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30 de novembro de 2012

CORRENTES DE ORAÇÕES, CERTO OU ERRADO?


"?"... Um ponto de interrogação quando vemos falar em certas "correntes de oração" que o povo espalha por aí.
Não se sabe como e quando que as famosas "correntes de oração" surgiram, o fato é que, o cristão católico deve saber e ser alertado sobre estas tais correntes.

Hoje em dia há correntes pra tudo, uma delas por exemplo, é a famosa corrente de pensamentos positivos. Geralmente quem usa ou passa pra frente essas coisas é gente ligada às superstições, ligadas a rituais orientais, etc. Que nada tem a ver com a religião católica mas faz um sincretismo religioso, misturando elementos pagãos às devoções cristãs.

Vou citar um exemplo:

Certa vez, recebi em minha casa a corrente da prosperidade. 
Uma amiga me deu um saquinho vermelho, que continha uma oração de São José e uma moeda de dez centavos. No final da oração dizia que eu deveria repassar a mesma oração com as moedas para outras pessoas se quisesse ter prosperidade. Se não fizesse, se ficasse com o saquinho com a oração e a moeda sem repassá-la alguma coisa de ruim ia acontecer, pois contava a carta, uma pessoa havia recebido e não repassou a mesma e perdeu um ente querido.
E assim são as outras, de várias formas mas com as mesmas ameaças.

Isto é oração? claro que não.
Se espelharmos na Bíblia e na doutrina da Igreja, nunca vamos encontrar nada a respeito sobre tais orações. 
Este tipo de "oração" é prejudicial às pessoas porque põe medo nelas e não tem sentido algum a não ser dentro do paganismo.
Oração que intimida as pessoas, põe medo, etc. não parte de Deus e sim do paganismo.
Jesus nos ensina claro que:

  1. A oração deve brotar do coração.
  2. Devemos pedir somente o necessário.
  3. Devemos agradecer pelo que já recebemos e vamos receber.
  4. Devemos "bater à porta", pedir com fé e insistência, mas nunca forçar a Deus aquilo que não for da sua vontade.
  5. A oração deve ser íntima, entre você e Deus.
  6. Devemos orar pelos amigos e inimigos, pelas nossas necessidades e pelas necessidades da Igreja.
  7. Devemos nos consagrar a Deus como seus filhos.
  8. Devemos fazer a sua vontade.
  9. Devemos nos afastar das tentações, assim nos afastamos das coisas do mal.
  10. Devemos aceitar a vontade de Deus em primeiro lugar e não nossa. Deus mais do que ninguém é nosso pai e sabe o que é bom para nós.
  11. A oração sempre deve ser feita com amor e respeito, amor e gratidão a Deus.
  12. A oração deve ser precedida pela caridade. Oração sem obras não dá frutos. 
  13. A oração deve ser precedida pelo perdão. De nada vale para Deus um coração rancoroso e fechado. Egoísta e sujo de perversidade. 

Mas pode surgir uma pergunta: Então é proibido fazer as novenas, trezenas, tríduos etc?
Não! as novenas, trezenas, etc. São formas de oração muito antigas, seja diretamente a Deus, aos anjos e santos podem e devem ser rezadas, pois são aprovadas pela Igreja. 
Nada tem a ver com as famosas "correntes". A Igreja não aceita e não aprova tais "correntes de oração" porque elas mesmas nada tem a ver com a catequese que recebemos. Pelo contrário, elas atentam contra Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo, porque põe medo nas pessoas e trazem rastros do paganismo.
Ora se conhecemos os ensinamentos de Jesus e da sua Igreja, porque é que vamos dar importância a essas coisas?

Além do que, quem as pratica comete pecado grave. Portanto, se você receber essas tais "correntes de oração", não tenha medo, não leia, rasgue jogue no lixo ou ponha fogo. É melhor que não leia, do que contaminar a mente com essas coisas. Se receber por e-mail, exclua como spam. Pois essas coisas não vem de Deus. As vezes as pessoas que fazem isto são influenciadas por outras. Se você receber pessoalmente, não tenha medo de não aceitar, mas educadamente diga à pessoa que te entregou que isto é errado e explique que você aprendeu. Diga eu não aceito isto porque eu sou cristã e como tal devo seguir aquilo que a minha fé na Igreja determinou. E aproveite para evangelizar esta pessoa, pois talvez lhe falte catequese.

Não se intimide com essas tais correntes, que "do bem" não tem nada.  

Vamos meditar na Palavra de Deus o que Jesus nos diz sobre a Oração?

Mt6, 5-15.
Mt7, 7-21.
Mt7, 24-27.

Lc6, 36-37.
Lc6, 46.
Lc12, 22-31.

Quanto à Oração comunitária, esta sim, faz parte da Igreja, a oração comunitária é o culto prestado à Deus pela Comunidade Cristã. 
A igreja que somos nós se une em oração. Num só louvor e num só Culto. Mas  veja bem, isto nada tem a ver com as tais correntes.
Jesus mesmo disse que estaria presente onde dois ou mais estivessem reunidos em seu nome. Cf. Mt18, 19-20 e em seguida Jesus nos pede que não basta apenas pedir, querer a sua presença, mas devemos buscar muito perdoar do que sermos perdoados. Cf. Mt18, 21-22. 


Mas e quanto às Orações formuladas ou pré-escritas?, aquelas que recebemos ou que se distribuem nas costas dos santinhos e escritas nos manuais devocionais?!
As Orações formuladas, seja para Jesus, Nossa Senhora ou aos Santos devem obedecer a critérios da Igreja Católica. Elas são válidas assim como as espontâneas que fazemos. Porém deve passar pela aprovação da Igreja através do bispo antes de ser imprimida. Quando recebemos uma Oração ou compramos um livro de devoções é importante observar abaixo ou acima da nota de apresentação se existe uma cunha com o seguinte: pode-se imprimir, se existe, lá está o nome do bispo que autorizou a impressão.   


Por que? porque a Igreja se preocupa justamente com estes tipos de "Orações" que não conduz a nada, ao invés de construir atenta e destrói a fé das pessoas. Nunca a gente vê uma autorização eclesiástica para as chamadas "correntes de oração", porque tais não são reconhecidas pela Igreja como algo construtivo para a fé das pessoas. Ao contrário, elas podem fazer muito mal para quem for despreparado para entender o que elas dizem.


Quando você adquirir uma Oração ou comprar um livro de orações, sempre tenha o costume de certificar se há autorização eclesiástica do material escrito e impresso. Se não tiver, não compre, nem leia.
Nem mesmo a Bíblia, ela também necessita de aprovação eclesiástica, pois pode conter traduções errôneas dos textos sagrados levando o católico à apostasia e à heresia.
Por isso a Bíblia deve ser Católica e com aprovação da CNBB"Conferência Nacional dos Bispos do Brasil". Somente os bispos sucessores dos Apóstolos têm autorização para zelar pelo depósito da fé, isto é, a tradução, estudo e divulgação das Sagradas Escrituras, e ninguém mais por mais intencionado que seja. Ou em outros países verifique se existe autorização do Conselho Episcopal, (Conselho dos Bispos Católicos); Cada país possui um conselho de Bispos. No Brasil é a CNBB.


Isto é muito importante que se saiba, pois estão falsificando até a Bíblia, por aí, no sentido de que "alguns" separados da Igreja, fundam as seitas e se acham no direito de traduzir os textos bíblicos a seu bel prazer, simplesmente para trazer para si coisas de interesse particular e ou manipular e atrair seguidores para essas tais seitas.


Outros imprimem livros e folhetos de oração sem aprovação eclesiástica, no intuito de lucrar com a fé das pessoas, mas na verdade, e não para elevar a fé das pessoas. É o caso das pessoas que vendem orações, santos, terços etc. de porta em porta. Tome cuidado! 


Existem boas livrarias católicas e boas editoras aprovadas e especializadas para vender material católico. Procure se informar.


Nunca aceite fazer "correntes de oração" pois elas fazem muito mal. Além de desvirtuar as pessoas não contribuem em nada para a acréscimo da fé.

Fonte: 
http://elmandotoledo.blogspot.com.br/2011/06/correntes-de-oracoes-certo-ou-errado.html

30 de novembro:: Dia de Santo André


Santo André, Apóstolo de Jesus Cristo. Nascido em Betsaida da Galiléia, também conhecido como o Afável foi escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro mais importantes, junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso sobre a consumação dos tempos de Jesus, na primeira multiplicação dos pães e dos peixes e quando, juntamente com Filipe, apresentou ao mestre alguns gentios.
Também pescador em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e, portanto, o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre.
Filho de Jonas tornou-se discípulo do João Batista, cujo testemunho o levou juntamente com João Evangelista a seguirem Jesus e convencer seu irmão mais velho, Simão Pedro a segui-los. Desde aquele momento os dois irmãos tornaram-se discípulos do Senhor e deixaram tudo para segui-lo. No começo da vida pública de Jesus ocuparam a mesma casa em Cafarnaum.
Segundo as Escrituras esteve sempre próximo ao mestre durante sua vida pública. Estava presente na Última Ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu graças e dons no primeiro Pentecostes e ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a Fé na Palestina, passando provavelmente por Cítia, Épiro, Acaia e Hélade.
Para Nicéforo ele pregou na Capadócia, Galácia e Bitínia, e esteve em Bizâncio, onde determinou a fundação da Igreja local e apontou São Eustáquio como primeiro bispo. Finalmente esteve na Trácia, Macedônia, Tessália e Acaia. Foi na Grécia, segundo a tradição, durante o reinado de Trajano, que foi crucificado em Patros da Acaia, cidade na qual havia sido eleito bispo, por ordem do procônsul romano Egéias.
Atado, não pregado, a uma cruz em forma de X, que ficou conhecida como a cruz de Santo André, embora que a evidência generalizada deste tipo de martírio não seja anterior ao século catorze.
Suas relíquias foram transferidas de Patros para Constantinopla (356) e depositadas na igreja dos Apóstolos (357), tornando-se padroeiro desta cidade. Quando Constantinopla foi invadida pelos franceses no início do século treze, o Cardeal Pedro de Cápua trouxe as relíquias à Itália e as colocou na catedral de Amalfi.
Anos mais tarde, decidiram levar seus restos mortais para a Escócia, onde fora escolhido padroeiro, mas o navio que os transportava naufragou em uma baía que, por esta ocorrência, passou a ser denominada de Baía de Santo André. É honrado como padroeiro da Rússia e Escócia e no calendário católico é comemorado no dia 30 de novembro, data de seu martírio.
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

Evangelho: O primeiro discípulo do Senhor


Do Evangelho Quotidiano
Caminhando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes: Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens. E eles deixaram as redes imediatamente e seguiram-no. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, os quais, com seu pai, Zebedeu, consertavam as redes, dentro do barco. Chamou-os, e eles, deixando no mesmo instante o barco e o pai, seguiram-no. (Mt 4,18-22)
Comentário feito por Basílio de Selêucia (?-c. 468), bispo – Sermão em louvor de Santo André, 2-3; PG 28, 1103; atrib. a Santo Atanásio
André foi o primeiro dos apóstolos a reconhecer o Senhor como seu mestre [...]; deixou o ensinamento de João Batista para frequentar a escola de Cristo. [...] À luz da lâmpada (Jo 5,35), procurava a luz verdadeira; sob o seu brilho incerto, acostumou-se ao esplendor de Cristo. [...] De mestre que era, João Batista tornou-se servo e arauto de Cristo, presente diante dele: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Aqui está Aquele que livra da morte; aqui está Aquele que destrói o pecado. Eu não fui enviado como esposo, mas como aquele que o acompanha (Jo 3,29). Eu vim como servo e não como senhor.
Tocado por estas palavras, André deixa o seu antigo mestre e precipita-se para Quem ele anunciava. [...] Precipita-se para o Senhor, o seu desejo é evidente no seu empenho [...], e traz consigo o evangelista João; os dois deixam a lâmpada para avançarem em direção ao Sol. André é a primeira planta do jardim dos apóstolos, é ele que abre a porta ao ensinamento de Cristo, é ele o primeiro a colher os frutos do campo cultivado pelos profetas. [...] Ele foi o primeiro a reconhecer Aquele de quem Moisés disse: O Senhor teu Deus suscitará em teu favor um profeta saído das tuas fileiras, um dos teus irmãos, como eu: é a ele que escutarás (Dt 18,15). [...] André reconheceu Aquele que os profetas anunciaram, e levou até Ele seu irmão Pedro. Mostrou a Pedro o tesouro que este ainda não conhecia: Encontramos o Messias (Jo 1,41), Aquele que desejávamos. Esperávamos a Sua vinda: vem agora desfrutar da Sua presença. [...] André levou seu irmão a Cristo [...]; foi o seu primeiro milagre.
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

29 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a s sua terra." (2Cr. 7.14)

A Importância da oração já começa aqui, se queremos ser perdoados e sarados de todos os nossos pecados também temos que "ORAR", "Orai sem cessar" (1 Tes 5.17), Devemos pela oração se converter ao Senhor Jesus Cristo, se quisermos permanecer firmes na fé, precisamos orar mais, Quem deixar de orar, brevemente cairá em pecado, se já não estiver nele, pois um pecador não consegue orar. Se quisermos ser cheios com o Espirito Santo, devemos manter contato com ele através da oração. Se quisermos experimentar uma restauração completa em nossas vidas, precisamos orar mais.

A Oração ligava Jesus diretamente com o Pai e com o sobrenatural. Ele mesmo disse a seus discípulos: "vigiai e orai, para que não entres em tentação. O espirito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca."(Mt 26.41). Mais uma vez podemos ver neste trecho Bíblico  o quanto é importante a Oração ela nos afasta das tentações, ela nos da uma proteção, um escudo, para que não possamos cair em tentação por quer assim como Jesus, nós também estaremos ligados com o Pai e o sobrenatural. Portanto a oração livra o cristão da tentação. Antes de ser preso, Jesus passou um bom tempo em oração no Getsêmani, onde até suou sangue, tamanha a agonia que passou. A oração o ajudou a enfrentar o pior momento de sua vida.

Blog Evangelizando.

28 de novembro de 2012

Vem ai o terceiro livro da série Dominus Vobiscum falando sobre a Santíssima Virgem Maria


Caríssimos, graça e paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Um dos meus objetivos neste ano de 2012 era de colocar em três livros, algumas das catequeses feitas aqui no blog ao longo destes cinco anos. Graças a Deus conseguimos publicar pela Editora Clube de Autores os dois volumes da série DOMINUS VOBISCUM. O primeiro tratou da essência da fé católica e da existência de Deus e o segundo sobre as Sagradas Escrituras. São livros catequéticos com uma linguagem de fácil entendimento. Graças a Deus muitas pessoas já tiveram acesso aos livros e gostaram, inclusive recomendando aos amigos.
Passado o período de provas estarei finalizando o terceiro livro da série, chamado Maria sempre Virgem e Santa, que fala sobre a santidade e virgindade perpétua de Nossa Senhora. Este projeto é um sonho pessoal, pois sempre quis fazer algo para homenagear Maria e até agora não tinha conseguido passar para o papel este sonho.
Por isto desde já estou convidando os amigos e leitores para adquirirem este livro que está sendo concluído.Será um livro para aqueles que como eu são apaixonados pela Santíssima Virgem e para aqueles que não conhecem as explicações que a Igreja Católica Apostólica Romana dá para que possamos com segurança proclamar Maria como Mãe de Deus e modelo de castidade.
Que a Santíssima Virgem Maria interceda por cada um de nós!

Vida de Santo Agostinho de Hipona :: Considerações acerca das obras literárias

Iremos a partir de hoje, iniciarmos um novo ciclo acerca de São Agostinho de Hipona. Vimos, nos capítulos anteriores, de modo cronológico e pincelado, a vida, seu processo de conversão, seu trabalho pastoral e sua morte.
Hoje iniciaremos um novo e maravilhoso processo de descoberta do legado literário deste Santo. Em meu momento de pesquisa (e este ainda está longe de acabar) estou encontrando materiais de suma riqueza filosófica e teológica.
O material da nossa primeira experiência com escritos de São Agostinho de Hipona serão sobre os primeiros escritos, segundo uma divisão da produção agostiniana; Os quatro escritos (Contra Acadêmicos, A Ordem, A Grandeza da alma e O Mestre). Estes foram compostos ou iniciados entre a conclusão do ensino de retórica na cidade de Milão em 386 e a ordenação presbiteral em 391. A redação dessas obras abrangeu, portanto, um arco temporal de pouco mais de quatro anos.
Podemos definir que São Agostinho viveu um “período filosófico”, abordando os mais variados temas: a verdade, a felicidade, a ordem, a imortalidade e a grandeza da alma, a existência de Deus, a liberdade do homem, o problema do mal, entre outros.
Nosso objeto de estudo será o diálogo intitulado “Contra os Acadêmicos” ou “Sobre os Acadêmicos”. O Diálogo transcorreu na casa de campo de Verecundo, em Cassicíaco, uma localidade não muito distante de Milão. Agostinho e seus amigos (Alípio, Licêncio e Trigécio) se ocuparam na organização e direção dos trabalhos agrícolas e nos afazeres domésticos. Seis meses depois, de setembro de 386 a março de 287, duraram as conversações: três dias consecutivos mais outros três dias consecutivos, separados dos primeiros três dias por uma pausa de sete dias. No retiro de Cassicíaco, eles dedicavam-se ora aos estudos filosóficos, ora às meditações das Sagradas Escrituras.
(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Veritatis / Suma Teológica / Ordem de Santo Agostinho / Patrística vol.24)
Até o próximo post e nele deleitar-nos-emos sob o livro “Contra os Acadêmicos”! E divulguem/compartilhem este estudo com seus amigos para que juntos possamos aprender com os doutores da nossa Igreja que é Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana!
Veja Também:: Prólogo | Capítulo 1 | Capítulo 2 | Capítulo 3

27 de novembro de 2012

A CASTIDADE NOS ENSINA A AMAR


O namoro atravessa, no decorrer dos anos, um caminho obscurecido pelo surgimento e fortalecimento de novos costumes. Atualmente, aceita-se um relacionamento mais liberal, no qual o casal pode se aprofundar na intimidade física e experimentá-la ainda antes do casamento. No entanto, temos outra opção: a castidade. Essa é a luz que o Senhor nos deu para controlar nossa inclinação aos prazeres carnais. Tal virtude moral é capaz de proporcionar um relacionamento saudável, íntegro e, portanto, dentro daquilo que Deus deseja para nós. Logo, há diversas razões para cultivar a castidade.
A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo, em compartilhar alegrias e tristezas, pontos de vista e experiências. Assim, são criados laços de amizade e, por consequência, o diálogo.
Não conhecer o outro profundamente pode levar ao desencantamento, ao desinteresse e até à procura de pessoas que possam trazer maior satisfação. Além disso, a busca pelo ato sexual, ou simplesmente por carícias, pode ofuscar gradativamente outras formas de comunicação entre os namorados, inviabilizando o desenvolvimento da relação.
Um aspecto afirmado por alguns jovens é o de que as relações sexuais podem prolongar um relacionamento que se tornou indesejável ao longo do tempo. A castidade facilita o rompimento de um vínculo afetivo, pois não houve demasiada intimidade física.
O fato de ser casto evita confusões, sentimentos de culpa e estresse, além do arrependimento por ter feito algo que não deveria.
Muitos são e/ou serão zombados por causa dessa escolha difícil. Poderão ser caracterizados como frouxos, frágeis; no entanto, como Felipe Aquino escreveu em seu livro ‘Namoro’, “a grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo”.
Mahatma Ghandi, um célebre indiano, dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa. Ela é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.
“A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo” Thiago Thomaz
Um ponto crucial do namoro é aprender a amar. Mas como uma pessoa pode amar se não tem posse de si mesma? Por isso, o domínio de si é fundamental para alguém ser capaz de doar-se aos outros. A castidade, portanto, não é uma privação, é uma doação,  uma expressão nobre do amor. Para praticá-la, “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Logicamente, é necessário evitar também situações oportunas, além de frequentar a comunhão e a confissão.
A Igreja Católica deixa clara a sua posição sobre o sexo antes do casamento: esse ato é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Portanto, somos convidados a viver a castidade. Somos livres, porque podemos fazer a melhor escolha.
Reflita e opte por aquilo que você deseja para sua vida!
Fonte: http://destrave.cancaonova.com/castidade-nos-ensina-amar/

26 de novembro de 2012

Agradecimentos!

Blog Evangelizando

Queremos agradecer a você que votou no nosso blog para o TOPBLOG 2012. Nós estávamos concorrendo na categoria religião, mas infelizmente não nos classificamos para a grande final. Mas queremos agradecer a você que nos ajudou neste concurso votando no nosso blog. Deixamos aqui o nosso muito obrigado a todos que visitam este blog e apoiam este apostolado


Sabemos que muitas pessoas visitam este espaço quase que diariamente, e tem este espaço virtual como fonte de formação e informação a respeito da fé católica. Por isso reafirmamos para você nosso empenho em continuar trabalhando para fazer com que todos os católicos que nos visitam, possam continuar descobrindo, ou redescobrindo, as riquezas da fé católica, como textos antigos, orações, catequeses e ensinamentos sobre a nossa formação católica.
Deus abençoe você ricamente! Blog Evangelizando

O TEMPO DO ADVENTO - I


A partir de hoje, estaremos publicando pequenos textos que falam um pouco doTempo do Advento, tempo de espera ansiosa pela vinda de Jesus Salvador.
São ao todo seis textos, acompanhe!

Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Nesta ano o primeiro domingo do advento é no dia 27.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 10 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

25 de novembro de 2012

“Eu sou a videira, vós os ramos” – JMJ 1990


Olá pessoal! Graça e Paz!
A história das Jornadas Mundiais da Juventude é belíssima e nos traz tesouros espirituais maravilhosos. O Beato Papa João Paulo II caprichava em suas mensagens, mostrando seu afeto e exortando os jovens a assumirem um papel efetivo na Igreja.
Retomo hoje a JMJ 1990, que foi celebrada a nível diocesano, em 8 de abril de 1990; seu lema foi ”Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5). Vamos meditar um pouco?
MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II PARA O V DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE  - 1990 
“Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5)
A Igreja de Cristo é uma realidade atrativa e maravilhosa. É antiga, porque tem quase dois mil anos, mas ao mesmo tempo tempo, graças ao Espírito Santo que a anima, é eternamente jovem. A Igreja é jovem porque sua mensagem de salvação é sempre atual. É por isto que há um diálogo muito importante entre a Igreja e os jovens: «A Igreja tem tantas coisas a dizer aos jovens, os jovens têm tantas coisa para dizer à Igreja. Este diálogo, – que se concretiza com grande cordialidade, clareza e coragem – (…) será fonte de riqueza e de juventude (…)», escrevi na Exortação. Apostólica Christifideles laici (n.46).
Desejo que a V Jornada contribua para acrescentar este diálogo a todos os níveis da vida eclesial e de cada um de vocês.
A Igreja, que se sente chamada pelo Senhor a intensificar o esforço evangelizador,necessita especialmente de vocês, do seu dinamismo, de sua autenticidade, de seu apaixonado desejo de crescer, do frescor de sua fé.Ponham a serviço da Igreja seus jovens talentos sem reservas, com a generosidade própria da sua idade. Ocupem seus postos na Igreja, não sejam somente destinatários da pastoral, mas participantes ativos em sua missão (cf.Christifideles laici, 46). A Igreja é de vocês, além disso, vocês mesmos são a Igreja!
Como podem ver, a Jornada Mundial não é só uma festa, também é um compromisso espiritual sério. Para produzir frutos é necessário um caminho de preparação sob a direção de seus Pastores nas dioceses, paróquias, associações, movimentos e nas comunidades juvenis eclesiais. Tratem de aprender mais sobre a Igreja, sua natureza, sua história, desde o início, a dois mil anos, e seu presente. Tratem de descobrir o seu lugar na Igreja e sua missão como jovens!
8 de abril de 1990 – Roma
Celebração Diocesana
Domingo de Ramos
Retirado do site do Vaticano, tradução e adaptação de Taís Salum
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

24 de novembro de 2012

Artigo - Riquezas do Concílio Vaticano II


Ao celebrar os 50 anos da sessão inaugural do 21º Concílio Ecumênico Vaticano II, a Igreja recorda a importância do evento eclesial que transcorreu na presença de 2.448 padres conciliares de todos os continentes com direito a voz e voto.

De acordo com o Prof. Dr. Fernando Altemeyer Júnior, mestre em Teologia pela Universidade de Lovaina, na Bélgica e doutor em Ciências Sociais pela PUC – SP, apenas o Brasil enviou de 11 de outubro de 1962 até 08 de dezembro de 1965, um total de 243 bispos e prelados para participar das quatro sessões conciliares, acrescidos do trabalho de nove peritos entre teólogos, biblistas, liturgistas, comunicadores e canonistas.

Com 16 documentos publicados, o Concílio Vaticano II abriu caminho para a Igreja cumprir melhor sua missão nos tempos de hoje. Assim definiu o bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini.

“Uma das tarefas da celebração do jubileu é tomarmos consciência do quanto o concílio foi benéfico para a vida da Igreja, e de quanto ele abriu caminho para a Igreja cumprir melhor sua missão nos tempos de hoje”, afirmou Dom Demétrio.

Para o bispo de Jales, os frutos mais evidentes do Concílio são percebidas na liturgia, para que fossem implementadas progressivamente, superando resistências e possibilitando uma maior participação de todos, como membros da assembleia litúrgica.

O teólogo e filósofo, padre João Batista Libânio, afirma que a riqueza do Concílio necessita de tempo para ser assimilada.

Nesse sentido, o sacerdote jesuíta considera três documentos fundamentais e dos quais brotam as maiores intuições: Dei Verbum, Lumen gentium e Gaudium et spes.

“A Dei Verbum estabelece o Primado absoluto da Palavra de Deus. Dado de enorme ressonância ecumênica. Superou-se a falsa ideia de que para a Igreja católica a doutrina e os ensinamentos do magistério ocupavam o lugar central. O Concílio afirma a submissão do Magistério à Palavra de Deus”, destacou padre João Batista Libânio.

Padre João Batista Libânio destaca que ‘A Lumen gentium’ relança de maneira brilhante e inovadora a concepção de Igreja: Povo de Deus.

“Rompe com o forte acento hierárquico e clerical da era piana. Antes da distinção entre fiel e hierarquia, está o Povo de Deus no qual todos se igualam pelo batismo. Salienta que a hierarquia existe como serviço ao Povo de Deus”, acrescentou.

O teólogo explica que na maneira de pensar o serviço hierárquico, o Concílio valoriza a colegialidade em tensão com a concentração no Primado romano e amplia a compreensão de santidade, antes pensada quase como privilégio da vida consagrada.

Para Padre João Batista Libânio, ‘A Gaudium et Spes’ significa a maior novidade na história dos Concílios, tratando diretamente da relação da Igreja com o mundo moderno.

“Afasta-se da concepção negativa de mundo que alimentou a espiritualidade da fuga mundi – fuga do mundo. Valoriza as realidades terrestres. O fiel cristão se vê provocado a assumir a vocação laical no mundo e nele anunciar o Reino de Deus que já se faz presente agora e se consumará além da história”, acrescentou.

Frutos do Concílio

O Concílio Ecumênico Vaticano II foi um marco para toda a Igreja, momento em que se possibilitou um melhor diálogo entre todas as Igrejas e também uma maior consciência da vida missionário, com uma Igreja em estado permanente de missão.

Apesar de muitas resistências, o Concílio Vaticano II deixou algumas marcas na Igreja:

Maior contato com a Sagrada Escritura, na teologia, na liturgia, na piedade, na vida geral dos fiéis;

Liturgia mais próxima da vida, pelo uso do vernáculo, pela simplificação, pelo maior conhecimento por parte dos fiéis e do clero;

Maior proximidade entre clero e leigos;

Maior participação dos leigos nos compromissos pastorais e de direção;

Maior abertura para problemas, anseios, responsabilidades e direitos da sociedade civil em seus diversos setores;

Nos dias de hoje a leitura da bíblia pertence à vida do fiel, aproximamo-nos do melhor do protestantismo.

“Ao descer até o povo, o estudo e a meditação da Escritura foram alimentados nos círculos bíblicos. Com o Concílio, a participação do leigo cresceu na vida interna eclesial. Aí estão reflexos positivos do espírito colegial que se inicia entre o Papa e os irmãos no episcopado, depois do clero com o bispo para encontrar na presença maior do leigo momento de enorme riqueza”, afirmou Padre João Batista Libânio.

Espírito ecumênico

Depois de longos séculos de dificuldade com as Igrejas evangélicas e outras religiões, nasce espírito ecumênico e de diálogo inter-religioso nas pegadas conciliares.

“Finalmente, a Igreja, como Povo de Deus, sente a vocação de fermentar o mundo com sua presença em verdadeira missão evangelizador’, finaliza Libânio.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/riquezas-do-concilio-vaticano-ii/

23 de novembro de 2012

Ano da Fé: Momento de escuta da Palavra de Deus


Compreender mais profundamente o fundamento da fé cristã. Este é o chamado do Papa Bento XVI para o Ano da Fé, que começa no dia 11 de outubro e termina em 24 de novembro de 2013.

A Congregação para a Doutrina da Fé lançou uma nota com indicações pastorais para se viver bem o Ano da Fé.

Na publicação, a Congregação para a Doutrina da Fé destaca que este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”.

O Ano da Fé é aberto no próximo dia 11 de outubro em uma Solene Celebração Eucarística presidida pelo Papa Bento XVI, no Vaticano.

De acordo com o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, a proposta é fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus.

“O Ano da Fé é dirigido a toda a Igreja, a todos os cristãos, a todos os batizados para que seja realmente um tempo de graça”, afirmou Dom Damasceno.

O Cardeal ressaltou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Uma maneira de difundir os Documentos, frutos do Concílio Vaticano II, é promover cursos para que os fiéis possam conhecer melhor esses documentos. O Concílio Vaticano II interpretado autenticamente, em sintonia com o magistério da Igreja é uma luz, uma bússola que orienta a vida pastoral da Igreja e a sua caminhada nos dias de hoje”, acrescentou.
Dom Damasceno afirmou que cabe a cada cristão, nestes quatro anos de celebração do Concílio Vaticano II, deve aprofundar e conhecer os frutos do Concílio.

Para o Cardeal, uma das maneiras de reforçar, reavivar e aprofundar a fé católica é se aproximar da Palavra de Deus.

O Padre João Batista Libânio, sacerdote jesuíta, teólogo, filósofo e autor de uma vasta obra teológica também reforça o convite aos fiéis para se aproximarem cada vez mais da leitura da bíblia, principalmente durante o Ano da Fé.

“A Palavra de Deus é a alma da teologia. Portanto, toda catequese e estudo da fé partem da Escritura, deixam-se iluminar por ela e levam a aprofundá-la”, afirmou.

“A renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, finalizou Dom Raymundo Damasceno Assis.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/ano-da-fe-momento-de-escuta-da-palavra-de-deus/

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