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29 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a s sua terra." (2Cr. 7.14)

A Importância da oração já começa aqui, se queremos ser perdoados e sarados de todos os nossos pecados também temos que "ORAR", "Orai sem cessar" (1 Tes 5.17), Devemos pela oração se converter ao Senhor Jesus Cristo, se quisermos permanecer firmes na fé, precisamos orar mais, Quem deixar de orar, brevemente cairá em pecado, se já não estiver nele, pois um pecador não consegue orar. Se quisermos ser cheios com o Espirito Santo, devemos manter contato com ele através da oração. Se quisermos experimentar uma restauração completa em nossas vidas, precisamos orar mais.

A Oração ligava Jesus diretamente com o Pai e com o sobrenatural. Ele mesmo disse a seus discípulos: "vigiai e orai, para que não entres em tentação. O espirito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca."(Mt 26.41). Mais uma vez podemos ver neste trecho Bíblico  o quanto é importante a Oração ela nos afasta das tentações, ela nos da uma proteção, um escudo, para que não possamos cair em tentação por quer assim como Jesus, nós também estaremos ligados com o Pai e o sobrenatural. Portanto a oração livra o cristão da tentação. Antes de ser preso, Jesus passou um bom tempo em oração no Getsêmani, onde até suou sangue, tamanha a agonia que passou. A oração o ajudou a enfrentar o pior momento de sua vida.

Blog Evangelizando.

28 de novembro de 2012

Vem ai o terceiro livro da série Dominus Vobiscum falando sobre a Santíssima Virgem Maria


Caríssimos, graça e paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Um dos meus objetivos neste ano de 2012 era de colocar em três livros, algumas das catequeses feitas aqui no blog ao longo destes cinco anos. Graças a Deus conseguimos publicar pela Editora Clube de Autores os dois volumes da série DOMINUS VOBISCUM. O primeiro tratou da essência da fé católica e da existência de Deus e o segundo sobre as Sagradas Escrituras. São livros catequéticos com uma linguagem de fácil entendimento. Graças a Deus muitas pessoas já tiveram acesso aos livros e gostaram, inclusive recomendando aos amigos.
Passado o período de provas estarei finalizando o terceiro livro da série, chamado Maria sempre Virgem e Santa, que fala sobre a santidade e virgindade perpétua de Nossa Senhora. Este projeto é um sonho pessoal, pois sempre quis fazer algo para homenagear Maria e até agora não tinha conseguido passar para o papel este sonho.
Por isto desde já estou convidando os amigos e leitores para adquirirem este livro que está sendo concluído.Será um livro para aqueles que como eu são apaixonados pela Santíssima Virgem e para aqueles que não conhecem as explicações que a Igreja Católica Apostólica Romana dá para que possamos com segurança proclamar Maria como Mãe de Deus e modelo de castidade.
Que a Santíssima Virgem Maria interceda por cada um de nós!

Vida de Santo Agostinho de Hipona :: Considerações acerca das obras literárias

Iremos a partir de hoje, iniciarmos um novo ciclo acerca de São Agostinho de Hipona. Vimos, nos capítulos anteriores, de modo cronológico e pincelado, a vida, seu processo de conversão, seu trabalho pastoral e sua morte.
Hoje iniciaremos um novo e maravilhoso processo de descoberta do legado literário deste Santo. Em meu momento de pesquisa (e este ainda está longe de acabar) estou encontrando materiais de suma riqueza filosófica e teológica.
O material da nossa primeira experiência com escritos de São Agostinho de Hipona serão sobre os primeiros escritos, segundo uma divisão da produção agostiniana; Os quatro escritos (Contra Acadêmicos, A Ordem, A Grandeza da alma e O Mestre). Estes foram compostos ou iniciados entre a conclusão do ensino de retórica na cidade de Milão em 386 e a ordenação presbiteral em 391. A redação dessas obras abrangeu, portanto, um arco temporal de pouco mais de quatro anos.
Podemos definir que São Agostinho viveu um “período filosófico”, abordando os mais variados temas: a verdade, a felicidade, a ordem, a imortalidade e a grandeza da alma, a existência de Deus, a liberdade do homem, o problema do mal, entre outros.
Nosso objeto de estudo será o diálogo intitulado “Contra os Acadêmicos” ou “Sobre os Acadêmicos”. O Diálogo transcorreu na casa de campo de Verecundo, em Cassicíaco, uma localidade não muito distante de Milão. Agostinho e seus amigos (Alípio, Licêncio e Trigécio) se ocuparam na organização e direção dos trabalhos agrícolas e nos afazeres domésticos. Seis meses depois, de setembro de 386 a março de 287, duraram as conversações: três dias consecutivos mais outros três dias consecutivos, separados dos primeiros três dias por uma pausa de sete dias. No retiro de Cassicíaco, eles dedicavam-se ora aos estudos filosóficos, ora às meditações das Sagradas Escrituras.
(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Veritatis / Suma Teológica / Ordem de Santo Agostinho / Patrística vol.24)
Até o próximo post e nele deleitar-nos-emos sob o livro “Contra os Acadêmicos”! E divulguem/compartilhem este estudo com seus amigos para que juntos possamos aprender com os doutores da nossa Igreja que é Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana!
Veja Também:: Prólogo | Capítulo 1 | Capítulo 2 | Capítulo 3

27 de novembro de 2012

A CASTIDADE NOS ENSINA A AMAR


O namoro atravessa, no decorrer dos anos, um caminho obscurecido pelo surgimento e fortalecimento de novos costumes. Atualmente, aceita-se um relacionamento mais liberal, no qual o casal pode se aprofundar na intimidade física e experimentá-la ainda antes do casamento. No entanto, temos outra opção: a castidade. Essa é a luz que o Senhor nos deu para controlar nossa inclinação aos prazeres carnais. Tal virtude moral é capaz de proporcionar um relacionamento saudável, íntegro e, portanto, dentro daquilo que Deus deseja para nós. Logo, há diversas razões para cultivar a castidade.
A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo, em compartilhar alegrias e tristezas, pontos de vista e experiências. Assim, são criados laços de amizade e, por consequência, o diálogo.
Não conhecer o outro profundamente pode levar ao desencantamento, ao desinteresse e até à procura de pessoas que possam trazer maior satisfação. Além disso, a busca pelo ato sexual, ou simplesmente por carícias, pode ofuscar gradativamente outras formas de comunicação entre os namorados, inviabilizando o desenvolvimento da relação.
Um aspecto afirmado por alguns jovens é o de que as relações sexuais podem prolongar um relacionamento que se tornou indesejável ao longo do tempo. A castidade facilita o rompimento de um vínculo afetivo, pois não houve demasiada intimidade física.
O fato de ser casto evita confusões, sentimentos de culpa e estresse, além do arrependimento por ter feito algo que não deveria.
Muitos são e/ou serão zombados por causa dessa escolha difícil. Poderão ser caracterizados como frouxos, frágeis; no entanto, como Felipe Aquino escreveu em seu livro ‘Namoro’, “a grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo”.
Mahatma Ghandi, um célebre indiano, dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa. Ela é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.
“A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo” Thiago Thomaz
Um ponto crucial do namoro é aprender a amar. Mas como uma pessoa pode amar se não tem posse de si mesma? Por isso, o domínio de si é fundamental para alguém ser capaz de doar-se aos outros. A castidade, portanto, não é uma privação, é uma doação,  uma expressão nobre do amor. Para praticá-la, “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Logicamente, é necessário evitar também situações oportunas, além de frequentar a comunhão e a confissão.
A Igreja Católica deixa clara a sua posição sobre o sexo antes do casamento: esse ato é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Portanto, somos convidados a viver a castidade. Somos livres, porque podemos fazer a melhor escolha.
Reflita e opte por aquilo que você deseja para sua vida!
Fonte: http://destrave.cancaonova.com/castidade-nos-ensina-amar/

26 de novembro de 2012

Agradecimentos!

Blog Evangelizando

Queremos agradecer a você que votou no nosso blog para o TOPBLOG 2012. Nós estávamos concorrendo na categoria religião, mas infelizmente não nos classificamos para a grande final. Mas queremos agradecer a você que nos ajudou neste concurso votando no nosso blog. Deixamos aqui o nosso muito obrigado a todos que visitam este blog e apoiam este apostolado


Sabemos que muitas pessoas visitam este espaço quase que diariamente, e tem este espaço virtual como fonte de formação e informação a respeito da fé católica. Por isso reafirmamos para você nosso empenho em continuar trabalhando para fazer com que todos os católicos que nos visitam, possam continuar descobrindo, ou redescobrindo, as riquezas da fé católica, como textos antigos, orações, catequeses e ensinamentos sobre a nossa formação católica.
Deus abençoe você ricamente! Blog Evangelizando

O TEMPO DO ADVENTO - I


A partir de hoje, estaremos publicando pequenos textos que falam um pouco doTempo do Advento, tempo de espera ansiosa pela vinda de Jesus Salvador.
São ao todo seis textos, acompanhe!

Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Nesta ano o primeiro domingo do advento é no dia 27.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 10 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

25 de novembro de 2012

“Eu sou a videira, vós os ramos” – JMJ 1990


Olá pessoal! Graça e Paz!
A história das Jornadas Mundiais da Juventude é belíssima e nos traz tesouros espirituais maravilhosos. O Beato Papa João Paulo II caprichava em suas mensagens, mostrando seu afeto e exortando os jovens a assumirem um papel efetivo na Igreja.
Retomo hoje a JMJ 1990, que foi celebrada a nível diocesano, em 8 de abril de 1990; seu lema foi ”Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5). Vamos meditar um pouco?
MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II PARA O V DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE  - 1990 
“Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5)
A Igreja de Cristo é uma realidade atrativa e maravilhosa. É antiga, porque tem quase dois mil anos, mas ao mesmo tempo tempo, graças ao Espírito Santo que a anima, é eternamente jovem. A Igreja é jovem porque sua mensagem de salvação é sempre atual. É por isto que há um diálogo muito importante entre a Igreja e os jovens: «A Igreja tem tantas coisas a dizer aos jovens, os jovens têm tantas coisa para dizer à Igreja. Este diálogo, – que se concretiza com grande cordialidade, clareza e coragem – (…) será fonte de riqueza e de juventude (…)», escrevi na Exortação. Apostólica Christifideles laici (n.46).
Desejo que a V Jornada contribua para acrescentar este diálogo a todos os níveis da vida eclesial e de cada um de vocês.
A Igreja, que se sente chamada pelo Senhor a intensificar o esforço evangelizador,necessita especialmente de vocês, do seu dinamismo, de sua autenticidade, de seu apaixonado desejo de crescer, do frescor de sua fé.Ponham a serviço da Igreja seus jovens talentos sem reservas, com a generosidade própria da sua idade. Ocupem seus postos na Igreja, não sejam somente destinatários da pastoral, mas participantes ativos em sua missão (cf.Christifideles laici, 46). A Igreja é de vocês, além disso, vocês mesmos são a Igreja!
Como podem ver, a Jornada Mundial não é só uma festa, também é um compromisso espiritual sério. Para produzir frutos é necessário um caminho de preparação sob a direção de seus Pastores nas dioceses, paróquias, associações, movimentos e nas comunidades juvenis eclesiais. Tratem de aprender mais sobre a Igreja, sua natureza, sua história, desde o início, a dois mil anos, e seu presente. Tratem de descobrir o seu lugar na Igreja e sua missão como jovens!
8 de abril de 1990 – Roma
Celebração Diocesana
Domingo de Ramos
Retirado do site do Vaticano, tradução e adaptação de Taís Salum
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

24 de novembro de 2012

Artigo - Riquezas do Concílio Vaticano II


Ao celebrar os 50 anos da sessão inaugural do 21º Concílio Ecumênico Vaticano II, a Igreja recorda a importância do evento eclesial que transcorreu na presença de 2.448 padres conciliares de todos os continentes com direito a voz e voto.

De acordo com o Prof. Dr. Fernando Altemeyer Júnior, mestre em Teologia pela Universidade de Lovaina, na Bélgica e doutor em Ciências Sociais pela PUC – SP, apenas o Brasil enviou de 11 de outubro de 1962 até 08 de dezembro de 1965, um total de 243 bispos e prelados para participar das quatro sessões conciliares, acrescidos do trabalho de nove peritos entre teólogos, biblistas, liturgistas, comunicadores e canonistas.

Com 16 documentos publicados, o Concílio Vaticano II abriu caminho para a Igreja cumprir melhor sua missão nos tempos de hoje. Assim definiu o bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini.

“Uma das tarefas da celebração do jubileu é tomarmos consciência do quanto o concílio foi benéfico para a vida da Igreja, e de quanto ele abriu caminho para a Igreja cumprir melhor sua missão nos tempos de hoje”, afirmou Dom Demétrio.

Para o bispo de Jales, os frutos mais evidentes do Concílio são percebidas na liturgia, para que fossem implementadas progressivamente, superando resistências e possibilitando uma maior participação de todos, como membros da assembleia litúrgica.

O teólogo e filósofo, padre João Batista Libânio, afirma que a riqueza do Concílio necessita de tempo para ser assimilada.

Nesse sentido, o sacerdote jesuíta considera três documentos fundamentais e dos quais brotam as maiores intuições: Dei Verbum, Lumen gentium e Gaudium et spes.

“A Dei Verbum estabelece o Primado absoluto da Palavra de Deus. Dado de enorme ressonância ecumênica. Superou-se a falsa ideia de que para a Igreja católica a doutrina e os ensinamentos do magistério ocupavam o lugar central. O Concílio afirma a submissão do Magistério à Palavra de Deus”, destacou padre João Batista Libânio.

Padre João Batista Libânio destaca que ‘A Lumen gentium’ relança de maneira brilhante e inovadora a concepção de Igreja: Povo de Deus.

“Rompe com o forte acento hierárquico e clerical da era piana. Antes da distinção entre fiel e hierarquia, está o Povo de Deus no qual todos se igualam pelo batismo. Salienta que a hierarquia existe como serviço ao Povo de Deus”, acrescentou.

O teólogo explica que na maneira de pensar o serviço hierárquico, o Concílio valoriza a colegialidade em tensão com a concentração no Primado romano e amplia a compreensão de santidade, antes pensada quase como privilégio da vida consagrada.

Para Padre João Batista Libânio, ‘A Gaudium et Spes’ significa a maior novidade na história dos Concílios, tratando diretamente da relação da Igreja com o mundo moderno.

“Afasta-se da concepção negativa de mundo que alimentou a espiritualidade da fuga mundi – fuga do mundo. Valoriza as realidades terrestres. O fiel cristão se vê provocado a assumir a vocação laical no mundo e nele anunciar o Reino de Deus que já se faz presente agora e se consumará além da história”, acrescentou.

Frutos do Concílio

O Concílio Ecumênico Vaticano II foi um marco para toda a Igreja, momento em que se possibilitou um melhor diálogo entre todas as Igrejas e também uma maior consciência da vida missionário, com uma Igreja em estado permanente de missão.

Apesar de muitas resistências, o Concílio Vaticano II deixou algumas marcas na Igreja:

Maior contato com a Sagrada Escritura, na teologia, na liturgia, na piedade, na vida geral dos fiéis;

Liturgia mais próxima da vida, pelo uso do vernáculo, pela simplificação, pelo maior conhecimento por parte dos fiéis e do clero;

Maior proximidade entre clero e leigos;

Maior participação dos leigos nos compromissos pastorais e de direção;

Maior abertura para problemas, anseios, responsabilidades e direitos da sociedade civil em seus diversos setores;

Nos dias de hoje a leitura da bíblia pertence à vida do fiel, aproximamo-nos do melhor do protestantismo.

“Ao descer até o povo, o estudo e a meditação da Escritura foram alimentados nos círculos bíblicos. Com o Concílio, a participação do leigo cresceu na vida interna eclesial. Aí estão reflexos positivos do espírito colegial que se inicia entre o Papa e os irmãos no episcopado, depois do clero com o bispo para encontrar na presença maior do leigo momento de enorme riqueza”, afirmou Padre João Batista Libânio.

Espírito ecumênico

Depois de longos séculos de dificuldade com as Igrejas evangélicas e outras religiões, nasce espírito ecumênico e de diálogo inter-religioso nas pegadas conciliares.

“Finalmente, a Igreja, como Povo de Deus, sente a vocação de fermentar o mundo com sua presença em verdadeira missão evangelizador’, finaliza Libânio.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/riquezas-do-concilio-vaticano-ii/

23 de novembro de 2012

Ano da Fé: Momento de escuta da Palavra de Deus


Compreender mais profundamente o fundamento da fé cristã. Este é o chamado do Papa Bento XVI para o Ano da Fé, que começa no dia 11 de outubro e termina em 24 de novembro de 2013.

A Congregação para a Doutrina da Fé lançou uma nota com indicações pastorais para se viver bem o Ano da Fé.

Na publicação, a Congregação para a Doutrina da Fé destaca que este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”.

O Ano da Fé é aberto no próximo dia 11 de outubro em uma Solene Celebração Eucarística presidida pelo Papa Bento XVI, no Vaticano.

De acordo com o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, a proposta é fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus.

“O Ano da Fé é dirigido a toda a Igreja, a todos os cristãos, a todos os batizados para que seja realmente um tempo de graça”, afirmou Dom Damasceno.

O Cardeal ressaltou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Uma maneira de difundir os Documentos, frutos do Concílio Vaticano II, é promover cursos para que os fiéis possam conhecer melhor esses documentos. O Concílio Vaticano II interpretado autenticamente, em sintonia com o magistério da Igreja é uma luz, uma bússola que orienta a vida pastoral da Igreja e a sua caminhada nos dias de hoje”, acrescentou.
Dom Damasceno afirmou que cabe a cada cristão, nestes quatro anos de celebração do Concílio Vaticano II, deve aprofundar e conhecer os frutos do Concílio.

Para o Cardeal, uma das maneiras de reforçar, reavivar e aprofundar a fé católica é se aproximar da Palavra de Deus.

O Padre João Batista Libânio, sacerdote jesuíta, teólogo, filósofo e autor de uma vasta obra teológica também reforça o convite aos fiéis para se aproximarem cada vez mais da leitura da bíblia, principalmente durante o Ano da Fé.

“A Palavra de Deus é a alma da teologia. Portanto, toda catequese e estudo da fé partem da Escritura, deixam-se iluminar por ela e levam a aprofundá-la”, afirmou.

“A renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, finalizou Dom Raymundo Damasceno Assis.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/ano-da-fe-momento-de-escuta-da-palavra-de-deus/

‘O Concílio não perdeu a sua atualidade e continua a indicar os rumos da Igreja’


O Concílio Vaticano II (CVII) foi concluído em 1965; mas a sua obra, riquezas e frutos ainda ajudará a Igreja nos próximos anos.

O cinquentenário de sua realização é a ocasião para avaliar os frutos já produzidos; e também para perceber as inevitáveis falhas na aplicação do Concílio, ao longo dos anos.

No Concílio Ecumênico, reunião dos bispos da Igreja Católica com o Papa, são definidas as questões fundamentais da vida da Igreja. Sua referência e sua imagem são sempre a assembleia apostólica de Jerusalém, ainda no início do cristianismo, quando os apóstolos se reuniram para decidir sobre uma questão posta por Paulo e Barnabé, destacados missionários entre os povos pagãos (cf. Atos dos Apóstolos, 15).

O Papa João XXII no seu discurso de inauguração do próprio CVII afirmou que o que mais importa ao concílio ecumênico é que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz.

O Pontífice, Papa João XXII, deixou claro que para que esta doutrina alcance a família e a vida social é necessário primeiramente que a Igreja não se afaste do patrimônio sagrado da Verdade recebido dos seus maiores.

No discurso do Papa Paulo VI na última sessão pública do Concílio Vaticano II, o Pontífice destacou que o Concílio mais do que das verdades divinas, se ocupou principalmente da Igreja, da sua natureza, da sua estrutura, da sua vocação ecumênica, da sua atividade apostólica e missionária.

Os documentos conciliares são exemplos claros do diálogo e da comunhão que se encontrava a assembleia naquele momento. É evidente, portanto, que ali havia uma correspondência, uma unidade, uma comunhão somente possível pela junção da sabedoria teológica, do diálogo e da inspiração divina.
O Papa Bento XVI, na época jovem teólogo, acompanhou, na condição de perito, o seu bispo, o Cardeal de Munique, nos trabalhos conciliares.

Nos dias de hoje, nas responsabilidades de Papa, Bento XVI tem repetido, com João Paulo II, que o Concílio não perdeu a sua atualidade e continua a indicar, de maneira segura, os rumos para a Igreja no século 21.

O bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini, acredita que também que atualmente respiramos o clima do Concílio, sem nos dar conta do quanto ele está na origem das mudanças acontecidas na Igreja.

Dom Demétrio cita como exemplo concreto as Diretrizes Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) atualizadas a cada quatro anos.

“São a continuidade do primeiro ‘Plano de Pastoral do Conjunto’, que a CNBB elaborou e aprovou durante a última sessão conciliar, em 1965. E assim os diversos ‘planos de pastoral’ existentes hoje a nível de dioceses , paróquias, comunidades e pastorais são decorrência da ‘dinâmica conciliar’, que ainda continua de muitas maneiras”, acrescentou.

Quatro grandes constituições compõem os pilares do Concílio Vaticano II.

Dom Demétrio define quais as principais mudanças trazidas com a constituição sobre a Igreja no mundo de hoje.

“A Gaudim et Spes é o documento que brotou de dentro do Concílio. Ele não estava em nenhum dos 70 esquemas preparatórios, que foram reduzidos a dez ou doze. A Gaudium et Spes foi sendo compilada em seus conteúdos como um novo esquema”, afirmou.

Para o bispo, com esta ‘constituição pastoral’, assim designada por vontade do próprio concílio, a Igreja se mostrou solidária com a humanidade de hoje, assumindo como suas as preocupações e as grandes causas da humanidade.

“Através desta ‘constituição’ a Igreja Católica conquistou seu ‘direto de cidadania’ no mundo de hoje. De tal modo que, em tempo, a Igreja pode atuar no mundo, mesmo que em meio a muitas dificuldades e mesmo contestação de suas posições, mas ela adquiriu o direito de participar da vida concreta dos homens e mulheres de hoje”, finalizou.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/o-concilio-nao-perdeu-a-sua-atualidade-e-continua-a-indicar-os-rumos-da-igreja/

Ano da Fé serve para combater relativismo cultural, diz arcebispo

O Arcebispo da Filadélfia (Estados Unidos), Dom Charles Chaput, afirmou que o Ano da Fé convocado pelo Papa Bento XVI é uma oportunidade para combater o relativismo cultural que afetou a sociedade moderna, e que levou a muitos na Igreja a negar o ensinamento católico sobre matérias muito importantes.

Em declarações ao grupo ACI, Dom Chaput assinalou que "a resposta apropriada ao relativismo é a fé, onde já não somos o centro do universo, já não somos quem decidimos o que é verdade, mas nos comprometemos na fé com a verdade de Deus".

Entre os maiores desafios atuais que a Igreja nos Estados Unidos está enfrentando está o de chegar àquelas pessoas que "dizem que são católicos, mas não acreditam no que a Igreja Católica ensina", disse o Arcebispo.

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.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé.: Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé


"O mais difícil é convencê-los de que precisam mudar", indicou. Dom Chaput criticou que "muitos simplesmente pensam que já são católicos, e acham que têm direito a decidir por eles mesmos o que é ser católico e o que não o é".

"Não chegamos até eles porque eles pensam que não necessitam que cheguemos a eles", lamentou.

O Arcebispo da Filadélfia indicou que essa situação é comum "entre todos nós. Aqueles que mais precisam converter-se são os que pensam que não precisam converter-se".

"É mais fácil para a Igreja convencer às pessoas que não são católicas da verdade do catolicismo, que convencer a católicos que não são verdadeiros crentes que devem mudar", assinalou.

Para Dom Chaput, a raiz do problema "é o relativismo cultural que o Papa Bento XVI fala todo o tempo", que infectou profundamente a vida do país e de muita gente na Igreja.

"Acho que esse é o resultado da catequese pobre que foi dada há alguns anos atrás", disse o Prelado, explicando que as pessoas acham realmente que podem "decidir por si mesmos o que significa ser católico".

Entretanto, o Arcebispo vê várias oportunidades entre os desafios.

"Acho que o Santo Padre nos deu um extraordinário marco no qual evangelizar, o Ano da Fé", disse, e indicou que é "um ato da providência de Deus que ele declarasse neste período um tempo para este propósito".

O Ano da Fé foi convocado pelo Papa Bento XVI. Começou no dia 11 de outubro de 2012 e culminará em 24 de novembro de 2013.

Durante este ano, o Papa pediu aos católicos que estudem e reflitam no catecismo e nos documentos do Concílio Vaticano II, para aprofundar na fé e ser testemunho para outros.

Dom Chaput descreveu o Ano da Fé como uma bênção tremenda para a Igreja nos Estados Unidos, que enfrenta desafios na cultura, e está esperançado porque os Bispos americanos estão cada vez mais preocupados com os problemas do relativismo cultural e a necessidade de enfrenta-lo.

"Por muito tempo, nem sequer falávamos disto como um problema", indicou, "e podíamos ver como se introduzia na Igreja por todos os lados".

Esta nova preocupação por parte dos Bispos, junto com o chamado à conversão e o testemunho que faz parte do Ano da Fé, oferece uma oportunidade para que a Igreja nos Estados Unidos se renove e cresça mais forte, disse.

Dom Chaput também destacou o trabalho dos leigos católicos, que são sinceros em sua participação no Ano da Fé, e que devem alentar a seus pastores "para desenvolver programas nas paróquias para promover a Nova Evangelização".

"Porque às vezes, os sacerdotes poderiam pensar que ninguém está interessado nisso", disse.

"Os leigos em geral pensam que basta que o Bispo pressione aos sacerdotes para que eles façam coisas", assinalou, mas "minha experiência é que também é necessário que as pessoas nas bancas empurrem da outra direção para conseguir a atenção dos sacerdotes".

O Arcebispo da Filadélfia indicou que isto implica não só pedir aos sacerdotes que façam coisas, mas também que os leigos voluntários devem fazê-las por si mesmos.

"Se eles fizerem isso, acredito que vamos ter mudanças grandes", assegurou.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287898

21 de novembro de 2012

Bento XVI: Ter fé não é um absurdo mas um ato racional que enche de plenitude a vida


O Papa Bento XVI dedicou sua catequese desta manhã a explicar a racionalidade da fé em Deus e como só Ele é capaz de dar sentido, sabor e alegria à vida.
Diante dos milhares de fiéis que se reuniram no Sala Paulo VI, o Santo Padre ressaltou que “a fé leva a descobrir que o encontro com Deus valoriza, aperfeiçoa e eleva quanto de verdade, de bom e de belo tem no homem. Acontece que, enquanto Deus se revela e se deixa conhecer, o homem vem a saber quem é Deus e, conhecendo-O, descobre a si mesmo, a própria origem, o próprio destino, a grandeza e a dignidade da vida humana. “.
A fé permite um saber autêntico sobre Deus que envolve toda a pessoa humana: é um “saber”, isto é, um conhecer que doa sabor à vida, um gosto novo de existir, um modo alegre de estar no mundo.”.
“O amor de Deus, então, faz ver, abre os olhos, permite conhecer toda a realidade, além das perspectivas estreitas do individualismo e do subjetivismo que desorientam a consciência. O conhecimento de Deus é, portanto, experiência de fé e implica, ao mesmo tempo, um caminho intelectual e moral: tocados profundamente pela presença do Espírito Santo de Jesus em nós, superamos os horizontes dos nossos egoísmos e nos abrimos aos verdadeiros valores da existência”, referiu.
Bento XVI ressaltou logo que “a tradição católica desde o início rejeitou o assim chamado fideísmo, que é a vontade de crer contra a razão. Credo quia absurdum (creio porque é absurdo) não é fórmula que interpreta a fé católica. Deus, na verdade, não é absurdo, mas sim é mistério. O mistério, por sua vez, não é irracional, mas uma superabundância de sentido, de significado, de verdade. Se, olhando para o mistério, a razão vê escuridão, não é porque no mistério não tenha a luz, mas porque existe luz em abundância”.
“Assim como quando os olhos do homem se dirigem diretamente ao sol para olhá-lo, veem somente trevas; mas quem diria que o sol não é luminoso, antes a fonte da luz? A fé permite olhar o “sol”, Deus, porque é acolhida da sua revelação na história e, por assim dizer, recebe verdadeiramente toda a luminosidade do mistério de Deus, reconhecendo o grande milagre: Deus se aproximou do homem, ofereceu-se ao seu conhecimento, consentindo ao limite criador da sua razão”, explicou Bento VI.
O Santo Padre afirma logo que “é falso o pré-juízo de certos pensadores modernos, segundo os quais a razão humana seria como que bloqueada pelos dogmas da fé. É verdade exatamente o contrário, como os grandes mestres da tradição católica demonstraram. Santo Agostinho, antes de sua conversão, busca com tanta inquietação a verdade, através de todas as filosofias disponíveis, encontrando todas insatisfatórias. A sua cansativa investigação racional é para ele uma significativa pedagogia para o encontro com a Verdade de Cristo”.
“Quando diz: “compreendas para crer e creias para compreender”, é como se contasse a própria experiência de vida. Intelecto e fé, antes da divina Revelação, não são estranhas ou antagonistas, mas são ambas duas condições para compreender o sentido, para transpor a autêntica mensagem, se aproximando-se do limite do mistério. Santo Agostinho, junto a tantos outros autores cristãos, é testemunha de uma fé que se exercita com a razão, que pensa e convida a pensar”.
“O Beato Papa João Paulo II, de fato, na Encíclica Fides et ratio, sintetiza assim: “A razão do homem não se anula nem se degrada dando assentimento aos conteúdos de fé; estes são em cada caso alcançados com escolhas livres e conscientes” (n. 43). No irresistível desejo de verdade, só um harmonioso relacionamento entre fé e razão é a estrada certa que conduz a Deus e à plena realização de si”, recordou o Papa Bento.
O Pontífice falou também sobre o elo entre ciência e fé: “A pesquisa científica leva ao conhecimento da verdade sempre nova sobre o homem e sobre o cosmos, o vejamos. O verdadeiro bem da humanidade, acessível na fé, abre o horizonte no qual se deve mover o seu caminho de descoberta. Deve, portanto, ser encorajada, por exemplo, as pesquisas colocadas à serviço da vida e que visam erradicar as doenças. Importantes são também as investigações para descobrir os segredos do nosso planeta e do universo, na consciência de que o homem está no vertical da criação não para explorá-la sem sentido, mas para protegê-la e torná-la habitável”.
“Assim, a fé, vivida realmente, não entra em conflito com a ciência, mas coopera com essa, oferecendo critérios basilares para que promova o bem de todos, pedindo-lhe para renunciar somente àquelas tentativas que – opondo-se ao projeto originário de Deus – possam produzir efeitos que se voltam contra o próprio homem. Também por isso é racional crer: se a ciência é uma preciosa aliada da fé para a compreensão do desígnio de Deus no universo, a fé permite ao progresso científico realizar-se sempre para o bem e para a verdade do homem, permanecendo fiel a este mesmo desígnio”, destacou o Papa.
Para concluir, o Papa disse que “é decisivo para o homem abrir-se à fé e conhecer Deus e o seu projeto de salvação em Jesus Cristo. No Evangelho vem inaugurado um novo humanismo, uma autêntica “gramática” do homem e de toda a realidade. Afirma o Catecismo da Igreja Católica: “A verdade de Deus é a sua sabedoria que rege a ordem da criação e do governo do mundo. Deus que, sozinho, ‘fez o céu e a terra’, pode doar, Ele só, o verdadeiro conhecimento de cada coisa criada na relação com ele” (n. 216). “.
“Confiemos, então, que o nosso empenho na evangelização ajude a dar nova centralidade ao Evangelho na vida de tantos homens e mulheres do nosso tempo. E rezemos para que todos redescubram em Cristo o sentido da existência e o fundamento da verdadeira liberdade: sem Deus, de fato, o homem perde a si mesmo. Os testemunhos de quantos nos antecederam e dedicaram a sua vida ao Evangelho o confirmam para sempre. É racional crer, está em jogo a nossa existência. Vale a pena se gastar por Cristo, somente Ele satisfaz os desejos de verdade e de bem enraizados na alma de cada homem: ora, no tempo que passa, e no dia sem fim da Eternidade bem aventurada”, finalizou Bento XVI.
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

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