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22 de abril de 2014

Pregar a Palavra ao modelo de Jesus

Pregar a Palavra ao modelo de Jesus
Certo dia, um pregador ia anunciar o Evangelho de Cristo para uma multidão faminta e sedenta de Deus, porém não vivia aquilo que pregava. Pergunta-se: Como se pode levar o povo à salvação pela pregação, sem antes, o próprio pregador viver o que prega? Ah, pregadores! Por que não viver antes de pregar? O povo necessita da Palavra de Deus, mas, sobretudo do testemunho.

Sabemos que os homens têm os corações duros, fechados; em uns a Palavra de Deus cresce, em outros é sufocada; mas em muitos, a graça de Deus, pelo testemunho cristão, faz crescer e germinar frutos nos corações que eram duros e fechados e agora não mais o são.

Tenhamos em conta que quando o pregador proclama algo, quando fala algumas palavras os primeiros ouvidos a escuta-las são os seus; por isso, as palavras do Evangelho devem ser semente primeiramente no coração daquele que o anuncia. As palavras de Jesus devem dar frutos também, e principalmente, no coração do pregador, no coração do missionário evangelizador.

Viver como Jesus viveu, pregar como ele pregava. Eis aí a forma correta com a qual os discípulos devem anunciar o Evangelho: como Jesus! Ah! Será difícil o dia do Juízo para os pregadores infiéis porque almas estão nas mãos destes missionários; por isso, pregadores que não fazem do anúncio do Evangelho um testemunho de vida, que não vivem aquilo que dizem, que contradizem na vida aquilo que falam correm o risco de perder almas e não darem frutos; e no fim perderem-se a si próprios.

“Um homem é bem forte para convencer e persuadir, quando se vê que ele pratica tudo o que ensina” (Introdução dos Catecismos de São Cura d’Ars); ou como ensina São Francisco “pregue o Evangelho em todo tempo, se necessário, use as palavras”. Ou seja, o testemunho arrasta mais do que as próprias palavras proclamadas. O que adianta falar muito e viver pouco daquilo que se diz? Nada! Qual será o exemplo que as pessoas terão? Viver e pregar são duas atitudes que devem estar unidas.

Iury Nascimento
Seminarista da Arquidiocese de Fortaleza e Administrador do Blog Evangelizando

Texto revisado pelo Pe. Rafhael Maciel
Reitor do Seminário Propedêutico de Fortaleza e Coordenador da Pastoral Vocacional

18 de abril de 2014

Nada é possível contra o amor

Nada é possível contra o amor




























O Papa Francisco deu início no último domingo, com a procissão de ramos, aos ritos da Semana Santa ao longo da qual, com diversos atos litúrgicos, celebramos a Paixão, Morte e na Vigília de Páscoa, a Ressurreição de Jesus. E no início desta Semana que nós chamamos de Santa, centro da fé cristã, o Papa Francisco, improvisando a sua homilia, fez uma profunda reflexão recordando os personagens descritos na leitura do Evangelho daquele dia, e pedindo um exame de consciência a todos os fiéis, e com qual personagem eles se identificavam.

A recordação da alegria, que envolveu jovens e crianças, com a entrada de Jesus em Jerusalém no Domingo de Ramos, deu lugar ao longo da semana, à meditação da herança que Jesus nos deixou; antes de tudo o amor pelo próximo, o serviço, e a instituição da Eucaristia; mas também deu lugar à reflexão sobre a tristeza e a amargura da traição.

O Papa Francisco fez uma pergunta que tocou o coração dos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro: Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu? E as perguntas continuaram tocando fundo os sentimentos de todos. Eu sou como Judas que finge amar e beija o Mestre para entregá-lo, para traí-lo? Eu sou um traidor? Eu sou como os líderes que, com pressa, fazem o tribunal e procuram falsos testemunhos?

O Papa vai mais longe e recorda a figura de Pilatos, perguntando-se se sou como Pilatos que, quando vejo que a situação está difícil, eu lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade? Ou sou como os soldados que batem no Senhor, cospem n’Ele, O insultam, se divertem com a humilhação do Senhor? Talvez eu seja como o Cirineu, que voltava do trabalho, cansado, e teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz? Ou eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz de Jesus e zombavam d’Ele. Francisco recorda ainda de José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para sepultá-lo. Pergunta também: Eu sou como as duas Marias que permanecem na porta do sepulcro, chorando, rezando? Ou sou como os líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: “Mas, olha ele dizia que iria ressuscitar; que não seja mais um engano”, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? A qual de todas essas pessoas eu me assemelho, perguntou Francisco.

Muitos de nossos irmãos ao longo dos séculos responderam a essa pergunta com suas vidas, com a doação total de si mesmos à causa do Evangelho, do irmão que sofre, dos deserdados desta vida. Muitos deles foram declarados santos pela Igreja, como o caso do Padre José de Anchieta, que entregou

toda a sua vida em prol da evangelização do novo mundo. Como João Paulo II e João XXIII que serão declarados Santos no próximo domingo, com a dedicação total ao Evangelho. Mas também muitos dos que responderam com sua vida e testemunho à pergunta, “quem sou eu diante do meu Senhor?” são desconhecidos, são “Cirineus” que depositaram suas vidas nas mãos do Senhor, na esperança de aliviar a dor dos necessitados e dos últimos, sendo testemunhas fiéis do amor de Deus.

Mas ao longo dos séculos, e também hoje, temos ainda muitos Judas que em nome de outro deus, o deus dinheiro, colocam valores nos seres humanos. Transformam o ser humano em fonte de lucro, em escravos da era moderna; seja através da exploração, seja através da droga. A traição de Judas colocou um preço em Jesus “como se estivesse num mercado”, disse nesta semana Papa Francisco.

A Paixão de Cristo que tem início com a sua traição e prisão é como “um espelho dos sofrimentos da humanidade”. Jesus toma todo este sofrimento sobre si e morre numa Cruz, castigo para os criminosos, estrangeiros e escravos. Mas como recordou o Santo Padre na última quarta-feira durante a audiência geral na Praça São Pedro, “quando tudo parece perdido, é então que Deus intervém com a força da ressurreição. “A ressurreição de Jesus – que celebramos nesta noite das noites - não é o final feliz de uma linda fábula, mas a intervenção de Deus Pai, quando toda a esperança humana já tinha desmoronado.

Cheios de confiança, vamos deixar de lado o Judas que temos dentro de nós, e vamos entregar todas as nossas esperanças ao Deus amor, que se entregou e morreu por nós. Somos chamados a seguir Jesus até o fim. Ele nos ensinou que nada é possível contra o amor.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

Deus é maior que os seus problemas!

Muitos conhecem e falam a seguinte passagem bíblica: “Jesus é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Último, o Começo e o Fim” (cf. Ap 22,13). Mas, talvez, não pararam para refletir sobre o que significa essa asserção.

Tudo bem que nós sabemos que Deus é poderoso e que criou o mundo… Mas por que, então, na hora em que devemos ter confiança nEle não conseguimos tê-la? Por que, na hora do aperto, quando bate um desespero, pulamos do barco, reclamamos da vida, desacreditamos em Deus, e procuramos caminhos mais imediatos tais como em seitas, horóscopos, benzedeiras, cartomantes, banhos de água, tudo para “tentar” controlar o nosso futuro? A nossa insegurança diante dos fatos é tamanha que apelamos para qualquer coisa. Tudo bem, você acredita em Deus. Então, por que não fica nesse acreditar e deixa que sua fé o sustente nas tribulações?

Quando a alma dói, dói mesmo. Dor é dor, não tem jeito. Quando o conflito, a depressão, a tribulação, os ataques vêm – e estamos sujeitos a isso a toda hora – é difícil, mas o confiar somente em Deus vai nos sustentar para passar por tudo. Mas não é bem isso que fazemos. Às vezes, uma carta parece maior do que Deus, um ombro de um namorado parece maior do que Deus.

É incrível a nossa capacidade de pegar algo que não tem importância ou que não vai resolver os nossos problemas e colocar como maior do que Deus. Se você se desesperar diante de um acontecimento, o seu desespero lhe parecerá maior do que Deus; se alguém estiver doente na família e você se desesperar, aquela doença lhe parecerá maior do que Deus.

Nos tempos em que vivemos, com tamanhos sofrimentos e dificuldades financeiras, sociais (violência…), enfim, tudo que contamina esses tempos, precisamos deixar claro para nós mesmos o tamanho que Deus é e o tamanho do seu poder. Precisamos, a toda hora, fixar em nossos corações: Deus é Deus e não há outro! Ele o sustenta; você pode confiar! Deus tudo pode, basta acreditar! Diga isso a você mesmo: confie!

E como ver Deus? Na Bíblia, listei algumas passagens, pois existem muitas, mas coloquei as que considerei importantes para esse momento, a fim de que tentemos fixar o tamanho de Deus em nossa mente, coração e vida. Muitos não tomaram consciência destas reflexões:

1. Contra Deus, ninguém pode. Ele nos diz isto: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Dominador” (Ap 1,8). Nós só conhecemos o instante momento, o presente apenas.

2. Deus, na Sua Onipotência, diz: “Realizaram-se os primeiros acontecimentos anunciados, eu predigo outros; antes que aconteçam, eu vo-los faço conhecer” (Is 42,9). Antes que aconteça, Deus faz acontecer! Quem na face da terra é capaz de fazer uma coisa dessas? Ninguém.

3. Deus diz: “Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, pois minhas são todas as feras das matas: há milhares de animais nos meus montes. Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. Se tivesse fome, não pecisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém” (Sl 49,9-11).

Leia também todo o Salmo 49; ele é fantástico! Deus ali está repreendendo os sacrifícios e ofertas que Israel estava Lhe oferecendo. Deus diz que tudo Lhe pertence e que era preciso apenas um louvor sincero a Ele: “Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo” (vs. 14). “Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória” (vs. 15). Como podemos ir contra ou nos opormos a um Deus a quem tudo pertence?

4. “Deus disse: ‘Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido’. E assim se fez. Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que tudo era bom” (Gn 1,9). Dá para discutir com Alguém assim? Não.

5. Deus fala para você: “Eis o que diz o Senhor a Ciro, seu ungido, que ele levou pela mão para derrubar as nações diante dele, para desatar o cinto dos reis, para abrir-lhes as portas, a fim de que nenhuma lhe fique fechada: ‘Irei eu mesmo diante de ti, aplainando as montanhas arrebentando os batentes de bronze, arrancando os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros enterrados e as riquezas escondidas, para mostrar-te que sou eu o Senhor, aquele que te chama pelo teu nome, o Deus de Israel. É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi, que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim. Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, a fim de que se saiba, do levante ao poente que nada há fora de mim” (Is 45,1-6).

Enquanto nós estamos indo para o amanhã, para o futuro, Deus está voltando de lá; Ele é o Senhor do tempo.

Não existe algo mais extraordinário do que Jesus Eucarístico. Quando é levantado o ostensório com Cristo Eucarístico, milagres e curas acontecem a quilômetros do local onde o erguem. Não dá para discutir com Alguém que era, é e sempre será! É mesmo difícil competir com Deus. Tentar vencê-lo muito mais difícil ainda, ou melhor, impossível. Deus é três vezes santo. Você pode buscar a santidade, mas Deus já é santo. Deus é Deus, um Deus poderosíssimo, mas que se anula e corre devido as fechadas do nosso coração.

Quer ser de Deus? Comece pelo coração, para que Jesus possa fazer morada santa em você. Você não foi feito para o pecado, para a derrota, para se deixar vencer pelos problemas que a vida nos impõe; mas para ser instrumento do amor de Deus, ser vitorioso(a) nEle. Confie e se abandone no poder de Jesus!

Por Thiago Zanetti
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16 de abril de 2014

Hoje é aniversário do Papa Emérito Bento XVI!

Hoje é aniversário do Papa Emérito Bento XVI!























Hoje dia 16 de Abril, o Papa Emérito Bento XVI celebra seus 87 anos de vida. O Papa Francisco ano passado dedicou a Santa Missa em ação de graças pela vida de seu predecessor, e disse essas palavras: “Ofereçamos a missa por ele (Bento XVI), para que o Senhor esteja com ele, o conforte e lhe dê muita consolação”, disse aos participantes da celebração eucarística. Façamos nós também hoje, esse ato de amor, como nos ensina Santa Teresinha do Menino Jesus: "... Pensar em uma pessoa que se ama é rezar por ela". 

Bento XVI presentou a Igreja com sua disponibilidade de coração, com o seu testemunho de vida ele nos ajudou a caminhar com Cristo e ter fé; a amar a Igreja, a Sagrada Liturgia e os seus mistérios; muitos ensinamentos ele nos deixou como: o Youcat para a Juventude. Hoje ainda continua a ajudar a Igreja, com suas orações. Feliz Aniversário! Agora nessa geração de dois papas, somos contigo também juventude, Benedictus e também Francisco. 

"Confesso em particular que sou seu seguidor, ainda estou no começo; mas os seus documentos já tem me ensinado muito. Rezo sempre pelo senhor. Que a Virgem Maria esteja sempre com você, levando sempre a dizer o seu Fiat." (Iury Nascimento)

O Blog Evangelizando lhes deseja um Feliz Aniversário! Este apostolado que nasceu do pedido feito pelo Papa Emérito quando ainda era Bispo de Roma (Papa), para que a Igreja evangelize através da internet e dos meios digitais, coincidindo com o Ano da Fé. Espero que o blog, esteja de fato ajudando à toda Igreja levando a Boa Nova de Jesus a todos os confins da Terra. Rezemos pelo nosso amado Papa Emérito Bento XVI. 

Iury Nascimento
Seminarista da Arquidiocese de Fortaleza e Administrador do Blog Evangelizando

15 de abril de 2014

A roupa da mulher influência estupros?

A roupa da mulher influência estupros?
Temos visto nas últimas semanas toda uma polêmica gerada por um órgão de pesquisa que apontou que a maioria dos brasileiros julgariam que o comportamento da mulher, influencia sim, num caso de estupro.

Na semana seguinte a esta notícia, o mesmo órgão de pesquisa admitiu um erro e anunciou por nota que houve uma troca nos gráficos, que o correto é afirmar que 26% dos entrevistados concordam com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”, ao invés dos 65% divulgados primeiramente.
A pesquisa traz ainda outros dados que achei interessante para entendermos como as pessoas estão percebendo  à sexualidade nos dias de hoje, por exemplo: 54,9% também concordam ou concordam parcialmente que “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama”. E a partir de afirmações como essas os estudiosos do órgão pesquisador também tiraram algumas conclusões: “Por trás da afirmação [referente ao estupro], está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais”, e “Constitui importante desafio reduzir os casos de violência contra as mulheres. (…) Uma das formas de se alcançar a diminuição deste fenômeno, além da garantia de punição para os agressores, é a educação. Transformar a cultura machista (…) é o maior desafio atualmente”.
Penso que tais conclusões são fruto de uma forma superficial de analisar o problema. Culpar a cultura machista ou o comportamento feminino pela crescente violência que estamos presenciando é equivalente a cuidar dos sintomas sem querermos nos esforçar por descobrir a doença. Daí então questiono se não seria tudo isso, antes, o reflexo de uma cultura que quer nos impor a todos, homens e mulheres, uma idolatria ao sexo, em formar as mentalidades para o culto ao corpo e a expressar os impulsos sexuais como forma de liberdade ou felicidade plena?
Ninguém se transforma num estuprador da noite para o dia. Até chegar ao ponto de cometer uma atrocidade dessas, um homem foi influenciado por estímulos, iniciando pelos mais simples que parecem inofensivos como as dançarinas seminuas num programa de domingo, até ele ir para a pornografia e depois cometer um crime.
Quero deixar bem claro que não estou justificando o ato violento. Em hipótese alguma a mulher deveria sofrer este tipo de agressão, nem qualquer outro tipo. Mas, é preciso denunciar que estamos sendo violados – mulheres e homens – em nossa dignidade de seres humanos, por tanta sexualização em nosso meio.
Após a revolução sexual e a constante incidência da erotização em nosso cotidiano, estão transformando o masculino (que é mais inclinado ao ato sexual, pois, a natureza que lhe deu o material genético que fecunda, então o fez com características psicológicas a buscar fecundar) numa máquina de sexo. Ou seja, estão ensinando o homem a manifestar seus impulsos naturais de forma animalesca ao invés de trabalhar para tranquilizá-los e conviver pacificamente com estes, pois isso é o normal e perfeitamente natural. Nisso é verdadeiro que “os homens não estão conseguindo controlar seus apetites sexuais”, desde a masturbação até os que chegam a cometer um ato criminoso.
Em contrapartida, estão demonstrando as mulheres que seu valor está na auto imagem. Como se os anseios mais profundos do coração feminino pudessem ser preenchidos quando ela se torna bela e desejável, só que pela via mais primitiva e superficial impressão dela mesma, que é a sensualidade.
Ao usar roupa curta, justa, os decotes, o shortinho, a legging que marca praticamente tudo, ela sabe que vai chamar a atenção, que os homens irão olhar para ela, mas sua intenção é de ser notada, ser vista, ser  reconhecida, de forma normal e natural. Ela não entende que está sendo provocativa, pois não é tão visual quanto o homem.

E sendo percebida, consequentemente aumentará sua autoestima e ela terá uma boa impressão de seu valor perante os outros. Ao sentir-se bonita e notável essa moça pensa que está despertando nos outros o interesse pela sua pessoa e por aquilo que ela porta em seu intimo.
Mas, quando um rapaz olha para ela, não é bem isso que ele pensa. A formosura e a notoriedade que ela quer e precisa estão muito além da sensualidade. “O que é mais importante é invisível aos olhos”, entretanto ao vê-la com vestes assim, primeiramente nesse rapaz despertará a sua fantasia sexual, e muito provavelmente é essa a impressão que ele levará dela. Infelizmente, daí vem a pobre afirmação: “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama”. E o pior, é que existem mulheres que estão condicionadas, reféns de uma necessidade dos elogios vindos de quando usam essas vestimentas tipo “arrasa quarteirão”, ou “de parar o trânsito”, como um “vício”.
Enfim, a intenção de um não é o entendimento do outro e o significado de um não é como o outro percebe.
Somente se falarmos a mesma linguagem é que poderemos nos entender, e neste caso, a “educação” indicada como solução na conclusão da pesquisa, só se fará mesmo pela beleza da castidade. Esta virtude que Mons. Jonas Abib tanto preza e nos recomenda pela “sadia convivência entre homens e mulheres”. É possível que um rapaz olhe para uma moça sem cobiça e com pureza, e vice versa? Sim, é possível!
Inseridos no amor de Cristo, desde as nossas amizades, aprendamos a treinar o amor desinteressado. São em gestos gratuitos de amor, em ofertar nosso tempo, nosso ouvido, em prestar um favor ao outro sem esperar retribuição, que podemos nos desvencilhar do nosso egoismo, controlar os instintos e descobrir nosso valor de pessoa. Nosso mais acertado auto reconhecimento está inscrito no coração de Deus, é lá que precisamos nos identificar.

Quando aprendemos à achegar-nos a alguém, não por ele poder nos trazer vantagens, mas por nosso amor gratuito, é que nosso coração e mente, daí também nossa sexualidade, irão sendo curados e fortalecidos na paz, no amor e na bondade.

Sei que algumas pessoas vão discordar e achar que a culpa é mesmo da mulher, ou culparão a mentalidade machista. Cada um tem o direito de usar a roupa que quer e querer viver o autocontrole ou não. Contudo, se falássemos mais de Castidade não somente a violência diminuiria, mas também a família e a sociedade viveriam de forma mais amorosa.
Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)

13 de abril de 2014

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – Ano A

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – Ano A
Mt 21,1-11

“Dizei à filha de Sião: ‘Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta!” – Assim, caríssimos irmãos, o nosso Jesus entra hoje em Jerusalém para sofrer Sua Paixão e fazer Sua Páscoa deste mundo para o Pai.

Jerusalém é a cidade do Messias; nela deveria manifestar-se o Reino de Deus. O Senhor Jesus, ao entrar nela de modo solene, realiza a esperança de Israel. Por isso o povo grita: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em Nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

Hoje, com nossos ramos levados em procissão, fazemos solene memória desse acontecimento e proclamamos com nossos cânticos que Jesus é o Messias prometido! Também nós cantaremos: Hosana ao Filho de Davi!

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo de guerra, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo!

Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil! Que lógica, a de Deus! E, misteriosamente, Israel não consegue compreendê-la e refutará Jesus!

Mas, e nós, compreendemos de verdade essa lógica? Hoje, seguir o Cristo em procissão é estar dispostos a aceita-Lo como Messias que tem como trono a cruz e como coroa os espinhos! Segui-Lo pela rua é comprometer-se a segui-lo pela vida! Caso contrário, nossa liturgia não passará de um teatro vazio...

Vamos com Jesus! Aclamemos Jesus! E quando na vida, a cruz vier, a dor vier, os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levaremos hoje para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir o Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!

+Dom Henrique Soares da Costa

12 de abril de 2014

CONTAGIAR O MUNDO COM A ALEGRIA

CONTAGIAR O MUNDO COM A ALEGRIA
Neste Domingo de Ramos, que nos introduz à Semana Santa - a Semana por excelência para os cristãos de todo o mundo e que nos levará a meditar a paixão e morte de Jesus e depois exultar com a Páscoa da ressurreição -, celebramos, além da entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. De fato todas as dioceses do mundo neste dia 13 celebrarão esse evento especial que envolve jovens de todas as idades. No último dia 6 de fevereiro o Papa Francisco publicou a sua mensagem para essa ocasião que tem como tema «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). A mensagem traz a data de 21 de janeiro, Memória de Santa Inês, virgem e mártir.

Na sua primeira mensagem para a JMJ, Francisco, depois dos grandes e intensos momentos vividos no Rio de Janeiro com a “Jornada carioca”, que ficou esculpida na mente e nos corações dos jovens do mundo inteiro, continua, se assim podemos dizer, o seu colóquio, a sua conversa com os jovens: o Santo Padre recorda, antes de tudo, que o próprio Jesus mostrou o caminho a seguir, encarnando as Bem-aventuranças em toda a sua vida: viver as Bem-aventuranças hoje é para os jovens um verdadeiro e próprio desafio.

O Papa exorta os jovens a rejeitarem toda oferta de felicidade “a baixo preço”, a encontrar a “coragem da felicidade” autêntica que só Deus pode dar. Francisco explica então aos jovens o que significa ser pobre em espírito, entrando no coração do tema desta Jornada Mundial da Juventude. O próprio Jesus escolheu uma via de despojamento e de pobreza e o Papa dirige aos jovens o forte convite a imitá-lo, indicando-lhes o exemplo de São Francisco de Assis. Os jovens são, portanto, chamados à conversão, a abraçar um estilo de vida marcado pela sobriedade, pela busca do essencial e pela sobriedade concreta em relação aos pobres.

O Santo Padre ressalta ainda a ligação profunda entre o tema da JMJ do Rio – “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19) – e a Bem-aventurança dos pobres em espírito. De fato a pobreza evangélica é condição essencial para que o Reino de Deus se estenda: muitas vezes brota dos corações mais simples a alegria autêntica que é o próprio motor da evangelização.

O Papa recorda enfim o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. “Foi precisamente a partir daquele ato simbólico de João Paulo II que teve início a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes”; e Francisco anunciou que após a sua canonização, João Paulo II será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude.

As Jornadas são “um grande sinal de esperança, um grande dom, um estimulante para a criatividade e imaginação missionárias”: palavras do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, que nesta semana abriu, nas proximidades de Roma, o encontro internacional sobre as Jornadas Mundiais da Juventude Rio 2013 e Cracóvia 2016, que se encerra neste domingo, dia 13. As Jornadas Mundiais da Juventude se tornaram parte integrante da pastoral da juventude no mundo e deve ser entendida a importância do projeto pastoral que elas trazem para a Igreja, disse ainda o purpurado.

Falando da JMJ no Rio de Janeiro, o Cardeal Rylko a definiu como “revolucionária, capaz de um impulso missionário de força extraordinária para toda a Igreja e para as gerações jovens”. “Uma gigantesca semeadura da Palavra de Deus, em especial nos corações dos jovens”. Agora, esta grande aventura da fé continua rumo a Cracóvia 2016, onde a JMJ voltará depois de 25 anos da experiência extraordinária de Czestochowa em 1991.

A JMJ deste domingo precede um evento histórico e de importância singular para a Igreja, a canonização de dois Papas, João XXIII e João Paulo II. E certamente os jovens, que viveram os eventos das Jornadas Mundiais já projetam o seu olhar para Cracóvia.

Em 2016, em Cracóvia, "João Paulo II voltará entre seus jovens como o Santo Patrono, amigo do céu em que se pode confiar". O Papa Francisco, como todos pudemos notar e sentir desde a sua eleição à Cátedra de Pedro, confia muito nos jovens e não perde a oportunidade para convidá-los a terem esperança, a serem corajosos. Corajosos em seguir Cristo, em responder ao seu chamado, a viver a sua verdadeira juventude, ir contracorrente, ser jovem cheio de utopias e desejos. Francisco encoraja os jovens a desejarem coisas grandes, a ampliarem seus corações; a terem a coragem da verdadeira felicidade! Dizer não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável. O Papa encoraja os jovens a serem felizes e contagiarem o mundo com a sua alegria. 

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

11 de abril de 2014

Jesus seria casado... Dom Henrique responde.

Jesus seria casado... Dom Henrique responde!























Notícia tola disfarçada de coisa séria e discutida por quem não entende nada de teologia ou história do cristianismo!
Afirmam que um papiro escrito entre o século IV e VIII é autêntico! Neste papiro, escrito em língua copta, afirmar-se-ia que Jesus seria casado...
1. Que significa afirmar que um documento antigo é autêntico? Significa que ele é realmente antigo e não uma falsificação atual. Não há nenhum juízo sobre o seu conteúdo.
2. Que é, concretamente, esse papiro? Um texto muito tardio de um evangelho apócrifo... Há muitos deles no cristianismo primitivo. Em geral são extremamente fantasiosos... Os evangelhos canônico são do século I! O período dos séculos IV a VIII já são bem recentes em se tratando de cristianismo. Nenhum "evangelho" desse período pode merecer crédito algum!
3. Qual o valor histórico ou teológico desse papiro "antigo"? Nenhum!
4. Qual a probabilidade de Jesus ter sido casado? Nenhuma! Os textos canônicos são unânimes em afirmar ou supor que Jesus era celibatário. Se Ele tivesse sido casado haveria textos realmente antigos (século I) que dariam conta disto.
5. E o resto? Conversa para boi dormir... Já estamos acostumados a essas tolices da imprensa no Natal e na Páscoa... Gente parecendo falar com grande autoridade de temas sobre os quais não têm noção alguma... É a cultura do superficial, da bobagem, do descartável...

+ Henrique Soares da Costa

1 de abril de 2014

Não podeis servir a Deus e ao dinheiro

A Bíblia diz que o mais importante é buscar “em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33).

É lamentável saber que o valor que temos para muitas pessoas se resume, basicamente, em dois aspectos análogos: o quanto de dinheiro eu tenho; e mesmo não tendo dinheiro, de que maneira eu posso contribuir para que o outro tenha mais dinheiro. Portanto, tudo gira em torno do dinheiro.

Jesus mesmo disse que muitos prestam algum tipo de favor a outros para receber o mesmo de volta (cf. Lc 6,34). Agir assim é agir por interesse. Ensinou-nos Jesus: “fazei o bem e prestai ajuda sem esperar coisa alguma em troca” (Lc 6,35). É isso que vemos por aí? De forma alguma, ao contrário, as relações são marcadas pelo interesse, pela perspectiva do quanto se pode lucrar, seja monetariamente, no status, na fama, no poder etc.; do quanto se pode beneficiar com a sombra, “amizade” do outro.

É assustador como o dinheiro tem de corromper as pessoas. Muitos fazem loucuras por ele. Amizades são desfeitas, casamento são feitos, pessoas cometem crimes, vendem o próprio corpo, matam, roubam, falsificam, adulteram, enganam, simulam, acusam faltamente enfim.

O dinheiro corrói os relacionamentos; como citamos, estabelece casamentos arranjados, por puro interesse. Casa-se com o bem-sucedido para se ter uma vida de luxo e se não for de luxo ao menos garantir o básico para não viver na pindaíba. E o amor, o amor sincero, verdadeiro? “Amor pra que, ele não enche barriga”, dizem essas vozes. Jogam por terra o sacramento do matrimônio sagrado aos olhos de Deus. Na verdade, quando chegam a se casarem na Igreja.

Bem antes do casamento, quando os dois ainda estão se conhecendo, ela pergunta o que ele faz, onde trabalha. Dependendo da resposta o interesse aumenta eu cessa. Ele é maravilho, educado, inteligente, e marcam para sair. – “Tô sem carro, nos encontramos no shopping, pode ser?”. Já era! – “O que, andar de ônibus nesse calor”, pensa ela. A coisa não decola já ali mesmo. Mas vem cá, ela está a fim do cara ou do carro? – “Tem tanto cara aí dando sopa e com um carrinho, por que vou sair com este que não tem”, pensa ela. Essa não te serve, e não serve para ninguém. O que move a relação é o interesse. Você é só um pretexto.

Nem precisa falar que no mundo das celebridades está repleto de casamentos por conveniências e tendo o dinheiro como motivo. Mulheres com desejo de fama, sucesso, status e bem-estar, casam-se com jogadores de futebol que estão em alta, sertanejos, empresários bem sucedidos, cantores da hora, artistas do momento etc. Tudo em nome da fama, do poder, do status, do dinheiro.

Eu te dou mais ou menos atenção dependendo do quanto você tem, do quanto ganha. Se você sai de um carro de luxo – ou um mais potente – e entra num restaurante, o seu tratamento será diferenciado. Isso já sabemos.

No Brasil, o preconceito não é tanto racial, mas muito mais sócio-econômico. Um gari negro, é negro, um trabalhador qualquer negro, é negro. São olhados do alto a baixo. Já um ministro do supremo, um médico negro, ninguém lembra da cor deles, não faz diferença nessa caso.

Aquela pessoa é seu amiga até o momento que me você não lhe pede dinheiro emprestado. Se pedir poderá ouvir “amigos, amigos, negócios à parte”. Mas o amigo de verdade não é para nos estender a mão nos momentos difíceis?

Pessoas sem a menor noção da vida, muitas vezes se apresentam apenas pelo sobrenome, para dizer “você conhece a família que eu venho, não é?”.

Diz-se que para se conhecer um homem basta dá-lhe poder, dinheiro e mulher – esse último não é objeto de nossa análise neste momento.

Por dinheiro, filhos matam os pais. O desejo de ter dinheiro rápido e fácil levam pessoas a cometerem infinidades de crimes e absurdos.

Quem tem dinheiro tem poder. Quanto mais se tem, mais se quer ter. Vivemos num mundo onde o ter é mais valorizado do que o ser.

Ser bom, íntegro, honesto, trabalhador, não vai fazer com que você conquiste aquela gata (interesseira, claro). Ela sairá com aquele outro que não lhe apetece os olhos, mas para andar de Hilux, Corolla vale tudo.

Por causa de uma bacia de petróleo nações entram em guerra e alegam motivos diversos, menos o que está por trás: o dinheiro.

Para o Papa Gregório o homem avarento era um assassino. E dizia o Pontífice: “Aquele que guarda para seu próprio uso o que iria sustentar o pobre, está matando todos aqueles que poderiam viver para a sua abundância”.

A avareza é um dos sete pecados capitais. É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.

O ano de 2012 foi o ano em que o funk da ostentação, que fala de dinheiro, carro importado, roupas de grife, jóias, carrões etc. ficou no topo do hit parade.

Uma música que falava da aquisição de um carro importado comprado com a herança do “véio”, emplacou uma dupla sertaneja e foi cantada pelo Brasil inteiro. A letra diz que quando ele tinha uma CG não era notado. Depois, ao comprar um Camaro ele passou “a escolher, porque tá sobrando mulher”. Que mulheres são essas? As interesseiras, que não escolhem um homem pelo que ele é, mas pelo que tem, onde mora, qual carro possui.

Uma das coisas que me trazem indignação é a má distribuição de renda, que consiste na divisão do capital (riqueza) de maneira desigual, poucos concentram a maioria da riqueza, enquanto muitos permanecem em situação de pobreza. De acordo com o site G1.com um estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Urbanos, o Brasil tem a quarta pior distribuição de renda entre os países da América Latina e do Caribe. Só Guatemala, Honduras e Colômbia são piores.

Jesus foi o mestre em todas as áreas da vida humana. Na economia, Jesus nos deu uma lição para amenizar o problema da pobreza no mundo, ao nos ensinar: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo” (Lc 3,11).

Uma frase clássica diz que dinheiro não compra felicidade. Uns dizem que não compra, mas manda buscar.

Vamos trabalhar com o seguinte conceito de felicidade: é feliz não aquele que tem o que quer, mas aquele que se contenta com o que tem.

Se ser feliz é amar a Deus e ao próximo e levar uma vida digna, independente do quanto se tem financeiramente (e aí está a verdadeira felicidade, a paz de espírito; sentir o amor de Deus e a partir daí sim, buscar as outras coisas), então nesse sentido o dinheiro não pode trazer felicidade. Pode dar um bem-estar, um conforto, mas não pode comprar o amor do outro. Porque o amor é dado livremente. O dinheiro pode comprar a companhia de uma loira de 1,80 metros de altura de olhos azuis, corpo sarado. Mas esta relação será marcada pelo interesse, pela compra, como se compra um produto na prateleira do supermercado.

A Bíblia fala da incompatibilidade entre ricos e pobres. Lê-se em Eclesiástico: “Que ligação pode ter um rico com um pobre [...] o pobre é causa de horror ao rico” (Eclo 13,22;24). Está escrito no versículo 25: “Um rico abalado é apoiado pelos seus amigos. O pobre que tropeça é ainda empurrado pelos seus companheiros”. Nos versículos 28 e 29 se lê isto: “Se fala o rico, todos se calam, e glorificam suas palavras até às nuvens; se fala um pobre, dizem: ‘Que é este homem?’”.

É importante ressaltar que a palavra de Deus não condena a riqueza, mas sim o apego a ela. Diz Eclesiástico 13,30: “A riqueza é boa para quem não tem a consciência pesada”. Portanto, a riqueza faz bem para quem sabe usar o dinheiro e não tem nela a sua segurança, mas sim no Senhor.

A Bíblia não condena o dinheiro em si mesmo, mas o seu apego, o seu mal uso. Se não fosse assim, Jesus não teria chamado um tesoureiro, Mateus, para ser um dos doze apóstolos.

A Palavra de Deus garante que melhor do que a riqueza é o temor a Deus (Pr 15,16), a honestidade (Pr 16,8), a serenidade (Sl 36,16), a saúde (Eclo 30,14-15).

O dinheiro pode fazer a pessoa esquecer-se de Deus: “Aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam” (Mt 13,22). “Ninguém pode servir a dois senhores: ou odiará a um e amará a outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

O desejo de enriquecer é fonte de muitas tentações: “Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio” (1Tm 6,9-10). Mas deve-se tomar cuidado com a leitura cega e fora de contexto da Palavra de Deus. Não se pode usar esse versículo para condenar a prosperidade material. O que não é de Deus é ter como meta qualquer objetivo colocando Ele, o Senhor, em segundo plano, enquanto que em primeiro lugar deve estar Deus, em todas as coisas. Este é o primeiro mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento” (Mt 22,37-38).

A palavra de Deus não condena a riqueza em si mesma, adquirida pelo suor, pelo trabalho honesto. Quanto mais você tem, mais você também pode ajudar. O que é condenável, é a ganância, a avareza, a ostentação, o exibicionismo.

A Bíblia quer nos mostrar que o mais importante é buscar o Reino de Deus e as demais coisas nos serão dadas por acréscimo (cf. Mt 6,33).

Viva, trabalhe, prospere, tendo em mente que tudo é dom de Deus e nossa meta é o seu Reino e não as coisas materiais.

Sendo desapegado você viverá bem com a riqueza e sendo humilde de coração você se contentará com o que tem.

Por Thiago Zanetti
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25 de março de 2014

Cardeal Orani alerta sobre ideologia de gênero na PNE

Cardeal Orani alerta sobre ideologia de gênero na PNE

O Arcebispo do Rio de Janeiro Afirma Ser antinatural e anticristã UMA 
Tentativa Fazer Plano Nacional de Educação

Será, votado Nesta quarta-feira, 26, na Câmara dos Deputados, o Plano Nacional de Educação. O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, Alerta de para um "Ideologia de Gênero" Que ESTA Presente nenhum Documento.

Segue Mensagem do Cardeal:

DEPOIS de adiada Varias Vezes devido à pressao popular, uma votação fazer Plano Nacional de Educação (PNE), a vigorar nn proximos dez Anos Como Parâmetro AO Sistema Educacional Brasileiro, FOI Marcada parágrafo a Próxima quarta-feira, dia 26 de março.

O Documento de serviços votado Contém, no entanto, Uma afronta como FAMÍLIAS brasileiras responsáveis ​​pelas Novas Gerações, POIs introduz, oficialmente, não há ensino nacional um Revolucionária, sorrateira e Perigosa "Ideologia de Gênero" desmascarada Mais de UMA Vez POR estudiosos de Renome.


E de suma importância saber Que a Palavra Gênero substitui - POR UMA ardilosa e Bem planejada Manipulação da Linguagem - o Termo sexo. Tal substituição Localidade: Não se da, porem, Como hum sinónimo, mas, sim, Como hum vocábulo novo Capaz de implantar na Mente e nsa trajes das PESSOAS Conceitos e Práticas inimagináveis.

Nesse Modelo Inovador de Sociedade, Nao existiria Mais Homem e Mulher distintos Segundo a Natureza, mas, AO contrario Só haveria hum SER HUMANO OU neutro indefinido Opaco uma Sociedade - e Localidade: Não o proprio Sujeito - Faria Ser Homem UO Mulher, SEGUNDO como funções Opaco LHE oferecer.

Ve-se, portanto, Quao arbitrária, antinatural e anticristã e A Ideologia de Gênero contida nenhuma Plano Nacional de Educação (PNE) e Opaco POR ESSA Razão Merece uma sadia Reação dos cristãos e de Todas como PESSOAS de Boa Vontade a Fim de PEDIR Opaco nossos Representantes não façam Congresso Nacional, Mais UMA Vez, jus AO encargo Opaco TEM de Serem nossos Representantes e rejeitem, peremptoriamente, a Ideologia de Gênero los Nosso Sistema de ensino.

Como Formas de Participação - Simples, mas imprescindíveis - são como seguintes:

a) assinatura los UMA Plataforma Específica não http://www.citizengo.org/pt-pt/5312-ideologia-genero-na-educacao-nao-obrigado

b) LigAção gratuita Pelo Telefone 0800 619 619. Tecla "9" pedindo a rejeição à Ideologia de Gênero los Nosso Sistema Educacional.

São José, patrono da Família, Rogai POR NÓS!

Rio de Janeiro, RJ, 22 de março de 2014

† Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

23 de março de 2014

A sacralidade da liturgia

A sacralidade da liturgia

Quanto à sacralidade da Liturgia, ela se encontra em crise porque primeiramente o conceito do que é o cristianismo e o que é a Igreja se encontram em crise - e isto é muito grave!

Pensa-se que a Igreja existe para difundir e defender os valores do Reino... E por valores do Reino se tomam muitos dos valores ideológicos da esquerda e de certas filosofias do progresso, todas elas herdeiras do pensamento de Joaquim di Fiori, famoso abade do séc. XII, condenado pelo Concílio Lateranense IV.

Ora, não é para isto que a Igreja existe: para anunciar valores!
A Igreja existe para anunciar uma Pessoa: Jesus, para ser o espaço no qual Jesus fala Sua palavra, age salvificamente pelos sacramentos e forma sempre de novo Seus discípulos como a Sua comunidade, que, vivendo Sua Vida nova (Vida de ressurreição), torna-se espaço no qual Deus, o Pai, reina de verdade.

Assim, a Igreja é germe e sinal do Reino do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja é início do Céu, quando o Reino se manifestará plenamente. Esta é a convicção constante da fé da Igreja, tão belamente apresentada o Concílio do Vaticano II.

Na liturgia é Cristo Quem age, é Cristo Quem doa sempre e novamente o Seu Espírito, que é a própria Vida eterna, Vida divina. Na Liturgia, portanto, a salvação acontece sempre no aqui e no agora da vida humana.
A Liturgia é primeiramente ação de Cristo, que num só Espírito, une a Si a Sua Igreja no sacrifício de louvor ao Pai. Quando se tem essa consciência, compreende-se que a Liturgia é um fazer sagrado, isto é, pertence diretamente ao mundo de Deus e exprime o Seu inefável mistério.

Sem esta percepção, a Liturgia torna-se a festa da “comunidade celebrante” que celebra suas ideias, suas lutas e suas conquistas... Que lástima, que erro, que perda do foco, que traição à fé católica, à consciência cristã! Cristo sai do centro, Deus, o Pai, desaparece e a dimensão sagrada perde totalmente sua razão de ser!

Agora é preciso também compreender um outro aspecto importante: a sacralidade da Liturgia não depende do aparato exterior que lhe damos, mas da consciência profunda de se estar no âmbito de Deus.
A sacralidade vem de Deus, não de ritos ou alfaias! Os ritos e alfaias podem e devem exprimir a sacralidade, mas não a geram nem a garantem. Rito por rito, alfaia por alfaia nos levariam a um desfile de fixação estética de sentido mais que duvidoso!

É preciso estar atentos para o sentido teológico da Liturgia, para uma espiritualidade litúrgica centrada em Cristo, de consciência de ser Igreja Corpo do Senhor e de profundo compromisso com o Evangelho na própria vida e na vida do mundo, com tudo o que isto possa significar e implicar!

Falar em Liturgia não pode nos deter em simples cerimônias, em detalhes mínimos de pequenas observâncias - ainda que elas tenham também o seu valor! O cerne, a nobreza, a importância da Liturgia reside no fato de ser celebração do Mistério pascal do Cristo nosso Deus, na qual recebemos a salvação que o Senhor nos trouxe, pois que ali, Sua Páscoa torna-se perenemente presente e Ele mesmo, como está no Céu, coloca-Se no meio, no centro, no coração da Sua Igreja, como poder santificador, perdoante e salvífico para dar Vida divina aos Seus discípulos e, por eles, a Vida ao mundo!

Dom Henrique Soares

22 de março de 2014

João XXIII e João Paulo II: bondade e misericórdia de Deus para a Igreja

João XXIII e João Paulo II: bondade e misericórdia de Deus para a Igreja
Dia 27 de abril de 2014, Festa da Divina Misericórdia, o Senhor reserva à sua Igreja Santa, Católica, Apostólica e Romana um mimo de sua infinita bondade: a canonização, ou seja, passam a ser santos dois papas, João XXIII, o papa bom e João Paulo II, o papa pop. O primeiro trouxe ao trono de Pedro a humildade e a proximidade com o povo; o segundo rejuvenesceu a Sé apostólica com seu carisma e seu poder de sedução junto às multidões.

Bento XVI dispensou os 5 anos necessários após a morte para abrir o processo de canonização de João Paulo. Francisco inovou ao suspender a necessidade de mais um milagre para a canonização de João XXIII. Ambos pontífices beatos, que em breve serão incluídos na lista dos santos da Igreja Católica têm duas realidades que os marcam: o Concílio Vaticano II e a Igreja. O concílio marcou a vida e o ministério de ambos, pois foi o maior evento eclesial no século XX, propiciou que a caridade e a paz se concretizassem na vida da Igreja, que é mãe generosa e cuidadosa, que se faz próxima dos homens e mulheres consolando, ajudando e sustentando na esperança. João é o papa bom, pai de toda a humanidade, ele a abraçava e a abençoava. João Paulo visitando o mundo inteiro, fez-se o mensageiro da paz e promotor da vida, da fraternidade entre os povos e acolhedor dos necessitados. Ambos são santos, pois consistiram em viver a vida boa do Evangelho nas situações mais diversificadas que a Providência divina os colocava.

O papa João XXIII  foi eleito no dia 28 de outubro de 1958. Por sua idade foi tomado como um papa de transição, mas surpreendeu o mundo com a convocação para o Concílio Vaticano II (1962-1965) e propiciou para que se vivesse em uma Igreja aberta ao mundo. João Paulo II foi eleito em 1978 e foi o primeiro papa não italiano em 456 anos. Entrou para a história pelo seu carisma e pelas viagens que fez aos quatro cantos do mundo encontrando com diversas pessoas e comunidades. Foi um grande missionário, um evangelizador universal, comunicador, fecundo no apostolado da palavra e dos seus escritos.

A Igreja vive destas grandes riquezas e heranças, da simplicidade do papa bom, João XXIII, e do papa misericordioso e sofredor, João Paulo II. A ação do Espírito Santo na Igreja é atuante constante em todos os momentos e lugares. Vemos verdadeiramente que a Igreja é antes de tudo a comunidade daqueles que são chamados à santidade e se empenha em cada dia para alcançá-la. Seguindo as pegadas destes dois grandes homens saberemos que nos encaminharemos em direção a Jesus Cristo. Ele que é o Pai das Misericórdias forja nos corações simples de várias pessoas o molde da santidade, planta ali sua semente de vida nova, transformando-as em corajosas testemunhas do amor de Deus em sua vida, que se estende a todas as pessoas.

A Igreja com esta atitude de canonizar estes grandes homens canoniza seus estilos de vida, suas virtudes heroicas, pois ambos são apresentados como modelos de vida a serviço da Igreja e de Deus, foram em seu tempo instrumentos da ação do Espírito Santo. No ato de elevá-los à honra dos altares, o papa Francisco mostra-nos caminhos de santidade de duas pessoas que souberam colocar-se à altura dos momentos e servir a Igreja, que é a Igreja de Cristo Jesus. Abre-se para todos os cristãos a partir de João XXIII e João Paulo II os caminhos da santidade, da simplicidade, da bondade e da misericórdia.

Colunista do Blog Evangelizando
Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
diácono na Arquidiocese de Mariana, bacharel em filosofia pela FAM, formado em teologia pelo Instituto São José de Mariana. Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/

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