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19 de agosto de 2013

CNBB divulga mensagem aos religiosos e religiosas do Brasil

CNBB divulga mensagem aos religiosos e religiosas do Brasil
“O segredo da vida consagrada está na fidelidade e na perseverança”. Esta é a afirmação do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, Dom Pedro Brito Guimarães, na mensagem por ocasião do dia da Vida Religiosa Consagrada, celebrado neste domingo, 18, terceiro do mês vocacional, em todo o Brasil.

Leia a mensagem na íntegra:

VIDA CONSAGRADA, EM TEMPOS COMPLEXOS. QUAL É A SAIDA?

Amado, amada de Deus, consagrado, consagrada do Reino,
Tenho sede!

No clássico da literatura universal, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, há uma cena em que Alice está perdida e, de repente, vê, no alto da árvore, um gato. Ela olha para ele e diz:

- Alice: "Você pode me ajudar?"
- Gato: "Sim, pois não".
- Alice: "Para onde vai essa estrada?"
- Gato: "Para onde você quer ir?"
- Alice: "Eu não sei, estou perdida".
- Gato: "Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve".
Nesta mesma obra, em outra cena:
- Alice: “Onde fica a saída?"
- Gato: “Depende”.
- Alice: “De quê?”
- Gato: “Depende de para onde você quer ir”.

Querido irmão, querida irmã, não é minha intenção - não tenho este direito -, comparar a Vida Religiosa Consagrada com Alice, com o gato, e nem com o fato de Alice estar perdida. O que gostaria de dizer é que, nas encruzilhadas da vida, “se o homem não sabe aonde quer chegar, qualquer direção parecerá certa” (LaoTsé). E ainda mais: "nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir" (Sêneca). Dizia meu pároco, de saudosa memória: “o que cansa não é a caminhada; é a pressa de chegar ou não querer chegar”.

Creio que muitos de nós já cantamos esta linda canção: “Perdido, confuso, vazio, sozinho na estrada, tentando encontrar um caminho que seja o meu, não importa se é duro, eu quero buscar. Caminheiro, você sabe, não existe caminho. Passo a passo, pouco a pouco e o caminho se faz.Iguais, são todos iguais, ninguém tem coragem sequer de pensar. Será que ninguém é capaz de sentir esta vida e com ela vibrar? Será que não vale a pena arriscar tudo, tudo e a vida encontrar?” (Bendito B. Prado).

Andança, itinerância, mendicância, provisoriedade, missionariedade. Errante, vagante; risco, desânimo, solidão, desafio, perda, crise... Quem ainda não enfrentou tais situações ou vivenciou tais estados de ânimo? Porém, tudo passa! Só Deus basta! Sejamos firmes, fortes e fieis. “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião: nunca se abala, está firme para sempre” (Sl 125,1). Quem assim age pode ser comparado a uma casa construída sobre a rocha. Cai a chuva, vem a tempestade, sopra o vento e a casa não cai, pois está firmemente alicerçada (cf. Mt 7,24). Ele precisa apenas do nosso pedido: “permanece conosco, Senhor” (Lc 24,29).

Diante dos desafios, das dificuldades, dos embates e dos combates que a Vida Consagrada enfrenta hoje, como de resto, a própria Igreja, somos tentados a pensar que ela esteja em mar bravio, com seu barco a deriva, sem timoneiro, sem horizonte, confusa, na noite escura, sem perspectiva de um amanhecer banhado de sol. Quantas vezes nos sentimos perdidos, como Alice no País das Maravilhas, à espera de alguém que nos indique uma direção certa e segura.

No entanto, não nos esqueçamos: somos discípulos e discípulas de Jesus! Em meio às tormentas da vida, jamais podemos nos sentir perdidos como Alice! Cristo é nosso Amigo e nosso Guia, nossa Força e nossa Rocha, nossa Esperança e nossa Alegria e nossa certeza de Vitória. As dificuldades e as perseguições fazem parte de quem se faz discípulo de Cristo. Elas são sinais que purificam o nosso sim a Jesus.

A Vida Religiosa Consagrada é uma caminhada bela e edificante. E, nesta caminhada, haverá de cruzar e atravessar os umbrais do ponto focal, do ponto de partida e do ponto de chegada. A Vida Religiosa Consagrada tem seus segredos, seus encantos e suas paixões. O segredo da vocação à Vida Religiosa Consagrada está no encantamento por Jesus, por sua Igreja e pelo seu povo. Ninguém segue fielmente, por muito tempo, a alguém por quem não tenha encantamento. O segredo da fidelidade na Vida Religiosa Consagrada está no encantamento por Jesus, por sua pessoa, seu evangelho e seu projeto de vida.O segredo do seguimento missionário do consagrado e da consagrada está no encantamento pelo estilo e pelo modelo de vida missionária de Jesus. O segredo da vida espiritual do consagrado e da consagrada está na capacidade de se encantar ou se reencantar cada dia, de começar sempre de novo, e partir, sem olhar para trás. O segredo da Vida Consagrada está na fidelidade e na perseverança. Quem assim não vive, a chama da vocação se apaga e a vida perde o seu sentido e vira fadiga e rotina. Neste estado de ânimo, dificilmente uma vocação se manterá fiel e perseverante à obra e à missão.

O papa Francisco, falando, recentemente, aos seminaristas, aos noviços e às noviças, chamou-nos a atenção para quatro pontos que consideramos fundamentais e inegociáveis para a vida e missão da pessoa consagrada a Deus:

1.    Fujam do perigo da cultura do provisório:"eu não culpo vocês. Reprovo esta cultura do provisório que não nos faz bem, pois, uma escolha definitiva hoje é muito difícil. Na minha época era mais fácil, porque a cultura favorecia uma escolha definitiva tanto para a vida matrimonial, quanto para a vida consagrada ou sacerdotal, mas nesta época não é fácil uma escolha definitiva. Nós somos vítimas desta cultura do provisório".

2.    Sintam-se alegres por serem amados e chamados por Deus:“ao nos chamar, Deus nos diz: “você é importante para mim, eu te quero bem, conto contigo”. Entender isso é o segredo de nossa alegria. Sentir-se amados por Deus, sentir que para Ele não somos números, mas pessoas. Sentir que é Ele quem nos chama. Tornar-se sacerdote, religioso e religiosa não é, antes de tudo, uma escolha nossa, mas a resposta a um chamado e um chamado de amor".

3.    Sigam o caminho do amadurecimento, na paternidade e maternidade pastorais:"vocês, seminaristas e religiosas, consagrem o seu amor a Jesus, um grande amor; o coração é para Jesus. E isso nos leva a fazer o voto de castidade, o voto de celibato. Mas os votos de castidade e do celibato não terminam no momento dos votos, continuam. Quando um sacerdote não é pai de sua comunidade, quando uma religiosa não é mãe de todos aqueles com os quais trabalha, se tornam tristes. Este é o problema. A raiz da tristeza na vida pastoral é a falta de paternidade e maternidade que vem da maneira de viver mal esta consagração, que nos deve levar à fertilidade. Não se pode pensar num sacerdote ou numa religiosa que não são fecundos. Isso não é católico! Esta é a beleza da consagração: é a alegria, a alegria".

4.    Sintam-se chamados a uma Igreja missionária:"Deem sua contribuição em favor de uma Igreja assim: fiel ao caminho que Jesus quer. Não aprendem conosco, que não somos mais jovens; não aprendam conosco aquele esporte que nós, os velhos, muitas vezes fazemos: o esporte da reclamação. Não aprendam conosco o culto da reclamação. É uma deusa que se lamenta sempre. Sejam positivos, cultivem a vida espiritual e, ao mesmo tempo, sejam capazes de encontrar as pessoas, especialmente as desprezadas e desfavorecidas. Não tenham medo de sair e caminhar contracorrente. Sejam contemplativos e missionários...”

Caríssimo e caríssima, independente do que vocês fazem, somente pelo modo de vocês viverem a especial consagração a Deus e aos irmãos e irmãs, mais necessitados, vocês sempre me provocaram admiração, encanto, fascínio, paixão e vontade de imitá-los. Dentre tantos elementos que me fascinam, gostaria de destacar alguns:

1. Nas congregações, nos conventos, nos mosteiros, nas abadias, nas clausuras, nas casas de serviços e de inserções, surgiram os maiores e os mais queridos santos e santas da Igreja católica.

2. Nas universidades e faculdades, nos colégios e nas escolas católicas, vocês formam os maiores e os melhores teológos e teólogas, mestres e doutores que alimentam a vida com o sabor e o saber do evangelho de Jesus Cristo.

3. Vocês vivem os mais ricos e os mais bonitos estados de vida cristã: ativa, apostólica, mística, ascética, monástica, contemplativa. Tudo isso através das duas mãos da evangelização: a diaconia fraterna do serviço (Marta) e a diaconia da oração e da contemplação (Maria).

4. Nos hospitais, nas creches, nos orfanatos, nos pensionatos e nas outras modalidades das redes do amor social, vocês geram ou transformam vidas, mentes e corações, curando feridas, enxugando lágrimas, amenizando dores e cuidando dos sofrimentos de muitos irmãos e irmãs que batem às portas das beneméritas instituições de caridade cristã e de promoção social. Vocês vivem, em primeira pessoa, o que muito bem disse Madre Teresa de Calcutá:“Aqueles que ninguém quer, nós, cristãos, os queremos”.

5. Vocês, na Igreja católica, possuem os melhores e mais bonitos modelos de vida fraterna: tudo em comum, num só coração e numa só alma. A exemplo das primeiras comunidades cristãs, entre vocês ninguém passa necessidade (cf. At 4,32s).

6. Vocês preparam os melhores mestres em espiritualidade, os maiores místicos, missionários e mártires, que derramam seu sangue e dão suas vidas em resgate de muitos, como fez Jesus.

7. Vocês vivem, com corações indivisos, os maiores conselhos evangélicos: a obediência, a pobreza e a castidade.

8. Vocês vivem a forma multifacetária da vida cristã: homem e mulher; vocações laical, missionária, religiosa, especial consagração; papa, bispos, padres, diáconos, irmãos, irmãs, leigos e leigas...

Mas, como disse Jesus, a quem muito é dado, muito será exigido. Vocês estão pagando preço muito alto, por causa das ousadias e das audácias missionária, evangelizadora e apostólica (cf. DAp 273,549, 552). No momento atual vocês estão atravessando mares bravios. Entre estes, destacamos apenas dois que estão na origem dos demais desafios: a diminuição das vocações à Vida Religiosa Consagrada tradicional e o aumento das vocações às novas formas de vida consagrada.

Por fim, caro amigo, cara amiga, aceitem, de bom grado, o convite de Aparecida (551): “levemos nossos navios mar adentro, com o poderoso sopro do Espírito Santo, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas”. Amém!

“Amo a todos vocês no Cristo Jesus” (1Cor 16,24).
Deus os/as abençoem!

Brasília, 19 de julho de 2013
Encerramento da AG da CRB.

Dom Pedro Brito Guimarães,
Arcebispo de Palmas e
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Fonte: Canção Nova Noticias 

Bispos do Rio de Janeiro mostram-se contrários à lei do aborto aprovada por Dilma Rousseff

Bispos do Rio de Janeiro mostram-se contrários à lei do aborto aprovada por Dilma Rousseff
Na última terça-feira, 13, o Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez pública uma carta dirigida aos deputados e senadores do Brasil na qual "querem demonstrar sua profunda consternação com o PLC nº 3/2013, e sua sanção, por não estar, realmente a favor da vida, atentando contra um inocente indefeso no ventre materno".

Assinado também pelo presidente da Regional Leste I, dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, um total de dezoito bispos assinaram a carta, na qual afirma que "os bispos do Regional Leste 1 da CNBB ficaram muito surpresos e perplexos quando o PLC nº 3/2013 foi sancionado sem veto pela presidente Dilma Rousseff no último 1º de agosto".

"O PLC nº 3/2013 foi sancionado pela presidente Dilma Roussef logo após a saída do Papa Francisco do solo brasileiro ao término da JMJ Rio 2013 e trata do atendimento de mulheres vítimas de violência sexual no SUS", afirma a carta.

Tal lei, porém, causou enorme mobilização nas diversas esferas da sociedade brasileira porque na prática aprova a prática do aborto no Brasil. Diversos termos ambíguos compõem-na, chegando até mesmo a obrigar os hospitais do SUS ou particulares a realizar o aborto, sem o direito à objeção de consciência institucional, como a mesma carta afirma: "facilita o aborto no Brasil e acaba obrigando os médicos e hospitais católicos associados ao SUS a realizarem esse crime horrendo".

Confira a carta na íntegra:

Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2013.

Exmo. Sr.

Os bispos do Regional Leste I, sem deixarem de prestar sua solidariedade às mulheres vítimas de qualquer violência, sobretudo sexual, querem demonstrar sua profunda consternação com o PLC nº 3/2013, e sua sanção, por não estar, realmente a favor da vida, atentando contra um inocente indefeso no ventre materno. A defesa da vida desde a sua concepção até sua morte natural é um princípio inviolável dentro de uma sociedade que aspira ser humana e justa com todas as pessoas.

O povo brasileiro tem sido espectador nos dois últimos meses - junho e julho - de uma forte e numerosa presença dos jovens nas ruas e praças das principais cidades do país.

Esses rapazes e moças, de modo pacífico e cidadão, têm sido a voz de tantas pessoas que não têm vez numa sociedade cada dia mais manipulada e enganada por grupos ideológicos.

A saúde, a educação, o transporte, a segurança, os valores éticos, têm sido mencionados em programas de governos e em discursos de políticos brasileiros, porém o que a juventude brasileira mais aspira não são palavras, mas atitudes éticas e soluções permanentes para essas questões.

O Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude realizada entre os dias 23 e 28 de julho foi a voz unida às vozes de milhões de jovens brasileiros e estrangeiros que alegraram ainda mais a Cidade Maravilhosa.

A sua voz ecoou nas mentes e nos corações de tantas pessoas que o aplaudiram nesses dias no Rio de Janeiro, e sem omitir outras falas importantes queremos destacar suas palavras no Teatro Municipal no dia 27 de julho passado.

"O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir".

Senhor Senador, a sua presença no Congresso Nacional é para todos nós, sobretudo para o nosso povo, um eco dessas vozes. Conhecemos sua identificação como político católico, reconhecemos que a sua atuação tem sempre presente uma visão de futuro para que o Brasil seja realmente uma nação rica nos valores ético e cristãos.

Os bispos do Regional Leste 1 da CNBB ficaram muito surpresos e perplexos quando o PLC nº3/2013 foi sancionado sem veto pela presidente Dilma Rousseff no último 1º de agosto.

O povo católico gostaria de ter ouvido mais nitidamente a sua voz denunciando, publicamente, nos meios de comunicação a farsa presente nesse projeto que facilita o aborto no Brasil e acaba obrigando os médicos e hospitais católicos associados ao SUS a realizarem esse crime horrendo.

Nós bispos esperávamos uma demonstração mais firme e corajosa de Vª. Excia. na defesa da vida da criança e da mãe, especialmente quando esta depois de sofrer uma violência sexual inadmissível pela sociedade, vai sofrer outra violência, que é o aborto, mesmo quando este se dá como uma possibilidade com a ingestão da pílula do dia seguinte.

Aos nossos políticos católicos reiteramos o nosso respeito e valorização de seu trabalho, mas conscientes do valor da vida humana, deveriam ter demonstrado uma consciência reflexa mais aguçada, pois tal projeto, longe de proteger a mulher da violência sexual, é também uma janela de implantação do aborto em nosso país. Com isso, não queremos desmerecer a obrigatoriedade de atendimento integral às pessoas em situação de violência sexual. Os políticos católicos que receberam votos dos eleitores, na sua maioria católicos, deveriam testemunhar com o seu voto e a sua voz sua posição contrária à "cultura do descarte", apontada pelo Papa Francisco como uma causa do desprezo da vida humana, e irem, corajosamente, contra a maré, pois suas eleições nos fazem esperar uma defesa maior dos princípios cristãos na vida política.

Dom Orani João Tempesta
Presidente do Regional Leste 1
Arcebispo do Rio de Janeiro

Dom Luciano Bergamin
Vice-Presidente do Regional Leste 1
Bispo de Nova Iguaçu

Dom José Francisco Rezende Dias
Secretário do Regional Leste 1
Arcebispo de Niterói

Dom Francesco Biasin 
Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda 

Dom Tarcísio Nascentes dos Santos
Bispo de Duque de Caxias 

Dom Frei José Ubiratan Lopes
Bispo de Itaguaí 

Dom Frei Elias James Manning
Bispo de Valença 

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz 
Bispo de Campos dos Goytacazes 

Dom Edney Gouvêa Mattoso 
Bispo de Nova Friburgo 

Dom Gregório Paixão
Bispo de Petrópolis 

Dom Fernando Áreas Rifan 
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney 

Dom Antonio Augusto Dias Duarte 
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Edson de Castro Homem
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Pedro Cunha Cruz 
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Nelson Francelino Ferreira
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Paulo Cezar Costa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Luiz Henrique da Silva Brito
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Dom Roque Costa Souza
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Fonte: ZENIT

3 de agosto de 2013

CNBB divulga nota sobre a sanção da lei 12.845/2013

CNBB divulga nota sobre a sanção da lei 12.845/2013
Blog Evangelizando!

Nota deste blog: Irmãos perdão por não ter publicado antes em primeira mão, está nota da CNBB a respeito da sanção da lei que legaliza sim o aborto. Quem administra esse blog é só um jovem que sou eu Iury Albino e tenho muitas tarefas fora o blog, mas está aqui na integra a nota da CNBB.



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou no final da tarde desta sexta-feira, 2 de agosto, uma nota oficial sobre a sanção da lei 12.845/2013. No texto, os bispos lamentam que o artigo 2º e os incisos IV e VII do artigo 3º da referida lei não tenham sido vetados pela presidente da república, conforme pedido de várias entidades.

De acordo com a CNBB, a "nova lei foi aprovada pelo congresso com rápida tramitação, sem o adequado e necessário debate parlamentar e público, como o exige a natureza grave e complexa da matéria".

A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 02 de agosto de 2013.
P - N - Nº 0453/13

Nota da CNBB sobre a sanção da lei 12.845/2013

Ao reconhecer a importância e a necessidade da lei que garante o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual (lei 12.845/2013), sancionada pela presidente da república, nesta quinta-feira, 1º de agosto de 2013, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lamenta profundamente que o artigo 2º e os incisos IV e VII do artigo 3º da referida lei não tenham sido vetados pela presidente da república, conforme pedido de várias entidades.

A nova lei foi aprovada pelo congresso com rápida tramitação, sem o adequado e necessário debate parlamentar e público, como o exige a natureza grave e complexa da matéria. Gerou-se, desta forma, imprecisão terminológica e conceitual em diversos dispositivos do texto, com riscos de má interpretação e implementação, conforme evidenciado por importantes juristas e médicos do Brasil.

A opção da presidente pelo envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional, para reparar as imprecisões técnicas constantes na nova lei, dá razão ao pedido das entidades.

O Congresso Nacional tem, portanto, a responsabilidade de reparar os equívocos da lei 12.845/2013 que, dependendo do modo como venha a ser interpretada, entre outras coisas, pode interferir no direito constitucional de objeção de consciência, inclusive no respeito incondicional à vida humana individual já existente e em desenvolvimento no útero materno, facilitando a prática do aborto.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP) 
Presidente da CNBB 

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís (MA)
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário Geral da CNBB

26 de junho de 2013

Encontro de Novas Comunidades na Cidade da Fé reúne grandes nomes da Renovação Carismática Católica do Brasil e do mundo

Encontro de Novas Comunidades na Cidade da Fé reúne grandes nomes da Renovação Carismática Católica do Brasil e do mundo
Blog Evangelizando!

No dia 24 de julho, acontecerá no Riocentro o Encontro Internacional das Novas Comunidades da Renovação Carismática Católica, das 13h às 18h. O evento faz parte da programação da Jornada Mundial da Juventude na Cidade da Fé. Promovido pela Fraternidade Católica de Comunidades e Associações Carismáticas de Alianças, sediada no Vaticano.

No encontro haverá pregações, momentos de louvor e oração e shows com artistas católicos, que conta com as presenças confirmadas de nomes conhecidos da Renovação Carismática Católica no Brasil e no mundo, como Padre Daniel Ange, Patti Gallagher Mansfield, Padre Reginaldo Manzotti, Matteo Calisi, Michelle Moran, Pastor Mike Herron, Pastor Bené Gomes, Katia Roldi, Asaf Borba, Padre Antonio José Afonso da Costa e Banda Bom Pastor. A entrada é franca e não requer inscrição antecipada.


O Riocentro, localizado na Avenida Salvador Allende, 6555, Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, também será palco de várias outras programações realizadas de 20 a 29 de julho. Missas, Catequeses, Feira ExpoCatólica e o FÉstival de Turismo Religioso estão entre os espaços montados nos pavilhões onde também acontecerá  o Bote Fé Brasil com uma vasta programação musical. No local, também será realizado o encontro do Papa Francisco com os Voluntários da JMJ Rio 2013. Confira toda a programação no site www.cidadedafe.com.

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Serviço:
CIDADE DA FÉ
Data: de 20 a 26 de julho de 2013
Local: Riocentro – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
Programação:
ExpoCatólica (Feira de Livros e Artigos Religioso)
FÉstival (Festival Internacional de Turismo Religioso)
Bote Fé Brasil (Shows, Entretenimento, Cultura)
Expo Vocacional (Feira de Congregações e Comunidades Religiosas)
Realização: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Produção: Promocat Marketing Integrado
Parceria: Jornada Mundial da Juventude Rio 2013
Fonte: Cidade da Fé

16 de abril de 2013

Cardeal Odilo Pedro Scherer: Nós, católicos, e as mudanças religiosas no Brasil

Cardeal Odilo Pedro Scherer: Nós, católicos, e as mudanças religiosas no Brasil
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Durante a 51ª Assembleia da CNBB, de 10 a 19 de abril, em Aparecida, foi feita uma análise do quadro religioso do Brasil, com base nos dados do Censo de 2010.

Conforme já foi noticiado, houve uma nova diminuição do número dos que se professam católicos, que seriam ainda cerca de 64% da população brasileira; houve quedas igualmente de adeptos das Igrejas Protestantes tradicionais ou históricas, como a Luterana, a Presbiteriana, a Congregacional e outras Igrejas Evangélicas de missão; mas também houve queda acentuada dos aderentes à Igreja Universal do Reino de Deus e de outros grupos pentecostais livres. Novos grupos “livres”, de inspiração neo-pentecostal, surgiram e conquistaram adeptos.

Essa mudança religiosa não deixa de nos questionar. Há explicações culturais, sociais e religiosas na base dessa mobilidade religiosa que assistimos no Brasil nas últimas décadas. Mas, não basta compreender o fenômeno: como católicos, não podemos ficar indiferentes. E como Arcebispo da Igreja, expresso minha viva dor e preocupação por todo o católico que abandona a sua fé e me pergunto sobre os motivos que estão na base da sua escolha. Evidentemente, partimos do pressuposto de que a liberdade religiosa e de consciência das pessoas deve ser respeitada.

Mas, quando isso nos envolve, devemos dar respostas adequadas. Os motivos do abandono da fé católica, no entanto, devem ser examinados por nós, levando-nos às decisões que nos cabem tomar, com o coração movido pela caridade pastoral, por amor às pessoas, respeito e amor à verdade. Não podemos cair no indiferentismo religioso, em que uma coisa vale a outra e a verdade da Igreja fica relativizada pelo irenismo ou até pelo comodismo.

A causa do abandono da fé católica pode ser o conhecimento insuficiente ou apenas superficial da fé e da própria Igreja Católica. Muitas pessoas nunca foram verdadeiramente evangelizadas, nem tiveram a oportunidade de fazer uma experiência genuína e gratificante da fé em Deus na nossa Igreja. Não se ama o que não se conhece. E, não havendo raízes profundas nem identificação pessoal sólida com a fé e a Igreja Católica, o abandono acontece com facilidade.

O que devemos fazer nesses casos? Certamente, é preciso evangelizar mais e melhor, dando aos fiéis a oportunidade de conhecerem melhor a Deus e a Igreja, e de fazerem a experiência gratificante e profunda da fé. Devemos propor a verdade integral do Evangelho, sem poupar esforços para convidar as pessoas a fazerem um caminho de crescimento e amadurecimento na fé.

Acontece também que as pessoas abandonam a fé católica e a Igreja porque ficam decepcionadas com o nosso atendimento, nem sempre acolhedor. Isso nos deve levar, evidentemente, a rever nossos modos de tratar as pessoas. Ninguém espera ser tratado mal, ainda mais por quem representa a Igreja e fala em nome de Deus. E isso vale para nossos atos oficiais, como as celebrações, mas também para as relações pessoais dos católicos.

Entre as causas do abandono da fé e da Igreja Católica também está a discordância com a nossa doutrina moral ou mesmo com artigos da nossa fé. Nesse caso, por certo, não devemos renunciar à nossa fé, nem ocultar as exigências morais que decorrem do Evangelho. Mas, devemos cuidar de não transformar a fé em moralismo superficial, nem deixar de propor o encontro vital com Deus por meio de Jesus Cristo, antes de tratar das exigências morais do Evangelho. O resto será obra da graça de Deus, que conta com o diálogo paciente e respeitoso, o testemunho pessoal de vida cristã e o desejo sincero de ganhar irmãos para Cristo, para que tenham, por ele, a vida verdadeira.

Há também o fato da pregação contrária à Igreja Católica e sua doutrina, que leva muitos irmãos ao engano, ao abandono da fé e ao desprezo da Igreja. Nesse caso, cabe-nos defender as ovelhas do nosso rebanho e vigiar, mostrando-lhes a verdade e esclarecendo os aspectos em que sua fé e seu amor à Igreja são abalados.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 16.04.2013
Arcebispo de São Paulo

10 de abril de 2013

CNBB conta com infraestrutura do Santuário Nacional para realização da 51ª Assembleia

CNBB conta com infraestrutura do Santuário Nacional para realização da 51ª Assembleia

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A 51ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve início hoje, 10 de abril, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP).

O episcopado brasileiro se reúne para participar do evento que tem como tema central “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”.
Para acolher os bispos brasileiros, o Santuário Nacional e a CNBB acertam os últimos detalhes de infraestrutura e organização.
Os Bispos vão contar com toda infraestrutura do Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, localizado no Pátio da Basílica.
Imprensa, serviço médico e segurança
Salas de apoio, secretaria, Sala de imprensa, acesso à internet, segurança e ambulatório médico foram preparados para recepção do encontro.
Durante todos os dias da Assembleia, os bispos poderão contar com um ambulatório médico montado exclusivamente para a ocasião.
Das 7h às 19h os bispos terão atendimento médio, poderão fazer exames laboratoriais e também terão vacinação contra gripe.
Paramentos litúrgicos em geral, livros, objetos e vestes estão à disposição em 22 estandes pelos corredores do Centro de Eventos para auxiliar os bispos do Brasil.
Várias empresas do ramo colocaram seus colaboradores durante toda a Assembleia para o atendimento aos bispos.
Programação – A programação da Assembleia já está definida pela coordenação da CNBB. As missas serão realizadas no Altar Central da Basílica.
Na programação constam os horários das celebrações e sessões no Centro de Eventos.
A celebração de abertura da AG será no dia 10 de abril às 7h30 na Basílica e a Cerimônia de encerramento no dia 19 de abril às 10h30 no Centro de Eventos.
Nos dias 13 e 14 de abril os bispos do Brasil participam de um retiro espiritual no Centro de Eventos.
Entre as atividades dos bispos na 51ª Assembleia Geral estão a missa com Laudes no Altar Central do Santuário às 7h30, as sessões no Centro de Eventos e uma coletiva de imprensa, às 15h, com a participação de três bispos.
Fonte: CNBB

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