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18 de março de 2014

Ideologia de Gênero na educação? Não! Obrigado!

Ideologia de Gênero na educação? Não! Obrigado!

O VERDADEIRO OBJETIVO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO É A DESTRUIÇÃO COMPLETA 
DA FAMÍLIA

No final do ano passado, foi votado no Senado Federal o projeto para o Plano Nacional de Educação. O PNE contém as diretrizes para todo o sistema educacional brasileiro para os próximos anos. Dentre os diversos problemas que se encontram no texto, o mais grave deles é a inserção da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional. Na ocasião, os senadores rejeitaram a tentativa de tornar obrigatório o ensino dessa ideologia em nosso sistema educacional. 
Após a votação no Senado, o PNE foi para a Câmara dos Deputados, onde será votado por uma Comissão Especial. A votação final ocorrerá no dia 19, na próxima semana. Vários deputados afirmaram que são favoráveis à obrigatoriedade da insersação da Ideologia de Gênero. Além disso, o relator da comissão, o deputado Álvaro Vanhoni, do PT do Paraná, adotou a mesma posição defendida pelo presidente da ABGLT, ou seja, a defesa da inclusão da Ideologia de Gênero no sistema educacional brasileiro. 
Como já foi explicado em outra ocasião, a Ideologia de Gênero é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da "luta contra o preconceito", mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objetivo de abolir a família. 
Além disso, a palavra “gênero”, segundo os criadores da Ideologia de Gênero, deve substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitadoe poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas”. Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.
Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”. 
Por isso, temos de nos manifestar imediatamente e pedir aos deputados que rejeitem completamente a introdução da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional. 

14 de março de 2014

A revolução de Francisco





A revolução de Francisco
Na semana em que o Papa Francisco, de certo modo se desligou do mundo, participando dos Exercícios Espirituais fora do Vaticano, o mundo inteiro, ao contrário, se ligou no “homem que veio do fim do mundo”, para recordar e comemorar o seu primeiro ano de Pontificado. De fato, no dia 13 de março de 2013, a chaminé da Capela Sistina anunciava ao mundo que a Igreja Católica tinha um novo Papa... momentos depois, já no balcão central da Basílica Vaticana, o rosto sereno e afável de um argentino de origem italiana, dirigia ao mundo a sua primeira saudação. Num italiano perfeito saiu o “buona sera”, boa-noite; depois a primeira indicação de que algo de novo estava acontecendo. Ele por primeiro pede aos fiéis, que em silêncio, rezassem por ele e pela sua grande missão; pedido aliás que ele renova a cada contato que tem com os fiéis. O que ocorre depois nos seguintes 365 dias é de conhecimento de quase todos. Sim porque a mídia católica e a mídia chamada leiga, o acompanhou em todos os seus momentos dentro e fora do Vaticano. Acompanhou e dissecou suas ações, palavras, buscando neste novo Sucessor de Pedro, os porquês, e motivos de tais gestos. Todos foram unânimes: “é novo oxigênio para Igreja Católica”.

E como Francisco chegou aos corações de crentes e não crentes? Simplesmente através de seu exemplo, da suas palavras e gestos simples. Da sua identificação com os últimos, com os pobres, com aqueles que sofrem. Da sua pregação de pároco que reafirma que o nosso Deus, não é um Deus inatingível, distante, duro, mas sim um Deus misericordioso, que nos amou por primeiro.

Francisco traz a autenticidade de um Papa que sabe que o gesto é uma forma de comunicar por vezes mais forte do que a palavra. Conhece perfeitamente as dificuldades que a Igreja atravessa, a necessidade de uma reestruturação da Cúria Romana, trabalho aliás que já está fazendo. Conhece também os anseios das famílias, dos jovens diante dos desafios da sociedade atual. Tem um olhar preferencial para as crianças e idosos; olha para a necessidade da paz naqueles lugares onde vidas são ceifadas em nome de ideologias políticas. Conhece o drama dos novos mártires cristãos,

perseguidos e assassinados pelo simples fato de carregarem uma cruz ou uma Bíblia.

É através desse conhecimento das realidades fora dos muros vaticanos que Francisco, com a sua proximidade, é amado pelas pessoas, sejam elas de que religiões forem. Ele não é um super-homem, não é um astro do cinema ou da música; é simplesmente um homem que acredita no amor, nas pessoas, no Deus único que tudo transforma, no Cristo, que se tornou nosso irmão.

O segredo de Francisco... colocar Deus e o homem no centro de tudo. Sim, tudo para ele parte da oração, da contemplação do mistério redentor de Cristo, e do homem, destinatário dessa redenção.

Muitos artigos, programas televisivos, radiofônicos foram feitos nesta semana para comemorar, explicar, dar dimensão ao primeiro ano de Pontificado de Bergoglio. Todos colocando em destaque temas e gestos que para eles foram mais impressionantes. Francisco sem querer jamais ser um homem popular, mas sim um pastor que ajuda, anima as pessoas a caminharem na sua fé, despertou em uma grande parcela da humanidade a esperança de que o mundo e a vida das pessoas podem mudar. Essa esperança é a esperança dos jovens que no Rio de Janeiro, durante a JMJ viram nele, o amigo que caminha junto e indica a direção.

Temos em Francisco, o amigo que veio de longe não para realizar grandes feitos, mudar simplesmente a Igreja, ser o homem do ano. Não, ele veio para mudar o coração das pessoas. Essa é a grande revolução de Bergoglio, a revolução do coração. É bom comemorar esse aniversário, mas melhor ainda é dar ouvidos aos seus ensinamentos, nos quais ele convida todos a serem discípulos e missionários de Cristo, com o coração cheio de alegria e esperança.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

9 de março de 2014

O veneno do vazio

O Papa Francisco não se cansa de chamar a atenção dos jovens, mas também daqueles que são responsáveis pelo seu futuro. Nos dias passados, quando recebeu no Vaticano os membros da Pontifícia Comissão para a América Latina, voltou a insistir no cuidado das crianças e dos jovens. Recordamos que a América Latina, em sua grande maioria é formada por jovens que vivem o presente com o olhar e esperança no futuro. Nas suas palavras improvisadas, Francisco recordou um ensinamento básico que educar não é somente transmitir conhecimento. E neste ensinamento colocou a transmissão da fé. Sim porque se a mesma for feita unicamente através da passagem de conteúdos, será superficial ou ideológica. A fé não terá raízes se não for acompanhada de comportamentos e de valores.

Nesta transmissão é necessário criar o hábito de uma conduta para favorecer a acolhida de valores. E o Papa citou então três pilares para essa transmissão: utopia, memória e discernimento. Chama a atenção esses pilares, essa visão do Papa que vai buscar no seu passado como pastor em Buenos Aires a inspiração para chamar a nossa atenção para o que podemos e devemos fazer pelos nossos jovens.

A utopia, que para muitos pode parecer negativa, no sentido de algo irrealizável, é evidenciada como um projeto, uma riqueza para o jovem, pois “um jovem sem utopia é um velho precoce”. A utopia olha para o futuro.

No que diz respeito à memória e ao discernimento o Papa afirma que a memória olha para o passado e o discernimento é o presente. O jovem deve receber a memória e plantar as raízes da sua utopia nesta memória; e assim discernir no presente a sua utopia. Discernir no presente, analisar a situação, é já estar projetando o futuro.

O Papa Francisco traz o seu pensamento para o momento em que vivemos, para a nossa sociedade que está se acostumando com vários vícios e criando novas culturas, como a “cultura do descarte”. Em muitas ocasiões falou da especificidade da sociedade moderna em deixar de lado, de cancelar, excluir aqueles que não produzem, aqueles que “somente consomem”, que são vistos como empecilhos para o desenvolvimento. Tudo sintetizado num pensamento econômico.

Mas nesta cultura do descarte também o jovem é atingido, pois no centro “está o deus dinheiro e não a pessoa humana”. Portanto, tudo aquilo que não entra nesta ordem, se descarta. “Descartam-se as crianças que sofrem, que incomodam e que não convém que nasçam, descartam-se os idosos. Hoje também os jovens fazem parte deste material de descarte. Assim, o jovem que se encontra sem trabalho – mal dos nossos tempos - “anestesia a sua utopia”. A utopia de um jovem cheio de entusiasmo está cada vez mais se transformando em desencanto. E o convite do Papa: “é preciso dar fé e esperança aos jovens desencantados.

Creio que ninguém tem dúvida de que o Papa que veio “do fim do mundo” agrada aos jovens do mundo inteiro, sejam eles católicos ou não. Isso pudemos constatar no Rio de Janeiro, no ano passado, durante a JMJ. O coro foi uníssono: “ele é um de nós”.

A juventude não vê no Santo Padre um Super-homem, uma estrela de cinema, alguém que está recitando a sua parte como um ator, mas sim alguém que está como eles, e se sentem fascinados pela sua simplicidade, pelos seus gestos e palavras. É alguém que apesar da idade, como um avô, os compreende, mas ao mesmo tempo é exigente, chama a atenção para as armadilhas do mundo, do provisório, exorta a buscar o que permanece, o que é essencial para a vida.

Francisco insiste sempre com os jovens para que busquem a fé como um antídoto para combater “o veneno do vazio”, da não utopia, do ter em detrimento do ser, do consumismo. Os jovens são sensíveis aos apelos do Papa e aos seus chamados a conservarem valores. O Santo Padre não se poupa em reafirmar que é absurdo basear a própria felicidade nas coisas materiais, no ter. “A verdadeira riqueza, - diz - é o amor de Deus partilhado com os nossos irmãos”.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

1 de março de 2014

* Sou padre, e daí?

* Sou padre, e daí?
Frei Mário Sérgio Souza

Eu nunca vi uma afirmação para assustar tanto algumas pessoas como essa: sim, sou padre! Meu Deus, tão novo, tão simpático, tão inteligente, tão normal, tão sem jeito, tão isso, tão aquilo. Isso quando não ressoa um estridente – “que desperdício!”. O que me desperta a atenção e acho curioso, é que o mundo caminha para uma diversidade em tantos campos, e as pessoas ainda se assustam com as opções alheias.

O ser padre ainda se caracteriza uma denúncia de algo? Será? Fico me perguntando sempre sobre isso. O que o fato de ser padre causa espanto? Será que as pessoas acham a igreja uma instituição ultrapassada nos valores que defendem? Então, como um jovem quer se filiar a ela? Será que é por causa do celibato, num mundo marcadamente erotizado e banalizador da sexualidade em suas amplas dimensões? Será que o jovem que assume o sacerdócio é um homem em rota de fuga, seja do mundo, de uma opção sexual, de uma busca de comodismo dentro das estruturas eclesiásticas? Será que pensam que o padre só quer explorar da igreja, estudar e depois cair fora e viver outras realidades? Como pode alguém querer ser padre em meio a tantos escândalos envolvendo sacerdotes pelo mundo afora?

Mas, o sacerdócio e sua beleza, sua riqueza, sua profundidade, cabem nessas perguntas? Visões reducionistas sobre questões sérias mostram quão vazios vivem os nossos contemporâneos. Sobretudo, quando reduzem as opções dos outros às rasuras de seus pensamentos e teorias. Como o mundo secularizado quer apagar qualquer fagulha do sagrado, e o sacerdote representa esse sagrado encarnado em sua consagração, pronto, querem acabar com a figura do padre, pensando, assim, acabarem com o próprio Deus. Mas, o sacerdócio sobrevive bravamente a essas investidas.

O que me desafia, quando penso no sacerdócio, é a necessidade e a demanda, as perguntas e os desafios, as exigências e as cobranças do povo em relação ao nosso ministério. Hoje, o povo quer ir atrás do padre que lhe agrada, que lhe fala ao coração, que lhe desperta emoções e sensações, que tem uma palavra inteligente para oferecer, que seja dinâmico, culto e respondedor de todas as inquietações das problemáticas atuais. É difícil encontrar um homem que se enquadre em todas essas exigências. Mesmo assim, o sacerdócio ainda sobrevive.

A saída é nunca tirar os olhos de Jesus. Fixar o olhar Nele, em Suas palavras, em Seus gestos, em Suas atitudes. O padre precisa pedir, todo dia, a graça de ter “os mesmos sentimentos do Cristo Jesus” (Fl 2,5). Pedir a graça de nunca tirar os olhos das ovelhas do rebanho que o Senhor lhes confiou, porque a missão do Cristo é a mesma missão do sacerdote: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, a curar os quebrantados de coração e proclamar a liberdade aos cativos e dar-lhes o óleo da alegria em lugar do luto”. (Is 61, 1- 3). Ser padre é ter uma preocupação profunda e sincera pela pessoa humana. Compreender suas dores, curar suas feridas, dar o bálsamo da paz interior. Ser padre é atualizar, pela força e o caráter do sacramento, a vida de Jesus no mundo que se chama hoje.

Eu sei que o mundo respeita um padre inteligente – afinal, saber é poder, já dizia Bacon; também sei que o mundo admira a coragem de um jovem de assumir esse estado de vida, embora não queira para si nem para os seus; sei que muitos outros acham que é uma perda de tempo tal vocação; sei de outros que nem querem saber de padres; mas, sobretudo, sei do bem que um homem que se consagra ao sacerdócio ministerial faz à humanidade. O padre é o homem do abraço acolhedor de Deus, do sorriso encorajador de Deus, da palavra certa na hora do jeito certo; é o homem da última porta que muitos batem nos desesperos e crises do viver e saem dali experimentando a misericórdia do abraço do Pai. O padre, por fim, nas palavras de Bento XVI, é o amor do Coração de Jesus. Por isso, sou padre, e daí?

Blog Carmadélio - Artigos e Notícias selecionadas à luz da Fé Católica.


Uma oração pela família

Uma oração pela família
No próximo mês de outubro se realizará no Vaticano a Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”. Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família. Nos dias passados o Papa Francisco escreveu uma Carta às famílias de todo o mundo pedindo para que elas rezem pelos trabalhos sinodais.

Mas quais são esses desafios que tanto incidem sobre a “célula da sociedade e da Igreja”? Basta olhar ao nosso redor e ver que a família, seja ela cristã ou de outra religião enfrenta no seu cotidiano situações que são verdadeiros desafios para a sua integridade. Desafios principalmente neste nosso tempo em que vivemos uma rápida mudança social nos costumes, nos hábitos, condicionados muitas vezes pelos meios de comunicação que ao invés de ajudarem a pessoa a crescer, tende a tornar tudo banal, permissível e possível, distante de uma “vida familiar sadia”.

Seja bem-vindo o desenvolvimento dos instrumentos de comunicação, das redes, do mundo da internet; o que devemos nos interrogar é a utilização que se faz dos mesmos, dos conteúdos propostos, das “novas verdades” que corrompem éticas de comportamento e de vida. Parece que a ética e a moral cristã, verdadeiro valores, são apresentados como coisa de velhos, do passado, agora a novidade é a liberdade, “fazer o que dá na telha”.

E nessa busca de novos comportamentos, novas liberdades, a família é atingida em cheio. Novos paradigmas chegam a banalizar a real dimensão de uma família, fazendo com que tudo se torne normal, tudo tenha explicação na evolução da sociedade. Pensar no amor entre um homem e uma mulher por toda a vida “é careta”, coisa do passado. O matrimônio dura – dizem – enquanto dura o amor. Mas será que o amor tem validade de tempo?

Certamente são muitas as famílias que ao longo do percurso, por razões diversas, tiveram que tomar decisões difíceis e até mesmo escolher estradas diferentes: o fim de um relacionamento é sempre um trauma, causa sempre dor. Sem levar em consideração os filhos, que muitas vezes, são os que mais pagam pelas escolhas dos pais.

Certamente o primeiro desafio para uma família surge dentro de casa, quando os equilíbrios se rompem e os relacionamentos se deterioram. Um provérbio chinês afirma: “Antes de começar o trabalho de mudar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa”. Não importa o que você diga a seus filhos para fazerem. Eles naturalmente seguirão aquilo que o veem fazendo. Sim o exemplo arrebata, provoca, atrai. Se o exemplo permanece, as palavras voam com o vento!

O Papa Francisco não cansa de repetir a receita para uma boa convivência dentro de casa: com licença, obrigado, desculpa. Três palavras-chave! Peçamos licença para não ser invasivos em família. Digamos obrigado, obrigado pelo amor! E a última: desculpa. Todos erramos, – disse o Papa - e às vezes alguém fica ofendido na família e no casal, e algumas vezes voam os pratos, dizem-se palavras duras… E o conselho de Francisco: “Não acabem o dia sem fazer a pazes. A paz faz-se de novo cada dia em família!”

O maior investimento a ser feito na família é o amor. Nada é mais poderoso e reparador do que amar e expressar esse amor.

Os desafios são tantos e a receita para superá-los é tão simples. Junto a esta receita, a oração, tesouro precioso para a vida familiar. Sim, pois a família tem a grandeza da realidade humana, tão simples e ao mesmo tempo tão rica, feita de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como o é toda a vida.

O Papa pede a nossa oração pelos trabalhos do próximo Sínodo, pede orações para e pelas famílias do mundo inteiro. Vamos nos unir nesta corrente espiritual, para que o Espírito Santo ilumine os Padres Sinodais e os guie na sua exigente tarefa: e que a Igreja realize um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudar as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".




Não se deixe levar pelos ventos, entregue sua vida a Deus

Não se deixe levar pelos ventos, entregue sua vida a Deus
Uma vida de bênçãos o Pai quer te dar. Não viva como uma biruta que segue a direção dos ventos. Não viva sem rumo!

Não há para onde correr: ou aceitamos Jesus como nosso Senhor e Salvador ou entregamos nossa vida ao nada, ao vento, isto é, não daremos sentido a nossa vida, viveremos a esmo, capengando. Você não quer ser levado pelos ventos, não é? O único vento que pode lavá-lo e, quanto a esse não há restrições, é o sopro do Espírito Santo Deus.

Diante da vida você precisa reagir, posicionar-se como filho(a), escolhido(a) e amado(a) de Deus. Se você não tomar as rédeas da sua vida e entregá-la a Jesus, você andará errante, sem rumo, guiado por ventos, pelas ondas, passível de ser influenciado por más companhias e cair, por exemplo, no mundo das drogas, do roubo, da promiscuidade etc.

O demônio tem grande interesse em nossa vida, a fim de destruí-la e nos levar à perdição. Quando não entregamos em espírito e em verdade todo o nosso ser a Deus, o demônio nos ronda, mesmo não sendo convidado, para fazer de nós aquilo que ele quer. As almas perto de Deus bebem da sua graça e estão fortalecida nEle; para essas, o demônio tenta uma penetração, mas, como esses filhos estão próximos de Deus (na oração, na entrega…), pouca brecha o inimigo encontra para adentrar; será mais difícil entrar; por isso, aquelas almas que não se decidiram se caminham ou não com Jesus, o demônio as vê como livres para tramar contra elas e prejudicar-lhes a vida.

Vou mais uma vez utilizar um texto de um amigo: “Jesus diz em Mt 6, 24: Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro’. Não podemos amar a Jesus e a outro ao mesmo tempo! A esse outro, a Bíblia chama de luxo, dinheiro ou demônio! Ou Jesus é o meu Senhor ou não o é. Ou meus sentimentos são de Deus ou não o são! Não podemos nos deixar influenciar por tudo aquilo que não nos leva a Jesus. Não podemos aceitar coisas, programas, filmes, palavras, ações etc. que nos levem a renegar e a rejeitar aquilo que Jesus quer para nós! Temos de ter em mente que para Deus não existe meio termo: ou é ou não é!!! Na Bíblia, Deus nos indica somente dois caminhos: o da Luz e o das trevas. Ou Jesus ou o demônio. Em nenhuma parte da Bíblia, cogitam-se outros caminhos fora desses. Então, se não estivermos com o Deus verdadeiro, a verdadeira Luz, estaremos nas trevas. Se não estivermos vivendo, crendo e amando a Deus, estaremos nos dedicando ao inimigo de Deus. ‘Examinai, pois, se a luz em ti não são trevas! Se então teu corpo estiver todo cheio de luz, sem traço algum de escuridão, ficarás totalmente iluminado, como acontece quando a lâmpada te ilumina com seu clarão (Lc 11, 35). Essa passagem nos aponta o caminho dos nossos atos, pensamentos, desejos e sentimentos. Deixemo-nos ser totalmente iluminados por Cristo Jesus!’” (PROUX JÚNIOR. Obra não publicada).

Será que Deus lhe deu a vida para você vivê-la a esmo? Não! Muito mais, uma vida de graça Ele quer te dar! Aproxime-se de Deus, deixe-O tomar conta do seu coração. Você verá uma grande revolução acontecer em sua vida. Será homem e mulher novos.

Não permita que sua vida seja guiada ao sabor dos ventos, até porque eles nada farão a não ser jogá-lo de um lado para outro como o fazem com folhas, papéis, poeiras, birutas etc. Você não vale mais que um grão de poeira suspenso no ar que é levado de um lado para outro pelo vento? Absolutamente! Você é amado(a) do Pai, escolhido(a) para ser Seu instrumento de amor e multiplicar esse amor às nações, aos seus irmãos mais próximos, chamados a multiplicar a Sua graça, converter tantos outros, abençoar a tantos e, com o poder dado por Jesus, pelo seu digníssimo Nome, curar os que necessitam dessa graça.

Não entregue sua vida ao vento, ou às ondas e, pior, ao diabo.

Utilizamos como metáfora o vento, as ondas como qualquer caminho contrário a Deus e que não te leva a Ele. Não se deixe levar como uma pipa ou uma biruta de aeroporto. Se você estiver vazio, sem gana para viver para buscar a felicidade a cada instante, mesmo diante dos problemas, será levado pelos ventos, levado também pelas ondas, que derrubam e levam para longe os barcos (nós) que não estão ancorados em Jesus, Aquele que é a nossa rocha firme sobre a qual construímos nossas casas, vidas.

Vazio(a) você pode estar totalmente, mas das coisas do mundo, para que no “abismo do seu nada”, como diz S. Afonso de Ligório, o Espírito Santo possa vir em seu auxílio e lhe preencher a alma, inundando-o(a) totalmente de amor, unção, graça e paz da Trindade Santa: Deus Pai, Filho e Espírito Santo!

Devemos ser vazios para as coisas do mundo e cheios do Espírito de Deus!

Thiago Zanetti - Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)
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27 de fevereiro de 2014

Bento XVI responde à especulações sobre validade de sua renúncia

Bento XVI responde à especulações sobre validade de sua renúncia
O Papa emérito Bento XVI respondeu, de próprio punho, a uma carta enviada por um jornalista italiano sobre recentes especulações a respeito da validade de sua renúncia ao Papado. De modo conciso e breve, o Papa alemão afirma serem sem qualquer fundamento as afirmações da imprensa sobre o assunto.

“Não existe a menor dúvida sobre a validez da renúncia ao ministério petrino, é absurdo especular sobre esta decisão. A única condição é a plena liberdade de decisão”, escreve Ratzinger.

A imprensa italiana, nos últimos dias, publicou artigos sobre a renúncia de Bento XVI, sobre o título de Papa Emérito e as vestes brancas que ele permaneceu usando. Foi colocada em dúvida a validade de sua renúncia e a possibilidade dele ter sido obrigado a deixar o papado.

O Papa emérito declarou serem absurdas tais afirmações. A respeito das vestes brancas utilizadas, ele declarou ser algo de ordem prática. “No momento da renúncia não havia à disposição outras roupas. Afinal, uso a veste branca de modo claramente distinto da veste do Papa”, explica.

Bento XVI declarou a sua renúncia no dia 11 de fevereiro de 2013, durante um Consistório, no Vaticano. Na ocasião, explicou ao Cardeais que realizava o ato consciente de sua liberdade em poder realizá-lo.

“Por isso, em consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante (…)”, declarou na ocasião.

Por: Canção Nova


23 de fevereiro de 2014

Refletindo a Campanha da Fraternidade 2014

Refletindo a Campanha da Fraternidade 2014
Este ano a Igreja Católica no Brasil no tempo da Quaresma; que convida à conversão, oração e reflexão; desenvolverá a Campanha da Fraternidade, que trará como tema: Fraternidade e tráfico humano e o lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

Mais de 200 anos após o 13 de maio que extinguiu com a escravidão no Brasil, milhões de pessoas continuam sendo tratadas como mercadorias, passíveis de serem vendidas, compradas e exploradas.

A ONU por meio do protocolo de Palermo (2003) define o tráfico de pessoas como “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo-se à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coração, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter consentimento de uma pessoa que tenha  autoridade sobre outra para fins de exploração”.

As vítimas do tráfico humano são retiradas de seu ambiente, de seu país ou cidade e passa a ter sua mobilidade reduzida; pois são usadas para a exploração sexual ou de trabalho. Outros meios para o aliciamento das pessoas são as propostas de trabalho na agricultura, pecuária, comércio, construção civil ou oficinas de costura.

A pessoa humana criada por Deus (Gn 1, 26-27), vista como fruto querido e amado da criação divina, deixa de ser sujeito capaz de liberdade e passa a ser tratada como objeto, um produto, uma mercadoria, que se vende, troca, transporta e explora. O tráfico humano e a exploração buscam privar a pessoa da sua dignidade, da sua liberdade e capacidade de orientar sua vida. O reconhecimento da filiação divina possibilita que, por Jesus cristo, todos são dignos de ter sua vida respeitada. Dessa forma, tudo o que vai contra a vida também vai contra o projeto do Reino de Deus, realidade onde “justiça e paz se abraçarão” (Sl 85,11), pois o Senhor é o Deus que liberta e salva os oprimidos, liberta das algemas da opressão; pois leva ao cumprimento pleno o plano salvífico de Deus (Lc 4, 14-21).

No Brasil, mais de 25 mil pessoas prestam serviços presas em fazendas, garimpos e carvoarias. De 1995 a 2008 cerca de 33750 foram libertadas do trabalho escravo. Em 21 estados da federação já foram encontrados trabalhos escravos. No ano de 2000 foi desmantelada uma rede de tráfico humano para a venda de órgãos que ligava o Pernambuco e a África do Sul. Em 2004, o Ministério Público denunciou 28 pessoas por este crime. A comercialização de 30 órgãos movimentou 4, 5 milhões de dólares neste esquema criminoso. Há ainda o tráfico interno de pessoas no Brasil para o trabalho em situações ilegais e subumanas. O nosso país, infelizmente, é também importador de mão de obra dos países vizinhos, principalmente da Bolívia, do Peru, do Paraguai, do Haiti e da Colômbia.

No âmbito internacional, das 2,5 milhões de pessoas traficadas, 43% são para a exploração sexual, 32% para a exploração econômica e 25% para os dois ao mesmo tempo.

O tráfico humano está diretamente associado ao modelo de desenvolvimento presente na economia, pois a competitividade e o desejo de lucro pressiona para que se reduza os gastos do trabalho, a “flexibilizar” as leis trabalhistas para que o produto final chegue a um preço mais baixo e gere um consumo maior. Porém, tais mercadorias, que alimentam a sede de lucro vem da exploração escrava de homens, mulheres e crianças; que têm sua liberdade cerceada, seus planos e projetos desfeitos, seus laços afetivos relegados ao esquecimento.

Esta Campanha da Fraternidade favorece-nos em gestos concretos claros e pertinentes:
- estar atento para perceber pessoas que aliciam outras para o trabalho e atividades que não respeitam as leis trabalhistas e denunciá-las;
- buscar em nossas relações trabalhistas pautar pela justiça e honestidade para com as leis trabalhistas e os direitos dos trabalhadores;
- dar prioridade à compra de mercadorias de lugares e regiões que não utilizem de mão de obra explorada desrespeitando os direitos dos trabalhadores;
- educar-se para a vida de liberdade, reconhecendo-se como filhos e filhas de Deus, criados em dignidade e amor.

A fé cristã favorece que cada cristão se reconheça co
nstrutor de um mundo novo, onde o Evangelho encontre acolhida nas estruturas sociais e nos corações humanos; onde a Vida em plenitude seja a meta concreta de uma vida imersa em Cristo. Em Jesus somos plenamente livres, a Lei do Amor deve ser vivida plenamente, sem diferenciações, à ponto que se possa afirmar que “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”(Gl 2,20); pois sabemos que o Amor nos criou e se entregou de forma plena e radical na cruz. Assim, ninguém tem a capacidade e o poder de inibir a liberdade do outro, pois “todos são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo” (Gl 3, 26).

Refletindo a Campanha da Fraternidade 2014
Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
diácono na Arquidiocese de Mariana, bacharel em filosofia pela FAM, formado em teologia pelo Instituto São José de Mariana. Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/








21 de fevereiro de 2014

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela























O sacerdote venezuelano José Palmar foi espancado por policiais e agentes da Guarda Nacional, ao tentar impedir que estes ataquem a um grupo de estudantes que ia em direção à Defensoria do Povo da cidade de Maracaibo.

Conforme informa a imprensa local, a agressão aconteceu na Praça da República. Depois de ser espancado, o sacerdote foi ajudado por estudantes e dirigentes da manifestação.

Devido à gravidade das lesões e afetado pelas bombas de gás lacrimogênio, o Pe. Palmar teve que ser levado a uma clínica para ser atendido.

A violência extrema nos países, policias sem consciência do que estão fazendo e sem se importar a quem estão espancando.

Fonte: acidigital

11 de fevereiro de 2014

Via Twitter, Francisco pede orações por Bento XVI
























Um ano após a renúncia de seu predecessor, Francisco pede que fiéis rezem pelo Papa Emérito, homem de “coragem e humildade”

No dia em que se recorda a renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco pediu orações por seu predecessor. “Hoje, convido-vos a rezar juntos comigo por Sua Santidade Bento XVI, um homem de grande coragem e humildade”, escreveu Francisco em sua conta no Twitter.

Há exatamente um ano, a Igreja e o mundo presenciavam um fato histórico: a renúncia de um Papa. Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciava o fim de seu ministério petrino.


“Depois de ter examinado, repetidamente, a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”, disse Bento XVI explicando o motivo de sua decisão.

Fonte: Canção Nova

Estamos juntos com toda a Igreja de Cristo, para rezarmos pelo Papa Emérito Bento XVI este homem que nos deixou um forte legado de ensinamentos e ainda hoje nos deixa com seus livros e catequeses, um fonte ensinamento sobre a Doutrina da Igreja, os Santos, a Fé etc. Que o Senhor Jesus Cristo, derrame sobre a vida de Bento XVI muita saúde e paz, ele que está a interceder pela Igreja e todos os seus fiéis. Nós te amamos querido e amado Bento XVI.

9 de fevereiro de 2014

O VENENO DA INVEJA

O VENENO DA INVEJA
"Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja."

(Ésquilo)

Não posso garantir que a frase acima é do autor em questão. Mas uma coisa sei, ela carrega consigo uma verdade. Muitos se alegram com as dores do outro. Contraditório? Não. Quando alguém não consegue uma vitória que havia buscado, há uma solidariedade por vezes camuflada. Nem todos se alegram, mas é verdade também que nem todos se compadecem. É mais fácil ser solidário na dor que alegrar-se com as conquistas dos amigos. Ver a felicidade alheia causa sintomas que roubam a paz que falta no olhar de quem vem o sorriso da vitória.

Um sorriso que não nasce dos nossos próprios lábios sempre é mais difícil de ser digerido. Bom mesmo é sorrir com nossas conquistas e ver o olhar do outro querendo consumir em prestações a nossa felicidade. Triste realidade de quem vive na dependência do consumismo alheio. Mais triste ainda é ver a inveja destruir amizades.

Há diamantes querendo ser topázios, no entanto não compreenderam que o rubi nunca será uma esmeralda. Cada um é um no projeto singular da existência humana. Se Deus nos fez diamantes ele irá ao longo da vida nos lapidar para que sejamos um diamante mais bonito, mas nunca deixaremos de ser um diamante e nos tornaremos um topázio. É preciso aceitar as nossas belezas e deixar que o outro seja tão belo quanto ele foi criado. Este processo leva tempo e requer maturidade e confiança na graça de Deus que nos fez únicos para sermos luz no mundo.

A inveja talvez tenha sua raiz na incapacidade que uma pessoa carrega em si de fazer a diferença a partir de suas próprias capacidades. Quando o jardim do outro parece mais bonito do que o nosso próprio jardim, deixamos o cuidado do nosso tempo ao descuido e passamos a vida a contemplar as flores que não nos pertencem e deixamos as nossas morrerem secas pela inveja que não nos permite cuidar de nossa própria vida.

A inveja deixa sim os olhos grandes: de incapacidades que poderiam ter se transformado em lindos jardins. Não é o elogio que faz o outro feliz, mas sim a capacidade que temos de cuidar de nossas próprias vidas e deixar que o outro seguir seus próprios caminhos. Quem se preocupa demais com a vida alheia é porque já não tem mais tempo de cuidar de suas próprias demandas existências. Transformou sua vida no mito de narciso, mas ao invés de contemplar sua própria face enxerga sempre no lago de seus pensamentos o rosto da felicidade alheia. Perdeu seus olhos em um mundo que nunca será seu. O tempo que se usa vigiando a vida do outro seria muito mais bem aproveitado cuidando de suas próprias fragilidades humanas.

Padre Flávio Sobreiro
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Site: http://www.padreflaviosobreiro.com


Namoro: será que sou muito exigente?

Namoro: será que sou muito exigente?
Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”

Normalmente, é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você deverá procurar alguém naquele ambiente onde são vividos os valores que são importantes para você. Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc., a pessoa que você procura.

O namoro começa com uma amizade, que pode ser um “pré – namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu coração bom, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma.

Ao escolher o namorado, não se prenda só nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Há uma velha música dos meus tempos de garoto, que dizia assim: “Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora, e por isso já não sei, o que será de mim agora.” Será que você não “mandou embora”, quem de fato a amava e poderia fazê-la feliz? Lembre-se, paixão não é amor.

Se você encontrou aquela pessoa que satisfaz osvalores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. E você terá que aprender a ceder em alguns pontos, repito, não essenciais. Há um ditado que diz que “quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiper- exigente” poderá ficar só. Muitas vezes aquele que quer escolher muito acaba sendo o último contemplado.

Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro e nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo, ou com outras chantagens. O namoro não é a hora de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez o governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóvel; usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!” Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança: “Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”

Ao se escolher com quem namorar, não se pode deixar de lado alguns aspectos como: idade, nível social e cultural, financeiro, religião, etc. Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher.

O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isto será uma pedrinha a mais no sapato dos dois. A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para se relacionar com uma moça sem estudos.
Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será também um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos.

Na hora de escolher alguém você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.
Há coisas que são mutáveis, mas há outras que não. Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural um dia – e isto é muito bonito – , mas será difícil você fazê-la mudar de religião, se ela é convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua.

Sobretudo lembre-se que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar; mesmo porque “amar é construir alguém querido, e não, querer alguém já construído.”

Texto extraído do Livro – Namoro, Prof. Felipe Aquino



Prof. Felipe Aquino
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Blog: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/ Site: http://cleofas.com.br/






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