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31 de maio de 2015

Charlie Charlie e a fé católica

O que tem acontecido com as brincadeiras?!!!! O que significa o desafio Charlie Charlie?!


Nos últimos dias a prática dessa “brincadeira” tem preocupado pais, professores e a Igreja. Essa prática tem sido muito recorrente no meio dos adolescentes e tem como propósito invocar os espíritos maus através da invocação “Charlie”, um suposto espírito mexicano a responder se está ali ou não. Há várias controvérsias sobre este espírito na cultura mexicana ou de povos antigos. Porém, a grande preocupação está na proximidade com o mal, o ocultismo, a invocação de espíritos e demônios. O grande mal está em abrir as portas do coração para a ação do mal e do demônio na vida das pessoas em uma prática real e concreta de invocar os espíritos.

Quem participa de tais rituais traz, além de danos espirituais, experimenta também danos psicológicos e morais. Tais práticas advém da curiosidade e da falta de fé cada vez mais frequente entre as pessoas.  Quando se invoca o mal acaba-se renegando a Deus, deixando de amá-Lo sobre todas as coisas e pedindo o auxílio de forças maléficas para a vida. Deve-se tomar cuidado! O demônio quer mesmo que o invoque, mesmo que seja numa “brincadeira”. 
           
Invocar as forças ocultas do mal é pecar contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas. O próprio Deus proíbe que se procure adivinhações, feitiçaria, mágica, invocação de mortos (Dt 18, 10-12; Lv 19,31; 2 Rs 17,17; Mq 5,11). Estes que buscam a sua segurança nestas coisas serão renegados por Deus.
           
“O mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O ‘diabo’ (‘diabolos’) é aquele que ‘se atira no meio’ do plano de Deus e de sua ‘obra de salvação’ realizada em Cristo”(Catecismo da Igreja Católica, 2851)
           
O Papa Francisco no dia 30 de outubro de 2014 alertava em sua missa na Casa Santa Marta: “Fizeram crer a esta geração - a tantas outras - que o diabo era um mito, uma figura, uma ideia, ideia do mal, mas o diabo existe e nós temos de lutar contra ele”. A luta contra o demônio é se armar com o escudo da fé. Não é um simples confronto, mas um contínuo combate contra o demônio. Por isso é preciso buscar a Deus, rezar, ouvir e colocar em prática a Palavra de Deus, receber a Eucaristia, a fim de que se possa ser santo como Deus é santo (1Pe 1, 15-16; Mt 5,48). Cristo venceu o príncipe do mundo quando Ele se entregou na cruz. Rezando Pai nosso (“livra-nos de todos os males”), pede-se que seja libertado de todos os males, presentes, passados e futuros dos quais o demônio é autor e instigador.

Rezemos:

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém”. (Papa Leão XIII)

“A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia. Retira-te satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!”

Geraldo Trindade 
 padre na Arquidiocese de Mariana
 e mantém o blog: http://pensarparalelo.blogspot.com 

1 de agosto de 2013

A Resposta Católica

A Resposta Católica

Descrição: No ano de 2010, na sua tradicional mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Santo Padre Bento XVI fez um apelo a todos os sacerdotes para que aproveitassem “com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna”. Obedecendo a esse chamado, a Equipe Christo Nihil Praeponere, responsável pelo site padrepauloricardo.org, lançou, no mesmo ano, o que viria a se tornar um dos sites mais influentes do Brasil.

Sustentado pelas três alvuras da fé católica, “fidelidade ao Papa”, ” devoção mariana” e “adoração eucarística”, o site é um instrumento de evangelização eficaz, pelo qual Padre Paulo Ricardo ensina com franqueza – e sem as amarras politicamente corretas – a fé tradicional da Igreja de Cristo.

Uma das seções mais acessadas do site é o programa “A Resposta Católica”, que surgiu em março de 2011, a fim de atender a centenas de pessoas que escrevem todos os dias à procura de respostas para suas inquietações e dúvidas sobre a fé e a moral católicas. Alguns dos episódios transcritos fora m reunidos para compor este livro. Os assuntos estão organizados por temas, que são os mais variados: desde as principais dificuldades em relação à doutrina, até a maneira como a Igreja se coloca diante dos problemas cotidianos, indicando as suas orientações para o fortalecimento da fé e a prática da virtude cristã.

Sumário

Parte I – Doutrina
Desde quando a Igreja passou a usar o nome Católica? O que é um pecado mortal? O demônio é um mito ou uma realidade? Qual o destino do espírito que é condenado ao inferno? Quem são os «irmãos de Jesus»? A Igreja alguma vez proibiu a leitura da Bíblia? Qual a diferença entre a Bíblia católica e a Bíblia protestante? Pode Jesus ter desprezado a sua mãe? Um católico pode ser maçon? Como entender que a Igreja não erra? Parte IComo entender que a Igreja não erra? Parte II Todas as religiões são igualmente boas? Um espírita é ou não cristão? Por que a Igreja condena o Espiritismo?O que devemos pensar sobre o candomblé? É possível que no futuro a Igreja permita a ordenação sacerdotal de mulheres? Parte IÉ possível que no futuro a Igreja permita a ordenação sacerdotal de mulheres? Parte II A Igreja mudou seu posicionamento com relação à pena de morte?

Parte II – Família

Qual é a situação dos casais em segunda união? Como posso regularizar a minha situação com a Igreja se meu companheiro não deseja o matrimônio? Posso batizar meu filho não sendo casado na Igreja Católica? Por que preciso batizar meu filho quando criança? Aborto e excomunhão? Qual a doutrina da Igreja sobre a vasectomia? É lícito se masturbar para fazer doação de esperma?

Parte III – Orientações Gerais

Como devemos guardar os domingos e os dias santos?É permitido músicas protestantes dentro da Santa Missa?Um padre disse que eu posso me masturbar. E agora?Posso comungar tendo o vício da masturbação e da pornografia?Tatuagem e piercing Meus pecados são perdoados na Santa Missa ou preciso ainda confessá-los? Cumpro o preceito dominical participando da celebração da Palavra? Um padre pode abençoar uma união homossexual? Afinal, os padres são ou não obrigados a usar o hábito eclesiástico? Como combater a preguiça espiritual? O que fazer com a inveja?Qual o ensinamento da Igreja sobre o jejuar e o abster-se de carne?

Padre Paulo Ricardo
Blog Evangelizando unido ao Padre Paulo Ricardo e o seu Site
Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT,
licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT,
Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico
(1993)pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Site:http://padrepauloricardo.org/

16 de maio de 2013

Eucaristia: Deus que se revela e se faz presente.

Eucaristia: Deus que se revela e se faz presente.
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Os protestantes, revelaram-se novamente, os evangélicos (Protestantes), acreditam e creem na eucaristia como memorial, eles falam que realmente deve ser um memorial, somente pelo nome você percebe que eles fazem da eucaristia uma memoria, somente isso, mais o que é o memorial?: O memorial é uma referência que na celebração da santa ceia o que importa não é a eucaristia em si, mais o que importa é o lugar, o encontro dos "fiéis" para celebrar a eucaristia e etc.

Acreditam na transubstanciação, mais eles tem as suas próprias criticas a respeito disso, dizem que tem apoio teológico a respeito disso, a respeito da transubstanciação, mais claro sempre precisão de uma fonte na sagrada escritura, vendo assim não acreditam no Deus que se revela, pois Teologia significa revelação divina, a revelação do próprio Deus.

A Sagrada Escritura, o próprio nome "SAGRADO", nos faz percebe que é algo que nos leva a Deus, Sagrado: Algo que nos leva a Deus, Divino: O Próprio Deus. Veja durante a Santa Missa, temos primeiro o momento das Leituras Sagradas que é a celebração da Palavra, para depois termos a Celebração da Eucaristia, podemos assim ver, que as leituras nos leva algo, ou seja, nos leva para Deus na comunhão.

Calvino acredita, que depois, da consagração da hóstia, o pão continua pão e o vinho continua vinho, realmente é uma loucura isso e muita falta de Fé, o mesmo fala, que o comungar, refere-se a uma forma, a um o ato, refere-se aquilo que você senti ao comungar. É meu querido católico, realmente não acreditem nesta loucura protestante, cremos realmente que Deus está e se faz presente, na hóstia consagrada em: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo.

Eu como Católico Apostólico e Romano, creio na Eucaristia como Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, depois da consagração, creio na transubstanciação. Por quer sou Católico.

#Curte e #Compartilhe pessoas precisam saber disso, para que possam defender a Eucaristia.

Maria vos Ilumine - Iury Albino: Administrador e Coordenador do Blog Evangelizando

Veja mais publicações sobre a Eucaristia curtindo a minha: https://www.facebook.com/PensamentosDeIuryAlbino

15 de maio de 2013

Mitos Litúrgicos: "A noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada?"

"A noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada?"
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Não é.

O Sagrado Magistério da Igreja, por graça do Espírito Santo, é infalível em matéria de fé e moral (Cat., n.2035). Por isso, a fé católica não muda.

A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, oferecido pelas mãos do sacerdote. Diz o Catecismo da Igreja Católica (n. 1367): "O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício."

O Catecismo anterior, publicado pelo Papa São Pio X em 1905, afirma (n. 652-654): "A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz. (...) O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros, sobre os nossos altares, mas quanto ao modo por que é oferecido, o sacrifício da Missa difere do sacrifício da Cruz, conservando todavia a relação mais íntima e essencial com ele. (...) Que diferença, pois, e que relação há entre o Sacrifício da Missa e o da Cruz? Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação: que Jesus Cristo sobre a cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixão e Morte."

Curiosidade: o Papa Bento XVI afirmou, no dia 09 de Outubro de 2006, que o homem contemporâneo "perdeu o sentido do pecado". Ora, se não há pecado, qual a necessidade de um Sacrifício Propiciatório? Creio que isso explica muitas coisas.

Colaboração do Site Veritatis Splendor.

10 de maio de 2013

Catecismo da Igreja Católica: O FIM DO HOMEM NESTA TERRA: DAR GLÓRIA A DEUS, CONHECÊ-LO E AMÁ-LO

O FIM DO HOMEM NESTA TERRA: DAR GLÓRIA A DEUS, CONHECÊ-LO E AMÁ-LO
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INTRODUÇÃO:

Ao nascer formamos parte de uma família que nos dá o nome e sobrenome; nesta família nascemos, crescemos e desenvolvemos nossas capacidades naturais. O Batismo produz em nós um segundo nascimento - esta vez para a vida sobrenatural da graça -, que nos faz cristãos e nos introduz na grande família da Igreja. Nós, batizados somos e nos chamamos cristãos. É este o nosso nome. Como os primeiros discípulos de Cristo: Pedro, Tiago, João..., também nós somos discípulos do Senhor.

Do mesmo modo que estamos orgulhosos de pertencer a nossa família, onde aprendemos muitas coisas, temos de estar também orgulhosos por pertencer à família da Igreja. A Igreja nos ensina também muitas coisas, que, na verdade, são as mais importantes, as únicas verdadeiramente importantes.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. Para que estamos na terra

Existem pessoas que se perguntam para que estão nesta terra, porque nasceram, e não tiveram ninguém que lhes explicasse. Os cristãos - seguidores de Jesus Cristo - temos a sorte de conhecer estas coisas. Jesus Cristo as pregou e a Igreja as ensina. A doutrina de Jesus Cristo, ou Doutrina Cristã, dá a resposta a estas perguntas fundamentais. E as perguntas fundamentais que nós homens fazemos são: de onde venho, quem sou eu, para onde vou.

2. De onde viemos

A doutrina cristã diz que Deus criou livremente o homem para que participe de Sua vida bem aventurada, quer dizer, Sua mesma felicidade. Cada homem foi criado por Deus, com a cooperação de seus pais. Por isto, à pergunta de onde viemos, respondemos: viemos de Deus.

3. Quem somos

Deus não só criou o homem, mas está junto dele em todo tempo e lugar. Deus o chama e o ajuda a encontrá-Lo, quer que O conheça e O ame. Sabemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e pelo batismo, nós cristãos somos feitos filhos adotivos de Deus, herdeiros de Sua glória. Portanto, se nos perguntam quem somos, a resposta é clara: sou filho de Deus.

4. Para onde vamos

Deus criou o homem para manifestar e comunicar Sua bondade e amor, de forma que possa conhecê-Lo e amá-Lo cada dia mais, e assim O sirva livremente nesta vida, gozando depois com Ele para sempre no céu. Deus quer que sejamos felizes aqui na terra e depois eternamente com Ele no céu. Se nos perguntam a nós, cristãos, para onde vamos, a resposta também é clara: para o céu. Se não conseguirmos esta meta, nossa vida será um fracasso.

5. Para que existe o homem

Agora podemos responder de modo mais explícito a esta pergunta que deve fazer a si mesmo todo homem: para que eu existo? E temos que dizer de modo absoluto: para dar glória a Deus, quer dizer, para manifestar a bondade e o amor do Criador. Deus não tem outra razão para criar. O homem é objeto do amor de Deus, e responde a Deus amando-O. Nisto está a felicidade do homem.

6. Devemos conhecer a doutrina cristã

Devemos conhecer os ensinamentos de Jesus Cristo, já que é nosso Deus, nosso Mestre, nosso Modelo. Seus ensinamentos nos mostram o caminho para conhecer e amar a Deus, para ser felizes nesta terra e depois eternamente na outra.

7. Partes principais da Doutrina Cristã

A primeira coisa que é preciso saber são as verdades de nossa fé: quem é Deus, quem é Jesus Cristo, quem criou o mundo, quem é o Espírito Santo, quem é a Virgem Maria, para que Cristo fundou a Igreja, qual o prêmio ou o castigo que nos espera, etc.. Estas coisas nós as conhecemos ao estudar O SÍMBOLO DA FÉ ou o CREDO.

Se queremos saber como é celebrada a nossa fé cristã, como nos tornamos cristãos, como se alcança o perdão de Deus, de que forma Deus nos ajuda para vencer as dificuldades que encontramos...., tudo isto aprendemos estudando A LITURGIA e OS SACRAMENTOS.

Também necessitamos saber o que Deus quer que façamos para ser felizes e fazer felizes os demais e poder chegar ao céu, como viver em Cristo. Vamos aprender estas coisas estudando A MORAL CRISTÃ nos MANDAMENTOS.

É preciso também conhecer o sentido e a importância da oração em nossa vida; por isto a quarta parte estuda A ORAÇÃO NA VIDA CRISTÃ.

Créditos: a Paroquia de São Jose Mártir

22 de abril de 2013

Mitos Litúrgicos: "A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada"

Mitos Litúrgicos: "A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada"
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Não é.

O saudoso Papa João Paulo II escreveu (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 25, de 2003): "Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela « arte da oração », como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto S. Afonso Maria de Ligório, que escrevia: A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça."


E o Santo Padre Bento XVI acrescenta (Sacramentum Caritatis, n. 66-67): "De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. (...) Juntamente com a assembléia sinodal, recomendo, pois, vivamente aos pastores da Igreja e ao povo de Deus a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária. Para isso, será de grande proveito uma catequese específica na qual se explique aos fiéis a importância deste ato de culto que permite viver, mais profundamente e com maior fruto, a própria celebração litúrgica. Depois, na medida do possível e sobretudo nos centros mais populosos, será conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositadamente para a adoração perpétua. Além disso, recomendo que na formação catequética, particularmente nos itinerários de preparação para a Primeira Comunhão, se iniciem as crianças no sentido e na beleza de demorar-se na companhia de Jesus, cultivando o enlevo pela sua presença na Eucaristia."

Fonte: Veritatis

Veja também: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia" A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada


18 de abril de 2013

Mitos Litúrgicos: A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada

Mitos Litúrgicos: A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada
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É para ser adorada, sim.

A Hóstia consagrada é a Presença Real e substancial de Nosso Senhor, e por isso a Santa Igreja dedica a ela toda a adoração. O Santo Padre Bento XVI responde (Exortação Sacramentum Caritatis, n.66, de 2006) :"...aconteceu às vezes não se perceber com suficiente clareza a relação intrínseca entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento; uma objeção então em voga, por exemplo, partia da ideia que o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido. Ora, tal contraposição, vista à luz da experiência de oração da Igreja, aparece realmente destituída de qualquer fundamento; já Santo Agostinho dissera: « Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit; (...) peccemus non adorando – ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (...) pecaríamos se não a adorássemos ». De facto, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos."

Dizer que a Eucaristia não é para ser adorada implica em negar a que a Hóstia Consagrada é o Corpo de Nosso Senhor, ou pensar que Deus não é digno de adoração...

Veja mais: Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"

Fonte: Veritatis

16 de abril de 2013

Mitos Litúrgicos: Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"

Mitos Litúrgicos: Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"
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O objetivo destes artigos é expor abaixo cada um desses mitos litúrgicos e os contrapor com a palavra oficial da Santa Igreja postados no Site Veritatis. Todas as citações utilizadas sobre disciplina litúrgica, de documentos da Santa Igreja, se aplicam à forma do Rito Romano aprovada pelo Papa Paulo VI (que é atualmente a forma ordinária), com exceção dos mitos 30 e 31, que falam expressamente sobre a Missa Tridentina, que é a forma tradicional e (atualmente) extraordinária do Rito Romano. Vamos aos mitos listados (32, ao todo) e suas contra-argumentações que serão publicados separadamente.

Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"

Não é.

Ensina-nos o Sagrado Magistério da Santa Igreja Católica Apostólica Romana que Nosso Senhor Jesus Cristo está presente verdadeiramente e substancialmente no Santíssimo Sacramento do Altar, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nas aparências do pão e do vinho, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (Cat.), nos números 1374-1377.

E por na Hóstia Consagrada Nosso Senhor está presente de maneira substancial, o Papa Paulo VI afirma (Encíclica Mysterium Fidei, n. 40-41, de 1965) a supremacia da Presença Eucarística de Nosso Senhor sobre as demais formas de presença:

"Estas várias maneiras de presença enchem o espírito de assombro e levam-nos a contemplar o Mistério da Igreja. Outra é, contudo, e verdadeiramente sublime, a presença de Cristo na sua Igreja pelo Sacramento da Eucaristia. Por causa dela, é este Sacramento, comparado com os outros, "mais suave para a devoção, mais belo para a inteligência, mais santo pelo que encerra"; contém, de fato, o próprio Cristo e é "como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os Sacramentos". Esta presença chama-se "real", não por exclusão como se as outras não fossem "reais", mas por antonomásia porque é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem."

Também o próprio Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium (n.7), afirma esta supremacia da Presença Eucarística: "Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente na sua igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro - «O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz» - quer e SOBRETUDO sob as espécies eucarísticas."

Afirmar que a presença de Nosso Senhor na Palavra é tão completa como na Hóstia consagrada significa uma dessas duas coisas: afirmar que Nosso Senhor se transubstancia na Palavra (aí fazemos o que, comemos a Bíblia e o Lecionário?), ou negar a Presença Substancial de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada, o que atenta conta o Mistério central da fé católica, pois a Eucaristia é "fonte e ápice da vida cristã" (Lumen Gentium, n.11)


14 de abril de 2013

A Doutrina da Igreja Católica

A Doutrina da Igreja Católica

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A doutrina católica consiste, pois, dos dogmas de modo geral, da condenação das heresias e da missão de ensinar e de santificar da Igreja, para a salvação das almas e para a maior glória de Deus.

Constituem elementos principais da doutrina católica : o Credo Niceno-Constantinopolitano (325-381), o governo da Igreja, sua hierarquia, a instituição do papado, o colégio episcopal, seus tribunais, seus concílios, bem como os dogmas da Santíssima Trindade, os dogmas sobre o Cristo, os dogmas marianos, sobre o homem, o culto aos santos, os santíssimos sacramentos: do batismo, da penitência, da eucaristia, da crisma, da ordem, do matrimônio e da unção dos enfermos, que transmitem a graça divina necessária para a santificação dos homens e do mundo, e, mediante os quais, a Igreja realiza a sua missão.

As fontes documentais mais relevantes da doutrina católica são pois: o Catecismo, o Código de Direito Canônico, os documentos papais, os documentos das autoridades eclesiásticas; os documentos conciliares e todos os textos de santos da Igreja, bem como os textos de seus doutores devidamente aprovados.

Para sermos bons cristãos - perseverarmos na palavra de Deus - devemos conhecer sempre melhor a santa doutrina da Igreja, porque - ao conhecê-la - poderemos transmitir mais perfeitamente as verdades de Deus, evitando o erro, e, conseqüentemente, o mal e o pecado. Cristo disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (João 14,6); os cristãos, ao seguirem Jesus, devem, portanto, viver da Verdade, viver do amor do Cristo e transmitir as verdades de Deus.

Fonte: Veritatis Splendor

24 de março de 2013

E enfim começa a Santa Semana…

E enfim começa a Santa Semana…

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A Semana Santa é para os católicos a mais importante de todo as as semanas. Nela celebramos de forma intensa, como que em um grande retiro, a Paixão, Morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.
Em 325 d.C, o Concílio de Niceia, consolidou as datas religiosas, fazendo com que a Paixão, Morte e Ressurreição fosse comemorada por uma semana. Historicamente falando, existem relatos de festas em homenagem aos últimos dias de Cristo, pouco tempo depois de sua morte, porém estas festividades eram comemoradas em dois dias apenas (sábado de aleluia e domingo da ressurreição).
Cada dia da comemoração faz referência a um acontecimento a saber:
Domingo de Ramos - Abre solenemente a Semana Santa, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração.
Segunda-Feira Santa - Em alguns lugares é conhecida como segunda-feira de trevas. Nesse dia realiza-se a o ofício de trevas.
Terça-Feira Santa - Neste dia são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria.
Quarta-Feira Santa - É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.
Quinta-Feira Santa - Na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Com essa celebração se encerra a Quaresma.
Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição de um novo mandamento (ou "ordenança") segundo algumas denominações cristãs, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.
A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.
Sexta-Feira Santa - É quando a Igreja recorda a morte de Jesus. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha. Este dia recomenda-se o jejum para todos os católicos. Apenas os que estão sob ordem médica ou dispensados pelo sacerdote estão isentos do jejum.
Sábado de Aleluia - É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
Domingo de Páscoa - É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.
Durante a Semana Santa estaremos escrevendo textos especiais para você conheça a doutrina desta semana e participe com intensidade deste tempo de graça que vivemos. Pax Domini e Blog Evangelizando.
Fonte: Dominus Vobiscum


11 de março de 2013

MENTIRAS PROTESTANTE E RESPOSTA CATÓLICA

MENTIRAS PROTESTANTE E RESPOSTA CATÓLICA
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Olá amigos mais uma vez estamos aqui para trazer a verdade sobre as mentiras protestantes e fazer com que vocês amadureçam na Fé da Igreja Católica, na unica Igreja criado por Cristo e edificada por Pedro e seus apóstolos.


Calúnia protestante nº 005: A Igreja é espiritual (invisível). Cada um de nos é a igreja de Cristo. Só Jesus basta. Não precisa de Igreja nenhuma.

Nossa Resposta:
Você engoliu mais uma isca de Satanás...
Você ainda está nessa "igreja espiritual" de Lutero, sem qualquer referência bíblica?


A IGREJA DE CRISTO É VISÍVEL, PORQUE:

1. Tem um chefe visível - Mt 16,19;
2. Tem organização visível e hierárquica: 1Cor 12,28;
3. Tem a Cabeça(Cristo) visível: Cl 1,18;
4. É esposa do Cordeiro, que é visível: Ap 21,2.
5. Reúne-se em Concílios: At-15;
Jesus se encarnou: É VISÍVEL. "Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja"(Cl 1,18).
Onde já se viu "Cabeça visível" e "Corpo invisível" ?

NÃO SE DEIXE ENGANAR PELOS FALSOS PASTORES !!!
IGREJA DE CRISTO É UMA SÓ: Católica(Mt 16,18).

Aceita Jesus de verdade, meu caro. Não basta aceitar alguns ensinamentos de Jesus.
Quem aceita Jesus, aceita a IGREJA QUE ELE FUNDOU. Ou você acha que Jesus fundou uma Igreja só de brincadeira?

Será que Jesus estava brincando com Pedro, quando o escolheu para chefe da SUA IGREJA e lhe entregou as "Chaves do Reino dos Céus"(Mt 16,18-19) ? Pense nisto !!!

Além do mais:

"Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja"(Cl 1,18).
- Como você pode aceitar Cristo-Cabeça, e rejeitar o seu Corpo, que é a Igreja ?
Pense nisto !!!

Irmão de Leonardo Boff faz severas críticas a Teologia da Libertação e sai em defesa de Bento XVI

Irmão de Leonardo Boff faz severas críticas a Teologia da Libertação e sai em defesa de Bento XVI
Blog Evangelizando!

Blog Dominus Vobiscum - Recebi o link desta entrevista e achei importante não apenas repassar como geralmente faço no facebook, mas sobretudo deixar aqui no blog esta entrevista no intuito de não perdê-la. Este tipo de material é importante ter em mãos, afinal não é sempre que vemos alguém tão de dentro da Teologia da Libertação dando o braço a torcer e reconhecendo os erros deste movimento que já foi rechaçado por Bento XVI. A entrevista é do irmão do conhecido Leonardo Boff, que um dos maiores teólogos do movimento (se é que podemos chamar assim). Em maio de 1986, os irmãos Clodovis e Leonardo Boff publicaram uma carta aberta ao cardeal Joseph Ratzinger. O artigo analisava a instrução “Libertatis Conscientia”, em que o futuro papa Bento XVI visava corrigir os supostos desvios da Teologia da Libertação na América Latina. Os religiosos brasileiros desaprovavam, com uma ponta de ironia e uma boa dose de audácia, a “linguagem com 30 anos de atraso” no texto.
Em 2007, o irmão mais novo de Leonardo Boff voltou a falar. Mas, dessa vez, o alvo de suas críticas foi a própria Teologia da Libertação – movimento do qual ele foi um dos principais teóricos e que defende a justiça social como compromisso cristão. Ele censurou a instrumentalização da fé pela política e enfureceu velhos colegas ao sugerir que teria sido melhor levar a sério a crítica de Ratzinger.
Em entrevista à Folha de São Paulo, frei Clodovis diz que Bento XVI defendeu o “projeto essencial” da Teologia da Libertação, mas o critica por superdimensionar a força do secularismo no mundo. Eu achei a entrevista muito sensata, claro fazendo algumas ressalvas as “críticas” que ele faz a Bento XVI. Mas leiam vocês mesmos a entrevista na íntegra e tirem suas conclusões. Ah! Os grifos são meus…
Folha de São Paulo – Bento XVI foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?
Clodovis Boff - Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico. No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia.
Folha de São Paulo - E os processos inquisitoriais contra alguns teólogos?
C. Boff – Ele exprimia a essência da igreja, que não pode entrar em negociações quando se trata do núcleo da fé. A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja. Na prática, a igreja não expulsa ninguém. Só declara que alguém se excluiu do corpo dos fiéis porque começou a professar uma fé diferente.
Folha de São Paulo - Não há margem para a caridade cristã?
C. Boff – O amor é lúcido, corrige quando julga necessário. [O jesuíta espanhol] Jon Sobrino diz: “A teologia nasce do pobre”. Roma simplesmente responde: “Não, a fé nasce em Cristo e não pode nascer de outro jeito“. Assino embaixo.
Folha de São Paulo - Quando o sr. se tornou crítico à Teologia da Libertação?
C. Boff – Desde o início, sempre fui claro sobre a importância de colocar Cristo como o fundamento de toda a teologia. No discurso hegemônico da Teologia da Libertação, no entanto, eu notava que essa fé em Cristo só aparecia em segundo plano. Mas eu reagia de forma condescendente: “Com o tempo, isso vai se acertar”. Não se acertou.
Folha de São Paulo- “Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: esse sentido objetivo e intrínseco confere à fé sua força.” Ainda acredita nisso?
C. Boff – Eu abjuro essa frase boba. Foi minha fase rahneriana. [O teólogo alemão] Karl Rahner estava fascinado pelos avanços e valores do mundo moderno e, ao mesmo tempo, via que a modernidade se secularizava cada vez mais. Rahner não podia aceitar a condenação de um mundo que amava e concebeu a teoria do “cristianismo anônimo”: qualquer pessoa que lute pela justiça já é um cristão, mesmo sem acreditar explicitamente em Cristo. Os teólogos da libertação costumam cultivar a mesma admiração ingênua pela modernidade. O “cristianismo anônimo” constituía uma ótima desculpa para, deixando de lado Cristo, a oração, os sacramentos e a missão, se dedicar à transformação das estruturas sociais. Com o tempo, vi que ele é insustentável por não ter bases suficientes no Evangelho, na grande tradição e no magistério da igreja.
Folha de São Paulo - Quando o sr. rompeu com o pensamento de Rahner?
C. Boff – Nos anos 70, o cardeal d. Eugênio Sales retirou minha licença para lecionar teologia na PUC do Rio. O teólogo que assessorava o cardeal, d. Karl Joseph Romer, veio conversar comigo: “Clodovis, acho que nisso você está equivocado. Não basta fazer o bem para ser cristão. A confissão da fé é essencial“. Ele estava certo. Assumi postura mais crítica e vi que,com o rahnerismo, a igreja se tornava absolutamente irrelevante. E não só ela: o próprio CristoDeus não precisaria se revelar em Jesus se quisesse simplesmente salvar o homem pela ética e pelo compromisso social.
Folha de São Paulo - Bento XVI sepultou os avanços do Concílio Vaticano 2º?
C. Boff – Quem afirma isso acredita que o Concílio Vaticano 2º criou uma nova igreja e rompeu com 2.000 anos de cristianismo. É um equívoco. O papa João 23 foi bem claro ao afirmar que o objetivo era, preservando a substância da fé, reapresentá-la sob roupagens mais oportunas para o homem contemporâneo. Bento XVI garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG.
Folha de São Paulo - Mas e a reabilitação da missa em latim? E a tentativa de reabilitação dos tradicionalistas que rejeitaram o Vaticano 2º?
C. Boff – Não podemos esquecer que a condição imposta aos tradicionalistas era exatamente que aceitassem o Vaticano 2º. O catolicismo é, por natureza, inclusivo. Há espaço para quem gosta de latim, para quem não gosta, para todas as tendências políticas e sociais, desde que não se contraponham à fé da igreja. Quem se opõe a essa abertura manifesta um espírito anticatólico. Vários grupos considerados progressistas caíram nesse sectarismo.
Folha de São Paulo - Esses grupos não foram exceção. Bento XVI sofreu dura oposição em todo o pontificado.
C. Boff – A maioria das críticas internas a ele partiu de setores da igreja que se deixaram colonizar pelo espírito da modernidade hegemônica e que não admitem mais a centralidade de Deus na vida. Erigem a opinião pessoal como critério último de verdade e gostariam de decidir os artigos da fé na base do plebiscito. Tais críticas só expressam a penetração do secularismo moderno nos espaços institucionais da igreja.
Folha de São Paulo – Como descreveria a relação de Bento XVI com a modernidade?
C. Boff – É possível identificar um certo pessimismo na sua reflexão. Ele não está só. Há um rio de literatura sobre a crise da modernidade, que remete até mesmo a autores como Nietzsche e Freud. O que ele tem de diferente? Propõe uma saída: a abertura ao transcendente.
Folha de São Paulo - Ainda assim, há pessimismo.
C. Boff – Há algo que ele precisaria corrigir: Bento XVI leva a sério demais o secularismo moderno. É uma tendência dos cristãos europeus. Eles esquecem que o secularismo é uma cultura de minorias. São poderosas, hegemônicas, mas ainda assim minorias. A religião é a opção de 85% da humanidade. Os ateus não passam de 2,5%. Com os agnósticos, não chegam a 15%. Minoria culturalmente importante, sem dúvida: domina o microfone e a caneta, a mídia e a academia. Mas está perdendo o gás. Há um reavivamento do interesse pela espiritualidade entre os jovens.
Folha de São Paulo – Que outras críticas o sr. faria a Bento XVI?
C. Boff – Ele preferiria resolver problemas teológicos a se debruçar sobre questões administrativas na Cúria. E isso gerou diversos constrangimentos no seu pontificado. Ele também não tem o carisma de um João Paulo 2º. De certa forma, era o esperado em um intelectual como ele.
Folha de São Paulo - Não está na hora de a igreja ficar mais próxima da realidade dos fiéis?
C. Boff – Bento XVI não resolveu um problema que se arrasta desde o Concílio Vaticano 2º: a necessidade de se criarem canais para a cúpula escutar e dialogar com as bases. Os padres nas paróquias muitas vezes ficam prensados entre a letra fria que vem da cúpula e o cotidiano sofrido dos fiéis, que pode envolver dramas como aborto ou divórcio. Note que não sugiro mudanças no ensinamento da igreja. Mas acho que seria mais fácil para as pessoas viverem a doutrina católica se houvesse processos que facilitassem esse diálogo.
Folha de São Paulo – Como vê o futuro da igreja?
C. Boff – A modernidade não tem mais nada a dizer ao homem pós-moderno. Quais as ideologias que movem o mundo? Marxismo? Socialismo? Liberalismo? Neoliberalismo? Todas perderam credibilidade. Quem tem algo a dizer? As religiões e, sobretudo no Ocidente, a Igreja Católica.
Fonte: Dominus Vobiscum

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