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28 de setembro de 2014

Hospital do Vaticano faz descoberta pioneira com células-tronco



















O “Bambino Gesù” descobre técnica de manipulação que permite o transplante de medula para crianças com leucemia sem necessidade de doador compatível

A descoberta científica do hospital do Vaticano promete salvar a vida de milhões de crianças no mundo inteiro. A notícia foi divulgada pelo hospital pediátrico da Santa Sé, “Bambino Gesù” (“Menino Jesus”), com sede em Roma. Segundo a direção do hospital, os resultados foram apresentados à revista científica internacional “Blood”, e poderiam ser “um marco na cura de muitas doenças no sangue”.
O hospital anunciou, em uma coletiva de imprensa, que a manipulação de células-tronco, em ausência de um doador compatível, permite o transplante de um pai ou mãe ao seu filho. A descoberta é importante para curar crianças com problemas de imunodeficiência, doenças genéticas, leucemia e tumores no sangue.
“Estamos orgulhosos de apresentar este sucesso dos pesquisadores do Hospital ‘Bambino Gesù’, conscientes de que o protocolo dos nossos laboratórios é um marco na terapia de muitas doenças no sangue”, confirmou o professor Bruno Dallapiccola, diretor científico do hospital da Santa Sé.
Para a aplicação no campo da leucemia, a técnica aplicada pela equipe do professor Franco Locatelli, responsável pela Onco-hematologia e Medicina Transfusional do hospital, foi apresentada no último mês de dezembro em New Orleans, durante o congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH).
transplante de células-tronco adultas é uma cura que salva a vida de milhões de crianças que sofrem tumores do sangue, bem como de crianças que nascem sem as adequadas defesas do sistema imunológico. Por muitos anos, o único doador que se podia ter era um irmão ou irmã do paciente. O problema é que dois irmãos são idênticos somente em 25% dos casos.
Diante da impossibilidade de ter doadores na família, existem bancos de dados internacionais com 20 milhões de doadores voluntários de medula óssea. Mesmo assim os bancos de sangue para estes casos dão disponibilidade de apenas 600 mil unidades no mundo.
O problema se agrava quando 30 ou 40% dos pacientes não encontram um doador compatível, além do mais, considerando o tempo de seleção de um doador e a conclusão de todos os exames para identificar outro doador fora da família.
A técnica do hospital da Santa Sé foi aplicada em 23 pequenos pacientes. Os resultados, segundo afirmou a instituição, demonstram que a probabilidade de cura definitiva para estas crianças doentes é de 90%, ou seja, igual à técnica que emprega a medula de um irmão do paciente completamente compatível geneticamente.
A descoberta da manipulação das células-tronco é uma esperança para milhões de crianças que podem ser salvas com um transplantede medula. É possível salvar crianças na Ásia, África ou América do Sul, que não têm “representantes” nos registros de doadores de medula óssea e que, por meio desta técnica, poderão finalmente ter acesso a um transplante de maneira rápida e “virtualmente aplicável a todos os casos”.
Fonte: ARY WALDIR RAMOS DÍAZ para Atleia: http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/hospital-do-vaticano-faz-descoberta-pioneira-com-celulas-tronco-5877803891294208

13 de julho de 2013

FIM DA INDIFERENÇA

FIM DA INDIFERENÇA
Blog Evangelizando!

Não ser somente um símbolo mas um sinal que indica uma estrada a ser percorrida. O Papa Francisco na última segunda-feira, visitando Lampedusa – ilha situada no extremo-sul da Itália – sacudiu mais uma vez a consciência de todos aqueles que ainda viram o rosto para o outro lado diante das dificuldades do irmão necessitado. Francisco fez um veemente e forte apelo para acabar com a indiferença diante de tantos irmãos que sofrem.

Lampedusa, para melhor nos situarmos, é conhecida como a ilha da esperança para milhares de imigrados africanos que atravessam o Mediterrâneo em busca de um futuro melhor. A chegada desses homens, mulheres e crianças à ilha, à ilha do sonho, do paraíso, da porta de entrada da Europa é precedida por uma viagem longa, desumana, terrível, durante a qual muitos perdem suas vidas: no olhar perdido dos que sobrevivem a essa odisséia sem fim, a recordação da morte de tantos parentes e amigos que não conseguiram atravessar o mar. Em seus corações, a dor por aquilo que deixaram para trás e a esperança por aquilo que virá.

Foi a esses homens, mulheres e crianças vindos da outra margem do Mediterrâneo que o Papa Francisco quis homenagear. Para rezar com eles e por eles. A idéia de visitar a ilha de Lampedusa nasceu por causa dos contínuos desembarques e naufrágios de migrantes, sobretudo provenientes da África. Tocado por esta série de tragédias, o Santo Padre, decidiu fazer essa visita à comunidade de Lampedusa e aos imigrantes sobreviventes, para com eles rezar e dar-lhes coragem a superar com dignidade a dramática situação.

Para o Papa era importante que se entendesse o significado desta sua visita: um gesto importante e significativo, como disse na sua homilia de “chorar por aqueles que morreram no caminho rumo a uma condição melhor de vida”; mas também gesto de solidariedade para com todos aqueles que sofrem neste mesmo caminho e de solidariedade e encorajamento para com todos aqueles que se empenham efetivamente em acolhê-los e a permitir-lhes que prossigam rumo a uma vida melhor.

As palavras do Papa foram duras críticas ao que ele chamou de “globalização da indiferença” provocada por uma “cultura do bem estar” que leva as pessoas a viverem em “bolhas” na ilusão “do fútil, do provisório”.

Mas agora Lampedusa, a viagem do Papa e o encontro com os últimos e com a população local não deve ser só um símbolo, mas sim a indicação de que é possível mudar as coisas. Os refletores da mídia, que se acenderam no último dia 8 de julho quando o Papa tocou a terra de Lampedusa, já se apagaram, mas os desembarques daqueles que sonham uma vida melhor, continuam. E esses filhos de Deus continuam, de modo desesperado a desafiar a morte perseguindo o sonho da liberdade.

O Papa foi rezar por aqueles que perderam a vida, mas também foi a Lampedusa para sacudir a consciência de todos, a nossa, do valor da vida, de que não se pode ficar indiferente diante da situação de milhões de pessoas que padecem as necessidades mais básicas para a sobrevivência.

Os votos são de que a viagem do Papa a Lampedusa, um lugar talvez desconhecido para milhões de pessoas, seja o início da construção de uma ponte que ligue a opulenta e fechada Europa à África, ao mundo dos excluídos; uma ponte que una, num só abraço pessoas de todas as partes do mundo, que lutam para ter uma vida digna.

O Papa Francisco nas palavras proferidas em Lampedusa tocou os corações das pessoas e chamou a atenção dos meios de comunicação, principalmente quando usou a expressão “globalização da indiferença” e pediu perdão pelas mortes absurdas de pessoas que buscavam uma vida melhor. Se chegamos à globalização da indiferença, e ao fato de que o outro é somente um problema, é porque não vivemos corretamente o nosso cristianismo.

Ainda durante a sua homilia, na celebração da Santa Missa, o Santo Padre não esqueceu dos muçulmanos presentes, dirigindo um pensamento pelo início do jejum do Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos e concluíndo; “a Igreja está ao seu lado na busca de uma vida mais digna, para vocês e suas famílias. A vocês “O’sciá!”.


Papa Francisco mais uma vez toca o coração das pessoas e faz um forte chamado à consciência de todos, para sairmos de nossas posições conformistas. Ele com o seu gesto nos ensina a contrastar a indiferença e a superar com gestos concretos o egoísmo da nossa comodidade.

Silvonei José Protz
Colaborador do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

12 de julho de 2013

Banco do Vaticano doou 70 milhões de dólares para caridade em 2012

Banco do Vaticano doou 70 milhões de dólares para caridade em 2012

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Através de um comunicado, a Santa Sé informou que o chamado "banco" do Vaticano, o Instituto para as Obras de Religião (IOR), doou 70 milhões de dólares para obras de caridade em 2012.

A declaração do conselho de cardeais para o estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé emitida em 4 de julho assinalou que "os membros do conselho expressam seu profundo agradecimento pelo apoio brindado ao ministério universal do Santo Padre, que frequentemente o fazem anonimamente apesar dos momentos de crise econômica".

Os membros do conselho também alentaram "a seguir perseverando nesta boa obra".

Entre os recursos de caridade que distribuiu o IOR estão o Fundo Pró-Orantibus, que apoia os mosteiros de clausura; o Fundo de São Sergio, que apoia a Igreja na antiga União Soviética; a comissão para a América Latina e o Fundo Amazônia, assim como outras organizações de caridade católicas.

O conselho de cardeais se reuniu nos dias 2 e 3 de julho para revisar o ano fiscal de 2012. A reunião foi presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, com a assistência de outros 12 cardeais.

O estado financeiro 2012 da Santa Sé fechou com um ganho de 2.8 milhões de dólares, principalmente devido ao bom desempenho da administração.

Em 2012, os católicos ofereceram quase 66 milhões de dólares através do Óbolo de São Pedro, que é a segunda entrega voluntária à Igreja. Isto representa uma baixa dos oferecimentos de aproximadamente 70 milhões de dólares em relação a 2011.


Fonte: ACI Digital

11 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude terá mais de 250 catequeses

Jornada Mundial da Juventude terá mais de 250 catequeses

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O Vaticano confirmou que mais de 267 locais que oferecerão catequeses durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro.

As catequeses - sessões de ensino sobre a fé - serão dadas por bispos e cardeais durante três dias, entre 24 e 26 de julho, sendo 133 delas em português, 50 em espanhol e 25 em inglês.

O italiano e o francês são os seguintes maiores grupos de idiomas, com 15 sessões cada, enquanto os alemães terão a chance de ouvir as catequeses 8 vezes e os poloneses poderão encontrá-las em sua língua nativa em 5 lugares.

Além disso, a fé será explicada em árabe, russo, croata, grego, checo, esloveno e dinamarquês.

Os três dias seguirão três temáticas: "Sede de esperança, sede de Deus" em 24 de julho, "Para ser discípulos de Cristo" em 25 de julho, e "Para ser missionários: ir adiante!" em 26 de julho.

As catequeses serão dadas em um total de 20 idiomas e incluirão uma profunda análise do slogan da JMJ com oPapa Francisco: "Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28).

Um dos dois maiores locais de catequese, a catedral de São Sebastião, no centro do Rio, vai receber até 5.000 peregrinos para uma sessão em português.

A outra grande reunião acontecerá no centro de convenções Riocentro, que também pode receber 5.000 participantes.

Um dos principais locais para os que falam inglês será o Vivo Rio Pilgrim Center, onde artistas como Steve Angrisano, Jesse Manibusan, Jacob and Matthew Band e Danielle Rose se apresentarão no palco durante toda a semana.

As sessões de catequese começarão às 9h com um louvor conduzido por um grupo de voluntários selecionados pelo Conselho Pontifício para os Leigos, do Vaticano.

Um bispo ou cardeal diferente falará cada dia por cerca de 30 minutos, seguido de uma sessão de perguntas e respostas com os peregrinos.

Muitos dos catequistas se basearão no documento da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, realizada em Aparecida, em 2007.

Seu tema foi "Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham vida n'Ele". O Papa Francisco desempenhou um papel fundamental na elaboração do documento final, que foi emitido após a reunião de Aparecida.

O Vaticano está incentivando bispos e cardeais a darem também o próprio testemunho e a falarem sobre modelos positivos: santos, beatos ou jovens exemplares.

Cada dia será encerrado com uma missa presidida pelo catequista, ao lado de todos os sacerdotes que estarão presentes. Durante a parte da manhã, os sacerdotes também estarão disponíveis para a confissão.

Fonte: Aleteia

8 de julho de 2013

Vaticano concede indulgências para participantes da JMJ Rio2013

Vaticano concede indulgências para participantes da JMJ Rio2013
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Papa Francisco lança decreto que concede indulgência aos participantes da Jornada Mundia da Juventude (JMJ Rio2013). De acordo com o texto do decreto, a indulgência pode ser recebida por todos que viverem a JMJ, mesmo que espiritualmente. Para isso, os jovens precisam rezar pelas intenções do Sumo Pontífice, confessar-se e comungar. O decreto foi assinado em 2 julho pela Penintenciária Apostólica.

O decreto explica que será concedida a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante a Jornada. Para isso, é necessário, com alma contrita, elevar fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade. Os fiéis deverão também buscar a confissão.

>>> Veja abaixo a íntegra do decreto





PENITENCIARIA APOSTÓLICA

RIO DE JANEIRO

DECRETO

Concede-se o dom das Indulgências por ocasião da “XXVIII” Jornada Mundial das Juventude”, que será celebrada no Rio de Janeiro durante o corrente Ano da Fé.

O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”, na Audiência concedida no passado 3 de Junho ao subscrito Cardeal Penitenciário-mor, manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Beatíssima Virgem Maria e de todos os Santos, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:

a.- concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) e ainda aplicável a modo de sufrágio pela almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem nos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.

Os fiéis legitimamente impedidos, poderão obter a Indulgência plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados, desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social;

b.- concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.

Para que os fiéis possam mais facilmente participarem destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas, pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”.

O presente Decreto tem validade para este encontro. Não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, na Sede da Penitenciaria Apostolica, no dia 24 de Junho do ano do Senhor de 2013, na solenidade de São João Batista


Manuel Card. Monteiro de Castro
Penitenciário-mor

Mons. Krzysztof Nykiel
Regente

L. + S.
Prot. N. 297/13/I

Fonte: Site Oficial da JMJ

6 de julho de 2013

A FORÇA DA FÉ

A força da fé
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Nos últimos tempos presenciamos cada vez mais na mídia, informações que nos relatam sobre perseguições de cristãos e fiéis vítimas do “odium fidei”, ódio da fé; ou seja morrer por causa da fé que se professa. Notícias de todas as partes do mundo; da Ásia à África, da Europa à América. São muitas as realidades cristãs em dificuldades nos quatro cantos do nosso planeta. Muitas são Igrejas jovens, que frequentemente trabalham num clima de dificuldade, de discriminação, e também de perseguição. No último mês de maio, recebendo em audiência os participantes na Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, o Papa Francisco sublinhou que muitos povos ainda não conheceram nem encontraram Cristo, é preciso levar a eles o Evangelho.

Nesta semana foi divulgado nas redes sociais o martírio de um sacerdote católico eremita na Síria, Padre François, onde as imagens apresentam a inexplicável ação de pessoas que tiram sua vida com a euforia de fazer a vontade de Deus. Mas de qual Deus? A sua única culpa, ser cristão.

A questão da perseguição religiosa e do martírio não é um fato do passado, dos primórdios do cristianismo mas é uma realidade de hoje que desafia e incomoda o “Povo de Deus” deste século, chamado sempre mais, a testemunhar a verdade em uma sociedade muitas vezes hostil e carente de Deus. Assim como no início da Igreja, também hoje muitos são os perseguidos e mártires que testemunham com a sua vida, diante de sociedades opressoras, a sua fé. Temos ainda muitos exemplos da atualidade como Dom Romero em El Salvador e não distante da nossa realidade a Irmã Dorothy Stang, que deu sua vida pelos últimos do Pará.

Tertuliano já dizia que “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”: essa afirmação ressoa ainda mais forte nos dias de hoje em que a Igreja, presente em todo o mundo, vê muitos de seus filhos padecerem por sua fé e adesão a Cristo. Sabemos que na história o martírio é uma dimensão que pertence à própria natureza do testemunho cristão; aliás martírio significa testemunho. É curioso que muitos, quando se fala de martírio, perseguição pela fé, pensem a algo que pertence ao passado, às origens do cristianismo. Certamente é assim! Mas seria também bom que não somente os cristãos, envolvidos diretamente, mas todos soubessem que, de um ponto de vista histórico, a época das perseguições e martírios é a nossa.

Segundo um estudo do maior especialista de estatística religiosa moderna, David Barret, os mártires cristãos desde a morte de Jesus Cristo, até os dias de hoje, são cerca de 70 milhões, 45 milhões desses, mais da metade, estão concentrados no século XX e nos ínicios do século XXI. Já o Beato João Paulo II afirmava que o século dos mártires foi o século XX.

No mundo ocidental, quando falamos de situações de alarme no que diz respeito a perseguições e martírio por causa da fé, certamente vem em mente por primeiro o fundamentalismo islâmico. Basta recordar a lei sobre a blasfêmia no Paquistão, que tanto os cristãos no país combatem e padecem, e agora as chacinas na Síria. Mas para além das violências públicas, há também muitas violências privadas, atentados em muitos países onde os cristãos são minoria. Há também territórios, como na África e Ásia, onde os cristãos são considerados um corpo estanho, quase traidores da cultura local, apesar da sua presença ser muito antiga.

Mas não devemos esquecer também daquilo que ocorre no Ocidente, na Europa, certamente não na dimensão da violência que se verifica em certas áreas da África e Ásia, todavia há uma sutil, e nem sempre sutil, tentativa de discriminar, de marginalizar, de colocar à parte o cristianismo, de negar a identidade cristã e as raízes cristãs, de agredir de vários modos a Igreja e até o Santo Padre. Basta pensar nos símbolos religiosos retirados dos lugares públicos, vistos por muitos como um ofensa ao laicismo do Estado.

De todas as partes nos chegam notícias de perseguições e mortes de pessoas, que, por causa de sua fé cristã, são vistas como traidoras e proseletistas. O Papa Francisco nos últimos tempos não se cansa de pedir aos fiéis, aos cristãos que sejam verdadeiras testemunhas do amor de Deus, verdadeiros seguidores de Cristo.


Esse é o momento de olhar para aqueles nossos irmãos que sofrem a dor da perseguição e do martírio por causa do seguimento de Cristo. É o momento de ajudarmos com a oração e não somente com ela, os cristãos expulsos de suas casas e obrigados a viver longe de suas terras. É o momento de sermos verdadeiramente cristãos, seguidores de Cristo, de demonstrarmos a força da nossa fé. “Jesus quer cristãos livres como ele”. “O tempo dos mártires ainda não terminou”.

Silvonei José Protz
Colaborador do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

1 de julho de 2013

Agenda do Papa sofre modificações nos meses de julho e agosto


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Cidade do Vaticano (RV) – Com o início do mês de julho e durante o mês de agosto, as atividades públicas e privadas do Papa Francisco sofrem modificações.

Neste período, as Audiências Gerais das quartas-feiras estarão suspensas e serão retomadas regularmente a partir do dia 4 de setembro – com transmissão ao vivo do Programa Brasileiro.

Já os Angelus dominicais estão confirmados e o Santo Padre guiará a oração mariana do Vaticano, inclusive no mês de agosto.

Haverá duas exceções em julho: o Angelus do dia 14, que será feito em Castel Gandolfo, e o do dia 28, que será no Rio de Janeiro, por ocasião do encerramento da Jornada Mundial da Juventude.

A partir do dia 8 de julho, segunda-feira, estão suspensas também as Missas matutinas do Papa na presença de grupos na capela da Casa Santa Marta. Neste dia, Francisco visitará a ilha de Lampedusa, no extremo sul da Itália.

No dia 22, segunda-feira, o Papa embarca para o Brasil e regressa ao Vaticano uma semana depois.

No mês de agosto, dia 15 – solenidade da Assunção de Maria Santíssima –, foi confirmada a tradicional Santa Missa celebrada na paróquia de Castel Gandolfo e, sucessivamente, o Angelus do pátio da residência de verão.

Fonte: News.Va

28 de junho de 2013

Card. Pell: "Haverá uma grande reforma na Cúria. Francisco quer o Vaticano como um lugar onde as pessoas levem à sério o serviço a Cristo e aos outros"

Card. Pell: "Haverá uma grande reforma na Cúria. Francisco quer o Vaticano como um lugar onde as pessoas levem à sério o serviço a Cristo e aos outros"
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Cidade do Vaticano (RV) - O Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, um dos oitos Cardeais nomeados como Conselheiro do Papa Francisco, prevê uma “mega reorganização da Cúria Romana” e espera que se encontrem métodos mais eficazes para a seleção de seus membros. Falando ao Vatican Insider, o Cardeal afirmou que “o Papa que temos agora é diferente e está realizando muitas coisas”.

O Cardeal considerou o encontro do Papa Francisco com os motociclistas das Harley Davidson como “emblemático”. “O Papa se sentiu completamente à vontade com eles e os abençoou – observou Pell. É um Papa que compreende a importância dos símbolos. Ele escolheu Francisco como nome. São Francisco de Assis caracterizou-se por muitas coisas, entre as quais um ditado atribuído a ele, em que, dirigindo-se a seus irmãos, disse: ‘Preguem o Evangelho com ações e se necessário, usem as palavras’. Acredito que o Santo Padre entenda muito bem tudo isto e por esta razão o seu estilo de ensino é bastante diferente daquele de Bento XVI. Alguém disse que Bento era um bom professor para os intelectuais, bispos e padres, mas Francisco é muito mais imediato e direto, e fala às pessoas comuns", afirmou.

Sobre a decisão de Papa Francisco em permanecer na Casa Santa Marta, o Cardeal Pell afirmou que ele gosta de companhia e arriscou um palpite: “é a escolha de um homem que não quer ser controlado. E eu sou a favor dos Papas que agem como Papas”

Ao analisar os primeiros cem dias de pontificado, o Cardeal-arcebispo de Sydney mostrou alguma preocupação em relação à saúde de Francisco, especialmente devido ao seu ritmo de trabalho: “Penso que ele deveria cuidar de sua saúde. Não é mais jovem e está trabalhando sem descanso. Obviamente, que é muito forte, mas penso que todos estejam interessados de que ele não exagere, ou melhor, que trabalhe duramente mas de uma forma correlata às suas forças. Francisco está trabalhando num ritmo extraordinário”.

O Papa decidiu passar suas férias de verão no Vaticano. O Cardeal Pell afirmou que gostaria muito que Francisco fosse a Castel Gandolfo, mas “ele é um jesuíta do velho estilo, fez um juramento de pobreza e o está levando muito a sério”. Além disto, o purpurado também atribuiu a não ida de Francisco a Castel Gandolfo, à ida de Bento XVI, que poderá passar uma temporada na Casa de verão dos Papas.

Perguntado se o estilo de vida simples de Francisco faria com que tantos bispos e sacerdotes repensassem seu estilo de vida à luz deste modelo, o Cardeal-arcebispo de Sydney afirmou não ter dúvida quanto a isto: “o estilo de seu pontificado, seus ensinamentos e seu modo de viver, afetam a vida de toda a Igreja. Certamente, o Papa Bergoglio não quer que o Vaticano seja visto como uma corte renascentista ou do século XVIII, mas sim como um lugar onde as pessoas levam a sério o serviço a Cristo e aos outros".

O Cardeal Pell é um dos oito cardeais escolhidos como conselheiro do Papa. Na sua opinião, ao invés de partir de uma grande reorganização da Cúria – que será realizada em grande parte -, deve-se “concentrar em alguns problemas concretos. Por exemplo, deveríamos nos perguntar se o Vaticano tem um número suficiente de transcritores e sobre o número de pessoas com doutorado que passam o tempo transcrevendo. Este é apenas um pequeno exemplo dos problemas práticos que existem hoje.”.


O Cardeal Pell também observou que é necessário melhorar “a disciplina e o aspecto motivacional”. “Eu acho que Francisco fez grandes progressos no que tange ao IOR, mas poder-se-ia fazer muito mais. Para ser mais específico, eu acho que se deveriam realizar inspeções externas a cada ano, como é feito em qualquer lugar no mundo anglo-saxão. Além disso, nas realidades vaticanas que lidam com a comunicação, existe uma falta de coordenação e se gasta muito em determinadas agências. Estes são alguns aspectos práticos que precisamos resolver". (JE)

Fonte: News.va

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