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Mostrando postagens com marcador Sandro Ap. Arquejada. Mostrar todas as postagens
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15 de abril de 2014

A roupa da mulher influência estupros?

A roupa da mulher influência estupros?
Temos visto nas últimas semanas toda uma polêmica gerada por um órgão de pesquisa que apontou que a maioria dos brasileiros julgariam que o comportamento da mulher, influencia sim, num caso de estupro.

Na semana seguinte a esta notícia, o mesmo órgão de pesquisa admitiu um erro e anunciou por nota que houve uma troca nos gráficos, que o correto é afirmar que 26% dos entrevistados concordam com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”, ao invés dos 65% divulgados primeiramente.
A pesquisa traz ainda outros dados que achei interessante para entendermos como as pessoas estão percebendo  à sexualidade nos dias de hoje, por exemplo: 54,9% também concordam ou concordam parcialmente que “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama”. E a partir de afirmações como essas os estudiosos do órgão pesquisador também tiraram algumas conclusões: “Por trás da afirmação [referente ao estupro], está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais”, e “Constitui importante desafio reduzir os casos de violência contra as mulheres. (…) Uma das formas de se alcançar a diminuição deste fenômeno, além da garantia de punição para os agressores, é a educação. Transformar a cultura machista (…) é o maior desafio atualmente”.
Penso que tais conclusões são fruto de uma forma superficial de analisar o problema. Culpar a cultura machista ou o comportamento feminino pela crescente violência que estamos presenciando é equivalente a cuidar dos sintomas sem querermos nos esforçar por descobrir a doença. Daí então questiono se não seria tudo isso, antes, o reflexo de uma cultura que quer nos impor a todos, homens e mulheres, uma idolatria ao sexo, em formar as mentalidades para o culto ao corpo e a expressar os impulsos sexuais como forma de liberdade ou felicidade plena?
Ninguém se transforma num estuprador da noite para o dia. Até chegar ao ponto de cometer uma atrocidade dessas, um homem foi influenciado por estímulos, iniciando pelos mais simples que parecem inofensivos como as dançarinas seminuas num programa de domingo, até ele ir para a pornografia e depois cometer um crime.
Quero deixar bem claro que não estou justificando o ato violento. Em hipótese alguma a mulher deveria sofrer este tipo de agressão, nem qualquer outro tipo. Mas, é preciso denunciar que estamos sendo violados – mulheres e homens – em nossa dignidade de seres humanos, por tanta sexualização em nosso meio.
Após a revolução sexual e a constante incidência da erotização em nosso cotidiano, estão transformando o masculino (que é mais inclinado ao ato sexual, pois, a natureza que lhe deu o material genético que fecunda, então o fez com características psicológicas a buscar fecundar) numa máquina de sexo. Ou seja, estão ensinando o homem a manifestar seus impulsos naturais de forma animalesca ao invés de trabalhar para tranquilizá-los e conviver pacificamente com estes, pois isso é o normal e perfeitamente natural. Nisso é verdadeiro que “os homens não estão conseguindo controlar seus apetites sexuais”, desde a masturbação até os que chegam a cometer um ato criminoso.
Em contrapartida, estão demonstrando as mulheres que seu valor está na auto imagem. Como se os anseios mais profundos do coração feminino pudessem ser preenchidos quando ela se torna bela e desejável, só que pela via mais primitiva e superficial impressão dela mesma, que é a sensualidade.
Ao usar roupa curta, justa, os decotes, o shortinho, a legging que marca praticamente tudo, ela sabe que vai chamar a atenção, que os homens irão olhar para ela, mas sua intenção é de ser notada, ser vista, ser  reconhecida, de forma normal e natural. Ela não entende que está sendo provocativa, pois não é tão visual quanto o homem.

E sendo percebida, consequentemente aumentará sua autoestima e ela terá uma boa impressão de seu valor perante os outros. Ao sentir-se bonita e notável essa moça pensa que está despertando nos outros o interesse pela sua pessoa e por aquilo que ela porta em seu intimo.
Mas, quando um rapaz olha para ela, não é bem isso que ele pensa. A formosura e a notoriedade que ela quer e precisa estão muito além da sensualidade. “O que é mais importante é invisível aos olhos”, entretanto ao vê-la com vestes assim, primeiramente nesse rapaz despertará a sua fantasia sexual, e muito provavelmente é essa a impressão que ele levará dela. Infelizmente, daí vem a pobre afirmação: “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama”. E o pior, é que existem mulheres que estão condicionadas, reféns de uma necessidade dos elogios vindos de quando usam essas vestimentas tipo “arrasa quarteirão”, ou “de parar o trânsito”, como um “vício”.
Enfim, a intenção de um não é o entendimento do outro e o significado de um não é como o outro percebe.
Somente se falarmos a mesma linguagem é que poderemos nos entender, e neste caso, a “educação” indicada como solução na conclusão da pesquisa, só se fará mesmo pela beleza da castidade. Esta virtude que Mons. Jonas Abib tanto preza e nos recomenda pela “sadia convivência entre homens e mulheres”. É possível que um rapaz olhe para uma moça sem cobiça e com pureza, e vice versa? Sim, é possível!
Inseridos no amor de Cristo, desde as nossas amizades, aprendamos a treinar o amor desinteressado. São em gestos gratuitos de amor, em ofertar nosso tempo, nosso ouvido, em prestar um favor ao outro sem esperar retribuição, que podemos nos desvencilhar do nosso egoismo, controlar os instintos e descobrir nosso valor de pessoa. Nosso mais acertado auto reconhecimento está inscrito no coração de Deus, é lá que precisamos nos identificar.

Quando aprendemos à achegar-nos a alguém, não por ele poder nos trazer vantagens, mas por nosso amor gratuito, é que nosso coração e mente, daí também nossa sexualidade, irão sendo curados e fortalecidos na paz, no amor e na bondade.

Sei que algumas pessoas vão discordar e achar que a culpa é mesmo da mulher, ou culparão a mentalidade machista. Cada um tem o direito de usar a roupa que quer e querer viver o autocontrole ou não. Contudo, se falássemos mais de Castidade não somente a violência diminuiria, mas também a família e a sociedade viveriam de forma mais amorosa.
Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)

5 de novembro de 2013

Deus tem uma pessoa certa para mim?

Deus tem uma pessoa certa para mim?
Se você é vocacionado ao matrimônio, a resposta é sim! Nesta condição, é claro que Deus tem uma pessoa ideal, que irá combinar com você, te fazendo crescer humana e espiritualmente, sendo seu complemento.

Por acaso, Deus faz Suas obras pela metade? Ou, o Senhor cria uma árvore que produza laranjas e irá pedir a esta que dê uma limonada? Quero dizer: Se o Senhor te fez com uma vocação, Ele irá prover alguém e tudo o mais para que sua realização aconteça. E irá lhe pedir tudo, conforme os dons que Ele mesmo te deu. Qualquer ação fora disso, além no natural, será pelo poder de Deus, não pela nossa humanidade. O Senhor preferencialmente, conta com nosso empenho, encaminha e dá a providência no plano natural. Por isso, se você tem o chamado ao casamento, Deus irá prover que aconteça naturalmente.

O problema a pergunta título deste artigo é que, na maioria das vezes, romanceamos demais, pensamos na questão como algo mágico, que a pessoa certa virá num cavalo branco, ou então, com todas aquelas qualidades que sempre sonhamos e ainda acompanhada(o) de sinais e prodígios do Céu, que não deixem dúvidas do desígnio divino a esse respeito. Queremos ter o coração arrebatado e que o(a) fulano(a), (ou José/Maria, se você assim preferir!), seja lhe apresentado por um anjo de Deus que indique “esta é a pessoa que Deus fez pensando em você”.

Mas, deixe-me lembrá-lo(a) que existe algo maravilhoso que o Altíssimo nos deu que se chama: Livre Arbítrio. Isso não anula o fato que há no coração do Senhor, uma missão e um específico para cada um nesta terra. Mas, tudo isso é submetido à nossa liberdade de escolha.

Por exemplo: Deus nos fez vocacionados a uma profissão, existe em nós os dons e as habilidades para tal, e Ele deseja que as empreguemos nesta função para nossa realização, mas, a escolha em qual empresa trabalhar é nossa. Até podemos escolher dentro desse exercício da vocação, sermos íntegros, responsáveis e honestos, ou não. Mesmo usando de forma má nossos dons, Deus não os tirará de nós “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29).

Da mesma forma, Deus nos fez chamados ao Matrimônio, mas a escolha de corresponder ou não, e como iremos corresponder, é nossa.

O Senhor em Sua infinita bondade, pela Providência Divina pode até indicar uma instituição onde trabalhar, e uma pessoa como a ideal, mas estas não serão suas únicas opções de vida.

Não existe o: “Estávamos predestinados”; “Deus o fez para mim”; “Um amor escrito nas estrelas”.
Afinal, se não houvesse mais nenhuma pessoa no mundo capaz de casar-se com você, lhe seria tirada a liberdade de decidir por alguém. Por acaso José foi obrigado a aceitar Maria como esposa? Muito pelo contrário, o anjo, em sonho (algo que ele poderia questionar se tudo o que estava acontecendo não o fez sonhar), disse somente que ele não precisava ter medo de recebê-la como esposa (cf. Mt 1,20). Mas a decisão foi dele, de José. Da mesma forma, a escolha de firmar um compromisso com a pessoa ao seu lado é sua. Por mais que você tenha recebido sinais do Céu que indicam que é vontade do Senhor que vocês namorem e se casem, é você quem deve aceitar isso ou não. Repito, ele(a) não é a(o) única(o) pessoa compatível com você. Mesmo com sinais de Deus, se você escolher não se casar com determinada pessoa, a providencia do alto lhe encaminhará outra. Se assim não fosse, alguém decepcionado com o casamento, poderia atribuir a Deus o fardo de ter sido obrigado a estar com o cônjuge!

Ou então, se você não namora, fique atento e saiba que existem muitas pessoas compatíveis à um casamento com você. E, para lapidarem-se e prepararem-se em vista do Sacramento, vocês terão que aprender a controlar os ânimos, conhecerem o jeito do outro e desfazerem-se de conceitos próprios em prol do melhor para o “nós”. Ou seja, pode ter alguém diferente de você aí por perto, que será seu(sua) esposo(a). E isso será um processo, vocês não estão prontinhos um para o outro.

Nisso, vemos a beleza do que Deus pensou para o homem e a mulher. Ao estarmos cientes de que a pessoa certa é Deus que encaminha, mas somos nós que escolhemos, podemos dizer:
“Entre todas as pessoas do mundo, Deus te trouxe para perto, para eu poder dizer, “que por tudo o que você é, mesmo nas dificuldades, EU TE ESCOLHI, sem nenhuma reserva!”

Deus abençoe!

Sandro Ap. Arquejada
Colunista do Blog Evangelizando
Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro: "Maria, humana como nós" e colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.
blog.cancaonova.com/sandro



15 de julho de 2013

Eu quero ser santo!

Eu quero ser santo!
Blog Evangelizando!

Buscar uma vida de santidade, fazendo escolhas por aquilo que realmente dá sentido a nossa existência, não cedendo as tentações e impulsos das soluções mais fáceis, pede de nós, sangue, suor e lágrimas. É uma constante vigília pela construção daquilo que queremos no mais intimo. Ser feliz dá trabalho, porém compensa todo esforço! Ser santo é ser feliz!

Contudo, deram um sentido pejorativo a expressão “Ser santo”. Fizeram parecer uma vivência de tristeza que elimina da pessoa a possibilidade de viver com intensidade. Quando alguém afirma “não sou santo”, geralmente está querendo significar: “não sou escrupuloso e me dou o direito de investir em minha alegria”.

Só que nessa dinâmica o indivíduo já incutiu, mesmo que inconscientemente, que ele deve ser politicamente correto – o que muitas vezes o leva a compartilhar das ideias da multidão, independente se é correto, ético, moral, ou o melhor para o ser humano; e que para ser feliz, ele terá que, caso for preciso, prejudicar quem estiver no meio do seu caminho, e que os prazeres devem ser desfrutados a todo custo, mesmo que após venha a ser prejudicial ao indivíduo.

Então, na sociedade de hoje, as pessoas, dizem comumente “não sou nenhum santo” excluindo de sua vida o desejo de investirem verdadeiramente na felicidade que Deus nos destinou. O resultado são pessoas condicionadas mais pelos impulsos que pela inteligência, ideologias que espalham um falso moralismo e o esvaziamento das dimensões mais intimas e profundas da pessoa. Basta prestarmos bem a atenção se, onde e no que a grande massa diz encontrar prazeres, existem pessoas realmente felizes?

Se dinheiro trouxesse felicidade não haveria entre os abastados materialmente, pessoas destituídas de sentido. Se o sexo, enquanto ato e enquanto pseudo ‘escolha de gênero’ fosse “tudo”, não haveria gente infeliz entre os chamados ‘profissionais do sexo’.
Se o uso de drogas, tanto as lícitas, quanto as que estão defendendo que sejam liberadas, quanto as não lícitas, resolvessem os problemas de alguém, essa pessoa não precisaria buscar novamente o alívio e recorrer outra vez ao entorpecente, assim correndo o risco, de no mínimo, investir contra sua integridade física.

Porém, quando estudamos a biografia de um Santo, o que podemos perceber? Felicidade! Alegria e sentido existencial.

Isso quer dizer que os santos não sofreram? Claro, que não! Os santos sofreram, lutaram, se decepcionaram, tiveram grandes desafios em suas vidas, como todo ser humano, igual a mim e a você, mas encontraram um motivo maior e mais nobre que justificava todo o esforço e significado em cada uma de suas labutas. Sabiam para onde caminhar, “porque” e “para que” continuar caminhando e isso preenchia seus corações e suas almas. Não há uma história de vida de santo(a) que mostre ele(a) infeliz ou sem rumo.

O amor é a maior força dentro do ser humano, até mais que a vida e a liberdade. Quando não usamos nossa vida e nossa liberdade para amar a vida perde seu significado. A vida e a liberdade voltada para si mesmo, nos deixará enfadados, porque a felicidade só acontece quando amamos e o amor se faz pelo serviço. Só ama plenamente quem faz algo pelo bem do próximo. Quem não serve o outro com o que tem de melhor, com seus dons, não cresce como pessoa, daí sente-se infeliz.

Santidade é agir pelo amor. Os santos foram os homens e as mulheres do amor. Por isso, a santidade nos dá as ferramentas para viver a vida intensamente.

Mesmo após tomar a decisão por querer ser santo, é claro que algumas tendências ainda continuarão presentes em nós. Um santo não se faz de perfeição, mas de luta para amar sempre e da misericórdia do Senhor. O importante é a cada dia descobrir como podemos transferir esforços dos nossos anseios, desejos e potencialidades, ao invés de usá-los para o pecado, investi-los no amor. Sempre será uma luta dos nossos instintos contra nossa razão. Contudo, somos seres racionais que com a ajuda do Espirito Santo e auxílio da Virgem Maria, podemos fazer escolhas.


Em toda situação podemos dizer: “Eu quero ser santo!”

Sandro Ap. Arquejada
Colaborador do Blog Evangelizando
Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro: "Maria, humana como nós" e colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares. Blog: blog.cancaonova.com/sandro

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