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28 de dezembro de 2013

Deixemos que o nosso coração se comova

Deixemos que o nosso coração se comova
Nos últimos dias tivemos muitas propostas de reflexão sugeridas pelo Papa Francisco, e gostaria de sublinhar algumas delas, como pérolas para o nosso cotidiano, para o nosso Ano Novo que está chegando.

Já na sua última audiência geral na praça São Pedro no dia 18 de dezembro, Francisco, em meio a uma temperatura de 3 graus centígrados, aqueceu o coração dos fiéis, uma parte daquele 1 milhão e meio que participou das 30 audiências do Papa que "veio do fim do mundo" ao longo de 2013. Recordou que o "Natal de Jesus é a festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo", continuando com a afirmação de que a "razão da nossa esperança é Deus que está conosco e confia ainda em nós"; explicou que pelo fato de Deus estar junto ao homem "a terra não é mais somente um 'vale de lágrimas', mas é um local onde Deus mesmo fixou a sua tenda".

Já na noite de Natal, na missa do galo, a primeira de Francisco na cátedra de Pedro, o Papa latino-americano nos falou da alegria do Evangelho, do Deus que nos ama, e que nos ama tanto que nos deu o Seu Filho como nosso irmão, como luz nas nossas trevas. Disse ainda que Deus é o nosso Pai paciente, que nos deu Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida.

No dia de Natal, do balcão central da basílica vaticana, a tão esperada mensagem "Urbi et Orbi", à cidade e o mundo. Sem meias palavras Francisco tocou temas de grande atualidade que dizem respeito a todas as sociedades, ricas e pobres. Iniciou precisamente pelo dom da Paz, recordando mais uma vez que "a verdadeira paz não é um equilíbrio entre forças contrárias; não é uma bela ‘fachada’, por trás da qual há contrastes e divisões. A paz é um compromisso de todos os dias, que se realiza a partir do dom de Deus".

Neste olhar de presença ao lado dos que sofrem o Santo Padre citou os preferidos de Cristo, as crianças que "são as vítimas mais frágeis das guerras, mas também recordou os idosos, as mulheres que são maltratadas, os enfermos". E referindo-se à guerra que dilacera tantas vidas, o pensamento do Papa foi ao conflito na Síria, que fomenta ódio e vingança. Pediu mais uma vez que o Senhor poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio, e se disse contente em saber que pessoas de diversas confissões religiosas se unem à súplica pela paz na Síria.

Outro foco de tensão que o Papa recordou foi a república centro-africana, esquecida pelos homens e "dilacerada por uma espiral de violência e miséria. Lembrou ainda do jovem Estado do Sudão do Sul e da Nigéria, países onde a convivência pacífica tem sido ameaçada por ataques que não poupam inocentes nem indefesos". Também aos deslocados e refugiados um pensamento especial, principalmente os que vivem no Chifre da África e no leste da República Democrática do Congo, e um pedido: "façam com que os emigrantes em busca duma vida digna encontrem acolhimento e ajuda. Que nunca mais aconteçam tragédias como aquelas a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa".

O Oriente Médio não sai do pensamento de Francisco, terra que ele pretende visitar em 2014. Pediu a "conversão do coração dos violentos, por um desfecho feliz das negociações de paz entre israelenses e palestinos e pela cura das chagas do amado Iraque, ferido ainda frequentemente por atentados".

Outro tema sempre presente nos discursos do Santo Padre, o tráfico de seres humanos, pedindo a conversão dos corações de quem está envolvido neste crime contra a humanidade.

As calamidades naturais também foram mencionadas, recordando os filipinos e a tragédia pela qual passaram pelo recente tufão.

Mas diante de tantos temas que dizem respeito a todos nós, e às tristezas que eles produzem, Francisco pediu que deixemos "que o nosso coração se comova, se incendeie com a ternura de Deus; precisamos das suas carícias. Sim precisamos das carícias de Deus, como um filho tem necessidade das carícias do pai e da mãe".

E o último apelo do Papa desta semana foi durante o Angelus da Festa de Santo Estevão quando pediu orações por aqueles que são perseguidos no mundo por causa do seu testemunho de fé. E alertou que há também os casos de "países que no papel tutelam a liberdade e os direitos humanos, mas onde de fato os crentes, especialmente os cristãos, encontram limitações e discriminações".

Estamos chegando ao fim de mais um ano, e as temáticas que o Papa Francisco tocou nos últimos dias nos dão a dimensão de quanto trabalho a humanidade tem ainda que realizar para viver a Paz que nasceu em Belém. "A pausa destes dias junto ao presépio - disse o Papa - para contemplar Maria e José ao lado do Menino, possa suscitar em todos um generoso compromisso de amor recíproco". Um feliz Ano Novo, repleto de esperança, fé e reflexão.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

25 de dezembro de 2013

O que celebramos no Natal

O que celebramos no Natal
O que celebramos no Natal (Resumo da Homilia da noite do Natal) Pe. Gaspar S. C. Pelegrini

“Dominus dixit ad me: Filius meus es tu”. (Sl 2)

O senhor me disse: tu és o meu filho, eu hoje te gerei. (Salmo 2) Podemos resumir o que celebramos nesta noite com uma palavra, uma imagem e um sentimento. Uma Palavra: Tu es meu filho, eu hoje te gerei. Esta é a palavra do Pai a seu Filho. Palavra que se refere principalmente à geração eterna do Verbo. Este “hodie”, é o hoje eterno.
Mas esta afirmação diante do presépio adquire um alcance especial. No presépio, não podemos esquecer quem é de fato esta criança.

As aparências são tão simples, tão humanas, tão pobres, que não poderíamos jamais descobrir quem é realmente este menino. Por isso lembramos a Palavra do Pai: “Tu es meu Filho. Eu hoje de gerei”. E uma vez que temos esta revelação, quanto mais pobreza, simplicidade, humanidade contemplamos nesta criança, mais surpreendidos ficamos. Diante do presépio, podemos repetir o que dizemos na visita ao Santíssimo: “Eis até que ponto chegou a vossa caridade excessiva, ó meu Jesus amantíssimo”. Uma imagem, ou melhor, duas: A luz e a noite. É impressionante o efeito da luz em meio à escuridão. Por causa da luz é que esta noite é Santa, esta noite é noite feliz.

O que faz a luz no Natal? Convida o magos, através da estrela. Envolve os pastores. Aponta para o lugar onde está Jesus. Qual é a luz do Natal? É Jesus mesmo, que nos ilumina de vários modos:

- com seu amor, que ilumina a noite de nosso egoísmo, de nossa frieza, de nossa desconfiança de Deus, de nosso pouco caso de Deus, de nosso medo de Deus. Jesus depois vai nos dizer: Amai-vos como eu vos amei. Mas já no presépio Ele nos ensina a a amar.

- com sua humildade: ilumina nosso orgulho, ensina-nos que quanto mais simples formos, quanto mais assumirmos e abraçarmos nossas fraquezas e limitações, espirituais e humanas, mais nos aproximamos de Deus.

- com sua alegria: não nos esqueçamos este é terceiro mistério gozoso. Jesus em Belém nos ensina um novo conceito de alegria, alegria que vem do interior, ou melhor que vem de Deus, alegria que não está condicionada com coisas materiais.

Como pedia haver alegria nesta noite? Como poderia haver alegria para uma Mãe que não tem onde dar à luz seu Filho? Só a luz de Jesus podia encher de alegria esta noite.

Um sentimento: Gratidão. Reconhecimento. Gratidão, que para ser verdadeira tem que nos levar a fazer como os pastores e os magos. Que fizeram? Foram até Jesus, deixaram-se envolver pela luz que irradiava de Jesus.

Vamos também até Jesus de modo especial na comunhão. Deixemos que no momento da comunhão, fale mais nossa gratidão que qualquer outro sentimento ou necessidade. Um último detalhe: Tantos dos Magos como dos pastores temos um dado em comum. Eles encontraram Jesus com Maria, nos braços de Maria.

Maria é a verdadeira manjedoura do Menino Deus. Maria é o candelabro onde brilha com grande intensidade a luz do amor, da humildade e da alegria de Jesus. Quando vamos visitar uma mãe que teve um bebê, a gente pede para segurar um pouquinho. Peçamos esta graça a Nossa Senhora: que ela nos dê seu Jesus, que ela nos deixe segurá-lo um pouquinho. Para que ele nos banhe com sua luz. Amém.

Natal um presente de Deus

Natal um presente de Deus
Bem-aventurados são também aqueles que acolhem o Menino Jesus no coração, por que serão felizes eternamente. É Natal o menino nos foi dando e a nós foi revelado o plano de amor do Pai.

O presente de Deus para nós, expressado no seu único Filho Jesus Cristo, o seu amor por nós é revelado pela primeira vez, quando o Menino Jesus vem ao mundo, e hoje é natal o  Menino-Deus nasceu.

Natal é tempo de alegria, felicidade, de nos preparamos para acolher o Salvador e pular de alegria como João Batista no ventre de Isabel (Lc 1, 41). O Menino Jesus procura um lugar para repousar a cabeça, vamos da o nosso coração como manjedoura, mas também como casa para o Filho de Deus.

As festas, os presentes e etc.; isto de nada vale se não forem celebrados em torno do verdadeiro sentido do natal, que é o nascimento de Jesus. A Virgem Maria junto com São José seu castíssimo esposo, nos convidam, nos chamam a se aproximar deste mistério de amor, a contemplarmos o rosto do Menino Jesus como os pastores que ali no nascimento estavam.

Os acontecimentos de Deus, não se desfazem no tempo, temos sempre algo novo em um acontecimento, em um fato que se repete a cada ano; como na palavra de Deus, encontramos sempre uma nova reflexão, uma nova instrução, então sendo Jesus a palavra que se fez carne (Jo 1, 14), o natal sempre nos traz o mesmo sentido, o nascimento de Jesus, mas sempre de uma forma nova, por que Deus é a Boa Nova. Estas são as nossas felicitações de Natal aos nossos leitores, colunistas, colaboradores e parceiros do Blog Evangelizando, que vocês possam refletir e terem um bom natal. Feliz Natal

Pacajus, 25 de dezembro de 2013.

Francisco Iury Nascimento Lopes
Diretor Geral do Blog Evangelizando

24 de dezembro de 2013

Caminho da paz

Estamos concluindo mais um ano, e já é tradição neste período fazer um balanço dos últimos 365 dias e pensar no futuro, nas novas conquistas, nas novas metas, muitas das quais não alcançadas no ano que finda. Certamente esse tempo nos ajuda a parar e olhar para as vitórias e derrotas, para conquistas e frustrações. Mas, quando fazemos o nosso balanço, fazemos também o balanço dos nossos relacionamentos e do nosso ser cristão? Ou pensamos somente nas conquistas e derrotas pessoais no campo do trabalho, da vida social, do nosso dia a dia, individualmente?

Nos dias passados foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, comemorado no 1º de janeiro; este será o primeiro do pontificado do Papa latino-americano.

Nesta sua mensagem que tem como tema "Fraternidade: Fundamento e Caminho da Paz", - tema que foi escolhido pelo Papa emérito, Bento XVI -, Francisco nos dá uma grande ajuda para traçarmos os caminhos do novo ano e nos enche de interrogativos e por quês. Ele afirma que no coração de cada homem e mulher habita o desejo de uma vida plena, com aspirações, e aspirações de fraternidade, de relacionamentos. Pede para não vermos nos outros, inimigos e concorrentes, mas irmãos, que devemos acolher e abraçar. O Santo Padre chama a atenção para a palavra “fraternidade” destacando mais uma vez, - se ainda é necessário -, que a mesma é uma “dimensão essencial” do homem e que a consciência dessa dimensão nos leva a tratar cada pessoa como um verdadeiro irmão. É isso, tratar o outro como irmão, como alguém que é importante, e sem o qual nossa vida não seria completa, é uma boa chave de leitura para entender o que é fraternidade.

Na sua mensagem o Papa Francisco recorda que tanto as pessoas como as nações devem, em um espírito de fraternidade e comunhão, trabalhar juntas para construir o futuro da humanidade; um dever que recai primeiramente sobre os mais favorecidos. O Papa prossegue recordando ainda que a fraternidade é a premissa para vencer a pobreza. Pobreza é, de fato, falta de fraternidade entre os homens, entre os povos.

O Dia Mundial da Paz, que celebraremos no dia 1º de janeiro, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem para o primeiro de 1968. Dizia o Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia, que a mesma se dirigia a todos os homens de boa vontade, para exortá-los a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo. O Papa Francisco na sua mensagem para este 1º de janeiro chama a atenção de cada homem de boa vontade, de cada homem de paz e não, sobre a fraternidade e a “cultura do encontro”. Sim, porque a fraternidade, a paz, diz respeito a todos os aspetos da vida, incluindo a economia, as finanças, a sociedade civil, a política.

Desde o início do seu pontificado, Francisco tem sublinhado a importância de superar a “cultura do descartável” e promover a “cultura do encontro”, para se conseguir um mundo mais justo e pacífico. Diante dos dramas da sociedade atual que atingem diretamente o ser humano no seu complexo, como a pobreza, a fome, o subdesenvolvimento, guerras, migrações forçadas, desigualdades, injustiças, fundamentalismos, a fraternidade se torna, então, o fundamento e a via da paz.

O homem de hoje é vítima da não-solidariedade, do não se importar com o outro; é vítima do fechar-se em si mesmo e viver somente no universo que o rodeia, esquecendo-se da real dimensão da humanidade, onde por causa do individualismo, do egoismo, nascem a desigualdade e a pobreza.

Nesta sua mensagem para o Ano Novo, densa e reflexiva, o Papa Francisco leva em consideração precisamente a “cultura do bem-estar” que leva à perda do “sentido da responsabilidade”. Não é de se estranhar que os pobres sejam considerados por muitos como um peso, um empecilho. É através do próximo e da nossa atitude de fraternidade que podemos vislumbrar um rosto mais humano para o nosso mundo.

Estamos nos aproximando do Natal e do Ano Novo, e brota instintivamente, o desejo que cada um redescubra no Menino de Belém o sentido de ser irmão, ser “fratello” como se diz em italiano, onde cada um seja responsável um pelo outro e pelo seu futuro. Vamos redescobrir no seio das nossas famílias, das nossas comunidades, o sentido e a alegria da partilha e do verdadeiro significado do Natal, que é a “festa da confiança e da esperança”. Feliz Natal!

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

15 de dezembro de 2013

Uma única família

Uma única família

Um bilhão de pessoas não tem o que comer. A cada três segundos, alguém morre de fome no mundo. Esse é o escândalo do novo milênio, um escândalo inaceitável. “Não podemos virar as costas e fazer de conta que isto não existe. O alimento que o mundo tem à disposição pode saciar todos”. Forte a denúncia do Papa Francisco e forte o convite às instituições e a toda a Igreja para dar voz àqueles que sofrem, para evitar os desperdícios e agir como “uma única família". Esse convite está contido no vídeo-mensagem que na última terça-feira deu início à campanha contra a fome no mundo organizada pela Caritas Internacional; uma iniciativa no âmbito do Dia Internacional dos Direitos Humanos que este ano teve como tema “Uma única Família Humana-Alimento para Todos”. Eliminar a fome no mundo até 2025; este é o objetivo da campanha.

Vivemos hoje num mundo onde existem vários mundos. O mundo do luxo e da opulência; o mundo do ter e do aparecer; o mundo do egoísmo e do indiferentismo; o mundo da negação e do descartável; o mundo dos invisíveis. Muitos desses mundos são povoados por pessoas, por indivíduos que existem pelo que tem e pelo que não tem, e vivem sem perceber o drama do outro; mas temos também mundos de deserdados e marginalizados, que vivem do resto de um mundo que não os vê, não os conhece e não os reconhece. Um mundo sem fome que não vê um mundo com fome.

E nessa visão de mundo é aquele sem fome que tem vez, que tem voz, enquanto as vozes dos famintos não contam. Passa-se fome sobretudo – por mais bizarro que isso soe – nas regiões onde os alimentos são produzidos, ou seja, no campo, onde as pessoas vivem da agricultura familiar e não têm seus interesses tutelados nas instituições econômicas. Passa-se fome nas grandes cidades onde temos lixos abastados que convivem ao lado de panelas vazias e barrigas vazias.

O Papa Francisco nesta semana convidou todos a abrir um espaço nos corações para esta urgência, respeitando o direito dado por Deus para todos de ter acesso a uma alimentação adequada. “Compartilhemos o que temos, na caridade cristã, com os que são obrigados a enfrentar muitos obstáculos para satisfazer uma necessidade tão primária”, pediu o Pontífice.

A voz do Santo Padre ecoou e ecoa ainda nos ouvidos de toda a humanidade para que todas as instituições, toda a Igreja e cada um de nós, como uma única família humana, dê voz a todas as pessoas que passam fome silenciosamente, a fim de que esta voz se torne um grito que possa sacudir o mundo.

Um grito que possa sacudir as consciências adormecidas no egoísmo, que tudo transforma em ação pessoal e individual, egocêntrica; um grito que acorde e ajude a pensar que o outro existe e que eu não sou o único, o centro de tudo. É hora de mudar de hábitos e modos de pensar comuns. A campanha da Caritas – afirmou Francisco - é também um convite a todos nós para sermos mais conscientes de nosso regime alimentar, que muitas vezes comporta desperdício de comida e má-utilização dos recursos de que dispomos. Ela é também uma exortação a pararmos de pensar que nossos gestos cotidianos não têm impacto na vida de quem – esteja perto, esteja longe de nós – vive a fome na própria pele.

Como viver indiferentes à tragédia da fome e não se deixar comover pelo sofrimento daqueles que não tem pão? Os dramas se consumam em terras distantes das nossas, mas também dentro de realidade de nossas cidades, uma realidade que muitas vezes está escondida, longe do testemunho das câmaras de TV; assim não sacodem as nossas consciências, é um sofrimento invisível.

Quando alguém morre de fome é uma morte que ninguém chora, a não ser a mãe debruçada sobre o corpo esquelético do filho, ou o filho que enterra o pai ou mãe destruídos pela fadiga do tempo e do desespero. Será que a dor de uma pessoa como essa é diferente das nossas dores? O único pecado dessa gente foi ter nascido numa terra, numa condição de vida, onde a morte por fome não é uma exceção, mas está na ordem do dia, da normalidade.

A imagem da humanidade “como uma única família” é a imagem proposta pelo Papa, onde todos se interessam por todos, onde ninguém é deixado de lado. Na grande família todos temos responsabilidades e todos falimos quando alguém padece pelo nosso egoísmo e indiferença. Temos o imperativo de ajudar esse exército de famintos a se levantar, a sair desse mundo de silêncio em que vivem, que produz luto, dor, miséria e desesperança.

Na quarta-feira, durante a Audiência Geral na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou que o Evangelho de Jesus nos indica o caminho para lutar contra a fome: entregar-nos à providência do Pai e compartilhar o pão cotidiano sem desperdiçá-lo. E encorajou a Caritas a levar avante este empenho, convidando todos a se unirem a esta “onda” de solidariedade.

Vivemos um momento de esperança, um momento de espera do Menino que vem; é a hora de dar luz a um túnel onde a escuridão esconde a dor e o desespero de milhões de pessoas.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

7 de dezembro de 2013

Síria, Natal sem paz!

Síria, Natal sem paz!
No final da Audiência Geral da última quarta-feira, o Papa Francisco pediu orações pelas monjas que foram sequestradas nos dias passados no Mosteiro greco-ortodoxo de Santa Tecla, no vilarejo cristão de Maalula, na Síria. “Rezemos por essas irmãs e por todas as pessoas sequestradas por causa do atual conflito. Continuemos a rezar e a atuar pela paz”, foram as palavras do Pontífice. O drama do povo sírio retorna à atenção dos meios de comunicação, através das palavras do Santo Padre; um drama que se consuma sob o olhar da comunidade internacional.

O Bispo de Aleppo dos Caldeus, falando à Rádio Vaticano sobre o episódio, disse que as razões para o sequestro estão na própria guerra. “Nós, como cristãos, como Igreja na Síria, não queremos dizer que seja uma guerra contra os cristãos, porque nós queremos ser uma presença de reconciliação e de convivência. Esta é a nossa vocação. Não queremos provocações com os muçulmanos”.

O drama do povo sírio esteve e está no coração do Papa Francisco, como também esteve e está no coração do Papa emérito Bento XVI: ambos em várias ocasiões falaram dessa “aventura sem retorno” que causa somente dor, sofrimento e morte.

Já no último dia 7 de setembro, o Papa Francisco convocara o mundo inteiro para um dia de oração e jejum pela paz no mundo, pela Síria. Naquele dia o Santo Padre fez um vibrante apelo para que todos “trabalhem pela paz e reconciliação” para pôr fim à guerra, “que é sempre uma derrota para a humanidade”.

“Quando o homem só pensa em si mesmo, em seus próprios interesses, quando ele é seduzido pelos ídolos da dominação e do poder, quando ele se coloca no lugar de Deus, ele arruína todas as relações, arruína tudo. E isso abre as portas para a violência”, afirmou, em uma longa meditação sobre a “bondade da criação de Deus e o caos que provoca a violência entre irmãos”. Voltou, assim, ao tema da primeira missa de seu pontificado: o homem é chamado a ser “o guardião de seu irmão e da criação”.

Nos dias de hoje temos uma linguagem cada vez mais presente nas nossas sociedades, nos nosso países; é a linguagem da violência e da guerra, sinônimos para morte. A Paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a Humanidade. Por que então o homem busca a agressão ao próximo; impor suas idéias e opiniões com a força? A guerra, a violência, a dor, a morte não são exclusividade de um só povo, de uma só religião; vemos que são irmãos contra irmãos que entram na espiral da violência provocando naqueles que poderiam ser determinantes na paz, outra espiral, a espiral do silêncio.

Estamos vivendo o tempo do Advento, nos preparando para o nascimento do Senhor da Paz. Imaginemos como os nossos irmãos na Síria, no Líbano, no Oriente Médio estão vivendo essa espera. A luz do Senhor vem para iluminar todos, e não só uma parte da humanidade. Eles são nossos irmãos, que muitas vezes não podem nem sequer expressar a sua fé, e muitas vezes pelo fato de expressá-la são alvos de perseguição e de injustiças.

O grito da paz que tanto pede o Papa Francisco, elevou-se e eleva-se dos quatro cantos do mundo, mas ainda não foi suportado com fatos concretos. Basta pensar que na Síria, morre-se todos os dias por atentados e conflitos entre grupos armados. E neste universo de dor, também as crianças, mulheres e idosos pagam o alto preço da indiferença da comunidade internacional que se reúne, conversa, mas não decide.

As Nações Unidas informaram nesta semana terem entregado alimentos para 3,4 milhões de pessoas na Síria em novembro, mas novamente não cumpriu a meta mensal de 4 milhões com o intenso conflito impedindo o acesso a pessoas com fome em áreas sob disputa. Com a chegada do inverno, o número de crianças na Síria consideradas vulneráveis e com necessidade de assistência, praticamente quadruplicou em um ano para 4,3 milhões. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) “a escala da resposta humanitária necessária para o inverno é sem precedentes”. Crianças, como o Menino Jesus, que vivem nas manjedouras de hoje!

A mensagem de paz do Papa Francisco chegou e continua a chegar a todos os cantos do planeta para que os homens de boa vontade continuem a rezar pela Síria, e pelos países onde ainda existem conflitos armados. Que as pessoas sequestradas sejam respeitadas na sua dignidade e que ganhem a liberdade o quanto antes. Que as crianças nestas terras tenham o direito de serem crianças, de crescerem e se desenvolverem como qualquer outra que vive em lugares de paz. Que o silêncio das armas seja definitivo. Que os gritos que se ouvem sejam somente gritos de alegria e não de dor.

De novo é Natal, e de novo o Menino pede para nascer em nossos corações. Cabe a nós abrirmos a porta para que ele faça morada nas nossas vidas e não nasça novamente no frio da manjedoura das nossas indiferenças.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando. (+ artigos)
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".



4 de dezembro de 2013

Maria como mediadora e dispensadora de todas as graças

Maria como mediadora e dispensadora de todas as graças
Fr. Garrigou-Lagrange, O.P.
Tradução: Carlos Wolkartt

Há muitos iludidos que pretendem alcançar a união com Deus sem recorrer constantemente a Nosso Senhor que é o caminho, a verdade e a vida. Outro erro seria querer chegar a Nosso Senhor sem passar por Maria, a quem a Igreja chama, em uma festa especial, Mediadora de todas as graças. Os protestantes caíram nesse erro. Sem chegar a esse ponto, há católicos que não compreendem a necessidade de recorrer a Maria para conseguir a intimidade com o Salvador. São Luís Maria Grignion de Montfort fala também de “Doutores que não conhecem a Mãe de Deus, senão de uma maneira especulativa, árida, estéril e indiferente; que temem abusar da devoção à Santíssima Virgem, fazer injúria a Nosso Senhor honrando demasiado a sua Santíssima Mãe. Se falam da devoção a Maria, não é tanto para recomendá-la como para reprovar os exageros”; dão a impressão de crer que Maria é um impedimento para conseguir a união com Deus.

Consiste, diz o Santo, em uma grande falta de humildade menosprezar os mediadores que Deus nos oferece, tendo em conta nossa debilidade. A intimidade com Nosso Senhor torna-se muito mais fácil mediante uma verdadeira e profunda devoção a Maria.

Para formarmos uma ideia exata desta devoção, veremos o que se entende por mediação universal e como Maria é a medianeira de todas as graças, conforme afirma a Tradição, o Ofício e a Missa de Maria Mediadora que é rezada no dia 31 de maio. Muito se escreve sobre o assunto nesses últimos tempos; consideraremos essa doutrina em suas relações com a vida interior.

Que é mediação universal?

“Ao ofício de mediador, diz São Tomás (Summ. Theol. III-26-1), corresponde o aproximar e unir àqueles entre quem exerce tal ofício; porque os extremos se unem por um intermediário. Pois bem, unir os homens a Deus é próprio de Jesus Cristo que os reconciliou com o Pai, segundo as palavras de São Paulo (II Cor. V, 19): ‘Deus reconciliou o mundo consigo mesmo em Jesus Cristo’. Por isso, só Jesus Cristo é o perfeito mediador entre Deus e os homens, quando por sua morte reconciliou com Deus o gênero humano. Igualmente, depois de dizer São Paulo: ‘Um só é o mediador entre Deus e os homens’, Cristo Jesus feito homem continua: ‘que se entregou como vítima por todos’. Nada impede, contudo, que, em certo modo, outros sejam chamados mediadores entre Deus e os homens, enquanto cooperam à união dos homens com Deus, como gestores ou ministros”.

Neste sentido, acrescenta Santo Tomás, os profetas e sacerdotes do Antigo Testamento podem chamar-se mediadores; e mesmo os sacerdotes da nova Aliança, como ministros do verdadeiro mediador.

“Jesus Cristo, continua o Santo (Summ. Theol. III-26-2), é mediador enquanto homem; porque enquanto homem é como se encontra entre os dois extremos: inferior a Deus por natureza, superior aos homens pela dignidade de sua graça e de sua glória. Além disso, como homem uniu os homens a Deus ensinando-lhes seus preceitos e dons, e satisfazendo por eles”. Jesus satisfez como homem, mediante uma satisfação e um mérito que de sua personalidade divina recebeu infinito valor. Estamos, pois, diante de uma dupla mediação, descendente e ascendente, que consistiu em trazer aos homens a luz e a graça de Deus, e em oferecer-Lhe, em favor dos homens, o culto e a reparação que Lhe eram devidos.

Nada impede, pois, que, como acabamos de dizer, haja outros mediadores secundários, como o foram os profetas e os sacerdotes da antiga Lei para o povo escolhido. Por isso podemos nos perguntar se não será Maria a mediadora universal para todos os homens e para a distribuição de todas e cada uma das graças. Santo Alberto Magno fala da mediação de Maria como superior a dos profetas, quando diz: “Maria foi eleita pelo Senhor, não como ministra, mas para ser associada de um modo especialíssimo e muito íntimo à obra da redenção do gênero humano”.

Não é Maria, em sua qualidade de Mãe de Deus, naturalmente designada para ser mediadora universal? Não é realmente intermediária entre Deus e os homens? Sem dúvida, por ser uma criatura, é inferior a Deus e a Jesus Cristo; porém está, por sua vez, acima de todos os homens em razão de sua maternidade divina, “que a coloca nas fronteiras da divindade” (Caetano), e pela plenitude da graça recebida no instante de sua concepção imaculada, plenitude que não cessou de aumentar até sua dormição.

E não somente por sua maternidade divina era Maria a designada para esta função de mediadora, senão que a recebeu e exerceu de fato.

Isto é o que nos demonstra a Tradição, que lhe outorgou o título de Mediadora Universal, embora subordinada a Cristo; título por demais consagrado pela festa especial que se celebra na Igreja universal.

Para bem compreender o sentido e o alcance desse título, consideremos que lhe convém a Maria por duas razões principais: primeiro, por haver ela cooperado, pela satisfação e os méritos, ao sacrifício da Cruz; segundo, porque não cessa de interceder em nosso favor e de obter-nos e distribuir-nos todas as graças que recebemos do céu.

Tal é a dupla mediação, ascendente e descendente, que devemos considerar, para dela aproveitarmos sem cessar.

Maria nos obtém e nos distribui todas as graças

É esta uma doutrina certa da Mãe de todos os homens: como Mãe, se interessa por sua salvação, roga por eles e lhes consegue as graças que recebem.

No Ave, Maris Stella, canta-se:

Solve vincla reis,
Profer lumen coecis,
mala nostra pelle,
bona cuncta posce.

As prisões aos réus desata.
E a nós cegos alumia;
De tudo que nos maltrata,
Nos livra, o bem nos granjeia.

Leão XIII, numa Encíclica sobre o Rosário, diz: “Por expressa vontade de Deus, nenhum bem nos é concedido se não é por Maria; e como nada pode chegar ao Pai senão pelo Filho, assim geralmente nada pode chegar a Jesus senão por Maria”.

A Igreja, de fato, se dirige a Maria para conseguir graças de toda sorte, tanto temporais como espirituais, e, entre estas últimas, desde a graça da conversão até a da perseverança final, sem excluir as necessárias às virgens para guardar sua virgindade, aos apóstolos para exercer seu apostolado, aos mártires para permanecer invictos na fé. Por isso, nas Litanias Lauretanas, universalmente rezadas na Igreja há muito tempo, Maria é chamada: “saúde dos enfermos, refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, auxílio dos cristãos, rainha dos apóstolos, dos mártires, dos confessores e das virgens”. Sua mão é a dispensadora de toda sorte de graças, e até mesmo, em certo sentido, da graça dos sacramentos, porque ela nos mereceu em união com Nosso Senhor no Calvário, e nos dispõe, também com sua oração, a aproximarmo-nos desses sacramentos e a recebê-los convenientemente; ás vezes até nos envia o sacerdote, sem o qual essa ajuda sacramental não nos seria outorgada.

Enfim, não só toda espécie de graça nos é distribuída pela mão de Maria, senão cada graça em particular. Não é outra coisa o que a fé da Igreja declara nestas palavras da Ave-Maria: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”. Esse “agora” é repetido, a cada minuto, na igreja por milhares de fiéis que pedem desta maneira a graça do presente momento; e esta é a mais particular de todas as graças, pois varia em relação a cada um de nós e para cada um a cada minuto. Embora estejamos distraídos ao pronunciar essas palavras, Maria, que não o está, e conhece nossas necessidades espirituais de cada momento, roga por nós e nos obtém as graças que recebemos.

Tal ensinamento, contido na fé da Igreja e expressado pela oração coletiva (lex orandi, lex credendi), está fundamentado na Escritura e na Tradição. Com efeito, já em sua vida sobre a terra, Maria aparece na Escritura como distribuidora de graças. Por ela, Jesus santifica o Precursor [São João Batista], quando visita sua prima Santa Isabel e entoa o Magnificat. Por ela, Jesus confirma a fé dos discípulos de Caná, concedendo o milagre que pedia. Por ela, fortaleceu a fé de João no Calvário, dizendo-lhe: “Filho, eis aí a tua mãe”. Por ela, enfim, o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, já que Maria orava com eles no Cenáculo no dia de Pentecostes, quando o Divino Espírito desceu em forma de línguas de fogo.

Com maior razão, depois da Assunção, desde sua entrada na glória, a Santíssima Virgem Maria é a distribuidora de todas as graças. Como uma Mãe bem aventurada, conhece no céu as necessidades espirituais de todos os homens; e como é Mãe mui terna, roga por seus filhos; e como exerce poder omnímodo sobre o coração de seu Filho, nos obtém todas as graças que chegam à nossas almas e as que se dão aos que não se obstinam no mal. Maria é como o aqueduto das graças e, no corpo místico, em forma de pescoço que junta a cabeça aos membros.

A essa altura, já se compreende quão necessário é fazer com frequência a oração dos mediadores, isto é, começar esta conversa filial e confiada com Maria, para que nos conduza à intimidade de seu Filho, e a fim de elevar-nos logo, mediante a santíssima alma do Salvador, à união com Deus, já que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

2 de dezembro de 2013

A AVE MARIA DE UM PROTESTANTE

A Ave Maria de um protestante
Vale a pena ler completamente:

A AVE MARIA DE UM PROTESTANTE

Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave Maria, ele gostou tanto da oração que copiou-a num papel e recitava-a todos os dias. "Olha mamãe que oração linda", disse o garotinho a sua mãe um dia. "Nunca a repita meu filho!", respondeu a mãe. Esta e' uma oração supersticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de Deusa. Quando na verdade ela não passa de uma mulher como outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia, nela encontramos tudo o que devemos e não devemos fazer

Daquele dia em diante o garoto cessou suas Ave Marias diárias, e se dedicou mais a leitura da Bíblia. Um dia quando lia Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: 'Ave cheia de graça, o Senhor e' convosco, bendita sois vós entre as mulheres.' Por que a senhora chamou esta oração de supersticiosa?

Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel á Virgem Maria, encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria é profetizada: "as gerações a chamarão bem aventurada"

O garotinho não mais comentou tais passagens com sua mãe, mas voltou a recitar suas Ave Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas fascinantes palavras para a Mãe de Jesus, Nosso Salvador

Aos 14 anos, ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais ouvir tais insultos e com indignação interrompeu-os dizendo: "Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Não! O anjo chamou-a de Cheia de Graça e Bendita entre todas as mulheres. Maria é a mãe de Jesus Cristo, e consequentemente mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações chamarão-a de abençoada/bem aventurada, e vocês desmerecendo e menosprezando-a? Seus espíritos não são os mesmos do Evangelho ou da Bíblia, que proclamam ser a fundação da Religião Cristã"

A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. "Ah meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião católica, a religião dos Papas!"

E realmente não demorou muito, depois de um sério estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a ÚNICA e VERDADEIRA religião, e abraçou-a, se tornando um de seus mais ardentes apóstolos

Algum tempo após sua conversão, ele encontrou com sua irmã casada que censurou-o dizendo: Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permiti-los abraçar a religião dos Papas

A fúria dela era tão profunda quanto a de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar esse seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damasco. Ocorreu então que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação

Aí o irmão chegou até ela e conversou afetivamente dizendo: Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, o que eu lhe pedir, apenas faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará a conclusão de que o catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta fé.

Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação do seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação, ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela

Essa história foi relatada num sermão dado pelo Rev. Fr. Tuckwell (Padre Tuckwell), que continuou o sermão dizendo: "O garoto que virou católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, dedicou sua vida inteira ao serviço de Deus." 'Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento!' O que sou, devo a Nossa Senhora

Vocês também meus caros fiéis, sejam totalmente dedicado á Nossa Senhora, e nunca esqueçam de passar ao menos um dia sem rezar esta linda oração, a Ave Maria e o Terço. Peça á Ela para iluminar as mentes protestantes que estão separadas da Igreja de Cristo, fundada na rocha(Pedro), e da qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mateus XVI, 18

1 de dezembro de 2013

Dom Odilo é nomeado para Congregação para Educação Católica

Dom Odilo é nomeado para Congregação para Educação Católica
O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, foi nomeado pelo Papa Francisco neste sábado, 30, como membro da Congregação para a Educação Católica. O cardeal está entre os 11 novos membros nomeados para o dicastério.

Além das nomeações, Francisco confirmou a permanência do prefeito e do secretário dessa mesma Congregação, respectivamente Cardeal Zenon Grocholewski e Dom Ângelo Vincenzo Zani, e de mais 23 membros, entre os quais o Cardeal João Braz de Aviz.

Ainda neste sábado, a Santa Sé informou que o Conselho de Superintendência do Instituto para as Obras de Religião (IOR) nomeou Rolando Marranci como novo Diretor geral do Banco do Vaticano. A nomeação do novo diretor do IOR, que fora vice-diretor geral até 1° de julho último, foi confirmada pela Comissão Cardinalícia.

Fonte: Canção Nova Notícias

30 de novembro de 2013

Novos caminhos

Novos caminhos
Foi divulgada na última terça-feira, 26 de novembro, a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium - Alegria do Evangelho -, a primeira do Papa Francisco. Já no último domingo o documento havia sido entregue, de forma simbólica, durante a celebração de encerramento do Ano da Fé e na Solenidade de Cristo Rei a um grupo de fiéis. Não gostaria aqui de pretender fazer resumo ou coisa parecida de um documento de suma importância, mas sim de chamar a atenção para a dimensão do mesmo e da necessidade que temos de lê-lo, interpretá-lo, refleti-lo. Segui um pouco as agências de noticiais internacionais para ver como elas trataram a notícia desse documento, qual enfoque, qual frase. Conclusão: todas são unânimes em chamar a atenção sobre a dimensão do texto, da reviravolta proposta pelo Papa Francisco, da necessidade de abertura da Igreja Católica, e da crítica a uma ordem econômica mundial que muitas vezes gera violência. Francisco de modo sutil e direto chama a atenção para a construção de um mundo mais justo, de uma Igreja que esteja a serviços dos últimos, dos marginalizados, dos excluídos. Volta a recordar a teoria do “desperdício”.

A Exortação do Papa Francisco não é um documento só para os cardeais, bispos, sacerdotes e religiosas, mas sim para todo o Povo de Deus; não devemos pensar que só o clero, os ordenados e consagrados devem refletir e aplicar as indicações e as propostas de Francisco. As exortações apostólicas são documentos papais, contendo recomendações. Em termos de solenidade, situam-se abaixo das encíclicas e acima das cartas apostólicas.

Voltando à Evangelii Gaudium, o Papa Francisco no seu longo texto de mais de 200 páginas centraliza a sua atenção na difusão da mensagem de Cristo, e o faz de um modo diferente e acessível a todos, tocando temas que vão desde a economia global à reforma das estruturas eclesiásticas. Durante a apresentação da Exortação Apostólica no Vaticano, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, disse que a mesma pode ser resumida como um documento escrito à luz da alegria para redescobrir a fonte da evangelização no mundo contemporâneo. O Papa Francisco “infunde coragem e provoca um olhar adiante, apesar do momento de crise, fazendo, uma vez mais, da cruz e da Ressurreição de Cristo a ‘bandeira da vitória’”.

Um texto denso que recebeu também a contribuição de cardeais, arcebispos e bispos de todo o mundo que participaram no ano passado do Sínodo para os Bispos que teve como tema precisamente “A nova evangelização para a transmissão da fé”. O documento de Francisco, tem caráter universal, mas reflete, em certo modo, a sua experiência na realidade latino-americana; nessa realidade a espiritualidade se encarnada na cultura dos mais simples.

Nos seus 288 parágrafos o documento está dividido em 5 capítulos: a transformação missionária da Igreja, a crise do compromisso comunitário, o anúncio do Evangelho, a dimensão social da evangelização e evangelizadores com espírito. O que mantém unido essas temáticas é o amor misericordioso de Deus, que vai ao encontro de cada pessoa.

Nas tantas reflexões que o Santo Padre compartilha com quem lê a Exortação estão muitos convites para que o fiel renove o seu encontro, a sua relação com Cristo, e se deixe encontrar por Ele, buscando-O sem cessar.

O texto simples e convidativo nos faz ver a real visão que o homem que “veio do fim do mundo” tem sobre as necessidades de mudanças não só da Igreja, - e isso é evidente – mas também no comportamento de todo homem, num mundo que se fecha cada vez mais no seu egoísmo e indiferentismo. Francisco sacode mais uma vez as nossas consciências, as consciências de todos os homens de boa e sem vontade. Prioridade aos pobres, na linha do pobrezinho de Assis, alertando que a pobreza gera violência; junto com isso pede a liberdade de professar a fé a quem quer que seja, recordando os cristãos no Oriente Médio.

O Papa não se furta de tocar no assunto da “saudável descentralização” da Igreja, com maiores responsabilidades para os leigos; convida o clero a “romper esquemas”, a serem audazes e criativos, numa Igreja missionária, alegre aberta a todos principalmente aos jovens; denuncia a globalização da indiferença, assim como o tráfico de seres humanos; pede aos países que acolhem imigrantes "uma generosa abertura" e ajuda para as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus-tratos e violência. Sobre o aborto, legalizado em quase todos os países da Europa, o Papa reconhece que “não se deve esperar que a Igreja mude sua postura sobre o tema, pois não é ser progressista resolver problemas eliminando uma vida humana”. Ainda o tema da relação com os muçulmanos, e com as outras confissões.

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus… Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos”. Essas são as palavras do início a Exortação Apostólica e o convite de Francisco com a sua “Evangelii gaudium” para um novo momento de fé, de esperança e de Igreja. Boa leitura, e boa reflexão.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando.
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

Você e o pecado

Você e o pecado
"O maior pecado da sociedade atual é ter perdido a noção de pecado". Autor da sentença é o Papa Pio XII, falecido em 1958. Se ela tinha sentido naquela época, o que será hoje, 55 anos depois?! Passei a infância e adolescência sob o pontificado de Pio XII, e lembro muito bem o "clima" que reinava na maior parte dos ambientes "cristãos" (familiares e eclesiásticos) de então, que parecem contradizer a afirmação. O "pecado" dominava soberano, sobretudo no campo da sexualidade. A confissão (pelo menos para as pessoas que buscavam a santidade) devia ser semanal. Poucos se atreviam a comungar sem a ela recorrer. O tema preferido pela maioria dos pregadores eram as terríveis consequências do pecado: os castigos de Deus nesta vida e na eternidade.

Talvez pela força das leis que regem a dialética - tese, antítese e síntese -, hoje a humanidade parece ter passado para "o outro lado": nada mais é pecado. Não poucas das "transgressões" de antigamente passaram a integrar a lista dos direitos humanos. É o caso do divórcio, do aborto e do casamento gay, vistos como conquistas do pluralismo cultural que caracteriza a modernidade. Se alguém ousa divergir, é marginalizado e perseguido, um imbecil ou ingênuo a serviço das forças conservadoras que atravancam o progresso da humanidade. Por sua vez, um número cada vez maior de autoridades civis - em nome do estado laico - apoia e impõe estas e outras mudanças com um autoritarismo que se pensava coisa do passado.

Mas, mesmo que se deva enfrentar a opinião geral, não convém brincar com o futuro e a sobrevivência da humanidade: "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vocês os conhecerão pelos frutos que produzem. Por acaso, colhem-se uvas de espinheiros ou figos de urtigas?" (Mt 7,15-16). Infelizmente, os "frutos" desta guinada em andamento na sociedade estão à vista de todos. Não são os assaltos, os assassinatos, os roubos, a corrupção, o estupro e a pedofilia que ocupam a maior parte dos noticiários e mantêm em sobressalto a população? Só não vê quem não quer. Isso acontece sempre que "cegos guiam outros cegos. Todos caem no mesmo buraco" (Mt 15,14). Não há como negar: "O salário do pecado é a morte" (Rm 6,23).

Na catequese dos meus tempos de criança, aprendi que nascemos e vivemos sob o influxo dos "sete vícios capitais". A doutrina foi retomada pelo Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1992: "O pecado cria uma propensão ao pecado; gera o vício pela repetição dos mesmos atos. Disso resultam inclinações perversas, que obscurecem a consciência e corrompem a avaliação concreta do bem e do mal. Assim, o pecado tende a reproduzir-se e a reforçar-se. Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, a inveja, a ira, a impureza, a gula e a preguiça".

Mahatma Gandhi (1869/1948), em quem era evidente o dom da sabedoria e da perspicácia, prefere falar em "sete pecados da humanidade". A seu ver, eles penetram em todos os ambientes, através de pessoas que fazem do egoísmo o seu deus: política sem princípios, riqueza sem trabalho, prazer sem consciência, conhecimento sem caráter, economia sem ética, ciência sem humanidade e religião sem sacrifício.

Com ele sintoniza a Igreja. Em março de 2008, a imprensa internacional divulgou que o Vaticano havia "acrescentado" - esquecendo que eram denunciados desde o Concílio Vaticano II - outros seis pecados à lista dos sete tradicionais: a pedofilia, a degradação ambiental, o aborto, o tráfico de drogas, as desigualdades sociais e a manipulação genética. São os "pecados sociais", gerados por uma globalização excludente e materialista, fomentada pelo egoísmo de alguns e pela apatia de muitos.

O pecado continua fazendo as suas vítimas. Não foi por nada que Jesus falou: "O espírito é forte, mas a carne é fraca. Rezem e vigiem para não caírem na tentação" (Mt 26,41). Graças a Deus, porém, "onde o pecado foi grande, maior foi a graça" (Rm 5,20). Por isso, ao invés de chorar ou criticar, o cristão prefere "vencer o mal fazendo o bem" (Rm 12,21), pois sabe que "o amor apaga uma multidão de pecados" (1Pd 4,8).

Dom Redovino Rizzardo
Colunista do Blog Evangelizando.
Bispo de Dourados (MS). Realizou seus estudos no Seminário São Carlos, Guaporé (RS), da Congregação dos Missionários de São Carlos, e os completou na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Pontifícia Universidade Católica.

27 de novembro de 2013

As "derrapadas" do Papa Francisco

As "derrapadas" do Papa Francisco
"Diante das últimas declarações de Papa Francisco, que deixaram alarmados os católicos de sólida formação, não cínicos antipapas de ontem nem fanáticos papistas de hoje, pensamos ser útil dar umas poucas ideias. É muito difícil emitir um juízo sobre as intenções do Papa a respeito. Pelo tamanho das 'derrapadas doutrinais', parece-nos que se trate mais de pouca inteligência misturada com a típica loquacidade 'achista' episcopal latino-americana, potencializada pelo próprio idealismo pauperista e espiritualista tão agradável à opinião pública, e certo surto de populismo ansioso, desejoso de aparecer e ganhar espaço nas manchetes".

O desairoso comentário não foi emitido por ateus anticlericais, mas por dois padres católicos, que não hesitaram em publicar seu artigo e assinar seus nomes num site religioso. É provável que o tenham feito por não concordarem com os propósitos renovadores do Papa Francisco, expressos em inúmeros gestos considerados contestatórios, de acordo, aliás, com sua convicção mais vezes repetida: "Estou decidido a cumprir com o mandato que me foi confiado. Tenho a humildade e a ambição de querer fazê-lo".

As críticas dos padres demonstram que, para acolher a novidade trazida pelo Evangelho, não apenas os leigos, mas também suas lideranças precisam da sabedoria do coração, que só vinga em pessoas que colocam o bem da Igreja e da humanidade acima de seus interesses e traumas. Foi o que advertiu o próprio Jesus: "É inútil colocar vinho novo em barris velhos: os barris se arrebentam, o vinho se derrama e os vasilhames se perdem. Vinho novo se põe em barris novos, pois ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo. Para ele, o velho é melhor" (Lc 5,37-39). A grande tentação do cristão é tentar conciliar o "novo" do Evangelho com esquemas mentais mundanos. Quando isso acontece, ele prefere ficar com o vinho velho, pois o novo exige um desapego heroico das falsas seguranças construídas ao longo dos anos e uma fé inquebrantável no projeto de Deus.

O que o Papa Francisco entende por reforma da Igreja pode ser avaliado a partir da homilia que proferiu na Casa Santa Marta, no dia 7 de outubro: "O Evangelho nos fala de um homem semimorto, estendido na estrada. Um sacerdote percorre o mesmo caminho - um sacerdote digno, com barrete e tudo! Olha e pensa: 'Não posso parar. Vou chegar tarde à missa'. E foi embora. Não ouviu a voz de Deus. Em seguida, passa um levita, que, talvez, raciocina consigo mesmo: 'Se eu toco neste homem, que pode estar morto, amanhã serei chamado pelo juiz para testemunhar'. E foi embora. Ele também fugiu da voz de Deus. Somente um pecador, um samaritano, alguém distante de Deus, foi capaz de cuidar daquele homem e levá-lo a um albergue. Perdeu a noite toda atrás do ferido. O sacerdote chegou a tempo para a missa, e todos os fiéis ficaram contentes. O levita teve um dia tranquilo, de acordo com o que tinha pensado, sem aquela maçada de se envolver com a justiça".

A reforma da Igreja vai muito além da mera atualização de suas estruturas. Ela se concretiza numa fé e numa espiritualidade que demonstram o amor de Deus pela humanidade. Por isso, uma Igreja que atrai, motiva e converte pela compreensão e benevolência de seus pastores, jamais pela imposição e prepotência. É o que lembrou o cardeal João Braz de Aviz, em entrevista a uma revista brasileira, no mês de setembro: "Precisamos de uma Igreja próxima do povo, formada não de classes, mas de irmãos. Os conceitos de autoridade e de obediência devem mudar e se adaptar: não o valor da obediência e da autoridade em si, mas a maneira de entendê-las e exercê-las. Há muito autoritarismo na Igreja, que é pura dominação. Autoridade não é colocar uma pessoa acima da outra. Autoridade é de irmãos que têm missões diferentes: quem manda e quem obedece estão no mesmo nível".

Por fim, para ser duradoura e eficaz, a reforma da Igreja exige que seus filhos saibam viver a espiritualidade na normalidade da vida. "A graça supõe a natureza", diziam os antigos escolásticos. É a conclusão a que chega também dom João: "Não podemos passar um verniz de misticismo e de espiritualidade sobre a imaturidade humana. Se não conseguirmos desenvolver os valores humanos, será muito difícil integrar e vivenciar a fé".

Dom Redovino Rizzardo
Colunista do Blog Evangelizando.
Bispo de Dourados (MS). Realizou seus estudos no Seminário São Carlos, Guaporé (RS), da Congregação dos Missionários de São Carlos, e os completou na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Pontifícia Universidade Católica.


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