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1 de novembro de 2013

Papa Francisco celebra missa na solenidade de Todos os Santos

Papa Francisco celebra missa na solenidade de Todos os Santos
O Papa Francisco celebrou nesta sexta-feira, 1º, a missa por ocasião da solenidade de Todos os Santos. A celebração foi realizada no cemitério Verano de Roma, na Itália, na presença de milhares de fiéis.

Na homilia, o Santo Padre convidou os presentes a pensarem no seu futuro e a recordarem todos aqueles que já faleceram. "Aqueles que nos precederam na vida e estão com o Senhor".

A missa, realizada pouco antes do pôr do sol, levou o Pontífice a refletir sobre a visão do céu, como foi citada na primeira leitura (cf. Ap 7,2-4.9-14). "A beleza, a bondade, a verdade, a ternura, o amor total. Aquilo que nos espera e aqueles que nos precederam, que morreram no Senhor, estão lá", afirmou.

O Santo Padre disse também que os santos foram salvos não só por suas obras, mas por graça. "A salvação pertence ao nosso Deus, é Ele que nos salva, é Ele que nos leva, como um Pai, pela mão, ao final da nossa vida", explicou.

Francisco destacou que na Solenidade de hoje, que antecede o dia de finados, é necessário "pensar nessa esperança que nos acompanha".

Os primeiros cristãos falavam da esperança e a pintavam como uma âncora, recordou o Pontífice. Segundo ele, é preciso "ter o coração ancorado lá, onde estão os nossos antepassados, os santos, onde se encontra Jesus, onde está Deus".

E complementou: "Esta é a esperança que não cria desilusão. Hoje e amanhã são dias de esperança. A esperança é como o fermento que faz ampliar a alma. Mas também existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança, a alma vai adiante. Olha o que te espera".

Por fim, o Papa fez uma alusão ao pôr do sol da vida, e questionou os presentes: "Eu olho para ele (pôr do sol) com esperança? Olho com aquela alegria de ser recebido pelo Senhor?".

De acordo com o Pontífice, este é o olhar cristão e isso que lhe dá a paz. "Vamos pensar no pôr do sol de tantos irmãos que nos precederam, no nosso pôr do sol, que virá. E vamos pensar no nosso coração e vamos nos perguntar: onde está ancorado o meu coração? Se ele não está ancorado bem, vamos ancorá-lo lá, lá em cima sabendo que a esperança não nos dá desilusão, porque o Senhor Jesus jamais irá nos desiludir", concluiu.

Ao final da celebração, o Santo Padre rezou por todos aqueles que nestes dias perderam a vida, afogados ou no deserto, enquanto procuravam uma vida mais digna. E também por todos os que se salvaram e estão em tantos lugares de acolhida, "amontoados", aguardando uma liberação para irem a lugares melhores.

Fonte: Canção Nova Notícias

16 de agosto de 2013

A Eucaristia deve ser o meu, o seu, o nosso alimento espiritual de todos os dias!

A Eucaristia deve ser o meu, o seu, o nosso alimento espiritual de todos os dias!
Blog Evangelizando

A Eucaristia deve ser o meu, o seu, o nosso alimento espiritual de todos os dias!

Eucaristia Corpo e Sangue de Cristo, o alimento que sustenta o espirito do ser humano, que o deixa em pé, podemos dizer assim, que o faz também mais forte contra as ações do maligno, "destrói a tentação" como já diz os santos, onde eu também confirmo plenamente, a Eucaristia é Cristo, que se oferece a nós.

Irmãos, somos fracos e sem a eucaristia não temos vida, podemos viver com o alimento que sustenta o corpo físico, mas o espirito também precisa se alimentar, precisa viver e está vivo, por isso, precisamos nos alimentar todos os dias da Sagrada Eucaristia, pois o espirito necessita diariamente desse alimento.

A Eucaristia também faz uma enorme mudança em nós, principalmente naqueles que buscam profundamente a santidade, pois a eucaristia é o Santo dos Santos que se apresenta em nossa frente, Jesus Cristo e com ele dentro de nós, deixando que ele se manifeste, podemos alcançar a bela santidade, que ele tanto quer que nós à alcancemos.

Jesus disse: "Eu sou o pão vivo, que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre", <esse viverá para sempre> Jesus está falando do nosso espirito, pois o corpo físico morrerá, mas o espirito deverá ficar vivo, assim subir ao céu, para glória celeste, após o julgamento de nossas faltas.

Irmãos, outra coisa importante para quem comunga diariamente ou até mesmo somente nos domingos, não se pode cair na rotina da comunhão diária ou comunhão dominical, ou seja, comungar da mesma forma do dia ou do domingo anterior, não, isso não, devemos a cada dia, a cada domingo, comungar com um desejo maior por este alimento, em forma sempre mais piedosa, sempre em estado de oração, pois é o próprio Jesus que está na Eucaristia.


Que Maria, aquela que primeiro comungou, nos ensine a buscar sempre mais desejosos a Eucaristia, nos ensine a receber Jesus na Hóstia Santa, que ela sempre nos leve para junto de seu filho Jesus. Amém.

Iury Albino - Coordenador Geral do Blog Evangelizando

16 de junho de 2013

Homilia do Papa – Dia do Evangelho da Vida 16/06/2013

Blog Evangelizando!

Íntegra
Domingo, 16 de Junho


HOMILIA
Santa Missa por ocasião do Dia do Evangelho da Vida
Praça São Pedro
Domingo, 16 de junho de 2013

Boletim da Santa Sé
Amados irmãos e irmãs!
Esta celebração tem um nome muito belo: Evangelho da Vida. Com esta Eucaristia, no Ano da Fé, queremos agradecer ao Senhor pelo dom da vida, em todas as suas manifestações, e ao mesmo tempo queremos anunciar o Evangelho da Vida.
Partindo da Palavra de Deus que escutamos, gostaria de vos propor simplesmente três pontos de meditação para a nossa fé: primeiro, a Bíblia revela-nos o Deus Vivo, o Deus que é Vida e fonte da vida; segundo, Jesus Cristo dá a vida e o Espírito Santo mantém-nos na vida; terceiro, seguir o caminho de Deus leva à vida, ao passo que seguir os ídolos leva à morte.
1. A primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, fala-nos de vida e de morte. O rei David quer esconder o adultério cometido com a esposa de Urias, o hitita, um soldado do seu exército, e, para o conseguir, manda colocar Urias na linha da frente para ser morto em batalha. A Bíblia mostra-nos o drama humano em toda a sua realidade, o bem e o mal, as paixões, o pecado e as suas consequências. Quando o homem quer afirmar-se a si mesmo, fechando-se no seu egoísmo e colocando-se no lugar de Deus, acaba por semear a morte. Exemplo disto mesmo é o adultério do rei David. E o egoísmo leva à mentira, pela qual se procura enganar a si mesmo e ao próximo. Mas, a Deus, não se pode enganar, e ouvimos as palavras que o profeta disse a David: Tu praticaste o mal aos olhos do Senhor (cf. 2 Sam 12, 9). O rei vê-se confrontado com as suas obras de morte – na verdade o que ele fez é uma obra de morte, não de vida! –, compreende e pede perdão: “Pequei contra o Senhor” (v. 13); e Deus misericordioso, que quer a vida e sempre nos perdoa, perdoa-lhe, devolve-lhe a vida; diz-lhe o profeta: “O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás”.
Que imagem temos de Deus? Quem sabe se nos aparece como um juiz severo, como alguém que limita a nossa liberdade de viver?! Mas toda a Escritura nos lembra que Deus é o Vivente, aquele que dá a vida e indica o caminho da vida plena. Penso no início do Livro do Gênesis: Deus plasma o homem com o pó da terra, insufla nas suas narinas um sopro de vida e o homem torna-se um ser vivente (cf. 2, 7). Deus é a fonte da vida; é devido ao seu sopro que o homem tem vida, e é o seu sopro que sustenta o caminho da nossa existência terrena. Penso também na vocação de Moisés, quando o Senhor Se apresenta como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, como o Deus dos viventes; e, quando enviou Moisés ao Faraó para libertar o seu povo, revela o seu nome: “Eu sou aquele que sou”, o Deus que Se torna presente na história, que liberta da escravidão, da morte e traz vida ao povo, porque é o Vivente. Penso também no dom dos Dez Mandamentos: uma estrada que Deus nos indica para uma vida verdadeiramente livre, para uma vida plena; não são um hino ao “não” – não deves fazer isto, não deves fazer aquilo, não deves fazer aquilo outro… Não! – São um hino ao “sim” dito a Deus, ao Amor, à vida. Queridos amigos, a nossa vida só é plena em Deus, porque só Ele é o Vivente!
2. A passagem do Evangelho de hoje permite-nos avançar mais um passo. Jesus encontra uma mulher pecadora durante um almoço em casa de um fariseu, suscitando o escândalo dos presentes: Jesus deixa-Se tocar por uma pecadora e até lhe perdoa os pecados, dizendo: “São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (Lc 7, 47). Jesus é a encarnação do Deus Vivo, Aquele que traz a vida fazendo frente a tantas obras de morte, fazendo frente ao pecado, ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo. Jesus acolhe, ama, levanta, encoraja, perdoa e dá novamente a força de caminhar, devolve a vida. Ao longo do Evangelho, vemos como Jesus, por gestos e palavras, traz a vida de Deus que transforma. É a experiência da mulher que unge com perfume os pés do Senhor: sente-se compreendida, amada, e responde com um gesto de amor, deixa-se tocar pela misericórdia de Deus e obtém o perdão, começa uma vida nova. Deus, o Vivente, é misericordioso. Estais de acordo? Digamo-lo juntos: Deus, o Vivente, é misericordioso! Todos: Deus, o Vivente, é misericordioso. Outra vez: Deus, o Vivente, é misericordioso!
Esta foi também a experiência do apóstolo Paulo, como ouvimos na segunda leitura: “A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gl 2, 20). E que vida é esta? É a própria vida de Deus. E quem nos introduz nesta vida? É o Espírito Santo, dom de Cristo ressuscitado; é Ele que nos introduz na vida divina como verdadeiros filhos de Deus, como filhos no Filho Unigênito, Jesus Cristo. Estamos nós abertos ao Espírito Santo? Deixamo-nos guiar por Ele? O cristão é um homem espiritual, mas isto não significa que seja uma pessoa que vive “nas nuvens”, fora da realidade, como se fosse um fantasma. Não! O cristão é uma pessoa que pensa e age de acordo com Deus na vida cotidiana, uma pessoa que deixa que a sua vida seja animada, nutrida pelo Espírito Santo, para ser plena, vida de verdadeiros filhos. E isto significa realismo e fecundidade. Quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo é realista, sabe medir e avaliar a realidade, e também é fecundo: a sua vida gera vida em redor.
3. Deus é o Vivente, é o Misericordioso. Jesus traz-nos a vida de Deus, o Espírito Santo introduz-nos e mantém-nos na relação vital de verdadeiros filhos de Deus. Muitas vezes, porém – sabemo-lo por experiência –, o homem não escolhe a vida, não acolhe o “Evangelho da vida”, mas deixa-se guiar por ideologias e lógicas que põem obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer, e não são ditadas pelo amor, a busca do bem do outro. É a persistente ilusão de querer construir a cidade do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da Vida leve à liberdade, à plena realização do homem. Resultado: o Deus Vivo acaba substituído por ídolos humanos e passageiros, que oferecem o arrebatamento de um momento de liberdade, mas no fim são portadores de novas escravidões e de morte. O Salmista diz na sua sabedoria: “Os mandamentos do Senhor são retos, alegram o coração; os preceitos do Senhor são claros, iluminam os olhos” (Sal 19, 9). Recordemo-nos sempre disto: O Senhor é o Vivente, é misericordioso. O Senhor é o Vivente, é misericordioso.
Amados irmãos e irmãs, consideremos Deus como o Deus da vida, consideremos a sua lei, a mensagem do Evangelho como um caminho de liberdade e vida. O Deus Vivo faz-nos livres! Digamos sim ao amor e não ao egoísmo, digamos sim à vida e não à morte, digamos sim à liberdade e não à escravidão dos numerosos ídolos do nosso tempo; numa palavra, digamos sim a Deus, que é amor, vida e liberdade, e jamais desilude (cf. 1 Jo 4, 8; Jo 8, 32; 11, 2), digamos sim a Deus que é o Vivente e o Misericordioso. Só nos salva a fé no Deus Vivo; no Deus que, em Jesus Cristo, nos concedeu a sua vida com o dom do Espírito Santo , nos faz viver como verdadeiros filhos de Deus com a sua misericórdia. Esta fé torna-nos livres e felizes. Peçamos a Maria, Mãe da Vida, que nos ajude a acolher e testemunhar sempre o “Evangelho da Vida”. Assim seja.
Fonte: Canção Nova - Papa

3 de junho de 2013

“Corruptos fazem muito mal à Igreja. Santos são a luz”, destaca Francisco

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“Corruptos fazem muito mal à Igreja. Santos são a luz”, destaca Francisco


Em homilia na Casa Santa Marta, Francisco falou sobre três “modelos de cristãos”

Da Redação, com Rádio Vaticano

Pecadores, corruptos e santos. Foi sobre este trinômio que o Papa Francisco centrou sua homilia da Missa celebrada nesta segunda-feira, 3, na Casa Santa Marta. O Santo Padre ressaltou que os corruptos fazem muito mal à Igreja porque são adoradores de si mesmos. Os santos, ao contrário, fazem muito bem: são a luz na Igreja.

A homilia foi inspirada na leitura do Evangelho que narra a parábola dos vinhadeiros maldosos, o que proporcionou ao Papa aprofundar a questão dos três “modelos de cristãos” que existem na Igreja: pecadores, corruptos e santos.

“Não precisamos falar muito dos pecadores, porque sabemos bem como são, já que todos nós o somos. Se algum de nós não se sente pecador, procure um bom ‘médico espiritual’, porque alguma coisa está errada”.

Com relação aos corruptos, Francisco os definiu citando novamente a parábola. “Ela nos fala daqueles que querem tomar conta da vinha e perderam o relacionamento com o dono dela, aquele que nos chamou com amor, que zela por nós e nos dá a liberdade. Estas pessoas se sentiram autônomas de Deus. Estes eram pecadores como todos nós, mas deram um passo avante como se fossem acostumados no pecado, que não precisassem de Deus! E como não podem negá-lo, criaram um Deus especial: eles mesmos. São os corruptos”.

Para Francisco, os corruptos são os mais perigosos para as comunidades cristãs; eles são os grandes ‘esquecidos’, os que cortaram a relação com o Senhor e se tornaram adoradores de si mesmos. “Que o Senhor nos livre de cair neste caminho de corrupção!”, disse.

E ao falar sobre os santos, o Papa lembrou que nesta segunda-feira decorrem 50 anos da morte do Papa João XXIII, “modelo de santidade”.

“Os santos obedecem ao Senhor, adoram o Senhor e nunca perderam a memória do amor com o qual o Senhor plantou a vinha. Dos santos, a Palavra de Deus nos fala como luz, ‘como aqueles que estarão diante do trono de Deus, em adoração’”.


Concluindo, o Papa pediu “a graça de nos sentirmos pecadores, de não sermos corruptos e de embocarmos o caminho da santidade”.

28 de maio de 2013

MISSA NA CASA SANTA MARTA: Seguir Jesus não é fazer carreira, disse o Papa Francisco

 MISSA NA CASA SANTA MARTA Seguir Jesus não é fazer carreira, disse o Papa Francisco
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Segundo o Papa, o seguimento de Cristo não deve ser motivado por interesses pessoais ou materiais

Nesta terça-feira, 28, em sua Missa diária celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco afirmou que o seguimento e o anúncio de Jesus não significam fazer carreira. Segundo ele, seguir Jesus não confere maior poder, porque o Seu caminho é o da Cruz.

“O caminho do Senhor é o do rebaixamento, e esta é a razão pela qual sempre há dificuldades e perseguições”, comentou. Francisco advertiu que “quando um cristão não encontra dificuldades na vida – achando que tudo está indo bem, que tudo é lindo – significa que alguma coisa está errada”.

O Papa desenvolveu sua homilia partindo do comentário que Pedro faz a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Jesus responde que aqueles que O seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguições”. Para Francisco, o seguimento de Jesus não deve ser motivado por interesses pessoais ou materiais.

“Quem acompanha Jesus como um ‘projeto cultural’, usa esta estrada para subir na vida, para ter mais poder. E a história da Igreja tem muito disso, começando por certos imperadores, governantes… e também alguns – não muitos, mas alguns – padres e bispos, não é? Alguns deles pensam que seguir Jesus é fazer carreira”.

O Papa lembrou que, tempos atrás, se dizia: “aquele menino quer fazer a carreira eclesiástica”; e, segundo ele, ainda hoje, muitos cristãos pensam que seguir Jesus é bom, porque se pode fazer carreira. “O cristão, porém, segue Jesus por amor”, afirmou o Pontífice.

Francisco explica que outra tendência do espírito ‘mundano’ é a de não tolerar o testemunho:

“Pensem em Madre Teresa: dizem que era uma bela mulher, que fez muito pelos outros, mas o espírito ‘mundano’ nunca disse que a Beata Teresa, todos os dias, por horas, fazia adoração… Costuma-se reduzir a atividade cristã ao bem social, como se a existência cristã fosse um verniz, uma pátina de Cristianismo. O anúncio não é uma pátina: vai aos ossos, ao coração, dentro de nós e nos transforma. Isso o espírito ‘mundano’ não tolera e aí acontecem as perseguições”.


Terminando, o Papa pediu à Igreja a graça de seguir Jesus no caminho que Ele ensinou, mesmo que o espírito ‘mundano’ a faça sofrer. “O Senhor nunca nos deixa sozinhos”, disse.

Fonte: Canção Nova

25 de maio de 2013

Papa fala de um "oitavo sacramento": a Alfândega pastoral

Papa fala de um "oitavo sacramento": a Alfândega pastoral
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Cidade do Vaticano (RV) – Como todos os dias, Papa Francisco celebrou Missa, esta manhã, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, da qual participou um grupo de cerca de 70 pessoas, provenientes de diversas partes da Itália e de alguns países.

A celebração foi sóbria, mas muito emocionante; reinava um clima de grande recolhimento e participação, com uma plena sintonia entre o Papa e os presentes.Concelebraram com o Santo Padre, entre outros, o Cardeal Agostino Cacciavillan e diversos sacerdotes diocesanos e religiosos, de diversas nacionalidades.
Durante a Santa Missa, o Papa fez uma breve reflexão, quase que sussurrada, mas de conteúdo bem concreto, com base no evangelho de hoje, que diz: “Deixai vir a mim as criancinhas”.

Aqui o Santo Padre foi bem explícito: Como Jesus falava em parábolas aos seus discípulos e ao povo que o seguia, assim Papa Francisco citou diversos exemplos, partindo da sua experiência de pastor.

Por isso, o Santo Padre disse aos presentes: “devemos aprender a lição que Jesus nos dá com a página evangélica de hoje. Em sua vida pública, ele era sempre seguido por numerosas pessoas, sedentas de ouvir suas palavras. E aproveitava o ensejo para abraçar as pessoas, acariciar e beijar as crianças. Assim, referindo à Liturgia deste sábado, Francisco recordou que Jesus repreendeu seus discípulos, porque não queriam deixar as famílias se aproximassem de Jesus com seus filhos para que ele as tocasse. De fato, diziam que Jesus estava cansado e tinha muitos afazeres e compromissos... Diante desta atitude dos discípulos, Jesus ficou indignado e disse: "Deixai vir a mim os pequeninos; não os impeçam, pois a eles pertence o Reino de Deus".

E citou alguns casos concretos do comportamento dos cristãos de hoje: por exemplo, dois noivos foram à igreja para marcar o casamento e o sacerdote lhes perguntou se haviam preparado os documentos. E eles disseram que sim. A seguir, antes de marcar o dia do casamento, disse aos noivos, mas não se esqueçam de pagar os enfeites da igreja, as flores, os cantos etc. etc. E o Papa contestou este comportamento dizendo que os noivos queriam legalizar sua união perante Deus, mas encontravam as portas da Igreja fechada quase como sinal de impedimento para a sua união.

O Papa citou ainda, entre outros, o exemplo de uma mãe solteira que foi à igreja para batizar seu filho e, aqui, também encontrou a porta fechada, por não ser casada.

Por isso, o Santo Padre expressou sua amargura pelas tantas portas que a Igreja fecha aos cristãos que querem se aproximar de Jesus. E concluiu acrescentando aos sete Sacramentos da Igreja mais um, o oitavo: “O sacramento da alfândega pastoral”.

(MT)

Fonte: Rádio Vaticano

24 de maio de 2013

Tudo suportar com paciência e vencer com amor, pediu o Papa

Tudo suportar com paciência e vencer com amor, pediu o Papa

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Como todas as manhãs, Papa Francisco celebrou nesta sexta-feira, 24, a Missa na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, da qual participaram os funcionários do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, sob a presidência de dom Claudio Maria Celli. 

Por ocasião do dia de oração pela Igreja na China celebrado nesta sexta-feira, 24, participaram também da celebração Eucarística o Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, o Arcebispo dom Sávio Hon Tai-Fai, e um grupo de sacerdotes, religiosas, seminaristas e leigos chineses. Na ocasião, o Papa pediu aos presentes para rezarem “pelo nobre povo chinês, a fim de que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o proteja”. 

Na homilia da Missa, na comemoração de Nossa Senhora com o título de Maria Auxiliadora, o Santo Padre pediu duas graças, segundo ele, próprias de um cristão: “Suportar com paciência e vencer com amor”. Com efeito, disse o Papa, “não é fácil suportar com paciência, diante das dificuldades ou problemas que provêm do coração, da alma ou do nosso interior”. 

Mas, para o Papa Francisco, suportar não quer dizer carregar as dificuldades, mas assumir a dificuldade e ter a força de transformá-la, a fim de que ela não provoque desânimo. “Ter a força de sublimá-la é uma virtude cristã. São Paulo fala muitas vezes de suportar, ou seja, não se deixar arrastar pelas dificuldades. De fato, o cristão tem a força de suportar, porque suportar é uma graça que devemos pedir, sobretudo, na hora do desânimo”. 

A outra graça que o Papa invocou em sua reflexão é “vencer com amor”, e explicou: 

“Pode-se vencer em tantas maneiras. Mas, a graça que pedimos, hoje, é a de vencer com amor. E isto não é fácil, sobretudo quando os nossos inimigos nos fazem sofrer. Às vezes, temos vontade de vingar-nos. Eis porque não é fácil e é preciso vencer tudo com o amor. O amor nos foi ensinado pelo Senhor, que nos exortou a amar a todos”. 

O Santo Padre concluiu sua homilia exortando para o amor aos inimigos e os “que nos fazem sofrer”. “Seremos cristãos derrotados se não rezarmos e perdoarmos os nossos inimigos”.

23 de maio de 2013

"Sem o sal de Jesus, nos tornamos cristãos de museu" adverte Papa

"Sem o sal de Jesus, nos tornamos cristãos de museu" adverte Papa
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Os cristãos devem difundir o sal da fé, da esperança e da caridade: esta é a exortação do Papa Francisco na Missa desta manhã na capela da Casa Santa Marta.

Concelebraram com o Papa dois cardeais, Angelo Sodano e Leonardo Sandri, e o Arcebispo boliviano de La Paz, dom Edmundo Abastoflor Montero.

Na sua homilia, o Pontífice falou do sabor que os cristãos são chamados a dar à própria vida e a dos outros. O sal que nos dá o Senhor é o sal da fé, da esperança e da caridade. Mas devemos estar atentos, advertiu Francisco, para que este sal não se torne insípido e para que não perca a sua força:

“O sal tem sentido quando dá sabor às coisas. Também penso que o sal mantido num recipiente, com a umidade, perde força. O sal que recebemos é para doá-lo, para dar sabor, para oferecê-lo. Do contrário, se torna insípido e não serve. Devemos pedir ao Senhor para que não nos tornemos cristãos com o sal insípido, com o sal da garrafa. Mas o sal tem também outra particularidade: quando bem usado, não se sente o seu gosto, sente-se o sabor do alimento: o sal ajuda que o alimento seja mais saboroso. Esta é a originalidade cristã!”

Originalidade, todavia, que não significa uniformidade. Cada cristão tem o seu sabor, com os dons que o Senhor lhe deu, pois o sal que não deve ficar somente dentro de nós, mas deve ser usado de dois modos. O primeiro: dar o sal a serviço das refeições, a serviço das pessoas, a serviço dos outros. Segundo: a transcendência para o autor do sal, o Criador, através da oração e da adoração:

“Assim o sal se mantém, não perde o seu sabor. Com a adoração, eu transcendo de mim mesmo para o Senhor. E com o anúncio evangélico, eu saio de mim para dar a mensagem. Mas se não fizermos isso – essas duas transcendências – o sal permanecerá no recipiente e nós nos tornaremos cristãos de museu.”

Fonte: Rádio Vaticano

17 de maio de 2013

Liturgia Dominical: Solenidade de Pentecostes - Ano C - 19/05/2013

Solenidade de Pentecostes - Ano C - 19/05/2013
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“O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habilita em nós, aleluia!” (cf. Rm 5,5; 10,11)

Vivemos hoje a grande festa da Igreja Universal: a manifestação do Espírito Santo sobre a Igreja nascente. É o Espírito Santo que anima e que ilumina a vida da comunidade e dos fiéis cristãos.

Poderíamos iniciar a nossa reflexão com uma indagação: Pentecostes é o aniversário da Igreja? De certa maneira sim. A primeira comunidade tinha sido reunida por Jesus durante a sua vida. Mas o que foi tão decisivo na data de Pentecostes, depois da morte e ressurreição de Jesus, é que aí começou a proclamação ao mundo inteiro da Salvação em Jesus Cristo, morto e ressuscitado.
Para os antigos judeus, Pentecostes era o aniversário da proclamação da lei no monte Sinai: esta proclamação constituiu, por assim dizer, Israel como povo, deu-lhe uma “constituição”. De modo semelhante, quando os apóstolos proclamam no dia de Pentecostes a salvação em Jesus Cristo, é constituído o novo povo de Deus. Não só Israel, mas todos os povos agora alcançados, cada um em sua própria língua, conforme nos ensina a primeira leitura.

Meus caros irmãos,

A Primeira Leitura de hoje(At 2,1-11) nos apresentar o milagre das línguas. Pentecostes é interpretado como acontecimento escatológico à partir da profecia de Joel. Mas, sobretudo, é o cumprimento da palavra de Cristo. Passa como um vendaval ao ouvido, como fogo aos olhos; mas permanece como transformação do “pequeno rebanho” em Igreja missionária. Também hoje a Igreja do Cristo se reconhece pelo espaço que ela dá ao Espírito e pela capacidade de proclamar sua mensagem.

A Segunda Leitura(1Cor 12,3b-7.12-13) nos apresenta a unidade do Espírito na diversidade dos dons. “Jesus é o Senhor” é a confissão que une a Igreja primitiva. E esta confissão só se consegue manter na força do Espírito Santo. Como a unidade da confissão, o Espírito dá, também, a multiformidade dos serviços na Igreja. Todos que pertencem a Cristo são membros diversos do mesmo Corpo.

Irmãos e Irmãs,

Jesus conhecia também a curteza da mente e do coração humanos. Sozinhos, os homens não seriam capazes de conhecer e viver a verdade evangélica. Conhecia, assim, a forte tendência da criatura ao egoísmo. Ora, o Reino dos Céus estende-se na direção oposta ao egoísmo: tende a formar rede de comunidade, tende ao universalismo, por isso a Igreja é católica, ou seja, universal, aonde o Espírito age e vivifica. Assim Jesus envia o Espírito Santo para sustentar a criatura, iluminar os olhos da fé e abrir estes olhos à fraternidade.

Hoje celebramos a mistura do Espírito e vida, Espírito e história, Espírito e destino humano. E Pentecostes passa a significar fonte e finalidade, começo e plenitude.
Cristo ressuscitou para nos livrar da morte eterna. E o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos na abundância de sua graça para que, continuando a missão de Jesus, dessem testemunho da misericórdia de Deus encarnada em Cristo e implantassem a lei do coração. (cf. 2 Cor 3,3).

Meus queridos Irmãos,

É muito significativo que o Espírito Santo desça sob os Apóstolos no mesmo lugar da Instituição da Eucaristia, ou seja, no Cenáculo. Assim, a partir de Pentecostes, os discípulos, ou seja, a Igreja, formarão o corpo total de Cristo, serão os continuadores da missão de Jesus, aqueles que, fazendo a Eucaristia, são por ela transformados no Corpo do Senhor. São Francisco de Assis ensina que: “É o Espírito Santo do Senhor, que habita nos fiéis, quem recebe o santíssimo Corpo e Sangue de Cristo”. Assim, será nula a comunhão, se não estivermos santificados pelo poder do Espírito Santo. E por menores que sejamos, seremos dignos do Senhor, porque não é a pequenez que conta, mas a grandeza do Espírito Santo de Deus em nós.

Jesus, no Evangelho de hoje, nos promete a sua presença entre nós até a consumação dos tempos. E mais do que isso ele nos oferece “a paz”, esta instituição que está tão desprezada pelos povos globalizados e dominadores. Paz que vem da Eucaristia! Paz que vem da presença santificante de Deus em nós! Paz que é o repouso da presença do Espírito vivificante em nós, o Espírito de Deus!

Irmãos caríssimos,

O Espírito Santo é o Paráclito. Paráclito que significa advogado, consolador e sustentador de nossas vidas. Paráclito é uma palavra composta e indica um amigo ou uma pessoa de confiança chamada para nos ajudar num momento de crise ou de dificuldade; mas indica também o consolo que sentimos, a segurança que esperamos de Deus, que experimentamos na nossa fé, na certeza de que o Espírito de Deus sempre caminha ao nosso lado para nos proteger, consolar e sustentar na constância da fé e da caridade.

Jesus, no Evangelho, envia os apóstolos para a missão e dá a certeza de que o Espírito Santo sempre velará e acompanhará na missão de anúncio do Reinado e senhorio de Deus. Dentro da fragilidade dos ministros sagrados, mas impregnados pela graça santificante de Deus, abandonando todos os paradigmas da perseguição e da calúnia que desune a comunidade, o Espírito Santo nos envia para a missão porque “Tudo posso naquele que me fortalece”(cf. Fl 4,13).

Oração suplicante, oração com corações e joelhos voltados para o alto, para que o Espírito Santo nos ajude a enxergar no irmão o rosto sereno e radioso de Cristo Ressuscitado.
Os apóstolos que escutaram de viva voz Jesus e caminharam com ele, tiveram medo e dificuldade de entender a sua missão na terra. Assim, mais do que todos nós temos que ter a intrépida coragem de sair pelo mundo como testemunhas de Jesus, testemunhando pela fé, não precisando ver para crer.

Meus caros Irmãos,

A missão da Igreja continua em nossos dias. É nosso dever tentar alcançar com a nova evangelização todas as gentes, povos, grupos, classes e raças. Assim o verdadeiro milagre das línguas não consiste em dizer somente “Aleluia” em todas as línguas. É mais. Os diversos dons do Espírito Santo de que fala a segunda leitura servem exatamente para isto: para atingir as pessoas de todas as maneiras, para sermos profetas da Nova Aliança, selada por Cristo em seu próprio sangue e agora publicada para o mundo sob o impulso do Espírito.

A comunhão a todos reúne. No Espírito Santo, espírito de amor e unidade, todos podem entender-se. O Espírito é a alma da Igreja, o calor de nossa fé e de nossa comunhão eclesial. A Igreja, por sua unidade no Espírito, no vínculo da paz, torna-se sacramento do perdão, da unidade, da paz no mundo, na medida em que ela se coloca em contacto com o Senhorio do Cristo pascal, na evangelização e na vivência do amor.
Viver o Cristo e amar o próximo pode ser o resumo da presença do Espírito Santo entre nós. Amém!

Pe. Wagner Augusto Portugal

Colaboração do Portal Um - Continente Digital do Povo de Deus.

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