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8 de maio de 2013

Visita de Dom Orani em Fortaleza

Visita de Dom Orani em Fortaleza
Blog Evangelizando!

Nesta Terça-Feira, 07 de maio Dom Orani colaborador do Blog Evangelizando, esteve em fortaleza no Santuário de Nossa Senhora de Fátima para um encontro com os Jovens o mesmo presidiu a Santa Missa.

Dom Orani destacou: Está celebração eucarística foi muito providencial, após o anuncio da Agenda do Santo Padre o Papa Francisco na JMJ RIO 2013.

Os Jovens do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, acolheu o arcebispo do Rio de Janeiro com muita alegria e festa pela sua visita em fortaleza, com cartazes e banners representando a juventude de fortaleza.

O Arcebispo falou dos últimos preparativos para jornada mundial da juventude no dia 23 de Julho no Rio de Janeiro e pediu aos jovens de fortaleza que fossemos para JMJ como peregrinos orantes.

Dom Orani recebeu de presente uma imagem de Nossa Senhora de Fátima em gratidão pela sua visita ao Santuário e também recebeu uma replica de uma jangada, representando a cidade fortaleza, o mesmo disse que o Rio de Janeiro irar acolher os jovens como irmãos e irmãs e por fim encerrou a celebração com a benção final.

Dom Orani retorna para o Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 08 de maio.

Iury Albino - Administrador Geral do Blog Evangelizando 


7 de maio de 2013

Anunciada agenda do Papa Francisco no Brasil

Anunciada agenda do Papa Francisco no Brasil
Blog Evangelizando!


O Papa Francisco terá uma agenda cheia de atividades em sua primeira grande viagem internacional, em julho deste ano. A programação no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, inclui desde Atos Protocolares, como o encontro com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, até a visita a uma comunidade carente, em um hospital e a jovens detentos.


Chegada e primeiros atos oficiais

O Papa chegará ao Brasil o dia 22 de julho, segunda-feira. A acolhida oficial será feita no Aeroporto Internacional do Galeão/Antônio Carlos Jobim, a partir das 16h. Logo após, haverá uma cerimônia de boas vindas no jardim do Palácio Guanabara, onde o Santo Padre dará o seu primeiro discurso. No local, haverá a recepção protocolar das três esferas de governo. A recepção protocolar será feita pela presidente da república Dilma Rousseff, pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes.

A Residência do Sumaré será o local que receberá o Sumo Pontífice durante sua estada no Brasil. A casa hospedou o beato João Paulo II em suas duas visitas ao Brasil, em 1980 e 1997. É um lugar reservado, pacato e longe dos grandes movimentos da cidade. Além do Papa Francisco, a residência receberá também toda comitiva papal.

Com a simplicidade que o mundo já conhece, o Santo Padre vai presidir missas diárias privativas na Residência.


Visita a Aparecida

O Santo Padre visitará, na quarta-feira, dia 24 de julho, o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, maior santuário mariano do mundo. A visita foi um pedido pessoal do Papa Francisco, já que possui uma devoção pública por Maria, mãe de Jesus. Ao lado do cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, o Sumo Pontífice celebrará uma Missa, após a veneração da imagem da Virgem na Basílica. A homilia será feita pelo Papa.


Um dos legados sociais da JMJ Rio2013

Ainda na quarta-feira, o Papa Francisco participa da inauguração do Pólo de Atenção Integrada da Saúde Mental (PAI), voltado para a recuperação e dependência química, um dos legados sociais da JMJ Rio2013. Com 350 médicos, cerca de 500 profissionais de saúde, 648 leitos de internação, 323 leitos de enfermaria, 12 leitos de emergência, 75 leitos de UTI e 11 salas de cirurgia, o Hospital São Francisco da Tijuca (antigo Ordem Terceira da Penitência/VOT) é um hospital geral que oferece atendimento em 22 especialidades. A instituição presta atendimento particular, para clientes de planos de saúde, e para pacientes do SUS, encaminhados via Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Haverá um discurso do Papa no local.


Uma quinta-feira emocionante

No dia 25 de julho, quinta-feira, Eduardo Paes, prefeito do Rio, em um gesto simbólico e tradicional, entregará as chaves da cidade ao Sumo Pontífice, traduzindo o respeito pelo Santo Padre e a autoridade que representa. Além disso, também está previsto um rápido encontro com representantes do mundo esportivo, com a bênção das bandeiras Olímpicas.

Ainda pela manhã, o Papa Francisco parte para um encontro emocionante. Depois de 33 anos, um Papa volta a visitar uma comunidade carente. Desta vez, ao invés do Vidigal, na Zona Sul do Rio, onde passou João Paulo II, em 1980, a visita será a uma favela da Zona Norte. A comunidade escolhida foi a de Varginha, dentro do Complexo de Manguinhos, recentemente pacificada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O Papa falará aos moradores e dará sua bênção.

Às 18h, o Santo Padre participa da festa de acolhida dos jovens na orla de Copacabana, um dos Atos Centrais da JMJ Rio2013. Haverá a primeira saudação do Papa Francisco aos peregrinos da Jornada, e um discurso.


Um dia só para os jovens

Um dos pontos turísticos mais visitados da cidade e antiga casa de repouso do imperador Dom Pedro, a Quinta da Boa Vista receberá um dos maiores pontos de catequese do evento e a Feira Vocacional. O Santo Padre atenderá quatro confissões de jovens no local na manhã de sexta-feira, dia 26.

Em seguida, alguns jovens detentos se encontrarão com o Papa Francisco no Palácio Arquiepiscopal São Joaquim. Ao meio dia, o Sumo Pontífice fará a Oração Angelus Domini do balcão central do Palácio. Antes do tradicional almoço com os jovens de todos os continentes, que acontece nas Jornadas, o papa fará uma saudação ao Comitê Organizador Local da JMJ Rio2013 e aos patrocinadores.

Às 18h, acontece a Via Crucis com os jovens, na orla da Praia de Copacabana, o terceiro Ato Central da JMJ, com um discurso do Santo Padre.


Um sábado de encontros e oração

As atividades oficiais começam com a Santa Missa com os bispos, sacerdotes, religiosos e os seminaristas, na Catedral São Sebastião, presidida pelo Santo Padre. Logo após, o Papa Francisco se encontrará com representantes da sociedade da cidade e do Brasil no Teatro Municipal. A estrutura, construída no século XIX, por muito tempo, foi palco principal das apresentações artísticas de todo país.

À tarde, participa de um almoço com os cardeais brasileiros, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos do Regional Leste 1 da CNBB (que compreende as dioceses do Estado do Rio de Janeiro) e o Séquito Papal, no grande refeitório do Centro de Estudos do Sumaré.

A partir das 19h30, o Papa Francisco estará em Guaratiba, no Campus Fidei para a Vigília de Oração com os jovens, quarto Ato Central da JMJ Rio2013, onde ele fará um discurso aos peregrinos e passará um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento com os jovens presentes.


Domingo de despedidas

Às 10h da manhã, o Papa Francisco reencontra os jovens da noite anterior no Campus Fidei para a Santa Missa de envio da JMJ Rio2013 e anunciar o próximo local que acolherá a Jornada Mundial da Juventude. Ao meio dia, também fará a oração do Angelus Domini com os peregrinos.

O almoço será com o Séquito Papal no refeitório do Centro de Estudos do Sumaré. Deve encontrar o Comitê de Coordenação do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM) antes de sua despedida da Residência do Sumaré.

Para agradecer pessoalmente os 60 mil voluntários envolvidos nos trabalhos da Jornada, o Papa Francisco deverá encontrar-se com eles no Pavilhão 5 do Rio Centro, às 17h30, e fará um discurso a eles.

Haverá ainda uma cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, onde o Santo Padre fará um discurso. Sua partida de volta a Roma está marcada para as 19h.

Fonte: http://rio2013.com

Padre Alberto Gambarini: Reflexão

Padre Alberto Gambarini: Reflexão
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Quando maior a dificuldade, maior é o mérito em superá-la. Em nossa vida aprendemos muito com os pais, professores, os livros, mas aprendemos mais ainda com as dificuldades, com os fracassos, com os obstáculos da vida. Lembre-se que a maior conquista não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que cai.
Em Tiago 1,12 lemos: “Felizes os que suportam a provação”.

Levantar de uma dificuldade deve ser uma norma em nossa vida, cair é humano, mas ficar no chão é ser derrotado. Deus faz tudo certo e permite que as dificuldades surjam em nossa vida com o propósito de nos fazer melhores.

Sem crise não há crescimento; sem luta não pode haver vitória. Veja, se todas as dificudades e obstáculos fossem eliminadas não teríamos a oportunidade de melhorar. Por isto quando tiver algum problema, faça alguma coisa. Se não for possível passar por cima, passe por baixo, pela esquerda ou pela direita, mas não desista.

Coragem, meu querido e minha querida, enxugue suas lágrimas e caminhe com Jesus que está sempre ao seu lado. Não tenha medo!

Meu Senhor,
vem em nosso auxílio,
muito obrigado pelos benefícios recebidos e
pelo consolo oferecido. Amém!

Leia também o Evangelho do dia: www.encontrocomcristo.org.br

Padre Alberto Gambarini
Colaborador do Blog Evangelizando
Apresentador do programa Encontro com Cristo em várias emissoras de tv e pároco do Santuário de N.Sra. Prazeres e Divina Misericórdia
Itapecerica da Serra

3 de maio de 2013

Em Busca de Deus

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O desafio de atravessar os desertos espirituais na vida de oração

Há momentos na vida em que tudo está perfeitamente bom. Outros momentos apresentam-se nebulosos. Quando menos esperamos as tempestades chegam. O forte parece arrancar-nos da segurança que antes havíamos experimentado. Mas basta uma linda manhã com céu azul para percebermos que a tempestade se foi, e deixou atrás de si um grande trabalho de reconstrução.

Nossa vida espiritual passa por este mesmo processo. Há momentos em que conseguimos fazer uma linda experiência do amor de Deus. Oramos e sentimos a presença de Deus ao nosso lado em muitos momentos de nossa caminhada espiritual. Contudo, há momentos em nossa vida de oração que Deus parece estar longe de nossa presença.

No campo da espiritualidade chamamos estes momentos de “Deserto Espiritual”. Caminhamos sob o sol escaldante da incerteza e buscamos um Oásis que nos sacie com a Água da Vida, e assim nos devolva a certeza que antes havíamos perdido.

Nossa vida espiritual e de oração não são momentos estáveis. Ao contrário, são instáveis. Poderíamos compará-las a um gráfico com altos e baixos. Há momentos em que tudo está perfeito e sentimos Deus com todo o nosso ser. Em outras ocasiões não conseguimos perceber Deus ao nosso lado.
Quando muitas pessoas entram no processo de enfrentarem na vida de fé um Deserto Espiritual, se desesperam. Não conseguem compreender que a vida de oração é um caminhar constante. Somos eternos peregrinos em busca de Deus.

Olhando sob outra perspectiva, os Desertos Espirituais são importantes para nossa vida de oração. Se os nossos momentos de oração fossem estáveis, correríamos o risco de nos acostumarmos e entrarmos no comodismo espiritual; e então a monotonia tomaria conta do nosso ser. Mas quando surge na vida um Deserto Espiritual tomamos consciência de que as dificuldades na vida de oração são necessárias para o nosso crescimento humano e espiritual. E assim somos obrigados a nos desinstalarmos e sairmos em peregrinação em busca d’Aquele que pode saciar todas as nossas mais profundas sedes.

Quem enfrenta na vida um Deserto Espiritual terá que caminhar em busca do oásis onde se encontra o próprio Deus. E encontrando Deus redescobriremos a alegria do encontro. No entanto, há muitas pessoas que desanimam na travessia dos desertos espirituais da vida e estacionam no meio da caminhada. Uma vez estacionadas perdem o ânimo e não conseguem chegar a Fonte da Vida. Perdem-se em si mesmas e em seus próprios medos.

Na vida de oração não fazemos a experiência de Deus somente nos momentos bons, mas Deus se mostra presente mesmo quando não sentimos sua presença conosco. Na travessia do deserto na vida de oração é o próprio Deus que caminha ao nosso lado, segurando em nossa mão e dizendo ao nosso coração: “Não tenha medo, pois eu estou com você. Não precisa olhar com desconfiança, pois eu sou o seu Deus. Eu fortaleço você, eu o ajudo e o sustento com minha direita vitoriosa” (Is 41,10).

Padre Flávio Sobreiro
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.


1 de maio de 2013

"Rezar pela Igreja é um ato de fé”

"Rezar pela Igreja é um ato de fé”
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“Quando a Igreja se torna mundana, se torna fraca.” Em síntese, foi o que disse o Papa Francisco na homilia pronunciada na manhã do dia 30 de abril, durante a missa celebrada na Capela da Casa Marta, na presença de funcionários da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica.
O Papa destacou o ato de entrega da Igreja ao Senhor, exortando todos à oração.

“Nós rezamos pela Igreja, mas por toda a Igreja? Pelos nossos irmãos que não conhecemos em todo o mundo? É a Igreja do Senhor e nós, na nossa oração, dizemos ao Senhor: Senhor, protege a tua Igreja... Ela é Tua. A tua Igreja são os nossos irmãos. Esta é uma oração que nós devemos fazer do coração, sempre mais".

É fácil rezar para pedir uma graça ao Senhor, para agradecer-Lhe ou quando precisamos de algo, disse o Papa. Todavia, é fundamental rezar por todos: "Confiar a Igreja ao Senhor é uma oração que a faz crescer. É também um ato de fé. Nós não temos poder, somos pobres servidores – todos – da Igreja. Ele pode levá-la adiante, protegê-la e fazê-la crescer, defendê-la de quem quer que a Igreja se torne mundana. Este é o maior perigo! Quando a Igreja se torna mundana, quando tem dentro de si o espírito do mundo, quando tem aquela paz que não é a do Senhor, ela é fraca, é uma Igreja que será derrotada e será incapaz de levar o Evangelho, a mensagem da Cruz, o escândalo da Cruz... Não pode levá-lo adiante se é mundana."

Por isso, é importante entregar-se ao Senhor, confiar a Ele a Sua Igreja, os idosos, os doentes, as crianças, os jovens… Confiar a Igreja que passa por tribulações, como as perseguições, por exemplo. Mas há também pequenas tribulações: como as doenças ou os problemas familiares. Devemos entregar tudo isso ao Senhor, para não perder a fé e a esperança.

"Fazer esta oração de entrega pela Igreja – concluiu – nos fará bem e fará bem à Igreja. Dará grande paz a nós e grande paz a Ela, não nos tirará das tribulações, mas nos fará forte nas tribulações."

Colaborador
Dom Orani João Tempesta
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ). Realizou seus estudos em São Paulo (SP), na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos.

30 de abril de 2013

Bento XVI volta para o Vaticano nesta quinta-feira

Bento XVI volta para o Vaticano nesta quinta-feira
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Nesta quinta-feira, 2, o Papa Emérito Bento XVI voltará para o Vaticano, onde habitará, como anunciado, no convento Mater Ecclesiae.

O retorno de Bento XVI será de helicóptero por volta de 16h30-17h (horário local, 21h30-22h em Brasília). Ele partirá da residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde tem residido nos últimos dois meses.

A notícia foi confirmada aos meios de comunicação pelo diretor da Salta de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi. Respondendo aos jornalistas que queriam saber sobre a saúde de Bento XVI, o porta-voz vaticano afirmou: “É um homem ancião, debilitado pela idade, mas não tem nenhuma doença”.

Bento XVI anunciou sua renúncia como Bispo de Roma em 11 de fevereiro de 2013 e renunciou oficialmente no dia 28 de fevereiro do mesmo ano. Após dois dias de Conclave, os Cardeais votantes elegeram o novo Papa, Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco.

Fonte: blog.pa7

29 de abril de 2013

Padre da diocese de Bauru (SP) é excomungado por atacar a fé católica

Padre da diocese de Bauru (SP) é excomungado por atacar a fé católica
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A diocese de Bauru (SP) enviou um comunicado aos fiéis a respeito do padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto. O sacerdote causou polêmica em nome da "liberdade de expressão". Confira, na íntegra, o comunicado:




Comunicado ao povo de Deus da diocese de Bauru

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do reverendo padre Roberto Francisco Daniel que, em nome da "liberdade de expressão" traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a graça da ordenação. O bispo diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o bispo diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a "lei da Igreja", visto que o padre Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na cúria diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 5 (cinco) membros do conselho dos presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da fé católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do "direito de liberdade de expressão" para atacar a fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do bispo diocesano é defender a fé, a doutrina e a disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o decreto.

Com esta declaração, a diocese de Bauru entende colocar "um ponto final" nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso padroeiro Divino Espírito Santo, "que nos conduz", ilumine o padre Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é "Mãe e Mestra".

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do bispo diocesano, assinam os representantes do conselho presbiteral diocesano.

Fonte: Portal Ecclesia

Maioridade penal e violência

Maioridade penal e violência
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Na semana passada, mais uma vez assistimos a fatos de violência inaudita, com acréscimos estarrecedores de maldade, como foi o caso da dentista “incendiada” num assalto no ABC Paulista, por não ter à mão a soma satisfatória para entregar aos larápios. Detalhe a mais: um menor assumiu a autoria da ação. Sempre mais crimes envolvem menores de idade. Não passa desapercebido, que muitos menores também são vítimas de ações criminosas, perdendo a vida precocemente.

De maneira inevitável, volta a discussão sobre a redução da idade penal no Brasil. Creio que a questão deva ser vista num contexto mais amplo, pois a simples imputação de responsabilidade criminal não é a verdadeira solução para o problema. Há que se perguntar sobre as razões dessa realidade preocupante, para tomar medidas para diminuir o fenômeno, se não se consegue erradicá-lo de vez.

Examinemos alguns fatores presentes no aumento da criminalidade juvenil. Muitos adolescentes, e até crianças, são “usados” por criminosos adultos, que se valem da não punibilidade de menores; isso mereceria penas bem mais severas aos eventuais “mandantes” e responsáveis de organizações criminosas, que manipulam ou envolvem menores.

Outro fato lamentável é que o crime compensa e, por isso, torna-se atraente para adolescentes e jovens, que vêem nele uma oportunidade de ganhar a vida; a ineficiência dos órgãos de segurança e de justiça, somada a persistentes fatos de corrupção, acaba abrindo espaços para a impunidade e para o desenvolvimento de organizações criminosas, que também arrebanham adolescentes e jovens. A escola, a formação profissional, o esforço disciplinado para conquistar o espaço na vida de maneira honesta perdem interesse para essa outra aposta para “vencer na vida”, geralmente ilusória e temerária; a maior parte dos adolescentes e jovens que entra no crime acaba eliminada bem antes de conquistar seu próprio “negócio”.

É preciso admitir também que há uma certa complacência cultural e social em relação ao crime; as pessoas sentem-se impotentes para reagir e lutar contra o crime e acabam se resignando numa atitude fatalista, achando que nada pode ser mudado. Fica-se com a consciência calejada diante das notícias diárias sobre chacinas, atos de violência e maldades de todo tipo. É nebulosa a consciência comum sobre o valor do bem e sobre o direito à justiça e à segurança. Vale a pena ser honesto? E o envolvimento de agentes de segurança e de justiça em atos de corrupção aumenta essa incerteza da sociedade.

Mas há um fator ainda mais preocupante. O crime é muito mais divulgado, quase em forma de apologia, do que a prática do bem e a educação para a vida virtuosa e honesta. É uma forma de educação subliminar para a vida desonesta. Alguém já viu nos Meios de Comunicação um apelo claro à prática da justiça, à honestidade, à virtude por iniciativa do Estado? Ou alguma chamada em que se diga claramente que os atos de violência, quaisquer que sejam, são reprováveis e devem ser evitados? Quem está educando para a prática do bem e para a vida honesta?

Mas quem ousa falar publicamente em honestidade e em virtude, sem ser logo tachado de “conservador” e “careta”? Neste caso, de maneira estranha, dir-se-á que isso é moralismo e que não é competência do Estado educar para atitudes morais e virtudes. E qual seria a educação que o Estado deve dar? Será o próprio Estado que, através de suas instâncias competentes, deverá investir pesadamente para reprimir e punir as ações criminosas. Não valeria a pena investir bem mais numa educação preventiva explícita contra a criminalidade? Por que a educação para a virtude e os comportamentos dignos não merece investimentos semelhantes aos encargos resultantes das condutas criminosas?

Há ainda um fator a ser considerado: se os desvios de conduta e as atitudes anti-sociais são fruto de uma deseducação social, deve-se acrescentar que também resultam de uma falta de educação de crianças e adolescentes por parte de quem deveria fazê-lo. Falo da família, que sempre de novo é cobrada quando aparece um menor infrator. Mas quem apóia a família e estimula os pais no cumprimento de seu dever? Prefere-se desmantelar a família e tirar-lhe a capacidade e até a competência para educar. Como podem ser educados os filhos de pais ausentes? Como pode educar uma família, cada vez mais desfigurada na sua natureza e competência? Como educar, se falta quase tudo em casa, se escola e família não interagem adequadamente? Como educar, se há estímulo aberto a toda sorte de promiscuidade sexual?

Falar em diminuição da “idade penal” pode ser uma reação de pânico diante de situações dolorosas, que merecem todo nosso respeito e solidariedade. Mas a solução para a criminalidade juvenil precisa ser vista num contexto mais amplo.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arcebispo de São Paulo (SP). Estudou filosofia na Universidade de Passo Fundo (RS) e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Mestre em filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

27 de abril de 2013

Por que existem tantas ordens religiosas na Igreja?

Por que existem tantas ordens religiosas na Igreja?
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Em primeiro lugar, eu gostaria de reformular a pergunta: "Por que existem tantos institutos religiosos?". O motivo é que o que muitas vezes se denomina de "ordem religiosa" na verdade se divide em ordens e congregações religiosas, com traços peculiares e regime jurídico diferente. Aqui, é evidente que se pergunta pelo conjunto (ordens, na verdade, há poucas; as congregações são bem mais numerosas).

Os institutos religiosos, ao longo de toda a história da Igreja, não foram fundados pela hierarquia eclesiástica. Há um caso ou outro em que o fundador foi bispo, mas, inclusive nestes casos, a tarefa fundacional se diferenciou da atividade episcopal.

Em nenhum caso, obedece a um projeto ou a um decreto "de cima". São fundados por pessoas, santas em sua maioria, que se sentiram depositárias do que se denomina "carisma", ou seja, uma graça particular destinada não ao proveito pessoal, mas a contribuir para o bem comum da Igreja.

No caso de um carisma fundacional, esta contribuição consiste em criar uma instituição que, por meio da consagração dos seus membros, desenvolve uma atividade espiritual (em muitos casos, também assistencial), que se traduz em serviço ao próximo, à Igreja e aos seus fiéis em geral.

Qual é o papel da hierarquia da Igreja? Em primeiro lugar, é de aprovação: deve comprovar que os fins e meios da instituição fundada estejam em conformidade com a sua doutrina, sejam bons e apropriados ao fim que se almeja.

Em segundo lugar, a hierarquia, como autoridade sobre todos os fiéis, vela para que se conserve sempre o espírito que move a instituição. Mas não funda nem – salvo situações excepcionais – governa diretamente tais instituições.

O que foi dito anteriormente evidencia dois aspectos. O primeiro se refere aos espaços de liberdade que existem na Igreja Católica. Há uma fé, uma só Igreja (encabeçada pelo Papa e governada por ele e pelos bispos), mas, dentro desse marco, há liberdade de iniciativa.

A mesma pergunta que se formula para os institutos religiosos pode ser aplicada a outros tipos de instituição: associação de fiéis, confrarias etc. Para a Igreja, toda esta variedade não é um problema, e sim um enriquecimento – a própria variedade supõe contribuições em muitos aspectos –, um sinal de liberdade e uma garantia da vitalidade que se vive em seu interior.

O segundo aspecto poderia ser resumido na conhecida expressão evangélica (Jo, 3, 8) de que "o Espírito sopra onde quer". Os carismas procedem, em última instância, daquele que é a alma e, portanto, o vivificador da Igreja: o Espírito Santo.

Isso não significa que se trate de um sopro arbitrário: o próprio elenco que se menciona na pergunta (contemplativos, mendicantes, dedicados à educação, à atenção aos doentes etc.) já dá a entender que cobrem necessidades diferentes e, de uma maneira ou de outra, chegam a diversos tipos de pessoas.

A Igreja, como tal, deve velar para que não haja nada falso introduzido sob a máscara de um carisma, mas, uma vez comprovado isso, é a própria vitalidade dos diversos institutos que mostra a atividade do Espírito Santo.

Se chegasse a acontecer de algum instituto "sobrar", seria também a providência divina que permitiria que se extinguisse. É claro que também a infidelidade humana pode destruir um fruto do Espírito, mas, neste caso, Ele se encarregaria de que surgissem novos focos de vitalidade cristã, seja como instituto religioso, seja com outro tipo de configuração.

Fonte: Aleteia 

26 de abril de 2013

A liturgia é culto prestado a Deus!

A liturgia é culto prestado a Deus!
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A liturgia é para nosso alimento, alento e transformação espiritual: ela nos cristifica, isto é, é obra do próprio Cristo que, na potência do Espírito, nos dá sua própria vida, aquela que Ele possui em plenitude na Sua humanidade glorificada no céu. Participar da liturgia é participar das coisas do céu, é entrar em comunhão com a própria vida plena e glorificada do Cristo nosso Senhor.

A liturgia não é feita produzida por nós, não é obra nossa! Ela é instituição do próprio Senhor. Para se ter uma ideia, basta pensar em Moisés, que vai ao faraó e lhe diz: “Assim fala o Senhor: deixa o meu povo partir para fazer-me uma liturgia no deserto”. E, mais adiante, explica ao faraó que somente lá, no deserto, o Senhor dirá precisamente que tipo de culto e que coisas o povo lhe oferte.
Isto tem a ação litúrgica de específico e encantador: não entramos nela para fazer do nosso modo, mas do modo de Deus; não entramos nela para nos satisfazer, mas para satisfazer a vontade de Deus. Por isso digo tantas vezes que o espaço litúrgico não é primeiramente antropológico, mas teológico: a liturgia é espaço privilegiado para a manifestação e atuação salvífica de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nela, a obra salvífica de Cristo é perenemente continuada na Igreja.

O problema é que entrou em certos ambientes da Igreja uma concepção errada de liturgia, totalmente alheia ao sentido da genuína tradição cristã: a liturgia como algo que nós fazemos, do nosso modo, a nosso gosto, para exprimir nossos próprios sentimentos. Numa concepção dessas, o homem, com seus sentimentos, gostos e iniciativas, é o centro e Deus fica de lado! Trata-se, então, de uma simples busca de nós mesmos, produzida por nós mesmos; uma ilusão, pois aí só encontramos a nós e os sentimentos que provocamos. É o triste curto-circuito: faz-se tudo aquilo (coreografias, palmas, trejeitos, barulho, baterias infernais, sorrisinhos do celebrante, comentários e cânticos intimistas, invenções impertinentes e despropositadas...) para que as pessoas sintam, liguem-se, “participem”... Mas, tudo isto somente liga a assembleia a si mesma. Não passa de uma exaltação subjetiva e sentimental! Aí não se abre de fato para o Silêncio de Deus, para Aquele que vem nos surpreender com sua glória e sua ação silenciosa, profunda, consistente e transformadora. A assembleia já não celebra com a Igreja de todos os tempos e de todos os lugares; muito menos com a Igreja celeste!
O sentido da liturgia é um outro: é um culto prestado a Deus porque ele é Deus! O interesse é Deus! A liturgia é algo devido a Deus e instituído pelo próprio Deus. Quando alguém participa de uma liturgia celebrada como a Igreja determina e sempre celebrou, se reorienta, se reencontra, toma consciência de sua própria verdade: sou pequeno, dependente de Deus e profundamente amado por ele: nele está minha vida, meu destino, minha verdade, minha paz. Nada é mais libertador que isso.
Vê-se a diferença entre essas duas atitudes ante a realidade litúrgica: na visão que se está difundindo, criamos uma sensação, uma ilusão. É algo parecido com a sensação de bem-estar que se pode sentir diante de uma paisagem bonita, num bloco de carnaval, num show, num momento sublime, numa noite com a pessoa amada... Na perspectiva que a Igreja sempre teve e ensinou, não! Estamos diante da Verdade que é Deus; verdade que não produzimos nem inventamos, mas vem a nós e enche o nosso coração! Devemos procurá-la? Certamente sim: "Fizeste-nos para ti, Senhor, e nosso coração andará inquieto enquanto não descansar em ti!" Mas para isto é indispensável a capacidade de silêncio, de escuta, de abrir os olhos do coração para a beleza de Deus. A liturgia nos dá isto!



Dom Henrique Soares
Colaborador do Blog Evangelizando
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE
Site: http://www.domhenrique.com.br/

Meditação: Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater.

“Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater”
Blog Evangelizando!


Diz Jesus no Evangelho: “Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater” – Esta frase, que bem cabe neste Tempo Pascal, possui profundos sentidos.

1. Primeiramente, é um convite a viver a existência na vigilância, sustentada pela esperança da Vinda do Senhor. Ele, o Imolado na cruz e Ressuscitado na Glória, virá: para julgar, para salvar, para trazer
a recompensa (e a recompensa é Ele próprio, nossa alegria e paz, nossa saciedade e vida plena). Mas, atenção, que viver na espera não é simplesmente aguardar, mas, mais ainda, desejar e, mais ainda, como afirma a Primeira Epístola de São Pedro, apressar a Vinda! Aguardar é desejar esperando, como a amada suspira pelo amado! Pense bem, caro Leitor: Quem vive assim sabe o sentido da vida, encontra a razão de existir e coloca tudo o mais em função dessa espera, desse ir ao encontro, dessa certeza! Quem vive na espera da Vinda do Senhor, sabe interpretar e viver os acontecimentos e situações na sua justa perspectiva...

2. Mas, há ainda um belo aspecto na frase do Senhor. Quem é esse que foi para uma festa de casamento? E que casamento é esse? É o próprio Cristo, o Esposo. Na Sua morte e ressurreição, Ele desposou a Igreja, Sua imaculada Esposa. Um Dia, Ele voltará e consumará esse matrimônio, quando, então, toda a criação e toda a humanidade serão glorificadas na Igreja celeste, essa mesma que já peregrina neste mundo: a nossa Mãe católica.

3. Se formos um pouco mais adiante na nossa meditação, veremos que também nós somos convidados para as núpcias do Senhor que é ao mesmo tempo Cordeiro. Em cada Eucaristia participamos do Banquete nupcial, entramos sempre de novo e mais profundamente a fazer parte do Povo da Aliança. Esse Banquete sacrifical, Sacrifício da Missa, é já gostosa antecipação do Banquete eterno das núpcias eterna do eterno Esposo e Cordeiro! Assim, não somente esperamos o Senhor voltar, mas em cada Eucaristia como que antecipamos a Sua volta e já participamos daquelas núpcias que Ele, eternamente celebra no céu. Como são tantos e belos os mistérios do Reino! São os mistérios da Páscoa, do Domingo, Páscoa semanal, do Dia do Senhor morto e ressuscitado... Mistérios celebrados agora sob o véu dos sacramentos e, depois, eternamente, no Domingo perene, definitivo, Dia que jamais terá fim, celebrado na luz da glória da luz sem ocaso!

Dom Henrique Soares
Colaborador do Blog Evangelizando
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE
Site: http://www.domhenrique.com.br/

25 de abril de 2013

Nascer do Alto

Nascer do Alto
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O nascimento é um momento marcante. No mundo vamos descobrindo-nos como pessoas plenas de possibilidades. Algumas surgem naturalmente no decorrer da vida, outras após serem trabalhadas se associam ao que somos. Contudo, em nosso processo de crescimento interior carregamos conosco uma natureza frágil e pecadora.  Com o passar do tempo fazemos a descoberta de nossas limitações humanas e espirituais. Estas limitações quando não trabalhadas podem dar lugar a uma vida extremamente complexa onde o pecado nos arranca de nós mesmos e dos braços de Deus.

O tempo litúrgico da Páscoa é propício para vivermos na vida um tempo novo, onde os erros deem lugar as possibilidades adormecidas na alma. Recomeçar nem sempre é fácil. Exige muita força de vontade e uma capacidade interna de superação. Para nós cristãos, a mudança interior não acontece somente a partir de nossas próprias forças interiores, mas conta com o auxilio do Espírito Santo. Ele guia nossa alma através dos bons caminhos e faz de cada dia um tempo novo de ressurreição:

“Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito” (Jo 3,7b-8).

Um novo nascimento nos faz pessoas renovadas no amor em Cristo. É uma vivência nova a partir da experiência da fé na ressurreição que invade nosso coração e nos capacita a sermos testemunhas do Ressuscitado.

Nasce do Alto quem olha para o passado e nele faz um firme propósito de construir o presente a partir dos aprendizados de outrora. Nasce do Alto quem deixa o amor e a esperança ocuparem o lugar antes concedido ao egoísmo e falta de fé.

A fé na ressurreição marca definitivamente a história de toda pessoa que se deixa inundar pelo Espírito Santo. Não há como nascer se não houver fecundação. E a experiência pascal de nossa caminhada cristã é fecundada pela ressurreição de Cristo que nos faz seres humanos novos para um tempo novo.

Nasce do Alto e do Espírito quem faz no amor de Cristo a experiência de se deixar amar verdadeiramente por um Deus que a cada dia nos dá a alegre notícia: A vida vence a morte em cada gesto de amor!

Colaborador do Blog
Padre Flávio Sobreiro
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.

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