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15 de setembro de 2014

"Pobres dos fiéis católicos que frequentam as Santas Missas em muitas de nossas igrejas..."

"Pobres dos fiéis católicos que frequentam as Santas Missas em muitas de nossas igrejas... Submetidos tantas vezes às arbitrariedades de uma pseudo liturgia pautada por distorções, abusos, ridículas inserções de palmas, agitação de folhetos, danças, símbolos e mais símbolos que não simbolizam nada. Quanto abuso! Quanta arbitrariedade! Quanta falta de respeito não só para com Aquele para quem deveria dirigir-se a celebração, mas também para com os pobres fiéis que são obrigados a engolir esdrúxulas situações falsamente chamadas de " inculturação liturgica", mas que na verdade revelam falta de fé ou a ignorância das mais elementares verdades da fé em relação à Eucaristia, à Presença Real e outras. Pobres fiéis guiados por alguns pastores que arrotam slogans fundados em um palavreado eivado de conceitos atribuídos ao malfadado "espírito do Concílio" que na verdade, de conciliar nada tem... Tal espírito passa longe daquilo que a Igreja de Cristo é e pretendeu favorecer com a reforma litúrgica. Pobres fiéis, forçados a ter de engolir o que destrói a fé, o que na prática nega a centralidade do Mistério de Cristo, poluindo-o com a tentativa de desfocar este Mistério através da inserção de conceitos ideologizados sobre Deus, o homem, a criação e tantas outras realidades. 

A "nobre simplicidade" apregoada pelo Concílio transformou-se em desculpa para um "pobretismo" litúrgico que se expressa em despojamento do elementar, em relaxo, sujeira, descaso e outros defeitos. Dá-se à Liturgia, portanto a Deus, o que há de pior: no mínimo, o que é de gosto duvidoso. Chegamos ao tempo em que quem obedece as Normas Liturgicas é acusado de rubricista. Ai de quem ousar usar os paramentos prescritos pela legislação litúrgica vigente. No mínimo será caracterizado como "romano", o que na visão de muitos é considerado como uma ofensa. E quem celebrar usando com fidelidade os livros litúrgicos, "dizendo o que está em letras pretas e fazendo o que está em letras vermelhas" será execrado pelos apregoadores do "autêntico espírito do Concílio". Sinceramente, é preciso muita, mas muita fé mesmo para não deixar de acreditar que 'as portas do inferno não prevalecerão', como nos ensina Nosso Senhor."

Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen.

23 de março de 2014

A sacralidade da liturgia

A sacralidade da liturgia

Quanto à sacralidade da Liturgia, ela se encontra em crise porque primeiramente o conceito do que é o cristianismo e o que é a Igreja se encontram em crise - e isto é muito grave!

Pensa-se que a Igreja existe para difundir e defender os valores do Reino... E por valores do Reino se tomam muitos dos valores ideológicos da esquerda e de certas filosofias do progresso, todas elas herdeiras do pensamento de Joaquim di Fiori, famoso abade do séc. XII, condenado pelo Concílio Lateranense IV.

Ora, não é para isto que a Igreja existe: para anunciar valores!
A Igreja existe para anunciar uma Pessoa: Jesus, para ser o espaço no qual Jesus fala Sua palavra, age salvificamente pelos sacramentos e forma sempre de novo Seus discípulos como a Sua comunidade, que, vivendo Sua Vida nova (Vida de ressurreição), torna-se espaço no qual Deus, o Pai, reina de verdade.

Assim, a Igreja é germe e sinal do Reino do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja é início do Céu, quando o Reino se manifestará plenamente. Esta é a convicção constante da fé da Igreja, tão belamente apresentada o Concílio do Vaticano II.

Na liturgia é Cristo Quem age, é Cristo Quem doa sempre e novamente o Seu Espírito, que é a própria Vida eterna, Vida divina. Na Liturgia, portanto, a salvação acontece sempre no aqui e no agora da vida humana.
A Liturgia é primeiramente ação de Cristo, que num só Espírito, une a Si a Sua Igreja no sacrifício de louvor ao Pai. Quando se tem essa consciência, compreende-se que a Liturgia é um fazer sagrado, isto é, pertence diretamente ao mundo de Deus e exprime o Seu inefável mistério.

Sem esta percepção, a Liturgia torna-se a festa da “comunidade celebrante” que celebra suas ideias, suas lutas e suas conquistas... Que lástima, que erro, que perda do foco, que traição à fé católica, à consciência cristã! Cristo sai do centro, Deus, o Pai, desaparece e a dimensão sagrada perde totalmente sua razão de ser!

Agora é preciso também compreender um outro aspecto importante: a sacralidade da Liturgia não depende do aparato exterior que lhe damos, mas da consciência profunda de se estar no âmbito de Deus.
A sacralidade vem de Deus, não de ritos ou alfaias! Os ritos e alfaias podem e devem exprimir a sacralidade, mas não a geram nem a garantem. Rito por rito, alfaia por alfaia nos levariam a um desfile de fixação estética de sentido mais que duvidoso!

É preciso estar atentos para o sentido teológico da Liturgia, para uma espiritualidade litúrgica centrada em Cristo, de consciência de ser Igreja Corpo do Senhor e de profundo compromisso com o Evangelho na própria vida e na vida do mundo, com tudo o que isto possa significar e implicar!

Falar em Liturgia não pode nos deter em simples cerimônias, em detalhes mínimos de pequenas observâncias - ainda que elas tenham também o seu valor! O cerne, a nobreza, a importância da Liturgia reside no fato de ser celebração do Mistério pascal do Cristo nosso Deus, na qual recebemos a salvação que o Senhor nos trouxe, pois que ali, Sua Páscoa torna-se perenemente presente e Ele mesmo, como está no Céu, coloca-Se no meio, no centro, no coração da Sua Igreja, como poder santificador, perdoante e salvífico para dar Vida divina aos Seus discípulos e, por eles, a Vida ao mundo!

Dom Henrique Soares

21 de maio de 2013

O Espírito Litúrgico

O Espírito Litúrgico
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O Espírito Litúrgico

O espírito litúrgico que consiste em estudar, estimar, explicar, promover e defender a Liturgia, tem a base mormente em certos princípios gerais. Podem resumir-se em quatro:

1. A. Liturgia é obra do Espírito Santo. Di-lo Sisto V: Sacri ritos et caeremonice, quibus Ecclesia a Spiritu Sancto edocta ex apostólica traditione et disciplina utitur." (Bula Immensa, 1588.) Consequência: respeito.

2. A Liturgia é serviço eucarístico; pois o centro da liturgia é a Eucaristia. Diz o cardeal Bona (De reb. lit. 1. 2, c. 14, § 5) : "Este era o espírito religioso dos nossos antepassados, que tôdas as funções sagradas eclesiásticas, a administração dos sacramentos e quaisquer bênçãos se realizassem durante a missa. Pois a última perfeição e consumação de tudo é a _Eucaristia, da qual recebem a sua força, energia e santidade." Consequência: Amor.

3. A Liturgia é a casa de ouro, de perfeita harmonia.
Numa casa há inúmeros objetos, que ninguém considera avulsos, mas pertencentes ao edifício na sua perfeição. Assim, as múltiplas partes da Liturgia são outros tantos ornamentos da construção total da Liturgia. Consequência: Estima profunda. Poetas, p. ex., Dante, Calderon, mesmo os protestantes Schiller e Goethe se inspiraram na sua beleza para composições de alto vôo. E' a glória da Igreja, objeto de inveja dos acatólicos.

4. A Liturgia é a vontade concretizada da Espôsa de Cristo, a Igreja, formando o cerimonial da corte do Rei de eterna majestade. Ora, "devemo-nos conformar com a Igreja", como ensina S. Inácio nas suas regras, "ut cum Ecclesia sentiamus". (Aprovadas por Paulo III, 1548.) Consequência: acatamento.

5. Divisão: Na Liturgia há vários elementos comuns a funções litúrgicas diferentes. Não convém tratar deles repetidas vezes. Por isso formam o objeto da Liturgia geral. Partindo da definição dada, é preciso falar de pessoas e ações. Tratamos, portanto: 1) das santas palavras, pronunciadas pelas pessoas; 2) dos santos sinais; 3) dos santos lugares, onde se usam as ações e palavras; 4) dos santos tempos que modificam as ações e palavras.

Fonte: Curso de Liturgia – Pe. João batista Reus, S.J. Segunda edição, revista e aumentada

15 de maio de 2013

Mitos Litúrgicos: "A noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada?"

"A noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada?"
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Não é.

O Sagrado Magistério da Igreja, por graça do Espírito Santo, é infalível em matéria de fé e moral (Cat., n.2035). Por isso, a fé católica não muda.

A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, oferecido pelas mãos do sacerdote. Diz o Catecismo da Igreja Católica (n. 1367): "O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício."

O Catecismo anterior, publicado pelo Papa São Pio X em 1905, afirma (n. 652-654): "A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz. (...) O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros, sobre os nossos altares, mas quanto ao modo por que é oferecido, o sacrifício da Missa difere do sacrifício da Cruz, conservando todavia a relação mais íntima e essencial com ele. (...) Que diferença, pois, e que relação há entre o Sacrifício da Missa e o da Cruz? Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação: que Jesus Cristo sobre a cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixão e Morte."

Curiosidade: o Papa Bento XVI afirmou, no dia 09 de Outubro de 2006, que o homem contemporâneo "perdeu o sentido do pecado". Ora, se não há pecado, qual a necessidade de um Sacrifício Propiciatório? Creio que isso explica muitas coisas.

Colaboração do Site Veritatis Splendor.

26 de abril de 2013

A liturgia é culto prestado a Deus!

A liturgia é culto prestado a Deus!
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A liturgia é para nosso alimento, alento e transformação espiritual: ela nos cristifica, isto é, é obra do próprio Cristo que, na potência do Espírito, nos dá sua própria vida, aquela que Ele possui em plenitude na Sua humanidade glorificada no céu. Participar da liturgia é participar das coisas do céu, é entrar em comunhão com a própria vida plena e glorificada do Cristo nosso Senhor.

A liturgia não é feita produzida por nós, não é obra nossa! Ela é instituição do próprio Senhor. Para se ter uma ideia, basta pensar em Moisés, que vai ao faraó e lhe diz: “Assim fala o Senhor: deixa o meu povo partir para fazer-me uma liturgia no deserto”. E, mais adiante, explica ao faraó que somente lá, no deserto, o Senhor dirá precisamente que tipo de culto e que coisas o povo lhe oferte.
Isto tem a ação litúrgica de específico e encantador: não entramos nela para fazer do nosso modo, mas do modo de Deus; não entramos nela para nos satisfazer, mas para satisfazer a vontade de Deus. Por isso digo tantas vezes que o espaço litúrgico não é primeiramente antropológico, mas teológico: a liturgia é espaço privilegiado para a manifestação e atuação salvífica de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nela, a obra salvífica de Cristo é perenemente continuada na Igreja.

O problema é que entrou em certos ambientes da Igreja uma concepção errada de liturgia, totalmente alheia ao sentido da genuína tradição cristã: a liturgia como algo que nós fazemos, do nosso modo, a nosso gosto, para exprimir nossos próprios sentimentos. Numa concepção dessas, o homem, com seus sentimentos, gostos e iniciativas, é o centro e Deus fica de lado! Trata-se, então, de uma simples busca de nós mesmos, produzida por nós mesmos; uma ilusão, pois aí só encontramos a nós e os sentimentos que provocamos. É o triste curto-circuito: faz-se tudo aquilo (coreografias, palmas, trejeitos, barulho, baterias infernais, sorrisinhos do celebrante, comentários e cânticos intimistas, invenções impertinentes e despropositadas...) para que as pessoas sintam, liguem-se, “participem”... Mas, tudo isto somente liga a assembleia a si mesma. Não passa de uma exaltação subjetiva e sentimental! Aí não se abre de fato para o Silêncio de Deus, para Aquele que vem nos surpreender com sua glória e sua ação silenciosa, profunda, consistente e transformadora. A assembleia já não celebra com a Igreja de todos os tempos e de todos os lugares; muito menos com a Igreja celeste!
O sentido da liturgia é um outro: é um culto prestado a Deus porque ele é Deus! O interesse é Deus! A liturgia é algo devido a Deus e instituído pelo próprio Deus. Quando alguém participa de uma liturgia celebrada como a Igreja determina e sempre celebrou, se reorienta, se reencontra, toma consciência de sua própria verdade: sou pequeno, dependente de Deus e profundamente amado por ele: nele está minha vida, meu destino, minha verdade, minha paz. Nada é mais libertador que isso.
Vê-se a diferença entre essas duas atitudes ante a realidade litúrgica: na visão que se está difundindo, criamos uma sensação, uma ilusão. É algo parecido com a sensação de bem-estar que se pode sentir diante de uma paisagem bonita, num bloco de carnaval, num show, num momento sublime, numa noite com a pessoa amada... Na perspectiva que a Igreja sempre teve e ensinou, não! Estamos diante da Verdade que é Deus; verdade que não produzimos nem inventamos, mas vem a nós e enche o nosso coração! Devemos procurá-la? Certamente sim: "Fizeste-nos para ti, Senhor, e nosso coração andará inquieto enquanto não descansar em ti!" Mas para isto é indispensável a capacidade de silêncio, de escuta, de abrir os olhos do coração para a beleza de Deus. A liturgia nos dá isto!



Dom Henrique Soares
Colaborador do Blog Evangelizando
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE
Site: http://www.domhenrique.com.br/

22 de abril de 2013

PRESS RELEASE – CRIAÇÃO DA “ACADEMIA DE ESTUDOS LITÚRGICOS ‘SÃO GREGÓRIO MAGNO’”

PRESS RELEASE – CRIAÇÃO DA “ACADEMIA DE ESTUDOS LITÚRGICOS ‘SÃO GREGÓRIO MAGNO’”

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Criação da “Academia Internacional de Estudos Litúrgicos ‘São Gregório Magno’”

Para não esquecer o extraordinário legado do Papa Bento XVI e militar no campo da Santa Liturgia a Militia Sanctae Mariae – Cavaleiros de Santa Maria (Províncias de Brasil, Espanha e Portugal) decidiu fundar a Academia Internacional de Estudos Litúrgicos “São Gregório Magno”.

Ela tem os seguintes objetivos:

- Ajudar na santificação de seus membros;

- Primar pela fidelidade às normas litúrgicas, ecoando o Magistério da Igreja e os bons estudos sobre a Santa Liturgia;

- Divulgar a Santa Liturgia bem celebrada nos diversos meios e das diversas formas possíveis;

- Ajudar no estudo sobre a Santa Liturgia o mais possível, por meio de artigos, vídeos, palestras, encontros e livros;

- Desenvolver uma rede de pessoas, nos diversos meios (virtuais e reais), para o estudo, promoção e divulgação da Santa Liturgia;

- Desmistificar pontos considerados complexos e controversos na Liturgia;

- Estudar e difundir a obra do grande papa Bento XVI nas diversas áreas que este desenvolveu seus estudos, mas notadamente o foco será na Sagrada Liturgia.
Entrará em funcionamento de imediato, pela sua divulgação em todo o mundo. Temos como projetos a implementação das propostas do “Manifesto pelo Novo Movimento Litúrgico”, a criação de um imediato corpo de membros (sacerdotes e leigos) com o objetivo de trabalhar pela Santa Liturgia, a criação de um boletim de periodicidade fixa e o desenvolvimento de material de divulgação, estudo e pesquisa sobre a Santa Liturgia.

São Paulo, 19 de abril de 2013
Michel Pagiossi Silva
Freire d’Armas


12 de abril de 2013

Dom Henrique Soares: Que engano tão nocivo achar que temos que facilitar as coisas para atrair as multidões!

Que engano tão nocivo achar que temos que facilitar as coisas para atrair as multidões

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Pense um pouco:

Que engano tão nocivo achar que temos que facilitar as coisas para atrair as multidões: facilitar a liturgia, fazendo dela um show de futilidades e criatividades; facilitar a moral cristã, escondendo e adocicando as exigências do Evangelho; facilitar a fé católica, escondendo seus pontos mais difíceis para a mentalidade atual.

Não são as facilidades que atraem; o que atrai é o amor! Quando as pessoas amam, são atraídas e sentem prazer e alegria em renunciar e fazer sacrifícios por Aquele ao qual amam. O futuro da Igreja não está em facilitar as coisas, mas em encantar, apresentando Jesus com toda Sua inteireza de doçura, beleza, simplicidade, radicalidade, verdade, exigências e retidão. Talvez não venham multidões.

Não há nenhum problema! O que importa é que, os que vierem, sejam tão apaixonados, estejam tão prontos a dar a vida, a perder tudo por Aquele que nos encanta, que causem espanto e admiração nos que estão fora! Somente assim o cristianismo será crível. Fora disso, existem somente truques ilusórios, que não encherão nem as igrejas nem os corações. É tempo de acordar, é tempo de ter juízo, é tempo de voltar ao essencial, é tempo de ser fiel novamente, sendo cristão de corpo inteiro e católico sem meias palavras!

Somente para ilustrar isto, tomo a palavra do mais jovem participante do Sínodo dos Bispos sobre a Evangelização, ocorrido em Roma, no ano passado. Com santa ousadia, Tommaso Spinelli, catequista de jovens na cidade de Roma, 23 anos, falando com veemência, pediu que a catequese tenha "substância", que os padres sejam guias fortes, audazes, sólidos em sua vocação e identidade. "Infelizmente há padres que perderam a identidade, a cultura e o carisma... Não gostamos de padres que querem se trasvestir de jovens ou, pior ainda, adotar as incertezas e o estilo de vida de jovens... A mesma coisa quando na liturgia, tentando ser originais, caem no ridículo... Eu lhes peço que tenham a coragem de ser vocês mesmos... Não tenham medo de nos propor as verdades da fé... Temos fome infinita de algo de eterno e de verdadeiro". E o moço terminou pedindo três coisas: (1) Aumentar a formação dos padres, não só espiritual, mas também cultural, pois nunca terá credibilidade junto aos jovens o padre que não souber dar razões daquilo que diz; (2) Redescobrir o Catecismo da Igreja Católica, principalmente em suas primeiras secções, que falam sobre a fé e os sacramentos, e são as mais lindas; (3) Cuidar mais da Liturgia: nós jovens não queremos celebrações simplificadas, aguadas, dessacralizadas, mas bem realizadas, dignas, que traduzam nossa identidade cristã! Chato, não? Verdadeiro que dói...

Visite o Site: http://www.domhenrique.com.br/index.php

6 de abril de 2013

Liturgia: Como é o canto no Credo?

Liturgia: Como é o canto no Credo?
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O Credo é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa. Todos os Domingos e nas solenidades, ele é rezado ou cantado. Pode ser usado o texto do Apostólico ou do Niceno-constantinopolitano.

Como dissemos, o Credo é parte do Ordinário. E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Credo não é o momento para meros "cantos de fé" ou "cantos de creio". Assim, o "Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé..." e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Credo.


IGMR

67. O símbolo, ou profissão de fé, tem como finalidade permitir que todo o povo reunido, responda à palavra de Deus anunciada nas leituras da sagrada Escritura e exposta na homilia, e que, proclamando a regra da fé, segundo a fórmula aprovada para o uso litúrgico, recorde e professe os grandes mistérios da fé, antes de começarem a ser celebrados na Eucaristia.

68. O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo, nos domingos e nas solenidades. Pode também dizer-se em celebrações especiais mais solenes.

Se é cantado, é começado pelo sacerdote ou, se for o caso, por um cantor, ou pela schola; cantam-no todos em conjunto ou o povo alternando com a schola.

Se não é cantado, deve ser recitado conjuntamente por todos ou por dois coros alternadamente.

Fonte: Salvem a Liturgia!

5 de abril de 2013

Procissão do Evangeliário

Procissão do Evangeliário

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Em toda missa, o sacerdote se desloca de sua sédia até o altar, onde se curva ao altar e reza a oração de preparação em voz baixa, então segue até o ambão, onde lê o Evangelho, o que já configura uma pequena procissão, mas existe um rito processional mais rico que se faz quado existe a presença do diácono ou, ao menos, quando se Evangeliário.

Se dirigem para a sédia os acólitos com o incenso e as velas e o diácono. O turiferário e o naviculário se ajoelham à frente da sédia, o sacerdote coloca três colheres de incenso no turibulo e o benze. O diácono se aproxima, faz reverencia, se curva e pede a bênção; o celebrate abençoa traçando a cruz, então o diácono se levanta volta a fazer inclinação de corpo. Então, seguem ao altar, onde o diacono toma o livro dos evangelhos e se dirigem ao ambão.

Aqueles que levam as velas colocam-se de um e de outro lado do ambão, aqueles que portam turíbulo e naveta ficam do lado direito do ambão. O diácono então faz a incensação e a leitura conforme o rito próprio.

Procissão do Evangelho na Basílica de São Pedro

Ao fim da leitura, o próprio diácono beija o livro ou leva para o celebrante beijar; ou ainda, beijando-o ou não, leva-o para o celebrante, se for bispo, dar a bênção com o Evangeliário. Nos dois últimos casos, faz-se ao fim da proclamação do evagelho uma pequena procissão, pelo caminho mais curto até a sédia. Lá chegando os acólitos com o incenso e as velas seguem em direção à sacristia, o acólito entrega o evangeliário ao celebrante, aberto se ele for beijar ou fechado se for apenas dar a bênção. Depois do ósculo e/ou da bênção, o diácono sozinho leva o livro a um local conveniente

texto completo: http://www.salvemaliturgia.com/2011/08/procissoes-i.html

Fonte: Salvem a Liturgia!

Santa Missa - Procissões de Entrada/Saída

Santa missa - Procissões de Entrada/Saída
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As procissões são expressões de fé de forte significado, elas constam basicamente do deslocamento do celebrante e de seus auxiliares, ou de toda a assembléia dos fiéis, de um local para outro. Significam o povo de Deus a caminho do Reino dos Céus. Apesar de um significado geral relativamente simples, existe um rico cerimonial por trás das procissões que vai desde a procissão de entrada até as procissões episcopais eucarísticas. Nessa pequena série de postagens, tentaremos explicar de maneira suscinta todo essse cerimonial na forma ordinária do Rito Romano.

Procissões de Entrada/Saída

São as procissões mais simples e comuns da liturgia. É aconselhável ter procissão de entrada nas missas mais importantes, como domingos e dias de festa. Nela, o sacerdote caminha em direção ao altar para celebrar o santo sacrifício, assim como Jesus foi em direção à Jerusalém, para se entregar por nós.

Na parte da frente vai sempre a cruz processional, rodeada pelas velas; as velas para essa procissão podem ser em mesmo número das velas que se encontram sobre ou junto do altar. Se se usa incenso, ele é levado à frente da cruz. A cruz é o principal elemento dessa procissão, tanto que, na forma extraordinária, é levada pelo sub-diácono.

Procissão de entrada na forma extraordinária do rito romano

Na forma ordinária, quem leva a cruz é um acólito, o cruciferário. Ele segura a aste da cruz com as duas mãos próximas. As velas, postas nos castiçais, são levadas pelos ceroferários. Os dois primeiros colocam-se de um e de outro lado do cruciferário, um passo atrás dele, os demais colocam-se imediatamente atrás dos primeiros e, se houver um sétimo ceroferário, ele vai entre os dois últimos. Aqueles que se põe do lado esquerdo, segura mais embaixo com a mão direita e no meio com a mão esquerda e vice-versa, de modo a ficar com o cotovelo para fora. O que se põe ao centro, assim como o cruciferário, pode escolher qualquer uma das posições.

Início de uma procissão de entrada na Basílica de São Pedro

Atrás das velas, vão os ministros leigos, os clérigos que não concelebram e os diáconos, dois a dois. Entre estes e os concelebrantes vai o Evangeliário. Quando está presente o diácono, é ele quem leva na procissão de entrada e de saída. Não havendo diácono, o evangeliário é levado por um leitor (ou mesmo acólito), mas apenas na procissão de entrada.

Por fim, vai na procissão o celebrante, precedido por dois diáconos assistentes, se houver. Um ou dois cerimoniários podem ir um pouco atrás dele. E, se for bispo, vão atrás deles quatro acólitos-assistentes: primeiro o baculífero com o mitrífero e, depois o librífero e o "sacrofonista".

Bento XVI em procissão no início de uma celebração

A procissão de entrada parte da porta principal da igreja ou da sacristia, conforme o costume; em se tratando de uma igreja maior, pode-se começar a procissão em uma das portas laterais. Ao chegar no presbitério, quem leva o incenso, a cruz e as velas sobem sem fazer reverência. Então colocam a cruz e as velas junto do altar ou, já havendo outra cruz ou já havendo um desses símbolos aí, colocam-nos na sacristia ou na credência. Os demais ministros, fazem inclinação de corpo ao altar ou genuflexão se houver santíssimo e, então, sobem os degraus e se dirigem para seus lugares. Se for o acólito a levar o evangeliário, ele sobe ao presbitério sem fazer reverência e coloca o evangeliário ao centro do altar, então vai para seu lugar; se for diácono, faz o mesmo e após colocar o evangeliário ali oscula o altar.

Os diáconos assistentes, fazem reverência, sobem o altar e esperam o celebrante para beijarem o altar. O celebrante se for presbítero, faz inclinação de corpo ao altar ou genuflexão, sobe ao altar e o oscula. Se for bispo faz o mesmo, porém, antes de fazer a reverência, depõe mitra e báculo.

Para a saída, faz-se de maneira análoga: na mesma ordem em que entraram, todos fazem reverência ao altar e, se for o caso, o beijam. Saem processionalmente atá a sacristia; lá chengando, faz-se reverência à cruz.

Texto completo: http://www.salvemaliturgia.com/2011/08/procissoes-i.html

Fonte: Salvem a Liturgia!

Como é o canto no Aleluia ou no Trato (Aclamação ao Evangelho)?

Como é o canto no Aleluia ou no Trato (Aclamação ao Evangelho)?
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A Aclamação ao Evangelho pode ser o Aleluia ou o Trato.

O Aleluia é parte do Próprio, variando conforme a Missa. Assim, o Lecionário traz um Aleluia para cada Missa do ano, do tempo, da circunstância. Pode-se rezar ou cantar, em polifonia, ou em melodia inspirada no gregoriano, ou em canto popular, esse Aleluia do Lecionário. Ou cantar em gregoriano o Aleluia previsto no Gradual, ou uma polifonia com essa letra. Todavia, diferentemente das antífonas, por ser parte da Liturgia da Palavra, e por ser uma preparação ao Evangelho, tendo a mesma mensagem dele, ele não pode ser alterado. Embora parte do Próprio, ele não pode ser alterado. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Lecionário ou no Gradual. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Aleluia não é o momento para meros "cantos de aclamação ao Evangelho". Assim, o "Aleluia, a minh'alma abrirei..." ou o "Buscai primeiro o Reino de Deus..." e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Aleluia.

Na Quaresma, o Aleluia é substituído pelo Trato, mas as regras são as mesmas.

Vejamos o que diz a IGMR!

62. Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro cântico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Deste modo a aclamação constitui um rito ou um acto com valor por si próprio, pelo qual a assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé, iniciada pela schola ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o versículo é cantado pela schola ou pelo cantor.

a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos tomam-se do Leccionário ou do Gradual;

b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Leccionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica no Gradual.

63. No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho:

a) nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo aleluiático, ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo;

b) no tempo em que não se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo.

c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho, se não são cantados, podem omitir-se.

64. A sequência, que excepto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa, canta-se depois do Aleluia.

Fonte: Salvem a Liturgia

3 de abril de 2013

Barrete

Barrete

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Barrete

O barrete é um objeto quadrangular provido geralmente de 3 palas e quase sempre de um pompom. Sua cor varia de acordo com o clérigo, podendo ser usado por todos. O barrete tem uma representação de autoridade. Ao pronunciar uma sentença, por exemplo, os juízes na antiguidade utilizavam o barrete. Os doutores (acadêmicos) utilizam o barrete em funções solenes. O padre, durante a confissão, utilizava obrigatoriamente o barrete para simbolizar exatamente que era ele em posição de Juiz que estava absolvendo o penitente. Nas funções litúrgicas, igualmente, para demonstrar a função de autoridade, junto com os outros clérigos. Ainda hoje é profundamente recomendável que o padre faça uso do barrete no exercício de suas funções. Ao lado temos a representação de um barrete tradicional: ao lado destacamos as palas, em número de três; ao lado destaca-se o pompom ao centro e pode-se ver com maior precisão as três palas (o lado sem pala é o da orelha esquerda) . Também vemos o solidéu, este consta de oito partes costuradas entre si com uma pequena proeminência. Barrete e solidéu tem a sua cor definida de acordo com o clérigo.

Cores e Hierarquia

O barrete é preto com borla preta para os padres e diáconos, Para os monsenhores Capelães de Sua Santidade, Prelados de Honra e Protonatários Supranumerários é munido de borla violeta. Para os Protonatários Numerários deve possuir borla vermelha. Os bispos usam barrete violeta. Os cardeais usam barrete todo vermelho e sem borla. O papa, embora esteja em desuso, faz uso do barrete branco. Ao lado temos um barrete de monsenhor, abaixo um cardinalício (detalhe para a ausência de borla) e um episcopal.

Uso durante as celebrações

Como a mitra, é retirado durante várias partes da celebração, : nas preces introdutórias, nas orações presidenciais, nos hinos quando são cantados de pé, durante o evangelho, a oração dos fiéis, o credo e toda a liturgia eucarística, desde depois de receber os dons até retomando-o após a oração após a comunhão. Diferentemente da mitra, não se usa barrete para dar a bênção final ou oração sobre o povo, seja na missa seja fora dela. O barrete pode ser usado com as vestes corais (nas quais é obrigatório), com casula ou pluvial, ou ainda apenas com estola para o sacramento da confissão. Abaixo temos um bispo em vestes corais que faz uso do barrete violeta, um cardeal que usa barrete vermelho com o pluvial e um padre que ouve as leituras da missa usando barrete preto. Quando se usa mitra, não se faz uso do barrete.

Uso fora das celebrações
O uso do barrete também pode dar-se fora das celebrações, podendo acompanhar a batina, mormente quando usa-se mantel.

Fonte: Salve a Liturgia

4 de março de 2013

Vestes Papais

Blog Evangelizando!

Olá meus amigos veja nesta postagem as Vesteis Papais, que encontrei no Site Salvem a Liturgia!


Por Kairo Rosa Neves de Oliveira
Ironicamente é no período de Sé Vacante que aumenta o interesse do mundo católico acerca do papado. Nesse espírito, produzo um pequeno texto com as vestes que compõe o guarda-roupa de sua santidade. Para entendermos as vestes do sumo pontífice precisamos, primeiro, ter em mente que se tratam das vestes de um bispo; assim, as vestes são simplesmente episcopais ou vestes episcopais modificadas, específicas do papa. São poucas as vestes que fogem totalmente a isso, isto é, que não encontram uma analogia nas vestes dos bispos.



Hábito Quotidiano

O Santo Padre como qualquer clérigo faz uso do hábito talar. Ainda que ele não seja obrigado pelo direito (pois está acima dele), faz uso da batina em todos seus momentos, até mesmo aqueles em que ele não está propriamente tratando de assuntos eclesiásticos. A batina do Sumo Pontífice é branca; como as demais batinas possui três pregas na parte de trás e dos lados, possui uma fileira de botões na frente com 33 botões e 5 botões em cada um dos punhos. A batina do papa consta com o tradicional colarinho romano.


A batina é acompanhada ainda por uma pequena capa sobre os ombros, aberta à frente que se chama peregrineta. Todavia, não é costume que seja usada quando o papa não tem que fazer aparições publicas, assim como a batina preta sem debruns dos bispos não costuma apresentá-la também. Talvez por esse motivo o Papa Emérito não fará mais uso da mesma, conforme informou a alguns dias o porta-voz do Vaticano.

Junto da batina, o papa usa a faixa branca com o brasão pontifício bordado nas duas extremidades. Nada foi dito até o momento se Bento XVI continuará usando a faixa com seu brasão bordado ou se como os múleos  permanecerão sendo exclusividades do pontífice em exercício.

Por ser bispo, o papa faz uso ainda de cruz peitoral. Esta que para acompanhar o hábito talar é presa em corrente dourada simples. A corrente com a cruz é presa em um dos primeiros botões na frente da batina.


O anel episcopal usado pelo papa é o anel do pescador com a imagem de São Pedro gravada na frente. Este anel é entregue ao papa durante a missa de início de pontificado, junto com outras insígnias do ministério petrino. Com a renúncia de Bento XVI, assim como ocorre na morte do papa, o anel será quebrado pelo Cardeal Camerlengo na presença dos demais cardeais.


Sobre a cabeça o papa porta o solidéu branco; nos pés, meias brancas. O pontífice usa sapatos vermelhos, os múleos. Com a reforma das vestes dos clérigos, apenas o papa usa sapatos que não sejam pretos. Ainda assim, as antigas fivelas e qualquer outro enfeite foram abolidas. O pontífice demissionário, conforme foi anunciado, deixará o uso dos múleos e passará provavelmente ao uso de sapatos pretos; mantendo a exclusividade do vermelho para os sapatos do papa reinante.


Acessórios do Hábito Quotidiano

À batina, os clérigos seculares podem juntar outras vestes. Essas vestes possuem cores próprias de acordo com o clérigo que faz uso delas. Para as vestes do papa tudo é branco ou vermelho, conforme a tradição, nenhuma das peças do papa é de cor negra, ainda que seja negra para todos os outros clérigos.

Uma dessas vestes é a greca. A greca é uma peça que cobre toda a batina, possuindo duas fileiras de botões na parte da frente e manda pouco mais largas que a batina, para que se possa vestir sobre a batina. A greca papal é inteiramente branca. Em sua última audiência pública, em função da baixa temperatura e de o evento se realizar na praça de São Pedro, a céu aberto, o Papa Emérito Bento XVI fez uso dela. Pelo próprio formato da vestes, dispensa-se o uso da peregrineta quando se faz uso da greca.


Uma outra veste que é vestida sobre a batina é o mantel. O mantel é uma capa longa, aberta à frente e munida de uma pequena peregrineta. Diferentemente da greca, o mantel do sumo pontífice é confeccionado na cor vermelha. O uso da peregrineta da batina não se mostra inconveniente quando usado junto ao mantel.


 Para proteger do sol, o santo padre pode fazer uso do capelo. Um chapéu simples, confeccionado na cor vermelha com detalhes dourados, usado sobre o solidéu.





Vestes Corais

Além do hábito quotidiano, uma outra qualidade de vestes usadas pelos clérigos são as vestes corais. As vestes corais de maneira geral são vestes usadas para se assistir os ritos litúrgicos ou ainda para tomar parte em ritos litúrgicos menos solenes como Hora Média ou Ofício das Leituras. O Papa faz um uso mais constante de tais vestes, para algumas atividades sociais exteriores à liturgia como para receber chefes de Estado em audiências privadas, para as bênçãos Urbi et Orbi e também para rezar o Angelus em algumas ocasiões particulares, como na Epifania do Senhor.



As vestes corais do papa constam da batina branca, munida da faixa branca. Sobre a batina se põe o roquete e a murça. Esta última possui uma dinâmica de cores muito interessante: ordinariamente é vermelha, podendo apresentar nos dias mais frios enfeites de pele de arminho. No tempo pascal a murça é de cor branca, podendo também apresentar enfeites de arminho.

 Murça vermelha sem arminho

Murça Vermelha com arminho

Sobre a murça o papa coloca a cruz peitoral em cordão enfeitado de cor dourada. No dedo da mão direita, o anel do pescador. Na cabeça o papa usa o solidéu branco. É interessante que as vestes corais do papa não apresenta o barrete; algo que poderíamos considerar até mesmo como sendo característico desse tipo de veste.


É possível também fazer uso do capelo sobre o solidéu junto às vestes corais. Uma substituição, por vezes, realizada é o uso do camauro em vez do solidéu. O camauro é um pequeno gorro que o papa veste na cabeça. Pode ser vermelho ou branco, da mesma forma que a murça; todavia, sempre apresenta pele de arminho.

 Capelo com vestes corais



Camauro com vestes corais

Sobre as vestes corais o papa faz uso, por vezes, da Estola pontifícia. A estola é geralmente curta, apresenta um pequeno cordão dourado que liga as duas partes da estola. Ela é geralmente no formato "boca de sino" com as extremidades um pouco alargadas e franjas nas pontas. É comum que durante o tempo pascal a estola seja branca. No restante do ano, embora seja mais comum o uso da estola vermelha, também se observa o uso da estola branca sobre a murça vermelha.




Vestes Litúrgicas

O Papa possui ainda, como qualquer outro sacerdote, paramentos para a celebração da Santa Missa, do Ofício Divino e administração dos Sacramento e Sacramentais. Pela natureza única do ministério episcopal do bispo de Roma, alguns dos paramentos usados por ele são únicos.

Os bispos fazem uso do báculo, que no ocidente possui uma curvatura na extremidade superior. O Sumo Pontífice não faz uso do báculo, mas da férula que é uma aste munida de uma cruz na extremidade. Ainda que a férula usada por Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II fosse acinzentada e munida da figura do crucificado, o comum é que seja dourada e não possua a imagem do Cristo, como era a férula de Pio XI e Pio XII que Bento XVI usou durante certo tempo e também aquela confeccionada exclusivamente para ele.



A mitra papal possui a mesma estrutura das episcopais: duas cúspides costuradas munidas de duas ínfulas na parte de trás. Quando a mitra é ornada, em nada se difere do que um bispo poderia usar; a mitra simples, porém, que é completamente branca para os outros mitrados, possui uma borda na cor dourada em ambas as faces da mitra para o sumo pontífice, também as franjas das ínfulas que são vermelhas para os demais clérigos são douradas  na mitra simples papal.



O pálio usado pelo papa era idêntico ao usado pelos arcebispos durante o pontificado de João Paulo II. Bento XVI, porém, modificou levemente o modelo do pálio papal, em vez de cruzes pretas, o pálio do sumo pontífice passou a apresentar cruzes vermelhas em mesmo numero e posição dos pálios dos metropolitas, isto é, 6, uma de cada lado, duas à frente e duas nas costas. As pontas, entretanto, permaneceram negras. O uso dos três cravos, na frente, do lado esquerdo e atrás, foi também mantido pelo Papa Emérito.



Um outro paramento que é usado junto ao pálio é o fanon. O fanon é como que uma pequena capa com listras nas cores vermelha e dourada que representada a autoridade do Romano Pontífice que se tanto está presente no ocidente como no oriente. Um fato interessante da liturgia pontifícia que está relacionado com este mesmo significado é a proclamação do evangelho em latim (ocidente) e grego (oriente) nas missas papais mais importantes, geralmente na missa de início do ministério petrino e nas celebradas na Arquibasílica do Santíssimo Salvador, a Catedral de Roma.




Considerando as peculiaridades acima apresentadas, no mais o Santo Padre se paramenta para a missa solene seguindo o esquema geral das vestes dos bispos, que fica da seguinte forma: batina, roquete, amito, alva, cingulo, cruz peitoral em cordão dourado, estola pendente pelo peito, dalmática pontifical, casula, fanon e pálio com os cravos. Usa ainda o solidéu branco e a mitra; no dedo anular da mão direita porta o anel do pescador e com a mão esquerda segura a férula.




Para a celebração da liturgia das horas ou, como era costume a algum tempo atrás, a celebração da missa in coram sumo pontífice  o papa não faz uso da dalmática pontifical nem nada que se usa sobre ela. Endossa apenas o pluvial diretamente sobre a estola. Faz uso também da férula, do solidéu e da mitra, além do anel.





Fonte: Salvem a Liturgia








3 de março de 2013

Pe. Zuhlsdorf: O resgate da liturgia solene

Blog Evangelizando!

Olá amigos nós que queremos viver uma boa liturgia nas missas celebradas vejamos está matéria no site do Padre Marcelo Tenório:

Entrevista com o Padre John Zuhlsdorf
Por Marcio Antonio Campos
Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba 




Para restaurar a sacralidade da missa, desfigurada por invenções locais alheias ao senso litúrgico da Igreja, Bento XVI resolveu, em 2007, liberar a celebração da missa tridentina, que era a norma na Igreja até 1969. Essa é a avaliação de um dos principais blogueiros de liturgia do mundo, o padre americano John Zuhlsdorf. Ele discorda da avaliação de muitos especialistas, para os quais a liberação da missa tridentina seria meramente um gesto de boa vontade para buscar o fim do cisma dos tradicionalistas da Sociedade São Pio X. Zuhlsdorf, que mantém o blog What does the prayer really say? (www.wdtprs.com), concedeu entrevista por e-mail à Gazeta do Povo.

Qual o papel da liturgia para Bento XVI?

O culto a Deus pela liturgia sempre foi central em seu pensamento. Ele escreveu muito sobre o tema.

Ratzinger liga a crise da Igreja à crise da liturgia. Como elas se relacionam?
Deus está no topo da hierarquia dos nossos afetos. Se nossa relação com Deus está distorcida, defeituosa ou inadequada, todos os nossos relacionamentos serão distorcidos, defeituosos ou inadequados. Se nosso culto a Deus não é adequado ou agradável a Ele, enfraquecemos todos os outros aspectos de nossa vida. Nenhuma esfera da vida da Igreja pode estar bem se o culto litúrgico da Igreja não estiver saudável. Isso significa que precisamos rezar e adorar a Deus, como Igreja, da maneira como a própria Igreja determina que devemos fazê-lo. E precisamos manter uma continuidade com a forma como a Igreja sempre rezou. Essa continuidade é quebrada quando decidimos fazer as coisas de acordo com nossos próprios critérios, alterando incorretamente o modo de adorar e rezar. Assim fazemos mal a nós e a todos, porque estamos nisso juntos.

Quais as principais contribuições de Bento XVI para a liturgia?

Sua principal contribuição para o Novus Ordo (a missa celebrada atualmente) é, acima de tudo, a permissão para a celebração da missa tridentina na forma antiga, com o “motu proprio” Summorum pontificum. Parece paradoxal, mas não é. A celebração da forma mais tradicional lado a lado com o Novus Ordo cria uma atração gravitacional sobre como a forma nova é celebrada, no sentido de haver maior solenidade. O uso da missa tradicional, que está crescendo, ajudará a“curar” o culto e direcioná-lo para a continuidade com a herança católica e com o modo como a Igreja quer que celebremos.

A missa tridentina ganhou força com Bento XVI, mas ainda está disponível para uma minoria bem restrita. Ela permanecerá assim?

Pequenas minorias podem fazer coisas grandiosas. Além disso, o número de pessoas que frequentam a missa tradicional cresce lentamente, mas de forma consistente. Pelo menos nos Estados Uni­­dos, jovens padres e seminaristas vêm se interessando pela missa tridentina. À medida que eles vão assumindo paróquias, veremos um aumento no interesse por parte dos fiéis também.

Bento XVI também usou as missas papais para mandar mensagens sobre a maneira como ele quer ver a missa ser celebrada…

Sim, é importante a ação humilde, mas clara, do papa. Ele ensina pelo exemplo e pelo convite, em vez da imposição. Ele vem tentando trazer a Igreja de volta ao culto ad orientem (voltado para o oriente), e por isso pede que os altares tenham o crucifixo no centro, mesmo quando o padre está de frente para os fiéis. É um arranjo provisório na direção de colocar padre e fiéis juntos, voltados para a mesma direção, para o crucifixo, para o “oriente litúrgico”.Esta é a melhor forma de expressar nossa esperança e anseio pelo Senhor. O papa também vem promovendo a comunhão de joelhos e diretamente na boca, que é a forma adequada de nos aproximarmos do Senhor Eucarístico. Esses são os exemplos mais importantes.

Qual o papel do monsenhor Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias, nesse processo?

O monsenhor Marini entende muito bem a visão que o Santo Padre tem do culto litúrgico, e trabalhou para implementá-la. Ele tem feito um ótimo trabalho e espero que o próximo papa o mantenha no cargo.

Por que demora tanto para as mudanças e sugestões do papa serem aceitas nas dioceses e paróquias?

Porque é muito mais fácil demolir um prédio que construí-lo. Mas a geração dos que foram animados pelo chamado “espírito do Vaticano II”, oposto aos seus documentos, está passando. Uma nova geração está assumindo posições de liderança e não tem a bagagem desse entendimento torto do Concílio, o que Bento XVI chamou de “hermenêutica da ruptura”. A nova geração quer a continuidade e está bem aberta ao que o papa vem fazendo.

Visto em: Da Mihi Animas

2 de março de 2013

Breves perguntas e respostas sobre a música na Missa!!

Blog Evangelizando!

Olá meus amigos tirem aqui suas respostas para as respectivas perguntas feitas por muitas pessoas sobre a musica na missa!


Quais os tipos de canto que a Igreja permite na Missa? Qual o lugar do canto gregoriano?

A Igreja permite cantos que sejam sóbrios e adequados ao espírito da liturgia. A Missa é um culto, não uma baderna. Há lugar para músicas agitadas com conteúdo religioso fora da Missa.

O parâmetro é o canto gregoriano. Ele é, em igualdade de condições, o ideal. Não o podendo executar, ou havendo justas razões para não o fazer, pode-se escolher outro tipo, e quanto mais esse outro tipo de canto se aproxime do gregoriano, melhor.

Assim, além do gregoriano, há a polifonia sacra e o canto popular sacro. Algumas vezes, a polifonia, por ser bem solene, pode ser melhor para uma Missa especial. Em outras, por causa do povo que se reúne para a Missa ou pela falta de um coral treinado, o canto popular pode ser a alternativa. Mas sempre tendo em vista o lugar de excelência do gregoriano e inspirando-se nele para as melodias e para o "ethos" de sobriedade e seriedade da música litúrgica.

A Missa cantada pode ter partes em gregoriano e partes em polifonia, conforme o tipo.

Salvem a Liturgia!

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