheres. O nosso estado ocupa o primeiro lugar em assassinato de mulheres. A nossa taxa é de 9,4 homicídios. Mais que o dobro da média nacional de 4,4.

O município de Serra é o 6º mais violento do país, seguido de Aracruz, em 12º lugar; Cariacica, em 23º lugar; Vila Velha, em 29º lugar; e Vitória, em 38º lugar.

Os órgãos públicos de segurança, o Judiciário, a Polícia enfim, a sociedade civil organizada precisam fazer algo contra o absurdo número de assassinato de mulheres no estado.

Todos podem ajudar de alguma forma. Não estou isentando as polícias de fazerem a sua parte. O aumento do número de policiais, do efetivo nas ruas para prevenir e coibir um crime, um assassinato contra a mulher é necessário. O homem que decide matar a companheira, mata dentro do carro, da casa dele, da casa dela, de ambos, na rua, nas esquinas, na espreita. Isso foge o alcance da polícia. Não há escolta para todo cidadão. A polícia é necessária, evidentemente, mas a coisa está além.

Denunciar um namorado violento, dar queixa na polícia, pode sim impedir uma tragédia futura. Ele é chamado para depor, para explicar as ameaças, e pode mudar sua postura ou não.

O olhar atento dos pais, sabendo com quem suas filhas andam, namoram, se envolvem, pode, em muitos casos impedir que uma tragédia aconteça. A vigilância é necessária. Seja a filha de maior ou menor de idade. Os pais orientam as filhas, aconselham, mas não dá para trancar uma filha dentro de casa que esteja namorando um cara problemático.

O crime passional, ou seja, aquele movido pela paixão, pelo amor doentio tem vitimado inúmeras mulheres no Espírito Santo. É tenebroso, horrível, cruel, medonho.

No Espírito Santo a mulher não pode se separar mais do companheiro. Ou não pode se juntar? Nada disso. O problema está no agressor, nestes caras problemáticos, agressivos, conturbados, que num súbito ou muito planejadamente, tiram a vida de uma mulher. Essa pessoa traz um rombo tremendo nos corações dos familiares que ficam.

As políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres estão fazendo a sua parte; os governos a deles.

A minha contribuição aqui é no campo espiritual. Rezemos pelas lideranças do nosso estado. Rezemos pelo estado inteiro, para que a violência contra a mulher seja extirpada. A sociedade está atenta e mobilizada contra esta problemática. Mas os céus também precisa ser acionado. Deus quer ouvir as nossas orações para que o Espírito Santo não seja o estado da morte, da barbárie, mas um estado de graça, de paz. Que consiga, com o passar do tempo, diminuir drasticamente estas estatísticas.

A bandeira do nosso estado está manchada de sangue de cada mulher que é morta pelo namorado, marido, companheiro.

Que as nossas intenções nas orações, no Santo Terço, no Rosário, nas Santas Missas aumente para que a força do Alto, que o Espírito do Pai, venha neutralizar a ação do mal e impedir que as mulheres sejam vítimas deste tipo de crime.

Por Thiago Zanetti
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1 de março de 2014

Não se deixe levar pelos ventos, entregue sua vida a Deus

Não se deixe levar pelos ventos, entregue sua vida a Deus
Uma vida de bênçãos o Pai quer te dar. Não viva como uma biruta que segue a direção dos ventos. Não viva sem rumo!

Não há para onde correr: ou aceitamos Jesus como nosso Senhor e Salvador ou entregamos nossa vida ao nada, ao vento, isto é, não daremos sentido a nossa vida, viveremos a esmo, capengando. Você não quer ser levado pelos ventos, não é? O único vento que pode lavá-lo e, quanto a esse não há restrições, é o sopro do Espírito Santo Deus.

Diante da vida você precisa reagir, posicionar-se como filho(a), escolhido(a) e amado(a) de Deus. Se você não tomar as rédeas da sua vida e entregá-la a Jesus, você andará errante, sem rumo, guiado por ventos, pelas ondas, passível de ser influenciado por más companhias e cair, por exemplo, no mundo das drogas, do roubo, da promiscuidade etc.

O demônio tem grande interesse em nossa vida, a fim de destruí-la e nos levar à perdição. Quando não entregamos em espírito e em verdade todo o nosso ser a Deus, o demônio nos ronda, mesmo não sendo convidado, para fazer de nós aquilo que ele quer. As almas perto de Deus bebem da sua graça e estão fortalecida nEle; para essas, o demônio tenta uma penetração, mas, como esses filhos estão próximos de Deus (na oração, na entrega…), pouca brecha o inimigo encontra para adentrar; será mais difícil entrar; por isso, aquelas almas que não se decidiram se caminham ou não com Jesus, o demônio as vê como livres para tramar contra elas e prejudicar-lhes a vida.

Vou mais uma vez utilizar um texto de um amigo: “Jesus diz em Mt 6, 24: Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro’. Não podemos amar a Jesus e a outro ao mesmo tempo! A esse outro, a Bíblia chama de luxo, dinheiro ou demônio! Ou Jesus é o meu Senhor ou não o é. Ou meus sentimentos são de Deus ou não o são! Não podemos nos deixar influenciar por tudo aquilo que não nos leva a Jesus. Não podemos aceitar coisas, programas, filmes, palavras, ações etc. que nos levem a renegar e a rejeitar aquilo que Jesus quer para nós! Temos de ter em mente que para Deus não existe meio termo: ou é ou não é!!! Na Bíblia, Deus nos indica somente dois caminhos: o da Luz e o das trevas. Ou Jesus ou o demônio. Em nenhuma parte da Bíblia, cogitam-se outros caminhos fora desses. Então, se não estivermos com o Deus verdadeiro, a verdadeira Luz, estaremos nas trevas. Se não estivermos vivendo, crendo e amando a Deus, estaremos nos dedicando ao inimigo de Deus. ‘Examinai, pois, se a luz em ti não são trevas! Se então teu corpo estiver todo cheio de luz, sem traço algum de escuridão, ficarás totalmente iluminado, como acontece quando a lâmpada te ilumina com seu clarão (Lc 11, 35). Essa passagem nos aponta o caminho dos nossos atos, pensamentos, desejos e sentimentos. Deixemo-nos ser totalmente iluminados por Cristo Jesus!’” (PROUX JÚNIOR. Obra não publicada).

Será que Deus lhe deu a vida para você vivê-la a esmo? Não! Muito mais, uma vida de graça Ele quer te dar! Aproxime-se de Deus, deixe-O tomar conta do seu coração. Você verá uma grande revolução acontecer em sua vida. Será homem e mulher novos.

Não permita que sua vida seja guiada ao sabor dos ventos, até porque eles nada farão a não ser jogá-lo de um lado para outro como o fazem com folhas, papéis, poeiras, birutas etc. Você não vale mais que um grão de poeira suspenso no ar que é levado de um lado para outro pelo vento? Absolutamente! Você é amado(a) do Pai, escolhido(a) para ser Seu instrumento de amor e multiplicar esse amor às nações, aos seus irmãos mais próximos, chamados a multiplicar a Sua graça, converter tantos outros, abençoar a tantos e, com o poder dado por Jesus, pelo seu digníssimo Nome, curar os que necessitam dessa graça.

Não entregue sua vida ao vento, ou às ondas e, pior, ao diabo.

Utilizamos como metáfora o vento, as ondas como qualquer caminho contrário a Deus e que não te leva a Ele. Não se deixe levar como uma pipa ou uma biruta de aeroporto. Se você estiver vazio, sem gana para viver para buscar a felicidade a cada instante, mesmo diante dos problemas, será levado pelos ventos, levado também pelas ondas, que derrubam e levam para longe os barcos (nós) que não estão ancorados em Jesus, Aquele que é a nossa rocha firme sobre a qual construímos nossas casas, vidas.

Vazio(a) você pode estar totalmente, mas das coisas do mundo, para que no “abismo do seu nada”, como diz S. Afonso de Ligório, o Espírito Santo possa vir em seu auxílio e lhe preencher a alma, inundando-o(a) totalmente de amor, unção, graça e paz da Trindade Santa: Deus Pai, Filho e Espírito Santo!

Devemos ser vazios para as coisas do mundo e cheios do Espírito de Deus!

Thiago Zanetti - Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)
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