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22 de abril de 2013

Mitos Litúrgicos: "A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada"

Mitos Litúrgicos: "A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada"
Blog Evangelizando!


Não é.

O saudoso Papa João Paulo II escreveu (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 25, de 2003): "Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela « arte da oração », como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto S. Afonso Maria de Ligório, que escrevia: A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça."


E o Santo Padre Bento XVI acrescenta (Sacramentum Caritatis, n. 66-67): "De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. (...) Juntamente com a assembléia sinodal, recomendo, pois, vivamente aos pastores da Igreja e ao povo de Deus a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária. Para isso, será de grande proveito uma catequese específica na qual se explique aos fiéis a importância deste ato de culto que permite viver, mais profundamente e com maior fruto, a própria celebração litúrgica. Depois, na medida do possível e sobretudo nos centros mais populosos, será conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositadamente para a adoração perpétua. Além disso, recomendo que na formação catequética, particularmente nos itinerários de preparação para a Primeira Comunhão, se iniciem as crianças no sentido e na beleza de demorar-se na companhia de Jesus, cultivando o enlevo pela sua presença na Eucaristia."

Fonte: Veritatis

Veja também: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia" A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada


Padre Alberto Gambarini: Reflexão

Padre Alberto Gambarini: Reflexão
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Na vida as coisas às vezes andam devagar, mas é importante continuar acreditando e não parar no meio do caminho. Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso. Todos nós somos capazes de realizar não pequenos, mas grandes progressos quando estamos alicerçados em Deus.

Se não lhe é possível fazer um coisa grandiosa hoje, faça ao menos algo pequeno. A nossa fé é fortalecida no meio da tempestade dos problemas de nossa vida. A fé é um dom gratuito de Deus, dado a toda e qualquer pessoa e a única condição é exercitá-la.

O que parecia fora de alcance nesta manhã, vai parecer um pouco mais próximo amanhã se você não se deixar vencer por tentação ou provação alguma e se confiar a tua cruz ao Senhor.

Em Mateu 10,38 lemos: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”. A vida nem sempre é aquilo que gostaríamos que fosse, o correto, portanto, é tomar a nossa cruz, aceitar as dificuldades, confiando-a a Deus, conforme a recomendação biblica e jamais reclamar.

Veja, se você pára completamente é muito mais díficil começar tudo de novo, por isto continue caminhando, não desperdice a sua fé em coisas vãs, fique sempre ao lado do único que pode te ajudar a suportar o peso de tua cruz, Jesus!


Senhor,
dá-nos forças para a caminhada,
alivia a nossa carga, cura-nos e tem piedade de nós.
Envianos o teu Santo Espírito, para que ele nos ilumine,
nos aqueça e nos fortifique.
Amém!

Já leu o Evangelho hoje? www.encontrocomcristo.org.br


19 de abril de 2013

Padre Alberto Gambarini: A Dificuldade de manter a esperança no coração

Padre Alberto Gambarini: A Dificuldade de manter a esperança no coração
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Uma das coisas mais difíceis para qualquer pessoa é manter viva no coração a esperança. Por vezes, somos submetidos as mais diferentes provações e pouco a pouco vamos deixando com que as influências negativas do mundo, tirem a nossa confiança nas coisas do alto.

Manter viva a esperança não é fingir que os problemas não existem, mas saber que são passageiros. Esperar é crer que o sofrimento chegará ao fim e que todas as dificuldades podem ser superadas. A fé nos faz entender que apesar dos problemas existirem, podemos enfrenta-los e superá-los.

A esperança é um dos principais ingredientes para não se deixar vencer pelos problemas. É certo que existem momentos em que parecem que vamos perder toda a nossa confiança. No Salmo 36,5 lemos: “Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá”.

Uma das coisas para não perdermos a esperança é não deixarmos escapar as nossas oportunidades, mas aproveitá-las em tempo próprio. Não se deixe abater, o Deus de amor esta com você, levante a sua cabeça e permita que a esperança lhe devolva a coragem diante da vida.

Meu bom Deus,
muito obrigado pela tua graça,
não pagamos nada por ela,
é tudo dom gratuito de tua bondade.
Perdoa a nossa ingratidão e
faz-nos sempre carentes de tua ajuda.
Muda a nossa maneira de ser,
reforma o nosso procedimento,
faz-nos instrumentos de tua paz e
dá-nos o dom do equilíbrio.
Amém!

Leia o Evangelho do dia: www.encontrocomcristo.org.br

Hoje, 19 de Abril é dia de Santo Expedito! Viva Santo Expedito!


Padre Alberto Gambarini
Colaborador do Blog Evangelizando!
Apresentador do programa Encontro com Cristo em várias emissoras de tv e pároco do Santuário de N.Sra. Prazeres e Divina Misericórdia Itapecerica da Serra
Site: www.encontrocomcristo.org.br

18 de abril de 2013

Padre Flávio Sobreiro: Ser Cristo no mundo

Padre Flávio Sobreiro: Ser Cristo no mundo
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Nossa vida é marcada por presenças. Presenças visíveis e próximas como a de uma mãe que brinca com seu filho, como a partilha dos sentimentos com o melhor amigo. Presenças invisíveis como a de duas pessoas que se amam e se encontram apesar das longas distâncias. Há ainda presenças que nos proporcionam paz, segurança, serenidade, esperança… Porém, há também presenças tempestuosas que nos causam medo, insegurança, ameaça…

No plano da vivência humana profunda, o ser humano faz a experiência singular de uma presença misteriosa, mas real, que atinge o centro de seu ser. Uma presença que não cessa de chamar o homem à felicidade plena.

A presença de Deus em nosso meio assumiu a forma visível. Fez-se homem: imagem visível do Deus invisível. A Eucaristia é memória-presente de Cristo em nós.

Na Igreja Católica, a Eucaristia é um dos sete sacramentos. Para nós, cristãos católicos, a Eucaristia não é apenas um “símbolo”, mas sim, a presença “real” de Cristo no pão e no vinho consagrados.

Comungar o Corpo e Sangue de Cristo é comprometer-se com a construção de um mundo melhor. É nos tornarmos outro Cristo no mundo. É sermos sinal de esperança, de paz, de gratuidade, de amor, de fé, em um mundo tão carente destes valores preciosos e essências para a humanidade.

Eucaristia também é sinal de unidade. Unimos-nos a Cristo espiritualmente para sermos sinais de unidade na vida. Como estarmos unidos a Cristo e não sermos sinais de unidade com quem convive conosco? Como estarmos unidos a Cristo e sermos sinais de desunião na família, no trabalho, na comunidade cristã, em nosso grupo de oração? Como?

É necessário olharmos além do que se pode ver com os olhos humanos. A Eucaristia abre nosso olhar para enxergarmos a vida e nossos relacionamentos com os olhos da fé.

A Lumem Gentiun dirá que a comunhão do corpo e do sangue de Cristo faz com que nos transformemos naquilo que recebemos. Comungar o Cristo para ser outro Cristo no mundo. Ser sinal daquele que nos sustenta nas adversidades da vida. São Tomás de Aquino escreveu: “O efeito característico da Eucaristia é a transformação do homem em Deus”. Sermos divinos em nossa humanidade. Levarmos o Sagrado que em nós habita onde formos. Irradiar a Luz que habita em nosso coração. Sermos a sinal de esperança que nasce da nossa Esperança maior.

Eucaristia é partilha. Todas as vezes que comungamos o Cristo estamos nos comprometendo com um mundo mais cristão. A partilha começa na mesa. E em nosso caso, a partilha começa de um modo particular na Mesa da Eucaristia. Se Eucaristia é partilha somos chamados a fazermos o diferencial no mundo. O nome Cristão na sua essência é aquele que segue a Cristo. Uma vez que recebemos Cristo na Eucaristia, nos tornamos portadores de seus ensinamentos.  E a melhor maneira de demonstrarmos os frutos da Eucaristia em nossa vida é com o nosso testemunho de vida.

Uma vida doada, que busca a unidade na diversidade dos dons e carismas, que se aproxima dos excluídos e lhes devolve a dignidade de filhos de Deus são passos importantes para quem deseja semear horizontes de uma vida transformada por Cristo.

Ser Cristo no mundo hoje é deixar-se transformar por aquele que habita nosso ser em cada Eucaristia.

Padre Flávio Sobreiro
Colaborador do Blog Evangelizando.
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.

Mitos Litúrgicos: A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada

Mitos Litúrgicos: A Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada
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É para ser adorada, sim.

A Hóstia consagrada é a Presença Real e substancial de Nosso Senhor, e por isso a Santa Igreja dedica a ela toda a adoração. O Santo Padre Bento XVI responde (Exortação Sacramentum Caritatis, n.66, de 2006) :"...aconteceu às vezes não se perceber com suficiente clareza a relação intrínseca entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento; uma objeção então em voga, por exemplo, partia da ideia que o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido. Ora, tal contraposição, vista à luz da experiência de oração da Igreja, aparece realmente destituída de qualquer fundamento; já Santo Agostinho dissera: « Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit; (...) peccemus non adorando – ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (...) pecaríamos se não a adorássemos ». De facto, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos."

Dizer que a Eucaristia não é para ser adorada implica em negar a que a Hóstia Consagrada é o Corpo de Nosso Senhor, ou pensar que Deus não é digno de adoração...

Veja mais: Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"

Fonte: Veritatis

Padre Alberto Gambarini: Reflexão

Reflexão
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A vinda do grande Salvador e Mestre teve propósitos específicos. João no livro do Apocalipse, afirma que Jesus nos ama e foi exatamente por esse amor que nos libertou da escravidão do pecado por meio de sua morte.

No evangelho de João 3,16 lemos: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Fica evidente para nós, que a salvação obtida pelo sangue de Jesus foi motivada pelo amor Divino ao ser humano. Além do mais, a vinda de Jesus ao mundo não só libertou o povo da escravidão imposta pelo pecado, como também nos constituiu para servir a Deus como seu povo e representantes. Deus tem um amor incondicional por cada um de nós!

Podemos dizer que o principal propósito da salvação é que todos os cristãos estejam em comunhão com Deus e com a Igreja. Não nos basta apenas crer e aceitar a salvação oferecida é preciso agir visando o crescimento do reino de Deus, ou seja, permitindo que mais e mais pessoas sejam beneficiadas por esta salvação.

Meus queridos e minhas queridas, não podemos esquecer que somos apenas servos e que a glória e poder pertencem ao Senhor. O acesso a salvação e o privilégio de servir a Deus e à sua igreja devem ser motivos de gratidão constante, ao mesmo tempo que nos dá o propósito real de nossas vidas.

É preciso ter sempre o firme propósito de seguir a Cristo e apresentá-lo a mais e mais pessoas, contribuindo assim para um mundo mais fraterno e justo, cheio de amor e esperança.


Senhor Misericordioso,
muito obrigado pela tua doutrina maravilhosa.
Queremos te conhecer e te amar cada vez mais.
Precisamos de sua ajuda, de sua orientação,
pois sozinhos nada podemos,
fica conosco e nos dê entusiasmo pela vida.
Amém!

Complete esta leitura com o Evangelho do dia: www.encontrocomcristo.org.br

17 de abril de 2013

Audiência Geral: "Jamais estamos sós. Deus nos defende sempre!"

Audiência Geral: "Jamais estamos sós. Deus nos defende sempre!"
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Quarta-feira é dia de Audiência Geral. A Praça S. Pedro estava lotada de peregrinos em festa, cerca de 80 mil, para este encontro semanal com o Papa Francisco.

Depois de fazer o giro de papamóvel, saudando calorosamente os fiéis na Praça, o Pontífice deu sequência às suas catequeses dedicadas ao Credo, comentando a afirmação “Jesus subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai”.

A vida terrena de Jesus culmina na sua Ascensão, afirmou Francisco, explicando o significado deste fato. Ao entrar na glória de Deus, passando pela Cruz, Jesus nos ensina que a nossa vida cristã exige a fidelidade cotidiana à sua vontade, mesmo quando isso requer sacrifícios e mudanças em nossos planos.

“Não tenhamos medo de nos dirigir ao Senhor e pedir perdão, bênçãos e misericórdia. Ele nos perdoa sempre. Deus é o nosso advogado. Ele nos defende sempre! Não se esqueçam disso.”

Na narração que São Lucas faz do acontecimento, dois elementos chamam a atenção: enquanto era elevado, Jesus abençoava os discípulos que se prostraram diante dele; em seguida, estes voltaram para Jerusalém cheios de alegria.

No primeiro caso, o gesto de abençoar significa que Jesus é o único e eterno Sacerdote; que, sendo Deus e homem verdadeiro, conduziu a nossa humanidade para junto de Deus.

O segundo elemento, ou seja, a alegria dos discípulos, nos ensina que eles sabiam – e nós também o sabemos pela fé - que o Senhor, apesar de aparentemente ter-se separado, permanece sempre com os seus discípulos, não os abandona e na glória do Pai os sustenta, guia e intercede por eles.

Por isso, ao professar no Credo que Jesus “subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai”, estamos afirmando que Jesus continua no nosso meio, mas de um modo novo. Cristo, junto do Pai, transcende o espaço e o tempo, e por isso pode estar junto de cada um de nós.

“Queridos irmãos e irmãs, a Ascensão não indica a ausência de Jesus. Na nossa vida, jamais estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado nos guia; conosco, há tantos irmãos e irmãs que, no silêncio e na intimidade, em sua vida familiar e profissional, em seus problemas e dificuldades, em suas alegrias e esperanças, vivem cotidianamente a fé e levam ao mundo a primazia do amor de Deus.”

Após a catequese, com exceção do espanhol, Francisco saudou em italiano os grupos oriundos de várias partes do mundo.

Dirigindo-se aos peregrinos de língua portuguesa, saudou de modo especial os grupos vindos de Brasília, Uberlândia e São Paulo.


Fonte: News.va

16 de abril de 2013

Cardeal Odilo Pedro Scherer: Nós, católicos, e as mudanças religiosas no Brasil

Cardeal Odilo Pedro Scherer: Nós, católicos, e as mudanças religiosas no Brasil
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Durante a 51ª Assembleia da CNBB, de 10 a 19 de abril, em Aparecida, foi feita uma análise do quadro religioso do Brasil, com base nos dados do Censo de 2010.

Conforme já foi noticiado, houve uma nova diminuição do número dos que se professam católicos, que seriam ainda cerca de 64% da população brasileira; houve quedas igualmente de adeptos das Igrejas Protestantes tradicionais ou históricas, como a Luterana, a Presbiteriana, a Congregacional e outras Igrejas Evangélicas de missão; mas também houve queda acentuada dos aderentes à Igreja Universal do Reino de Deus e de outros grupos pentecostais livres. Novos grupos “livres”, de inspiração neo-pentecostal, surgiram e conquistaram adeptos.

Essa mudança religiosa não deixa de nos questionar. Há explicações culturais, sociais e religiosas na base dessa mobilidade religiosa que assistimos no Brasil nas últimas décadas. Mas, não basta compreender o fenômeno: como católicos, não podemos ficar indiferentes. E como Arcebispo da Igreja, expresso minha viva dor e preocupação por todo o católico que abandona a sua fé e me pergunto sobre os motivos que estão na base da sua escolha. Evidentemente, partimos do pressuposto de que a liberdade religiosa e de consciência das pessoas deve ser respeitada.

Mas, quando isso nos envolve, devemos dar respostas adequadas. Os motivos do abandono da fé católica, no entanto, devem ser examinados por nós, levando-nos às decisões que nos cabem tomar, com o coração movido pela caridade pastoral, por amor às pessoas, respeito e amor à verdade. Não podemos cair no indiferentismo religioso, em que uma coisa vale a outra e a verdade da Igreja fica relativizada pelo irenismo ou até pelo comodismo.

A causa do abandono da fé católica pode ser o conhecimento insuficiente ou apenas superficial da fé e da própria Igreja Católica. Muitas pessoas nunca foram verdadeiramente evangelizadas, nem tiveram a oportunidade de fazer uma experiência genuína e gratificante da fé em Deus na nossa Igreja. Não se ama o que não se conhece. E, não havendo raízes profundas nem identificação pessoal sólida com a fé e a Igreja Católica, o abandono acontece com facilidade.

O que devemos fazer nesses casos? Certamente, é preciso evangelizar mais e melhor, dando aos fiéis a oportunidade de conhecerem melhor a Deus e a Igreja, e de fazerem a experiência gratificante e profunda da fé. Devemos propor a verdade integral do Evangelho, sem poupar esforços para convidar as pessoas a fazerem um caminho de crescimento e amadurecimento na fé.

Acontece também que as pessoas abandonam a fé católica e a Igreja porque ficam decepcionadas com o nosso atendimento, nem sempre acolhedor. Isso nos deve levar, evidentemente, a rever nossos modos de tratar as pessoas. Ninguém espera ser tratado mal, ainda mais por quem representa a Igreja e fala em nome de Deus. E isso vale para nossos atos oficiais, como as celebrações, mas também para as relações pessoais dos católicos.

Entre as causas do abandono da fé e da Igreja Católica também está a discordância com a nossa doutrina moral ou mesmo com artigos da nossa fé. Nesse caso, por certo, não devemos renunciar à nossa fé, nem ocultar as exigências morais que decorrem do Evangelho. Mas, devemos cuidar de não transformar a fé em moralismo superficial, nem deixar de propor o encontro vital com Deus por meio de Jesus Cristo, antes de tratar das exigências morais do Evangelho. O resto será obra da graça de Deus, que conta com o diálogo paciente e respeitoso, o testemunho pessoal de vida cristã e o desejo sincero de ganhar irmãos para Cristo, para que tenham, por ele, a vida verdadeira.

Há também o fato da pregação contrária à Igreja Católica e sua doutrina, que leva muitos irmãos ao engano, ao abandono da fé e ao desprezo da Igreja. Nesse caso, cabe-nos defender as ovelhas do nosso rebanho e vigiar, mostrando-lhes a verdade e esclarecendo os aspectos em que sua fé e seu amor à Igreja são abalados.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 16.04.2013
Arcebispo de São Paulo

Mitos Litúrgicos: Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"

Mitos Litúrgicos: Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"
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O objetivo destes artigos é expor abaixo cada um desses mitos litúrgicos e os contrapor com a palavra oficial da Santa Igreja postados no Site Veritatis. Todas as citações utilizadas sobre disciplina litúrgica, de documentos da Santa Igreja, se aplicam à forma do Rito Romano aprovada pelo Papa Paulo VI (que é atualmente a forma ordinária), com exceção dos mitos 30 e 31, que falam expressamente sobre a Missa Tridentina, que é a forma tradicional e (atualmente) extraordinária do Rito Romano. Vamos aos mitos listados (32, ao todo) e suas contra-argumentações que serão publicados separadamente.

Mito 1: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia"

Não é.

Ensina-nos o Sagrado Magistério da Santa Igreja Católica Apostólica Romana que Nosso Senhor Jesus Cristo está presente verdadeiramente e substancialmente no Santíssimo Sacramento do Altar, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nas aparências do pão e do vinho, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (Cat.), nos números 1374-1377.

E por na Hóstia Consagrada Nosso Senhor está presente de maneira substancial, o Papa Paulo VI afirma (Encíclica Mysterium Fidei, n. 40-41, de 1965) a supremacia da Presença Eucarística de Nosso Senhor sobre as demais formas de presença:

"Estas várias maneiras de presença enchem o espírito de assombro e levam-nos a contemplar o Mistério da Igreja. Outra é, contudo, e verdadeiramente sublime, a presença de Cristo na sua Igreja pelo Sacramento da Eucaristia. Por causa dela, é este Sacramento, comparado com os outros, "mais suave para a devoção, mais belo para a inteligência, mais santo pelo que encerra"; contém, de fato, o próprio Cristo e é "como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os Sacramentos". Esta presença chama-se "real", não por exclusão como se as outras não fossem "reais", mas por antonomásia porque é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem."

Também o próprio Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium (n.7), afirma esta supremacia da Presença Eucarística: "Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente na sua igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro - «O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz» - quer e SOBRETUDO sob as espécies eucarísticas."

Afirmar que a presença de Nosso Senhor na Palavra é tão completa como na Hóstia consagrada significa uma dessas duas coisas: afirmar que Nosso Senhor se transubstancia na Palavra (aí fazemos o que, comemos a Bíblia e o Lecionário?), ou negar a Presença Substancial de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada, o que atenta conta o Mistério central da fé católica, pois a Eucaristia é "fonte e ápice da vida cristã" (Lumen Gentium, n.11)


15 de abril de 2013

Hoje, 16 de abril, nosso amado Papa Emérito Bento XVI completará 86 anos de vida.

Amanhã, 16 de abril, nosso amado Papa Emérito Bento XVI completará 86 anos de vida.
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Amanhã, 16 de abril, nosso amado Papa Emérito Bento XVI completará 86 anos de vida.

Nascido Joseph Aloisius Ratzinger em Marktl am Inn, na Alemanha, a 16 de abril de 1927.

Para o dia do Papa Emérito não está previsto nenhuma aparição pública ou alteração da rotina em Castel Gandolfo, onde reside o Pontífice.

Sabemos que ele celebrará seu aniversário natalício ao lado de seu irmão mais velho, Monsenhor Georg Ratzinger, de 89 anos, do Prefeito da casa pontifícia e seu fiel escudeiro o Arcebispo Gänswein e daqueles que comumente o servem, como as fiéis da comunidade "Memores Domini".

É dia de unirmos por este servo dos servos de Deus, que agora emérito, serve a Igreja de Jesus Cristo através de seu exemplo e de suas preces.

Papa Francisco nomeou um grupo de 8 cardeais que o auxiliarão no governo e na reforma da Cúria Romana.

Papa Francisco nomeou um grupo de 8 cardeais que o auxiliarão no governo e na reforma da Cúria Romana.

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O Santo Padre Francisco, acolhendo uma sugestão advinda no decorer das Congregações Gerais precedentes ao Conclave, constituiu um grupo de Cardeais para o aconselhar no governo da Igreja universal e para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica "Pastor Bonus" sobre a Cúria Romana.

O grupo é constituído por:

- Card. Giuseppe Bertello, Presidente do Governadorato do Estado da lCidade do Vaticano;

- Card. Francisco Javier Errázuriz Ossa, Arcebispo Emérito de Santiago (Chile);

- Card. Oswald Gracias, Arcebispo de Bombai (Índia);

- Card. Reinhard Marx, Arcebispo de Munique e Freising (Alemanha);

- Card. Laurent Monsengwo Pasinya, Arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo);

- Card. Sean Patrick O’Malley, O.F.M. Cap., Arcebispo de Boston (Estados Unidos da América);

- Card. George Pell, Arcebispo de Sidney (Austrália);

- Card. Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, S.D.B., Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), com a função de Coordenador;

- Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano (Itália), com a função de Secretário.

A primeira reunião coletiva do grupo está marcada para os dias 1 a 3 de outubro de 2013; Sua Santidade, todavia, está desde já em contato com os Cardeais mencionados.

Vaticano: Papa reafirma que Igreja vive «tempo dos mártires»

Vaticano: Papa reafirma que Igreja vive «tempo dos mártires»
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Cidade do Vaticano, 15 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco lembrou hoje os “mártires” da Igreja Católica que são vítimas do “ódio” e das “calúnias”, perseguidos e mesmo mortos por causa da sua fé.

“O tempo dos mártires não acabou: também hoje podemos afirmar, em verdade, que a Igreja tem mais mártires do que nos primeiros séculos”, disse, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, perante profissionais das telecomunicações do Estado da Cidade do Vaticano.

“A Igreja tem tantos homens e mulheres que são caluniados, que são mortos por ódio a Jesus, por ódio à fé”, prosseguiu, numa intervenção divulgada pela Rádio Vaticano.

O Papa recordou quem é caluniado e perseguido “neste tempo dos mártires”, retomando uma ideia que tem repetido nas primeiras intervenções do pontificado.

Este domingo, por exemplo, Francisco pediu orações pelos cristãos que são perseguidos em todo o mundo”.

Na homilia de hoje, o Papa argentino alertou para os efeitos da calúnia, realçando que esta “destrói a obra de Deus nas pessoas” e vem de “Satanás”.

Francisco recordou Santo Estêvão, o primeiro mártir da Igreja, vítima de “falsos testemunhos”, da “mentira”.

“Todos somos pecadores, todos. Temos pecados, mas a calúnia é outra coisa, é um pecado, claro, mas é outra coisa. A calúnia quer destruir a obra de Deus, nasce de algo muito feio, nasce do ódio e quem faz o ódio é Satanás”, acrescentou.

A homilia destacou a “turbulência espiritual” da sociedade atual e deixou uma oração pela proteção da Virgem Maria nestes tempos.

As primeiras canonizações do atual pontificado, marcadas para o dia 12 de maio, incluem o italiano Antonio Primaldo e cerca de 800 companheiros leigos, assassinados “por ódio à fé” a 13 de agosto de 1480, na cidade de Otranto, durante uma invasão levada a cabo por tropas turcas.

O Papa aprovou ainda, a 28 de março, a publicação dos decretos que reconhecem o martírio de 62 católicos, assassinados no século XX por causa da sua fé.

OC

Fonte: Agência Ecclesia

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