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1 de março de 2014

* Sou padre, e daí?

* Sou padre, e daí?
Frei Mário Sérgio Souza

Eu nunca vi uma afirmação para assustar tanto algumas pessoas como essa: sim, sou padre! Meu Deus, tão novo, tão simpático, tão inteligente, tão normal, tão sem jeito, tão isso, tão aquilo. Isso quando não ressoa um estridente – “que desperdício!”. O que me desperta a atenção e acho curioso, é que o mundo caminha para uma diversidade em tantos campos, e as pessoas ainda se assustam com as opções alheias.

O ser padre ainda se caracteriza uma denúncia de algo? Será? Fico me perguntando sempre sobre isso. O que o fato de ser padre causa espanto? Será que as pessoas acham a igreja uma instituição ultrapassada nos valores que defendem? Então, como um jovem quer se filiar a ela? Será que é por causa do celibato, num mundo marcadamente erotizado e banalizador da sexualidade em suas amplas dimensões? Será que o jovem que assume o sacerdócio é um homem em rota de fuga, seja do mundo, de uma opção sexual, de uma busca de comodismo dentro das estruturas eclesiásticas? Será que pensam que o padre só quer explorar da igreja, estudar e depois cair fora e viver outras realidades? Como pode alguém querer ser padre em meio a tantos escândalos envolvendo sacerdotes pelo mundo afora?

Mas, o sacerdócio e sua beleza, sua riqueza, sua profundidade, cabem nessas perguntas? Visões reducionistas sobre questões sérias mostram quão vazios vivem os nossos contemporâneos. Sobretudo, quando reduzem as opções dos outros às rasuras de seus pensamentos e teorias. Como o mundo secularizado quer apagar qualquer fagulha do sagrado, e o sacerdote representa esse sagrado encarnado em sua consagração, pronto, querem acabar com a figura do padre, pensando, assim, acabarem com o próprio Deus. Mas, o sacerdócio sobrevive bravamente a essas investidas.

O que me desafia, quando penso no sacerdócio, é a necessidade e a demanda, as perguntas e os desafios, as exigências e as cobranças do povo em relação ao nosso ministério. Hoje, o povo quer ir atrás do padre que lhe agrada, que lhe fala ao coração, que lhe desperta emoções e sensações, que tem uma palavra inteligente para oferecer, que seja dinâmico, culto e respondedor de todas as inquietações das problemáticas atuais. É difícil encontrar um homem que se enquadre em todas essas exigências. Mesmo assim, o sacerdócio ainda sobrevive.

A saída é nunca tirar os olhos de Jesus. Fixar o olhar Nele, em Suas palavras, em Seus gestos, em Suas atitudes. O padre precisa pedir, todo dia, a graça de ter “os mesmos sentimentos do Cristo Jesus” (Fl 2,5). Pedir a graça de nunca tirar os olhos das ovelhas do rebanho que o Senhor lhes confiou, porque a missão do Cristo é a mesma missão do sacerdote: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, a curar os quebrantados de coração e proclamar a liberdade aos cativos e dar-lhes o óleo da alegria em lugar do luto”. (Is 61, 1- 3). Ser padre é ter uma preocupação profunda e sincera pela pessoa humana. Compreender suas dores, curar suas feridas, dar o bálsamo da paz interior. Ser padre é atualizar, pela força e o caráter do sacramento, a vida de Jesus no mundo que se chama hoje.

Eu sei que o mundo respeita um padre inteligente – afinal, saber é poder, já dizia Bacon; também sei que o mundo admira a coragem de um jovem de assumir esse estado de vida, embora não queira para si nem para os seus; sei que muitos outros acham que é uma perda de tempo tal vocação; sei de outros que nem querem saber de padres; mas, sobretudo, sei do bem que um homem que se consagra ao sacerdócio ministerial faz à humanidade. O padre é o homem do abraço acolhedor de Deus, do sorriso encorajador de Deus, da palavra certa na hora do jeito certo; é o homem da última porta que muitos batem nos desesperos e crises do viver e saem dali experimentando a misericórdia do abraço do Pai. O padre, por fim, nas palavras de Bento XVI, é o amor do Coração de Jesus. Por isso, sou padre, e daí?

Blog Carmadélio - Artigos e Notícias selecionadas à luz da Fé Católica.


19 de novembro de 2013

Vocação um chamado para todos!

Vocação um chamado para todos!
"A nossa vocação é a nossa felicidade, tardar a nossa vocação é tardar a nossa felicidade" mas entendam, isso se aplica quando Deus nos chama, e nós rejeitamos por medo a esse chamado, mesmo quando o coração, senti forte que ali possa ser o meu lugar, na qual Deus me chama.

Queremos ouvir, mas forte a voz do Senhor, para termos certeza da nossa vocação, para isso, devemos ir ao encontro desta voz, buscar saber aonde ela ressoa mais forte, e para isto a bússola é o coração, seguido de oração e aconselhamento, mas de fato arriscando naquilo que fala mais forte em meu coração, aonde eu sei que eu posso ser feliz.

Matrimônio, Sacerdócio e Vida Religiosa, três vocações, três estados de vida, na qual precisamos renunciar tudo, de fato, na medida em que cada vocação nos pedi para renunciar, para assim vivê-los, aonde nos três podemos SIM ser santos, ser feliz, dar testemunho e etc., mas vem a questão: De minha parte, qual destas vocações, desses estilos de vida, o meu coração senti um chamado maior? Depois apresenta a Deus a tua vontade, na qual, sempre no final desta apresentação, digamos: Senhor mais que seja feita a tua vontade e não a minha. Deus com certeza dentro do nosso coração irá falar!

Rezemos pelas vocações, pela nossa vocação, na qual Deus nos chama a servi-lo, a segui-lo, a dar tudo, para ganhar TUDO, pois "Deus não nos tira nada, mas nos dar tudo", vocação é a nossa felicidade, é viver como Deus quer que vivamos, se existe um estilo de vida, para cada de nós, isto se chama vocação!

Peçamos a Nossa Senhora, Mãe das Vocações, para que ela nos ajude sempre mais, a discernir confirmando em nosso coração, a nossa vocação, ela saberá bem nos conduzir para aquilo que é o nosso chamado. Senhor escutei o teu chamado no silêncio do Coração: Eis-me aqui, envia-me!

Iury Albino
Coordenador geral da página e do Blog Evangelizando e Totus Tuus Mariae, coordenador da equipe de comunicação da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Pacajus, vocacionado da arquidiocese de Fortaleza, membro da equipe do kerigma,scj.


8 de agosto de 2013

Sinais para discernir a vocação sacerdotal

Sinais para discernir a vocação sacerdotal
Como descobrir a vocação para o sacerdócio?

De vez em quando um jovem me escreve e pergunta como discernir se ele tem ou não vocação para o sacerdócio. Tenho analisado esta questão e respondido a eles mais ou menos como se segue. Talvez essa reflexão, que é apenas minha, e pode estar sujeita a erro, possa ajudar a você jovem meditar sobre esta grande questão. Saiba entretanto, que você vai precisar de um bom orientador espiritual, um padre ou um leigo experiente para te ajudar.
Penso que alguns sinais que indicam que um jovem tem vocação ao sacerdócio sejam esses:

1 – Ter vontade de entregar a vida totalmente a Deus, sem guardar nada para si; ser como Jesus, totalmente disponível ao Reino de Deus, por toda a vida.

2 – Desejar trabalhar  como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a “sua” vida. Entregar a vida totalmente nas mãos de Deus. Desenvolver seus talentos para o bem das pessoas.

3 – Desejar não se casar para servir somente a Deus, por toda a vida; estar totalmente livre só para Deus.

4 – Gostar de rezar bastante, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal; o demônio tem muitas razões para tentar um sacerdote, aquele que lhes arrebata as almas.

5 – Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra; amar o Papa, os Bispos, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos, os Sacramentos, a Liturgia e tudo o que faz parte da nossa fé católica.

6 – Desejar viver uma vida de oração, penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica, na humildade, no escondimento, na pureza, na bondade, na obediência irrestrita aos superiores, servindo a todos e não sendo servido.

7 – Estar  disposto a obedecer o seu Bispo ou seu Superior a vida toda, qualquer que seja a decisão dele sobre você. Ser fiel à Igreja e a seus pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado Magistério da Igreja, dirigido pelo Papa.

8 – Amar a Bíblia e gostar de meditá-la todos os dias. Desejar estudar teologia, filosofia,  e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja nos recomenda e ensina. Desejar ser fiel à “são doutrina da fé” (cf. Tt 1,9).

9 – Desejar conhecer, amar, viver e ensinar tudo o que ensina a Santa Mãe Igreja, especialmente o que está  contido no Catecismo da Igreja Católica aprovado pelo Papa.

10 – Estar disposto a dar até a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo.

Talvez eu tenha sido um pouco exigente; mas para aquele que deseja ser um Sacerdote do Deus Altíssimo, creio que não se pode pedir menos do que isso.  A propósito, lembro a frase de Dom Bosco: “Não há maior graça para uma família do que um filho sacerdote”.

Prof. Felipe Aquino
Colaborador do Blog Evangelizando
O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Blog: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/ Site: http://cleofas.com.br/

5 de agosto de 2013

Agosto, mês vocacional

Agosto, mês vocacional
Blog Evangelizando!

No  Brasil o mês de agosto é sempre  uma oportunidade para que possamos refletir sobre o chamado que Deus nos faz para vivermos de um modo mais concreto a nossa vocação à santidade, que recebemos no dia em que fomos batizados.

Na primeira semana, lembramos a vocação sacerdotal, refletimos sobre a sua importância para a Igreja e rezamos ao Senhor da messe para que envie operários, de modo que não faltem padres para cuidar das mais diversas comunidades espalhadas pelo Brasil.

Em seguida, recordamos a vocação religiosa. Nossa mente se volta para os homens e mulheres que se consagraram a Deus através dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência para viverem em comunidade segundo o carisma de seus fundadores e servirem à Igreja e ao povo de Deus nos mais diferentes serviços, sejam de natureza religiosa ou social. Lembramo-nos também dos missionários e missionárias que deixaram  suas terras e foram para os locais mais distantes no serviço do Reino de Deus, anunciando Jesus Cristo aos que ainda  não O conhecem.

Há também outra vocação que não pode ser esquecida:  a dos fiéis leigos e leigas que, através do exercício de ministérios não ordenados, se fazem presentes nas comunidades eclesiais e no mundo e se dedicam à evangelização na família, no trabalho profissional e no seu ambiente social, para santificar o mundo e fazer com que ele deixe de ser a cidade dos homens para tornar-se a cidade de Deus. Dentre os diferentes ministérios leigos, o último domingo de agosto destaca a catequese, comemorando o dia dos catequistas.

Grandes santos são lembrados neste mês, como: São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, padroeiro dos párocos; São Lourenço, padroeiro dos diáconos; Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação dos Missionários Redentoristas; São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas; Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e, de modo especial, nossa Santa Mãe do Céu, Maria Santíssima, que é recordada na solenidade da sua Assunção, nos apontando o feliz destino de todos os que dizem “Sim” a Deus.

O tema vocacional é, de modo especial, voltado para os jovens. É um apelo para que todos procurem ouvir a voz de Deus e dizer sim ao seu chamado para servirem concretamente ao seu Reino.


Rezemos para que a Mãe Aparecida abençoe a Igreja, e, especialmente, os jovens, a fim de que sejam fiéis no seguimento de Jesus Cristo e obedientes ao  mandato de seu Fundador e Mestre: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. O Papa Francisco, em sua homilia da Santa  Missa para a 28ª JMJ, afirma: “Não  tenham medo! Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai a nossa frente e nos guia. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus prometeu: “Eu estou com vocês todos os dias” (Mt 28,20).  E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.”

Dom Raymundo Damasceno Assis
Colaborador do Blog Evangelizando
Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Blog: http://domdamasceno.blogspot.com.br/

Vocação, você já parou para pensar?

Vocação, você já parou para pensar?
Blog Evangelizando!

Você já parou para pensar, que Deus te chama a algo especifico, único, que só você pode exercer, que se chama VOCAÇÃO?, pois é, o Chamado de Deus é o significado desta palavrinha, um chamado que ressoa em nossos corações, quando conhecemos a Deus, um chamado que nos pedi algo decisivo, o nosso SIM: Matrimônio, Sacerdócio ou Vida Religiosa não se pode escolher e sim ser escolhido.

Jovens, principalmente vocês irmãos, para saber se você é um escolhido, pois você é um ESCOLHIDO, Eleito, chamado para algum desses estados de vida, onde se concretiza a vocação, precisa-se de um profundo silêncio, para escutar a voz daquele que te chama, o próprio Cristo.

Deixe o seu coração canalizado para Deus e busque a voz que te chama no silêncio, somente no silêncio se pode ouvir perfeitamente a voz de Deus é só parar, rezar e ouvir, assim daremos uma respeito concreta, decidida pelo Amor de Deus.

Vocação é Amor, irmãos.

Todos somos chamados a uma vocação especifica, qual é a sua? Você já parou para pensar nisso? Deus abençoe e Maria lhes der o silêncio perfeito.

Iury Albino - Coordenador do Blog Evangelizando

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