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30 de abril de 2013

Bento XVI volta para o Vaticano nesta quinta-feira

Bento XVI volta para o Vaticano nesta quinta-feira
Blog Evangelizando!


Nesta quinta-feira, 2, o Papa Emérito Bento XVI voltará para o Vaticano, onde habitará, como anunciado, no convento Mater Ecclesiae.

O retorno de Bento XVI será de helicóptero por volta de 16h30-17h (horário local, 21h30-22h em Brasília). Ele partirá da residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde tem residido nos últimos dois meses.

A notícia foi confirmada aos meios de comunicação pelo diretor da Salta de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi. Respondendo aos jornalistas que queriam saber sobre a saúde de Bento XVI, o porta-voz vaticano afirmou: “É um homem ancião, debilitado pela idade, mas não tem nenhuma doença”.

Bento XVI anunciou sua renúncia como Bispo de Roma em 11 de fevereiro de 2013 e renunciou oficialmente no dia 28 de fevereiro do mesmo ano. Após dois dias de Conclave, os Cardeais votantes elegeram o novo Papa, Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco.

Fonte: blog.pa7

29 de abril de 2013

Padre da diocese de Bauru (SP) é excomungado por atacar a fé católica

Padre da diocese de Bauru (SP) é excomungado por atacar a fé católica
Blog Evangelizando!


A diocese de Bauru (SP) enviou um comunicado aos fiéis a respeito do padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto. O sacerdote causou polêmica em nome da "liberdade de expressão". Confira, na íntegra, o comunicado:




Comunicado ao povo de Deus da diocese de Bauru

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do reverendo padre Roberto Francisco Daniel que, em nome da "liberdade de expressão" traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a graça da ordenação. O bispo diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o bispo diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a "lei da Igreja", visto que o padre Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na cúria diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 5 (cinco) membros do conselho dos presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da fé católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do "direito de liberdade de expressão" para atacar a fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do bispo diocesano é defender a fé, a doutrina e a disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o decreto.

Com esta declaração, a diocese de Bauru entende colocar "um ponto final" nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso padroeiro Divino Espírito Santo, "que nos conduz", ilumine o padre Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é "Mãe e Mestra".

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do bispo diocesano, assinam os representantes do conselho presbiteral diocesano.

Fonte: Portal Ecclesia

Maioridade penal e violência

Maioridade penal e violência
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Na semana passada, mais uma vez assistimos a fatos de violência inaudita, com acréscimos estarrecedores de maldade, como foi o caso da dentista “incendiada” num assalto no ABC Paulista, por não ter à mão a soma satisfatória para entregar aos larápios. Detalhe a mais: um menor assumiu a autoria da ação. Sempre mais crimes envolvem menores de idade. Não passa desapercebido, que muitos menores também são vítimas de ações criminosas, perdendo a vida precocemente.

De maneira inevitável, volta a discussão sobre a redução da idade penal no Brasil. Creio que a questão deva ser vista num contexto mais amplo, pois a simples imputação de responsabilidade criminal não é a verdadeira solução para o problema. Há que se perguntar sobre as razões dessa realidade preocupante, para tomar medidas para diminuir o fenômeno, se não se consegue erradicá-lo de vez.

Examinemos alguns fatores presentes no aumento da criminalidade juvenil. Muitos adolescentes, e até crianças, são “usados” por criminosos adultos, que se valem da não punibilidade de menores; isso mereceria penas bem mais severas aos eventuais “mandantes” e responsáveis de organizações criminosas, que manipulam ou envolvem menores.

Outro fato lamentável é que o crime compensa e, por isso, torna-se atraente para adolescentes e jovens, que vêem nele uma oportunidade de ganhar a vida; a ineficiência dos órgãos de segurança e de justiça, somada a persistentes fatos de corrupção, acaba abrindo espaços para a impunidade e para o desenvolvimento de organizações criminosas, que também arrebanham adolescentes e jovens. A escola, a formação profissional, o esforço disciplinado para conquistar o espaço na vida de maneira honesta perdem interesse para essa outra aposta para “vencer na vida”, geralmente ilusória e temerária; a maior parte dos adolescentes e jovens que entra no crime acaba eliminada bem antes de conquistar seu próprio “negócio”.

É preciso admitir também que há uma certa complacência cultural e social em relação ao crime; as pessoas sentem-se impotentes para reagir e lutar contra o crime e acabam se resignando numa atitude fatalista, achando que nada pode ser mudado. Fica-se com a consciência calejada diante das notícias diárias sobre chacinas, atos de violência e maldades de todo tipo. É nebulosa a consciência comum sobre o valor do bem e sobre o direito à justiça e à segurança. Vale a pena ser honesto? E o envolvimento de agentes de segurança e de justiça em atos de corrupção aumenta essa incerteza da sociedade.

Mas há um fator ainda mais preocupante. O crime é muito mais divulgado, quase em forma de apologia, do que a prática do bem e a educação para a vida virtuosa e honesta. É uma forma de educação subliminar para a vida desonesta. Alguém já viu nos Meios de Comunicação um apelo claro à prática da justiça, à honestidade, à virtude por iniciativa do Estado? Ou alguma chamada em que se diga claramente que os atos de violência, quaisquer que sejam, são reprováveis e devem ser evitados? Quem está educando para a prática do bem e para a vida honesta?

Mas quem ousa falar publicamente em honestidade e em virtude, sem ser logo tachado de “conservador” e “careta”? Neste caso, de maneira estranha, dir-se-á que isso é moralismo e que não é competência do Estado educar para atitudes morais e virtudes. E qual seria a educação que o Estado deve dar? Será o próprio Estado que, através de suas instâncias competentes, deverá investir pesadamente para reprimir e punir as ações criminosas. Não valeria a pena investir bem mais numa educação preventiva explícita contra a criminalidade? Por que a educação para a virtude e os comportamentos dignos não merece investimentos semelhantes aos encargos resultantes das condutas criminosas?

Há ainda um fator a ser considerado: se os desvios de conduta e as atitudes anti-sociais são fruto de uma deseducação social, deve-se acrescentar que também resultam de uma falta de educação de crianças e adolescentes por parte de quem deveria fazê-lo. Falo da família, que sempre de novo é cobrada quando aparece um menor infrator. Mas quem apóia a família e estimula os pais no cumprimento de seu dever? Prefere-se desmantelar a família e tirar-lhe a capacidade e até a competência para educar. Como podem ser educados os filhos de pais ausentes? Como pode educar uma família, cada vez mais desfigurada na sua natureza e competência? Como educar, se falta quase tudo em casa, se escola e família não interagem adequadamente? Como educar, se há estímulo aberto a toda sorte de promiscuidade sexual?

Falar em diminuição da “idade penal” pode ser uma reação de pânico diante de situações dolorosas, que merecem todo nosso respeito e solidariedade. Mas a solução para a criminalidade juvenil precisa ser vista num contexto mais amplo.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arcebispo de São Paulo (SP). Estudou filosofia na Universidade de Passo Fundo (RS) e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Mestre em filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

27 de abril de 2013

Por que existem tantas ordens religiosas na Igreja?

Por que existem tantas ordens religiosas na Igreja?
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Em primeiro lugar, eu gostaria de reformular a pergunta: "Por que existem tantos institutos religiosos?". O motivo é que o que muitas vezes se denomina de "ordem religiosa" na verdade se divide em ordens e congregações religiosas, com traços peculiares e regime jurídico diferente. Aqui, é evidente que se pergunta pelo conjunto (ordens, na verdade, há poucas; as congregações são bem mais numerosas).

Os institutos religiosos, ao longo de toda a história da Igreja, não foram fundados pela hierarquia eclesiástica. Há um caso ou outro em que o fundador foi bispo, mas, inclusive nestes casos, a tarefa fundacional se diferenciou da atividade episcopal.

Em nenhum caso, obedece a um projeto ou a um decreto "de cima". São fundados por pessoas, santas em sua maioria, que se sentiram depositárias do que se denomina "carisma", ou seja, uma graça particular destinada não ao proveito pessoal, mas a contribuir para o bem comum da Igreja.

No caso de um carisma fundacional, esta contribuição consiste em criar uma instituição que, por meio da consagração dos seus membros, desenvolve uma atividade espiritual (em muitos casos, também assistencial), que se traduz em serviço ao próximo, à Igreja e aos seus fiéis em geral.

Qual é o papel da hierarquia da Igreja? Em primeiro lugar, é de aprovação: deve comprovar que os fins e meios da instituição fundada estejam em conformidade com a sua doutrina, sejam bons e apropriados ao fim que se almeja.

Em segundo lugar, a hierarquia, como autoridade sobre todos os fiéis, vela para que se conserve sempre o espírito que move a instituição. Mas não funda nem – salvo situações excepcionais – governa diretamente tais instituições.

O que foi dito anteriormente evidencia dois aspectos. O primeiro se refere aos espaços de liberdade que existem na Igreja Católica. Há uma fé, uma só Igreja (encabeçada pelo Papa e governada por ele e pelos bispos), mas, dentro desse marco, há liberdade de iniciativa.

A mesma pergunta que se formula para os institutos religiosos pode ser aplicada a outros tipos de instituição: associação de fiéis, confrarias etc. Para a Igreja, toda esta variedade não é um problema, e sim um enriquecimento – a própria variedade supõe contribuições em muitos aspectos –, um sinal de liberdade e uma garantia da vitalidade que se vive em seu interior.

O segundo aspecto poderia ser resumido na conhecida expressão evangélica (Jo, 3, 8) de que "o Espírito sopra onde quer". Os carismas procedem, em última instância, daquele que é a alma e, portanto, o vivificador da Igreja: o Espírito Santo.

Isso não significa que se trate de um sopro arbitrário: o próprio elenco que se menciona na pergunta (contemplativos, mendicantes, dedicados à educação, à atenção aos doentes etc.) já dá a entender que cobrem necessidades diferentes e, de uma maneira ou de outra, chegam a diversos tipos de pessoas.

A Igreja, como tal, deve velar para que não haja nada falso introduzido sob a máscara de um carisma, mas, uma vez comprovado isso, é a própria vitalidade dos diversos institutos que mostra a atividade do Espírito Santo.

Se chegasse a acontecer de algum instituto "sobrar", seria também a providência divina que permitiria que se extinguisse. É claro que também a infidelidade humana pode destruir um fruto do Espírito, mas, neste caso, Ele se encarregaria de que surgissem novos focos de vitalidade cristã, seja como instituto religioso, seja com outro tipo de configuração.

Fonte: Aleteia 

26 de abril de 2013

A liturgia é culto prestado a Deus!

A liturgia é culto prestado a Deus!
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A liturgia é para nosso alimento, alento e transformação espiritual: ela nos cristifica, isto é, é obra do próprio Cristo que, na potência do Espírito, nos dá sua própria vida, aquela que Ele possui em plenitude na Sua humanidade glorificada no céu. Participar da liturgia é participar das coisas do céu, é entrar em comunhão com a própria vida plena e glorificada do Cristo nosso Senhor.

A liturgia não é feita produzida por nós, não é obra nossa! Ela é instituição do próprio Senhor. Para se ter uma ideia, basta pensar em Moisés, que vai ao faraó e lhe diz: “Assim fala o Senhor: deixa o meu povo partir para fazer-me uma liturgia no deserto”. E, mais adiante, explica ao faraó que somente lá, no deserto, o Senhor dirá precisamente que tipo de culto e que coisas o povo lhe oferte.
Isto tem a ação litúrgica de específico e encantador: não entramos nela para fazer do nosso modo, mas do modo de Deus; não entramos nela para nos satisfazer, mas para satisfazer a vontade de Deus. Por isso digo tantas vezes que o espaço litúrgico não é primeiramente antropológico, mas teológico: a liturgia é espaço privilegiado para a manifestação e atuação salvífica de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nela, a obra salvífica de Cristo é perenemente continuada na Igreja.

O problema é que entrou em certos ambientes da Igreja uma concepção errada de liturgia, totalmente alheia ao sentido da genuína tradição cristã: a liturgia como algo que nós fazemos, do nosso modo, a nosso gosto, para exprimir nossos próprios sentimentos. Numa concepção dessas, o homem, com seus sentimentos, gostos e iniciativas, é o centro e Deus fica de lado! Trata-se, então, de uma simples busca de nós mesmos, produzida por nós mesmos; uma ilusão, pois aí só encontramos a nós e os sentimentos que provocamos. É o triste curto-circuito: faz-se tudo aquilo (coreografias, palmas, trejeitos, barulho, baterias infernais, sorrisinhos do celebrante, comentários e cânticos intimistas, invenções impertinentes e despropositadas...) para que as pessoas sintam, liguem-se, “participem”... Mas, tudo isto somente liga a assembleia a si mesma. Não passa de uma exaltação subjetiva e sentimental! Aí não se abre de fato para o Silêncio de Deus, para Aquele que vem nos surpreender com sua glória e sua ação silenciosa, profunda, consistente e transformadora. A assembleia já não celebra com a Igreja de todos os tempos e de todos os lugares; muito menos com a Igreja celeste!
O sentido da liturgia é um outro: é um culto prestado a Deus porque ele é Deus! O interesse é Deus! A liturgia é algo devido a Deus e instituído pelo próprio Deus. Quando alguém participa de uma liturgia celebrada como a Igreja determina e sempre celebrou, se reorienta, se reencontra, toma consciência de sua própria verdade: sou pequeno, dependente de Deus e profundamente amado por ele: nele está minha vida, meu destino, minha verdade, minha paz. Nada é mais libertador que isso.
Vê-se a diferença entre essas duas atitudes ante a realidade litúrgica: na visão que se está difundindo, criamos uma sensação, uma ilusão. É algo parecido com a sensação de bem-estar que se pode sentir diante de uma paisagem bonita, num bloco de carnaval, num show, num momento sublime, numa noite com a pessoa amada... Na perspectiva que a Igreja sempre teve e ensinou, não! Estamos diante da Verdade que é Deus; verdade que não produzimos nem inventamos, mas vem a nós e enche o nosso coração! Devemos procurá-la? Certamente sim: "Fizeste-nos para ti, Senhor, e nosso coração andará inquieto enquanto não descansar em ti!" Mas para isto é indispensável a capacidade de silêncio, de escuta, de abrir os olhos do coração para a beleza de Deus. A liturgia nos dá isto!



Dom Henrique Soares
Colaborador do Blog Evangelizando
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE
Site: http://www.domhenrique.com.br/

Meditação: Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater.

“Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater”
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Diz Jesus no Evangelho: “Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater” – Esta frase, que bem cabe neste Tempo Pascal, possui profundos sentidos.

1. Primeiramente, é um convite a viver a existência na vigilância, sustentada pela esperança da Vinda do Senhor. Ele, o Imolado na cruz e Ressuscitado na Glória, virá: para julgar, para salvar, para trazer
a recompensa (e a recompensa é Ele próprio, nossa alegria e paz, nossa saciedade e vida plena). Mas, atenção, que viver na espera não é simplesmente aguardar, mas, mais ainda, desejar e, mais ainda, como afirma a Primeira Epístola de São Pedro, apressar a Vinda! Aguardar é desejar esperando, como a amada suspira pelo amado! Pense bem, caro Leitor: Quem vive assim sabe o sentido da vida, encontra a razão de existir e coloca tudo o mais em função dessa espera, desse ir ao encontro, dessa certeza! Quem vive na espera da Vinda do Senhor, sabe interpretar e viver os acontecimentos e situações na sua justa perspectiva...

2. Mas, há ainda um belo aspecto na frase do Senhor. Quem é esse que foi para uma festa de casamento? E que casamento é esse? É o próprio Cristo, o Esposo. Na Sua morte e ressurreição, Ele desposou a Igreja, Sua imaculada Esposa. Um Dia, Ele voltará e consumará esse matrimônio, quando, então, toda a criação e toda a humanidade serão glorificadas na Igreja celeste, essa mesma que já peregrina neste mundo: a nossa Mãe católica.

3. Se formos um pouco mais adiante na nossa meditação, veremos que também nós somos convidados para as núpcias do Senhor que é ao mesmo tempo Cordeiro. Em cada Eucaristia participamos do Banquete nupcial, entramos sempre de novo e mais profundamente a fazer parte do Povo da Aliança. Esse Banquete sacrifical, Sacrifício da Missa, é já gostosa antecipação do Banquete eterno das núpcias eterna do eterno Esposo e Cordeiro! Assim, não somente esperamos o Senhor voltar, mas em cada Eucaristia como que antecipamos a Sua volta e já participamos daquelas núpcias que Ele, eternamente celebra no céu. Como são tantos e belos os mistérios do Reino! São os mistérios da Páscoa, do Domingo, Páscoa semanal, do Dia do Senhor morto e ressuscitado... Mistérios celebrados agora sob o véu dos sacramentos e, depois, eternamente, no Domingo perene, definitivo, Dia que jamais terá fim, celebrado na luz da glória da luz sem ocaso!

Dom Henrique Soares
Colaborador do Blog Evangelizando
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE
Site: http://www.domhenrique.com.br/

25 de abril de 2013

Nascer do Alto

Nascer do Alto
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O nascimento é um momento marcante. No mundo vamos descobrindo-nos como pessoas plenas de possibilidades. Algumas surgem naturalmente no decorrer da vida, outras após serem trabalhadas se associam ao que somos. Contudo, em nosso processo de crescimento interior carregamos conosco uma natureza frágil e pecadora.  Com o passar do tempo fazemos a descoberta de nossas limitações humanas e espirituais. Estas limitações quando não trabalhadas podem dar lugar a uma vida extremamente complexa onde o pecado nos arranca de nós mesmos e dos braços de Deus.

O tempo litúrgico da Páscoa é propício para vivermos na vida um tempo novo, onde os erros deem lugar as possibilidades adormecidas na alma. Recomeçar nem sempre é fácil. Exige muita força de vontade e uma capacidade interna de superação. Para nós cristãos, a mudança interior não acontece somente a partir de nossas próprias forças interiores, mas conta com o auxilio do Espírito Santo. Ele guia nossa alma através dos bons caminhos e faz de cada dia um tempo novo de ressurreição:

“Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito” (Jo 3,7b-8).

Um novo nascimento nos faz pessoas renovadas no amor em Cristo. É uma vivência nova a partir da experiência da fé na ressurreição que invade nosso coração e nos capacita a sermos testemunhas do Ressuscitado.

Nasce do Alto quem olha para o passado e nele faz um firme propósito de construir o presente a partir dos aprendizados de outrora. Nasce do Alto quem deixa o amor e a esperança ocuparem o lugar antes concedido ao egoísmo e falta de fé.

A fé na ressurreição marca definitivamente a história de toda pessoa que se deixa inundar pelo Espírito Santo. Não há como nascer se não houver fecundação. E a experiência pascal de nossa caminhada cristã é fecundada pela ressurreição de Cristo que nos faz seres humanos novos para um tempo novo.

Nasce do Alto e do Espírito quem faz no amor de Cristo a experiência de se deixar amar verdadeiramente por um Deus que a cada dia nos dá a alegre notícia: A vida vence a morte em cada gesto de amor!

Colaborador do Blog
Padre Flávio Sobreiro
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.

24 de abril de 2013

Casamento gay aprovado em França

Casamento gay aprovado em França
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O Parlamento francês aprovou nesta terça-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo por 331 votos a favor (mais do que a maioria necessária de 270) e 225 contra. Os primeiros casamentos devem realizar-se em Junho segundo publicou online o jornal Público.

“Sabemos que não tiramos nada a ninguém. Pelo contrário, reconhecemos os direitos dos nossos concidadãos e abrimos os direitos a todos os casais", disse a ministra da Justiça, Christiane Taubira, que foi a primeira a dirigir-se ao Parlamento depois da votação. "O texto que votaram hoje é sem dúvida alguma um texto generoso".

O Presidente francês, François Hollande, esperava que a aprovação da lei encerrasse meses de radicalização social, com os grupos anti casamento gay a organizarem gigantescas manifestações em toda a França mas sobretudo em Paris. Porém, à porta do Parlamento decorre neste final de tarde uma manifestação contra a lei e mil polícias tinham sido mobilizados para o local.

A oposição conservadora da União para um Movimento popular, de Jean-François Copé, anunciou que vai pedir ao Tribunal Constitucional que declare a lei inconstitucional.O projeto de lei aprovado em França, que é o 14.º país do mundo a legalizar o casamento gay, é muito abrangente e dá aos casais do mesmo sexo o direito de adotar.

Fonte: Rádio Vaticano / Foto: Portal Terra

Nota deste Blog - Iury Albino Administrador Geral: Amigos podemos ver e constatar nesta postagem publicada no Site da Rádio Vaticano que estar aumentando a legalização do Casamento de pessoas do mesmo sexo, agora foi legalizado no país da frança, diante desta legalização deram também o direto aos casais de adotarem crianças, realmente isso é um absurdo e devemos como cristãos tentar reverter está situação, sabemos que isso não é correto, temos muita coisa ao nosso favor, onde podemos mostrar a realidade desta situação do Casamento Homossexual.

Amigos podemos perceber que Deus nos criou Homem e Mulher, diante deste absurdo do casamento homossexual, aonde ficar o significado da criação do ser humano Mulher? Deus nos criou Homem para união concreta com uma Mulher, essa situação do homossexualismo é uma criação humana, algo que não vem da criação de Deus, então podemos SIM parar com esse absurdo que está se abrangendo por vários países, EU SOU CONTRA O CASAMENTO HOMOSSEXUAL, e o meu blog estar também contra à está legalização.

Padre Alberto Gambarini: Reflexão

Padre Alberto Gambarini: Reflexão
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Quantas pessoas caminham pela vida amarguradas e sem esperança no futuro, porque um dia foram machucadas ou decepcionadas por alguma pessoa! O que fazer nesta hora da desilusão, do coração partido, quando parece que o mundo desabou sobre a cabeça?

Dois amigos de Jesus se encontravam em uma situação semelhante, alguns dias depois da sua morte. Estavam confusos, tudo havia acontecido tão rápido e não conseguiam entender nada.
Em Lucas 24,14 lemos: Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.

Fica difícil saber o conteúdo desta conversa. Quem sabe estivessem pensando: “E agora, o que faremos da nossa vida? Será que foi tudo ilusão?”. Ou se questionando por que as pessoas foram contra Jesus, logo Ele que havia sido tão bom com todos. Ele que havia pregado o amor, o perdão, curado enfermos, libertado oprimidos, multiplicado pães e peixes para alimentar uma multidão...

No meio de toda esta situação de confusão apareceu Jesus. Eles não conseguiram, em um primeiro momento, reconhecê-lo. Assim também é conosco.

Quantas vezes pensamos estar sozinhos nas nossas lutas, desilusões, feridas do passado. Temos a impressão de que ninguém se importa conosco.

A primeira pergunta de Jesus é, conforme Lucas 24,17: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?
Quero somente fazer um parêntese para lembrar para você que é Jesus ressuscitado que aparece, o mesmo que prometeu estar conosco até o final dos tempos.

É importante observar como Ele ajuda estas pessoas desiludidas a ser curadas. Usa de dois remédios, que também estão sempre à nossa disposição:

o primeiro está em Lucas 24,27: explicava-lhes o
que dele se achava dito em todas as Escrituras.
o segundo em Lucas 24,30.31: ele tomou o pão,
abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então, se lhes abriram os olhos e o reconheceram...

A Palavra de Deus e a Eucaristia estão sempre à disposição de quem deseja reencontrar a paz no coração, a alegria diante da vida e levantar a bandeira da vitória.


Meu bom Jesus,
nós vos pedimos,
que atendei as nossas suplicas.
Especialmente que neste momento
afaste toda e qualquer angustia que estiver presente em nossa vida,
vem em nosso socorro, apressa-te em nos defender e sê-nos favorável.
Abençoa-nos Senhor, e infunde em nós a tua graça.
Amém!

Leia o Evangelho do dia: www.encontrocomcristo.org.br

23 de abril de 2013

Médicos do Vaticano aprovam o segundo milagre de João Paulo II

Médicos do Vaticano aprovam o segundo milagre de João Paulo II

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O processo de canonização do Papa João Paulo II está procedendo a passos largos e já se fala que ele poderá ser proclamado santo no próximo mês de outubro. Na semana passada, a consulta dos médicos da Congregação das Causas dos Santos reconheceu como inexplicável uma cura de uma mulher atribuída ao bem-aventurado João Paulo II.

O possível milagre deverá ser aprovado também pela comissão de teólogos e cardeais, levando o Papa polonês a ser reconhecido santo em tempo recorde, em apenas oito anos desde sua morte.

O processo é realizado em discrição. Em janeiro deste ano, o postulador da causa, monsenhor Slawomir Oder, apresentou para um parecer preliminar uma cura milagrosa à Congregação vaticana dos Santos. Dois médicos da consulta vaticana examinaram previamente este novo caso, dando ambos um parecer favorável. Então toda a prática foi apresentada oficialmente ao dicastério, que o inseriu imediatamente na agenda dos trabalhos.

Na semana passada, houve debate de uma comissão de sete médicos e o parecer foi favorável. É evidente a vontade da Congregação para as Causas dos Santos, que tem o aval também de Papa Francisco, em terminar todo o processo com a canonização do Papa polonês.

Em maio, será realizada a congregação dos teólogos e dos cardeais da Congregação para as Causas dos santos e, em junho, o consistório ordinário com a aprovação do Papa.

Fonte: Canção Nova Notícias

22 de abril de 2013

PRESS RELEASE – CRIAÇÃO DA “ACADEMIA DE ESTUDOS LITÚRGICOS ‘SÃO GREGÓRIO MAGNO’”

PRESS RELEASE – CRIAÇÃO DA “ACADEMIA DE ESTUDOS LITÚRGICOS ‘SÃO GREGÓRIO MAGNO’”

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Criação da “Academia Internacional de Estudos Litúrgicos ‘São Gregório Magno’”

Para não esquecer o extraordinário legado do Papa Bento XVI e militar no campo da Santa Liturgia a Militia Sanctae Mariae – Cavaleiros de Santa Maria (Províncias de Brasil, Espanha e Portugal) decidiu fundar a Academia Internacional de Estudos Litúrgicos “São Gregório Magno”.

Ela tem os seguintes objetivos:

- Ajudar na santificação de seus membros;

- Primar pela fidelidade às normas litúrgicas, ecoando o Magistério da Igreja e os bons estudos sobre a Santa Liturgia;

- Divulgar a Santa Liturgia bem celebrada nos diversos meios e das diversas formas possíveis;

- Ajudar no estudo sobre a Santa Liturgia o mais possível, por meio de artigos, vídeos, palestras, encontros e livros;

- Desenvolver uma rede de pessoas, nos diversos meios (virtuais e reais), para o estudo, promoção e divulgação da Santa Liturgia;

- Desmistificar pontos considerados complexos e controversos na Liturgia;

- Estudar e difundir a obra do grande papa Bento XVI nas diversas áreas que este desenvolveu seus estudos, mas notadamente o foco será na Sagrada Liturgia.
Entrará em funcionamento de imediato, pela sua divulgação em todo o mundo. Temos como projetos a implementação das propostas do “Manifesto pelo Novo Movimento Litúrgico”, a criação de um imediato corpo de membros (sacerdotes e leigos) com o objetivo de trabalhar pela Santa Liturgia, a criação de um boletim de periodicidade fixa e o desenvolvimento de material de divulgação, estudo e pesquisa sobre a Santa Liturgia.

São Paulo, 19 de abril de 2013
Michel Pagiossi Silva
Freire d’Armas


Mitos Litúrgicos: "A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada"

Mitos Litúrgicos: "A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada"
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Não é.

O saudoso Papa João Paulo II escreveu (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 25, de 2003): "Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela « arte da oração », como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto S. Afonso Maria de Ligório, que escrevia: A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça."


E o Santo Padre Bento XVI acrescenta (Sacramentum Caritatis, n. 66-67): "De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. (...) Juntamente com a assembléia sinodal, recomendo, pois, vivamente aos pastores da Igreja e ao povo de Deus a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária. Para isso, será de grande proveito uma catequese específica na qual se explique aos fiéis a importância deste ato de culto que permite viver, mais profundamente e com maior fruto, a própria celebração litúrgica. Depois, na medida do possível e sobretudo nos centros mais populosos, será conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositadamente para a adoração perpétua. Além disso, recomendo que na formação catequética, particularmente nos itinerários de preparação para a Primeira Comunhão, se iniciem as crianças no sentido e na beleza de demorar-se na companhia de Jesus, cultivando o enlevo pela sua presença na Eucaristia."

Fonte: Veritatis

Veja também: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia" A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada


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