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9 de fevereiro de 2014

Namoro: será que sou muito exigente?

Namoro: será que sou muito exigente?
Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”

Normalmente, é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você deverá procurar alguém naquele ambiente onde são vividos os valores que são importantes para você. Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc., a pessoa que você procura.

O namoro começa com uma amizade, que pode ser um “pré – namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu coração bom, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma.

Ao escolher o namorado, não se prenda só nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Há uma velha música dos meus tempos de garoto, que dizia assim: “Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora, e por isso já não sei, o que será de mim agora.” Será que você não “mandou embora”, quem de fato a amava e poderia fazê-la feliz? Lembre-se, paixão não é amor.

Se você encontrou aquela pessoa que satisfaz osvalores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. E você terá que aprender a ceder em alguns pontos, repito, não essenciais. Há um ditado que diz que “quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiper- exigente” poderá ficar só. Muitas vezes aquele que quer escolher muito acaba sendo o último contemplado.

Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro e nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo, ou com outras chantagens. O namoro não é a hora de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez o governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóvel; usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!” Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança: “Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”

Ao se escolher com quem namorar, não se pode deixar de lado alguns aspectos como: idade, nível social e cultural, financeiro, religião, etc. Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher.

O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isto será uma pedrinha a mais no sapato dos dois. A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para se relacionar com uma moça sem estudos.
Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será também um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos.

Na hora de escolher alguém você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.
Há coisas que são mutáveis, mas há outras que não. Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural um dia – e isto é muito bonito – , mas será difícil você fazê-la mudar de religião, se ela é convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua.

Sobretudo lembre-se que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar; mesmo porque “amar é construir alguém querido, e não, querer alguém já construído.”

Texto extraído do Livro – Namoro, Prof. Felipe Aquino



Prof. Felipe Aquino
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Blog: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/ Site: http://cleofas.com.br/






5 de novembro de 2013

Deus tem uma pessoa certa para mim?

Deus tem uma pessoa certa para mim?
Se você é vocacionado ao matrimônio, a resposta é sim! Nesta condição, é claro que Deus tem uma pessoa ideal, que irá combinar com você, te fazendo crescer humana e espiritualmente, sendo seu complemento.

Por acaso, Deus faz Suas obras pela metade? Ou, o Senhor cria uma árvore que produza laranjas e irá pedir a esta que dê uma limonada? Quero dizer: Se o Senhor te fez com uma vocação, Ele irá prover alguém e tudo o mais para que sua realização aconteça. E irá lhe pedir tudo, conforme os dons que Ele mesmo te deu. Qualquer ação fora disso, além no natural, será pelo poder de Deus, não pela nossa humanidade. O Senhor preferencialmente, conta com nosso empenho, encaminha e dá a providência no plano natural. Por isso, se você tem o chamado ao casamento, Deus irá prover que aconteça naturalmente.

O problema a pergunta título deste artigo é que, na maioria das vezes, romanceamos demais, pensamos na questão como algo mágico, que a pessoa certa virá num cavalo branco, ou então, com todas aquelas qualidades que sempre sonhamos e ainda acompanhada(o) de sinais e prodígios do Céu, que não deixem dúvidas do desígnio divino a esse respeito. Queremos ter o coração arrebatado e que o(a) fulano(a), (ou José/Maria, se você assim preferir!), seja lhe apresentado por um anjo de Deus que indique “esta é a pessoa que Deus fez pensando em você”.

Mas, deixe-me lembrá-lo(a) que existe algo maravilhoso que o Altíssimo nos deu que se chama: Livre Arbítrio. Isso não anula o fato que há no coração do Senhor, uma missão e um específico para cada um nesta terra. Mas, tudo isso é submetido à nossa liberdade de escolha.

Por exemplo: Deus nos fez vocacionados a uma profissão, existe em nós os dons e as habilidades para tal, e Ele deseja que as empreguemos nesta função para nossa realização, mas, a escolha em qual empresa trabalhar é nossa. Até podemos escolher dentro desse exercício da vocação, sermos íntegros, responsáveis e honestos, ou não. Mesmo usando de forma má nossos dons, Deus não os tirará de nós “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29).

Da mesma forma, Deus nos fez chamados ao Matrimônio, mas a escolha de corresponder ou não, e como iremos corresponder, é nossa.

O Senhor em Sua infinita bondade, pela Providência Divina pode até indicar uma instituição onde trabalhar, e uma pessoa como a ideal, mas estas não serão suas únicas opções de vida.

Não existe o: “Estávamos predestinados”; “Deus o fez para mim”; “Um amor escrito nas estrelas”.
Afinal, se não houvesse mais nenhuma pessoa no mundo capaz de casar-se com você, lhe seria tirada a liberdade de decidir por alguém. Por acaso José foi obrigado a aceitar Maria como esposa? Muito pelo contrário, o anjo, em sonho (algo que ele poderia questionar se tudo o que estava acontecendo não o fez sonhar), disse somente que ele não precisava ter medo de recebê-la como esposa (cf. Mt 1,20). Mas a decisão foi dele, de José. Da mesma forma, a escolha de firmar um compromisso com a pessoa ao seu lado é sua. Por mais que você tenha recebido sinais do Céu que indicam que é vontade do Senhor que vocês namorem e se casem, é você quem deve aceitar isso ou não. Repito, ele(a) não é a(o) única(o) pessoa compatível com você. Mesmo com sinais de Deus, se você escolher não se casar com determinada pessoa, a providencia do alto lhe encaminhará outra. Se assim não fosse, alguém decepcionado com o casamento, poderia atribuir a Deus o fardo de ter sido obrigado a estar com o cônjuge!

Ou então, se você não namora, fique atento e saiba que existem muitas pessoas compatíveis à um casamento com você. E, para lapidarem-se e prepararem-se em vista do Sacramento, vocês terão que aprender a controlar os ânimos, conhecerem o jeito do outro e desfazerem-se de conceitos próprios em prol do melhor para o “nós”. Ou seja, pode ter alguém diferente de você aí por perto, que será seu(sua) esposo(a). E isso será um processo, vocês não estão prontinhos um para o outro.

Nisso, vemos a beleza do que Deus pensou para o homem e a mulher. Ao estarmos cientes de que a pessoa certa é Deus que encaminha, mas somos nós que escolhemos, podemos dizer:
“Entre todas as pessoas do mundo, Deus te trouxe para perto, para eu poder dizer, “que por tudo o que você é, mesmo nas dificuldades, EU TE ESCOLHI, sem nenhuma reserva!”

Deus abençoe!

Sandro Ap. Arquejada
Colunista do Blog Evangelizando
Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro: "Maria, humana como nós" e colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.
blog.cancaonova.com/sandro



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