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1 de março de 2014

Não se deixe levar pelos ventos, entregue sua vida a Deus

Não se deixe levar pelos ventos, entregue sua vida a Deus
Uma vida de bênçãos o Pai quer te dar. Não viva como uma biruta que segue a direção dos ventos. Não viva sem rumo!

Não há para onde correr: ou aceitamos Jesus como nosso Senhor e Salvador ou entregamos nossa vida ao nada, ao vento, isto é, não daremos sentido a nossa vida, viveremos a esmo, capengando. Você não quer ser levado pelos ventos, não é? O único vento que pode lavá-lo e, quanto a esse não há restrições, é o sopro do Espírito Santo Deus.

Diante da vida você precisa reagir, posicionar-se como filho(a), escolhido(a) e amado(a) de Deus. Se você não tomar as rédeas da sua vida e entregá-la a Jesus, você andará errante, sem rumo, guiado por ventos, pelas ondas, passível de ser influenciado por más companhias e cair, por exemplo, no mundo das drogas, do roubo, da promiscuidade etc.

O demônio tem grande interesse em nossa vida, a fim de destruí-la e nos levar à perdição. Quando não entregamos em espírito e em verdade todo o nosso ser a Deus, o demônio nos ronda, mesmo não sendo convidado, para fazer de nós aquilo que ele quer. As almas perto de Deus bebem da sua graça e estão fortalecida nEle; para essas, o demônio tenta uma penetração, mas, como esses filhos estão próximos de Deus (na oração, na entrega…), pouca brecha o inimigo encontra para adentrar; será mais difícil entrar; por isso, aquelas almas que não se decidiram se caminham ou não com Jesus, o demônio as vê como livres para tramar contra elas e prejudicar-lhes a vida.

Vou mais uma vez utilizar um texto de um amigo: “Jesus diz em Mt 6, 24: Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro’. Não podemos amar a Jesus e a outro ao mesmo tempo! A esse outro, a Bíblia chama de luxo, dinheiro ou demônio! Ou Jesus é o meu Senhor ou não o é. Ou meus sentimentos são de Deus ou não o são! Não podemos nos deixar influenciar por tudo aquilo que não nos leva a Jesus. Não podemos aceitar coisas, programas, filmes, palavras, ações etc. que nos levem a renegar e a rejeitar aquilo que Jesus quer para nós! Temos de ter em mente que para Deus não existe meio termo: ou é ou não é!!! Na Bíblia, Deus nos indica somente dois caminhos: o da Luz e o das trevas. Ou Jesus ou o demônio. Em nenhuma parte da Bíblia, cogitam-se outros caminhos fora desses. Então, se não estivermos com o Deus verdadeiro, a verdadeira Luz, estaremos nas trevas. Se não estivermos vivendo, crendo e amando a Deus, estaremos nos dedicando ao inimigo de Deus. ‘Examinai, pois, se a luz em ti não são trevas! Se então teu corpo estiver todo cheio de luz, sem traço algum de escuridão, ficarás totalmente iluminado, como acontece quando a lâmpada te ilumina com seu clarão (Lc 11, 35). Essa passagem nos aponta o caminho dos nossos atos, pensamentos, desejos e sentimentos. Deixemo-nos ser totalmente iluminados por Cristo Jesus!’” (PROUX JÚNIOR. Obra não publicada).

Será que Deus lhe deu a vida para você vivê-la a esmo? Não! Muito mais, uma vida de graça Ele quer te dar! Aproxime-se de Deus, deixe-O tomar conta do seu coração. Você verá uma grande revolução acontecer em sua vida. Será homem e mulher novos.

Não permita que sua vida seja guiada ao sabor dos ventos, até porque eles nada farão a não ser jogá-lo de um lado para outro como o fazem com folhas, papéis, poeiras, birutas etc. Você não vale mais que um grão de poeira suspenso no ar que é levado de um lado para outro pelo vento? Absolutamente! Você é amado(a) do Pai, escolhido(a) para ser Seu instrumento de amor e multiplicar esse amor às nações, aos seus irmãos mais próximos, chamados a multiplicar a Sua graça, converter tantos outros, abençoar a tantos e, com o poder dado por Jesus, pelo seu digníssimo Nome, curar os que necessitam dessa graça.

Não entregue sua vida ao vento, ou às ondas e, pior, ao diabo.

Utilizamos como metáfora o vento, as ondas como qualquer caminho contrário a Deus e que não te leva a Ele. Não se deixe levar como uma pipa ou uma biruta de aeroporto. Se você estiver vazio, sem gana para viver para buscar a felicidade a cada instante, mesmo diante dos problemas, será levado pelos ventos, levado também pelas ondas, que derrubam e levam para longe os barcos (nós) que não estão ancorados em Jesus, Aquele que é a nossa rocha firme sobre a qual construímos nossas casas, vidas.

Vazio(a) você pode estar totalmente, mas das coisas do mundo, para que no “abismo do seu nada”, como diz S. Afonso de Ligório, o Espírito Santo possa vir em seu auxílio e lhe preencher a alma, inundando-o(a) totalmente de amor, unção, graça e paz da Trindade Santa: Deus Pai, Filho e Espírito Santo!

Devemos ser vazios para as coisas do mundo e cheios do Espírito de Deus!

Thiago Zanetti - Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)
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27 de fevereiro de 2014

Bento XVI responde à especulações sobre validade de sua renúncia

Bento XVI responde à especulações sobre validade de sua renúncia
O Papa emérito Bento XVI respondeu, de próprio punho, a uma carta enviada por um jornalista italiano sobre recentes especulações a respeito da validade de sua renúncia ao Papado. De modo conciso e breve, o Papa alemão afirma serem sem qualquer fundamento as afirmações da imprensa sobre o assunto.

“Não existe a menor dúvida sobre a validez da renúncia ao ministério petrino, é absurdo especular sobre esta decisão. A única condição é a plena liberdade de decisão”, escreve Ratzinger.

A imprensa italiana, nos últimos dias, publicou artigos sobre a renúncia de Bento XVI, sobre o título de Papa Emérito e as vestes brancas que ele permaneceu usando. Foi colocada em dúvida a validade de sua renúncia e a possibilidade dele ter sido obrigado a deixar o papado.

O Papa emérito declarou serem absurdas tais afirmações. A respeito das vestes brancas utilizadas, ele declarou ser algo de ordem prática. “No momento da renúncia não havia à disposição outras roupas. Afinal, uso a veste branca de modo claramente distinto da veste do Papa”, explica.

Bento XVI declarou a sua renúncia no dia 11 de fevereiro de 2013, durante um Consistório, no Vaticano. Na ocasião, explicou ao Cardeais que realizava o ato consciente de sua liberdade em poder realizá-lo.

“Por isso, em consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante (…)”, declarou na ocasião.

Por: Canção Nova


23 de fevereiro de 2014

Refletindo a Campanha da Fraternidade 2014

Refletindo a Campanha da Fraternidade 2014
Este ano a Igreja Católica no Brasil no tempo da Quaresma; que convida à conversão, oração e reflexão; desenvolverá a Campanha da Fraternidade, que trará como tema: Fraternidade e tráfico humano e o lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

Mais de 200 anos após o 13 de maio que extinguiu com a escravidão no Brasil, milhões de pessoas continuam sendo tratadas como mercadorias, passíveis de serem vendidas, compradas e exploradas.

A ONU por meio do protocolo de Palermo (2003) define o tráfico de pessoas como “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo-se à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coração, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter consentimento de uma pessoa que tenha  autoridade sobre outra para fins de exploração”.

As vítimas do tráfico humano são retiradas de seu ambiente, de seu país ou cidade e passa a ter sua mobilidade reduzida; pois são usadas para a exploração sexual ou de trabalho. Outros meios para o aliciamento das pessoas são as propostas de trabalho na agricultura, pecuária, comércio, construção civil ou oficinas de costura.

A pessoa humana criada por Deus (Gn 1, 26-27), vista como fruto querido e amado da criação divina, deixa de ser sujeito capaz de liberdade e passa a ser tratada como objeto, um produto, uma mercadoria, que se vende, troca, transporta e explora. O tráfico humano e a exploração buscam privar a pessoa da sua dignidade, da sua liberdade e capacidade de orientar sua vida. O reconhecimento da filiação divina possibilita que, por Jesus cristo, todos são dignos de ter sua vida respeitada. Dessa forma, tudo o que vai contra a vida também vai contra o projeto do Reino de Deus, realidade onde “justiça e paz se abraçarão” (Sl 85,11), pois o Senhor é o Deus que liberta e salva os oprimidos, liberta das algemas da opressão; pois leva ao cumprimento pleno o plano salvífico de Deus (Lc 4, 14-21).

No Brasil, mais de 25 mil pessoas prestam serviços presas em fazendas, garimpos e carvoarias. De 1995 a 2008 cerca de 33750 foram libertadas do trabalho escravo. Em 21 estados da federação já foram encontrados trabalhos escravos. No ano de 2000 foi desmantelada uma rede de tráfico humano para a venda de órgãos que ligava o Pernambuco e a África do Sul. Em 2004, o Ministério Público denunciou 28 pessoas por este crime. A comercialização de 30 órgãos movimentou 4, 5 milhões de dólares neste esquema criminoso. Há ainda o tráfico interno de pessoas no Brasil para o trabalho em situações ilegais e subumanas. O nosso país, infelizmente, é também importador de mão de obra dos países vizinhos, principalmente da Bolívia, do Peru, do Paraguai, do Haiti e da Colômbia.

No âmbito internacional, das 2,5 milhões de pessoas traficadas, 43% são para a exploração sexual, 32% para a exploração econômica e 25% para os dois ao mesmo tempo.

O tráfico humano está diretamente associado ao modelo de desenvolvimento presente na economia, pois a competitividade e o desejo de lucro pressiona para que se reduza os gastos do trabalho, a “flexibilizar” as leis trabalhistas para que o produto final chegue a um preço mais baixo e gere um consumo maior. Porém, tais mercadorias, que alimentam a sede de lucro vem da exploração escrava de homens, mulheres e crianças; que têm sua liberdade cerceada, seus planos e projetos desfeitos, seus laços afetivos relegados ao esquecimento.

Esta Campanha da Fraternidade favorece-nos em gestos concretos claros e pertinentes:
- estar atento para perceber pessoas que aliciam outras para o trabalho e atividades que não respeitam as leis trabalhistas e denunciá-las;
- buscar em nossas relações trabalhistas pautar pela justiça e honestidade para com as leis trabalhistas e os direitos dos trabalhadores;
- dar prioridade à compra de mercadorias de lugares e regiões que não utilizem de mão de obra explorada desrespeitando os direitos dos trabalhadores;
- educar-se para a vida de liberdade, reconhecendo-se como filhos e filhas de Deus, criados em dignidade e amor.

A fé cristã favorece que cada cristão se reconheça co
nstrutor de um mundo novo, onde o Evangelho encontre acolhida nas estruturas sociais e nos corações humanos; onde a Vida em plenitude seja a meta concreta de uma vida imersa em Cristo. Em Jesus somos plenamente livres, a Lei do Amor deve ser vivida plenamente, sem diferenciações, à ponto que se possa afirmar que “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”(Gl 2,20); pois sabemos que o Amor nos criou e se entregou de forma plena e radical na cruz. Assim, ninguém tem a capacidade e o poder de inibir a liberdade do outro, pois “todos são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo” (Gl 3, 26).

Refletindo a Campanha da Fraternidade 2014
Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
diácono na Arquidiocese de Mariana, bacharel em filosofia pela FAM, formado em teologia pelo Instituto São José de Mariana. Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/








21 de fevereiro de 2014

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela























O sacerdote venezuelano José Palmar foi espancado por policiais e agentes da Guarda Nacional, ao tentar impedir que estes ataquem a um grupo de estudantes que ia em direção à Defensoria do Povo da cidade de Maracaibo.

Conforme informa a imprensa local, a agressão aconteceu na Praça da República. Depois de ser espancado, o sacerdote foi ajudado por estudantes e dirigentes da manifestação.

Devido à gravidade das lesões e afetado pelas bombas de gás lacrimogênio, o Pe. Palmar teve que ser levado a uma clínica para ser atendido.

A violência extrema nos países, policias sem consciência do que estão fazendo e sem se importar a quem estão espancando.

Fonte: acidigital

11 de fevereiro de 2014

Via Twitter, Francisco pede orações por Bento XVI
























Um ano após a renúncia de seu predecessor, Francisco pede que fiéis rezem pelo Papa Emérito, homem de “coragem e humildade”

No dia em que se recorda a renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco pediu orações por seu predecessor. “Hoje, convido-vos a rezar juntos comigo por Sua Santidade Bento XVI, um homem de grande coragem e humildade”, escreveu Francisco em sua conta no Twitter.

Há exatamente um ano, a Igreja e o mundo presenciavam um fato histórico: a renúncia de um Papa. Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciava o fim de seu ministério petrino.


“Depois de ter examinado, repetidamente, a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”, disse Bento XVI explicando o motivo de sua decisão.

Fonte: Canção Nova

Estamos juntos com toda a Igreja de Cristo, para rezarmos pelo Papa Emérito Bento XVI este homem que nos deixou um forte legado de ensinamentos e ainda hoje nos deixa com seus livros e catequeses, um fonte ensinamento sobre a Doutrina da Igreja, os Santos, a Fé etc. Que o Senhor Jesus Cristo, derrame sobre a vida de Bento XVI muita saúde e paz, ele que está a interceder pela Igreja e todos os seus fiéis. Nós te amamos querido e amado Bento XVI.

9 de fevereiro de 2014

O VENENO DA INVEJA

O VENENO DA INVEJA
"Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja."

(Ésquilo)

Não posso garantir que a frase acima é do autor em questão. Mas uma coisa sei, ela carrega consigo uma verdade. Muitos se alegram com as dores do outro. Contraditório? Não. Quando alguém não consegue uma vitória que havia buscado, há uma solidariedade por vezes camuflada. Nem todos se alegram, mas é verdade também que nem todos se compadecem. É mais fácil ser solidário na dor que alegrar-se com as conquistas dos amigos. Ver a felicidade alheia causa sintomas que roubam a paz que falta no olhar de quem vem o sorriso da vitória.

Um sorriso que não nasce dos nossos próprios lábios sempre é mais difícil de ser digerido. Bom mesmo é sorrir com nossas conquistas e ver o olhar do outro querendo consumir em prestações a nossa felicidade. Triste realidade de quem vive na dependência do consumismo alheio. Mais triste ainda é ver a inveja destruir amizades.

Há diamantes querendo ser topázios, no entanto não compreenderam que o rubi nunca será uma esmeralda. Cada um é um no projeto singular da existência humana. Se Deus nos fez diamantes ele irá ao longo da vida nos lapidar para que sejamos um diamante mais bonito, mas nunca deixaremos de ser um diamante e nos tornaremos um topázio. É preciso aceitar as nossas belezas e deixar que o outro seja tão belo quanto ele foi criado. Este processo leva tempo e requer maturidade e confiança na graça de Deus que nos fez únicos para sermos luz no mundo.

A inveja talvez tenha sua raiz na incapacidade que uma pessoa carrega em si de fazer a diferença a partir de suas próprias capacidades. Quando o jardim do outro parece mais bonito do que o nosso próprio jardim, deixamos o cuidado do nosso tempo ao descuido e passamos a vida a contemplar as flores que não nos pertencem e deixamos as nossas morrerem secas pela inveja que não nos permite cuidar de nossa própria vida.

A inveja deixa sim os olhos grandes: de incapacidades que poderiam ter se transformado em lindos jardins. Não é o elogio que faz o outro feliz, mas sim a capacidade que temos de cuidar de nossas próprias vidas e deixar que o outro seguir seus próprios caminhos. Quem se preocupa demais com a vida alheia é porque já não tem mais tempo de cuidar de suas próprias demandas existências. Transformou sua vida no mito de narciso, mas ao invés de contemplar sua própria face enxerga sempre no lago de seus pensamentos o rosto da felicidade alheia. Perdeu seus olhos em um mundo que nunca será seu. O tempo que se usa vigiando a vida do outro seria muito mais bem aproveitado cuidando de suas próprias fragilidades humanas.

Padre Flávio Sobreiro
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Site: http://www.padreflaviosobreiro.com


Namoro: será que sou muito exigente?

Namoro: será que sou muito exigente?
Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”

Normalmente, é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você deverá procurar alguém naquele ambiente onde são vividos os valores que são importantes para você. Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc., a pessoa que você procura.

O namoro começa com uma amizade, que pode ser um “pré – namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu coração bom, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma.

Ao escolher o namorado, não se prenda só nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Há uma velha música dos meus tempos de garoto, que dizia assim: “Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora, e por isso já não sei, o que será de mim agora.” Será que você não “mandou embora”, quem de fato a amava e poderia fazê-la feliz? Lembre-se, paixão não é amor.

Se você encontrou aquela pessoa que satisfaz osvalores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. E você terá que aprender a ceder em alguns pontos, repito, não essenciais. Há um ditado que diz que “quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiper- exigente” poderá ficar só. Muitas vezes aquele que quer escolher muito acaba sendo o último contemplado.

Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro e nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo, ou com outras chantagens. O namoro não é a hora de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez o governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóvel; usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!” Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança: “Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”

Ao se escolher com quem namorar, não se pode deixar de lado alguns aspectos como: idade, nível social e cultural, financeiro, religião, etc. Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher.

O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isto será uma pedrinha a mais no sapato dos dois. A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para se relacionar com uma moça sem estudos.
Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será também um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos.

Na hora de escolher alguém você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.
Há coisas que são mutáveis, mas há outras que não. Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural um dia – e isto é muito bonito – , mas será difícil você fazê-la mudar de religião, se ela é convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua.

Sobretudo lembre-se que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar; mesmo porque “amar é construir alguém querido, e não, querer alguém já construído.”

Texto extraído do Livro – Namoro, Prof. Felipe Aquino



Prof. Felipe Aquino
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Blog: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/ Site: http://cleofas.com.br/






6 de fevereiro de 2014

Estudo espiritual do tempo quaresmal - Parte 1

Estudo espiritual do tempo quaresmal - Parte 1
O tempo litúrgico da Quaresma como o conhecemos hoje sofreu uma evolução ao longo da história da Igreja. Nesta série de artigos, procuraremos trabalhar a riqueza da  teologia e espiritualidade deste tempo.

Nosso estudo tem como fonte a carta circular: Paschalis Sollemnitatis - A Preparação e Celebração das Festas Pascais (Congregação para o Culto Divino - 16 de janeiro de 1988).

O caminho penitencial do tempo quaresmal é um tempo de graça. A Quaresma tem dupla característica: preparar os catecúmenos que serão admitidos aos sacramentos da iniciação cristã; e os fiéis por meio da escuta frequente da Palavra de Deus e de uma oração mais intensa, são preparados coma Penitência para renovar as promessas do Batismo (6).

A vigília pascal é considerada o tempo mais propicio para celebrar os sacramentos da iniciação cristã. As comunidades eclesiais que não possuem catecúmenos são convidadas a orar por aqueles que em outras comunidades receberão os sacramentos da iniciação cristã (7-8).

Os domingos da Quaresma tem sempre a precedência também nas festas do Senhor e em todas as solenidades. As solenidades que coincidem com os domingos da Quaresma, são antecipadas para o sábado (11).

O conteúdo das homilias de domingo deve instruir catequeticamente os fiéis sobre o mistério pascal e sobre os sacramentos, com explicação mais cuidadosa dos textos do Lecionário, sobretudo as perícopes do Evangelho, que ilustram os vários aspectos do Batismo e dos outros sacramentos e também a misericórdia de Deus (12).

Os fiéis são convidados a participarem com frequência das missas feriais e, quando não for possível, sejam convidadas a ler pelo menos os textos das leituras correspondentes, em família ou em particular (13).

Os pastores estejam mais disponíveis para o ministério da Reconciliação e, ampliando os horários para a confissão individual, facilitem o acesso a este sacramento (15).

Na Quaresma não se colocam flores no altar e o som dos instrumentos é permitido só para sustentar o canto, no respeito a índole penitencial deste tempo.  Omite-se o Aleluia em todas as celebrações, desde o início da Quaresma até a Vigília pascal, também nas solenidades e festas. Os cantos sejam escolhidos de acordo com o tempo quaresmal e correspondam o mais possível aos textos litúrgicos (16-19).

Padre Flávio Sobreiro
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Site: http://blog-lumenchristi.blogspot.com.br/

* Os números entre parênteses correspondem as citações retiradas da carta circular: Paschalis Sollemnitatis - A Preparação e Celebração das Festas Pascais

2 de fevereiro de 2014

O VALOR DE UMA CARTA

O VALOR DE UMA CARTA
Creio que todos recordam muito bem, pelo menos os mais idosos, do uso das cartas para se comunicar com parentes, amigos, instituições etc. A carta sempre foi uma experiência a dois sentidos: a primeira a experiência da emoção de escrever, e a segunda a expectativa de receber uma resposta, resposta que às vezes durava semanas e até meses para chegar. Hoje, na chamada era digital, pós-moderna, o uso desse meio de comunicação diminuiu muito, pois a grande maioria usa a internet para escrever, para se comunicar. Alguém já sentenciou no passado: “preparem-se para viver em um mundo sem Correios”. O e-mail, Facebook e SMS, têm praticamente dizimado as cartas. Usam-se o telefone e os torpedos: são mais velozes, chegam antes. Mas neste nosso mundo do imediatismo e da velocidade perdemos a poesia da escrita pensada e esperada.

Pensada, refletida, escrita e reescrita; e esperada e sonhada. Sim sonhar aquelas palavras que foram escritas talvez a milhares de quilômetros de distância e que traduzem sentimentos e afetos que o espaço não cancela. Essa reflexão surge do fato que nesta semana a Rádio Vaticano retomou uma entrevista concedida pelo Responsável do Setor de Correspondência do Papa, Mons. Giuliano Gallorini, ao semanário de informação "Vatican Magazine", produzido pelo Centro Televisivo Vaticano.

Nesta entrevista Mons. Gallorini desenterra as cartas esquecidas no tempo por causa do uso das redes sociais, e re-propõe o uso das mesmas por fiéis e não fiéis que desejam se comunicar com o Papa Francisco.

“O homem que veio do fim do mundo”, acessível também através das cartas, recebe todas as semanas milhares delas, junto com pacotes, desenhos e objetos. Destinatário: o Papa Francisco, endereço; talvez o mais conhecido no mundo, Casa Santa Marta, Cidade do Vaticano. Os emitentes: gente do mundo inteiro.

Escritas com uma grafia fácil de se ler ou às vezes quase incompreensível, ou de modo eletrônico com o computador, as cartas descrevem de modo simples histórias de cada dia: histórias de famílias, de alegrias, mas também de dramas, dilemas, pedindo a Francisco uma palavra, um conselho, uma benção. Descrevem –

disse Mons Gallorini – dramas pessoais e o auspício de receber uma luz, uma indicação, quase uma bóia de salvação onde se agarrar, e não perder a esperança. Sim, o Papa Francisco fez com que as pessoas descobrissem mais uma vez o papel, a caneta, a carta, para expressar e partilhar seus sentimentos e aspirações.

“Os pedidos são, sobretudo, de conforto e de oração. Muitos dizem respeito – certamente também devido ao momento que vivemos – a dificuldades, sobretudo a doenças... Pedem orações para as crianças, descrevem também situações de dificuldades econômicas”, disse Mons. Gallorini.

Com essas cartas os emitentes se sentem próximos ao Papa, que acolhe os seus sofrimentos, as suas dificuldades, está próximo com a sua oração. Muitos desses pedidos são dirigidos aos setores específicos, como por exemplo os pedidos de ajudas econômicas que “são transmitidos às Caritas diocesanas a fim de que possam verificar e sejam imediatamente mais atuantes”.

Certamente há os casos mais delicados como os de consciência, então esses pedidos são levados aos secretários para que o Papa tome conhecimento diretamente: sem dúvida as lê, coloca a sigla e orienta sobre como se deve responder.

O Papa não pode responder a todas as cartas e pedidos que cruzam os muros do Vaticano, seria impossível, mas todas as missivas que chegam para Francisco recebem uma resposta. Aí vem a poesia da espera, do retorno das palavras enviadas. Sim esperar aquelas palavras tão desejadas, que podem até mesmo mudar a vida. Podem ser somente de gratidão e apreço, mas é a resposta do Papa Francisco, do homem simples e gentil.

Assim, com esse meio de comunicação enterrado pelas novidades tecnológicas, se descobre a alegria do partilhar, da proximidade, do valor das palavras; a alegria de esperar uma resposta, um incentivo, um muito obrigado. A simplicidade da carta, dá em certo sentido o tom simples de um pontificado cheio de surpresas, um pontificado marcado pelo estilo da partilha, pela simplicidade. É o pastor que vai, também como esse instrumento, ao encontro do seu rebanho, ao encontro das suas ovelhas para viver com elas a grande experiência da vida.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".



29 de janeiro de 2014

Rute e Noemi – Um itinerário espiritual do cuidado com os idosos

Rute e Noemi - Um itinerário espiritual do cuidado com os idosos
Conta-se que em Israel houve uma grande fome, por isso Elimeleque (que residia em Belém, cidade da região de Judá), sua esposa Noemi e seus dois filhos Malon e Quiliom mudaram-se para um país chamado Moabe. Passado algum tempo o esposo de Noemi morreu e ela ficou somente com seus dois filhos. Estes depois de algum tempo se casaram e o nome de suas esposas eram: Orfa e Rute. Após dez anos morando Malon e Quilion também morreram. Noemi ficou só, sem os filhos e sem o marido. Com o tempo Noemi soube que Deus tinha ajudado o seu povo, dando-lhes boas colheitas e decidiu voltar  para Judá. Noemi disse as suas noras que as mesmas deveriam voltar para suas casas e ficarem com suas mães. Orfa e Rute disseram que não. Mas ao final Orfa voltou e Rute decidiu continuar ao lado de Noemi.

Esta história se encontra no pequeno  livro bíblico de Rute. Noemi fica sob os cuidados de Rute que não abandona-a em momento algum. Rute casa-se novamente e Noemi continua junto de sua amada nora Rute.
O livro de Rute ensina-nos o cuidado que falta hoje em dia com muitas pessoas idosas. Vivemos em uma sociedade que busca descartar aqueles que nada mais podem produzir. É a sociedade de consumo que exclui a dignidade e o respeito da vida de muitos irmãos e irmãs nossos. Esta realidade é frequente principalmente em muitos lares, onde pessoas idosas tem de conviver com a falta de respeito, carinho e atenção de seus familiares.

A síndrome da eterna juventude tem se infiltrado em muitos corações. O tempo passa para todos e a juventude só será eterna no coração. As plásticas podem esconder as rugas do tempo impressas no rosto, mas não podem impedir os anos de passarem.

Muitos idosos sofrem em silêncio o descaso de seus familiares. Vivem isolados porque não mais encontram um espaço para partilharem a vida. Falta a paciência e compreensão dos mais novos que no futuro também serão idosos. Como é triste encontrarmos pais e mães que perambulam pela vida com o sentimento de terem sido descartados e estarem atrapalhando a vida dos mais novos. É preciso urgentemente uma mudança de consciência das gerações mais novas. É preciso reavaliarmos o valor daqueles que já contribuíram com a criação dos filhos e netos e hoje merecem nosso cuidado, carinho e atenção.

É inadmissível que os idosos sejam tratados como objetos descartáveis por filhos, netos e demais familiares. O que somos hoje se deve ao trabalho e carinho destes nossos irmãos que hoje desejam apenas cultivarem o sentimento de serem amados por seus familiares e entes queridos. Não há desculpa para quem maltrata uma pessoa idosa. Os vizinhos podem não saber como os idoso de uma determinada família são muitas vezes maltratados, mas a vida é uma escola, e quem não aprende por bem terá que um dia se deparar com as consequências das escolhas que um dia fez na vida.

O sentimento de culpa é pessoal, e quem um dia maltratou seu pai ou sua mãe, seu avô ou sua avô terá que conviver com o peso deste sentimento até o último dia de sua vida.

Queridos irmãos e irmãs que convivem com o desprezo de seus familiares, continuem firmes na fé, não percam a esperança em meio aos sofrimentos. Deus vê suas dores e recolhe suas lágrimas. Eu rezo por vocês.

Rute é modelo para todos nós. Ao cuidar de Noemi e não abandona-la ela nos ensina que o bem que fazemos ao próximo a nós é devolvido cem vezes mais. Que no exemplo de Rute acolhamos as Noemis de nosso tempo.

Padre Flávio Sobreiro
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Site: http://www.padreflaviosobreiro.com

26 de janeiro de 2014

Comunicar: apaixonante desafio

Comunicar: apaixonante desafio
No próximo dia 1º de junho celebraremos o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano tem como tema “Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro”. A comemoração desse Dia foi instituída pelo Concílio Vaticano II, com o Decreto Inter Mirifica, de 1963. E como ocorre todos os anos, por ocasião da memória litúrgica de São Francisco de Sales, patrono dos comunicadores, o Santo Padre divulgou uma mensagem ao mundo da comunicação social, aos profissionais e usuários.

Nos últimos tempos o tema recorrente das mensagens foi o da Internet e as novas formas de relacionamento nas redes sociais. Na sua primeira mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco dá continuidade à temática que vem abordando quase cotidianamente, ou seja, a da cultura do encontro. E o verdadeiro poder da comunicação – sublinha Francisco – é a “proximidade”.

Os novos espaços onde evangelizar, onde estar presente nos devem como comunicadores e usuários, levar a uma reflexão sobre o serviço que a comunicação presta para aproximar as pessoas, para criar relações interpessoais. Estamos vivendo um período, diria, histórico e muito particular: evidentemente notamos um progresso técnico extraordinário, que cria novas oportunidades, inéditas de interação entre os homens e entre os povos; em certo sentido estamos vivendo realmente uma globalização das relações. Mas essa globalização dever ajudar as pessoas, o indivíduo a crescer em humanidade, excluindo o egoísmo, o isolamento, o indiferentismo, concentrando energias e aspirações nos encontros que cancelam desconfianças, preconceitos, barreiras.

O Papa Francisco constata na sua mensagem que hoje nós vivemos em um mundo cada vez menor, mas onde ainda permanecem divisões e exclusões. E os meios de comunicação podem ajudar a nos sentirmos mais próximos uns dos outros. O Santo Padre parte dessas considerações para desenvolver a sua reflexão aos comunicadores. A tecla que Francisco toca é mais uma vez a da “cultura do encontro” pois podemos notar que apesar dos avanços da humanidade, em nível global vemos a distância escandalosa que

existe entre o “luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres”. E uma dura constatação: “estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona mais”.

E a cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber dos outros. Os meios de comunicação podem ajudar nisso. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos. E Francisco chama a atenção para os problemas que se apresentam neste mundo virtual: antes de tudo a “velocidade da informação” que “supera a nossa capacidade de reflexão e julgamento”. O desejo da tão fala conexão digital – e isso já é linguagem cotidiana, estou conectado – pode, é a advertência, nos levar ao isolamento, distanciar-se do nosso próximo. Temos ainda o paradoxo, quem não tem internet, não está na rede, corre o “perigo de ficar excluído”.

Neste universo da tecnologia e da velocidade, o Santo Padre recorda que não devemos rejeitar a mídia social e que a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica: daí brota o convite contracorrente, de “recuperar o sentido de lentidão e de calma”. Temos necessidade de ser pacientes. Um convite distinto, vamos diminuir a velocidade para que possamos conhecer o outro, aquele que é diferente de nós, aquele que encontramos no nosso caminho. Não só encontrar, mas também ajudar.

Então a pergunta de Francisco, como a comunicação pode estar ao serviço da cultura do encontro? Recordando a parábola do Bom Samaritano vem fora a dimensão da “proximidade”. De fato, quem comunica se faz próximo. E citando ainda a Parábola o Papa adverte que quando a comunicação tem como finalidade principal levar ao consumo ou à manipulação das pessoas, estamos diante de uma agressão violenta como aquela sofrida pelo homem que foi surrado pelos bandidos e deixado ao longo da estrada. E aí vem a chamada de atenção, porque alguns meios de comunicação levam as pessoas a ignorar o próximo. As redes sociais devem ser um lugar rico de humanidade, não uma rede de fios, mas sim de pessoas humanas. Essas estradas digitais estão cheias de humanidade e muitas vezes humanidade ferida.

O Convite, então à Igreja para que abra a portas também no ambiente digital para que o Evangelho possa atravessar os umbrais do tempo e sair ao encontro de todos. O convite do Papa é para não termos medo de sermos cidadãos do ambiente digital, para dialogarmos com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo. A revolução nos meios de comunicação e de informação - a ultima constatação de Francisco – “é um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus”.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

23 de janeiro de 2014

Ex-campeão do aborto se converte após sonho com Santo Tomás.

Ex-campeão do aborto se converte após sonho com Santo Tomás.
Madrid, Espanha, (CNA) -. O jornal espanhol “La Razón” publicou um artigo sobre a conversão ao movimento pró-vida de um ex-”campeão do aborto.” Stojan Adasevic, que realizou 48,000 abortos, às vezes chegando ao número de até 35 abortos por dia, é agora o mais importante líder pró-vida na Sérvia, após 26 anos como o médico mais renomado do aborto no país.

Segundo Adasevic “Os manuais de medicina do regime Comunista diziam que o aborto era apenas a remoção de uma mancha de tecido”, e “a chegada dos aparelhos de ultra-som que permitiam a visão da vida fetal chegaram apenas depois dos anos 80, mas mesmo depois eles se recusaram a mudar aquela opinião histórica. Contudo, eu comecei a ter pesadelos”.

Ao descrever sua conversão histórica,o artigo relata o sonho de Adasevic:

“Sonhei com um belo campo cheio de crianças e jovens que estavam brincando e rindo, de 4 a 24 anos de idade, mas que fugiam de mim com medo. Foi então quando um homem vestido com um hábito preto e branco começou a olhar pra mim, em silêncio. Este sonho foi se repetindo a cada noite, ao que eu acordava suando frio. Uma noite, eu perguntei ao homem de preto e branco quem ele era. “Meu nome é Tomás de Aquino”.

Adasevic, educado em escolas comunistas, nunca tinha ouvido falar do santo e gênio Dominicano. “Eu não reconheci o nome”.

“Por que você não me pergunta quem são essas crianças?”, questionou o santo a Adasevic em seu sonho.

“Eles são aqueles que você matou com seus abortamentos”, São Tomás afirmou a ele.

“Então Adasevic acordou impressionado e decidiu não realizar abortos nunca mais”.

“Naquele mesmo dia um primo veio até o hospital com sua namorada, grávida de 4 meses, que gostaria de realizar nela o seu nono aborto – um hábito bem frequente nos países do bloco soviético. O médico concordou. Ao invés de remover o feto pedaço por pedaço, ele decidiu desmontá-lo e removê-lo como uma massa única. Contudo, no momento em que o feto foi totalmente destruído e retirado, seu coração pequeno ainda batia. Adasevic percebeu isso, e se deu conta de que tinha acabado de matar um ser humano”.

Após essa experiência, Adasevic “disse ao hospital que ele deixaria de fazer abortos. Nunca antes um médico na Iugoslávia comunista havia se recusado a fazer abortos. Então eles cortaram seu salário pela metade, demitiram sua filha de seu emprego, e impediram seu filho de ingressar na universidade”.

Depois de anos de pressão e sofrimento, e quase a ponto de voltar ao antigo hábito de fazer abortos, ele teve um outro sonho com Santo Tomás.

“Você é um bom amigo, não desista”, lhe disse o homem de preto e branco. Adasevic buscou se envolver com o movimento pró-vida e por fim acabou conseguindo o feito de exibir na TV da Iugoslávia o filme “O Grito Silencioso” do Dr. Bernard Nathanson, duas vezes.

Adasevic já contou a sua história em diversos jornais e revistas do leste europeu. Ele voltou a fé ortodoxa, que viveu durante sua infância, voltou sua atenção aos escritos de São Tomás de Aquino.

“Influenciado por Aristóteles,e devido o pouco conhecimento científico da época, Tomás chegou a acreditar que a vida humana começava quarenta dias após a fertilização”, escreveu Adasevic em um artigo. O jornal La Razon comentou que Adasevic “sugere que talvez o santo lhe apareceu em sonho porque queria fazer as pazes para esse equívoco.” Hoje o médico sérvio continua a lutar pela vida dos nascituros.

Fonte: ocampones.com

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