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23 de agosto de 2013

Perseguidos em seus países, peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio no Brasil

Perseguidos em seus países, peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio no Brasil
Blog Evangelizando

Peregrinos de diferentes países que vieram ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estão solicitando refúgio às autoridades brasileiras. Entre as razões alegadas pelos solicitantes de refúgio estão perseguições sofridas por questões religiosas ou relacionadas a conflitos armados em seus países de origem. A JMJ aconteceu entre os dias 23 e 28 de julho e reuniu cerca de 03 milhões de pessoas no Rio de Janeiro.

Segundo dados coletados pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) junto à Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (CARJ), cerca de 40 solicitações de refúgio já foram feitas por peregrinos da JMJ. A Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) também tem recebido pedidos de refúgio por parte de peregrinos que participaram da JMJ. Até agora foram cinco casos. Entre os solicitantes estão nacionais do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo.

Assim como todos os solicitantes de refúgio que chegam ao Brasil, os peregrinos da JMJ terão seus pedidos analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), que funciona no âmbito do Ministério da Justiça. Para isso, terão de se apresentar à Polícia Federal e serão entrevistados por oficiais de elegibilidade do CONARE. Como de praxe, após avaliação individual o CONARE decidirá quais casos devem ser reconhecidos como refugiados.

No Rio de Janeiro, pelo menos 12 solicitantes relataram perseguições relacionadas a questões religiosas. “Meu pai foi morto por ser cristão, e sempre disse a minha mãe que isso poderia acontecer com nossa família. Sendo também cristão, a JMJ foi a única oportunidade que tive para conseguir um visto e sair do meu país”, disse ao ACNUR o jovem Peter Atuma (*), católico de 24 anos que vivia em Serra Leoa, no oeste da África. Seu corpo tem cicatrizes de ferimentos causados por grupos religiosos hostis aos cristãos da comunidade onde vivia.

Ele já declarou à CARJ sua intenção de solicitar refúgio e tem agendada uma entrevista com a Polícia Federal no Rio de Janeiro para formalizar seu pedido. “Onde há paz, é possível viver tranquilamente”, completa Atuma, que deixou para trás sua mãe e oito irmãos vivendo em uma comunidade no norte de Serra Leoa. “Não tenho como voltar. Quero reconstruir minha vida aqui no Brasil”, diz Atuma, que tem formação na área de contabilidade.

Outro peregrino com entrevista já agendada na Polícia Federal para solicitar refúgio é o paquistanês cristão Imran Masih (*), que vivia ao sul de Islamabad com seus pais e quatro irmãos. Por causa da sua religião, teve problemas com as autoridades do país, foi discriminado na busca por um emprego e testemunhou perseguições e violência contra outros católicos de sua comunidade.

“Quando cheguei à JMJ, vi muitos católicos expressando sua fé sem problemas e convivendo com pessoas de outras religiões em paz. Todos nós somos criaturas de Deus e não podemos ser discriminados por causa do que acreditamos”, afirma Masih, que não se sente seguro para retornar ao seu país. Interessado em filosofia e teologia, ele quer iniciar estudos no Brasil para ser ordenado padre.

Os peregrinos solicitantes de refúgio no Rio já estão sendo assistidos pela CARJ, por voluntários ligados à Igreja Católica que participaram da JMJ e por autoridades municipais. Um grupo de cinco homens solteiros que alega perseguição religiosa foi acomodado em uma casa de passagem administrada pela CARJ e está se mantendo com doações da Igreja local e de fiéis, além de alimentos comprados pela Caritas. Outros seguem hospedados por voluntários da JMJ, devendo ser transferidos para uma residência provisória cedida por uma paróquia da cidade. Os demais solicitantes que alegam perseguições devido a conflitos armados, como é o caso dos cidadãos originários da República Democrática do Congo, estão sendo acolhidos tanto por voluntários da JMJ como pela própria comunidade de refugiados congoleses que vive no Rio de Janeiro.

A assistente social Aline Thuller, uma das coordenadoras do projeto de assistência e proteção a refugiados implementado pela CARJ, com apoio do ACNUR e do governo brasileiro, explica que a assistência financeira direta só poderá ser prestada quando os pedidos de refúgio forem formalizados. “Outros apoios, como aulas regulares de português e cursos profissionalizantes, também só poderão ser dados quando os peregrinos tiverem o protocolo da Polícia Federal confirmando seu pedido de refúgio”, afirma Thuller.

Os pedidos de refúgio feitos por peregrinos que participaram da Jornada Mundial da Juventude e alegam perseguição religiosa representam, de certa forma, um novo desafio para as autoridades brasileiras. “Não temos dados específicos sobre este tema, pois muitas vezes as questões religiosas se misturam com perseguições associadas a motivos políticos. Faremos um acompanhamento detalhado destes casos, pois o pedido de refúgio devido a questões religiosas é uma questão complexa de ser decidida, afirma o Representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez.

Ramirez ressalta que a Constituição do Brasil garante a livre expressão religiosa e determina a separação entre o Estado e as religiões. “Este é um componente de proteção importante para quem sofre perseguições religiosas”, afirma Ramirez.

Entre os peregrinos entrevistados pelo site do ACNUR, alguns comparam sua saga à de santos da Igreja Católica, que sofreram perseguições por causa da sua fé. “Muitos desses santos sofreram por anunciar as boas novas de Deus. Mas permaneceram firmes em sua fé” diz Asham Daniel (*), paquistanês de 24 anos. “Outros foram humilhados por reis e pessoas poderosas, mas reconstruíram suas vidas em outros países e puderam acolher suas famílias no exílio”, disse Atuma, de Serra Leoa.

O Brasil possui cerca de 4.200 refugiados reconhecidos pelo governo federal, originários de mais de 70 nacionalidades diferentes. Em 2013, cerca de 300 novos pedidos foram aceitos pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), sendo a maioria composta por refugiados originários da Síria, Colômbia e República Democrática do Congo.

(*) Nomes trocados a pedido dos entrevistados, por questões de segurança.


Por Luiz Fernando Godinho, do Rio de Janeiro.

Fonte: ACNUR

15 de junho de 2013

O suicídio da humanidade

O suicídio da humanidade
Blog Evangelizando!

Hoje no mundo são mais de 20 os países que vivem a tragédia dos conflitos, da guerra, e muitas dessas, internas, irmãos contra irmãos, dramas totalmente desconhecidos ou esquecidos. Parece que nesta nossa sociedade tecnológica as guerras e conflitos somente existem quando as câmeras de televisão jogam para dentro de nossas casas, a dor, o sofrimento e o cheiro da morte. Caso contrário, a guerra é só uma palavra que o tempo gastou de tanto ser usada. Ganha nossa atenção nesses últimos dias as revoltas internas dos jovens na Turquia, mas também o martírio de civis na vizinha Síria, onde segundo a ONU desde o início da revolta interna mais de 90 mil pessoas perderam a vida. Interessa-nos, talvez, porque as imagens nos falam da tristeza de povos que num certo sentido tem muita ligação conosco, com o Brasil. O drama vivido por muitos povos, e agora pelo povo sírio é mais um grito da loucura que se consuma e produz morte, tristeza e milhões de refugiados.

São novas guerras no Oriente Médio, são tragédias em diferentes países, tudo isso à sombra da crise econômica que atinge a Europa. Estamos também vivendo um ano marcado por acontecimentos econômicos; nações que até poucos anos eram consideradas verdadeiras potências mundiais, passaram a sentir o gosto amargo da crise econômica.

“A guerra é o suicido da humanidade”, disse dias atrás o Papa Francisco, porque mata o coração e mata o amor. Já o Beato João Paulo II antes da primeira guerra no Golfo sentenciava que a guerra é uma “aventura sem retorno” onde todos perdem. A guerra ofende a Deus e fere a humanidade, é um mal profundo. Mas por que ainda hoje devemos ouvir que a guerra impera em certas regiões do nosso planeta? Tudo gira em torno do poder, da busca do poder de uns sobre outros, do poder econômico que não conhece limites, da indiferença da dor do próximo, da busca de “soberania” que os “grandes” desejam e que para obter escolhem a estrada do conflito, da guerra, da subjugação.

O poder, o dinheiro, são mais importantes do que o ser humano. A guerra é exatamente isso, – disse Papa Francisco – “um ato de fé ao dinheiro, aos ídolos do ódio, que leva a matar o irmão”. Hoje até “Deus chora pela nossa loucura”, pela nossa falta de consciência do valor da vida, do valor da humanidade.
Apesar do mundo dizer que deseja a paz, apesar das muitas convenções internacionais tentarem garantir a paz e os direitos humanos da população, o que vemos na realidade dura e crua são operações bélicas obedecendo somente uma regra, a lei do mais forte, a lei das armas: quem tem armas, tem poder, domina. João Paulo II dizia que “a guerra é o meio mais bárbaro e o menos eficaz de todos para resolver quaisquer conflitos”.

Na audiência geral da última quarta-feira na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco falou das muitas guerras ainda existentes hoje, inclusive entre cristãos. Como isso pode acontecer? No nosso bairro, no trabalho, na família, quantas guerras internas por inveja, ciúme. “Peçamos ao Senhor que nos faça entender a lei do amor, disse o Papa. Quanto é belo nos amarmos como verdadeiros irmãos”.  Palavras que até parecem uma utopia, um pensamento contracorrente, sem sentido num mundo onde a voz do mais forte ecoa e faz baixar a cabeça do mais fraco e débil.


Por que é tão difícil as pessoas pensarem que a guerra traz resultados imprevisíveis e que é causa somente de mais sofrimento, enquanto o diálogo é porta para a esperança, para a solução? Podemos mudar a situação, essa realidade marcada pelo ódio, pela busca de poder, em síntese, pelo mal. Mas tudo deve começar por nós mesmos no nosso mundo, na nossa família, no nosso trabalho, na nossa comunidade, na nossa Igreja. Sim porque também ali a inveja pode imperar e o orgulho soberbo dominar. Somos pequenas luzes que podem, juntas – como disse o Papa Francisco -, iluminar essa grande escuridão de hoje, provocada pela indiferença e falta de amor. Sim a alternativa à guerra, à violência, ao ódio, ao desconforto, à indiferença existe, e ela se chama amor, diálogo; amor que destrói o egoísmo, diálogo, que reconhece no outro a sua dignidade; e ainda a paz, fruto da justiça, que tanto o homem anseia. O desejo de realizar tais vontades pode mudar e fazer uma nova história do homem, mas para isso é preciso coragem, sim, a coragem de homens livres, cheios de esperança e de amor. Assim podemos evitar o “suicido da humanidade”.

Silvonei José Protz
Colaborador do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

13 de maio de 2013

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Blog Evangelizando!


Começou neste domingo (12) em todo o Brasil a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) que será realizada até o dia 19 de maio. Com o tema ‘O que Deus exige de nós?’, a proposta é discutir o valor da unidade na diversidade e meditar sobre o que Deus exige da comunidade cristã, no âmbito religioso e também sobre os direitos humanos e assuntos relacionados.

O cartaz da SOUC 2013 apresenta os dalits na Índia, pessoas que vivem à margem da sociedade e sofrem discriminação em seu país. Em entrevista ao portal A12.com a Secretária Geral do CONIC, Pastora Romi Márcia Bencke falou sobre a preparação, objetivos e tema da semana.

A pastora destacou que a data tem sido celebrada há 30 anos no Brasil e que isso representa um testemunho concreto na busca da unidade entre todos os cristãos e manifestou o desejo para a edição de 2013. “Desejamos que ao longo desta Semana, as diferentes comunidades cristãs se reúnam e celebrem juntas. Que possam vivenciar esta experiência, aparentemente tão simples, mas tão profética. Sabemos que em alguns lugares podem existir diferenças e resistências para o encontro entre pessoas de diferentes denominações. Ore pela unidade dos (as) cristãos (ãs) em sua comunidade. Desejamos que a chama de Pentecostes flameje em favor da unidade cristã”.

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, bispo de Campos (RJ) recordou que o ecumenismo busca o diálogo e a união. “O verdadeiro ecumenismo anuncia um Deus que não se impõe, mas que dialoga e une as pessoas a partir da liberdade do ato de fé. A oração sacerdotal de Cristo que clama para que todos sejam um, deve despertar em todo cristão a vontade e empenho de colocar-se a serviço da aproximação, reconciliação e entendimento cordial entre os batizados em nome do Deus Uno e Trino. Nenhum cristão pode descansar tranquilo, deixando de se escandalizar ou indignar pela divisão sectária do cristianismo, pelo proselitismo desrespeitoso, pelos ataques raivosos entre os cristãos. Desde a Conferência de Edimburgo aos dias de hoje, o que constitui um anti-sinal e um obstáculo terrível para a missão de anunciar a Cristo é o desafeto e a divisão entre os seus seguidores”, destacou.

Mais informações no site www.conic.org.br ou ainda pelo email: conic@conic.org.br.

Fonte: Rádio Vaticano

2 de março de 2013

Conheça a heráldica do brasão do cardeal camerlengo

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Com a renúncia de Bento XVI nesta última quinta-feira, 28 de fevereiro, às 20 horas (horário de Roma), a Igreja entrou num estado de Sé Vacante, ou seja, o trono de Pedro está vazio. Durante este período a Santa Sé é administrada pelo cardeal camerlengo, que atualmente é o italiano Tarcisio Bertone, nomeado pelo então Sumo Pontífice Bento XVI, hoje Papa emérito, em abril de 2007.

Até a nomeação do novo sucessor de Pedro, é o cardeal Tarcisio Bertone é quem administra a Câmara Apostólica, exercendo o papel de chefe de Estado. Entretanto, ele não é responsável pelo governo da Igreja Católica, enquanto atitudes próprias do sucessor de Pedro, durante o estado de vacância.

Assim como o brasão do Pontífice, o estilo heráldico do brasão do cardeal camerlengo - brasão da Santa Sé durante a vacância - é único. Além do seu brasão padrão (cardeal), Tarcisio Bertone passa a ter um timbre único em seu brasão: o conjunto formado "umbraculum" (em português, guarda-sol) e as chaves do Vaticano. (Victor Hugo Oliveira)

Da redação do Portal Ecclesia e Blog Evangelizando.

Confirmado para 4 de março início das congregações gerais dos cardeais

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"O Santo Padre está sereno": foi o que disse nesta sexta-feira aos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, acrescentando que Bento XVI viu à noite, em Castel Gandolfo, como as emissoras de televisão mostraram a tarde de ontem, as últimas horas de seu Pontificado.

O sacerdote jesuíta confirmou que a primeira Congregação Geral dos cardeais foi convocada para segunda-feira, dia 4 de março, 9h30 locais. Excluiu que no mesmo dia se possa estabelecer a data de início do Conclave.

Bento XVI está bem e muito sereno: confirmou Pe. Lombardi, explicando ter falado por telefone com o secretário do Papa emérito, Dom Georg Gaenswein.

De fato, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou que à noite Bento XVI "acompanhou como as emissoras de televisão contaram as muitas emoções da tarde desta quinta-feira", e que "apreciou o bom trabalho e a boa informação". Mais tarde, após o jantar, fez um breve passeio pela residência apostólica. Em seguida, retirou-se para rezar antes de se recolher-se para o repouso:

"Nestes dias que se passaram o Papa tocava piano à noite, após o jantar – e assim o fez também semanas atrás. Creio poder dizer que este é um sinal de distensão e da serenidade de seu ânimo. Na noite desta quinta-feira seu secretário Dom Georg não o ouviu tocar piano, mas acredita que nos próximos dias volte a tocar", frisou Pe. Lombardi.

O religioso jesuíta destacou que o Papa emérito transcorrerá esta sexta-feira rezando, lendo as muitas mensagens que chegaram para ele e fará o habitual passeio pelos jardins, acrescentando que Bento XVI levou consigo alguns livros, entre os quais "A estética teológica" de Hans Urs von Balthasar.

Efetivamente, depois confirmou a convocação para segunda-feira, 4 de março, na Sala nova do Sínodo, da primeira e segunda Congregação Geral dos cardeais. Os purpurados deverão estabelecer a data do Conclave:

"Não foi decidido e nem se deve esperar para segunda-feira a decisão sobre o dia de início do Conclave, porque os cardeais devem dar início a seus trabalhos, digamos, começar a fazer as suas reflexões, reuniões. Portanto, uma decisão do Colégio dos cardeais sobre o início do Conclave não é previsível para a primeira Congregação - pela manhã - e nem mesmo para a segunda – pela tarde."

"Neste período não haverá missas solenes, a não ser a missa pro eligendo Pontifice", evidenciou Pe. Lombardi. Em seguida foi mostrado, através de um vídeo realizado pelo Cento Televisivo Vaticano (CTV), o ocorrido às 20h locais no Vaticano: enquanto o fechamento do porta da residência apostólica de Castel Gandolfo, visivelmente, encerrava o Pontificado de Bento XVI, a Câmara Apostólica, conduzida pelo Camerlengo, o Cardeal Tarcisio Bertone, junto a seus colaboradores, fazia o fechamento, com lacres, do apartamento do Papa emérito.

"No início da sé vacante encontramo-nos como Câmara Apostólica. Cordialmente vos saúdo e, desde já, vos agradeço pela vossa presença e pela vossa colaboração", disse o Cardeal Bertone.

Foi sigilado também o elevador interno da residência apostólica vaticana, que o Papa usa para as audiências. E nesta sexta-feira, às 12h30 locais, foi também sigilado o apartamento pontifício da Residência de Latrão.

Por fim, foi também confirmado que já foram emitidos os selos da sé vacante e um carimbo concernente à renúncia de Bento XVI. Em relação às moedas será necessário esperar os tempos técnicos de cunhagem, previstos para daqui a "algumas semanas".
 
Fonte: Rádio Vaticano

Da redação do Portal Ecclesia e Blog Evangelizando.

1 de março de 2013

Vaticano se prepara para o conclave


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A primeira reunião preparatória para o conclave de cardeais, assembleia responsável por escolher um novo Papa após a renúncia de Bento XVI, acontecerá na próxima segunda-feira. Hoje, 01 de março, temos a "Sede Vacante".

O decano do colégio cardinalício, Angelo Sodano, 85, começa a organizar a fase preliminar e convocará os demais cardeais para reuniões preparatórias do conclave. Os cardeais deverão comparecer na próxima, segunda-feira, 04. Esta informação já foi confirmada pelo arcebispo de Nápoles (Itália), o cardeal Crescenzio Sepe, para agências de notícias internacionais.

Do total de 209 cardeais, 115 estão aptos a votar. Os cardeais que votam são aqueles que têm menos de 80 anos, dos quais cinco são brasileiros. Podem faltar apenas aqueles que justificarem a ausência ao Vaticano. A partir de segunda-feira acontecerão as reuniões de várias congregações gerais, compostas pelos cardeais e membros da cúria romana.

Estima-se que o conclave pode começar na semana de 11 de março com o objetivo de ter um novo Papa para a Páscoa, o que só poderá ser confirmado depois do inicio dos trabalhos na próxima semana.


Da redação do Portal Ecclesia e Blog Evangelizando.


28 de fevereiro de 2013

Porta fechadas: ato simbólico dá início à Sé Vacante


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A Sé Apostólica está vacante. Às 20hs de Roma (16hs em Brasília) a Igreja entrou no período de vacância. A partir de agora, Bento XVI, o Papa emérito, não é mais o Pontífice da Igreja Católica e o trono de Pedro está vazio.

Em Castel Gandolfo, o momento foi simbolizado pelo som das badaladas dos sinos e o fechamento da porta da residência pontifícia. Os fiéis presentes gritavam "Viva o Papa", enquanto se fechavam as portas.

Outra ação marcante foi a ausência da Guarda Suíça: os oficiais recuaram as armas e deixaram a proteção do Papa. A segurança do local onde está Bento XVI será feita, a partir de agora, por uma guarda italiana.

A página oficial do Vaticano na internet foi alterada também às 16hs. No lugar da imagem de Bento XVI está agora escrito: "Apostolica Sedes Vacans" - A Sé Apostólica está vacante.

Padre Francisco Fernandez, brasileiro residente em Roma, relata o clima entre os religiosos nesse momento: "Aqui em nossa casa (Colégio Sacerdotal João Paulo II), há um clima de serenidade e aparente normalidade. Cada um, se interrogado pessoalmente, falará de um certo aperto no coração. Não é fácil para nós padres vermos a partida de um Papa de tamanha grandeza. Bento XVI nos deixa escrita uma página de Evangelho vivido. Talvez a palavra que melhor expresse o momento seja, de fato, aquela mais usada pelo Santo Padre esses dias: obrigado!".

Nos próximos dias os cardeais se reunirão para definir a data do conclave.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: AP

Da redação do Portal Ecclesia e Blog Evangelizando.


Confira a lista dos cardeais que participarão do conclave para eleger o sucessor de Bento XVI


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Após a renúncia de Bento XVI, efetivada hoje, 28 de fevereiro, o Vaticano já está se preparando para o conclave, ou seja, a eleição de um novo Papa.

Cardeais de todo o mundo se reunirão na cidade eterna para escolher o sucessor de Bento XVI. No total, são 115 cardeais eleitores, ou seja, cardeais que não completaram 80 anos de idade até o início da Sé Vacante. Veja abaixo a lista com todos os purpurados que poderão votar neste conclave.

África do Sul
Cardeal Wilfrid Fox Napier

Alemanha
Cardeal Joachim Meisner
Cardeal Karl Lehmann
Cardeal Paul Josef Cordes
Cardeal Rainer Maria Woelki
Cardeal Reinhard Marx
Cardeal Walter Kasper

Argentina
Cardeal Jorge Mario Bergoglio
Cardeal Leonardo Sandri

Austrália
Cardeal George Pell

Áustria
Cardeal Christoph Schönborn

Brasil
Cardeal Cláudio Hummes
Cardeal Geraldo Majella Agnelo
Cardeal João Braz de Aviz
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Bélgica
Cardeal Godfried Danneels

Bolívia
Cardeal Julio Terrazas Sandoval

Bósnia
Cardeal Vinko Pulji

Canadá
Cardeal Jean-Claude Turcotte
Cardeal Marc Ouellet
Cardeal Thomas Christopher Collins

Chile
Cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa

China
Cardeal John Tong Hon

Colômbia
Cardeal Rubén Salazar Gómez

Congo
Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya

Croácia
Cardeal Josip Bozani

Cuba
Cardeal Jaime Lucas Ortega y Alamino

Egito
Cardeal Antonius Naguib

Eslovênia
Cardeal Franc Rodé

Equador
Cardeal Raúl Eduardo Vela Chiriboga

Espanha
Cardeal Antonio Cañizares Llovera
Cardeal Antonio María Rouco Varela
Cardeal Carlos Amigo Vallejo
Cardeal Lluís Martínez Sistach
Cardeal Santos Abril y Castelló

Estados Unidos
Cardeal Daniel Nicholas Dinardo
Cardeal Donald William Wuerl
Cardeal Edwin Frederick o'Brien
Cardeal Francis Eugene George
Cardeal James Michael Harvey
Cardeal Justin Francis Rigali
Cardeal Raymond Leo Burke
Cardeal Roger Michael Mahony
Cardeal Seán Patrick o'Malley
Cardeal Timothy Michael Dolan
Cardeal William Joseph Levada

Filipinas
Cardeal Luis Antonio G. Tagle

França
Cardeal André Vingt-Trois
Cardeal Jean-Louis Tauran
Cardeal Jean-Pierre Ricard
Cardeal Philippe Barbarin

Gana
Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson

Guiné
Cardeal Robert Sarah

Holanda
Cardeal Willem Jacobus Eijk

Honduras
Cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga

Hungria
Cardeal Péter Erd

Índia
Cardeal Baselios Cleemis Thottunkal
Cardeal George Alencherry
Cardeal Ivan Dias
Cardeal Oswald Gracias
Cardeal Telesphore Placidus Toppo

Indonésia
Cardeal Julius Riyadi Darmaatmadja

Irlanda
Cardeal Seán Baptist Brady

Itália
Cardeal Agostino Vallini
Cardeal Angelo Amato
Cardeal Angelo Bagnasco
Cardeal Angelo Comastri
Cardeal Angelo Scola
Cardeal Antonio Maria Vegliò
Cardeal Attilio Nicora
Cardeal Carlo Caffarra
Cardeal Crescenzio Sepe
Cardeal Dionigi Tettamanzi
Cardeal Domenico Calcagno
Cardeal Ennio Antonelli
Cardeal Fernando Filoni
Cardeal Francesco Coccopalmerio
Cardeal Francesco Monterisi
Cardeal Gianfranco Ravasi
Cardeal Giovanni Battista Re
Cardeal Giovanni Lajolo
Cardeal Giuseppe Bertello
Cardeal Giuseppe Betori
Cardeal Giuseppe Versaldi
Cardeal Mauro Piacenza
Cardeal Paolo Romeo
Cardeal Paolo Sardi
Cardeal Raffaele Farina
Cardeal Severino Poletto
Cardeal Tarcisio Bertone
Cardeal Velasio de Paolis

Líbano
Cardeal Béchara Boutros Rai

Lituânia
Cardeal Audrys Juozas Ba?kis

México
Cardeal Francisco Robles Ortega
Cardeal Juan Sandoval Iñiguez
Cardeal Norberto Rivera Carrera

Nigéria
Cardeal Anthony Olubunmi Okogie
Cardeal John Olorunfemi Onaiyekan

Portugal
Cardeal José da Cruz Policarpo
Cardeal Manuel Monteiro de Castro

Polônia
Cardeal Kazimierz Nycz
Cardeal Stanislaw Rylko
Cardeal Stanislaw Dziwisz
Cardeal Zenon Grocholewski

Peru
Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne

Quênia
Cardeal John Njue

República Checa
Cardeal Dominik Duka

República Dominicana
Cardeal Nicolás de Jesús López Rodríguez

Senegal
Cardeal Théodore-Adrien Sarr

Sudão
Cardeal Gabriel Zubeir Wako

Suíça
Cardeal Kurt Koch

Sri Lanka
Cardeal Albert Malcolm Ranjith Patabendige Don

Tanzânia
Cardeal Polycarp Pengo

Venezuela
Cardeal Jorge Liberato Urosa Savino

Vietnã
Cardeal Jean-Baptiste Pham Minh Mân

Fonte: Gaudium Press

Da redação do Portal Ecclesia e Blog Evangelizando.


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