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15 de novembro de 2013

Filme que denuncia indústria do aborto entra em cartaz nos cinemas

Filme que denuncia indústria do aborto entra em cartaz nos cinemas

O filme "Blood Money - Aborto Legalizado" estreia no Brasil, nesta sexta-feira, 15, mas só ficará em cartaz se as pessoas forem ao cinema, especialmente neste primeiro fim de semana. 

A informação é do coordenador nacional de comunicação do Movimento Cidadania pela Vida, Brasil sem Aborto, Luis Eduardo Girão, que comprou os direitos autorais para exibição do filme no Brasil. Segundo ele, é muito importante que as pessoas compareçam aos cinemas como forma de mostrar que "a população está abraçando essa causa”.

Girão destaca ainda que, apesar de mais de 70% da população brasileira ser contra a legalização do aborto, conforme pesquisa dos principais institutos do país, "o tema gera polêmica e causa grande interesse". Por isso, ele espera que a obra provoque repercussão e leve a um debate maduro sobre o assunto. 

Para o doutor em teologia moral, padre Mário Marcelo Coelho, scj, hoje em dia muitos católicos têm dúvida se o aborto é errado ou não, se é ou não pecado. Incerteza que não existia no passado. 

"Estou certo de que as dúvidas que estão aparecendo na cabeça do nosso povo têm sua origem numa campanha que existe a favor do aborto e que estão sendo impostas de uma forma bem sutil. Esta campanha está criando em nossa sociedade a cultura do aborto... O aborto não é terapêutico, não cura a criança nem resolve o problema da mãe, ele elimina a criança", afirmou padre Mário. 

O doutor em moral recordou que outro ponto importante nessa questão são as leis que permitem ou não o aborto. Entretanto, o sacerdote explica que é preciso ter consciência que nem tudo o que é legal é moral. 

"Leis que aprovam o aborto, que não defendem a vida desde o nascimento, são danosas e não merecem ser respeitadas. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, o aborto é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso... A morte direta e voluntária de um ser humano inocente é sempre gravemente imoral", explicou o especialista.

O filme-documentário, lançado no Brasil no dia 5 de novembro, é uma produção norte-americana independente, assinada pelo diretor David Kyle. A obra traz depoimentos de médicos e outros profissionais da área, de pacientes, cientistas, além de mostrar o drama das mulheres e os aspectos científicos e psicológicos ligados ao aborto. 

A obra fala sobre o "funcionamento legal da indústria do aborto" nos Estados Unidos e mostra como as estruturas médicas disputam e tratam sua "clientela"; aborda também os métodos aplicados pelas clínicas e o destino do "lixo hospitalar", tudo de forma muito realista, explica Girão. 

Assista o Trailer Oficial do Filme: http://www.youtube.com/watch?v=rRAXrLliZuc

11 de novembro de 2013

Faleceu hoje pela manhã, o Cardeal Domenico Bartolucci, grande compositor sacro e Maestro Perpétuo Emérito do Coro da Capela Sistina.

Faleceu hoje pela manhã, o Cardeal Domenico Bartolucci, grande compositor sacro e Maestro Perpétuo Emérito do Coro da Capela Sistina.
Entregou hoje sua alma a Deus, aos 96 anos de idade, o Cardeal Domenico Bartolucci, grande compositor sacro e Maestro Perpétuo Emérito do Coro da Capela Sistina.

Nascera no território da Arquidiocese de Florença, em cujo seminário ingressou e em cujo clero foi incardinado pela ordenação sacerdotal em 1939. Neste mesmo ano obteve o diploma de composição e direção de orquestra e passou a lecionar Música Sacra no seminário de sua diocese. Não demorou muito para que seus conhecimentos o levassem à Roma, onde foi inicialmente nomeado vice-diretor da Capela Musical da Basílica do Latrão e depois da Basílica de Santa Maria Maior.

Em 1956, começara a mais importante parte de sua vida: com a morte do Maestro Lorenzo Perosi, Pio XII o nomeia diretor perpétuo do Coro da Capela Sistina, pelo qual, naturalmente, passa a reger os cantos das Missas Papais (ainda raras naqueles anos) e a compor a procissão de ingresso dos próximos 5 conclaves.

Em 1965, é nomeado por Paulo VI como Monsenhor Prelado de Honra de Sua Santidade.

Em 1997, o então Mestre das Celebrações Litúrgicas, Dom Piero Marini, que poderia deliberar também sobre este cargo diretamente envolvido com o seu, o removera de suas funções como Maestro musical. Apesar dos 80 anos de idade na época, foi uma surpresa tanto diante de sua vitalidade quanto do caráter "ad vitam" (perpétuo) que Pio XII conferira à sua função. Meses antes da iminência do triste fato, o então Cardeal Ratzinger lhe disse "Resista, Maestro, resista".

Já como Papa, foi Bento XVI que o condecorou, em novembro de 2010, com a maior homenagem da Igreja a alguém vivo: a criação cardinalícia pela diaconia dos Santíssimos Nomes de Jesus e Maria na Via Lata, que agora está, portanto, vacante. Em razão de sua alta idade na época, 93 anos, foi dispensado da obrigatoriedade de, sendo cardeal, receber a sagração episcopal.

Com informações da Rádio Vaticana, da Diocese de Roma e Fratres In Unum.

Créditos de imagem reservados.

9 de novembro de 2013

Vai e restaura a minha Igreja!

Vai e restaura a minha Igreja!
No dia 4 de outubro, o Papa Francisco esteve em Assis para uma visita de amizade e gratidão a um santo de quem escolheu não apenas o nome, mas, sobretudo, o ardor em levar adiante uma missão que ambos assumiram, sintetizada nas palavras que São Francisco ouviu na ermida de São Damião: "Vai e restaura a minha Igreja!".

Dentre os vários discursos que o Pontífice fez na cidade, ganhou as manchetes dos jornais o que pronunciou na residência do bispo local, no ambiente denominado "Sala do Despojamento", onde, em 1205, o jovem Francisco, aos 23 anos, devolveu suas roupas ao progenitor, Pedro Bernardo, afirmando que, daquele momento em diante, seu pai era Deus e sua família, a Igreja.

Além do bispo de Assis - a quem o Papa saudou carinhosamente como "meu irmão Domingos" -, estavam na sala várias pessoas assistidas pela Cáritas diocesana. Foi a elas que Francisco dirigiu a palavra, aprofundando o conceito de despojamento, considerando-o essencial para uma autêntica restauração da Igreja e da sociedade. Trago seus tópicos mais incisivos: o conteúdo é dele, a tradução (nem sempre literal) é minha.

A Igreja deve despojar-se constantemente de um perigo extremamente grave, que ameaça a todos os seus membros: a "mundanidade", ou seja, a tentativa de conciliar o cristianismo com o espírito do mundo. Esse despojamento não se refere tanto - ou não somente - aos trajes, aos pertences, às estruturas e aos ambientes eclesiásticos. O passo a ser dado é muito mais amplo e radical, e envolve o estilo de vida e de atuação do cristão. Ele foi sintetizado por São Paulo nas palavras com que apresenta o exemplo de Jesus: "Esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição de servo e se fez semelhante aos homens" (Fl 2,7).

Quando não existe esse despojamento interior - e, na medida do possível, também exterior - o coração humano passa a ser ocupado pelo orgulho, pela vaidade e pela ambição, que transformam a vida, a Igreja e a sociedade num campo minado, onde tudo e todos devem estar ao meu dispor e serviço. Muito diferente do caminho percorrido por Jesus, "que veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela salvação de todos" (Mt 20,28). Sem esse despojamento, ninguém terá vontade e forças para ocupar "o último lugar" - o único onde se encontra Deus - e muito menos para procurar "os últimos" da sociedade (cf. Lc 14,10.13).

É preciso despojar-se para ter condições de acolher a multidão de despojados por um mundo selvagem que não oferece condições, não socorre, não se importa se há crianças morrendo de fome, famílias sem ter com que se alimentar e tanta gente sujeita à escravidão. O caminho de quem não se esvazia para se preencher de Deus, termina num beco sem saída e, quem o percorre, tenta o impossível: servir a Deus e ao dinheiro, conciliar a segurança da fé com a do mundo. Um caminho que mata a alma, as pessoas, a Igreja. Não existe cristianismo sem cruz nem cristãos de pastelaria, com tortas e doces fascinantes!

Francisco encerrou suas palavras pedindo a Deus "que dê a todos a coragem de nos despojarmos não de 20 centavos, mas do espírito do mundo, que é a lepra, o câncer da Igreja e da sociedade!". Talvez tenha sido por isso que, poucos dias depois, pediu a dois bispos europeus que deixassem o cargo, já que pareciam não ter forças suficientes para acompanhá-lo nessa tarefa.

Essa sua constante preocupação pela renovação da Igreja lhe foi impressa no coração por seu predecessor, o Papa João XXX, o qual, em 1959, a um diplomata que lhe perguntava quais seriam os objetivos do Concílio, respondeu: "Precisamos retirar a poeira imperial que, desde Constantino, se acumulou sobre a cátedra de São Pedro, prejudicando a verdadeira imagem e missão da Igreja no mundo".

Inclusive nas críticas que recebe por apresentar mais o caminho a percorrer do que os perigos a evitar, Francisco se mantém fiel à orientação do mesmo Pontífice, expressa no dia 11 de outubro de 1962, ao inaugurar o Concílio: "A Igreja sempre se opôs aos erros, e muitas vezes os condenou com a maior severidade. Em nossos dias, porém, ela prefere recorrer mais ao remédio da misericórdia que ao da severidade, e julga satisfazer melhor às necessidades atuais mostrando o valor de sua doutrina do que censurando os desvios".

Dom Redovino Rizzardo
Colunista do Blog Evangelizando
Bispo de Dourados (MS). Realizou seus estudos no Seminário São Carlos, Guaporé (RS), da Congregação dos Missionários de São Carlos, e os completou na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Pontifícia Universidade Católica.


Uma lição de caridade

Uma lição de caridade
A prática da caridade e do amor: o Papa Francisco na última quarta-feira, durante a audiência geral na praça São Pedro pediu aos presentes um ato concreto de caridade para com uma menina gravemente enferma; brincou... não vamos fazer uma coleta, mas sim rezar todos juntos pela sua cura; o nome da menina é Noemi. A caridade precisa de um ato concreto, de ação e não de intenção... O Papa Francisco vem continuamente insistindo para que o cristão saia da "casca" e se transforme em fermento da sociedade, mas de modo concreto. No centro dessa ação está o amor.

A oração solicitada pelo Papa comoveu milhares dos presentes na praça São Pedro: Francisco pediu um ato de amor para quem ninguém conhecia; "mesmo se se não a conhecemos ela é uma de nós", disse.

Noemi tem dezesseis meses, e desde quando nasceu, vive com uma doença terrível, a atrofia muscular espinhal (SMA). Ao lado do amor dos genitores da menina, está também o amor do Papa que telefonou para o pai, Andrea Sciarreta. De fato no dia 14 de outubro, quando o telefone de Andrea tocou, do outro lado estava Francisco que abraçou espiritualmente a menina e os pais. O calvário da família Sciarreta recebeu o conforto e a proximidade do Santo Padre. Desde então os contatos foram frequentes, culminando com o encontro na Casa Santa Marta, na última quarta-feira.

O que o Papa fez nesta semana, falando e demonstrando publicamente, sobre um encontro privado com o sofrimento de uma família, é mais um exemplo de como nós cristãos podemos responder às exigências e dificuldades de quem está ao nosso lado, e que muitas vezes definha diante da nossa insensibilidade. É preciso ter tempo para parar e olhar ao nosso redor, para aqueles que não conhecemos, mas que necessitam da nossa ajuda; eles são nossos irmãos e irmãs que muitas vezes se apagam lentamente na maior indiferença de todos.

Na audiência de quarta-feira o Papa Francisco falou dos carismas e da importância deles na vida das pessoas, da comunidade. Os carismas são importantes e são meios para fazer com que cresçamos na caridade. Todos nós temos carismas especiais que devemos descobrir e utilizar.

É justamente na caridade que demonstramos o amor, que compartilhamos dos sofrimentos e das alegrias do outro. Caridade rima com solidariedade, e não deve ser somente uma figura retórica. Se vivemos a caridade, devemos vivê-la até o fim, sem medidas, "sem mas, e sem porém"... O Papa nos alerta que a nossa ação não deve ser uma "caridadezinha" para descargo de consciência, mas sim um entrar nas dores e alegrias do outro, tornando-as nossas.

A lição desta semana apresentada pelo Papa através de seus gestos nos deve levar a uma reflexão ainda mais profunda do nosso ser cristão. Estamos, talvez, acostumados a nos identificar com a nossa fé somente quando entramos na igreja para rezar, ou para uma celebração; pertenço a essa Igreja então vou lá. Mas o caminho para chegar até ela está repleto de oportunidades para colocar em prática aquela fé que pode se transformar em amor, em caridade; e frequentemente temos a utópica visão de que o essencial está nas paredes do local sagrado. Esquecemos que o nosso irmão também é templo sagrado e perdemos a oportunidade de viver a real dimensão daquilo que em que cremos.

Assim muitas vezes desgastamos a palavra caridade sem viver ou conhecer o amor, o verdadeiro amor... nos iludimos; e quem diz que ama sem praticar a caridade, certamente vive no engano.

Caridade e amor caminham juntos; a caridade é a eficácia do amor. "Quem não ama o próprio irmão que vê, não pode amar a Deus que não vê" (1 Jo. 4,20). Papa Francisco pede a todos nós que vivamos a Caridade e que não construamos a ilusão do sermos felizes sozinhos.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".



8 de novembro de 2013

ANO DA FÉ: término ou início

ANO DA FÉ: término ou início
O Ano da Fé convocado por Bento XVI teve início no dia 11 de outubro de 2012, mesmo dia em que há 50 anos se celebrava a abertura do Concílio Vaticano II. Destacou-se, dessa forma, que o Concílio e seus desdobramentos giram em torno do anúncio ao homem de hoje sobre Deus e da importância da fé para sua vida. No fim deste ano tão especial fica claro que foi uma ocasião única para reavivar a fé dos católicos e animá-los no espírito de uma evangelização mais convicta.

A Igreja não é uma realidade estática e à parte do mundo que a cerca. Daí a necessidade de compreender o Vaticano II como um evento carregado de esperança no intuito de favorecer o anúncio do Evangelho de Cristo. A Igreja renova ininterruptamente a Sua fé no Senhor Jesus. A fé, que a Igreja é depositária e guardiã, é uma abertura ao amor de Cristo! Ela alarga o “eu” a uma dimensão de “nós” e do “humano” ao “divino”.

No dia 24 de novembro, Solenidade de Cristo Rei do Universo, se dará o encerramento do Ano da Fé pelo papa Francisco. Neste período muito foi feito e promovido: esforço em valorizar a fé, conhecendo-a, aprofundando-a e vivendo-a com mais intensidade; aprofundamento nos documentos conciliares; valorização do Catecismo da Igreja Católica, o seu estudo como oportunidade de aprofundamento da fé e torná-la consciente e firme; ações para a transmissão da fé; renovação missionária da Igreja em nível local e paroquial; o fortalecimento da fé, em meio às adversidades, pelo testemunho cristão...

Encerra-se o Ano da Fé, mas o esforço empreendido se perpetua. A fé, após este ano, deve sair mais robusta, mais esclarecida, mais capaz de dar testemunho e de experimentar a confiança no Senhor. Conhecer, viver e transmitir a fé são compromissos irrenunciáveis do batismo e devem ser assumidos no findar deste ano. Os esforços não se esgotam em um tempo determinado, mas traduzem a missão perene da Igreja: viver da fé professada, vivida e celebrada em Jesus Cristo.

Por isso, o itinerário proposto pelo papa emérito na Carta Apostólica Porta Fidei (PF) e levado adiante pelo Francisco continua atual, necessário e enriquecedor para a fé e a Igreja. A fé é um meio para um acesso exclusivo à intimidade profunda com Deus (PF 1). No itinerário de fé é preciso que se ajude os outros a atravessarem o deserto e encontrem Cristo, fonte que sacia todas as sedes (PF 2). Destaque neste itinerário é a Palavra de Deus e a Eucaristia. “Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quanto são seus discípulos (cf. Jo 6, 51)” (PF 3).

É preciso que cada fiel experimente e testemunhe o amor de Deus, pois “os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou” (PF 6). É necessário reacender a chama da fé por meio da conversão constante ao Senhor da vida, do coração e das ações pastorais (PF 6). Neste processo metanoico a fé cresce e se fortalece quando se abandona progressivamente no amor de Deus (PF 7).

Outros dois pilares que se deve valorizar são o valor da profissão de fé (PF 9) e o estudo do catecismo (PF 11); como também a vivência e o testemunho da caridade (PF 14). Assim, o Ano da Fé não encontra seu término no plano espiritual, mas se constituirá, para além da data oficial do programa da Igreja, uma disposição de vida espiritual rico e inesgotável para crescer na fé e no amor a Igreja e, acima de tudo, a Cristo (PF 15).

ANO DA FÉ: término ou início
Geraldo Trindade 
Colunista do Blog Evangelizando
Bacharel em filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana, estudante de teologia no Seminário São José da arquidiocese de Mariana (MG). Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/




7 de novembro de 2013

Profissão de fé para um católico

Profissão de fé para um católico

Não se brinca com a fé, não se brinca com a vida! 

Se Jesus não for Deus feito pessoalmente homem, estamos enganados, o cristianismo é uma ilusão, uma fábula bonita e ilusória. Não vale a pena ser cristão!

Se Jesus não ressuscitou, somos uns tolos, esperamos num morto que, impotente, precisa ser ressuscitado todos os dias na nossa memória e no nosso afeto: nós o salvamos do esquecimento e do nada! Se todas as religiões forem verdadeiras e, portanto, igualmente falsas, são inúteis muitas das exigências morais cristãs: celibato é perda de vida e de alegria de viver, renúncias são bobagens, indissolubilidade do matrimônio é um peso inútil, os sacramentos não produzem a graça e não passam de um teatro vazio e ridículo!

Se Cristo não fundou a Igreja, somos um bando de impostores e ser padre é, além de impostura, coisa de tolo e pura perda de tempo... A não ser que se tenha vida dupla – pois aí se engana o vazio de sentido da vida com umas piruetas pastorais e, depois, por baixo dos panos, hipocritamente, vive-se escondido o que nos outros se condena!

Mas, nossa fé é simples e certa:
Há um só Deus: o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo!
Há um só caminho de salvação, um só caminho para o Deus bendito: Jesus, o Filho feito homem que Se encarnou por obra do Santo Espírito e nasceu, padeceu, morreu e ressuscitou para a nossa salvação. Ele deu Seu Espírito vivificante à Sua Igreja para que ela seja ministra da salvação por Ele trazida!
Cristo fundou uma só Igreja, que subsiste na Igreja católica.

Reconhecemos, agradecidos, os elementos de eclesialidade que haja em outras denominações cristãs: pertencem à única Igreja de Cristo (a Igreja católica) e para a sua comunhão visível impelem! Todos os batizados, ainda que não plenamente unidos na comunhão visível da única Igreja de Cristo, são realmente nossos irmãos. O ecumenismo visa a unidade visível e plena de todos os cristãos. Eixo visível dessa unidade, por vontade irrenunciável de Cristo, é o Sucessor de Pedro, Bispo de Roma.

Reconhecemos também que fora da única religião verdadeira, que é o cristianismo, há elementos de bondade e de verdade, sobretudo no judaísmo, que é religião verdadeiramente revelada e preparação direta para o Cristo Jesus. Também o islamismo, adorando um único Deus, apesar de sérias deturpações, possui elementos que se aproximam da verdade revelada por Cristo Jesus, único revelador do Pai!

Todos os elementos de bondade existentes nas religiões não cristãs são uma preparação para o Cristo! Cristo é o único Salvador e fora Dele não pode haver salvação: todos os que se salvam, ainda que não cristãos, são salvos somente porque Ele morreu por todos e a todos abriu a glória do céu. Do mesmo modo a Igreja, Seu corpo, é ministra universal da salvação de Cristo: fora da Igreja não há salvação, pois toda salvação passa pelo ministério da Igreja, a quem Cristo está unido como a cabeça ao corpo e o esposo à esposa. Em Cristo, cabeça da Igreja que é Seu corpo, até os não cristãos podem obter a salvação.

No entanto, o plano de Deus é que todos conheçam a Cristo e a oferta de salvação que o Pai Nele faz a toda a humanidade: que todos creiam no Senhor Jesus e Nele recebam a plenitude da vida! Esta é a nossa fé: a das Escrituras, dos concílios, dos Santos Padres, do catecismo, dos nossos antepassados. O que passa disso, vem do Maligno!

Dom Henrique Soares
Colaborando com o Blog Evangelizando
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE
Site: http://www.domhenrique.com.br/http://visaocristadomhenrique.blogspot.com.br/



O sacrifício de um homem

O sacrifício de um homem

Mensagem de aniversário a Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr.
O sacrifício de um homem, mensagem de aniversário a Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr.

Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,
O grande Pontífice São Pio X escreveu, certa vez, que, "para fazer reinar Jesus Cristo no mundo, nada é mais necessário do que um clero santo, que seja, com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis" 01.
Fazer Jesus Cristo reinar no mundo – eis a missão da Igreja. De fato, pela própria natureza das coisas, nosso Senhor é Rei dos céus e da terra. "Enquanto Verbo de Deus, consubstancial ao Pai, não pode ter menos comum com Ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir, como Ele, a suprema e absoluta soberania e domínio sobre todas as criaturas"02, ensina Pio XI. No entanto, até que o Pai ponha os inimigos de Cristo "como escabelo por debaixo de seus pés" (Sl 109, 1), enquanto o pecado e a morte não forem vencidos, o homem vê-se diante de um combate terrível, eminentemente espiritual, do qual pouquíssimos saem vitoriosos, encaminhados a entrar pela "porta estreita" (cf. Mt 7, 13). Desta realidade dramática, o homem sai ou mártir ou idólatra. Ou reconhece o reinado de Cristo ou, como dizia o Papa Francisco, "confessa a mundanidade do diabo"03.
Fazer Jesus Cristo reinar no mundo - eis o ofício dos sacerdotes. Eis a chave para compreender tantas horas gastas no confessionário, na celebração do Santo Sacrifício e, last, but not least, em adoração, diante do Santíssimo Sacramento.
Consola o coração dos fiéis cristãos o apostolado de um sacerdote verdadeiramente configurado a nosso Senhor. A consciência de que " sacerdos alter Christus – o padre é um outro Cristo" está viva na fé das pessoas mais simples. No entanto, esta verdade não só tem sofrido ataques virulentos nos últimos tempos, como corre sempre o risco de ser obscurecida, seja quando o padre deixa de viver a sua vocação, seja quando os leigos descuidados cessam de rezar por seus pastores.
Para fazer reinar Jesus, "nada é mais necessário do que um clero santo". É assim porque o rebanho imita seu pastor. Se o pastor caminha mal, todo o aprisco vai mal. Se o pastor vai bem, tudo tende a se ajustar. Como não pensar, padre, em todos os esforços e sacrifícios empreendidos pelo senhor para formar um "clero santo", que fosse, "com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis"? Como não recordar com gratidão o grande bem que tem feito a inúmeros padres e seminaristas a simples repetição das palavras da Igreja, o modesto anúncio da "resposta católica"? Como não regozijar ao ver as pessoas de fé mais humilde redescobrindo a nobreza de pertencer a "uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus" (1 Pd 2, 9) – à Igreja, Corpo Místico de Cristo?
Padre, como temos aprendido com o senhor nos últimos anos! "Com o exemplo, com a palavra e com a ciência", o Espírito Santo, através do senhor, não só tem reconduzido à fé católica inúmeras pessoas já há muito afastadas, mas também aquelas multidões das quais nosso Senhor se compadeceu por serem "como ovelhas sem pastor" (Mt 9, 36). Lançando o olhar à sua vida e ao seu sacerdócio, enxergamos não um homem, mas o sacrifício de um homem; não o Padre Paulo Ricardo, mas o próprio Cristo.
Neste dia em que o senhor celebra o seu natalício, queremos agradecer a Deus pelo dom da sua vida, por sua doação integral a Jesus e à Igreja, pelo "sim" que o senhor responde cotidianamente ao Magistério e à Tradição, e que torna possível o "sim" de tantos outros fiéis católicos no Brasil e em vários lugares do mundo.
Conte sempre com as nossas orações, padre. Elas são a expressão mais pura do amor a Deus e à Igreja que tantos de nós aprendemos com o seu testemunho de fé.
Em nome de todos os seus alunos e filhos espirituais, novamente, obrigado!
Equipe Christo Nihil Praeponere
Nota deste Blog: Como também sou aluno do Padre Paulo Ricardo, eu Iury Nascimento, quero agradece-lo por tudo o que faz, pelo "sim" dado a Deus dentre da Igreja e fora dela, nos formando e sendo um bom pastor, meus singelos agradecimentos pelo seu testemunho de fé, receba os agradecimentos de um dos seus alunos, obrigado... estarei sempre rezando pelo senhor, que Maria possa conduzi-lo sempre mais a dar testemunho de Cristo no mundo e o Blog Evangelizando está sempre a disposição para qualquer coisa, estamos divulgando seu apostolado! 

5 de novembro de 2013

Deus tem uma pessoa certa para mim?

Deus tem uma pessoa certa para mim?
Se você é vocacionado ao matrimônio, a resposta é sim! Nesta condição, é claro que Deus tem uma pessoa ideal, que irá combinar com você, te fazendo crescer humana e espiritualmente, sendo seu complemento.

Por acaso, Deus faz Suas obras pela metade? Ou, o Senhor cria uma árvore que produza laranjas e irá pedir a esta que dê uma limonada? Quero dizer: Se o Senhor te fez com uma vocação, Ele irá prover alguém e tudo o mais para que sua realização aconteça. E irá lhe pedir tudo, conforme os dons que Ele mesmo te deu. Qualquer ação fora disso, além no natural, será pelo poder de Deus, não pela nossa humanidade. O Senhor preferencialmente, conta com nosso empenho, encaminha e dá a providência no plano natural. Por isso, se você tem o chamado ao casamento, Deus irá prover que aconteça naturalmente.

O problema a pergunta título deste artigo é que, na maioria das vezes, romanceamos demais, pensamos na questão como algo mágico, que a pessoa certa virá num cavalo branco, ou então, com todas aquelas qualidades que sempre sonhamos e ainda acompanhada(o) de sinais e prodígios do Céu, que não deixem dúvidas do desígnio divino a esse respeito. Queremos ter o coração arrebatado e que o(a) fulano(a), (ou José/Maria, se você assim preferir!), seja lhe apresentado por um anjo de Deus que indique “esta é a pessoa que Deus fez pensando em você”.

Mas, deixe-me lembrá-lo(a) que existe algo maravilhoso que o Altíssimo nos deu que se chama: Livre Arbítrio. Isso não anula o fato que há no coração do Senhor, uma missão e um específico para cada um nesta terra. Mas, tudo isso é submetido à nossa liberdade de escolha.

Por exemplo: Deus nos fez vocacionados a uma profissão, existe em nós os dons e as habilidades para tal, e Ele deseja que as empreguemos nesta função para nossa realização, mas, a escolha em qual empresa trabalhar é nossa. Até podemos escolher dentro desse exercício da vocação, sermos íntegros, responsáveis e honestos, ou não. Mesmo usando de forma má nossos dons, Deus não os tirará de nós “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29).

Da mesma forma, Deus nos fez chamados ao Matrimônio, mas a escolha de corresponder ou não, e como iremos corresponder, é nossa.

O Senhor em Sua infinita bondade, pela Providência Divina pode até indicar uma instituição onde trabalhar, e uma pessoa como a ideal, mas estas não serão suas únicas opções de vida.

Não existe o: “Estávamos predestinados”; “Deus o fez para mim”; “Um amor escrito nas estrelas”.
Afinal, se não houvesse mais nenhuma pessoa no mundo capaz de casar-se com você, lhe seria tirada a liberdade de decidir por alguém. Por acaso José foi obrigado a aceitar Maria como esposa? Muito pelo contrário, o anjo, em sonho (algo que ele poderia questionar se tudo o que estava acontecendo não o fez sonhar), disse somente que ele não precisava ter medo de recebê-la como esposa (cf. Mt 1,20). Mas a decisão foi dele, de José. Da mesma forma, a escolha de firmar um compromisso com a pessoa ao seu lado é sua. Por mais que você tenha recebido sinais do Céu que indicam que é vontade do Senhor que vocês namorem e se casem, é você quem deve aceitar isso ou não. Repito, ele(a) não é a(o) única(o) pessoa compatível com você. Mesmo com sinais de Deus, se você escolher não se casar com determinada pessoa, a providencia do alto lhe encaminhará outra. Se assim não fosse, alguém decepcionado com o casamento, poderia atribuir a Deus o fardo de ter sido obrigado a estar com o cônjuge!

Ou então, se você não namora, fique atento e saiba que existem muitas pessoas compatíveis à um casamento com você. E, para lapidarem-se e prepararem-se em vista do Sacramento, vocês terão que aprender a controlar os ânimos, conhecerem o jeito do outro e desfazerem-se de conceitos próprios em prol do melhor para o “nós”. Ou seja, pode ter alguém diferente de você aí por perto, que será seu(sua) esposo(a). E isso será um processo, vocês não estão prontinhos um para o outro.

Nisso, vemos a beleza do que Deus pensou para o homem e a mulher. Ao estarmos cientes de que a pessoa certa é Deus que encaminha, mas somos nós que escolhemos, podemos dizer:
“Entre todas as pessoas do mundo, Deus te trouxe para perto, para eu poder dizer, “que por tudo o que você é, mesmo nas dificuldades, EU TE ESCOLHI, sem nenhuma reserva!”

Deus abençoe!

Sandro Ap. Arquejada
Colunista do Blog Evangelizando
Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro: "Maria, humana como nós" e colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.
blog.cancaonova.com/sandro



3 de novembro de 2013

O melhor bem que possuímos

Nos dias 26 e 27 de outubro último, Roma foi invadida por milhares de famílias que vieram à Cidade Eterna para participar de uma grande festa “a céu aberto”, a festa da peregrinação "Família, vive a alegria da Fé". Roma e principalmente a Praça São Pedro e os seus arredores se transformaram no coração da família humana com a presença de casais de mais de 70 países. A manifestação foi organizada pelo Pontifício Conselho para a Família, no âmbito do Ano da Fé.

O melhor bem que possuímos

Quem esteve em Roma ou seguiu o evento pelos meios de comunicação não pode ficar indiferente à alegria contagiante, primeiramente dos casais com seus filhos reunidos – diria, num grande pic-nic da fé – e depois o sorriso e a ternura do Papa Francisco. Um dos momentos que chamou a atenção foi de um menino, que no afã de ficar perto Papa, chegou a se agarrar nas suas pernas: muitos nos escreveram que gostariam de estar no lugar daquela criança.

O Papa, como um avô, no meio de avós, sentados ao seu lado e de crianças na sua frente, não se fez por menos, e como sempre, dedicou momentos de afeto à pequena criatura que se sentia a vontade perto de Francisco, chegando a sentar na sua cadeira quando essa estava vazia.

Deixando de lado esse momento de real dimensão do pontificado do Papa Francisco, ou seja, da sua simplicidade para com todos, o Santo Padre voltou a repetir em três palavras a sua receita para uma vida feliz em família, já que ele estava falando para as famílias de todo o mundo: licença, obrigado, desculpe. O casal, disse o Papa tem necessidade da ajuda de Cristo para caminhar juntos com confiança, para acolher um ao outro todos os dias, e perdoar-se todos os dias! E isso é importante, nas famílias saber perdoar-se.

As três palavras-chave servem para levar avante uma família: nunca esquecer esse conselho: jamais terminar o dia sem fazer as pazes. A paz deve ser refeita todos os dias em família. Sem pedir desculpas é difícil recomeçar, e um novo começo serve sempre. Licença, obrigado e desculpe! Palavras simples mas muitas vezes difíceis de serem colocadas em prática. O unificador disso tudo é o amor, e quando falta amor, falta tudo, alegria, festa, esperança, futuro.

Essas três palavras do Papa nos fazem refletir quanto é simples encontrar o equilibro em nossa vida familiar, mas ao mesmo tempo quanto é difícil colocar em ato, gestos que podem transformar as nossas vidas. O matrimônio, a família, se renova sempre com gestos de paz, após momentos de tensões e discussões; quem não discute, só quem não respira, podemos dizer. Fazer as pazes é retomar a unidade; não é fácil este caminho mas o resultado é edificante.

O Papa Francisco não deixou de recordar ainda duas fases importantes da nossa vida familiar: a infância e a velhice. Muitos que estão lendo ou ouvindo esse texto já passaram pela primeira, e aguardam a segunda, se já não a vivem. São os dois extremos da vida e os momentos talvez mais vulneráveis de nossas vidas. Brota então a reflexão do tempo. O pouco tempo vivido, (a infância) e o muito tempo vivido (a velhice). Um é tempo de esperança, outro tempo de síntese, de distribuir experiência. Mas, nós dentro da família quanto tempo dedicamos a esses dois extremos?; aos nossos filhos e aos nossos pais e avós? São momentos de ternura e afeto pelos pequenos e de gratuidade para com os mais velhos; é um paradoxo, é um “perder tempo”, para ganhar vida. Francisco já observou várias vezes que uma sociedade que abandona as crianças e marginaliza os idosos corta as suas raízes e ofusca o seu futuro. “Cada vez que uma criança é abandonada e um idoso marginalizado, realiza-se não apenas um gesto de injustiça, mas sanciona-se também a falência da sociedade. Cuidar das crianças e dos idosos é uma escolha de civilização.

O encontro das famílias no Vaticano na semana passada foi mais uma “oxigenada” na vida de quem realmente vive esse sacramento com fé, dedicação, entusiasmo e amor. É na família, e na pertença à grande família da Igreja que podemos experimentar a alegria da fé. O segredo de tudo isto “é a presença de Jesus na família”, disse Papa Francisco. A melhor coisa que podemos ter é pertencer a uma família, pois a nossa família é o bem mais precioso que temos.

Silvonei José Protz
Colunista do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".



1 de novembro de 2013

Papa Francisco celebra missa na solenidade de Todos os Santos

Papa Francisco celebra missa na solenidade de Todos os Santos
O Papa Francisco celebrou nesta sexta-feira, 1º, a missa por ocasião da solenidade de Todos os Santos. A celebração foi realizada no cemitério Verano de Roma, na Itália, na presença de milhares de fiéis.

Na homilia, o Santo Padre convidou os presentes a pensarem no seu futuro e a recordarem todos aqueles que já faleceram. "Aqueles que nos precederam na vida e estão com o Senhor".

A missa, realizada pouco antes do pôr do sol, levou o Pontífice a refletir sobre a visão do céu, como foi citada na primeira leitura (cf. Ap 7,2-4.9-14). "A beleza, a bondade, a verdade, a ternura, o amor total. Aquilo que nos espera e aqueles que nos precederam, que morreram no Senhor, estão lá", afirmou.

O Santo Padre disse também que os santos foram salvos não só por suas obras, mas por graça. "A salvação pertence ao nosso Deus, é Ele que nos salva, é Ele que nos leva, como um Pai, pela mão, ao final da nossa vida", explicou.

Francisco destacou que na Solenidade de hoje, que antecede o dia de finados, é necessário "pensar nessa esperança que nos acompanha".

Os primeiros cristãos falavam da esperança e a pintavam como uma âncora, recordou o Pontífice. Segundo ele, é preciso "ter o coração ancorado lá, onde estão os nossos antepassados, os santos, onde se encontra Jesus, onde está Deus".

E complementou: "Esta é a esperança que não cria desilusão. Hoje e amanhã são dias de esperança. A esperança é como o fermento que faz ampliar a alma. Mas também existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança, a alma vai adiante. Olha o que te espera".

Por fim, o Papa fez uma alusão ao pôr do sol da vida, e questionou os presentes: "Eu olho para ele (pôr do sol) com esperança? Olho com aquela alegria de ser recebido pelo Senhor?".

De acordo com o Pontífice, este é o olhar cristão e isso que lhe dá a paz. "Vamos pensar no pôr do sol de tantos irmãos que nos precederam, no nosso pôr do sol, que virá. E vamos pensar no nosso coração e vamos nos perguntar: onde está ancorado o meu coração? Se ele não está ancorado bem, vamos ancorá-lo lá, lá em cima sabendo que a esperança não nos dá desilusão, porque o Senhor Jesus jamais irá nos desiludir", concluiu.

Ao final da celebração, o Santo Padre rezou por todos aqueles que nestes dias perderam a vida, afogados ou no deserto, enquanto procuravam uma vida mais digna. E também por todos os que se salvaram e estão em tantos lugares de acolhida, "amontoados", aguardando uma liberação para irem a lugares melhores.

Fonte: Canção Nova Notícias

Finados e seu significado para nós

Finados e seu significado para nós
Celebramos no dia 2 de novembro o dia de Finados. O culto aos mortos é uma das celebrações mais antigas tanto no Oriente quanto no Ocidente, pois sempre houve essa necessidade de fazer memória dos antepassados. Nos primórdios do cristianismo os mártires eram venerados nos locais de seu martírio e as primeiras construções genuinamente cristãs foram monumentos em homenagem a estes heróis da fé. Os cristãos sempre recordaram seus entes queridos falecidos até que se passou a dedicar-lhes um dia para orar pelos mortos, inclusive por aqueles que nem sempre são lembrados.

Essa celebração, de fato, é revestida de uma grande riqueza, pois além dos atos religiosos é uma oportunidade ímpar para se refletir sobre a morte e a vida, como também uma relembrança dos nossos antepassados, estabelecendo o vínculo entre o que somos e toda a carga histórica que trazemos impressos em nós.

Nós cristãos estamos desde a origem imergidos neste mistério da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus. Ele, como todo ser humano, experimentou a crueldade da morte e sofreu amargamente a morte de cruz, porém, a morte não foi a palavra definitiva, pois ele ressuscitou, garantindo, assim, que toda a humanidade ressuscitará definitivamente com Ele um dia. Esta certeza na Ressurreição elimina de nós qualquer concepção de renascimento ou reencarnação. São Paulo nos diz que "E, se Cristo não ressuscitou, ilusória é a vossa fé; ainda estais em vossos pecados" (1Cor 15, 17).

Finados e seu significado para nós
A vida que aqui vivemos é um preparar-se para a verdadeira, definitiva e gloriosa vida junto a Deus. “Amados, desde já somos filhos de Deus, mas o que nós seremos ainda não se manifestou. Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.” (1 Jo 3,2) Trazemos a certeza da verdade revelada por meio de Jesus Cristo, que levantado da morte por Deus nos trouxe a salvação. “Deus dos vivos e dos mortos: crer em Vós é ter a esperança de encontrar na luz de sempre a paz do último Dia.” (Laudes/Ofício de defuntos)


Neste dia de Finados não celebramos a morte, mas, exatamente, essa Vida Eterna presente e real já em Jesus Cristo. Somos, cristãos, esperançosos em nossa fé na ressurreição, na morada que Jesus preparou para nós.  Na participação da celebração eucarística, na visita aos cemitérios, na nossa oração pelos irmãos falecidos transpareceremos a certeza de que somos finitos e que a cada dia necessitamos da graça de Deus para mantermos viva, em nós, a chama da fé, da verdade, da caridade, do amor e do perdão rumos à eternidade. “A eternidade não é um contínuo suceder-se de dias do calendário, mas algo como o momento pleno de realização, cuja totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade do Ser, da verdade, do amor.” (Bento XVI)

Geraldo Trindade
Colunista do Blog Evangelizando
Bacharel em filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana, estudante de teologia no Seminário São José da arquidiocese de Mariana (MG). Blog: http://pensarparalelo.blogspot.com.br/


28 de outubro de 2013

E, agora, jovem?

E, agora, jovem?
O ano de 2013 foi singular na vida da Igreja Católica no Brasil, pela escolha da juventude como sua prioridade. A CNBB escolheu como tema da Campanha da Fraternidade a juventude, o Rio de Janeiro sediou a Jornada Mundial da Juventude.  Transpareceu que a Igreja Católica quer respirar com os jovens, caminhar com eles, sonhar seus sonhos, lutar suas lutas...

A peregrinação da cruz e do ícone de Nossa Senhora pelas comunidades em nosso país favoreceu com que a presença da Igreja, que tem com missão comunicar Cristo, estivesse junto às mais variadas realidades: educacionais, de sofrimento, exclusão, de trabalho, de oração, caminhada, reflexão, celebrações, adoração...

A JMJ marcou vivamente a memória de todos os que lá estiveram ou acompanharam pelos meios de comunicação. Em torno do sucessor de Pedro, Francisco, que tem como missão confirmar na fé, os jovens puderam renovar seu compromisso com a humanidade e com Jesus Cristo, atendendo o Seu convite: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Muitos bons propósitos, planos, projetos e iniciativas surgiram a partir das vivências desses momentos e de inúmeros outros. Passado o tempo de empolgação inicial, é hora de verificarmos as chamas que ainda fumegam, de planos e iniciativas, que não estão apenas ancorados em nós mesmos, mas no fundamento, que é Cristo e no desejo de segui-Lo. Porém, a relação do jovem com a Igreja passa, necessariamente, pelos ministros sagrados, consagrados, passa pelas nossas paróquias, pastorais e movimentos. Será que todos esses agentes têm também se ocupado com os jovens? Estão eles comunicando e proporcionando uma experiência de Deus? A juventude tem sido prioridade pastoral em vários planos, mas tem se constituído em ação de oportunidade, escuta, participação dos jovens como força ativa em nossas comunidades?

Não pode ser permitido aos jovens a apatia diante da fé, do projeto de Jesus Cristo, da vida social do nosso país e das realidades mais desafiadoras e excludentes! É preciso que os jovens saibam viver, buscando os mais altos valores, os projetos mais audaciosos, os sonhos mais preciosos... Viver é pouco se se não coloca razão no dia-a-dia da vida, dando sentido a partir de uma meta de vida. O que muda a história é o que, antes, muda o coração humano. Nada melhor do que deixarmos enquanto batizados, que seja Cristo capaz de nos encantar com sua vida, seus gestos e posturas. Não podemos considerar Jesus totalmente conhecido e apreendido por nossa razão e sentimentos, é sempre uma novidade que deve nos questionar e nos encantar.

E, agora, jovem?
“ Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho.  Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de ‘extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar’ (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo.” (Papa Francisco).


E, agora, jovem?
Geraldo Trindade 
Colunista do Blog Evangelizando
Bacharel em filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana, estudante de teologia no Seminário São José da arquidiocese de Mariana (MG). 





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