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28 de outubro de 2013

E, agora, jovem?

E, agora, jovem?
O ano de 2013 foi singular na vida da Igreja Católica no Brasil, pela escolha da juventude como sua prioridade. A CNBB escolheu como tema da Campanha da Fraternidade a juventude, o Rio de Janeiro sediou a Jornada Mundial da Juventude.  Transpareceu que a Igreja Católica quer respirar com os jovens, caminhar com eles, sonhar seus sonhos, lutar suas lutas...

A peregrinação da cruz e do ícone de Nossa Senhora pelas comunidades em nosso país favoreceu com que a presença da Igreja, que tem com missão comunicar Cristo, estivesse junto às mais variadas realidades: educacionais, de sofrimento, exclusão, de trabalho, de oração, caminhada, reflexão, celebrações, adoração...

A JMJ marcou vivamente a memória de todos os que lá estiveram ou acompanharam pelos meios de comunicação. Em torno do sucessor de Pedro, Francisco, que tem como missão confirmar na fé, os jovens puderam renovar seu compromisso com a humanidade e com Jesus Cristo, atendendo o Seu convite: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Muitos bons propósitos, planos, projetos e iniciativas surgiram a partir das vivências desses momentos e de inúmeros outros. Passado o tempo de empolgação inicial, é hora de verificarmos as chamas que ainda fumegam, de planos e iniciativas, que não estão apenas ancorados em nós mesmos, mas no fundamento, que é Cristo e no desejo de segui-Lo. Porém, a relação do jovem com a Igreja passa, necessariamente, pelos ministros sagrados, consagrados, passa pelas nossas paróquias, pastorais e movimentos. Será que todos esses agentes têm também se ocupado com os jovens? Estão eles comunicando e proporcionando uma experiência de Deus? A juventude tem sido prioridade pastoral em vários planos, mas tem se constituído em ação de oportunidade, escuta, participação dos jovens como força ativa em nossas comunidades?

Não pode ser permitido aos jovens a apatia diante da fé, do projeto de Jesus Cristo, da vida social do nosso país e das realidades mais desafiadoras e excludentes! É preciso que os jovens saibam viver, buscando os mais altos valores, os projetos mais audaciosos, os sonhos mais preciosos... Viver é pouco se se não coloca razão no dia-a-dia da vida, dando sentido a partir de uma meta de vida. O que muda a história é o que, antes, muda o coração humano. Nada melhor do que deixarmos enquanto batizados, que seja Cristo capaz de nos encantar com sua vida, seus gestos e posturas. Não podemos considerar Jesus totalmente conhecido e apreendido por nossa razão e sentimentos, é sempre uma novidade que deve nos questionar e nos encantar.

E, agora, jovem?
“ Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho.  Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de ‘extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar’ (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo.” (Papa Francisco).


E, agora, jovem?
Geraldo Trindade 
Colunista do Blog Evangelizando
Bacharel em filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana, estudante de teologia no Seminário São José da arquidiocese de Mariana (MG). 





23 de agosto de 2013

Perseguidos em seus países, peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio no Brasil

Perseguidos em seus países, peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio no Brasil
Blog Evangelizando

Peregrinos de diferentes países que vieram ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estão solicitando refúgio às autoridades brasileiras. Entre as razões alegadas pelos solicitantes de refúgio estão perseguições sofridas por questões religiosas ou relacionadas a conflitos armados em seus países de origem. A JMJ aconteceu entre os dias 23 e 28 de julho e reuniu cerca de 03 milhões de pessoas no Rio de Janeiro.

Segundo dados coletados pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) junto à Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (CARJ), cerca de 40 solicitações de refúgio já foram feitas por peregrinos da JMJ. A Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) também tem recebido pedidos de refúgio por parte de peregrinos que participaram da JMJ. Até agora foram cinco casos. Entre os solicitantes estão nacionais do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo.

Assim como todos os solicitantes de refúgio que chegam ao Brasil, os peregrinos da JMJ terão seus pedidos analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), que funciona no âmbito do Ministério da Justiça. Para isso, terão de se apresentar à Polícia Federal e serão entrevistados por oficiais de elegibilidade do CONARE. Como de praxe, após avaliação individual o CONARE decidirá quais casos devem ser reconhecidos como refugiados.

No Rio de Janeiro, pelo menos 12 solicitantes relataram perseguições relacionadas a questões religiosas. “Meu pai foi morto por ser cristão, e sempre disse a minha mãe que isso poderia acontecer com nossa família. Sendo também cristão, a JMJ foi a única oportunidade que tive para conseguir um visto e sair do meu país”, disse ao ACNUR o jovem Peter Atuma (*), católico de 24 anos que vivia em Serra Leoa, no oeste da África. Seu corpo tem cicatrizes de ferimentos causados por grupos religiosos hostis aos cristãos da comunidade onde vivia.

Ele já declarou à CARJ sua intenção de solicitar refúgio e tem agendada uma entrevista com a Polícia Federal no Rio de Janeiro para formalizar seu pedido. “Onde há paz, é possível viver tranquilamente”, completa Atuma, que deixou para trás sua mãe e oito irmãos vivendo em uma comunidade no norte de Serra Leoa. “Não tenho como voltar. Quero reconstruir minha vida aqui no Brasil”, diz Atuma, que tem formação na área de contabilidade.

Outro peregrino com entrevista já agendada na Polícia Federal para solicitar refúgio é o paquistanês cristão Imran Masih (*), que vivia ao sul de Islamabad com seus pais e quatro irmãos. Por causa da sua religião, teve problemas com as autoridades do país, foi discriminado na busca por um emprego e testemunhou perseguições e violência contra outros católicos de sua comunidade.

“Quando cheguei à JMJ, vi muitos católicos expressando sua fé sem problemas e convivendo com pessoas de outras religiões em paz. Todos nós somos criaturas de Deus e não podemos ser discriminados por causa do que acreditamos”, afirma Masih, que não se sente seguro para retornar ao seu país. Interessado em filosofia e teologia, ele quer iniciar estudos no Brasil para ser ordenado padre.

Os peregrinos solicitantes de refúgio no Rio já estão sendo assistidos pela CARJ, por voluntários ligados à Igreja Católica que participaram da JMJ e por autoridades municipais. Um grupo de cinco homens solteiros que alega perseguição religiosa foi acomodado em uma casa de passagem administrada pela CARJ e está se mantendo com doações da Igreja local e de fiéis, além de alimentos comprados pela Caritas. Outros seguem hospedados por voluntários da JMJ, devendo ser transferidos para uma residência provisória cedida por uma paróquia da cidade. Os demais solicitantes que alegam perseguições devido a conflitos armados, como é o caso dos cidadãos originários da República Democrática do Congo, estão sendo acolhidos tanto por voluntários da JMJ como pela própria comunidade de refugiados congoleses que vive no Rio de Janeiro.

A assistente social Aline Thuller, uma das coordenadoras do projeto de assistência e proteção a refugiados implementado pela CARJ, com apoio do ACNUR e do governo brasileiro, explica que a assistência financeira direta só poderá ser prestada quando os pedidos de refúgio forem formalizados. “Outros apoios, como aulas regulares de português e cursos profissionalizantes, também só poderão ser dados quando os peregrinos tiverem o protocolo da Polícia Federal confirmando seu pedido de refúgio”, afirma Thuller.

Os pedidos de refúgio feitos por peregrinos que participaram da Jornada Mundial da Juventude e alegam perseguição religiosa representam, de certa forma, um novo desafio para as autoridades brasileiras. “Não temos dados específicos sobre este tema, pois muitas vezes as questões religiosas se misturam com perseguições associadas a motivos políticos. Faremos um acompanhamento detalhado destes casos, pois o pedido de refúgio devido a questões religiosas é uma questão complexa de ser decidida, afirma o Representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez.

Ramirez ressalta que a Constituição do Brasil garante a livre expressão religiosa e determina a separação entre o Estado e as religiões. “Este é um componente de proteção importante para quem sofre perseguições religiosas”, afirma Ramirez.

Entre os peregrinos entrevistados pelo site do ACNUR, alguns comparam sua saga à de santos da Igreja Católica, que sofreram perseguições por causa da sua fé. “Muitos desses santos sofreram por anunciar as boas novas de Deus. Mas permaneceram firmes em sua fé” diz Asham Daniel (*), paquistanês de 24 anos. “Outros foram humilhados por reis e pessoas poderosas, mas reconstruíram suas vidas em outros países e puderam acolher suas famílias no exílio”, disse Atuma, de Serra Leoa.

O Brasil possui cerca de 4.200 refugiados reconhecidos pelo governo federal, originários de mais de 70 nacionalidades diferentes. Em 2013, cerca de 300 novos pedidos foram aceitos pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), sendo a maioria composta por refugiados originários da Síria, Colômbia e República Democrática do Congo.

(*) Nomes trocados a pedido dos entrevistados, por questões de segurança.


Por Luiz Fernando Godinho, do Rio de Janeiro.

Fonte: ACNUR

5 de agosto de 2013

Pós JMJ: bote fé, bote amor, bote esperança!

Pós JMJ: bote fé, bote amor, bote esperança!
Blog Evangelizando!

Após a tão aguardada Jornada Mundial da Juventude no Rio trazemos no coração um novo ardor e uma fé mais viva e disposta a dar testemunho contra a corrente, aliás tão ressaltado pelo papa Francisco. Foram dias de muitas experiências ricas: a unidade na mesma fé, as orações em comuns, a Palavra de Deus refletida, a Eucaristia celebrada, a alegria de ser fiel discípulo do Senhor, que traz em si o desejo de partilhá-la com os demais, o respeito, a paz... A experiência de peregrinar, caminhar, seguir confiando não na mochila que os jovens traziam em suas costas, mas simplesmente confiando no Senhor. “Confia no Senhor e faze o bem, habita na terra e vive tranquilo” (Sl 37, 3).

Sem sombras de dúvida a JMJ marcou positivamente a Igreja no Brasil e a evangelização da juventude. Os milhões de jovens no Rio e acompanhando pelos meios de comunicação se transformou em um dos mais belos testemunhos de fé que o mundo viu. De fato, como o próprio papa lembrou: são os jovens seus herois porque expressam o rosto jovem de Cristo. Os jovens exortados pelo Papa Francisco foram convidados a acrescentarem três elementos em suas vidas: fé, amor e esperança.

É preciso que a cruz plantada no coração de cada católico o faça ser campo aberto, onde haja receptividade para Cristo e sua Palavra. É preciso que se deixe envolver-se e dar-se por Jesus Cristo. O jovem é marcado por grandes ideais, que apostam alto, que querem escolhas definitivas que garantam sentido às suas vidas. E é exatamente estes grandes desejos que encontram em Cristo e em sua Igreja a resposta necessária.

De fato, podemos ter a certeza que a Nova Evangelização empreendida a partir do Beato João Paulo II tem nas jornadas um dos momentos altos, pois elas despertam para a sensibilidade da fé, tira-nos do comodismo para nos lançarmos ao Mistério, que é Deus, ao outro, que é meu irmão. 

Pós JMJ: bote fé, bote amor, bote esperança!
As jornadas é o sinal de que a Igreja está próxima, ama, cuida e acaricia os seus fieis. Em um tempo tão marcado pela violência, pelo individualismo, consumismo, corrupção, esvaziamento, depressão; os jovens gritaram no silêncio orante de Copacabana que vale a pena trazer no peito a cruz de Cristo, que vale a pena ter fé e experimentar a proximidade com Cristo. É possível ter fé e dialogar com o mundo. São jovens no mundo, que contra a corrente, na mais variadas vezes, afirmam seu amor a Deus sem perder a alegria e a ternura, tão bem expressados nos cantos, nos sorrisos, nos abraços e nos apertos de mão. Aliás, tais gestos foram a marca da passagem do papa Francisco pelo Brasil – fé e esperança de que vale a pena crer. 

“Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem, sim; mas não nasce da vontade de domínio, da vontade de poder. Nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e não nos deu somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, Ele deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como pessoas livres, como amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor” (Papa Francisco).
Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando
Bacharel em filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana, estudante de teologia no Seminário São José da arquidiocese de Mariana (MG). Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/

3 de agosto de 2013

Protagonistas de um novo mundo

Protagonistas de um novo mundo
Blog Evangelizando!

Os olhares do mundo se dirigiram para o Rio de Janeiro durante os dias da Jornada Mundial da Juventude! Evidentemente que a mídia em geral enfocou principalmente, como não poderia deixar de ser, a presença, os gestos e as palavras do Papa Francisco em sua primeira viagem pastoral, e justamente à “sua” América Latina.

Realmente, foram de “lavar a alma” aqueles belos momentos. Muitos artigos ainda serão publicados sobre cada gesto, sobre cada frase ou cada possível omissão de palavra na frase, ou ainda sobre os momentos escolhidos para que o primeiro peregrino da Jornada estivesse em contato com os jovens presentes no Rio de Janeiro, e, através das mídias, com o mundo todo. Nunca saberemos quantos milhões de pessoas foram atingidas naqueles dias e que foram convidadas para a construção de um mundo mais justo e humano.

Porém, a Jornada teve muitos outros olhares. Os encontros menores, os países presentes, a primeira viagem de muitos jovens fora de sua pátria, a experiência das paróquias, dos padres, das famílias acolhedoras! E o que dizer da feira vocacional, o encontro de grupos nacionais em grandes momentos, a presença das relíquias de santos e beatos, as mostras culturais, os shows variados pela cidade?

E a presença de jovens que embelezaram todos os cantos durante mais de uma semana levou também à admiração e simpatia os habitantes dessa cidade. Já tinham dado um grande passo: abriram suas casas e seus corações ao irmão que veio de longe! Nisso, as pesquisas foram unânimes: a alegria dos que foram acolhidos pela generosidade e fraternidade dos cariocas! Os que para cá vieram experimentaram que foram acolhidos como irmãos! Isso aconteceu tanto nas residências como nas paróquias. Todos se esmeraram. Até mesmo para resolver problemas surgidos de última hora, como falta de vistos de entrada, perda de passaportes ou de outros documentos, dificuldades de alojamento para quem não tinha feito inscrição, acolhimento em dias não previstos, alimentação a mais fornecida com carinho para esses jovens que fizeram essa longa peregrinação.

Essa JMJ, foi, sem dúvida, uma ação de Deus na vida de todos nós! Para quem organizou nesses quase dois anos com todos os detalhes e discutiu todas as possibilidades, tudo o que houve não se pode atribuir a nós! Creio que foi o evento que mais teve mudanças que podemos saber: desde a mudança da base aérea de Santa Cruz, passando pela renúncia e eleição do Papa, até a mudança do local das celebrações finais. Nesse mesmo contexto tivemos a dificuldade financeira da Europa, as manifestações no Brasil, acontecimentos que mudaram as questões de segurança, como o incêndio da casa de espetáculos no sul e o atentado nos EUA, que fizeram com que as normas se modificassem a cada momento, com novas exigências. Claro que as pequenas manifestações de pessoas que não concordam com os valores da Igreja também estiveram presentes, mas foram respondidas com paz e fraternidade de quem não estava para brigar, mas para dar as mãos e anunciar a paz! A colaboração de todas as autoridades e organizações trouxe a certeza de que o Senhor conduz a história. Não teria como fazer tantas mudanças e continuar tudo tão em paz, inclusive com a limpeza inédita da praia de Copacabana após um grande evento, e a não ocorrência de violência em uma concentração de mais de três milhões e meio de pessoas no mesmo lugar! Num espaço em que se falavam todas as línguas, a “linguagem do amor” prevaleceu. Contagiou os moradores de Copacabana, que estão acostumados a ver sua região ter grandes eventos, e viram naqueles dias que algo novo estava no ar.

As dificuldades para chegar perto do Santo Padre são naturais, pois ele é um só para milhares de pessoas, mas de uma forma ou outra ele se aproximou o mais possível. Até mesmo a segurança, tão preocupada, viu que a única ameaça que havia era o “grande amor” do povo para com o Santo Padre. Infelizmente, em algumas celebrações, na entrada de sacerdotes prevaleceu mais a força que a caridade, mas tenho certeza de que eles saberão perdoar esses momentos mais difíceis. Em geral, a alegria era contagiante.
As catequeses nas diversas línguas por todos os cantos da cidade e os encontros menores falaram muito ao coração de quem recebia e de quem participava. Não era só um evento de massa! Foi um evento em que houve contatos pessoais, partilhas, meditação, oração! O que dizer dos momentos de oração silenciosa não só em Copacabana, mas também nas paróquias, com jovens fazendo vigílias nas Igrejas?

Esses jovens são responsáveis por um mundo mais justo e humano! Estão dispostos a ir às ruas, como pediu o Papa, também para testemunhar que um mundo novo, sem violência, sem guerras, sem divisões – é possível. Vieram de todos os tipos de regime de governo e sabem o que é cada situação, ou de exclusão ou de ditadura. Sabem também de sua responsabilidade no mundo de hoje e de amanhã. Essa experiência de troca universal que houve aqui no Rio de Janeiro permanecerá em seus corações e, tenho certeza de que já os entusiasmou para viverem ainda mais sua vocação e sua missão.

Nós, que os recebemos aqui, também fomos transformados! Mesmo os corações mais empedernidos se abriram. Essa experiência por nós vivida precisa ser continuada: abertura ao outro, acolhimento do irmão, alegria pela presença das pessoas em nossas vidas, protagonismo do jovem, preocupação com a paz e a fraternidade, luta por um mundo mais justo, diálogo com toda a sociedade e anúncio de Jesus Cristo, Nosso Senhor, caminho, verdade e vida!

Irmãos e irmãs: a Jornada foi um evento importante para nossas vidas e nosso país. Aqui nessa cidade vimos a mão de Deus agir. Agora precisamos continuar nesse mesmo caminho, buscando concretizar tantos sonhos e tantos desejos expressos naqueles dias. Cabe a cada um de nós, a nossas paróquias e nossas pastorais darem os passos dentro daquilo que o Senhor nos concedeu por inteira liberalidade e misericórdia.

Teremos ainda muitas reflexões a fazer, pois melhor que ninguém cada um que viveu aqueles momentos terá muito a contribuir para o presente e o futuro. Agradeço a Deus que se mostrou fiel em tudo o que aconteceu, peço-Lhe para que todos os jovens que para cá vieram se tornem protagonistas em seus ambientes, e exorto a todos dessa querida arquidiocese a estarmos ainda mais unidos para discernir os caminhos que o Senhor nos apontou naqueles abençoados dias.


Aceitem o meu abraço de coração agradecido a todos, e minhas orações na intenção do presente e futuro do mundo que aqui esteve reunido durante uma semana.

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ). Realizou seus estudos em São Paulo (SP), na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos. Site: http://www.portalum.com.br

1 de agosto de 2013

Rio, terra da beleza da juventude

Rio, terra da beleza da juventude
Blog Evangelizando!

“Temos encontro marcado na próxima Jornada Mundial da Juventude, no ano de 2016, em Cracóvia, na Polônia”. O anúncio do Papa Francisco na conclusão da Missa de envio, no encerramento da JMJ do Rio de Janeiro no domingo de sol, após dias de chuva na capital fluminense, pós fim à aventura da fé que envolveu mais de 2 milhões de jovens de todas as partes do mundo. O encontro já está na agenda do Papa, agora serão os jovens a se prepararem para visitar a cidade do Beato João Paulo II, idealizador das Jornadas Mundiais da Juventude.

Os jovens que protagonizaram no Rio um dos eventos mais importantes da história do Brasil como Igreja Católica e não somente, deram a verdadeira dimensão do que significa ser jovem que acredita, que segue um sonho, que tem esperança, mas acima de tudo que quer ser o construtor de uma nova humanidade, de uma nova evangelização. Dias que permanecerão indeléveis na mente e no coração de milhões deles. O Rio, terra de belezas inigualáveis, foi palco também da beleza indescritível da juventude, da alegria que contagia, da vontade de viver e crescer. A terra do Cristo Redentor, que recebeu os jovens de braços abertos também não será mais a mesma, pois aqui deixaram seus corações milhões de jovens que, pela suas ruas da Cidade Maravilhosa testemunharam o que significa ser jovem cristão.

A Praia de Copacabana, também denominada “Praia Fidei”, não será mais a mesma: as barracas montadas sobre a sua areia e os sacos de dormir ficarão como o emblema dessa Jornada, a imagem, o mosaico de cores de um mundo diferente, diversos, mas igual na fé.

E junto com eles, um homem vestido de branco, “vindo do fim do mundo” que com a sua simplicidade e gestos de pastor, envolveu católicos e não católicos, ricos e pobres, crianças, jovens, adultos e anciãos, no grande abraço de pai, que cuida, protege e incentiva seus filhos.

Francisco, superou, como era de se esperar, todas as provas que uma JMJ pode apresentar: do cansaço, com tantos compromissos, ao gesto de tocar os corações daqueles que tem sede de Deus.

Quando o Papa Francisco chegou ao Rio de Janeiro, na tarde de segunda-feira, 22 de julho, já naquele dia bateu bem devagar, delicadamente a porta do coração daqueles que o recebiam, o Rio, o Brasil, pedindo para entrar, para ficar; os brasileiros, todavia já tinham escancarado as portas ao Sucessor de Pedro.

A JMJ do Rio, com a presença do Papa e dos jovens é um marco e fez conhecer a todo o Brasil e ao mundo, que a juventude é sadia, que vive novas esperanças e tem novas certezas. Certezas de serem amados por Cristo e de pertencer à sua Igreja.

Nestes dias no Rio, com a etapa no Santuário Nacional de Aparecida, Papa Francisco, primeiro Papa latino-americano, lançou mais uma vez o seu lema de pontificado, como Pedro, “não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!”.

Encontrou políticos e pediu a eles que olhem com atenção para os jovens, encontrou a comunidade de Varginha, e no discurso ao moradores falou do ser brasileiro, do jeito brasileiro, da acolhida, da “água no feijão”, símbolo da partilha. Um momento vivido entre aqueles que por muito tempo se encontravam na extrema periferia da sociedade, e que agora, com a presença do Papa se sentem amados. Francisco criticou ainda a liberalização das drogas na América Latina e disse que retornará ao Brasil em 2017 para a comemoração dos 300 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba.

Já no seu discurso durante a inauguração de uma ala para o tratamento de dependentes químicos no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, o Pontífice chamou os traficantes de “mercadores da morte”. Francisco fez um duro discurso contra a liberalização das drogas no continente, um debate que ganha cada vez mais espaço diante do fracasso das políticas de repressão. “Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química” disse o Papa. Exortou ainda os jovens a deixarem de lado “ídolos passageiros”, como dinheiro e prazer.

Deus “está próximo de vocês e segura vocês pela mão”, portanto “olhem para o Senhor nos momentos mais duros ele dará consolo e esperança e confiem também no amor materno de Maria”.


Assim o bispo de Roma, veio ao Rio para confirmar os jovens na fé, encontrar jovens que, atraídos pelo Cristo Redentor, encontraram amparo no seu abraço, bem perto do seu coração, ouvindo de novo o seu chamado claro e poderoso: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. O Rio, depois disso, não será mais o mesmo. Obrigado Papa Francisco e até Cracóvia com os seus jovens.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

20 de julho de 2013

Prefeitura monta esquema de trânsito para passagem do Papa no centro do Rio

Prefeitura monta esquema de trânsito para passagem do Papa no centro do Rio

Blog Evangelizando!

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, CET-Rio e Rio Eventos Especiais, informa que na próxima segunda-feira, dia 22/7, data da chegada do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, foi incluída na programação oficial um percurso em carro aberto do Papa no Centro da cidade.

Na segunda-feira, 22 de julho, após a chegada na base aérea do Galeão, o Papa se dirigirá ao Centro de onde partirá às 17h, em carro aberto, da Catedral Metropolitana, num roteiro até o Theatro Municipal, passando pela Avenida República do Chile, Avenida Rio Branco, Rua Araújo Porto Alegre, Avenida Graça Aranha, Avenida Nilo Peçanha e novamente pela Avenida Rio Branco até a chegada ao Theatro Municipal. Em função disso, será implantado esquema especial de trânsito que contempla os pontos de bloqueio, rotas alternativas, acessos dos pedestres, transporte, logística operacional, entre outros.

A operação terá inicio às 00h da segunda-feira, com a proibição de estacionamento em vias do Centro. Está previsto que o Papa chegue ao Centro às 17h, sendo assim, os fechamentos na área central da cidade terão início às 15h.

Considerando os preparativos requeridos pelas forças de segurança, a partir das 14h haverá bloqueio da Rua Pinheiro Machado nos dois sentidos e do Túnel Santa Bárbara no sentido Zona Sul devido à recepção ao Papa Francisco que ocorrerá no Palácio Guanabara. Nesse evento não haverá acesso ao público em geral.

Toda a operação de trânsito contará com 380 agentes da Guarda Municipal, da SMTR e controladores da CET-RIO. Serão empregados também 45 veículos operacionais e 50 motocicletas para monitoramento de toda a área em que eventos estarão ocorrendo e rápido deslocamento em caso de alguma necessidade. Painéis de mensagens variáveis - entre fixos e móveis - informarão sobre as alterações no trânsito, rotas alternativas e sobre as condições do tráfego. Além disso, 10 reboques da CET-RIO serão posicionados nos arredores para desobstrução das vias em caso de acidente ou quebra de algum veículo.

O Centro de Operações do Rio irá monitorar toda a Cidade com câmeras, permitindo que técnicos da CET-RIO implantem ajustes na programação dos semáforos com o objetivo de garantir a fluidez do trânsito e adaptá-lo às novas condições após a implantação dos bloqueios em todo o trajeto.

A Prefeitura recomenda que os cidadãos dêem preferência aos transportes públicos.

COMO CHEGAR :

METRÔ
Utilizar as estações Cinelândia e Carioca.
ÔNIBUS DE LINHAS REGULARES
Utilizar as diversas linhas de ônibus regulares que passam no Centro da cidade.

ATENÇÃO: ÔNIBUS E VANS FRETADAS NÃO TERÃO COMO CHEGAR PRÓXIMO A ÁREA DO EVENTO. CARRO PARTICULAR TAMBÉM NÃO É UMA OPÇÃO TENDO EM VISTA AS INTERDIÇÕES E DIVERSAS VIAS COM PROIBIÇÃO DE ESTACIONAMENTO.

PRINCIPAIS INTERDIÇÕES:

A partir das 14h

A circulação de veículos estará proibida nas seguintes vias:
•Rua Pinheiro Machado, em toda sua extensão nos dois sentidos;
•Túnel Santa Bárbara, sentido Zona Sul;
•Viaduto Engenheiro Noronha;
•Elevado 31 de março, sentido Zona Sul;

A partir das 15h

A circulação de veículos estará proibida nas seguintes vias:
•Avenida República do Chile;
•Avenida Almirante Barroso;
•Avenida Rio Branco;
•Rua Araújo Porto Alegre;
• Avenida Graça Aranha;
•Avenida Nilo Peçanha;
•Rua Manoel de Carvalho;
•Avenida Treze de Maio;
•Rua Senador Dantas;
•Rua Lélio Gama;
•Rua Evaristo da Veiga;
•Rua México, a partir da Rua Santa Luzia;
•Rua dos Arcos;
•Rua da Assembleia;
•Avenida Presidente Vargas, pista lateral a partir da Avenida Passos até a Avenida Rio Branco, sentido Candelária;
•Rua Buenos Aires, entre Rua Primeiro de Março e Avenida Rio Branco;
•Rua Sete de Setembro, entre a Rua da Quitanda e Avenida Rio Branco;
•Rua São José, entre a Rua da Quitanda e a Avenida Nilo Peçanha;

15 minutos antes da saída do Papa da Catedral
•Avenida República do Paraguai, nos dois sentidos;

NESTA VIA NÃO SERÁ PERMITIDA A PRESENÇA DE PÚBLICO.


Somente veículos autorizados, relacionados ao evento e devidamente identificados, poderão circular nas áreas bloqueadas.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - CET-Rio / Telefone: 2535-5014

Com visita do Papa, Aparecida deve receber cerca de 200 mil fiéis

Com visita do Papa, Aparecida deve receber cerca de 200 mil fiéis
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A visita do Papa Francisco ao município de Aparecida, no Vale do Paraíba, na próxima quarta-feira, 24, deve atrair à cidade entre 150 mil e 200 mil pessoas. De acordo com o arcebispo auxiliar da arquidiocese de Aparecida, dom Darci Nicioli, a cidade tem infraestrutura para receber até 400 mil fiéis.

No dia da visita do Papa, a população presente deverá ser mais do que o quádruplo do número de habitantes, que passa dos 35 mil, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010.

Ele informou que o templo do Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida abriga até 30 mil fiéis, mas, no dia da missa celebrada pelo Papa, haverá espaço para receber apenas metade disso. Segundo o bispo auxiliar, isso decorre da colocação de cadeiras, o que acabou limitando o espaço, mas criou um conforto a mais para os devotos, já que seria muito cansativo acompanhar a cerimônia toda em pé.

Dom Darci disse, porém, que mesmo aqueles que ficarem de fora da igreja e participarem por meio dos telões terão a oportunidade de estar perto do Papa. O público poderá vê-lo no momento do desembarque do helicóptero na praça rumo à celebração da missa, depois na benção, na praça, e ainda quando o Pontífice se deslocar de papamóvel na hora em que for repousar na pousada Bom Jesus.


Fonte: Canção Nova Notícias

Em um mundo de jovens

Em um mundo de jovens
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“Gostaria de confiar a Nossa Senhora, todos vocês. Está próxima a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Rezemos então por esta grande peregrinação que começa, para que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, guie os passos dos participantes e abra os seus corações para acolher a missão que Cristo dará a eles”. Palavras do Papa Francisco no último domingo durante a Oração Mariana do Angelus em Castel Gandolfo. Um convite a rezar e a participar do grande evento que reunirá no Rio de Janeiro nesta semana, jovens de todo o Brasil e de mais de 165 nações dos cinco continentes. Sob o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, os jovens se encontrarão com o Papa Francisco e com ele farão a experiência de Igreja, de fraternidade de unidade ao redor de Jesus Cristo.

Nesta semana a primeira experiência para milhares de jovens. De fato eles estão vivendo a Semana Missionária, a iniciativa da pré-jornada, que leva os jovens a conhecer e a viver a Igreja do Brasil de modo mais concreto. Eles estão sendo envolvidos, em várias atividades religiosas, visitas a enfermos, encontros culturais, encontros de partilha e demonstração dos vários aspectos culturais que caracterizam seja o povo brasileiro, seja o país de origem dos jovens peregrinos. E esses jovens estão sendo acolhidos em casas de famílias, fruto de uma campanha de mobilização feita pela Igreja Católica em todo o Brasil, uma demonstração de um gesto de amizade, unidade e de partilha com os irmãos que professam a mesma fé.

Com a Semana Missionária, os jovens que já chegaram ao Brasil e os jovens brasileiros iniciam a última etapa em direção ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial; um evento convocado pelo Papa Bento XVI e que terá a presença, ao invés, de Papa Francisco.
O universo que está por detrás da JMJRio 2013 é um universo de trabalho e doação. Doação por parte de bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas, que decidiram gastar suas forças e energias em prol de um bem maior, o grande encontro da juventude de todo o mundo no Rio de Janeiro.

O Rio será nos próximos dias a capital mundial dos jovens. O Cristo com os braços abertos no Corcovado está recebendo os jovens peregrinos que, ao redor do Santo Padre, confirmarão mais uma vez a sua fé no Redentor, pois a JMJ é o encontro com uma pessoa, com Jesus Cristo. São os jovens os protagonistas deste encontro de amizade. De uma amizade ímpar com Cristo e com aqueles que o Senhor colocou nos seus caminhos.

Quando no ano passado o Papa Bento XVI enviou a mensagem para a 28ª Jornada Mundial da Juventude no Rio, ele reafirmou a confiança que o Papa e a Igreja tem na juventude e apelou para que os jovens coloquem seus talentos ao serviço do Evangelho, uma tarefa muito especial para os jovens da América Latina. Sim porque os jovens no nosso subcontinente são a maioria da população, portanto, uma força importante para a Igreja e a sociedade.

Pudemos ver isso nos últimos 2 anos com a peregrinação dos Símbolos da Jornada, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora. E a fotografia dessa peregrinação foi a alegria demonstrada pelos jovens reunidos nos eventos do Bote Fé, expressão daquela fé juvenil brasileira que não termina. De uma fé cheia de compromisso que certamente não terminará com a Jornada, mas será um novo início, para cada jovem e para a Igreja no Brasil e no mundo. As nossas Pastorais Juvenis sairão reforçadas do Rio, com a certeza de que os jovens voltando às suas dioceses e paróquias serão protagonistas de um novo momento de Igreja, de um novo momento de participação.

A presença dos jovens dentro da Igreja e da sociedade é a certeza do futuro, de um futuro cheio de perguntas e inquietações, mas com uma certeza... Cristo não os abandona. “Não tenham medo de abrir-se a Cristo, só ele pode dar sentido às suas vidas”. O Cristo Redentor com seus braços abertos sobre o Rio e sobre o Brasil acolhe num abraço ideal os jovens do mundo inteiro. “Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo”.


A Jornada Mundial da Juventude é a resposta evidente que quando as pessoas se unem, quando os jovens se unem num ideal, podem transformar situações e eventos em algo que dá esperança e torna perceptível o que é ter fé e acreditar num Deus que é Pai e Irmão. A Jornada do Rio certamente será um olhar novo, num mundo de jovens. Aproveitando, bem-vindo Francisco, à Terra de Santa Cruz, à Terra do Redentor, à Casa da Mãe.

Silvonei José Protz
Colaborador do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

18 de julho de 2013

Após andar 3.000 km durante 4 meses, peregrino do Ceará chega ao Rio para a JMJ

Após andar 3.000 km durante 4 meses, peregrino do Ceará chega ao Rio para a JMJ
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Este jovem peregrino com está atitude, expressa sua fé em Cristo e um desejo profundo de ser diferente, realmente é um grande testemunho de perseverança e determinação em chegar no Rio de Janeiro para a JMJ Rio 2013.

O peregrino da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Fábio Mateus Feitosa, 38, que saiu a pé de Trairi, no interior do Ceará, no dia 14 de março, um dia após o anúncio da eleição do Papa Francisco, em direção ao Rio de Janeiro, já está no Estado e chegará à capital fluminense nesta quinta-feira, 18, depois de percorrer mais de três mil quilômetros por estradas e rodovias do país.

O ex-funcionário de uma fábrica de cocos - que pediu demissão para encarar a caminhada, que completou quatro meses - contou nesta quarta-feira, 17, que segue pela estrada Rio-Magé, na altura de Xerém, em Duque de Caxias, e deve chegar até o final do dia ao centro do município da Baixada Fluminense, onde passa a noite.

Para Feitosa, um sonhado encontro com o Pontífice na capital "cada vez mais se torna uma realidade". O cearense está sendo acompanhado à distância pela equipe do comitê-organizador da JMJ e espera receber um convite do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, para conhecer o chefe da Igreja Católica.

"A expectativa cresce a cada dia para que esse encontro aconteça. Cada vez mais estou vendo isso como uma realidade. Mas se não acontecer agora, tudo bem. Certamente em alguma hora isso vai acontecer", disse ele.

De acordo com o planejamento do peregrino, a caminhada final em direção à catedral metropolitana, no centro do Rio, deve ser finalizada por volta das 17h desta quinta. Feitosa deve ser recepcionado com festa pelos integrantes da caravana de Trairi.

O fim da peregrinação vai ocorrer três dias depois da data prevista inicialmente por Feitosa, que, ao sair a pé do Ceará, pretendia chegar ao Rio no dia 15 de julho. Segundo ele, as chuvas e o cansaço foram os fatores que mais atrapalharam:

"Eu levei um pouco mais de tempo por causa da chuva e do cansaço. Em Petrópolis, na descida da serra, eu me machuquei um pouco. Tive que parar para descansar e lavar algumas roupas. Ainda estou com um pouco de dor na perna", disse.

Dificuldades

Para Feitosa, caminhar por estradas e rodovias esburacadas, desertas e mal sinalizadas foi o grande "sacrifício" da peregrinação. "As condições das estradas não favorecem. Mesmo caminhando pelo acostamento, sempre tem gente [em referência aos motoristas] passando muito perto. O clima é de insegurança, mas a gente segue em frente", afirmou.

O peregrino disse ainda ter pego caronas para percorrer alguns trechos, porém apenas em situações nas quais não tinha condições físicas ou mentais para seguir adiante. No dia seguinte, disse o cearense, preocupava-se em retornar ao ponto onde havia pego uma eventual carona para dar sequência à peregrinação.

"Seu eu pegar a carona vou marcar onde eu estou pegando aquele transporte. Depois retorno e faço o percurso a pé. Pode ser que algumas pessoas tenham me visto em algum carro ou caminhão, pois às vezes a condição humana não te permite caminhar, por algum cansaço ou dor. Mas eu sempre volto", explicou ele.

Feitosa deve ficar hospedado em convento na região central da cidade. "Não conheço nada no Rio de Janeiro. Nunca tinha saído do Ceará", disse.

De acordo com o peregrino, que carrega apenas uma mochila com poucas roupas, alimentos não perecíveis e água, a maioria das pessoas que ele conheceu pelo caminho foi solidária em relação ao fornecimento de comida, hospedagem e suprimentos. "Isso nunca me faltou. Acho que 80% das pessoas que eu conheci foram muito solícitas", afirmou ele, que é casado e tem dois filhos.

Fonte: UOL

16 de julho de 2013

Cardápio especial será servido ao Papa Francisco e a doze jovens dos cinco continentes

Cardápio especial será servido ao Papa Francisco e a doze jovens dos cinco continentes
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Um dos encontros da programação especial do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013) é o almoço com 12 jovens representantes dos cinco continentes. A refeição será realizada na sexta-feira, 26, no Palácio São Joaquim, residência oficial do arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ, dom Orani João Tempesta. Os preparativos estão sendo organizados por uma equipe comandada pela irmã Zilá, superiora do Palácio, e o cardápio ficou por conta da cozinheira Juraciara Nabuco. A acolhida do Papa será com simplicidade.

Paroquiana de São Mateus no bairro Oswaldo Cruz, Juraciara já trabalha há cinco anos no Palácio. Ela conta que não imaginava cozinhar para o Papa. "Eu não acredito até agora. É uma coisa inacreditável", diz emocionada.

Para a ocasião, a cozinheira programou um prato especial: arroz com abóbora, invenção dela, filé recheado com queijo provolone e aspargo na manteiga. Para beber, vinho, e de sobremesa, o Papa e os jovens terão três opções, uma delas será mousse de maracujá. Segundo a irmã Zilá, a sobremesa foi um pedido da comitiva do Vaticano, que alegou que todos que vêm ao Brasil e provam o mousse, gostam.

Um pouco de história

Construído na primeira década do século XX, o Palácio é parte da história do início da república brasileira. Foi a residência oficial do primeiro cardeal da América Latina, o cardeal Arco Verde, e faz parte de um acordo entre Igreja e Estado.

Na época, início do regime republicano do Brasil, a capital do Estado, que até então era o Rio de Janeiro, construiu o palácio para ser uma das repartições públicas do novo governo. No mesmo período, a Santa Sé decidiu enviar um cardeal para a Província do Prata formada por Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil, a mais antiga da América Latina. O país escolhido foi a Argentina, mas ainda ia precisar construir um palácio para o cardeal.

O governo brasileiro acreditava que a presença do cardeal no país reforçaria o novo sistema político e por isso ofereceu o palácio recém-construído para ser a residência oficial. Assim, o Vaticano transferiu o cardeal para o Brasil que foi morar no Rio de Janeiro em vez de em Buenos Aires. O Palácio, por sua vez, construído em divisões de salas, precisou ser adaptado para abrigar o cardeal Arco Verde.

Acervo artístico do Palácio

O projeto imponente do arquiteto espanhol Morales de Los Rios, tem um estilo eclético próprio da época que rompia com o antigo e tentava inovar. Construído em pó de pedra, o material mais moderno e valioso do início do séc. XX, o Palácio tem poucos elementos religiosos. Os estuques são com flor de acanto e as pinturas de istence dos corredores são com elementos fitomórficos. Os poucos elementos religiosos foram colocados na adaptação do Palácio.

De acordo com o Padre Wanderson Guedes, restaurador formado pela escola de Belas Artes, a Capela e a Sala do Trono foram adaptadas. "Os estuques da Sala do Trono foram adaptados com elementos religiosos. A capela do Palácio não é uma capela projetada. Ela não tem nada que marque a estrutura de uma capela", diz.

Os móveis do Palácio são de diferentes épocas e estilos. Do período pré-colonial ao eclético, todos foram construídos com madeira nobre. E o jardim do Palácio tem a preocupação de retratar as de diferentes regiões e climas do Brasil com várias árvores frutíferas como saputi, eugenia e manga.


E uma curiosidade: o Palácio São Joaquim fica no bairro da Glória, vizinho ao bairro sede do governo local da época, o Palácio do Catete. Segundo padre Guedes, isso mostra outra característica da época, a busca por manter Igreja e Estado próximos, apesar da separação do Regime Republicano.

Fonte: Rio 2013

15 de julho de 2013

Testemunhar o Cristo Ressuscitado e sua misericórdia: compromisso dos jovens

Testemunhar o Cristo Ressuscitado e sua misericórdia: compromisso dos jovens
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Estamos às portas da Jornada Mundial da Juventude! Muitas são as expectativas! Os olhos dos fieis católicos do mundo estão voltados para este evento e não nos enganemos, aqueles que não são católicos também estão atentos e se questionando o por quê uma instituição milenar como a Igreja Católica optou sua ação evangelizadora tendo como prioridade a juventude. Reside no mistério da Igreja o mistério de Cristo, que morreu e ressuscitou pela humanidade. Esta verdade sempre faz a Igreja sempre nova e a cada dia ela se coloca diante do seu Senhor, Cristo, para buscar nEle a inspiração de sua ação. Optar pelos jovens é optar, hoje, por uma vida de sentido, de felicidade, de desejo de grandes verdades, de sonhos elevados...

Não se concebe uma Igreja Católica que não seja toda ela, por meio de cada batizado, missionária. Isso não é questão de simples generosidade, mas de fé generosa (Mt 5, 15-16); pois Cristo não é conhecido por aqueles que diariamente nos rodeiam.

Ora, bem se sabe que não basta ouvir falar de Cristo, que o Seu nome tenha chegado aos ouvidos ou que se saiba que Seu nome está entre os grandes homens da história. Isso é pouco, muito pouco para que Ele seja realmente encontrado. É preciso que sua realidade misteriosa tenha sido experimentada como realidade única e decisiva na vida de cada um.

A JMJ é por isso uma grande oportunidade missionária, pois o tema escolhido pelo Papa emérito, Bento XVI, foi: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). Este tema vem de uma longa caminhada que teve seu auge na Conferência de Aparecida, quando os bispos da América Latina e Caribe provocaram a criação uma “cultura missionária”, isto é, cada batizado e batizada é discípulo de Cristo, mas é também missionário dEle e deve-se deixar ser tomado por esta Verdade e anunciá-La sempre e constantemente. A convocação do tema da Jornada Mundial remete à ordem do Senhor a seus Apóstolos e coloca a Jornada dentro da perspectiva de uma Igreja em estado permanente de missão.

A missão que recebemos como Igreja, como jovens, é a de anunciar a presença de Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado entre nós. Essa tarefa missionária é assumida especialmente nos dias da Semana Missionária da Jornada Mundial. Todos os jovens e todas as comunidades, junto com jovens peregrinos de outros países, estarão unidos no mesmo compromisso, testemunhar a grandeza do Evangelho.

A Jornada Mundial da Juventude não é apenas um evento isolado. Na verdade, é uma grande oportunidade para optar pelos jovens, ao mesmo tempo em que se concebe uma Igreja que coloca os jovens, em suas pastorais e movimentos como cruciais em sua vida e ação.


É tempo novo! A JMJ se aproxima! Com palavras novas, jeito novo, ousadia nova, caminhos novos, é preciso que se queira proclamar a vida de Jesus Cristo e o reino por Ele anunciado.Testemunhar o Cristo Ressuscitado e sua misericórdia é nossa missão e compromisso de batizados.

Geraldo Trindade 
Colaborador do Blog Evangelizando
Bacharel em filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana, estudante de teologia no Seminário São José da arquidiocese de Mariana (MG). Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/

14 de julho de 2013

O Papa Francisco não fará uso do papamóvel tradicional em sua viagem ao Rio de Janeiro.

O Papa Francisco não fará uso do papamóvel tradicional em sua viagem ao Rio de Janeiro.
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O Papa Francisco não fará uso do papamóvel tradicional em sua viagem ao Rio de Janeiro. O pontífice optou por um jipe aberto, o mesmo que utiliza na Praça São Pedro, em Roma. Francisco quer "tornar mais familiar o contato com os jovens", informou na sexta-feira a assessoria de imprensa da Jornada Mundial da Juventude.

A Força Aérea Brasileira informou por sua vez, que um avião C-130 Hércules está em Roma para levar ao Brasil os veículos do Papa. Apesar do anúncio de que ele só utilizará o jipe, deverão ser enviados o papamóvel tradicional na cor branca e um jipe verde. O desembarque deve acontecer na base aérea do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, na tarde de segunda-feira, 15.

Segundo a FAB, sete militares realizaram na sexta-feira o embarque de dois veículos na aeronave. A rota de retorno deve incluir paradas em Las Palmas, Ilhas Canárias e em Fortaleza, Ceará. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

13 de julho de 2013

Aplicativos levarão informações da JMJ Rio 2013 a peregrinos e voluntários

Aplicativos levarão informações da JMJ Rio 2013 a peregrinos e voluntários
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Os peregrinos e voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013) já podem ficar por dentro de tudo o que vai acontecer no evento e ter informações sobre serviços existentes na cidade do Rio de Janeiro em tempo real e de qualquer lugar. Isso será possibilitado pelos dois novos aplicativos desenvolvidos para smartphones: o "Rio 2013 Oficial", para os peregrinos, e o "Voluntários JMJ Rio 2013", para os voluntários. Ambos estão disponíveis para Iphone e Android.

Os dois aplicativos vão ter informações sobre os Atos Centrais, as catequeses e os atos culturais, ou seja, eventos da agenda da Jornada. Além disso, eles vão disponibilizar informações sobre a localização de restaurantes e hotéis, hospitais e pontos turísticos e o esquema de transportes. As informações disponibilizadas pelos aplicativos poderão ser compartilhadas pelas redes sociais. Os aplicativos foram desenvolvidos pela empresa Módulo e o conteúdo, elaborado pelos setores do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio 2013.

O aplicativo para os peregrinos também vai possibilitar que os usuários marquem o evento na agenda de seus celulares. Já o dos voluntários terá uma função especial de "Abrir uma ocorrência". Nela, os voluntários poderão enviar informações da rua para a sala de gestão da JMJ Rio 2013, abrindo uma notificação para ajudar na tomada de decisões dos organizadores. Além disso, eles também poderão receber informações importantes sobre o voluntariado por meio das "Notificações".

O "Rio 2013 Oficial" tem acesso aberto, sem necessidade de preenchimento de campo de usuário e senha. Já para acessar o "Voluntários JMJ Rio 2013", os voluntários inscritos na JMJ devem utilizar o usuário e senha enviados por e-mail pelo setor de voluntários.

Segundo um dos responsáveis pelo conteúdo informativo dos aplicativos, Daniel Araújo, "o objetivo é situar os voluntários e peregrinos na cidade do Rio para poderem aproveitar ao máximo a JMJ".


Links para baixar os aplicativos oficiais da JMJ Rio2013:

App Peregrino
iPhone: http://goo.gl/prfZN
Android: http://goo.gl/6hCv4

App Voluntário
iPhone: http://goo.gl/2Gkyn
Android: http://goo.gl/nBvjF

Fonte: Rio 2013

11 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude terá mais de 250 catequeses

Jornada Mundial da Juventude terá mais de 250 catequeses

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O Vaticano confirmou que mais de 267 locais que oferecerão catequeses durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro.

As catequeses - sessões de ensino sobre a fé - serão dadas por bispos e cardeais durante três dias, entre 24 e 26 de julho, sendo 133 delas em português, 50 em espanhol e 25 em inglês.

O italiano e o francês são os seguintes maiores grupos de idiomas, com 15 sessões cada, enquanto os alemães terão a chance de ouvir as catequeses 8 vezes e os poloneses poderão encontrá-las em sua língua nativa em 5 lugares.

Além disso, a fé será explicada em árabe, russo, croata, grego, checo, esloveno e dinamarquês.

Os três dias seguirão três temáticas: "Sede de esperança, sede de Deus" em 24 de julho, "Para ser discípulos de Cristo" em 25 de julho, e "Para ser missionários: ir adiante!" em 26 de julho.

As catequeses serão dadas em um total de 20 idiomas e incluirão uma profunda análise do slogan da JMJ com oPapa Francisco: "Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28).

Um dos dois maiores locais de catequese, a catedral de São Sebastião, no centro do Rio, vai receber até 5.000 peregrinos para uma sessão em português.

A outra grande reunião acontecerá no centro de convenções Riocentro, que também pode receber 5.000 participantes.

Um dos principais locais para os que falam inglês será o Vivo Rio Pilgrim Center, onde artistas como Steve Angrisano, Jesse Manibusan, Jacob and Matthew Band e Danielle Rose se apresentarão no palco durante toda a semana.

As sessões de catequese começarão às 9h com um louvor conduzido por um grupo de voluntários selecionados pelo Conselho Pontifício para os Leigos, do Vaticano.

Um bispo ou cardeal diferente falará cada dia por cerca de 30 minutos, seguido de uma sessão de perguntas e respostas com os peregrinos.

Muitos dos catequistas se basearão no documento da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, realizada em Aparecida, em 2007.

Seu tema foi "Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham vida n'Ele". O Papa Francisco desempenhou um papel fundamental na elaboração do documento final, que foi emitido após a reunião de Aparecida.

O Vaticano está incentivando bispos e cardeais a darem também o próprio testemunho e a falarem sobre modelos positivos: santos, beatos ou jovens exemplares.

Cada dia será encerrado com uma missa presidida pelo catequista, ao lado de todos os sacerdotes que estarão presentes. Durante a parte da manhã, os sacerdotes também estarão disponíveis para a confissão.

Fonte: Aleteia

Jornada Mundial da Juventude – Uma esperança

Jornada Mundial da Juventude – Uma esperança
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Mais uma vez o Papa vai se reunir com a juventude do mundo todo. A juventude é uma força da Igreja dizia João Paulo II. Muitos  santos e mártires foram jovens que viveram profundamente o amor a Deus e a Igreja. Foram jovens Frederico Osanam, São Domingos Sávio, Maria Goretti mártir aos 12 anos, e muitos outros que testemunharam a fé sem medo, desde o pequeno São Tarcisio que morreu defendendo a Eucaristia.

Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. Ela ama o desafio, não se contenta com uma vida medíocre.  Jesus Cristo a encanta e arrasta porque aponta-lhes um novo caminho de vida, um sagrado desafio, a santidade, beleza, amor, liberdade verdadeira… O jovem sabe que seguir Jesus Cristo é um caminho árduo, mas que nunca decepciona. Ela está cansada de tantos maus exemplos dos mais velhos e das autoridades que não conhecem a Deus;  que lhes deveria dar provas de idoneidade e justiça, mas no entanto, o que recebem delas é a mais deslavada imoralidade, corrupção, falta de caráter e negação do sagrado. Só a fé e a Igreja podem dar aos jovens uma vida nova no meio de tanta podridão.

A juventude cristã está enfastiada de tantos descaminhos que lhe são hoje apresentados: uma corrupção institucionalizada, drogas, sexo vazio, violência, desrespeito aos direitos sagrados da pessoa humana e à vida desde a concepção até a morte natural, pornografia desenfreada, individualismo egoísta e um consumismo doentio que não sacia sua sede de felicidade.

Nossa juventude quer ouvir a voz de Deus, e a ouvirá em Madri, nesta Espanha que já foi orgulho da Igreja mas que agora a renega e assume ares ateus, anticatólico, desejando impor à juventude uma educação anticristã nas escolas. Mas o Papa lhes abrirá ainda mais os olhos para esses perigos.

Aqui no Brasil, em 1980, João Paulo II dizia aos jovens: “vocês são o belo horizonte desse país”; e em outra oportunidade: “Vocês são o futuro do mundo, vocês são a esperança da Igreja, e a minha esperança”. E o Papa Francisco repetirá essas palavras, não há dúvidas. Com a grandeza de sempre o Vigário de Cristo na Terra vai encorajar os seus filhos mais jovens do mundo todo a viver o Evangelho para transformar suas vidas e a sociedade. Ele vem para “apascentar as ovelhas jovens do Senhor”, corajosas, alegres, cheias de vida e dispostas a sacrificar a vida pelo Reino de Deus.

A JMJ é uma esperança, nunca é uma simples experiência de massa, sempre há algo novo, diverso e belo. O Espírito Santo estará presente como sempre, sempre novo, assistindo e guiando o Santo Padre para dizer aos jovens as palavras proféticas que hoje eles precisam ouvir. O foco será a pessoa viva de Jesus Cristo e de sua presença através dos Sacramentos, o único Senhor e Salvador, capaz de dar vida e sentido aos jovens. João Paulo II já lhes tinha pedido “não construir as suas vidas em cima de outro alicerce que não seja Jesus Cristo, para não desperdiçá-las.”

Liguemos as antenas da alma para ouvir a Voz do grande Pastor que vai aos jovens e ao mundo com a mesma coragem e disposição que Jesus percorreu as cidades da Galileia anunciando o Reino de Deus. “Convertei-vos, o Reino de Deus está próximo”. Crede  no Evangelho e fazei penitência.

Muitos jovens brasileiros hoje partem pelo mundo como missionários de nossas belas Comunidades de Vida e Aliança anunciando Jesus Cristo; é um orgulho para a Igreja e uma glória para Deus. Renova-se aqui a esperança da Igreja; o Papa sabe disso, por isso tem o desejo de vir aqui em 2013 confirmar seus irmãos menores na fé inabalável do Cristo Redentor, que estende seus braços sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil.


Nosso Brasil que tantas graças recebeu de Deus através de nossa evangelização pelos católicos europeus, agora começa a pagar a Deus essa graça tão grande de sermos colonizados desde o início com a cruz de Cristo trazida do velho continente. Vinde Santo Padre, em 2013, vinde Francisco de Deus. O Brasil e a juventude lhe abrem os braços para recebê-lo. Vinde bendito de Deus; vinde ó “doce Cristo na Terra” (S. Catarina de Sena).

Prof. Felipe Aquino
Colaborador do Blog Evangelizando
O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Blog: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/ Site: http://cleofas.com.br/

8 de julho de 2013

Vaticano concede indulgências para participantes da JMJ Rio2013

Vaticano concede indulgências para participantes da JMJ Rio2013
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Papa Francisco lança decreto que concede indulgência aos participantes da Jornada Mundia da Juventude (JMJ Rio2013). De acordo com o texto do decreto, a indulgência pode ser recebida por todos que viverem a JMJ, mesmo que espiritualmente. Para isso, os jovens precisam rezar pelas intenções do Sumo Pontífice, confessar-se e comungar. O decreto foi assinado em 2 julho pela Penintenciária Apostólica.

O decreto explica que será concedida a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante a Jornada. Para isso, é necessário, com alma contrita, elevar fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade. Os fiéis deverão também buscar a confissão.

>>> Veja abaixo a íntegra do decreto





PENITENCIARIA APOSTÓLICA

RIO DE JANEIRO

DECRETO

Concede-se o dom das Indulgências por ocasião da “XXVIII” Jornada Mundial das Juventude”, que será celebrada no Rio de Janeiro durante o corrente Ano da Fé.

O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”, na Audiência concedida no passado 3 de Junho ao subscrito Cardeal Penitenciário-mor, manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Beatíssima Virgem Maria e de todos os Santos, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:

a.- concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) e ainda aplicável a modo de sufrágio pela almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem nos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.

Os fiéis legitimamente impedidos, poderão obter a Indulgência plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados, desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social;

b.- concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.

Para que os fiéis possam mais facilmente participarem destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas, pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”.

O presente Decreto tem validade para este encontro. Não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, na Sede da Penitenciaria Apostolica, no dia 24 de Junho do ano do Senhor de 2013, na solenidade de São João Batista


Manuel Card. Monteiro de Castro
Penitenciário-mor

Mons. Krzysztof Nykiel
Regente

L. + S.
Prot. N. 297/13/I

Fonte: Site Oficial da JMJ

30 de junho de 2013

Peregrinos com deficiências terão atenção especial na Jornada

Peregrinos com deficiências terão atenção especial na Jornada
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Os peregrinos com deficiência física, auditiva, visual ou intelectual terão todo o apoio e assistência para participarem das catequeses e dos Atos Centrais, tanto os de Copacabana, quanto os do Campus Fidei, sem perder nenhuma emoção da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013.

Por enquanto, há 100 peregrinos brasileiros surdos, 90 cegos, 80 com deficiência intelectual e 123 cadeirantes inscritos. Serão treinados 120 voluntários nacionais e internacionais que lidarão especificamente com essas pessoas.

De acordo com o voluntário César Bacchin, responsável pelas pessoas com deficiência, os cadeirantes que optaram por hospedagem especial no momento da inscrição ficarão em um local reservado em Andaraí, na Zona Norte do Rio. “Além disso, haverá um transporte específico que os levará aos Atos Centrais de Copacabana e Guaratiba. Eles poderão escolher por ficar na Vigília e voltar para a hospedagem, ir só para a Missa de Envio ou ainda permanecer no local”, informou Bacchin.

Os peregrinos cadeirantes, devidamente inscritos como tal, também terão espaços reservados em todos os Atos Centrais, com banheiros adaptados e voluntários treinados para assisti-los. No Campus Fidei, haverá equipes de mecânicos que ficarão de prontidão caso haja problemas com alguma cadeira de rodas.

Já os peregrinos surdos, cegos ou com deficiência intelectual serão alocados de acordo com seu país de origem. “Vale ressaltar que os cadeirantes que não solicitaram hospedagem especial, mas a comum, também serão distribuídos pelo mesmo critério que os outros”, disse. Segundo a Irmã Graça, do Setor de Hospedagem, há a possibilidade de os cadeirantes que não pediram para ficar no local reservado serem alocados em casas de família.

Intérpretes

Bacchin afirmou ainda que, nos locais de catequese, haverá intérpretes para auxiliar na comunicação entre os surdos e os demais, traduzindo tudo o que for informado e ensinado aos ouvintes, considerando que a linguagem de sinais também varia conforme o idioma do país.

Quanto aos cegos, serão disponibilizados cerca de 100 aparelhos de áudio-descrição, em português, com uma locução indicando o que está acontecendo em todos os Atos Centrais. Haverá ainda uma apresentação geral de cada ato, explicado do que se trata, em braile, também em língua portuguesa. “Além disso, procuramos disponibilizar cardápios em braile nas lanchonetes dos Atos Centrais”, afirmou o voluntário.

“Os que tiverem deficiência intelectual, por exemplo, deverão estar sempre acompanhados, e os voluntários necessitam ter formação para exercerem uma função assim, por isso, daremos orientações gerais de como agir”, completou Becchin.


Os Atos Centrais da Jornada são a Missa de abertura, Boas-Vindas ao Papa Francisco e Via-Sacra, a serem realizados em Copacabana, além da Vigília de Oração e Missa de Envio, que ocorrerão no Campus Fidei, em Guaratiba.

Fonte: JMJ Rio 2013

29 de junho de 2013

JMJ deve injetar R$ 273,9 milhões no varejo carioca

JMJ deve injetar R$ 273,9 milhões no varejo carioca

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Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, (CNC) estima que a Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ), que acontece entre 23 a 28 de julho, deve gerar um movimento de R$ 273,9 milhões no comércio varejista do Estado do Rio de Janeiro, um excedente que equivale a 2,3% do total de vendas esperado para todo o mês de julho.

O ramo de hiper e supermercados deverá responder pela maior parcela (40,2% ou R$100,7 mi) das vendas decorrentes do evento religioso. Em seguida deverão se destacar os segmentos de combustíveis e lubrificantes (11,4% ou R$28,4 mi) e de vestuário e calçados (10,5% ou R$26,4 mi). A organização da JMJ estima que dois milhões de pessoas cheguem à cidade para participar do encontro.

Além do aumento no fluxo de consumidores, a Divisão Econômica da CNC considerou o desempenho recente do volume de vendas no Estado e o impacto que os últimos feriados municipais causaram no faturamento do setor varejista Fluminense. Os dados foram estimados a partir das pesquisas anual e mensal do comércio do IBGE.

Fonte: CNC

Papa Francisco comemora aniversário de ordenação episcopal

Papa Francisco comemora aniversário de ordenação episcopal
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Poucos meses e muitos quilômetros separam o Papa Francisco de suas duas últimas dioceses.  Antes de assumir o Papado, o cardeal Jorge Mario Bergoglio foi arcebispo da Arquidiocese de Buenos Aires. O bispado de Roma é uma continuação da missão episcopal conferida ao Santo Padre há exatos 21 anos, no dia 27 de junho de 1992. A Igreja celebra o seu primeiro aniversário de ordenação episcopal sob o título de Papa.

Uma vez que trilhou essa missão episcopal na Argentina, Papa Francisco assume alegremente um novo caminho em sua vocação ao Sacramento da Ordem. Por isso, quando se refere a si mesmo nas homilias, discursos e catequeses, mostra preferir fazer referência a sua posição como Bispo de Roma entre os outros títulos.

Ordenação Episcopal

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1557 e 1558, a ordenação episcopal confere a plenitude do Sacramento da Ordem, faz do Bispo o legítimo sucessor dos Apóstolos, insere-o no Colégio episcopal, partilhando com o Papa e os outros Bispos a solicitude por todas as Igrejas, e confere-lhe a missão de ensinar, santificar e governar.


Já o Papa, Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o vigário de Cristo, cabeça do colégio dos bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, tem poder, pleno, supremo, imediato e universal.

Fonte: Jornada Mundial da Juventude

Contracorrente

Contracorrente
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Estamos a pouco mais de 3 semanas do início da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, com a participação de jovens provenientes de todas as partes do mundo, e do Santo Padre. Nos últimos tempos o Papa Francisco tem insistido cada vez mais com os jovens a participarem deste evento, e a compartilharem a sua fé ao mundo.

O Santo Padre não se cansa de evocar aos jovens: “não tenham medo de andar contracorrente”. Uma frase que cada vez mais entra no vocabulário de nossos jovens, que ao contrário do que pensam muitos, não estão adormecidos, mas estão inquietos; as manifestações nas principais cidades do Brasil evidenciam isso. São jovens com gritos entalados nas gargantas que desejam expressar a sua posição “contracorrente”, a posição de jovens que sabem olhar para o futuro.

O Papa Francisco afirmou nos dias passados que muitos desejam roubar o futuro, a esperança dos jovens propondo valores que estão envenenados, como uma comida estragada que faz mal. Os jovens devem ir contracorrente, e devem ser os primeiros a ter o orgulho disso sem jamais renegar a voz da consciência, a voz da verdade. A Jornada Mundial da Juventude no Rio será um desses momentos em que a força do jovem se fará sentir através do seu ser jovem, da alegria que irá invadir o Rio, do sorriso multi-étnico que vai girar pelas ruas da Cidade Maravilhosa, pela explosão de esperança e fé que os jovens vão dar.

O Papa vem insistindo muito com os jovens para que eles sejam os protagonistas de seu futuro, que jamais deixem roubar suas esperanças, que tenham a “coragem” de remar “contracorrente” na sociedade atual, apresentando aos seus contemporâneos os grandes ideais. E o segredo para tudo isso é permanecer firmes no caminho da fé. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam amedrontar o jovem se ele permanecer unido a Cristo “como os ramos unidos à videira”. O próprio Papa Francisco em um discurso tempos atrás falava que o caminho de quem crê não é fácil, que o caminho do jovem não é fácil, está cheio de dificuldades e tribulações.

Seguir Cristo é um caminho difícil, comprometedor, com muitos obstáculos. Mas a novidade de ir contracorrente, de ser jovem, cristão, ter fé, é exatamente o contraponto às inovações do mundo, que como afirmou o Papa Francisco “são todas provisórias, são passageiras”. Mas a novidade que os jovens podem sentir e viver, e poderão experimentar na JMJ do Rio, é a novidade de Deus que dá sentido à vida de modo definitivo, e não no futuro, mas no hoje, no agora da vida. Deus faz novas todas as coisas e através de nós, dos jovens quer transformar o mundo onde vivemos. “Ir contracorrente faz bem para o coração”, diz Papa Francisco, e mesmo se nos sentimos pobres, frágeis e pecadores, “Deus dá força à nossa debilidade, riqueza à nossa pobreza, conversão e perdão aos nossos pecados”.

Os jovens são destinados a grandes coisas e faz parte desse momento de juventude, a esperança, o sonho, o ideal. É preciso arriscar para obter a realização dos grandes ideais. Os jovens devem assumir o seu protagonismo dentro e fora da Igreja para que sejam atores da sociedade nova que se reinventa a cada dia. A juventude é um momento único da nossa vida, jamais se repetirá.


É preciso viver esse período como ocasião de ouro para ser construtor de um mundo melhor, para ser corajoso e “contracorrente!”. Jamais deixar de lado aqueles valores do Evangelho que nunca são efêmeros, mas que são portadores da verdadeira felicidade.

Silvonei José Protz
Colaborador do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

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