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31 de março de 2015

Sacerdote brasileiro motiva a entender a Inquisição à luz do seu contexto histórico mais amplo


Rio de Janeiro, 30 Mar. 15 / 10:20 pm (ACI).- “A inquisição é um tema normalmente utilizado nas aulas de história para denegrir a imagem da Igreja Católica”, afirmou o padre João Paulo Dantas, que é doutor em Teologia. Segundo ele, existem vários fatos que não são levados em conta na apresentação desse tema, principalmente, no meio acadêmico. Contrariando a tendência de criar uma lenda negra sobre a Igreja da época da Inquisição, sobretudo a sua versão espanhola, O perito brasileiro destaca a necessidade de tomar em conta o contexto histórico e político para distinguir com clareza as esferas da ação religiosa e da ação do poder civil durante o processo da inquisição”.


Em entrevista exclusiva a ACI Digital, o Pe. Dantas explicou que a inquisição dentro da Igreja nasceu no século XIII com o Papa Gregório IX, com o objetivo de limitar os danos causados pelos hereges na França. Eles atacavam lugarejos e cidades, incitavam a violência, a desordem social, a depredação, o desrespeito às autoridades civis e eclesiásticas e o suicídio em massa.

“Esse fato provocou a reação da população não herética, a violência se deflagrou e o poder civil precisou intervir de forma muitas vezes drástica. Os tribunais foram sendo criados pelo poder civil com a ajuda dos clérigos locais, mas esses tribunais se revelaram pouco atentos aos direitos dos réus, às questões das provas e muito suscetíveis às pressões das populações que se sentiam inseguras com a presença massiva dos grupos de hereges”, afirmou.

Ele destacou que à inquisição espanhola, que se prolongou até o século XIX, a mais ‘sangrenta’ teve uma dinâmica de conduta marcada pelo governo monárquico.

“Houve muitos abusos, pessoas inocentes foram condenadas injustamente, muito mais por questões políticas do que religiosas. Os Papas se opuseram a essa inquisição. Existe uma vasta documentação que comprova isso, várias cartas foram escritas por eles aos reis e inquisidores”, contou.

Padre Paulo acredita que muita coisa ainda precisa ser dita sobre esse tema e que é preciso reestudar as fontes, os documentos para um aprofundamento histórico.

“Existem arquivos que podem colaborar com tais pesquisas. É importante revisitar o fato da maneira mais imparcial possível, evitando todo tipo de suposição e exageros de cunho religioso, polêmico, ideológico e contrário à Igreja Católica. Não é certo ter uma orientação fechada a objeções, na verdade ainda existe bastante espaço para o debate. Um aprofundamento histórico a partir das fontes primárias será benéfico para todos”.

“Gostaria que esse tema fosse mais debatido nas paróquias, nos movimentos e pastorais, e também no meio acadêmico, para que a verdade brilhe”, motivou o sacerdote.

Fonte: ACI Digital 





30 de setembro de 2014

Parabéns Silvonei José, a voz brasileira do Vaticano!

Já no começo desta notícia, queremos parabenizar nosso querido amigo colunista Silvonei José Protz pelo serviço prestado à Rádio Vaticana e ao nosso blog, sempre levando a voz do Papa aos confins de toda a terra com verdade e amor, que brotam do coração de Deus; que a Virgem Maria guarde-o sempre em seu Imaculado Coração. 

Notícia:

Caros amigos, esta segunda-feira é muito especial para a Rádio Vaticano, em primeiro lugar porque comemoram o dia de seu patrono, São Gabriel e, também, porque a data marca os 25 anos de serviço de Silvonei José na Rádio Vaticano.

A data simbólica marcou ainda a passagem de cargo de responsável pela redação brasileira da Rádio Vaticano. O Padre Cesar Augusto dos Santos, SJ, responsável pelo programa nos últimos sete anos, foi nomeado pela Companhia de Jesus como Reitor do Santuário de São José de Anchieta, no Espírito Santo. Com isso, oficialmente a partir de 1° de novembro, Silvonei José passa a ser o novo responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.

Na ocasião aconteceu a Santa Missa presidida pelo secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, na sede da Rádio Vaticano.

Ide e vivei "nos caminhos digitais" do mundo contemporâneo. E sede com anjos, cuja missão sempre e, em todo caso, é anunciar a mensagem de Deus. Na homilia da missa, celebrada na Capela da Anunciação da nossa emissora, o purpurado fez questão de recordar o valor particular da qual se reveste a profissão de comunicar se esta é exercida na Rádio do Papa.


Informar e anunciar o Evangelho são, neste caso, duas faces da mesma profissão, ou seja, um surplus em relação ao dever profissional de jornalistas e agentes de outros meios de comunicação, os quais, recebendo-os logo após sua eleição, o Papa Francisco convidou a servir, em seu trabalho, a três altos valores:

"O vosso trabalho necessita de estudo, de sensibilidade, de experiência como tantas outras profissões, mas comporta uma atenção particular em relação à verdade, bondade e beleza. E isso nos torna particularmente próximos, porque a Igreja existe para comunicar justamente isto, a verdade, a bondade e a beleza, em pessoa: Cristo. Deveria ser claro – diz o Papa – que todos somos chamados, não a comunicar nós mesmos, mas esta tríade existencial, que configuram verdade, bondade e beleza. Essas são as palavras do Papa."

Este ano foram condecorados:

Irmã Lidia Korotkova, do "Programa Ucraniano", a serviço desde 1981, de quem o diretor de Programas, Pe. Andrea Koprowski, destacou a dedicação em suas atividades e a quem expressou solidariedade neste período difícil para seu país.

Giuseppe Fantucci, responsável pelo setor antenas no Parque de Transmissão de Santa Maria de Galeria, de quem foi ressaltada, em particular, a disponibilidade em seu trabalho.

Silvonei José, na emissora desde 1990, de quem foi evidenciada, sobretudo, o empenho em estreitar relações com a nossa Conferência episcopal e as emissoras locais. (RL)







28 de setembro de 2014

Hospital do Vaticano faz descoberta pioneira com células-tronco



















O “Bambino Gesù” descobre técnica de manipulação que permite o transplante de medula para crianças com leucemia sem necessidade de doador compatível

A descoberta científica do hospital do Vaticano promete salvar a vida de milhões de crianças no mundo inteiro. A notícia foi divulgada pelo hospital pediátrico da Santa Sé, “Bambino Gesù” (“Menino Jesus”), com sede em Roma. Segundo a direção do hospital, os resultados foram apresentados à revista científica internacional “Blood”, e poderiam ser “um marco na cura de muitas doenças no sangue”.
O hospital anunciou, em uma coletiva de imprensa, que a manipulação de células-tronco, em ausência de um doador compatível, permite o transplante de um pai ou mãe ao seu filho. A descoberta é importante para curar crianças com problemas de imunodeficiência, doenças genéticas, leucemia e tumores no sangue.
“Estamos orgulhosos de apresentar este sucesso dos pesquisadores do Hospital ‘Bambino Gesù’, conscientes de que o protocolo dos nossos laboratórios é um marco na terapia de muitas doenças no sangue”, confirmou o professor Bruno Dallapiccola, diretor científico do hospital da Santa Sé.
Para a aplicação no campo da leucemia, a técnica aplicada pela equipe do professor Franco Locatelli, responsável pela Onco-hematologia e Medicina Transfusional do hospital, foi apresentada no último mês de dezembro em New Orleans, durante o congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH).
transplante de células-tronco adultas é uma cura que salva a vida de milhões de crianças que sofrem tumores do sangue, bem como de crianças que nascem sem as adequadas defesas do sistema imunológico. Por muitos anos, o único doador que se podia ter era um irmão ou irmã do paciente. O problema é que dois irmãos são idênticos somente em 25% dos casos.
Diante da impossibilidade de ter doadores na família, existem bancos de dados internacionais com 20 milhões de doadores voluntários de medula óssea. Mesmo assim os bancos de sangue para estes casos dão disponibilidade de apenas 600 mil unidades no mundo.
O problema se agrava quando 30 ou 40% dos pacientes não encontram um doador compatível, além do mais, considerando o tempo de seleção de um doador e a conclusão de todos os exames para identificar outro doador fora da família.
A técnica do hospital da Santa Sé foi aplicada em 23 pequenos pacientes. Os resultados, segundo afirmou a instituição, demonstram que a probabilidade de cura definitiva para estas crianças doentes é de 90%, ou seja, igual à técnica que emprega a medula de um irmão do paciente completamente compatível geneticamente.
A descoberta da manipulação das células-tronco é uma esperança para milhões de crianças que podem ser salvas com um transplantede medula. É possível salvar crianças na Ásia, África ou América do Sul, que não têm “representantes” nos registros de doadores de medula óssea e que, por meio desta técnica, poderão finalmente ter acesso a um transplante de maneira rápida e “virtualmente aplicável a todos os casos”.
Fonte: ARY WALDIR RAMOS DÍAZ para Atleia: http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/hospital-do-vaticano-faz-descoberta-pioneira-com-celulas-tronco-5877803891294208

25 de setembro de 2014

Estado Islâmico: “Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres”

Nesta segunda (22/09/14), o site ACI/EWTN Noticias informou que o Estado Islâmico fez um apelo aos seus milicianos e seguidores para que matem “de qualquer forma” os cidadãos norte-americanos, europeus e dos países que apoiam a coalizão militar contra eles no Iraque e na Síria, e advertiram a estas nações que pagarão um “preço alto” por atacar-lhe.

“Ataquem os soldados, patrões e tropas dos tawaghit (aqueles que excedem os limites fixados por Alá). Ataquem os seus policiais, agentes de segurança e de Inteligência, assim como os seus agentes traidores. Destruam as suas camas. Amarguem as suas vidas e ocupem-se deles”, indicou Abú Muhamad al Adnani, o porta-voz do Estado Islâmico, em um comunicado publicado na Internet e difundido pelo jornal digital ‘The Long War Journal’.

“Se podem matar um infiel norte-americano ou europeu, especialmente os franceses sujos e vingativos, ou um australiano, um canadense ou qualquer infiel que promova a guerra infiel, incluindo aqueles cidadãos que aderiram à coalizão contra o Estado Islâmico, confiem mais uma vez em Alá e os matem de qualquer forma que se possa fazer”, destacou. “Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes, escravizaremos as suas mulheres com a permissão de Alá, o elevado”, assegurou.

No seu comunicado, intitulado “Em verdade, o vosso senhor está sempre vigilante”, o porta-voz do Estado Islâmico ameaça aos Estados Unidos e a “todos” os seus “aliados”, definindo-os como “cruzados”. “Saibam que o tema é mais perigoso do que imaginaram e maior do que previram”, assegurou. “Advertimos-lhes que hoje estamos em uma nova era, onde o Estado, seus soldados e seus filhos não são escravos. São pessoas que não conhecem a derrota faz tempo”, explicou.

Não há “cura” contra o Estado Islâmico

“Cruzados, notaram a ameaça do Estado Islâmico, mas não conhecem a cura e não a descobrirão porque não há cura. Se lutarem contra nós, isso nos faz mais fortes e duros. Se nos deixarem sozinhos, crescemos e nos expandimos”, avisou.

Al Adnani fez insistência em que a operação dos Estados Unidos e seus aliados contra o Estado Islâmico no Iraque e Síria será a sua “campanha final”. “Terminará mal e em derrota, como as campanhas prévias que foram derrotadas, embora nesta ocasião vamos persegui-los depois e vocês não nos perseguirão. Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres, com a permissão de Alá, o elevado”, afirmou.

Al Adnani advertiu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que terminará “decepcionado” por não conseguir os seus objetivos militares, mas deixou claro que tanto os norte-americanos como os europeus devem temer ao Estado Islâmico.

“O Estado Islâmico não começou a guerra”

“Aos norte-americanos e aos europeus: o Estado Islâmico não iniciou a guerra, como os seus governos e meios de comunicação querem fazer acreditar. Foram vocês que começaram a agressão contra nós e, portanto, são os culpados e pagarão um grande preço. Pagarão o preço quando as suas economias se paralisem. Pagarão o preço quando os seus filhos enviados à guerra contra nós voltem deficientes, mutilados, dentro de caixões ou mentalmente doentes”, assegurou.

O porta-voz do Estado Islâmico fez um apelo aos milicianos do grupo para que o defendam. “Levantem-se e defendam o nosso estado do lugar onde estejam”, destacou.

9 de setembro de 2014

Cientistas buscam criar “espermatozóide feminino”, para eliminar a necessidade do pai na reprodução!

Cientistas britânicos afirmam ter criado espermatozóides a partir de células-tronco da medula óssea feminina – abrindo caminho para o fim da necessidade do pai na reprodução.

A experiência vem sendo desenvolvida por especialistas da Universidade de New Castle que, em abril do ano passado, anunciaram ter conseguido transformar células-tronco da medula óssea de homens  adultos em espermatozóides imaturos.




















Em entrevista à última edição  da revista New Scientist, Karim Nayernia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse que agora os cientistas repetiram a experiência com células-tronco da medula óssea de mulheres, podendo “abrir caminho para a criação do espermatozóide feminino”.

No trabalho, ainda não publicado, Nayernia disse à New Scientist estar esperando a “permissão ética ” da universidade para dar continuidade ao trabalho, que consistiria em submeter os espermatozóides primitivos à meiose, um processo que permitiria a maturação do espermatozóide, tornando-o apto para a fertilização.

“Em princípio, eu acredito que isso seja cientificamente possível”, disse Nayernia.

O estudo, afirma a revista, poderia possibilitar que um dia, casais de lésbicas poderão ter filhos sem a necessidade de um homem, já que o espermatozóide de uma mulher  poderia fertilizar o óvulo da outra.

Fonte: http://portalsantoandreemfoco.com.br/

Nota do Blog Vida sem Dúvida:

É muito importante nos voltarmos para a verdade inscrita na natureza humana no que diz respeito aos aspectos presentes no ato conjugal. Não precisamos de grandes reflexões e análises rigorosas para concluirmos que a reprodução humana tem aspectos intrínsecos intocáveis. Substituir o papel do homem ou da mulher é ferir o cerne da reprodução e arrancar todo seu sentido. A fecundidade do ato conjugal está objetivamente ligada ao fato deste envolver macho e fêmea, cuja transmissão da vida foi confiada por Deus.

Nunca podemos esquecer que, “pela sua estrutura íntima, o ato conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher. Salvaguardando estes dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade… um ato de amor recíproco, que prejudique a disponibilidade para transmitir a vida que Deus Criador de todas as coisas nele inseriu segundo leis particulares, está em contradição com o desígnio constitutivo do casamento e com a vontade do Autor da vida humana. Usar deste dom divino, destruindo o seu significado e a sua finalidade, ainda que só parcialmente, é estar em contradição com a natureza do homem, bem como com a da mulher e da sua relação mais íntima; e, por conseguinte, é estar em contradição com o plano de Deus e com a sua vontade.” (Papa Paulo VI – Humanae Vitae n.12 e 13)

Fonte: Blog Vida sem Dúvida, comshalom 

6 de setembro de 2014

Cipotânea, cidade mineira, se destaca pelo número de padres

A cidade de Cipotânea, localizada na Zona da Mata Mineira, que se chamava São Caetano do Xopotó, se destaca no âmbito religioso pela quantidade de padres e bispos nascidos lá.  O município de 6500 habitantes, distante da capital, Belo Horizonte, 239 quilômetros se orgulha do título “terra dos padres e bispos”. Pelo menos cinquenta padres e cinco bispos nasceram nesta cidade fundada em 1711, à margem do rio Xopotó. 

Os bispos nascidos nesta cidade são: Dom José Nicomedes Grossi e Dom Hélio Gonçalves Heleno (ambos falecidos), que estiveram à frente das dioceses de Bom Jesus da Lapa (BA) e Caratinga (MG). Dom José Heleno, emérito da diocese de Governador Valadares (MG), Dom  Antônio Afonso de Miranda emérito de  Taubaté (SP) e dom Getúlio Teixeira Guimarães, emérito de Cornélio Procópio (PR).
No próximo dia 11 de outubro mais uma vez a cidade se orgulha de ofertar um jovem para o serviço a Deus e à Igreja. Desta vez será o diácono Geraldo Trindade, que será ordenado pelo arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha. 

O futuro sacerdote é filho Vicente Alfenas da Trindade e  Brasilina Francisca Trindade. Atuou em várias paróquias, incluindo Paróquia de São Sebastião em Cláudio Manoel (Mariana), Paróquia de Nossa Senhora da Assunção (Mariana), Paróquia de São Silvestre (Viçosa), Paróquia de São Gonçalo em Amarantina (Ouro Preto) e Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Rio Casca).
A explicação dada por tantas vocações religiosas nascidas em uma cidade tão pequena são várias. Entre elas estão o incentivo das famílias com forte tradição e formação religiosa, a experiência de fé vivida pela comunidade cipotaneana e a proximidade com Mariana, sede do arcebispado que conta com um dos seminários mais antigos do Brasil.
A pequena cidade volta o olhar para os céus e agradece a Deus por ainda ser berço de muitas vocações sacerdotais! “O fato desta pequena cidade ser um celeiro vocacional é sinal de que se vive uma fé autêntica e que produz fruto, mostrando que em pleno século XXI a fé é uma realidade presente na vida das pessoas. Sinal também de que o desejo de servir a Deus encontra ainda acolhida no coração dos jovens e uma resposta generosa da parte deles”, comentou o diácono Geraldo Trindade.  

Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diácono na Arquidiocese de Mariana, bacharel em filosofia pela FAM, formado em teologia pelo Instituto São José de Mariana. Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/


21 de agosto de 2014

Em tempos de muita informação, redobrada atenção: “Recolhendo as penas” de uma apuração jornalística mal feita


O Jornal O Globo divulga seguinte manchete: “Papa Francisco espera viver mais dois ou três anos e não descarta aposentadoria”. No Twitter eles publicaram assim: “Papa Francisco diz que viverá mais ‘dois ou três anos”.

Não foi isso que o Papa disse. O Santo Padre respondeu à pergunta, feita no voo papal (Coréia-Roma) do jornalista francês Anaïs Feuga, da Rádio Francesa sobre sua “imensa popularidade” (Traduzo a pergunta: “No Rio, quando a multidão gritava ‘Francisco, Francisco!’, o senhor respondia ‘Cristo, Cristo’. Hoje, como o senhor administra esta imensa popularidade?”). Na resposta, Francisco destacou a efemeridade da popularidade e destacou que esta“durará pouco tempo”. Reforço: o Papa não está dizendo que sua vida durará pouco tempo, mas sim, sua popularidade.

Eis a íntegra de sua resposta à pergunta de Anaïs Feuga:
“Mas, não sei como dizer… Eu a vivo [a popularidade] agradecendo ao Senhor por seu povo estar feliz: isso faço mesmo, não? E desejando ao povo de Deus o melhor. A vivo [a popularidade] como generosidade do povo, isso é verdade. Interiormente, procuro pensar em meus pecados e nos meus erros para não acreditar nisso. É porque sei que isso [a popularidade!] durará pouco tempo: dois ou três anos, e depois… à Casa do Pai. E depois, não é sadio dizer isso – mas a vivo [a popularidade] como presença do Senhor no seu povo que usa os bispos e pastores do povo, para manifestar tantas coisas. A vivo [a popularidade] naturalmente como antes. Antes me assustava um pouco, mas faço estas coisas , não é mesmo? Me vem em mente: não se engane, não dê vazão a esse povo e a essas coisas. Um pouco assim.”

Não podemos confiar em tudo o que lemos. É sempre importante ir à raiz das notícias, mesmo que estas tenham sido divulgadas por meios de comunicação “fortes”. Infelizmente.

Espero, sinceramente, que tenha sido pura falta de apuração (o que já é grave e triste para o Jornalismo sério). Pior, no entanto, quando ocorre a pretensiosa distorção dos fatos e das informações.

Danusa Rego
Missionária e Jornalista
Canção Nova – Roma



13 de agosto de 2014

O legado da caridade de Dom Luciano Mendes

Após 8 anos de falecimento do arcebispo marianense Dom Luciano Mendes de Almeida, pode-se ter uma noção dos aspectos de sua vida que o torna apto a alcançar a honra do altares e passar a ser apresentado pela Igreja Católica como exemplo de santidade e modelo de fé em Jesus Cristo.
A Congregação para a Causa dos Santos autorizou a abertura do processo para a canonização em nível diocesano, que vai ocorrer no dia 27 de agosto. O pedido enviado a Roma foi assinado por mais de 300 bispos brasileiros. Dessa forma, Dom Luciano passa a ser chamado Servo de Deus. Agora passa-se a analisar presumiveis milagres e ouve-se as testemunhas.
Dom Luciano nascido no Rio de Janeiro no dia 5 de outubro de 1930 foi o primeiro bispo jesuíta no Brasil. Viveu sua vida segundo seu lema “Em nome de Jesus”. Era arcebispo de Mariana quando faleceu aos 75 anos de idade.  Exerceu funções de relevância, tais como participação em diversos sínodos em Roma, secretário geral (de 1979 a 1986)  e presidente (1987 1 1994) da CNBB. Fez parte do Conselho Permanente desta entidade de 1987 até sua morte. Atuou na Pontifícia Comissão Justiça e Paz, do Conselho Episcopal Latino-Americano e da Comissão Episcopal para a Superação da Miséria e da Fome.
Mas, o grande legado deste bispo é a caridade. Caridade que a própria identidade de Deus porque “Deus é amor” (1 Jo 4, 16).  O amor que retratava beste grande homem pela caridade era a forma que ele encontrava de no cotidiano da vida experimentar das realidades celestes. Dom Luciano era um servo dos humildes, dos pobres, dos simples e dos marginalizados. Já no leito do hospital pediu: “Nãos esqueçam dos meus pobres” e por isso é chamado por muitos como “o pastor dos esquecidos”. Ele fazia os pequenos gestos e palavras serem carregados de suma importância, capazes de gerar conforto, consolo e alívio. Quando foi eleito presidente da CNBB lhe perguntaram como seria sua atuação. Ele mais uma vez demonstrou sua caridade, que provém de um coração próximo ao de Deus, capaz de sentir e ver a partir dos mais sofredores: “Peço a Deus atuar na conversão dos homens do egoísmo ao verdadeiro amor, sem conformismo e se  a impaciência dos violentos, para que as estruturas de convivência humana correspondam cada vez mais à dignidade dos filhos de Deus”.  

Sua presença discreta, e na maioria das vezes atrasada, era aguardada com ansiedade por todos, pois era “Dom Luciano que estava vindo”. Santos nos fazem esperar, pois não é qualquer dia que os encontramos vivos. Santos elevam nossos corações para Deus e os estende aos irmãos. Santos nos mostram como Deus age e cuida daqueles que são mal vistos e mal amados. Santos nos arranca de nosso comodismo e nos mostra uma lógica própria, pois é a lógica do amor misericordioso. Santos como Dom Luciano não são simplesmente homens, mas uma “imagem bonita de Deus” como uma vez Mons. Júlio Lancelotti descreveu o bispo marianense.

Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diácono na Arquidiocese de Mariana, bacharel em filosofia pela FAM, formado em teologia pelo Instituto São José de Mariana. Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/

7 de agosto de 2014

Peregrino nas estradas do Oriente

Terceira viagem Apostólica internacional do Papa Francisco; depois do Rio de Janeiro e da Terra Santa, agora o “homem que veio do fim do mundo” vai para um mundo distante do nosso, vai ao extremo Oriente, seu destino é a Coreia do Sul.


O Pontífice está ultimando os seus preparativos para, com sua maleta de mão, embarcar no avião que o levará à Coreia onde permanecerá de 14 a 18 próximos. Um país que teve a alegria de receber São João Paulo II duas vezes: a primeira em maio de 1984 e a segunda, em outubro de 1989, quando da realização do Congresso Eucarístico Internacional. 

Desde os primeiros momentos do anúncio oficial da visita o povo dessa nação, - católicos e não-católicos -, expressou a sua alegria e satisfação pela chegada do Papa, um personagem muito estimado naquele país.

As primeiras reações dos próprios meios de comunicação locais e asiáticos falam de uma visita que representa, além da confirmação da fé para os fiéis católicos, de uma espécie de “vitória” da diplomacia sul-coreana que durante anos esperava uma visita do Papa; uma nação onde a Igreja Católica viu seu nascimento através do sangue de milhares de mártires. 

De fato, um dos motivos pelos quais Francisco irá à Coreia é precisamente a beatificação de 124 mártires coreanos que deram a sua vida por Cristo e pela fé cristã durante a perseguição no final do século 18: em 1984 o Papa João Paulo II canonizou 103 mártires, entre eles Santo André Kim Dae-gon (o primeiro sacerdote, o primeiro mártir e o primeiro santo sul-coreano), patrono da Igreja coreana.

E dos mártires passamos ao outro motivo que leva o Santo Padre ao extremo Oriente: a VI Jornada Asiática da Juventude, que se realizará na Diocese de Taejon com o lema: “Jovens da Ásia, despertem! A glória dos mártires resplandece sobre vocês”. Certamente, um momento que irá fazer com que Francisco retorne com seu pensamento e coração à JMJ do Rio, onde ele se encontrou com mais de 3 milhões de jovens provenientes de todas as partes do mundo e indicou—lhes o caminho a seguir: ide, sem medo, para servir.

Sem fazer uma comparação entre os dois eventos a Jornada dos jovens asiáticos tem um volume de presença muito inferior, mas não menos intenso. Serão cerca de 2 mil jovens provenientes de cerca 29 países.

O Papa quer rezar com os jovens da Ásia, porque sabe que eles podem se transformar em apóstolos da paz; quer rezar com as famílias, fundamento da sociedade e da Igreja; quer encontrar os bispos e sacerdotes e confirmá-los na sua missão de evangelizadores. 

A Igreja sul-coreana é a primeira da Ásia a acolher Francisco, que através da Jornada da juventude se comunicará com os jovens deste grande continente, definido por João Paulo II, a primavera da Igreja Católica no Terceiro Milênio; será uma espécie de porta para a evangelização da Ásia. 

Um sinal negativo nesta viagem, a não participação de fiéis da Correia do Norte, aos quais não foi permitido pelo governo de Jim Il-sung participar na missa que o Papa celebrará dia 18 de agosto na Catedral Myeongdong. 

Sim porque o Pontífice vai à Coreia para rezar também pela reconciliação da península, um tema sobre o qual a Igreja coreana tem repetidamente mostrado particular interesse e dedicação. Francisco vai entregar uma mensagem de paz e reconciliação às duas partes. O Papa - esperam em muitos -, poderá contribuir para a paz nesta terra que já sofreu tanto, e continua sofrendo pela divisão entre norte e sul. A Coreia, com a visita do Papa estará novamente no centro do interesse do mundo, pois cada visita papal é sempre considerada um evento de importância mundial. 

A escolha de Francisco de como primeiro país da Ásia visitar a Coreia, um país dividido, é a expressão evidente do seu desejo de paz. O Papa vai também a essa terra para rezar pela paz e reconciliação, uma ferida aberta no coração do povo coreano.

A visita chama também a atenção de líderes de outras religiões que dão as boas-vindas ao Sucessor de Pedro. Durante a Conferência dos Religiosos para a Paz, que se realizou em 2 de Abril passado, líderes protestantes, anglicanos, budistas, confucionistas tornaram pública uma declaração em que se afirmam “felizes pela visita do papa, que certamente promoverá o diálogo inter-religioso”.

A Igreja coreana que receberá Francisco é uma igreja que continua a crescer. Segundo os dados da Conferência Episcopal, os católicos no país somam cerca de 5 milhões e 400 mil, o que corresponde a 10,4% da população, de 48,6 milhões de pessoas. As dioceses são quinze.

No próximo dia 14 quando tocará a terra coreana, Francisco levará em sua bagagem todo o amor do Sucessor de Pedro a uma terra onde a fé cristã nasceu do sangue dos mártires, e onde as esperanças de reunificação, de vida em comum com a realidade do Norte, ainda são latentes e fortes. O Papa vai para confirmar nossos irmãos na fé e para fazê-los se sentirem partícipes de uma fé vivida e partilhada por milhões de pessoas em todas as partes do mundo. Como peregrino Francisco vai tocar os corações e ser tocado pelo amor dos fiéis do extremo Oriente, artífices de uma verdadeira Nova Evangelização. Uma viagem para que a Coréia e toda a Ásia conheçam a paz do Senhor e uma oportunidade para que os pobres, os marginalizados, voltem a ter esperança.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

8 de julho de 2014

Brasil sedia o primeiro Congresso para Católicos totalmente online - CONACAT


O evento gratuito é uma resposta ao pedido de Papa Francisco a católicos do mundo inteiro: uma adesão consciente à Cultura do Encontro.

Com 42 palestrantes e sete dias de duração, o Congresso Nacional Católicos Online (Conacat) – Todos pela Cultura do Encontro, http://www.catolicoemrede.com.br, que acontece entre os dias 11 a 17 de agosto, dois dias após o Dia dos Pais,  inteiramente gratuito, será o primeiro evento dessa natureza organizado completamente online, no Brasil. Com curadoria do jornalista Wagner Moura e conta com o apoio pessoal do vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, o evento irá ajudar a Casa de Amparo Frei Galvão, em Nilópolis (RJ) e Associação Guadalupe, Campo Limpo (SP), instituições que acolhem mulheres grávidas em situação de risco social. Após a transmissão gratuita, as palestras serão vendidas para quem desejar contribuir com as iniciativas sociais que receberão 50% do valor da venda.

Wagner Moura participou como membro convidado do Vatican Blog Meeting, encontro mundial de blogueiros, promovido pela Igreja Católica, em 2011, no Vaticano, Roma - primeiro evento do gênero promovido pelo Vaticano. Após amadurecer a idéia de um evento capaz de reunir jovens brasileiros por meio da internet, Wagner idealizou o Conacat inspirado ainda no que aprendeu durante o Vatican Blog Meeting e fomentar uma maior participação católica na internet, com formação adequada.

CONFIRA ALGUNS DOS PREGADORES DO EVENTO:


“O principal objetivo é servir de auxílio para o protagonismo leigo, com foco na formação dos que desejam evangelizar na prática nesse novo continente digital. Por isso, convidei  sacerdotes e leigos de reconhecida atuação na Igreja, em diversas regiões do Brasil e do mundo. Se um católico tem o desejo de evangelizar, mas não  têm como viajar para participar de encontros como esse, levamos esses palestrantes ao encontro de quem deseja formação”, explica Wagner Moura, idealizador e organizador do Conacat, que pretende com o evento ajudar a promover a Cultura do Encontro estimulada pelo Papa Francisco.

Todos os convidados tiveram como critério de escolha o reconhecimento no protagonismo evangelista em suas comunidades, regiões ou atuação nacional nas áreas da comunicação, política, artes, design e evangelização de jovens. “Esse será um congresso muito importante, com temas de interesse para todos que trabalham com a evangelização. Eu aconselho os que puderem a participar!”, recomenda o arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, em vídeo-convite para o Conacat divulgado nas redes sociais do evento.


Entre os palestrantes estão o teólogo e professor, Felipe Aquino, e Padre Joãozinho, scj  sacerdote dehoniano autor de 10 discos e 47 livros, conhecido no Brasil inteiro pela atuação na música e na direção pastoral. Além deles, integra o time de palestrantes o padre John Wauck, professor da Escola de Comunicação e Igreja, da Universidade de Santa Cruz (Pontificia Università della Santa Croce), Roma (PUSC-Roma) e presidente do Comitê Organizador do Seminário “The Church Up Close: Convering Catholicsm in the Age of Francis” (A Igreja em foco: Cobrindo o catolicismo na era Francisco”), seminário que acontecerá em setembro desse ano, em Roma, voltado para jornalistas que cobrem a Igreja Católica.

SERVIÇO:

1° Congresso Nacional Católicos Online (Conacat) – Todos pela Cultura do Encontro

Período - 11 a 17 de agosto de 2014
Investimento: inscrição e participação inteiramente gratuita. Após o evento, serão vendidas palestras para quem desejar adquirir e 50% da renda será destinada a benfeitorias da Casa de Amparo Frei Galvão, em Ninópolis (RJ) e Associação Guadalupe, Campo Limpo (SP), instituições que acolhem mulheres grávidas em risco social. As presidentes dessas iniciativas são Doris Hipólito e Mariângela Cônsoli.


7 de junho de 2014

Vaticano: a casa da paz























A casa de Francisco, ou seja, o Vaticano, será neste fim de semana a “casa da paz”, e centro da paz para o Oriente Médio. Sim, o olhar do mundo se dirigirá mais uma vez para os jardins vaticanos onde no final da tarde deste domingo, os Presidentes de Israel e da Palestina, respectivamente, Shimon Peres e Mahmoud Abbas, junto com o Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, vão rezar juntos pela paz naquela região martirizada do mundo. A presença do sucessor do Apóstolo André ao lado do sucessor do Apóstolo Pedro no encontro mostra como as duas “Igrejas irmãs” pretendem continuar o caminho iniciado em Jerusalém.

Ambos os presidentes e também Bartolomeu I foram convidados para este momento de oração durante a recente peregrinação de Francisco à Terra Santa. O encontro, chamado de “Invocação para a paz” nasceu da intuição de Francisco de que, mais do que nunca, devemos rezar pela paz na Terra Santa, uma terra que viu o Príncipe da Paz nascer, crescer, morrer e ressuscitar, mas que ainda não encontrou a serenidade de que tanto necessita e merece. Será um momento para pedir o dom da paz. 

Como revelado pelo próprio Papa Francisco aos jornalistas no vôo de volta a Roma, vindo de Tel Aviv, o desejo era de que o encontro de oração fosse realizado na Terra Santa. Problemas políticos e logísticos impediram tal realização, levando o Santo Padre a fazer o convite para que o mesmo se realizasse no Vaticano.

Esta convocação do Papa Francisco diz respeito a todos nós, que vemos na Terra Santa, a terra que abrigou o Filho do Homem, e da qual brotou a nossa fé. É uma oportunidade para despertar a escuta recíproca, de modo a encontrar uma maneira de “desarmar mental e emocionalmente”, pessoas que viveram uma vida baseada em conflitos e ódios. Sim, desarmamento de medos, de obsessões, de preconceitos, de arrogâncias, de fanatismos, como disse à Rádio Vaticano, Sergio Paronetto, vice-presidente italiano da Pax Christi. 

O evento histórico que viveremos neste final de semana nos seculares jardins vaticanos – ilha verde no coração de Roma – certamente irá despertar nas pessoas de boa vontade um sentimento maior de pertença à família humana, sacudindo, quem sabe, a pessoa que muitas vezes vive dentro de armaduras, enclausurada em certezas e convicções que nem sempre correspondem à realidade. E tudo isso em uma data excepcional, a Solenidade de Pentecostes: é a paz que pode, através de um encontro, ser mais forte do que os muros que erguemos nos nossos relacionamentos, e essa paz é uma pessoa, como Francisco vem repetindo constantemente, o Espírito Santo.

O Santo Padre nos dias passados, durante a Audiência Geral realizada na Praça São Pedro pediu para que todos rezem pelo encontro de oração, para que Deus dê o dom da paz à Terra Santa e a todo o Oriente Médio. “A paz se faz artesanalmente! – disse. Não há indústrias de paz, não. Faz-se a cada dia, artesanalmente, e também com o coração aberto para que venha o dom de Deus”, acrescentando que os filhos daquela Terra que há muito tempo convivem com a guerra têm o direito de conhecer finalmente dias de paz! 

Durante a sua peregrinação à Terra que todos nós chamamos de Santa, o Papa animara as autoridades palestinas, israelenses e jordanianas a continuarem com os esforços para aliviar as tensões na área do Oriente Médio, sobretudo na martirizada Síria, bem como “a continuar a busca de uma solução equitativa para o conflito israelense-palestino”. O convite para rezar pela paz, feito a esses dois representantes de dois povos há muito tempo em conflito, é também estendido a todos nós, para que não os deixemos sozinhos, para que o mundo se una em um momento de invocação e fé para que o Senhor dê a paz àquela Terra abençoada. Sim, será um encontro de oração e não de uma mediação ou de uma busca de solução. Será oração e depois todos voltam para casa. “Rezar juntos, sem entrar em discussões” precisou Francisco....

No seu convite para rezarem juntos – cristãos, judeus e muçulmanos - o Papa cria a oportunidade para inspirar decisões valentes em favor da paz e colocar um fim no conflito no Oriente Médio; o Dia da “Invocação” pode se tornar um símbolo e uma fonte de inspiração para aqueles que realmente querem a paz nesta terra amada; uma terra que poderá ser sinal de unidade e crescimento para todo o mundo.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo". 

4 de junho de 2014

Evangélicos queimam e urinam em imagem de Nossa Senhora em Carrapateira

O mês de maio e a celebração da coroação de Nossa Senhora por parte dos católicos acendeu a ira de protestantes fundamentalistas na pequena cidade de Carrapateira, localizada a 384  km de João Pessoa, na Paraíba.


Membros destas denominações queimaram e urinaram em uma imagem de Nossa Senhora em praça pública, na última semana do mês de maio, conhecido como mês mariano. Padre Querino Pedro que há 4 anos é pároco da cidade que possui pouco mais de 2 mil habitantes relatou ao ANCORADOURO a situação de constrangimento gerada pelos evangélicos fundamentalistas.

“Além desse episódio da queima da imagem outro fato que está deixando os pais de família preocupados é que na rua ou em escolas crianças não católicas são constantemente criticadas por evangélicos, chamados de demônios e condenados ao inferno. As crianças estão perturbadas com essa situação”.

Em carrapateira existem 3 igrejas evangélicas. ” A pentecostal é a mais radical”, conta o padre. “Sempre vem com aquele confronto de que católico adora imagem. Um risco de gerar brigas. Eles [os protestantes] tentam tirar os crucifixos do pescoço dos coroinhas da paróquia”, denuncia o padre.

“No mês de maio os evangélicos endoidece” finaliza o padre que estava se dirigindo a uma delegacia para fazer um Boletim de Ocorrência sobre os últimos episódios, uma orientação da Diocese.

Confira a entrevista com o padre

             

Fonte: BLOG ANCORADOURO

29 de maio de 2014

Após reunião com líder do PMDB na Câmara, Ministro da Saúde retira portaria nº 415 que poderia legalizar o aborto no Brasil

Graças a Deus, a Portaria nº 415 que, na prática, poderia legalizar o aborto no Brasil foi revogada. A defesa pela vida é mais forte e continua, todos a favor da vida, todos contra o aborto. Estejamos sempre unidos, vigilantes e prontos para defender a vida desde a concepção até o seu declínio natural. Vamos defender a vida juntos e assim venceremos. 


A Portaria nº 415 que, na prática, poderia legalizar o aborto no Brasil foi revogada. A decisão foi tomada, nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, depois de reunião com o deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), líder do PMDB na Câmara dos Deputados.

Juntos, ministro e deputado, reavaliaram o texto da Portaria e concluíram pela improcedência desta, já que a publicação se mostrava ambígua e poderia corroborar com efeitos danosos para a sociedade, sobretudo para as crianças ainda no ventre materno.
Eduardo Cunha afirmou, em site pessoal, que o ministro, após estudar a publicação, “deverá apresentar alguma nova proposta ou nova portaria nos estritos termos da legislação vigente”. A revogação está publicada no Diário Oficial da União (nº 101, Seção 1, pág 40).

Ainda na semana passada, logo após a divulgação da Portaria, o deputado Eduardo Cunha entrou com Projeto de Decreto Legislativo nº 148/2014 na tentativa de sustar os efeitos da publicação feita pela Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde.

Um dos pontos mais graves da publicação discorria a respeito da interrupção da gestação/antecipação terapêutica do parto, um eufemismo para o aborto.
Art. 1º Fica incluído, na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS (...) o procedimento (...) – INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO/ANTECIPAÇÃO TERAUPÊUTICA DO PARTO PREVISTAS EM LEI e todos os seus atributos.

Uma vez estabelecida, a Portaria abriria brechas a todos os hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para prática do aborto com o custo de R$ 443,40.  O valor incluía o pagamento de uma equipe formada por médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistentes sociais e farmacêuticos.

Com a publicação, o Estado passaria a arcar com o procedimento abortivo contemplando, de forma mais direta, os três casos em que o aborto não é penalizado no Brasil: risco de morte, anencefalia e estupro. Também trazia brechas sobre a questão da objeção de consciência médica.

Antes da Portaria nº 415
A Portaria era decorrente da lei 12.845, sancionada sem vetos pela presidente Dilma Rousseff em 1º de agosto de 2013. O projeto que deu origem à lei passou sorrateiramente pelas duas casas do Congresso Nacional e chegou à sanção presidencial com a seguinte redação nos incisos IV e VII do art. 3º:
Art. 3º O atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS, compreende os seguintes serviços:
IV – profilaxia da gravidez; (...)
VII – fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis.

A linguagem também foi usada para esconder a palavra aborto, designando a gravidez como doença que deve ser prevenida, por isso o termo profilaxia da gravidez. Já o fornecimento de informações sobre direitos legais, por não estar detalhado, abre margem à seguinte interpretação: no atendimento médico, há a possibilidade das vítimas serem convencidas a consentir com a prática de um aborto.

Há ainda outro ponto polêmico no texto, no artigo 2º:
Art. 2o  Considera-se violência sexual, para os efeitos desta Lei, qualquer forma de atividade sexual não consentida.

A atividade sexual não consentida pode ser interpretada pela mulher como qualquer ato libidinoso para além do estupro, que decorra em gravidez. Sem os exames de corpo de delito e apresentação de boletim de ocorrência no hospital - garantidos por normas técnicas (abaixo) - o aborto pode ser assegurado.

Depois de ser sancionada sem vetos pela presidente Dilma Rousseff, a lei 12. 845 poderá ser alterada em decorrência de dois projetos de lei que estão em andamento no Congresso Nacional. O PL 6022/2013 (que ainda deve ter o texto modificado) visa a alteração de alguns incisos mais perigosos, enquanto o PL 6033/2014 quer a revogação total da lei 12. 845.

Normas Técnicas
Toda a questão vem sendo permeada por duas Normas Técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, no intervalo de 16 anos, e apreciadas na Portaria.

Em 1998, José Serra, então ministro da pasta, publicou a Norma Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes, que afirma ser ‘legal’ e ‘permitido’ fazer o aborto em gravidez decorrente de estupro. A Norma também indica que a mulher, nesta situação, desejosa de fazer o aborto seria liberada do exame de corpo de delito, apresentando somente um boletim de ocorrência sem necessidade de apresentação de provas.

Em 2004, o ministro era o petista Humberto Costa, que lançou a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, dispensando o boletim de ocorrência para o aborto e impelindo os médicos a agirem contra a própria consciência com a afirmação: ‘É dever do Estado manter, nos hospitais públicos, profissionais que realizem o abortamento’ (pág 15).

Veja o que o papa Francisco realmente disse, respondendo as perguntas dos jornalistas no voo de volta para Roma


O Papa Francisco respondeu algumas perguntas feitas pelos jornalistas no voo de volta para Roma, que incluíram temas como: celibato, tolerância zero aos casos de abuso sexual, sínodo da família e divorciados que voltaram a se casar.

O que o Papa realmente disse, a respeito das perguntas que o fizeram no voo de volta para Roma? A mídia distorce muito, querendo entender as respostas do papa Francisco; e publicam o que eles entenderam e não o que realmente o papa disse. (Iury Nascimento)

Na viagem de volta da Terra Santa a Roma, a bordo do Boeing 777 da companhia israelense El-Al, o papa Francisco saudou os jornalistas que o acompanharam no voo e respondeu a onze perguntas sem fugir de nenhum tema. Não faltaram no papa, segundo as agências, “o candor e o senso de humor que o caracterizam”.

Sobre o encontro que se realizará em junho no Vaticano entre o presidente de Israel, Shimon Peres, e o do Estado Palestino, Abbu Mazen, o Santo Padre redimensionou o fato esclarecendo que não é uma mediação de paz: "Nós vamos nos reunir para rezar. Depois, todos voltam para a sua casa". Mas completou: "Eu acho que a oração é importante, e é importante que nós rezemos juntos".
Sobre a proposta de Paulo VI de fazer de Jerusalém uma cidade com status internacional, Francisco disse: "Há muitas propostas. O Vaticano tem a sua posição do ponto de vista religioso: uma cidade de paz para as três religiões (...) É necessário ter muita coragem e eu rezo muito a nosso Senhor para que esses presidentes tenham a coragem de ir em frente".

Outro tema levantado durante o voo foi o celibato eclesiástico. O papa recordou aos jornalistas que não se trata de um "dogma de fé" e que existem sacerdotes casados em diversos ritos orientais da Igreja católica. Por não ser um dogma, é um tema que sempre pode ser discutido. No entanto, o papa observou que os temas “em cima da mesa” neste momento são outros. Francisco reiterou, ainda assim, que o celibato “é uma regra de vida; eu o aprecio muito e acredito que é um dom para a Igreja".

Outra das perguntas tratou dos casos de abusos sexuais por parte de clérigos. O papa reforçou a postura de “tolerância zero” a qualquer eclesiástico que cometa esse crime e acrescentou que, em junho, receberá no Vaticano um grupo de seis vítimas de abusos sexuais e as convidará para a missa cotidiana que ele celebra na Casa Santa Marta. O papa revelou que existem três bispos sendo investigados, mas não esclareceu se por terem cometido abusos ou por terem ocultado abusos de outros clérigos. “Ninguém tem privilégios. É um crime horrível que trai o Corpo do Senhor”, disse o papa, declarando também que os abusos, por profanarem as vítimas e, nelas, o Corpo de Cristo, "são piores do que as missas negras".

Sobre a possibilidade de outro papa renunciar e se tornar emérito a exemplo de Bento XVI, Francisco disse que o predecessor abriu esta possibilidade. “Temos que ver o papa emérito como uma instituição. Só Deus sabe se haverá outras [renúncias], mas a porta está aberta". Francisco afirmou que não tem um programa prefixado e que, no momento oportuno, "farei o que nosso Senhor me disser: rezar e tentar encontrar a vontade de Deus. Mas acredito que Bento XVI não foi um caso único".
O papa Francisco respondeu também sobre a reforma da Cúria Romana: “Chegamos a um bom ponto. Consultamos toda a Cúria e agora começamos a estudar as coisas para tornar a organização mais ágil; por exemplo, unificando alguns dicastérios”.

Um dos pontos-chave, disse o papa, "é o econômico. Por isso é que o dicastério de economia tem que trabalhar com a Secretaria de Estado". Em breve, Francisco dedicará quatro dias de trabalho ao tema e, em setembro, outros quatro. "Ainda não vemos todos os resultados, mas a parte econômica é a que veio à luz primeiro (...) O caminho da persuasão é muito importante", porque "há algumas pessoas que ainda não veem com clareza".  Sobre o Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido popularmente como “o banco vaticano”, Francisco disse que "foram fechadas 1600 contas bancárias, de pessoas que não tinham direito [a manter contas na instituição]. O IOR deve servir para ajudar a Igreja. Quem tem direito [a manter contas] são os bispos e as dioceses, os empregados do Vaticano e as viúvas deles, as embaixadas e mais ninguém".

Quanto ao Sínodo da Família, o papa declarou que ele tratará “das riquezas e da situação atual da família: mas eu não gostei de ver que muitas pessoas, inclusive na Igreja, disseram que o sínodo é para dar a comunhão aos divorciados que voltaram a se casar, como se tudo se reduzisse a uma casuística. Hoje sabemos que a família está em crise, é uma crise mundial, os jovens não querem se casar e apenas vivem juntos. Não gostaria que caíssemos nesta casuística de poder ou não poder dar a comunhão”.

23 de maio de 2014

Jovem que rejeitou o aborto após estupro: Não tenham medo de dizer sim à vida!























Verónica Cardona ficou grávida aos 16 anos de idade depois de ser estuprada por seu próprio pai. Esta jovem colombiana optou por defender a vida do bebê e, cinco anos depois de viver este drama, exorta às mulheres que passam por casos similares a que “não tenham medo de dizer sim à vida, não tenham medo de dizer sim ao amor!”.

Faz uns dias visitou o Equador para apoiar uma manifestação contra a legalização do aborto por estupro. Aí contou o que aconteceu com ela e como Deus lhe deu forças para continuar.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Verónica confessou que o primeiro impacto depois de saber que tinha ficado grávida após o estupro foi desolador.

“Foi um impacto muito grande me dar conta de que estava grávida. Nesse preciso momento senti que minha vida tinha fracassado, ainda mais porque sabia que o bebê que eu esperava era o “produto” da violação por parte do meu próprio pai”.

Verónica recorda que o medo se apoderou dela, mas que não queria se submeter a um aborto. “Caí em depressão uns dias,não queria matar a um ser inocente, mas tinha medo, possivelmente o mesmo medo que sentem muitas mulheres ao saber que estão grávidas”.

Verónica recorda que temia não ser “capaz de sair adiante, medo aos preconceitos, medo a que me vissem com pena, medo a enfrentar a realidade, medo a ficar sozinha”.

“Naturalmente quase toda minha família, doutores, juízes, todos queriam que abortasse, sobretudo porque aqui na Colômbia o aborto tinha acabado de tornar-se legal em três casos: por estupro, por má formação e por risco da vida da mãe”, indicou.

A jovem mãe assinalou que ela cumpria todos os requisitos para que pudesse abortar de acordo à legislação colombiana: sofreu uma violação, existia a possibilidade de má formação em seu bebê, e era uma gravidez de alto risco.

Entretanto, um fator importante em sua decisão foi encontrar um dia a sua mãe chorando e lhe pedindo perdão, porque ela mesma tinha considerado a possibilidade de abortá-la quando estava em seu ventre.

Esse fato fortaleceu sua convicção de que “não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e menos ainda de uma pessoa indefesa, uma pessoa que não me tinha feito nada”.

Após tomar a decisão de ter o seu bebê, a família de Verónica deixou de falar com ela durante vários dias e só sua mãe a apoiou.

“Assim começou a crescer em meu ventre o maior milagre de amor. Foi uma experiência formosa ainda que tenha sido dura”, assegurou.

Verónica assinalou que “quando via as ecografias, podia me dar conta do grande milagre da vida, sentir seus pequenos, mas inofensivos golpes no meu estômago e logo ver sua ternura ao nascer”.

Durante o tempo da gravidez, a mãe de Verónica participava de uma comunidade católica, que a ajudou a fortalecer sua decisão de “trazer vida ao mundo, já fora que ao nascer desse a minha filha em adoção, ou decidisse ficar com minha filha e sair adiante”.
Verónica assinalou que ao princípio quis esquecer-se de Deus. “Fiquei zangada com Ele porque não podia entender como um Deus tão bom e que me amava tanto podia permitir que isso acontecesse comigo, que não tinha feito nada de ruim na vida”, disse.

Entretanto, apesar de sua dor, “refugiava-me nele e lhe pedia forças para continuar adiante, e hoje estou segura de que Ele sempre esteve comigo em minhas noites e dias de pranto. Era Ele quem me animava e me levantava!”, assinalou.

Ao nascer sua filha, a quem chamou María Fernanda, Verónica enfrentou “vazios”, que tentou encher com festas, amigos e trabalho, mas não foi até que participou de um retiro espiritual da comunidade Laços de Amor Mariano que pôde “voltar a viver”.

Durante esse retiro espiritual pôde perdoar a todos os que lhe fizeram mal, incluindo o seu pai. “Entendi muitas coisas, senti-me digna novamente, voltei a nascer!”, recordou.

Ao sair do retiro, Verónica era muito mais consciente de que “a vida é um dom”.

“Indignavam-me, como me indignam agora, os argumentos dos abortistas, que se escondem em casos como o meu para matar a um inocente e encher o bolso com dinheiro manchado de sangue inocente, dizendo que sempre que olhe para a criança você vai lembrar-se do momento tão doloroso que foi o de ser abusada”, assinalou.

Verónica assegura que sente “a necessidade enorme de gritar a verdade ao mundo, que é que um filho nunca vai lembrar às circunstâncias (de um estupro), porque é uma pessoa absolutamente diferente. Pelo contrário, vai te ajudar a sanar as feridas, vai te dar alegria e sentido a sua existência”.

“Falo desde a minha própria experiência e não como os abortistas que falam sem sequer conhecer ou ter passado por uma experiência destas, porque a maioria de quem apoia o aborto nunca abortou”.

Verónica assegurou que “as mulheres que, enganadas abortam, depois são defensoras da vida”.

“Os abortistas não se preocupam com a mulher como aparentam fazê-lo. Se se preocupassem realmente, não ofereceriam um aborto, mas pelo contrário ofereceriam ajuda para que ela possa sair adiante com seu filho”, assinalou.

Se para os que promovem o aborto realmente lhes importasse o sofrimento da mulher “aceitariam realidades como a síndrome pós-aborto, aceitariam que a vida começa na fecundação do óvulo como o dizem os cientistas”.

Verónica criticou que os abortistas “reclamam ‘direitos’ da mulher e eles são os primeiros em passar por cima deles”.

“As mulheres têm direito a uma maternidade, e eles passam por cima deste formoso dom convertendo o ventre das mulheres no túmulo do seu próprio filho”, criticou.

“O aborto não faz com que a gravidez deixe de existir, matar não é uma opção, é a pior decisão”, indicou, acrescentando que enquanto que a vida engendra vida, o aborto produz “morte, dor, pranto, desespero, angústia e uma culpa que muito dificilmente será apagada de sua mente, de sua alma, de seu ser”.

Verónica exigiu que os abortistas não brinquem “com a dor da mulher e de muitos homens que também são vítimas de um aborto”.

Remarcando que a defesa da vida frente ao aborto não é um tema religioso, Verónica Cardona convidou a “católicos, cristãos, evangélicos, ateus e a todos os que estão a favor da vida” a que “não nos cansemos de ser a voz daqueles, que embora tenham voz e direitos, os querem calar desde o ventre”.

Citando ao fundador de Laços de Amor Mariano, Rodrigo Jaramillo, Verónica sublinhou que “quem aborta a uma criança do seu ventre, aborta a Jesus do seu coração”, pois “Jesus é a mesma vida”.

Verónica também revelou que “por graça de Deus pude perdoar o meu pai, olhá-lo aos olhos e agradecer-lhe por ter me dado a vida”, e embora sua filha, que atualmente tem cinco anos “ainda não sabe bem tudo o que aconteceu”, está decidida a ir contando pouco a pouco tudo, pois “ela tem direito a saber a verdade”.

Fonte: ACI/EWTN Noticias

2 de maio de 2014

Ainda há quem mate em nome de Deus, afirma Papa


Ainda há quem mate em nome de Deus, afirma Papa

Francisco revelou ter chorado quando viu nos órgãos de comunicação social a notícia de cristãos que foram crucificados em certos países não cristãos

Papa Francisco celebrou a Santa Missa, nesta sexta-feira, 2, na Capela da Casa de Santa Marta. No centro da homilia, esteve o Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes e a leitura dos Atos dos Apóstolos em que os discípulos de Jesus são flagelados por ordem do Sinédrio.

Francisco desenvolveu a sua meditação utilizando três imagens figurativas, três ícones para descrever a Palavra de Deus neste dia. O primeiro foi o amor de Jesus por Seu povo, a Sua atenção aos problemas, o Seu acompanhamento manso e humilde. Em um segundo ícone, o Papa destacou os ciúmes das autoridades religiosas da época que não toleravam Jesus e que se deixavam dominar pela inveja. Já no terceiro ícone, ele falou da alegria do testemunho dos que foram flagelados.

Neste momento, Francisco revelou ter chorado quando viu, nos meios de comunicação social, a notícia de cristãos que foram crucificados em certos países não cristãos. “Também hoje há tanta gente que, em nome de Deus, mata e persegue. E, hoje em dia, ainda vemos tantos que, como os apóstolos, se sentem felizes por serem ultrajados em nome de Jesus, colocando assim, em ação, o terceiro ícone da alegria do testemunho”.

No fim da homilia, o Papa Francisco recordou as três imagens retiradas da Palavra de Deus, nesta sexta-feira, para a reflexão pessoal de cada um.

“Primeiro ícone: Jesus conosco, o amor, o caminho que Ele nos ensinou, no qual devemos andar. Segundo ícone: a hipocrisia desses dirigentes religiosos, que tinham aprisionado o povo com todos esses mandamentos, com essa legalidade fria, dura e que pagaram para esconder a verdade. Terceiro ícone: a alegria dos mártires cristãos, a alegria de tantos irmãos e irmãs nossos que, na história, sentiram essa alegria, esse agrado de serem julgados dignos de suportar ultrajes em nome de Jesus. E hoje há tantos! Pensai que, em alguns países, apenas para levar o Evangelho, vais para a prisão. Tu não podes levar uma cruz: fazem-te pagar uma multa. Mas o coração está feliz. Os três ícones. Olhemos para eles hoje. É parte da nossa história da salvação”.

Fonte: Canção Nova

1 de maio de 2014

Arquidiocese do Rio dará entrada no processo de canonização do surfista Guido Schäffer

Arquidiocese do Rio dará entrada no processo de canonização do surfista Guido Schäffer
No dia 1º de maio de 2009, subia para o céu o jovem sufista Guido Schäffer; hoje 1° de maio 2014, completa 5 anos de seu falecimento. Guido um jovem como qualquer outro jovem, mas com traços diferentes, traços de uma vivência santa; Guido: o médico, seminarista e surfista carioca que pode virar santo. "Era um jovem normal, surfista carioca da Zona Sul, que ‘pegava onda’, falava gíria e tinha um ideal na vida. Ele namorou, ficou noivo, estudou, se formou e foi um grande médico, elogiado pelos professores de Medicina e pelos pacientes. Tinha carinho pelos simples e pobres e trabalhava com os moradores de rua.” 

Jovem médico que recebeu o chamado para o sacerdócio ao se deparar com o olhar do São João Paulo II durante sua visita apostólica ao Rio de Janeiro em 1991, Guido Schäffer viveu a fé cristã com a alegria da juventude. Ele foi seminarista e, nas horas de lazer, gostava de “pegar umas ondas”.

Guido Schäffer nasceu em 22 de maio de 1974, em Volta Redonda, Rio de Janeiro. Em 1998, formou-se em Medicina e, um ano depois, iniciou sua residência médica na Santa Casa de Misericórdia e o atendimento médico à população de rua com as Missionárias da Caridade. Em 2001, passou a integrar o corpo clínico da Santa Casa e a atuar na Pastoral da Saúde.

Arquidiocese do Rio dará entrada no processo de canonização do surfista Guido Schäffer
Processo de Canonização

O primeiro passo do processo de canonização do jovem seminarista e surfista Guido Schäffer será dado no dia 12 de maio. Trata-se do pedido de concessão do 'nihil obstat', uma espécie de nada consta que é solicitado à Congregação para as Causas dos Santos. Com Guido, serão quatro processos no Rio de Janeiro, de acordo com Dom Roberto Lopes, vigário episcopal para a Vida Consagrada e delegado para a Causa dos Santos.

Dom Roberto explicou que a abertura do processo pode ser solicitada pela ordem ou congregação à qual o candidato fazia parte ou pela diocese/arquidiocese onde ele viveu. O seminarista da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Guido Schäffer, faleceu no dia 1º de maio de 2009, com trinta e quatro anos de idade, vítima de uma contusão na nuca que gerou desmaio e afogamento, enquanto surfava, na praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Depois de concedido o 'nihil obstat', a causa entra a nível arquidiocesano. Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, espécie de advogado, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade.

O candidato recebe o título de Servo de Deus quando a causa é iniciada. O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. O postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. No caso de um mártir, são estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar ou refutar o martírio. Ao final desse processo, a pessoa é considerada Venerável.

É necessária a comprovação de um milagre para a beatificação. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. O terceiro e último passo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado o milagre, o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

Até os anos 1200, segundo Dom Roberto, o processo de canonização era a exumação do corpo do candidato, que já era aclamado como santo pela população. A partir de então, foi dado início ao processo para investigar a vida do santo.

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro

Por Iury Nascimento
Administrador do Blog Evangelizando


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