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8 de junho de 2014

Liturgia Dominical: Solenidade de Pentecostes - Padre Paulo Ricardo


Solenidade de Pentecostes - o Sacramento da Confirmação

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo 
João (Jo 20, 19-23)

Neste Domingo, a Igreja celebra a grande Solenidade de Pentecostes. Jesus glorioso envia do Céu o Divino Espírito Santo, convidando-nos a participar da comunidade de amor que é a Trindade.

É propícia para este dia uma reflexão sobre o sacramento da Confirmação: primeiro, porque não raro nos falta entender o que ele realmente significa; segundo, porque a festa de Pentecostes é como uma memória do dia em que fomos ungidos com o santo Crisma: assim como os Apóstolos trancafiados no Cenáculo por medo dos judeus foram convertidos pelo Espírito em pessoas cheias de dons sobrenaturais, assim também nós, quando recebemos este sacramento, tivemos nossas forças espirituais robustecidas por ele.

Mas, de que se trata este sacramento? Por que precisamos de uma “confirmação”? Primeiro, deve-se entender que o Espírito nos pode ser dado em graus diferentes: no Batismo, nós já O recebemos, mas, na Confirmação, quando o bispo impõe as mãos sobre o crismando e diz: “Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus”, há um aumento dessa realidade dentro de nós. Fazendo uma comparação com o nosso desenvolvimento físico, o Batismo é como o nosso nascimento e a Confirmação, como o nosso crescimento, que nos impulsiona a chegar um dia “à estatura do Cristo em sua plenitude” [1].

Quando somos crismados, o sacramento dá-nos duas coisas: a graça e o caráter. Este último é um selo do Espírito: é recebido ainda que o crismando, infelizmente, esteja em estado de pecado. O mais importante da Confirmação, no entanto, é a graça que ele nos dá de testemunhar Jesus. Um cristão maduro, crismado, precisa dar testemunho de sua fé. Quem ainda não recebeu este sacramento se assemelha aos Apóstolos fechados no Cenáculo, ignorando o apelo de Cristo de que todos os povos fossem batizados e ensinados a observar o que Ele os ordenou [2].

Para testemunhar Jesus, no entanto, é preciso que nos livremos da pusilanimidade, do respeito humano, do desejo de agradar as pessoas. Manifestar a fé cristã, mormente no mundo pagão de hoje, significa necessariamente desagradar o juízo dos homens, tornar-se motivo de zombaria e chacota. Não à toa a palavra “testemunho”, em grego, é μαρτυρία (martyría). A fibra dos mártires, no entanto, só pode ser alcançada com o auxílio do Paráclito, que Cristo nos prometeu na Última Ceia [3]. Pela Confirmação, este Espírito desce sobre nós e “investe-nos” como soldados de Cristo, a fim de que combatamos o diabo, o mundo e a carne, não mais “como criancinhas recém-nascidas” [4], mas como cristãos verdadeiramente adultos.

Muitas vezes, porém, os sacramentos que recebemos estão, por assim dizer, “amarrados” dentro de nós. Para que eles se manifestem e deem frutos, é preciso que tenhamos atitudes concretas.

Primeiro, devemos obrigar-nos a adquirir um conhecimento mais profundo sobre a fé cristã. Para testemunhar Cristo íntegra e fielmente em nossa casa, em nosso emprego, no ambiente universitário etc., é preciso que estudemos a fé da Igreja, os documentos do Magistério e os ensinamentos dos santos. Além do mais, não se ama aquilo que não se conhece. Como incendiar os outros com o amor de Cristo se nós mesmos não O amarmos?

Segundo: como já dito, é preciso varrer de nossa vida o respeito humano, que é incompatível com a valentia dos soldados. Hoje, infelizmente, as pessoas sentem-se acanhadas, porque o mundo colocou em suas cabeças que a fé é uma realidade privada e que, se a exercermos em público, estaremos ofendendo os outros. Mas, isso não é verdade. Se o ateísmo, que também é uma atitude religiosa, é ampla e publicamente vivido pelos homens, por que não o Cristianismo?

Terceiro, o apostolado é inseparável da vida cristã. “Caritas Christi urget nos – O amor de Cristo nos impele” [5]. Se não transmitirmos a doutrina de Cristo aos outros, nós mesmos terminaremos naufragando na fé.

Quarto, é importante pedir a Deus as graças atuais para travarmos o bom combate, além de estar atentos às inspirações de Deus. Para tanto, devemos combater não só o pecado mortal, mas também os pecados veniais.

Essas orientações são, é claro, para quem já recebeu a Confirmação. Quem ainda não a recebeu, é chamado a fazê-lo, para que possa progredir no amor a Deus e pedir com mais fervor sobre si e sobre as almas a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Referências
_______________________________________________

Ef 4, 13
Cf. Mt 28, 19-20
Cf. Jo 14, 16
1 Pd 2, 2
2 Cor 5, 14



7 de novembro de 2013

O sacrifício de um homem

O sacrifício de um homem

Mensagem de aniversário a Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr.
O sacrifício de um homem, mensagem de aniversário a Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr.

Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,
O grande Pontífice São Pio X escreveu, certa vez, que, "para fazer reinar Jesus Cristo no mundo, nada é mais necessário do que um clero santo, que seja, com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis" 01.
Fazer Jesus Cristo reinar no mundo – eis a missão da Igreja. De fato, pela própria natureza das coisas, nosso Senhor é Rei dos céus e da terra. "Enquanto Verbo de Deus, consubstancial ao Pai, não pode ter menos comum com Ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir, como Ele, a suprema e absoluta soberania e domínio sobre todas as criaturas"02, ensina Pio XI. No entanto, até que o Pai ponha os inimigos de Cristo "como escabelo por debaixo de seus pés" (Sl 109, 1), enquanto o pecado e a morte não forem vencidos, o homem vê-se diante de um combate terrível, eminentemente espiritual, do qual pouquíssimos saem vitoriosos, encaminhados a entrar pela "porta estreita" (cf. Mt 7, 13). Desta realidade dramática, o homem sai ou mártir ou idólatra. Ou reconhece o reinado de Cristo ou, como dizia o Papa Francisco, "confessa a mundanidade do diabo"03.
Fazer Jesus Cristo reinar no mundo - eis o ofício dos sacerdotes. Eis a chave para compreender tantas horas gastas no confessionário, na celebração do Santo Sacrifício e, last, but not least, em adoração, diante do Santíssimo Sacramento.
Consola o coração dos fiéis cristãos o apostolado de um sacerdote verdadeiramente configurado a nosso Senhor. A consciência de que " sacerdos alter Christus – o padre é um outro Cristo" está viva na fé das pessoas mais simples. No entanto, esta verdade não só tem sofrido ataques virulentos nos últimos tempos, como corre sempre o risco de ser obscurecida, seja quando o padre deixa de viver a sua vocação, seja quando os leigos descuidados cessam de rezar por seus pastores.
Para fazer reinar Jesus, "nada é mais necessário do que um clero santo". É assim porque o rebanho imita seu pastor. Se o pastor caminha mal, todo o aprisco vai mal. Se o pastor vai bem, tudo tende a se ajustar. Como não pensar, padre, em todos os esforços e sacrifícios empreendidos pelo senhor para formar um "clero santo", que fosse, "com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis"? Como não recordar com gratidão o grande bem que tem feito a inúmeros padres e seminaristas a simples repetição das palavras da Igreja, o modesto anúncio da "resposta católica"? Como não regozijar ao ver as pessoas de fé mais humilde redescobrindo a nobreza de pertencer a "uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus" (1 Pd 2, 9) – à Igreja, Corpo Místico de Cristo?
Padre, como temos aprendido com o senhor nos últimos anos! "Com o exemplo, com a palavra e com a ciência", o Espírito Santo, através do senhor, não só tem reconduzido à fé católica inúmeras pessoas já há muito afastadas, mas também aquelas multidões das quais nosso Senhor se compadeceu por serem "como ovelhas sem pastor" (Mt 9, 36). Lançando o olhar à sua vida e ao seu sacerdócio, enxergamos não um homem, mas o sacrifício de um homem; não o Padre Paulo Ricardo, mas o próprio Cristo.
Neste dia em que o senhor celebra o seu natalício, queremos agradecer a Deus pelo dom da sua vida, por sua doação integral a Jesus e à Igreja, pelo "sim" que o senhor responde cotidianamente ao Magistério e à Tradição, e que torna possível o "sim" de tantos outros fiéis católicos no Brasil e em vários lugares do mundo.
Conte sempre com as nossas orações, padre. Elas são a expressão mais pura do amor a Deus e à Igreja que tantos de nós aprendemos com o seu testemunho de fé.
Em nome de todos os seus alunos e filhos espirituais, novamente, obrigado!
Equipe Christo Nihil Praeponere
Nota deste Blog: Como também sou aluno do Padre Paulo Ricardo, eu Iury Nascimento, quero agradece-lo por tudo o que faz, pelo "sim" dado a Deus dentre da Igreja e fora dela, nos formando e sendo um bom pastor, meus singelos agradecimentos pelo seu testemunho de fé, receba os agradecimentos de um dos seus alunos, obrigado... estarei sempre rezando pelo senhor, que Maria possa conduzi-lo sempre mais a dar testemunho de Cristo no mundo e o Blog Evangelizando está sempre a disposição para qualquer coisa, estamos divulgando seu apostolado! 

14 de setembro de 2013

O Jesus do mundo

O Jesus do mundo

Uma grande revista de circulação nacional estampava em sua capa, anos atrás, o rosto de Jesus rodeado por símbolos hippies, com a seguinte manchete: "Deus é pop". A reportagem tratava da espiritualidade juvenil e da maneira particular com que cada um se relacionava com o divino. A revista ainda fazia questão de enfatizar as peculiaridades desses novos movimentos, sobretudo as novidades, como altar em forma de prancha, uso de rock n'roll durante os cultos, grandes baladas "cristãs", etc.

O que a matéria reflete não é uma novidade na história. Pelo contrário, ao longo dos séculos o que mais se viu foi a tentativa de desmontar Jesus Cristo, tomando apenas partes de seu Evangelho em detrimento de outras, somente para saciar ou atender às próprias veleidades. Esses que querem esquartejar Jesus (como se não bastasse a Crucifixão), dizem aceitar o Amor, mas se esquecem que esse Amor não compactua com nenhuma forma de mal nem com o pecado. Esquecem-se que o Amor também significa compromisso consigo mesmo e com o próximo. Que a misericórdia também significa justiça. Enfim, escolhem as partes de Jesus que mais lhes convém, como se Ele estivesse exposto numa prateleira de mercado.

Essa tendência de se tomar a parte pelo todo, segundo o Papa Emérito Bento XVI no livro Jesus de Nazaré, ficou mais evidente a partir da década de 1950. Ela se reflete nas adaptações de Cristo às várias modalidades de culto facilmente encontradas hoje em dia e que acabam por revelar um dramático empobrecimento da fé cristã, devido a uma recusa à personalidade "exigente" e "comprometedora" do Jesus original.

Qual o motivo dessa recusa? A resposta pode ser encontrada nas palavras de São Paulo à comunidade dos Romanos: "Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos" (Cf. Rm 1, 25). Colocaram-se acima do Criador e fizeram-se senhores do "bem" e do "mal". E é por isso que se faz necessário aos missionários do mundo corromper a verdadeira imagem do Salvador num garotão patético que aceita tudo pela "paz" e o "amor". A presença da Igreja no mundo é como a presença de uma mãe no quarto de um filho que aprontou. Ele sempre tentará convencê-la, seja por desculpas, seja por birras, a abonar suas traquinagens. Mas uma mãe que ama jamais o fará, quanto mais a Igreja!

Outra motivação para esta recusa pode ser encontrada nas teologias modernas que, na ânsia de "salvarem" Jesus das indagações científicas, concebem-No irreconhecível. Este mais representa um retrato ideológico que o próprio Verbo Encarnado. O patriarca de Veneza, Dom Francesco Moraglia, compara essa atitude a dos Discípulos de Emaús, pois são os teólogos que querem dizer para Cristo quem de fato Ele é:

"Vemos a imagem de uma certa teologia, mais desejosa do que iluminada, totalmente dedicada à árdua e improvável tentativa de salvar, através de suas próprias categorias, Jesus Cristo e a Sua Palavra. Mas, nesta imagem, somos representados nós mesmos, cada vez, com nossa programação pastoral, com nossos projetos e debates, à parte de uma verdadeira fé, pretendemos explicar a Jesus Cristo quem Ele é." (Dom Francesco Moraglia)

Ora, não é o ser humano que diz a Jesus quem Ele é, mas é Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que diz quem é o ser humano. Adaptar Cristo a um estilo de vida não condizente à reta vivência cristã reflete um apego aos prazeres do mundo, no qual se faz mais importante o vício que o Cristo crucificado. Não, Jesus não é um hippie "paz e amor, bicho", nem um revolucionário politiqueiro. Isso são ídolos. Jesus é Deus, portanto, que o homem seja apenas aquilo que ele deve ser: um adorador!

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere


10 de agosto de 2013

Testemunho de Fé - Liturgia Dominical: Vigiai e orai

Testemunho de Fé - Liturgia Dominical: Vigiai e orai
Blog Evangelizando

Nosso Senhor nos presenteia neste domingo com três parábolas sobre a vigilância.

A primeira (12, 36-38) tem um desfecho feliz. Os servos vigilantes, que simbolizam os discípulos, encontrarão a felicidade eterna quando o Senhor nos introduzir no banquete celeste servindo-nos à mesa, como fizera na última ceia (cf. Jo 13, 4s).

A segunda, brevíssima (12, 39), recorda o ladrão inesperado, o demônio, que pode invadir a casa a qualquer momento.

E a terceira, mais elaborada (12, 42-48), fala dos administradores, dos eclesiásticos, que podem se deixar seduzir e se transformar em malfeitores.

Podemos notar, assim, dois aspectos complementares da vigilância, que nosso Senhor manifesta naquela feliz exortação: "Vigiai e orai" (Mt 26, 41).

a) Negativo: o ataque do ladrão, o demônio. A vigilância propriamente dita.

O demônio não renuncia à posse de nossa alma. Se às vezes parece que nos deixa em paz e não nos tenta, é somente para voltar ao assalto no momento em que menos se espera. Nas épocas de calma e de sossego temos que estar convencidos de que ele voltará ao ataque até mesmo com mais intensidade do que antes. É preciso estarmos alerta para não sermos pegos de surpresa. (Antonio Royo Marín, Teología de la Perfección Cristiana, BAC, n. 169).

b) Positivo: a esperança do Senhor. A oração confiante de quem suplica como um mendigo da graça a visita do Senhor.

Não bastam nossa vigilância e nossos esforços. A permanência no estado de graça [...] requer uma graça eficaz de Deus, que só pode ser alcançada por meio da oração. A mais primorosa vigilância e o esforço mais obstinado se demonstrariam absolutamente ineficazes sem a ajuda da graça de Deus. Com a graça, ao contrário, o triunfo é infalível.

Esta graça eficaz vai além do mérito da justiça e no, sentido estrito, não é devida a ninguém, nem mesmo aos maiores santos. Porém Deus se comprometeu com sua palavra e irá concedê-la de forma infalível se nós a pedirmos com a oração que esteja acompanhada com as devidas condições. Isto coloca em evidência a importância da oração de súplica.

Com razão dizia Santo Afonso de Ligório, ao falar da necessidade absoluta da graça eficaz, a qual só pode ser alcançada pela oração: "Quem ora se salva. E quem não ora se condena". E para decidir diante da dúvida de uma alma se havia ou não caído na tentação, ele costumava perguntar a ela com simplicidade: "Você rezou pedindo a Deus a graça de não cair?" Isto é de grande profundidade teológica. Foi por isto que Cristo nos ensinou no Pai nosso a pedir a Deus que "não nos deixeis cair em tentação".


E é muito bom e razoável que nesta oração preventiva também invoquemos Maria, nossa Mãe bondosa, que pisoteou com seus pés virginais a cabeça da serpente infernal, e a nosso anjo da guarda, que tem como uma de suas funções principais exatamente nos defender contra os assaltos do inimigo infernal. (Ibidem).

Padre Paulo Ricardo
Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT, licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT,
Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico
(1993)pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Site: padrepauloricardo.org

4 de agosto de 2013

Testemunho de Fé: Liturgia Dominical - A idolatria ao dinheiro - 18º Domingo do Tempo Comum

Testemunho de Fé: Liturgia Dominical - A idolatria ao dinheiro - 18º Domingo do Tempo Comum
Blog Evangelizando!

“A cobiça de possuir (πλεονεξία) é uma idolatria” (Col 3, 5). Esta expressão de São Paulo resume de forma clara e lapidar a razão pela qual a Igreja católica sempre considerou com muita suspeita as “teologias da prosperidade”.

“Não podeis servir a Deus e a Mamona” (Lc 16, 13).

A palavra Mamona (μαμωνᾶς, do caldeu מָאמונָא) tem sua raiz no verbo confirmar, apoiar, sustentar (אָמַן), de onde vem a expressão “amém”, algo no qual eu posso confiar, a rocha firme de nossa vida. Aqui então se encontra a raiz mais terrível de nosso apego ao dinheiro: colocar a nossa fé no dinheiro e não em Deus.

São Máximo, o Confessor, (580-662) recorda:
“Existem três causas para o amor ao dinheiro:
a) o gosto pelo prazer (φιληδονία),
b) a vaidade (κενοδοξία)
c) e a falta de fé (ἀπιστία).
Mas a mais grave é a falta de fé” (Centúrias sobre Caridade, III, 17).

O apego a este mundo é um grande empecilho para nosso encontro com Deus: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” (Lc 18, 24).

Podemos até ser salvos, embora sejamos apegados. Mas só entrará no céu aqueles que, pelo menos no purgatório, se livrarem de amor desordenado.

A virtude da liberalidade é a que combate este tipo de miséria. O virtuosos se “liberou” dos tormentos da avareza.

A insensatez da avareza se revela em todas as fases da vida de quem é apegado aos bens materiais: sofrimento para adquirir, medo ao conserva e dor ao perder. Mas, como recorda Jesus na parábola do evangelho, esta loucura culmina no momento da morte quando, ao temor de uma possível condenação eterna, se acrescenta a dor de ver os seus bens queridos mudarem de dono.


Procuramos então a cura desta terrível doença numa séria meditação sobre a morte e sobre a transitoriedade desta vida e com o sério exercício da doação em favor dos mais necessitados.

Padre Paulo Ricardo
Colaborado com o Blog Evangelizando
Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT,
licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT,
Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico
(1993)pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Site: http://padrepauloricardo.org

1 de agosto de 2013

A Resposta Católica

A Resposta Católica

Descrição: No ano de 2010, na sua tradicional mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Santo Padre Bento XVI fez um apelo a todos os sacerdotes para que aproveitassem “com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna”. Obedecendo a esse chamado, a Equipe Christo Nihil Praeponere, responsável pelo site padrepauloricardo.org, lançou, no mesmo ano, o que viria a se tornar um dos sites mais influentes do Brasil.

Sustentado pelas três alvuras da fé católica, “fidelidade ao Papa”, ” devoção mariana” e “adoração eucarística”, o site é um instrumento de evangelização eficaz, pelo qual Padre Paulo Ricardo ensina com franqueza – e sem as amarras politicamente corretas – a fé tradicional da Igreja de Cristo.

Uma das seções mais acessadas do site é o programa “A Resposta Católica”, que surgiu em março de 2011, a fim de atender a centenas de pessoas que escrevem todos os dias à procura de respostas para suas inquietações e dúvidas sobre a fé e a moral católicas. Alguns dos episódios transcritos fora m reunidos para compor este livro. Os assuntos estão organizados por temas, que são os mais variados: desde as principais dificuldades em relação à doutrina, até a maneira como a Igreja se coloca diante dos problemas cotidianos, indicando as suas orientações para o fortalecimento da fé e a prática da virtude cristã.

Sumário

Parte I – Doutrina
Desde quando a Igreja passou a usar o nome Católica? O que é um pecado mortal? O demônio é um mito ou uma realidade? Qual o destino do espírito que é condenado ao inferno? Quem são os «irmãos de Jesus»? A Igreja alguma vez proibiu a leitura da Bíblia? Qual a diferença entre a Bíblia católica e a Bíblia protestante? Pode Jesus ter desprezado a sua mãe? Um católico pode ser maçon? Como entender que a Igreja não erra? Parte IComo entender que a Igreja não erra? Parte II Todas as religiões são igualmente boas? Um espírita é ou não cristão? Por que a Igreja condena o Espiritismo?O que devemos pensar sobre o candomblé? É possível que no futuro a Igreja permita a ordenação sacerdotal de mulheres? Parte IÉ possível que no futuro a Igreja permita a ordenação sacerdotal de mulheres? Parte II A Igreja mudou seu posicionamento com relação à pena de morte?

Parte II – Família

Qual é a situação dos casais em segunda união? Como posso regularizar a minha situação com a Igreja se meu companheiro não deseja o matrimônio? Posso batizar meu filho não sendo casado na Igreja Católica? Por que preciso batizar meu filho quando criança? Aborto e excomunhão? Qual a doutrina da Igreja sobre a vasectomia? É lícito se masturbar para fazer doação de esperma?

Parte III – Orientações Gerais

Como devemos guardar os domingos e os dias santos?É permitido músicas protestantes dentro da Santa Missa?Um padre disse que eu posso me masturbar. E agora?Posso comungar tendo o vício da masturbação e da pornografia?Tatuagem e piercing Meus pecados são perdoados na Santa Missa ou preciso ainda confessá-los? Cumpro o preceito dominical participando da celebração da Palavra? Um padre pode abençoar uma união homossexual? Afinal, os padres são ou não obrigados a usar o hábito eclesiástico? Como combater a preguiça espiritual? O que fazer com a inveja?Qual o ensinamento da Igreja sobre o jejuar e o abster-se de carne?

Padre Paulo Ricardo
Blog Evangelizando unido ao Padre Paulo Ricardo e o seu Site
Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT,
licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT,
Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico
(1993)pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Site:http://padrepauloricardo.org/

21 de julho de 2013

Testemunho de Fé: Liturgia Dominical - Lançai sobre Ele as vossas preocupações!

Testemunho de Fé: Liturgia Dominical - Lançai sobre Ele as vossas preocupações!
Blog Evangelizando!

"Marta, Marta, tu te preocupas e andas agitada!" (Lc 10, 41). Eis o sintoma fundamental de quem padece de ativismo: a preocupação. É o que o servo de Deus Papa Pio XII chamou de "heresia da ação" (Menti nostræ, 58).

Em grego, a raiz da palavra preocupação (μέριμνα) indica uma divisão interior (μερίζω – dividir). Esta divisão é fruto da soberba, do orgulho de quem está convencido de que salvará o mundo através de sua própria ação. É isto que dispersa e agita o coração. Dispersit superbos! (Lc 1, 51).

Por isto o ativismo é uma solidão!

Deus está espiritual e psicologicamente ausente de nossas ações. Quando em nossas obras de apostolado confiamos muito mais em nossa atividade do que na ação da graça de Deus, estamos doentes. Na solidão do ativismo, falta-nos o encontro com Deus na vida interior. O herege da ação age sozinho, pois tudo depende de si.

O Papa Francisco tem chamado a atenção para este pelagianismo espiritual e prático de quem conta muito consigo mesmo e não com os auxílios da graça. Este naturalismo pelagiano facilmente resvala para o humanismo pagão, para a secularização, para o laicismo profano e obtuso. Ou seja, a parada final deste itinerário é a apostasia de quem acreditou demais em si mesmo e já não crê em mais nada.

Nós padres e agentes de pastoral deveríamos fazer um sério exame de consciência e ouvir a palavra do Cristo: "Sem mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5).

O remédio que nos leva à cura, no entanto, não é a heresia oposta do quietismo, mas sim uma atividade espiritual. Ou seja, não nos enganemos achando que para chegarmos à contemplação bastaria cessar a atividade. O caminho é marcado por três etapas: a) atividade exterior; b) atividade interior; c) contemplação.

Iniciamos acolhendo a graça de Deus que nos permite deixar de lado o pecado grave e fazendo o bem (ação exterior). Depois deve-se passar para uma luta aguerrida contra as doenças espirituais, as paixões desordenadas que impedem que nossa alma contemple a verdade de Deus (ação interior). Podemos assim chegar à contemplação, seja a mais simples caracterizada pela meditação da Palavra de Deus e pelo encontro com a humanidade e divindade de Cristo, seja a contemplação infusa que Deus concede aos seus santos.

É o caminho de colocarmos em prática o que nos exorta São Pedro: "Lançai sobre ele todas as vossas preocupações, porque ele cuida de vós" (1Pe 5, 7). É um ato repentino (ἐπιρρίπτω), quase violento, de lançarmos nos braços de Cristo nossas angústias e preocupações. Marta deve aprender a sentar-se aos pés do sacrário!

De resto, a nossa atividade pastoral consistirá sempre no transmitir aos nossos irmão aquele Cristo que nós encontramos pessoalmente em nossa vida interior. Contemplari et contemplata aliis tradere – Contemplar e transmitir aos outros aquilo que contemplamos (cf. Santo Tomás, Summa Theologiæ, II-II, q. 188, a. 7).


Este é o caminho da pastoral eficaz: "Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto" (Jo 15, 5).

Devem ser chamados a melhores sentimentos quantos presumam que se possa salvar o mundo por meio daquela que foi justamente designada como a "heresia da ação": daquela ação que não tem os seus fundamentos nos auxílios da graça, e não se serve constantemente dos meios necessários a obtenção da santidade, que Cristo nos proporciona. Do mesmo modo, porém, estimulamos às obras do ministério aqueles que, trancados em si mesmos e duvidosos da eficácia do auxílio divino, não se esforçam, segundo as próprias possibilidades, por fazer penetrar o espírito cristão na vida cotidiana, em todas as formas que os nossos tempos reclamam. (Pio XII, Exortação apostólica sobre a santidade da vida sacerdotal Menti nostræ, 58, 27 de setembro de 1950).
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Colaborador do Blog Evangelizando
Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT,
licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT,
Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico
(1993)pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Site: http://padrepauloricardo.org

11 de julho de 2013

Padre Paulo Ricardo - Comissão de Direitos Humanos 10/07/2013

Padre Paulo Ricardo - Comissão de Direitos Humanos 10/07/2013
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O Congresso brasileiro aprovou na última semana um projeto de lei que pode levar à morte centenas de crianças nos próximos anos. O Brasil está a um passo da legalização do aborto e só depende de você a aprovação ou não deste projeto. Para que entre em vigor, a presidente Dilma deverá sancioná-lo. Por isso, urge a sua manifestação de forma contundente para que o chefe desta nação vete todos os artigos desta infame artimanha que põe em risco o direito mais elementar do ser humano: a vida. O país está diante de uma escolha: bênção ou maldição! Não se esqueçam, o sangue dessas crianças irá clamar a Deus desde a terra como clamou o sangue de Abel (Gn 4, 10).

É hora da ação. Não é possível esperar mais nem um minuto sequer. Entre em contato o mais rápido possível com todas as lideranças pró-vida de sua Diocese, inclusive com os bispos e com os padres. Cobrem uma atitude. Lotem as caixas de e-mail dos jornalistas, políticos e sobretudo, da presidência, exigindo o total repúdio do PL 03/2013. Pela vida, procura-se combatentes!


Para saber mais a respeito acesse o link a seguir: "Congresso aprova lei que, na prática, legaliza o aborto no Brasil"

Veja este vídeo do Padre Paulo Ricardo, na Comissão de Direitos Humanos e saiba mais, sobre está lei que legaliza, na prática, o aborto no brasil:
                       

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