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13 de agosto de 2015

“Monges e monjas cistercienses” lançado no Brasil

Sai neste mês de agosto, pela Editora Ixtlan, de São Paulo, nosso livro com o título “Monges e monjas cistercienses: pequena introdução à vida monástica”, de 122 páginas, com longo Prefácio do Cardeal Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), que iniciou sua caminhada religiosa na condição de monge cisterciense do Mosteiro (depois Abadia) de Nossa Senhora de São Bernardo, em São José do Rio Pardo (SP).

Nosso propósito de compor essa obra foi concebido a partir da ideia de tornar os cistercienses – monges e monjas – mais conhecidos do nosso povo brasileiro por meio da leitura, pois, há várias décadas, esses homens e mulheres de Deus, originários, enquanto Ordem Religiosa, da região de Cister, na França, no século XI, rezam e trabalham em nossa Pátria.

Hoje, eles estão presentes nos seguintes Estados brasileiros: São Paulo: Itaporanga, Itatinga, São José do Rio Pardo (mosteiros masculinos) e Itararé (mosteiro feminino); Mato Grosso do Sul: Campo Grande (mosteiro feminino); Paraná: Monte Castelo (mosteiro feminino); Bahia: Jequitibá (mosteiro masculino); Minas Gerais: Claraval (mosteiro masculino). Além desses mosteiros, da chamada “comum observância”, existem mais dois cenóbios conhecidos como Trapistas – nome ligado à região onde nasceram, La Trappe na França –, ou cistercienses da “estrita observância”, em Campo do Tenente (PR), masculino, e, em Rio Negrinho (SC), feminino.

Nossa intenção de escrever o livro veio ao encontro de um antigo sonho de Dom Orani, como ele mesmo escreveu no Prefácio: “Para mim, que sempre sonhei com um livro da história da vida cisterciense iniciando com a dimensão geral monástica, é uma grata alegria poder apresentar este livro e agradecer o autor pelo trabalho, assim como recomendá-lo ao leitor para acolher esse vasto conteúdo”.

Pois bem, a obra tem o seguinte roteiro: inicia com os chamados “pais” e “mães” do deserto, ou eremitas, que se retiravam para a solidão desde o começo do Cristianismo, mas, de um modo especial, a partir do século III, a fim de aí servirem a Deus no silêncio, na oração e no trabalho manual (cap. 1); passa por São Bento de Núrsia, grande patriarca dos monges do Ocidente e Patrono da Europa, século VI (cap 2), e chega, finalmente, à fundação de Cister, no século XI, por obra de São Roberto de Molesmes, Santo Alberico e Santo Estêvão Harding (cap. 3), sem se esquecer, obviamente, do grande impulso dado à Ordem por São Bernardo de Claraval (cap. 4).

Feito esse percurso, são analisados alguns grandes pontos da espiritualidade cisterciense (cap. 5) bem como é proposta uma importante mensagem a cada leitor(a): sem deixar sua vida, sua família e seu trabalho cotidiano, é possível ser um(a) cisterciense no mundo como oblato(a) secular, ligando-se pelo vínculo da oblação a um mosteiro masculino ou feminino, pois ambos acolhem homens e mulheres na condição de oblatos (cap. 6).

Como diz a quarta capa do livro, esse trabalho “é uma chave para abrir a porta da clausura do maravilhoso mundo dos monges e monjas cistercienses, presentes no Brasil a partir de 1936, em Itaporanga (SP)”. Trata-se de “leitura acessível antecedida de um vocabulário das palavras menos conhecidas encontradas no corpo do livro”.

Os interessados podem obter o livro, cuja pequena renda serve, em parte, de ajuda às comunidades monásticas: 1) nos próprios mosteiros cistercienses que os vendem – ainda que por encomenda; 2) pelo e-mail: toppaz1@gmail.com, no valor de R$ 25,00, incluindo o frete simples (forma mais fácil), ou 3) na própria Livraria da Editora Ixtlan: http://www.livrariaixtlan.com.br (Religião).

Muito obrigado! Boa leitura!


Vanderlei de Lima é filósofo e autor do livro.

23 de maio de 2015

A IDEOLOGIA DE GÊNERO RESSURGE


A ideologia de gênero, varrida do Plano Nacional de Educação (PNE), no ano passado, não descansa em paz como algumas pessoas menos avisadas possam pensar. Ao contrário, “diabólica” como é – para usar as palavras do Papa Francisco –, ela visa agora entrar na vida de nossas crianças e adolescentes não mais pela esfera federal, mas, sim, municipal: cada município fica responsável por implantar ou recusar esse sistema de idéias nefasto e antinatural em seu plano de ensino.

Importa, pois, relembrar que se isso se der em sua totalidade será a destruição do ser humano, conforme já apontamos aqui em outras ocasiões, seja escrevendo sozinho, seja junto com Enrico van Blarcum Misasi, estudante de Direito na USP, membro do Movimento Pró-Vida e destemido batalhador pela causa da Igreja.

Com efeito, a tese mestra da ideologia de gênero é a seguinte: nós nascemos com um sexo biológico definido (homem ou mulher), mas, além dele, existiria o sexo psicológico ou o gênero que poderia ser construído livremente pela sociedade na qual o indivíduo está inserido. Em outras palavras, não existiria mais uma mulher ou um homem naturais. Ao contrário, o ser humano nasceria sexualmente neutro, do ponto de vista psíquico, e seria constituído socialmente homem ou mulher.

Ora, em seu discurso de 21 de dezembro de 2012 à Cúria Romana, o Papa Bento XVI já lançava uma ampla advertência quanto ao uso do “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”. Dizia ele que “o homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: ‘Ele os criou homem e mulher’ (Gn 1,27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem emulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza”.

O Papa Bento abordou a ideologia de gênero outra vez, um mês mais tarde, em 19 de janeiro de 2013, dizendo que “os Pastores da Igreja – a qual é ‘coluna e sustentáculo da verdade’ (1Tm 3,15) – têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

Vale a pena, a título de conclusão, notar três coisas na fala papal: a) a teoria de gênero é, no fundo, um grave pecado, pois visa subverter ou revolucionar, no pior sentido do termo, a ordem natural criada por Deus. É um brado de total revolta contra o Criador; b) O Papa usa o vocábulo dualidade, ou seja, duas realidades distintas (homem e mulher) que se complementam harmoniosamente, mas não se opõem. Isso já seria dualismoc) Pede aos Bispos que não deixem de alertar o povo católico e demais pessoas de boa vontade sobre a maldade da ideologia de gênero que vem tentando se implantar em nossa sociedade, particularmente por meio do sistema de ensino.

Ao fiel católico leigo – demais cristãos e pessoas de boa vontade em geral – cabe colocar em alerta os maispróximos e, sobretudo, perguntar aos políticos profissionais que conhece (especialmente aos vereadores) qual é a postura deles sobre a ideologia de gênero. Se disserem que estão desinformados, indique-lhes o livro Ideologia de gênero: o neototalitarismo e a morte da família, de Jorge Scala (Katechesis/Artpress, 2011), ou, mais fácil, o artigoReflexões sobre a ideologia de gênero, do Cardeal Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, publicado no site da CNBB, em 28/03/14, a fim de que esses representantes do povo se posicionem ante a subversão dos planos do Criador. Afinal, diante de Deus, todos somos responsáveis – em maior ou menor grau – pela delicadíssima questão em foco.

Fonte: http://refletindo7.blogspot.com.br/2015/05/a-ideologia-de-genero-ressurge.html

Vanderlei de Lima é filósofo e escritor. Artigo enviado a vários órgãos de imprensa.

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