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23 de janeiro de 2014

Ex-campeão do aborto se converte após sonho com Santo Tomás.

Ex-campeão do aborto se converte após sonho com Santo Tomás.
Madrid, Espanha, (CNA) -. O jornal espanhol “La Razón” publicou um artigo sobre a conversão ao movimento pró-vida de um ex-”campeão do aborto.” Stojan Adasevic, que realizou 48,000 abortos, às vezes chegando ao número de até 35 abortos por dia, é agora o mais importante líder pró-vida na Sérvia, após 26 anos como o médico mais renomado do aborto no país.

Segundo Adasevic “Os manuais de medicina do regime Comunista diziam que o aborto era apenas a remoção de uma mancha de tecido”, e “a chegada dos aparelhos de ultra-som que permitiam a visão da vida fetal chegaram apenas depois dos anos 80, mas mesmo depois eles se recusaram a mudar aquela opinião histórica. Contudo, eu comecei a ter pesadelos”.

Ao descrever sua conversão histórica,o artigo relata o sonho de Adasevic:

“Sonhei com um belo campo cheio de crianças e jovens que estavam brincando e rindo, de 4 a 24 anos de idade, mas que fugiam de mim com medo. Foi então quando um homem vestido com um hábito preto e branco começou a olhar pra mim, em silêncio. Este sonho foi se repetindo a cada noite, ao que eu acordava suando frio. Uma noite, eu perguntei ao homem de preto e branco quem ele era. “Meu nome é Tomás de Aquino”.

Adasevic, educado em escolas comunistas, nunca tinha ouvido falar do santo e gênio Dominicano. “Eu não reconheci o nome”.

“Por que você não me pergunta quem são essas crianças?”, questionou o santo a Adasevic em seu sonho.

“Eles são aqueles que você matou com seus abortamentos”, São Tomás afirmou a ele.

“Então Adasevic acordou impressionado e decidiu não realizar abortos nunca mais”.

“Naquele mesmo dia um primo veio até o hospital com sua namorada, grávida de 4 meses, que gostaria de realizar nela o seu nono aborto – um hábito bem frequente nos países do bloco soviético. O médico concordou. Ao invés de remover o feto pedaço por pedaço, ele decidiu desmontá-lo e removê-lo como uma massa única. Contudo, no momento em que o feto foi totalmente destruído e retirado, seu coração pequeno ainda batia. Adasevic percebeu isso, e se deu conta de que tinha acabado de matar um ser humano”.

Após essa experiência, Adasevic “disse ao hospital que ele deixaria de fazer abortos. Nunca antes um médico na Iugoslávia comunista havia se recusado a fazer abortos. Então eles cortaram seu salário pela metade, demitiram sua filha de seu emprego, e impediram seu filho de ingressar na universidade”.

Depois de anos de pressão e sofrimento, e quase a ponto de voltar ao antigo hábito de fazer abortos, ele teve um outro sonho com Santo Tomás.

“Você é um bom amigo, não desista”, lhe disse o homem de preto e branco. Adasevic buscou se envolver com o movimento pró-vida e por fim acabou conseguindo o feito de exibir na TV da Iugoslávia o filme “O Grito Silencioso” do Dr. Bernard Nathanson, duas vezes.

Adasevic já contou a sua história em diversos jornais e revistas do leste europeu. Ele voltou a fé ortodoxa, que viveu durante sua infância, voltou sua atenção aos escritos de São Tomás de Aquino.

“Influenciado por Aristóteles,e devido o pouco conhecimento científico da época, Tomás chegou a acreditar que a vida humana começava quarenta dias após a fertilização”, escreveu Adasevic em um artigo. O jornal La Razon comentou que Adasevic “sugere que talvez o santo lhe apareceu em sonho porque queria fazer as pazes para esse equívoco.” Hoje o médico sérvio continua a lutar pela vida dos nascituros.

Fonte: ocampones.com

18 de janeiro de 2014

REDESENHAR O MUNDO

REDESENHAR O MUNDO
Mais uma semana com o Papa Francisco, cheia de novidades, reflexões e convites. A novidade já no último domingo, 12, durante o Angelus quando tocou o coração da Igreja de 12 países com a criação de 16 novos cardeais eleitores – entre os quais o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta – dando cada vez mais, uma nova face à Igreja de Pedro presente em todo o mundo. Sim, porque entre os novos cardeais temos arcebispos que não eram das chamadas “cidades cardinalícias”, ou seja, tradicionalmente com a presença de um cardeal, como de Cotabato nas Filipinas, e Les Cayes, no Haiti. O Papa nas suas escolhas – e a imprensa internacional salientou muito isso -, confirmou o seu desejo de uma Igreja simples, humilde, pobre, pois foi buscar também em realidades pequenas e inexistentes no cenário mundial – parece recordar Nazaré e Belém no tempo de Jesus – colaboradores mais estreitos para fazer parte do seleto grupo de cardeais, outrora chamados de “príncipes da Igreja”, hoje mais insistentemente “servidores da Igreja”. Foi uma escolha pessoal de Francisco que nem mesmo os cardeais nomeados sabiam, pois ficaram sabendo junto com os fiéis de todo o mundo. E para não distorcer o papel e a missão dos cardeais, nesta semana o Papa Francisco escreveu aos neo-cardeais recordando que o “cardinalato não significa uma promoção, nem uma honra e nem uma condecoração. É simplesmente um serviço que exige ampliar o olhar e dilatar o coração". O Papa Francisco pediu aos futuros cardeais para "receberem esta designação com um coração simples e humilde".

Com a criação dos novos cardeais, o Papa Francisco dá um sinal importante e concreto da visão que ele tem para a Igreja, pois foi buscar colaboradores na grande periferia do mundo, aquela periferia que tanto ele ama e que não cansa de citar. Alguns meios de comunicação internacional sentenciaram em títulos garrafais, “começou a revolução de Francisco”, uma revolução patente quer nas escolhas relativas ao Colégio Cardinalício, quer nas situações evidenciadas diante dos embaixadores de todo o mundo acreditados junto à Santa Sé no seu discurso da última segunda-feira, na Sala Régia, no Vaticano.

A primeira comunicação, aos novos cardeais, o Papa Francisco fez da janela do Palácio Apostólico, durante o Angelus, diante de

milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro e dos fiéis coligados com o Vaticano através do rádio, da televisão e internet. Uma comunicação para a grande massa de fiéis, dispersa em todos os ângulos do planeta.

A segunda comunicação, e também os convites ao mundo inteiro, foram feitas dentro de uma sala, a Sala Régia, aos representantes das cerca de 180 nações que mantém relações diplomáticas com a Santa Sé, diante dos embaixadores que representam seus países e governos. Sim, de dentro de uma sala fechada o Papa também falou ao mundo através desses representantes diplomáticos para fazer chegar a sua voz aos potentes do mundo, àqueles que tem poder de decisão sobre a vida de milhões de pessoas. Assim Francisco, no seu discurso à diplomacia abriu o seu coração, olhar e pensamento para o mundo, para as situações mais difíceis e frágeis, dolorosas. Mas também falou de esperança, pedindo aos que podem ajudar a encontrar soluções, que o façam.

O homem que “veio do fim do mundo” e que ganhou o mundo com a sua simplicidade e gestualidade, não perdeu a oportunidade de enfatizar mais uma vez, a sua rejeição à cultura do descartável, não só dos alimentos ou bens, mas também de seres humanos. Levantou a voz em defesa das crianças e do horror ao aborto, ao tráfico de pessoas, que são objeto de mercado numa nova forma de escravidão moderna, um verdadeiro “crime contra a humanidade”; falou da valorização dos jovens e dos idosos.

Os temas tocados no discurso aos embaixadores denotam mais uma vez, a importância que o Papa dá à pessoa, individualmente, onde quer que ela esteja, mas com um acento agudo àqueles que vivem na periferia, seja da Igreja, seja da cidade, seja do mundo, os últimos, para Francisco não faz diferença.

O Santo Padre demonstrou mais uma vez nesta semana, primeiramente com o chamado dos 16 novos cardeais ao Colégio Cardinalício, e depois com suas palavras aos representantes diplomáticos, que no seu coração está a família humana à qual todos nós pertencemos. Está o desejo da cultura do encontro, da paz, da partilha, da fraternidade. Assim, Francisco continua a nos indicar o caminho para redesenhar um novo cenário do mundo.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

15 de janeiro de 2014

A IGREJA CATÓLICA E O MARXISMO

A IGREJA CATÓLICA E O MARXISMO

Em síntese: Desde 1846 a Igreja vem condenando o marxismo ateu em sua evolução; embora pareça abrandar ultimamente sua sanha anti-religiosa, é sempre ateu e materialista. Semelhante evolução se dá com o socialismo.

* * *

Houve - e ainda há - católicos que pretendem conciliar entre si marxismo e Cristianismo. Na verdade, a conciliação é impossível, como tem proclamado a Igreja desde 1846. Quanto à palavra “socialismo”, ela encobre um leque de concepções, das quais algumas pretendem compatibilizar-se com a fé. Percorreremos, a seguir, o histórico da conde­nação do marxismo e das ideologias derivadas.

1. Não ao marxismo

Já em 1846, antes que se publicassem o Manifesto do Partido Co­munista de Marx a Engels (1848), o Papa Pio IX falava da ”execrável doutrina dita do comunismo”. Referia-se assim Pio IX à doutrina que sur­gia no seio do socialismo nascente e que proclamava a revolução do pro­letariado. Em 1849 o mesmo Papa chamava a atenção dos fiéis para o perigo de “conspirar com os sistemas perversos do socialismo e do comunismo”.

Em 1891 o Papa Leão XIII publicou a encíclica Rerum Novarum, em que mencionava o socialismo como sendo “um corpo de doutrinas amplamente inspiradas pelo pensamento marxista”.

Quarenta anos mais tarde, Pio XI, na Encíclica Quadragésimo Anno, distinguia nitidamente socialismo e marxismo - distinção esta que Leão XII não observara. A razão da diferenciação está no fato de que entre 1891 e 1931 haviam ocorrido duas revoluções: a russa e a mexica­na. A primeira havia revolvido o mapa da política de modo notável: Lenine ocasionou a transferência do centro marxista de Berlim para Moscou; em lugar do Partido Social-Democrata alemão proclamou o comunismo mar­xista; ergueu assim a internacional III em lugar da Internacional II, que ficaria com os Partidos Socialistas e se comprometera com o nacionalis­mo guerreiro de 1914.

Todavia Pio XI observava que marxismo e socialismo partem de uma fonte comum, embora o comunismo reivindicasse para si a ortodo­xia do marxismo. O Papa falava da “índole ímpia e injusta do comunismo” e ao mesmo templo declarava que “socialismo religioso, socialismo cris­tão são expressões contraditórias; ninguém pode ser simultaneamente católico e autêntico socialista”.

Em 1937 a guerra civil na Espanha levou Pio XI a escrever a encíclica “Divini Redemptoris” (19/03/37), na qual se lê:

“A doutrina que o comunismo esconde sob aparências perfeitas e sedutoras, tem por fundamento os princípios do materialismo histórico e dialético já propostos por Marx e pelos mestres do bolchevismo, que pre­tendem possuir a única interpretação do marxismo autêntica. Eis o novo Evangelho que o comunismo bolchevista e ateu quer anunciar ao mundo como mensagem de salvação e de redenção. Sistema cheio de erros e de sofismas, oposto tanto à razão quanto à revelação divina; doutrina subver­siva da ordem social porque destrói os fundamentos mesmos dessa or­dem… Pela primeira vez na história assistimos a uma luta friamente dese­jada e sabiamente preparada do homem contra tudo o que é divino. Vigiai, veneráveis irmãos, para que os fiéis não se deixem iludir. O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir de maneira alguma a co­laboração com ele da parte de quem queira salvar a civilização cristã”.

Como se vê, a denúncia é mais explícita e enfática.

Por ocasião do Natal de 1942 Pio XII reiterou a condenação de todo socialismo - comunista ou não - visto que se inspira no marxismo.

Anos depois, o Papa verificou que o marxismo fora implantado em vários países, inclusive em alguns de venerável tradição cristã, atraindo muitos intelectuais. No Natal de 1955 removeu mais uma vez toda possi­bilidade de compromisso com o marxismo:

“Rejeitamos o comunismo como sistema social inspirado pela fé cristã, devemos afirmar os fundamentos do direito natural. Pelas mes­mas razões rejeitamos a opinião segundo a qual o cristão deveria consi­derar atualmente o comunismo como um fenômeno ou uma etapa no cur­so de história, como um momento necessário da evolução da história e, por conseguinte, devemos aceitá-lo como algo decretado pela Divina Pro­vidência”.

Paulo VI reforçou esses dizeres apontando a “Igreja do Silêncio”:

“Em certo sentido, não somos nós apenas que condenamos os sis­temas marxistas, mas são, antes do mais, eles mesmos que se conde­nam, apresentando regimes que se opõem a nós por suas idéiase nos oprimem por seus atos. Nossa queixa é, antes, um gemido mais do que uma sentença de juízes” (Ene. “Ecclesiam Suam” 105).

João XXIII levantou a hipótese de se efetuarem encontros no plano das realizações práticas, encontros que até 1963 foram tidos como ino­portunos, tendo por interlocutores a Igreja e certos movimentos de ordem econômica, social, cultural ou política, mesmo que tais movimentos te­nham em suas origens a inspiração de falsos sistemas filosóficos (ver encíclica “Pacem in Terris” 159-160). Para que o diálogo assim proposto pudesse tornar-se realidade, os mencionados movimentos deveriam ter passado por uma evolução que os afastasse das suas origens e os pu­sesse de acordo com as justas operações da pessoa humana. Por sua parte, os católicos deveriam permanecer fiéis aos princípios do direito natural e às diretrizes das autoridades eclesiásticas. Tais considerações não podiam ter em vista o marxismo como tal, mas um socialismo distan­ciado das suas origens ateias militantes. Com efeito, no ano de 1959 por ocasião do seu Congresso em Bad-Godesberg o Partido Social Democrá­tico alemão renegou formalmente qualquer referência a Karl Marx. É pro­vavelmente a tal movimento que se referia João XXIII em “Pacem in Terris” 159.

Paulo VI contribuiu para o reto entendimento das palavras de João XXIII ao escrever:

“Segundo os continentes e as culturas, o socialismo toma formas diferentes, dando significados diversos ao mesmo vocábulo… Impõe-se atento discernimento. Muitas vezes os cristãos, atraídos pelo socialismo, tendem a idealizá-lo em termos muito generosos como arauto de justiça, solidariedade e igualdade. Não querem reconhecer as marcas dos movi­mentos históricos socialistas que permanecem condicionados pela ideolo­gia de suas origens. Entre os diversos níveis de expressão do socialismo, será preciso fazer distinções que orientarão as opções concretas. Mesmo feitas essas distinções, é necessário não julgar que os diversos níveis do socialismo são completamente separados e independentes uns dos ou­tros… Essa perspicácia permitirá aos cristãos avaliar até que ponto lhes é lícitocomprometer-se com tais movimentos, salvaguardados os valores da liberdade, da responsabilidade e da abertura para o plano espiritual, valores que garantem o desabrochamento integral da pessoa humana” (ene. “Octogésima Adveniens” 31).

João Paulo II opôs-se ao uso do marxismo na construção da Teolo­gia da Libertação, muito em voga na América Latina. Em 1991, após a queda do comunismo na Europa, escrevia esse Papa:

“Num passado recente o sincero desejo de estar do lado dos oprimi­dos e de não ficarem alheios ao curso da história levou muitos fiéis a procurarem diversas maneiras de encontrar a possibilidade de um compromisso entre o marxismo e o Cristianismo. O momento presente põe em evidência o que havia de caduco nessas tentativas e incita a reafirmar o caráter posi­tivo de uma autêntica Teologia da Libertação integral do homem. Conside­rados nesta perspectiva, os acontecimentos de 1989 se mostram impor­tantes para os países do Terceiro Mundo, que trilham os caminhos do seu desenvolvimento (ene. “Centesimus Annus” 26).

A rejeição do marxismo por parte dos Papas não procede de um espírito sectário, nem sobre uma visão unilateral do mundo, pois os Pa­pas condenaram também o liberalismo, que, conforme Paulo VI, “é uma afirmação errônea da autonomia do homem” (ene. “Octogésima Adve-niens”35)..

João Paulo II observa que o marxismo e sua expansão foram de certo modo, preparados pelas correntes filosóficas racionalistas e ateias dos séculos XVIII e XIX.

“O ateísmo de que falamos está estritamente ligado ao racionalismo da Filosofia das Luzes (racionalismo do século XVIII), que concebe a rea­lidade humana e social de maneira mecanicista: negam assim a intuição última da verdadeira grandeza do homem e sua transcendência frente ao mundo material; negam a contradição que ele experimenta em seu cora­ção entre o desejo da plenitude de bem e sua incapacidade de obtê-la e, principalmente, a necessidade de salvação que decorre dessa experiên­cia” (ene. “Centesimus Annus” 13).

O conceito de ser humano proclamado pelo racionalismo liberal é descrito por Pio XI em sua Mensagem de Natal (1949) nos seguintes ter­mos:

“A noção de criatura que tem origem e destino em Deus foi substitu­ída pelo falso retrato do homem autônomo em sua consciência, incontrolável legislador dessa consciência, irresponsável frente aos seus semelhantes e a sociedade, sem outro destino fora dos valores deste mun­do, sem outra finalidade senão a de gozar dos bens finitos, sem outra lei que não a dos fatos consumados e a satisfação indisciplinada dos própri­os desejos”

Infeliz caricatura do ser humano, que Deus fez para o Bem Infinito e que só repousa quando se volta para Ele!

Por D. ESTÊVÃO BETTENCOURT

Fonte: Grupo - Facebook: familiaevida.org


O BBB nosso de cada dia

O BBB nosso de cada
Mais um ano começa e com ele a 14ª edição do Big Brother Brasil. Este programa televisivo é amado por uns e amaldiçoado por outros. Ao que parece outras edições virão. Parece haver público disponível para acompanhar todas as noites o que acontece na casa mais “vigiada do Brasil”.

Longe das telas, mas inserido na vida cotidiana, nossas redes sociais não deixam de ser um BBB. Partilhamos as fotografias do “churrascão” no final de semana. Postamos as fotos da última viagem. Dividimos com um grande público o nosso passeio pelo shopping. Não gostamos do Big Brother Brasil, mas por vezes estamos vivendo em uma casa onde todos tem acesso a nossa intimidade.

Repelimos a exposição midiática de quem entra em uma casa sendo monitorada por câmeras 24h por dia. No entanto nossas redes sociais também estão a disposição daqueles que dela tem acesso 24h por dia.
Este artigo não é uma defesa ao BBB, mesmo porque não assisto. É apenas uma tentativa de refletirmos sobre o nosso telhado de vidro, ou ainda sobre como estamos sendo acompanhados 24h por dia por muita gente.

Fato é que não ganharemos um milhão de reais, mas uma “curtidinha” em nossas fotos nos deixa por vezes mais felizes do que o vencedor do BBB.

Padre Flávio Sobreiro
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Site: http://www.padreflaviosobreiro.com



14 de janeiro de 2014

Porta dos Fundos: quando o humor se torna ofensivo

Porta dos Fundos: quando o humor se torna ofensivo
O vídeo produzido pelo grupo Porta dos Fundos, intitulado Especial de Natal, possui mais de 4 milhões de visualizações no youtube. O vídeo em questão tem gerado inúmeras polêmicas no meio cristão. O Cardeal Dom Odilo Scherer fez um pronunciamento na rede social Twitter dirigindo-se aos integrantes do grupo Porta dos Fundos: “@vanderluciosz @portadosfundos @FabioPorchat - será que isso é humor? Ou é intolerância religiosa travestida de humor? Péssimo mau gosto!” (@DomOdiloScherer. 5 de janeiro de 2013). A cervejaria que patrocina as produções do programa também se manifestou: ““Nossa Constituição Federal fixa a liberdade de expressão, impondo limites ao se atingir liberdades e direitos alheios, respondendo cada um por seus atos. O Grupo Petrópolis respeita esses direitos, assim como respeita os princípios de fé de manifestação religiosa de todos. Dessa forma, o Grupo Petrópolis não endossa e não apoia qualquer manifestação que venha a atingir esses valores religiosos que se tem como sagrados. Portanto, na recente veiculação do programa “Especial de Natal”, do humorístico “Porta dos Fundos”, o Grupo Petrópolis, além de não ter previamente mantido qualquer tipo de contato com seu conteúdo, ainda, não admite que suas marcas sejam relacionadas com tais manifestações, pois não representa o pensamento de seus Diretores. O Grupo Petrópolis aproveita a oportunidade para manifestar o seu mais profundo respeito por todas as manifestações religiosas”.

Há dois tipos de humor: o saudável e o ofensivo. O saudável nos faz rir sem agredir as convicções que temos e respeita o ser humano e suas crenças. O ofensivo gera mal estar, agride o ser humano e suas crenças. Na vida há limites que devem ser respeitados. Quando ultrapassa-se o limite do respeito ao ser humano ou as suas convicções religiosas, entramos no campo da agressão seja ela moral ou religiosa.

Ninguém é obrigado a crer em Jesus ou nos ensinamentos bíblicos. No entanto, faz-se necessário respeitar aqueles que acreditam. Crer é uma questão de fé. Em participação no programa Na Moral, na rede Globo de televisão, um dos membros do Porta dos Fundos afirma não ter religião. Ninguém é obrigado a ter religião, mas é sim obrigado a respeitar quem tem e acredita em Deus.

O Porta dos Fundos demonstra claramente o desrespeito e intolerância por quem acredita em Jesus Cristo e nos princípios bíblicos. Em vídeos publicados integrantes do grupo falam abertamente sobre tal assunto. Uma liberdade sem limites é prejudicial, pois agride o outro, no caso do Porta dos Fundos agride a crença religiosa dos cristãos.

É preciso discutirmos de modo adulto e coerente os limites da liberdade dentro do meio humorístico. Não será promovendo cruzadas santas e troca de elogios grosseiros que chegaremos a uma reflexão séria sobre o assunto em questão. Se nos igualarmos ao nível daqueles que não nos respeitam nos tornamos iguais ou piores que eles.

Padre Flávio Sobreiro
Colunista do blog Evangelizando.(+ artigos)
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Site: http://www.padreflaviosobreiro.com



11 de janeiro de 2014

Abrir novos caminhos

Abrir novos caminhos
Cerca de 50 anos atrás, exatamente no dia 4 de janeiro de 1964, Paulo VI realizava sua peregrinação à Terra Santa. Era um evento histórico, pois pela primeira vez “Pedro” voltava à Terra de Jesus depois de 2 mil anos. Uma peregrinação de três dias que também representou a primeira Viagem Apostólica internacional de um Pontífice na era contemporânea.

Agora será o Papa Francisco a seguir as pegadas de Cristo e de seus predecessores. De fato, no Angelus do último domingo, o próprio Santo Padre, em meio a um “clima de alegria” do período natalício, comunicou ao mundo a sua decisão de realizar a sua segunda viagem internacional – a primeira foi ao Brasil -, com o objetivo, antes de tudo, de comemorar o histórico encontro entre Paulo VI e o Patriarca de Constantinopla, Atenágoras I.

O encontro entre os dois líderes religiosos na cidade de Jerusalém foi histórico e importante no sentido de anular as excomunhões do Grande Cisma do Oriente de 1054. Foi um passo significativo na restauração da comunhão entre a igreja de Roma e a de Constantinopla. De fato, esse encontro produziu a declaração de União Católico-Ortodoxa em 1965, simultaneamente ao Concílio Vaticano II. A declaração não acabou com o cisma, mas mostrou um grande desejo de reconciliação entre ambas as igrejas, representadas por Paulo VI e Atenágoras I.

A visita de Paulo VI à Terra Santa, criou naquele tempo uma grande expectativa, - a mesma que se verificou com João Paulo II, Bento XVI e agora com Francisco -, pois abriu os horizontes de uma nova era na Igreja.

Agora a visita do Papa Francisco no próximo mês de maio desperta nos habitantes da Terra Santa grande esperança com novas oportunidades, novos momentos de diálogo para se alcançar a tão desejada paz neste pedaço de terra que viu nascer o “Príncipe da Paz”. Desperta grande esperança na comunidade cristã, uma minoria, que se encontra no meio do conflito entre israelenses e palestinos, entre judeus e muçulmanos.

Por isso, a peregrinação de Francisco certamente será uma visita de oração, mas terá também uma dimensão social e política, sobretudo no que diz respeito à reflexão sobre o Oriente Médio e sobre a vida das comunidades eclesiais locais. Basta notar os esforços contínuos do Santo Padre para que a paz seja uma realidade nesta região, na Terra Santa. E seu olhar vai para além de Israel e Palestina, vai à Jordânia, à Síria, onde vidas inocentes são ceifas em uma guerra fratricida, que produz também deslocados e refugiados. Já está programado um encontro do Papa às margens do Rio Jordão, no dia 24 de maio, na Jordânia, no lugar do Batismo de Jesus; ali Francisco jantará com um grupo de refugiados sírios e pobres da comunidade local.

Como se pode notar será uma viagem a 360 graus, marcada pela simplicidade e humildade durante a qual o Sucessor de Pedro tocará as consciências e corações de fiéis das três religiões monoteístas. Segundo o Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Twal, se espera que com o seu apelo à paz a visita anime a Jordânia em seu esforço pela paz e a justiça, particularmente na Palestina, na atenção aos refugiados sírios, e nas iniciativas para preservar a identidade árabe do cristianismo e afirmar a rejeição de toda violência e ataque aos lugares santos e à dignidade humana.

As etapas da viagem serão três: Amã, Belém e Jerusalém, e no Santo Sepulcro será realizado um encontro ecumênico com todos os representantes das Igrejas cristãs de Jerusalém e com o Patriarca Bartolomeu, de Constantinopla. O Santo Padre neste terreno arado e aberto pelos seus predecessores deseja abrir novos sulcos, para responder de uma maneira nova e atual às novas necessidades que surgiram. Mas a sua viagem, sua visita, é também uma visita de busca e de esperança.

Aqueles que vivem na Terra Santa e que por muitos motivos vivem uma situação difícil, precisam de esperança; muitos cristãos deixaram a região por falta de futuro. É por esta razão que o Papa Francisco vai ao encontro deles, para mostrar o caminho que ele mesmo irá abrir com seus gestos, suas palavras, seu estilo, sua simplicidade.

Serão três dias em que ressoará forte o apelo à “paz e ao diálogo”, três dias de Boa Nova.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

4 de janeiro de 2014

Ano novo, nova oportunidade

Ano novo, nova oportunidade
Este é o nosso primeiro pensamento deste ano de 2014 a todos vocês. E o nosso primeiro pensamento vai a cada um de vocês que nos seguem através da Rádio Vaticano, dos sites, do blog evangelizando, do facebook etc. Nosso pensamento está repleto de gratidão, primeiramente a Deus pelos dons e pela oportunidade que todos os dias Ele nos dá de chegarmos a tantas pessoas em todas as partes do Brasil e do mundo; e depois a vocês nossos leitores e ouvintes que nos seguem todos os dias e nos deixam entrar em suas casas com a “Boa Nova”.

Creio que não seria justo iniciar o ano, sem olhar para o ano que terminou, não com a tristeza de algo que não se realizou ou que tentamos de todos os modos e ficou para trás; não somente olharmos para um período de nossa vida durante o qual tivemos a oportunidade de viver, crescer, chorar, rir, sonhar. Tudo isso faz parte da nossa vida e continuará a fazer também neste ano que está iniciando. E para nos ajudar nos dias que esperamos viver está Francisco, o Santo Padre, com suas indicações, reflexões, propostas, puxões de orelha, seu amor e sua oração.

As felicitações deste início de ano se misturam com os desejos de paz, de justiça, de fraternidade, de liberdade, de amor entre as pessoas e os povos. No 1º de janeiro, Dia Mundial da Paz e Solenidade de Maria Santíssima, o Pontífice recordou o tema para aquele dia “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. Sim a palavra fraternidade nos dá a dimensão daquilo que realmente falta no nosso mundo, pois sem ela, cresce o egoísmo, o ódio, a violência, a falta de amor; desse emaranhado de tristeza vem o sofrimento que leva à destruição do individuo, da sociedade, das nações. Sim porque esquecemos que fazemos parte de uma única família, a humanidade, e todos temos o mesmo destino.

Às vezes vivemos pensando que passaremos a eternidade aqui, neste mesmo corpo, nesta mesma casa, nesta mesma terra; que doce ilusão. Com isso esquecemos, deixamos de lado a “responsabilidade de atuar, para que o mundo se torne uma verdadeira comunidade de irmãos que se respeitam e aceitam as diversidades e cuidam uns dos outros”.

Creio que grande parte dos cristãos fizeram no final do ano boas intenções para o ano que virá; rezaram pelo dom da paz, para que no mundo não haja mais injustiças, violências, fome, guerras. Mas não foram as mesmas intenções do ano passado?. Talvez o que mudou foi a sequência das prioridades.

Diante desse novo ano que se decortina temos mais uma vez a ocasião e a possibilidade para demonstrarmos o que realmente significa ser cristão, crer no Menino de Belém, no Verbo que mudou a humanidade. Mas tudo isso requer de nós perseverança, paciência, esperança e amor. Sim, porque qualquer transformação do mundo começa por nós mesmos, e como disse o Papa Francisco “a paz começa em nossas casas. A justiça e a paz começam entre nós, em nossas famílias, para depois chegar a toda a humanidade”.

O mundo não está em silêncio, ao contrário, grita, mas para muitos é um grito surdo. Atualmente, existem pelo menos 17 conflitos no mundo: basta pensar nos dramas vividos no continente africano, onde a fome ceifa vidas de inocentes inermes; na Síria onde uma guerra fratricida provocou a morte de mais de 130 mil pessoas em 3 anos; na nossa realidade brasileira onde apesar das conquistas sociais, temos um Everest dentro de casa que deve ser conquistado por milhões de brasileiros que ainda vivem à margem da sociedade.

Esse grito entalado na garganta deve sair neste ano de 2014, não pela partida de futebol da Copa do Mundo, ou pela conquista de um título, mas sim pelo simples fato que existimos, e que a nossa voz deve ser ouvida porque somos gente. Vamos começar o ano com a coragem de enfrentar as situações mais difíceis com o espírito do homem que vai à luta e que não fica sentado no meio fio esperando a “banda” passar. Esse é o tempo de ir à luta de contribuir para o bem de todos e olhar o futuro com confiança e esperança!

O que faremos? Como agiremos neste ano, para nos tornarmos melhores, depende só de nós. E o ano inteiro na nossa frente é a oportunidade que Deus nos dá. Somos convidados a ir contra a corrente e levantar a nossa voz, essa é a vocação do cristão.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

31 de dezembro de 2013

Mensagem de Final de Ano: A caminhada continua...

Mensagem de Final de Ano: A caminhada continua...
Neste ano que vai chegando ao fim, vai terminando, vai deixando saudades de alguns acontecimentos marcantes que vivenciamos, mas não para por ai ou por aqui, tivemos tristezas, decepções, tivemos também alegrias e felicidades, assim vamos vivendo. O mundo passa; como também o ano e nós passamos com ele. E ai valeu a pena tudo que eu vivi?

A caminhada continua...

Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão

O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

Irmãos e irmãs, vamos meditar um pouco com esta música que é muito verdade para nós. Neste novo que se iniciará após a meia noite, sempre a cada ano queremos e desejamos paz para nós, para os nossos irmãos e, sobretudo para o mundo inteiro. Nada conseguimos sozinhos, sempre temos um auxilio de alguém ou alguma coisa, para também termos paz, precisamos de pessoas que nos ajude a ter e busca a paz no mundo, esses são os amigos.

As verdadeiras amizades são essas que nos ajudam a busca a felicidade, o amor, a alegria, a paz. Quem quiser ter um amigo que me dê à mão! Amigo não é aquele que prometi tudo, mas faz tudo sem prometer! Tivemos muitas novas amizades, neste ano que esta passando, muitas outras virão, que elas sejam um auxilio para nós, nas nossas dificuldades.

O tempo passa e com ele caminhos todos juntos sem parar. Nossos passos pelo chão vão ficar. Alguns belos acontecimentos ficaram marcados em nosso coração, não é verdade? E tivemos muitos neste ano de 2013, muitos que será difícil de esquecer, alias nem queremos esquecer! Muitas experiências tivemos, graças a Deus, por que ele quis e as deixou acontecer, pois disto tiraria muitas coisas boas. Algumas coisas passam isso é fato e é real, tudo vai passar, mas a nossa felicidade permanecerá. Um ano novo cheio de alegrias virá.

O que pensar para 2014? São tantos novos sonhos, são tantos novos propósitos e tantas novas renúncias, final de ano também é tempo de pensar no futuro, mas sempre vivendo o presente. É como todo dia nasce novo em cada amanhecer. Assim também o ano que virá é um novo amanhecer de dias novos, buscas novas façamos um mundo melhor com a nossa vida, com as nossas decisões.

Amigos, sejamos mais felizes ainda neste ano de 2014, ano da esperança, pois caminhada continua e na estrada da vida juntos caminhos rumo a uma morada eterna, fazendo a nossa missão aqui nesta terra. Feliz Ano Novo, Deus vos abençoe e Maria vos guarde.

Francisco Iury Nascimento Lopes
Coordenador Geral do Blog Evangelizando

28 de dezembro de 2013

Deixemos que o nosso coração se comova

Deixemos que o nosso coração se comova
Nos últimos dias tivemos muitas propostas de reflexão sugeridas pelo Papa Francisco, e gostaria de sublinhar algumas delas, como pérolas para o nosso cotidiano, para o nosso Ano Novo que está chegando.

Já na sua última audiência geral na praça São Pedro no dia 18 de dezembro, Francisco, em meio a uma temperatura de 3 graus centígrados, aqueceu o coração dos fiéis, uma parte daquele 1 milhão e meio que participou das 30 audiências do Papa que "veio do fim do mundo" ao longo de 2013. Recordou que o "Natal de Jesus é a festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo", continuando com a afirmação de que a "razão da nossa esperança é Deus que está conosco e confia ainda em nós"; explicou que pelo fato de Deus estar junto ao homem "a terra não é mais somente um 'vale de lágrimas', mas é um local onde Deus mesmo fixou a sua tenda".

Já na noite de Natal, na missa do galo, a primeira de Francisco na cátedra de Pedro, o Papa latino-americano nos falou da alegria do Evangelho, do Deus que nos ama, e que nos ama tanto que nos deu o Seu Filho como nosso irmão, como luz nas nossas trevas. Disse ainda que Deus é o nosso Pai paciente, que nos deu Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida.

No dia de Natal, do balcão central da basílica vaticana, a tão esperada mensagem "Urbi et Orbi", à cidade e o mundo. Sem meias palavras Francisco tocou temas de grande atualidade que dizem respeito a todas as sociedades, ricas e pobres. Iniciou precisamente pelo dom da Paz, recordando mais uma vez que "a verdadeira paz não é um equilíbrio entre forças contrárias; não é uma bela ‘fachada’, por trás da qual há contrastes e divisões. A paz é um compromisso de todos os dias, que se realiza a partir do dom de Deus".

Neste olhar de presença ao lado dos que sofrem o Santo Padre citou os preferidos de Cristo, as crianças que "são as vítimas mais frágeis das guerras, mas também recordou os idosos, as mulheres que são maltratadas, os enfermos". E referindo-se à guerra que dilacera tantas vidas, o pensamento do Papa foi ao conflito na Síria, que fomenta ódio e vingança. Pediu mais uma vez que o Senhor poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio, e se disse contente em saber que pessoas de diversas confissões religiosas se unem à súplica pela paz na Síria.

Outro foco de tensão que o Papa recordou foi a república centro-africana, esquecida pelos homens e "dilacerada por uma espiral de violência e miséria. Lembrou ainda do jovem Estado do Sudão do Sul e da Nigéria, países onde a convivência pacífica tem sido ameaçada por ataques que não poupam inocentes nem indefesos". Também aos deslocados e refugiados um pensamento especial, principalmente os que vivem no Chifre da África e no leste da República Democrática do Congo, e um pedido: "façam com que os emigrantes em busca duma vida digna encontrem acolhimento e ajuda. Que nunca mais aconteçam tragédias como aquelas a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa".

O Oriente Médio não sai do pensamento de Francisco, terra que ele pretende visitar em 2014. Pediu a "conversão do coração dos violentos, por um desfecho feliz das negociações de paz entre israelenses e palestinos e pela cura das chagas do amado Iraque, ferido ainda frequentemente por atentados".

Outro tema sempre presente nos discursos do Santo Padre, o tráfico de seres humanos, pedindo a conversão dos corações de quem está envolvido neste crime contra a humanidade.

As calamidades naturais também foram mencionadas, recordando os filipinos e a tragédia pela qual passaram pelo recente tufão.

Mas diante de tantos temas que dizem respeito a todos nós, e às tristezas que eles produzem, Francisco pediu que deixemos "que o nosso coração se comova, se incendeie com a ternura de Deus; precisamos das suas carícias. Sim precisamos das carícias de Deus, como um filho tem necessidade das carícias do pai e da mãe".

E o último apelo do Papa desta semana foi durante o Angelus da Festa de Santo Estevão quando pediu orações por aqueles que são perseguidos no mundo por causa do seu testemunho de fé. E alertou que há também os casos de "países que no papel tutelam a liberdade e os direitos humanos, mas onde de fato os crentes, especialmente os cristãos, encontram limitações e discriminações".

Estamos chegando ao fim de mais um ano, e as temáticas que o Papa Francisco tocou nos últimos dias nos dão a dimensão de quanto trabalho a humanidade tem ainda que realizar para viver a Paz que nasceu em Belém. "A pausa destes dias junto ao presépio - disse o Papa - para contemplar Maria e José ao lado do Menino, possa suscitar em todos um generoso compromisso de amor recíproco". Um feliz Ano Novo, repleto de esperança, fé e reflexão.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

25 de dezembro de 2013

O que celebramos no Natal

O que celebramos no Natal
O que celebramos no Natal (Resumo da Homilia da noite do Natal) Pe. Gaspar S. C. Pelegrini

“Dominus dixit ad me: Filius meus es tu”. (Sl 2)

O senhor me disse: tu és o meu filho, eu hoje te gerei. (Salmo 2) Podemos resumir o que celebramos nesta noite com uma palavra, uma imagem e um sentimento. Uma Palavra: Tu es meu filho, eu hoje te gerei. Esta é a palavra do Pai a seu Filho. Palavra que se refere principalmente à geração eterna do Verbo. Este “hodie”, é o hoje eterno.
Mas esta afirmação diante do presépio adquire um alcance especial. No presépio, não podemos esquecer quem é de fato esta criança.

As aparências são tão simples, tão humanas, tão pobres, que não poderíamos jamais descobrir quem é realmente este menino. Por isso lembramos a Palavra do Pai: “Tu es meu Filho. Eu hoje de gerei”. E uma vez que temos esta revelação, quanto mais pobreza, simplicidade, humanidade contemplamos nesta criança, mais surpreendidos ficamos. Diante do presépio, podemos repetir o que dizemos na visita ao Santíssimo: “Eis até que ponto chegou a vossa caridade excessiva, ó meu Jesus amantíssimo”. Uma imagem, ou melhor, duas: A luz e a noite. É impressionante o efeito da luz em meio à escuridão. Por causa da luz é que esta noite é Santa, esta noite é noite feliz.

O que faz a luz no Natal? Convida o magos, através da estrela. Envolve os pastores. Aponta para o lugar onde está Jesus. Qual é a luz do Natal? É Jesus mesmo, que nos ilumina de vários modos:

- com seu amor, que ilumina a noite de nosso egoísmo, de nossa frieza, de nossa desconfiança de Deus, de nosso pouco caso de Deus, de nosso medo de Deus. Jesus depois vai nos dizer: Amai-vos como eu vos amei. Mas já no presépio Ele nos ensina a a amar.

- com sua humildade: ilumina nosso orgulho, ensina-nos que quanto mais simples formos, quanto mais assumirmos e abraçarmos nossas fraquezas e limitações, espirituais e humanas, mais nos aproximamos de Deus.

- com sua alegria: não nos esqueçamos este é terceiro mistério gozoso. Jesus em Belém nos ensina um novo conceito de alegria, alegria que vem do interior, ou melhor que vem de Deus, alegria que não está condicionada com coisas materiais.

Como pedia haver alegria nesta noite? Como poderia haver alegria para uma Mãe que não tem onde dar à luz seu Filho? Só a luz de Jesus podia encher de alegria esta noite.

Um sentimento: Gratidão. Reconhecimento. Gratidão, que para ser verdadeira tem que nos levar a fazer como os pastores e os magos. Que fizeram? Foram até Jesus, deixaram-se envolver pela luz que irradiava de Jesus.

Vamos também até Jesus de modo especial na comunhão. Deixemos que no momento da comunhão, fale mais nossa gratidão que qualquer outro sentimento ou necessidade. Um último detalhe: Tantos dos Magos como dos pastores temos um dado em comum. Eles encontraram Jesus com Maria, nos braços de Maria.

Maria é a verdadeira manjedoura do Menino Deus. Maria é o candelabro onde brilha com grande intensidade a luz do amor, da humildade e da alegria de Jesus. Quando vamos visitar uma mãe que teve um bebê, a gente pede para segurar um pouquinho. Peçamos esta graça a Nossa Senhora: que ela nos dê seu Jesus, que ela nos deixe segurá-lo um pouquinho. Para que ele nos banhe com sua luz. Amém.

Natal um presente de Deus

Natal um presente de Deus
Bem-aventurados são também aqueles que acolhem o Menino Jesus no coração, por que serão felizes eternamente. É Natal o menino nos foi dando e a nós foi revelado o plano de amor do Pai.

O presente de Deus para nós, expressado no seu único Filho Jesus Cristo, o seu amor por nós é revelado pela primeira vez, quando o Menino Jesus vem ao mundo, e hoje é natal o  Menino-Deus nasceu.

Natal é tempo de alegria, felicidade, de nos preparamos para acolher o Salvador e pular de alegria como João Batista no ventre de Isabel (Lc 1, 41). O Menino Jesus procura um lugar para repousar a cabeça, vamos da o nosso coração como manjedoura, mas também como casa para o Filho de Deus.

As festas, os presentes e etc.; isto de nada vale se não forem celebrados em torno do verdadeiro sentido do natal, que é o nascimento de Jesus. A Virgem Maria junto com São José seu castíssimo esposo, nos convidam, nos chamam a se aproximar deste mistério de amor, a contemplarmos o rosto do Menino Jesus como os pastores que ali no nascimento estavam.

Os acontecimentos de Deus, não se desfazem no tempo, temos sempre algo novo em um acontecimento, em um fato que se repete a cada ano; como na palavra de Deus, encontramos sempre uma nova reflexão, uma nova instrução, então sendo Jesus a palavra que se fez carne (Jo 1, 14), o natal sempre nos traz o mesmo sentido, o nascimento de Jesus, mas sempre de uma forma nova, por que Deus é a Boa Nova. Estas são as nossas felicitações de Natal aos nossos leitores, colunistas, colaboradores e parceiros do Blog Evangelizando, que vocês possam refletir e terem um bom natal. Feliz Natal

Pacajus, 25 de dezembro de 2013.

Francisco Iury Nascimento Lopes
Diretor Geral do Blog Evangelizando

24 de dezembro de 2013

Caminho da paz

Estamos concluindo mais um ano, e já é tradição neste período fazer um balanço dos últimos 365 dias e pensar no futuro, nas novas conquistas, nas novas metas, muitas das quais não alcançadas no ano que finda. Certamente esse tempo nos ajuda a parar e olhar para as vitórias e derrotas, para conquistas e frustrações. Mas, quando fazemos o nosso balanço, fazemos também o balanço dos nossos relacionamentos e do nosso ser cristão? Ou pensamos somente nas conquistas e derrotas pessoais no campo do trabalho, da vida social, do nosso dia a dia, individualmente?

Nos dias passados foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, comemorado no 1º de janeiro; este será o primeiro do pontificado do Papa latino-americano.

Nesta sua mensagem que tem como tema "Fraternidade: Fundamento e Caminho da Paz", - tema que foi escolhido pelo Papa emérito, Bento XVI -, Francisco nos dá uma grande ajuda para traçarmos os caminhos do novo ano e nos enche de interrogativos e por quês. Ele afirma que no coração de cada homem e mulher habita o desejo de uma vida plena, com aspirações, e aspirações de fraternidade, de relacionamentos. Pede para não vermos nos outros, inimigos e concorrentes, mas irmãos, que devemos acolher e abraçar. O Santo Padre chama a atenção para a palavra “fraternidade” destacando mais uma vez, - se ainda é necessário -, que a mesma é uma “dimensão essencial” do homem e que a consciência dessa dimensão nos leva a tratar cada pessoa como um verdadeiro irmão. É isso, tratar o outro como irmão, como alguém que é importante, e sem o qual nossa vida não seria completa, é uma boa chave de leitura para entender o que é fraternidade.

Na sua mensagem o Papa Francisco recorda que tanto as pessoas como as nações devem, em um espírito de fraternidade e comunhão, trabalhar juntas para construir o futuro da humanidade; um dever que recai primeiramente sobre os mais favorecidos. O Papa prossegue recordando ainda que a fraternidade é a premissa para vencer a pobreza. Pobreza é, de fato, falta de fraternidade entre os homens, entre os povos.

O Dia Mundial da Paz, que celebraremos no dia 1º de janeiro, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem para o primeiro de 1968. Dizia o Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia, que a mesma se dirigia a todos os homens de boa vontade, para exortá-los a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo. O Papa Francisco na sua mensagem para este 1º de janeiro chama a atenção de cada homem de boa vontade, de cada homem de paz e não, sobre a fraternidade e a “cultura do encontro”. Sim, porque a fraternidade, a paz, diz respeito a todos os aspetos da vida, incluindo a economia, as finanças, a sociedade civil, a política.

Desde o início do seu pontificado, Francisco tem sublinhado a importância de superar a “cultura do descartável” e promover a “cultura do encontro”, para se conseguir um mundo mais justo e pacífico. Diante dos dramas da sociedade atual que atingem diretamente o ser humano no seu complexo, como a pobreza, a fome, o subdesenvolvimento, guerras, migrações forçadas, desigualdades, injustiças, fundamentalismos, a fraternidade se torna, então, o fundamento e a via da paz.

O homem de hoje é vítima da não-solidariedade, do não se importar com o outro; é vítima do fechar-se em si mesmo e viver somente no universo que o rodeia, esquecendo-se da real dimensão da humanidade, onde por causa do individualismo, do egoismo, nascem a desigualdade e a pobreza.

Nesta sua mensagem para o Ano Novo, densa e reflexiva, o Papa Francisco leva em consideração precisamente a “cultura do bem-estar” que leva à perda do “sentido da responsabilidade”. Não é de se estranhar que os pobres sejam considerados por muitos como um peso, um empecilho. É através do próximo e da nossa atitude de fraternidade que podemos vislumbrar um rosto mais humano para o nosso mundo.

Estamos nos aproximando do Natal e do Ano Novo, e brota instintivamente, o desejo que cada um redescubra no Menino de Belém o sentido de ser irmão, ser “fratello” como se diz em italiano, onde cada um seja responsável um pelo outro e pelo seu futuro. Vamos redescobrir no seio das nossas famílias, das nossas comunidades, o sentido e a alegria da partilha e do verdadeiro significado do Natal, que é a “festa da confiança e da esperança”. Feliz Natal!

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

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