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13 de junho de 2013

O Papa Francisco está decidido a reformar a Cúria Romana, diz autoridade vaticana

Blog Evangelizando!


VATICANO, 13 Jun. 13 / 09:56 am (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco está impondo um estilo de vida de "essencialidade evangélica" no Vaticano e "está decidido" a cumprir uma reforma da Cúria Romana, afirmou o Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Angelo Becciu, em uma entrevista concedida em 9 de junho ao jornal da Santa Sé L’Osservatore Romano (LOR).

O Papa Francisco constituiu no último dia 13 de abril uma comissão de oitocardeais procedentes dos cinco continentes para aconselhá-lo no governo daIgreja, e estudar um projeto que revise a Constituição Apostólica Pastor Bonus, referida à Cúria Vaticana e que foi qualificada por muitos como a reforma do Vaticano.

Neste sentido, Dom Becciu assinalou que dentro dos muros da Santa Sé, "mais que de reforma do Vaticano, fala-se de reforma da Cúria Romana", e "o Papa está decidido a cumpri-la".

"Todos nós confiamos em que possa começá-la e estamos preparados para colaborar para levá-la a término. Não será de um dia para outro. Ele enquanto isso começou a obra reformadora com seus gestos e implicou a todos na eleição de um estilo de vida sóbrio, em um exercício de governo mais colegial e na coragem de apontar para a essencialidade evangélica", acrescentou.

Entre o grupo de cardeais que nomeou o Papa Francisco destacam os nomes dos cardeais de fala espanhola e de origem latino-americana: o Arcebispo emérito de Santiago do Chile, Cardeal Francisco Javier Errazuriz Ossa, e o Cardeal Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), Cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, quem exercerá o cargo de coordenador.

O Papa Francisco fala com pequenos e grandes, humildes e poderosos
Dom Becciu foi também Substituto da Secretaria de Estado durante o Pontificado de Bento XVI, e indicou que na Cúria todos estão admirados com o novo estilo de Francisco, "simples e ao mesmo tempo que envolve".

"Quem o escuta e o vê não permanece indiferente. Sua palavra e seu sorriso tocam os corações. Ele fala com pequenos e grandes, com humildes e poderosos, não se preocupa de estratégias a longo ou curto prazo, mas confia na potência da palavra de Deus que sabe queimar os tempos e renovar tudo antes de qualquer esquema", adicionou.

Bento XVI e o Papa Francisco, duas figuras que se complementam
Dom Becciu indicou também que a popularidade do Papa Francisco "hoje não se poderia explicar sem o sacrifício de amor a Cristo e à Igreja de Bento XVI", e considerou que "a beleza da Igreja não é a contraposição de um Papa contra outro, mas sim a complementariedade".

"A grandeza de um Papa não depende de sua popularidade, mas sim da fidelidade que Cristo lhes pede em cada determinado momento da história", e Bento XVI "é admirável pela coragem e a coerência escolhidas. Disse que se retiraria ao silêncio da oração e ao estudo e assim foi", concluiu.

Atualmente Bento XVI reside em um antigo mosteiro de clausura situado dentro do Vaticano, o Mater Ecclesia.

Fonte: ACIDigital

Política, um dever do católico

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Atuar na política, diz Papa Francisco, é uma das formas mais altas de caridade

Política, um dever do católico

O Papa Francisco recordou um ensinamento grave da Igreja acerca da participação dos leigos na política. Respondendo à pergunta de um jovem, o Santo Padre afirmou que "temos que nos envolver na política, porque ela é uma das formas mais altas de caridade". Questionou ainda as razões pelas quais ela está "suja": "está suja por quê? Por que os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico?". Para o Pontífice, o fiel não pode se fazer de Pilatos e lavar as mãos. "É fácil colocar a culpa nos outros, mas e eu, o que faço?", perguntou Francisco ao grupo de estudantes do Colégio Jesuíta da Itália, durante um encontro na última sexta-feira, 7 de junho, no Vaticano.
O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de longa tradição católica. Essa derrocada dos princípios cristãos deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, professam outras doutrinas. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, o Papa Bento XVI, por ocasião das eleições de 2010, lembrou aos bispos brasileiros que "quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".
A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é Deus", não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Um documento da Congregação para Doutrina da Fé, assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger em 2002, sobre a atuação dos leigos católicos na política ensina precisamente isso: "não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida espiritual, com os seus valores e exigências, e, do outro, a chamada vida secular, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura".
E aqui deve-se trazer à memória o testemunho contumaz de vários santos, como São Tomás More, que sofreram o martírio por se recusarem a obedecer leis contrárias à reta moral. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que "se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências" (1903). Ademais, continua o Catecismo, "a recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política", (2242).
As passeatas francesas, conhecidas como "La Manif pour tous", contrárias ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, as Marchas pela Vida que ocorrem nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Irlanda, sendo as maiores dos últimos anos, são também um ótimo exemplo a ser seguido pelos demais leigos católicos. Outro fato louvável é a atuação da ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, Úrsula Von der Leyen, que está rompendo paradigmas ao mostrar que é possível ter uma família numerosa, mesmo trabalhando. Úrsula é mãe de sete crianças e chama a atenção no seu país por saber conciliar os trabalhos políticos com os cuidados do lar. Segundo a ministra, "comprovamos que sem crianças um país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais".
A história dos últimos vinte anos mostra de maneira incisiva o declive no qual se coloca a sociedade cristã, quando esta não assume de maneira responsável seus encargos na esfera política. Vê-se a ascensão de governos anticristãos coniventes com todo o tipo de perversidade e imoralidade. Essa crise tem uma razão, diria São Josemaria Escrivá. É uma crise de santos. Somente um testemunho santo e piedoso terá a força para barrar o avanço do mal.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política
  2. Visita "Ad Limina Apostolorum" degli ecc. mi presuli della Conferenza Episcopale del Brasile

Devotos podem enviar intenções para a missa do Papa em Aparecida

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Em razão da Missa Solene que Papa Francisco vai celebrar no Santuário Nacional, em 24 de julho, a Campanha dos Devotos está organizando um livro de intenções, que já podem ser enviadas por devotos de todo o Brasil.

Quem quiser oferecer intenções tem até o dia 14 de julho para entrar em contato com os canais de atendimento da Campanha dos Devotos: telefone 0300 2 10 12 10, com atendimento diário das 7h30 às 23h50, ou pelo blog  A12.com/devotos.

O Papa Francisco virá ao Brasil em virtude da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro e, no dia 24 de julho, a cidade de Aparecida (SP) irá recebê-lo para presidir a Missa às 10h30, no Santuário Nacional.

Segundo Dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida, “é grande bênção ter entre nós o Vigário de Cristo na terra e, graça maior ainda, poder juntos pedir a intercessão da Mãe de Deus, a Senhora Aparecida. Vamos nos unir ao Papa e às suas intenções, rezar com ele e por ele”!

“Tudo está sendo preparado para propiciar ao Santo Padre um momento íntimo de oração na Casa da Mãe Aparecida, quando celebrará a Eucaristia na grande basílica e terá especial encontro com todo o povo que aqui estará para recepcioná-lo”, afirma dom Darci.

Fonte: Portal A12 

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