Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

Em construção...

26 de novembro de 2012

Agradecimentos!

Blog Evangelizando

Queremos agradecer a você que votou no nosso blog para o TOPBLOG 2012. Nós estávamos concorrendo na categoria religião, mas infelizmente não nos classificamos para a grande final. Mas queremos agradecer a você que nos ajudou neste concurso votando no nosso blog. Deixamos aqui o nosso muito obrigado a todos que visitam este blog e apoiam este apostolado


Sabemos que muitas pessoas visitam este espaço quase que diariamente, e tem este espaço virtual como fonte de formação e informação a respeito da fé católica. Por isso reafirmamos para você nosso empenho em continuar trabalhando para fazer com que todos os católicos que nos visitam, possam continuar descobrindo, ou redescobrindo, as riquezas da fé católica, como textos antigos, orações, catequeses e ensinamentos sobre a nossa formação católica.
Deus abençoe você ricamente! Blog Evangelizando

O TEMPO DO ADVENTO - I


A partir de hoje, estaremos publicando pequenos textos que falam um pouco doTempo do Advento, tempo de espera ansiosa pela vinda de Jesus Salvador.
São ao todo seis textos, acompanhe!

Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Nesta ano o primeiro domingo do advento é no dia 27.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 10 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

25 de novembro de 2012

“Eu sou a videira, vós os ramos” – JMJ 1990


Olá pessoal! Graça e Paz!
A história das Jornadas Mundiais da Juventude é belíssima e nos traz tesouros espirituais maravilhosos. O Beato Papa João Paulo II caprichava em suas mensagens, mostrando seu afeto e exortando os jovens a assumirem um papel efetivo na Igreja.
Retomo hoje a JMJ 1990, que foi celebrada a nível diocesano, em 8 de abril de 1990; seu lema foi ”Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5). Vamos meditar um pouco?
MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II PARA O V DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE  - 1990 
“Eu sou a videira, vós os ramos” (Jo 15:5)
A Igreja de Cristo é uma realidade atrativa e maravilhosa. É antiga, porque tem quase dois mil anos, mas ao mesmo tempo tempo, graças ao Espírito Santo que a anima, é eternamente jovem. A Igreja é jovem porque sua mensagem de salvação é sempre atual. É por isto que há um diálogo muito importante entre a Igreja e os jovens: «A Igreja tem tantas coisas a dizer aos jovens, os jovens têm tantas coisa para dizer à Igreja. Este diálogo, – que se concretiza com grande cordialidade, clareza e coragem – (…) será fonte de riqueza e de juventude (…)», escrevi na Exortação. Apostólica Christifideles laici (n.46).
Desejo que a V Jornada contribua para acrescentar este diálogo a todos os níveis da vida eclesial e de cada um de vocês.
A Igreja, que se sente chamada pelo Senhor a intensificar o esforço evangelizador,necessita especialmente de vocês, do seu dinamismo, de sua autenticidade, de seu apaixonado desejo de crescer, do frescor de sua fé.Ponham a serviço da Igreja seus jovens talentos sem reservas, com a generosidade própria da sua idade. Ocupem seus postos na Igreja, não sejam somente destinatários da pastoral, mas participantes ativos em sua missão (cf.Christifideles laici, 46). A Igreja é de vocês, além disso, vocês mesmos são a Igreja!
Como podem ver, a Jornada Mundial não é só uma festa, também é um compromisso espiritual sério. Para produzir frutos é necessário um caminho de preparação sob a direção de seus Pastores nas dioceses, paróquias, associações, movimentos e nas comunidades juvenis eclesiais. Tratem de aprender mais sobre a Igreja, sua natureza, sua história, desde o início, a dois mil anos, e seu presente. Tratem de descobrir o seu lugar na Igreja e sua missão como jovens!
8 de abril de 1990 – Roma
Celebração Diocesana
Domingo de Ramos
Retirado do site do Vaticano, tradução e adaptação de Taís Salum
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

24 de novembro de 2012

Artigo - Riquezas do Concílio Vaticano II


Ao celebrar os 50 anos da sessão inaugural do 21º Concílio Ecumênico Vaticano II, a Igreja recorda a importância do evento eclesial que transcorreu na presença de 2.448 padres conciliares de todos os continentes com direito a voz e voto.

De acordo com o Prof. Dr. Fernando Altemeyer Júnior, mestre em Teologia pela Universidade de Lovaina, na Bélgica e doutor em Ciências Sociais pela PUC – SP, apenas o Brasil enviou de 11 de outubro de 1962 até 08 de dezembro de 1965, um total de 243 bispos e prelados para participar das quatro sessões conciliares, acrescidos do trabalho de nove peritos entre teólogos, biblistas, liturgistas, comunicadores e canonistas.

Com 16 documentos publicados, o Concílio Vaticano II abriu caminho para a Igreja cumprir melhor sua missão nos tempos de hoje. Assim definiu o bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini.

“Uma das tarefas da celebração do jubileu é tomarmos consciência do quanto o concílio foi benéfico para a vida da Igreja, e de quanto ele abriu caminho para a Igreja cumprir melhor sua missão nos tempos de hoje”, afirmou Dom Demétrio.

Para o bispo de Jales, os frutos mais evidentes do Concílio são percebidas na liturgia, para que fossem implementadas progressivamente, superando resistências e possibilitando uma maior participação de todos, como membros da assembleia litúrgica.

O teólogo e filósofo, padre João Batista Libânio, afirma que a riqueza do Concílio necessita de tempo para ser assimilada.

Nesse sentido, o sacerdote jesuíta considera três documentos fundamentais e dos quais brotam as maiores intuições: Dei Verbum, Lumen gentium e Gaudium et spes.

“A Dei Verbum estabelece o Primado absoluto da Palavra de Deus. Dado de enorme ressonância ecumênica. Superou-se a falsa ideia de que para a Igreja católica a doutrina e os ensinamentos do magistério ocupavam o lugar central. O Concílio afirma a submissão do Magistério à Palavra de Deus”, destacou padre João Batista Libânio.

Padre João Batista Libânio destaca que ‘A Lumen gentium’ relança de maneira brilhante e inovadora a concepção de Igreja: Povo de Deus.

“Rompe com o forte acento hierárquico e clerical da era piana. Antes da distinção entre fiel e hierarquia, está o Povo de Deus no qual todos se igualam pelo batismo. Salienta que a hierarquia existe como serviço ao Povo de Deus”, acrescentou.

O teólogo explica que na maneira de pensar o serviço hierárquico, o Concílio valoriza a colegialidade em tensão com a concentração no Primado romano e amplia a compreensão de santidade, antes pensada quase como privilégio da vida consagrada.

Para Padre João Batista Libânio, ‘A Gaudium et Spes’ significa a maior novidade na história dos Concílios, tratando diretamente da relação da Igreja com o mundo moderno.

“Afasta-se da concepção negativa de mundo que alimentou a espiritualidade da fuga mundi – fuga do mundo. Valoriza as realidades terrestres. O fiel cristão se vê provocado a assumir a vocação laical no mundo e nele anunciar o Reino de Deus que já se faz presente agora e se consumará além da história”, acrescentou.

Frutos do Concílio

O Concílio Ecumênico Vaticano II foi um marco para toda a Igreja, momento em que se possibilitou um melhor diálogo entre todas as Igrejas e também uma maior consciência da vida missionário, com uma Igreja em estado permanente de missão.

Apesar de muitas resistências, o Concílio Vaticano II deixou algumas marcas na Igreja:

Maior contato com a Sagrada Escritura, na teologia, na liturgia, na piedade, na vida geral dos fiéis;

Liturgia mais próxima da vida, pelo uso do vernáculo, pela simplificação, pelo maior conhecimento por parte dos fiéis e do clero;

Maior proximidade entre clero e leigos;

Maior participação dos leigos nos compromissos pastorais e de direção;

Maior abertura para problemas, anseios, responsabilidades e direitos da sociedade civil em seus diversos setores;

Nos dias de hoje a leitura da bíblia pertence à vida do fiel, aproximamo-nos do melhor do protestantismo.

“Ao descer até o povo, o estudo e a meditação da Escritura foram alimentados nos círculos bíblicos. Com o Concílio, a participação do leigo cresceu na vida interna eclesial. Aí estão reflexos positivos do espírito colegial que se inicia entre o Papa e os irmãos no episcopado, depois do clero com o bispo para encontrar na presença maior do leigo momento de enorme riqueza”, afirmou Padre João Batista Libânio.

Espírito ecumênico

Depois de longos séculos de dificuldade com as Igrejas evangélicas e outras religiões, nasce espírito ecumênico e de diálogo inter-religioso nas pegadas conciliares.

“Finalmente, a Igreja, como Povo de Deus, sente a vocação de fermentar o mundo com sua presença em verdadeira missão evangelizador’, finaliza Libânio.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/riquezas-do-concilio-vaticano-ii/

23 de novembro de 2012

Ano da Fé: Momento de escuta da Palavra de Deus


Compreender mais profundamente o fundamento da fé cristã. Este é o chamado do Papa Bento XVI para o Ano da Fé, que começa no dia 11 de outubro e termina em 24 de novembro de 2013.

A Congregação para a Doutrina da Fé lançou uma nota com indicações pastorais para se viver bem o Ano da Fé.

Na publicação, a Congregação para a Doutrina da Fé destaca que este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”.

O Ano da Fé é aberto no próximo dia 11 de outubro em uma Solene Celebração Eucarística presidida pelo Papa Bento XVI, no Vaticano.

De acordo com o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, a proposta é fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus.

“O Ano da Fé é dirigido a toda a Igreja, a todos os cristãos, a todos os batizados para que seja realmente um tempo de graça”, afirmou Dom Damasceno.

O Cardeal ressaltou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Uma maneira de difundir os Documentos, frutos do Concílio Vaticano II, é promover cursos para que os fiéis possam conhecer melhor esses documentos. O Concílio Vaticano II interpretado autenticamente, em sintonia com o magistério da Igreja é uma luz, uma bússola que orienta a vida pastoral da Igreja e a sua caminhada nos dias de hoje”, acrescentou.
Dom Damasceno afirmou que cabe a cada cristão, nestes quatro anos de celebração do Concílio Vaticano II, deve aprofundar e conhecer os frutos do Concílio.

Para o Cardeal, uma das maneiras de reforçar, reavivar e aprofundar a fé católica é se aproximar da Palavra de Deus.

O Padre João Batista Libânio, sacerdote jesuíta, teólogo, filósofo e autor de uma vasta obra teológica também reforça o convite aos fiéis para se aproximarem cada vez mais da leitura da bíblia, principalmente durante o Ano da Fé.

“A Palavra de Deus é a alma da teologia. Portanto, toda catequese e estudo da fé partem da Escritura, deixam-se iluminar por ela e levam a aprofundá-la”, afirmou.

“A renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, finalizou Dom Raymundo Damasceno Assis.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/ano-da-fe-momento-de-escuta-da-palavra-de-deus/

‘O Concílio não perdeu a sua atualidade e continua a indicar os rumos da Igreja’


O Concílio Vaticano II (CVII) foi concluído em 1965; mas a sua obra, riquezas e frutos ainda ajudará a Igreja nos próximos anos.

O cinquentenário de sua realização é a ocasião para avaliar os frutos já produzidos; e também para perceber as inevitáveis falhas na aplicação do Concílio, ao longo dos anos.

No Concílio Ecumênico, reunião dos bispos da Igreja Católica com o Papa, são definidas as questões fundamentais da vida da Igreja. Sua referência e sua imagem são sempre a assembleia apostólica de Jerusalém, ainda no início do cristianismo, quando os apóstolos se reuniram para decidir sobre uma questão posta por Paulo e Barnabé, destacados missionários entre os povos pagãos (cf. Atos dos Apóstolos, 15).

O Papa João XXII no seu discurso de inauguração do próprio CVII afirmou que o que mais importa ao concílio ecumênico é que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz.

O Pontífice, Papa João XXII, deixou claro que para que esta doutrina alcance a família e a vida social é necessário primeiramente que a Igreja não se afaste do patrimônio sagrado da Verdade recebido dos seus maiores.

No discurso do Papa Paulo VI na última sessão pública do Concílio Vaticano II, o Pontífice destacou que o Concílio mais do que das verdades divinas, se ocupou principalmente da Igreja, da sua natureza, da sua estrutura, da sua vocação ecumênica, da sua atividade apostólica e missionária.

Os documentos conciliares são exemplos claros do diálogo e da comunhão que se encontrava a assembleia naquele momento. É evidente, portanto, que ali havia uma correspondência, uma unidade, uma comunhão somente possível pela junção da sabedoria teológica, do diálogo e da inspiração divina.
O Papa Bento XVI, na época jovem teólogo, acompanhou, na condição de perito, o seu bispo, o Cardeal de Munique, nos trabalhos conciliares.

Nos dias de hoje, nas responsabilidades de Papa, Bento XVI tem repetido, com João Paulo II, que o Concílio não perdeu a sua atualidade e continua a indicar, de maneira segura, os rumos para a Igreja no século 21.

O bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini, acredita que também que atualmente respiramos o clima do Concílio, sem nos dar conta do quanto ele está na origem das mudanças acontecidas na Igreja.

Dom Demétrio cita como exemplo concreto as Diretrizes Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) atualizadas a cada quatro anos.

“São a continuidade do primeiro ‘Plano de Pastoral do Conjunto’, que a CNBB elaborou e aprovou durante a última sessão conciliar, em 1965. E assim os diversos ‘planos de pastoral’ existentes hoje a nível de dioceses , paróquias, comunidades e pastorais são decorrência da ‘dinâmica conciliar’, que ainda continua de muitas maneiras”, acrescentou.

Quatro grandes constituições compõem os pilares do Concílio Vaticano II.

Dom Demétrio define quais as principais mudanças trazidas com a constituição sobre a Igreja no mundo de hoje.

“A Gaudim et Spes é o documento que brotou de dentro do Concílio. Ele não estava em nenhum dos 70 esquemas preparatórios, que foram reduzidos a dez ou doze. A Gaudium et Spes foi sendo compilada em seus conteúdos como um novo esquema”, afirmou.

Para o bispo, com esta ‘constituição pastoral’, assim designada por vontade do próprio concílio, a Igreja se mostrou solidária com a humanidade de hoje, assumindo como suas as preocupações e as grandes causas da humanidade.

“Através desta ‘constituição’ a Igreja Católica conquistou seu ‘direto de cidadania’ no mundo de hoje. De tal modo que, em tempo, a Igreja pode atuar no mundo, mesmo que em meio a muitas dificuldades e mesmo contestação de suas posições, mas ela adquiriu o direito de participar da vida concreta dos homens e mulheres de hoje”, finalizou.

Fonte: http://www.a12.com/vaticano2/o-concilio-nao-perdeu-a-sua-atualidade-e-continua-a-indicar-os-rumos-da-igreja/

Ano da Fé serve para combater relativismo cultural, diz arcebispo

O Arcebispo da Filadélfia (Estados Unidos), Dom Charles Chaput, afirmou que o Ano da Fé convocado pelo Papa Bento XVI é uma oportunidade para combater o relativismo cultural que afetou a sociedade moderna, e que levou a muitos na Igreja a negar o ensinamento católico sobre matérias muito importantes.

Em declarações ao grupo ACI, Dom Chaput assinalou que "a resposta apropriada ao relativismo é a fé, onde já não somos o centro do universo, já não somos quem decidimos o que é verdade, mas nos comprometemos na fé com a verdade de Deus".

Entre os maiores desafios atuais que a Igreja nos Estados Unidos está enfrentando está o de chegar àquelas pessoas que "dizem que são católicos, mas não acreditam no que a Igreja Católica ensina", disse o Arcebispo.

Acesse
.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé.: Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé


"O mais difícil é convencê-los de que precisam mudar", indicou. Dom Chaput criticou que "muitos simplesmente pensam que já são católicos, e acham que têm direito a decidir por eles mesmos o que é ser católico e o que não o é".

"Não chegamos até eles porque eles pensam que não necessitam que cheguemos a eles", lamentou.

O Arcebispo da Filadélfia indicou que essa situação é comum "entre todos nós. Aqueles que mais precisam converter-se são os que pensam que não precisam converter-se".

"É mais fácil para a Igreja convencer às pessoas que não são católicas da verdade do catolicismo, que convencer a católicos que não são verdadeiros crentes que devem mudar", assinalou.

Para Dom Chaput, a raiz do problema "é o relativismo cultural que o Papa Bento XVI fala todo o tempo", que infectou profundamente a vida do país e de muita gente na Igreja.

"Acho que esse é o resultado da catequese pobre que foi dada há alguns anos atrás", disse o Prelado, explicando que as pessoas acham realmente que podem "decidir por si mesmos o que significa ser católico".

Entretanto, o Arcebispo vê várias oportunidades entre os desafios.

"Acho que o Santo Padre nos deu um extraordinário marco no qual evangelizar, o Ano da Fé", disse, e indicou que é "um ato da providência de Deus que ele declarasse neste período um tempo para este propósito".

O Ano da Fé foi convocado pelo Papa Bento XVI. Começou no dia 11 de outubro de 2012 e culminará em 24 de novembro de 2013.

Durante este ano, o Papa pediu aos católicos que estudem e reflitam no catecismo e nos documentos do Concílio Vaticano II, para aprofundar na fé e ser testemunho para outros.

Dom Chaput descreveu o Ano da Fé como uma bênção tremenda para a Igreja nos Estados Unidos, que enfrenta desafios na cultura, e está esperançado porque os Bispos americanos estão cada vez mais preocupados com os problemas do relativismo cultural e a necessidade de enfrenta-lo.

"Por muito tempo, nem sequer falávamos disto como um problema", indicou, "e podíamos ver como se introduzia na Igreja por todos os lados".

Esta nova preocupação por parte dos Bispos, junto com o chamado à conversão e o testemunho que faz parte do Ano da Fé, oferece uma oportunidade para que a Igreja nos Estados Unidos se renove e cresça mais forte, disse.

Dom Chaput também destacou o trabalho dos leigos católicos, que são sinceros em sua participação no Ano da Fé, e que devem alentar a seus pastores "para desenvolver programas nas paróquias para promover a Nova Evangelização".

"Porque às vezes, os sacerdotes poderiam pensar que ninguém está interessado nisso", disse.

"Os leigos em geral pensam que basta que o Bispo pressione aos sacerdotes para que eles façam coisas", assinalou, mas "minha experiência é que também é necessário que as pessoas nas bancas empurrem da outra direção para conseguir a atenção dos sacerdotes".

O Arcebispo da Filadélfia indicou que isto implica não só pedir aos sacerdotes que façam coisas, mas também que os leigos voluntários devem fazê-las por si mesmos.

"Se eles fizerem isso, acredito que vamos ter mudanças grandes", assegurou.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287898

21 de novembro de 2012

Bento XVI: Ter fé não é um absurdo mas um ato racional que enche de plenitude a vida


O Papa Bento XVI dedicou sua catequese desta manhã a explicar a racionalidade da fé em Deus e como só Ele é capaz de dar sentido, sabor e alegria à vida.
Diante dos milhares de fiéis que se reuniram no Sala Paulo VI, o Santo Padre ressaltou que “a fé leva a descobrir que o encontro com Deus valoriza, aperfeiçoa e eleva quanto de verdade, de bom e de belo tem no homem. Acontece que, enquanto Deus se revela e se deixa conhecer, o homem vem a saber quem é Deus e, conhecendo-O, descobre a si mesmo, a própria origem, o próprio destino, a grandeza e a dignidade da vida humana. “.
A fé permite um saber autêntico sobre Deus que envolve toda a pessoa humana: é um “saber”, isto é, um conhecer que doa sabor à vida, um gosto novo de existir, um modo alegre de estar no mundo.”.
“O amor de Deus, então, faz ver, abre os olhos, permite conhecer toda a realidade, além das perspectivas estreitas do individualismo e do subjetivismo que desorientam a consciência. O conhecimento de Deus é, portanto, experiência de fé e implica, ao mesmo tempo, um caminho intelectual e moral: tocados profundamente pela presença do Espírito Santo de Jesus em nós, superamos os horizontes dos nossos egoísmos e nos abrimos aos verdadeiros valores da existência”, referiu.
Bento XVI ressaltou logo que “a tradição católica desde o início rejeitou o assim chamado fideísmo, que é a vontade de crer contra a razão. Credo quia absurdum (creio porque é absurdo) não é fórmula que interpreta a fé católica. Deus, na verdade, não é absurdo, mas sim é mistério. O mistério, por sua vez, não é irracional, mas uma superabundância de sentido, de significado, de verdade. Se, olhando para o mistério, a razão vê escuridão, não é porque no mistério não tenha a luz, mas porque existe luz em abundância”.
“Assim como quando os olhos do homem se dirigem diretamente ao sol para olhá-lo, veem somente trevas; mas quem diria que o sol não é luminoso, antes a fonte da luz? A fé permite olhar o “sol”, Deus, porque é acolhida da sua revelação na história e, por assim dizer, recebe verdadeiramente toda a luminosidade do mistério de Deus, reconhecendo o grande milagre: Deus se aproximou do homem, ofereceu-se ao seu conhecimento, consentindo ao limite criador da sua razão”, explicou Bento VI.
O Santo Padre afirma logo que “é falso o pré-juízo de certos pensadores modernos, segundo os quais a razão humana seria como que bloqueada pelos dogmas da fé. É verdade exatamente o contrário, como os grandes mestres da tradição católica demonstraram. Santo Agostinho, antes de sua conversão, busca com tanta inquietação a verdade, através de todas as filosofias disponíveis, encontrando todas insatisfatórias. A sua cansativa investigação racional é para ele uma significativa pedagogia para o encontro com a Verdade de Cristo”.
“Quando diz: “compreendas para crer e creias para compreender”, é como se contasse a própria experiência de vida. Intelecto e fé, antes da divina Revelação, não são estranhas ou antagonistas, mas são ambas duas condições para compreender o sentido, para transpor a autêntica mensagem, se aproximando-se do limite do mistério. Santo Agostinho, junto a tantos outros autores cristãos, é testemunha de uma fé que se exercita com a razão, que pensa e convida a pensar”.
“O Beato Papa João Paulo II, de fato, na Encíclica Fides et ratio, sintetiza assim: “A razão do homem não se anula nem se degrada dando assentimento aos conteúdos de fé; estes são em cada caso alcançados com escolhas livres e conscientes” (n. 43). No irresistível desejo de verdade, só um harmonioso relacionamento entre fé e razão é a estrada certa que conduz a Deus e à plena realização de si”, recordou o Papa Bento.
O Pontífice falou também sobre o elo entre ciência e fé: “A pesquisa científica leva ao conhecimento da verdade sempre nova sobre o homem e sobre o cosmos, o vejamos. O verdadeiro bem da humanidade, acessível na fé, abre o horizonte no qual se deve mover o seu caminho de descoberta. Deve, portanto, ser encorajada, por exemplo, as pesquisas colocadas à serviço da vida e que visam erradicar as doenças. Importantes são também as investigações para descobrir os segredos do nosso planeta e do universo, na consciência de que o homem está no vertical da criação não para explorá-la sem sentido, mas para protegê-la e torná-la habitável”.
“Assim, a fé, vivida realmente, não entra em conflito com a ciência, mas coopera com essa, oferecendo critérios basilares para que promova o bem de todos, pedindo-lhe para renunciar somente àquelas tentativas que – opondo-se ao projeto originário de Deus – possam produzir efeitos que se voltam contra o próprio homem. Também por isso é racional crer: se a ciência é uma preciosa aliada da fé para a compreensão do desígnio de Deus no universo, a fé permite ao progresso científico realizar-se sempre para o bem e para a verdade do homem, permanecendo fiel a este mesmo desígnio”, destacou o Papa.
Para concluir, o Papa disse que “é decisivo para o homem abrir-se à fé e conhecer Deus e o seu projeto de salvação em Jesus Cristo. No Evangelho vem inaugurado um novo humanismo, uma autêntica “gramática” do homem e de toda a realidade. Afirma o Catecismo da Igreja Católica: “A verdade de Deus é a sua sabedoria que rege a ordem da criação e do governo do mundo. Deus que, sozinho, ‘fez o céu e a terra’, pode doar, Ele só, o verdadeiro conhecimento de cada coisa criada na relação com ele” (n. 216). “.
“Confiemos, então, que o nosso empenho na evangelização ajude a dar nova centralidade ao Evangelho na vida de tantos homens e mulheres do nosso tempo. E rezemos para que todos redescubram em Cristo o sentido da existência e o fundamento da verdadeira liberdade: sem Deus, de fato, o homem perde a si mesmo. Os testemunhos de quantos nos antecederam e dedicaram a sua vida ao Evangelho o confirmam para sempre. É racional crer, está em jogo a nossa existência. Vale a pena se gastar por Cristo, somente Ele satisfaz os desejos de verdade e de bem enraizados na alma de cada homem: ora, no tempo que passa, e no dia sem fim da Eternidade bem aventurada”, finalizou Bento XVI.
Fonte: http://domvob.wordpress.com/

Vida de Santo Agostinho de Hipona :: Capítulo 3 – A Morte


Pax et Bonum!!!
Dando continuidade aos textos, hoje iremos ler a respeito dos últimos 4 anos de São Agostinho de Hipona. Boa leitura!!!!
A Morte
(…) Quatro anos antes de morrer, ele quis nomear seu sucessor. Por este motivo, em 26 de setembro do ano 426, reuniu o povo na Basílica da Paz, em Hipona, para apresentar aos fiéis quem havia designado para esta tarefa. Disse: «Nesta vida, todos somos mortais, mas o último dia desta vida é sempre incerto para cada indivíduo. De qualquer forma, na infância se espera chegar à adolescência; na adolescência, à juventude; na juventude, à idade adulta; na idade adulta, à idade madura; na idade madura, à velhice. Não se está seguro de que chegará, mas se espera. A velhice, pelo contrário, não tem ante si outro período no qual poder esperar; sua própria duração é incerta… Eu, por vontade de Deus, cheguei a esta cidade no vigor de minha vida; mas agora minha juventude passou e já sou velho» (Carta 213, 1).
Nesse momento, Agostinho pronunciou o nome de seu sucessor designado, o sacerdote Heráclio. A assembléia estourou em um aplauso de aprovação, repetindo 23 vezes: «Graças sejam dadas a Deus!». Com outras aclamações, os fiéis aprovaram também o que depois disse Agostinho sobre os propósitos para seu futuro: queria dedicar os anos que lhe restavam a um estudo mais intenso das Sagradas Escrituras (cf. Carta 213, 6).
De fato, seguiram quatro anos de extraordinária atividade intelectual: concluiu obras importantes, empreendeu outras não menos significativas, manteve debates públicos com os hereges – sempre buscava o diálogo –, promoveu a paz nas províncias africanas insidiadas pelas tribos bárbaras do sul.
Neste sentido, escreveu ao conde Dario, que foi à África para superar as diferenças entre o conde Bonifácio e a corte imperial, das que se aproveitavam as tribos dos vândalos para as suas invasões: «Título de grande glória é precisamente o de adiar a guerra com a palavra, em vez de matar os homens com a espada, e buscar ou manter a paz com a paz e não com a guerra. Certamente, inclusive aqueles que combatem, se são bons, buscam sem dúvida a paz, mas à custa de derramar sangue. Tu, pelo contrário, foste enviado precisamente para impedir que se derrame o sangue» (Carta 229, 2).
Infelizmente foi defraudada a esperança de uma pacificação dos territórios africanos: em maio do ano 429, os vândalos, enviados à África como vingança pelo próprio Bonifácio, passaram o Estreito de Gibraltar e penetraram na Mauritânia. A invasão se estendeu rapidamente por outras ricas províncias africanas. Em maio e em junho do ano 430, «os destruidores do império romano», como Possídio qualifica esses bárbaros (Vida, 30, 1), rodeavam Hipona, assediando-a.
Na cidade, também se havia refugiado Bonifácio, que, reconciliando-se tarde demais com a corte, tratava em vão de bloquear a passagem dos invasores. O biógrafo Possídio descreve a dor de Agostinho: «Mais que de costume, suas lágrimas eram seu pão dia e noite e, levando já ao final de sua vida, ele se arrastava mais que os outros, na amargura e no luto, sua velhice» (Vida, 28, 6). E explica: «Esse homem de Deus via as matanças e as destruições das cidades; as casas destruídas nos campos e os habitantes assassinados pelos inimigos ou expulsos; as igrejas sem sacerdotes ou ministros, as virgens consagradas e os religiosos dispersos por toda parte; entre eles, alguns haviam desfalecido ante as torturas, outros haviam sido assassinados com a espada, outros eram prisioneiros, perdendo a integridade da alma e do corpo e inclusive a fé, obrigados pelos inimigos a uma escravidão dolorosa e longa» (ibidem, 28,8).
Ainda que era ancião e estava cansado, Agostinho permaneceu em primeira linha, consolando a si mesmo e aos outros com a oração e com a meditação dos misteriosos desígnios da Providência. Falava da «velhice do mundo» – e era verdadeiramente velho este mundo romano –, falava desta velhice como já o havia feito anos antes para consolar os refugiados procedentes da Itália, quando no ano 410 os godos de Alarico invadiram a cidade de Roma.
Na velhice, dizia, abundam os ataques: tosse, catarro, remelas, ansiedade, esgotamento. Mas se o mundo envelhece, Cristo é sempre jovem. E lançava este convite: «não se deve negar-se a rejuvenescer com Cristo, que te diz: ‘Não temas, tua juventude se renovará como a da águia’» (cf.Sermão 81, 8). Por isso, o cristão não deve abater-se nas situações difíceis, mas procurar ajudar o necessitado.
É o que o grande doutor sugere respondendo ao bispo de Tiabe, Honorato, que lhe havia pedido se, sob a pressão das invasões bárbaras, um bispo ou um sacerdote ou qualquer homem de Igreja podia fugir para salvar a vida. «Quando o perigo é comum a todos, ou seja, para bispos, clérigos e leigos, quem tem necessidade dos outros não deve ser abandonado por aqueles de quem tem necessidade. Neste caso, todos devem refugiar-se em lugares seguros; mas se alguns têm necessidade de ficar, que não sejam abandonados por quem tem o dever de assisti-los com o ministério sagrado, de maneira que, ou se salvam juntos ou juntos suportam as calamidades que o Pai de família quer que sofram» (Carta 228, 2). E concluía: «Esta é a prova suprema da caridade» (ibidem, 3). Como não reconhecer nestas palavras a heróica mensagem que tantos sacerdotes, através dos séculos, acolheram e tornaram sua?
«No terceiro mês daquele assédio – narra – ficou com febre: era sua última doença» (Vida, 29, 3). O santo ancião aproveitou aquele momento, finalmente livre, para dedicar-se com mais intensidade à oração. Costumava dizer que ninguém, bispo, religioso ou leigo, por mais irrepreensível que possa parecer sua conduta, pode enfrentar a morte sem uma adequada penitência. Por este motivo, repetia continuamente entre lágrimas os salmos penitenciais, que tantas vezes havia recitado com o povo (cf. ibidem, 31, 2).
Quanto mais se agravava sua situação, mais necessidade o bispo sentia de solidão e de oração: «Para não ser perturbado por ninguém em seu recolhimento, aproximadamente dez dias antes de abandonar o corpo, ele nos pediu que não deixássemos ninguém entrar em seu quarto, com exceção dos momentos nos quais os médicos vinham para vê-lo ou quando lhe levavam a comida. Sua vontade foi cumprida fielmente e durante todo esse tempo ele aguardava em oração» (ibidem, 31, 3). Faleceu em 28 de agosto do ano 430: seu grande coração finalmente descansou em Deus.
«Por ocasião da inumação de seu corpo – informa Possídio –, ofereceu-se a Deus o sacrifício, ao qual assistimos, e depois ele foi sepultado» (Vida,31, 5). Seu corpo, em data incerta, foi trasladado à Cardenha e, no ano 725, a Pavia, à basílica de São Pedro no Céu de Ouro, onde descansa hoje. Seu primeiro biógrafo dá este juízo conclusivo: «Deixou à Igreja um clero muito numeroso, assim como mosteiros de homens e de mulheres cheios de pessoas dedicadas à continência e à obediência a seus superiores, junto com as bibliotecas que continham os livros e discursos dele e de outros santos, pelos que se conhece qual foi, por graça de Deus, seu mérito e sua grandeza na Igreja, e nos quais os fiéis sempre o encontram vivo» (Possídio, Vida, 31, 8).
É um juízo ao qual podemos associar-nos: em seus escritos também nós o «encontramos vivo». Quando leio os escritos de Santo Agostinho, não tenho a impressão de que seja um homem morto há mais ou menos 1.600 anos, mas o sinto como um homem de hoje: um amigo, um contemporâneo que me fala, que nos fala com sua fé fresca e atual.
Em Santo Agostinho que nos fala – fala a mim em seus escritos –, vemos a atualidade permanente de sua fé, da fé que vem de Cristo, do Verbo Eterno encarnado, Filho de Deus e Filho do homem. E podemos ver que esta fé não é de ontem, ainda que tenha sido pregada ontem; é sempre atual, porque realmente Cristo é ontem, hoje e sempre. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Deste modo, Santo Agostinho nos anima a confiar neste Cristo sempre vivo e a encontrar assim o caminho da vida.
(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Veritatis)

Bento XVI pede que jovens católicos sejam 'missionários digitais'


Juventude católica se reúne em julho de 2013 no Rio de Janeiro.

O Papa Bento XVI convidou os jovens de todo o mundo a evangelizar e a atuarem como missionários digitais, em sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que será realizada em julho de 2013 no Rio de Janeiro.

"A vocês, jovens, que quase espontaneamente estão em sintonia com os novos meios de comunicação, corresponde de maneira particular a tarefa de evangelizar este continente digital", escreveu o Papa sete meses antes do encontro com a juventude católica.

"Queria enfatizar os campos nos quais vocês devem viver com especial atenção seu compromisso missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular no mundo da internet", assinalou.

"Saibam usar com sabedoria este meio, considerando também as insídias que contém, em particular o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas com os contatos na rede", advertiu.
Agora que a Jornada Mundial da Juventude vai à América Latina, exorto a todos os jovens do continente: transmitam a seus contemporâneos do mundo inteiro o entusiasmo de sua fé"
Papa Bento XVI
O Papa insistiu que os jovens católicos devem aproveitar a mobilidade oferecida pelo mundo moderno para explicar a mensagem de Cristo durante as viagens que realizarem pelo mundo.

Ele enfatizou à juventude católica, que se reunirá pela primeira vez na América Latina para a JMJ, que a espiritualidade e a oração são importantes porque, "para poder falar de Deus, primeiro temos que falar com Deus".

"Queridos jovens, para permanecerem firmes na confissão da fé cristã, vocês precisam da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou seus discípulos para a missão em grupos", insistiu o Papa.

Em sua mensagem, o Papa agradeceu o trabalho dos missionários e dos fiéis leigos.
A mensagem do Papa foi dirigida aos jovens de todo o mundo, mas, segundo ele, ela "assume uma particular relevância" para os jovens da América Latina. "Os jovens desse continente representam um potencial importante e valioso para a Igreja e a sociedade", afirmou.

"Agora que a Jornada Mundial da Juventude vai à América Latina, exorto a todos os jovens do continente: transmitam a seus contemporâneos do mundo inteiro o entusiasmo de sua fé. Que a Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, evocada também com os nomes de Nossa Senhora de Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, os acompanhe em sua missão de testemunhas do amor de Deus", concluiu.

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/11/bento-xvi-pede-que-jovens-catolicos-sejam-missionarios-digitais.html

O caminho perfeito para ir a Jesus Cristo

São Luís Maria Grignion de Montfort nos fala da escravidão de amor a Santíssima Virgem Maria como caminho perfeito para ir, para nos unir, a Jesus Cristo.


No quinto capítulo do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, Montfort nos fala dos motivos para fazer a consagração total a Jesus, por Maria. O quinto motivo, apresentado pelo Santo é que a verdadeira devoção a Virgem Maria é um “caminho fácilcurto, perfeito e seguro para chegar à união com Deus, na qual consiste a perfeição cristã” (TVD 152). Neste post, trataremos da consagração a Nossa Senhora como caminho perfeito para nos unir mais perfeitamente a Cristo.

São Luís Maria afirma que a consagração a Santíssima Virgem é um “caminho perfeito para ir e para se unir a Jesus Cristo, porque Maria Santíssima é a mais perfeita e a mais Santa das puras criaturas, e Jesus Cristo, que veio a nós de maneira perfeita, não escolheu outro caminho para a sua grande e admirável viagem” (TVD 157). O Verbo Eterno veio até nós por meio da humildade de Maria, sem nada perder da sua divindade e santidade. Por isso, “é por Maria que os pequeninos devem subir, perfeita e divinamente, ao Altíssimo, sem nada temer” (TVD 157).
Luís de Montfort diz que, ainda que se fosse aberto outro caminho – “um caminho novo para ir a Jesus Cristo, revestido com todos os méritos dos bem-aventurados, ornado com todas as suas virtudes heroicas, iluminado e enfeitado com a luz e a beleza de todos os anjos, e que os anjos todos e os santos nele se encontrem para conduzir, defender e sustentar aqueles e aquelas que por ele queiram seguir” (TVD 158). – com certeza absoluta escolheria o caminho imaculado de Maria (cf. Sl 17, 33), “caminho sem mancha alguma nem defeito, sem pecado original nem atual, sem sombras nem trevas” (TVD 158).
O Santo nos ensina que quanto nosso amável Jesus Cristo vier à Terra pela segunda vez, virá em sua glória, para reinar. Como da primeira vez, “não escolherá outro caminho para a sua vinda, senão Maria Santíssima, por quem veio tão segura e perfeitamente primeira vez” (TVD 158). A diferença entre a primeira e a última vinda é que a primeira foi secreta e escondida, e a segunda será gloriosa e triunfante. Porém, as duas são perfeitas, pois a primeira aconteceu por intermédio de Maria e a segunda também acontecerá por meio dela. “Eis um mistério que não se compreende: Que toda a língua aqui emudeça!” (TVD 158).
Assim, compreendemos que Jesus Cristo veio ao mundo pelas mãos da Virgem Maria e, na sua segunda e definitiva vinda, certamente Ele também virá por meio de sua Santíssima Mãe. Jesus escolheu o caminho mais perfeito para vir ao mundo e nos convida a trilhar esse mesmo caminho, que é entrega total a Nossa Senhora. Pois, quando nos entregamos inteiramente a Sua Mãe, ela tem maior liberdade para gerar seu Filho em nós. Quando nos entregamos a Maria por esta consagração total, nos unimos de modo pais perfeito a Jesus Cristo, nos configuramos de modo mais perfeito a Ele. Por isso, nos consagremos inteiramente a ela e deixemos que Nossa Senhora nos uma de modo mais perfeito a Jesus Cristo.


19 de novembro de 2012

Vida de Santo Agostinho de Hipona :: Capítulo 2 – As Obras


E aí, Galera!!! Pax et Bonum!!!
Dando continuidade aos textos, hoje iremos ler a respeito do legado literário de São Agostinho de Hipona. Nos próximos post, irei colocar alguns trechos destas obras aqui mencionadas.
Boa leitura!!!!
As Obras
(…) É o padre da Igreja que deixou o maior número de obras, e destas quero falar brevemente. Alguns dos escritos de Agostinho são de importância capital, e não só para a história do cristianismo, mas também para a formação de toda a cultura ocidental: o exemplo mais claro está na obra «Confissões», sem dúvida um dos livros da antiguidade cristã mais lidos ainda hoje. Como vários padres da Igreja dos primeiros séculos, ainda que em uma medida incomparavelmente mais ampla, também o bispo de Hipona exerceu uma influência persistente, como se pode ver pela superabundante tradição manuscrita de suas obras, que são extraordinariamente numerosas.
Ele mesmo as revisou anos antes de morrer nas «Retratações» e pouco depois de sua morte foram cuidadosamente registradas no «Indiculus» (Índice), acrescentado pelo fiel amigo Posídio à biografia de Santo Agostinho, «Vita Augustini». A lista das obras de Agostinho foi realizada com o objetivo explícito de salvaguardar sua memória, enquanto a invasão dos vândalos se estendia por toda a África romana, e contabiliza 1.300 escritos numerados por seu autor, junto com outros «que não podem ser numerados porque não colocou nenhum número». Bispo de uma cidade próxima, Posídio ditava estas palavras precisamente em Hipona, onde se havia refugiado e onde havia assistido à morte de seu amigo, e quase seguramente se baseava no catálogo da biblioteca pessoal de Agostinho. Hoje sobreviveram mais de 300 cartas do bispo de Hipona, e quase 600 homilias, mas estas eram originalmente muitas mais, talvez inclusive entre 3.000 e 4.000, fruto de quatro décadas de pregação do antigo orador, que havia decidido seguir Jesus e deixar de falar aos grandes da corte imperial para dirigir-se à população simples de Hipona.
Em anos recentes, a descoberta de um grupo de cartas e de algumas homilias enriqueceram o conhecimento deste grande padre da Igreja. «Muitos livros – escreve Posídio – foram redigidos por ele e publicados, muitas pregações foram pronunciadas na igreja, transcritas e corrigidas, ora para refutar hereges, ora para interpretar as Sagradas Escrituras para edificação dos santos filhos da Igreja. Estas obras – sublinha o bispo amigo – são tão numerosas que dificilmente um estudioso tem a possibilidade de lê-las e aprender a conhecê-las.» («Vita Augustini», 18, 9)
Entre a produção literária de Agostinho, portanto, mais de mil publicações divididas em escritos filosóficos, apologéticos, doutrinais, morais, monásticos, exegéticos e contra os hereges, assim como as cartas e homilias, destacam algumas obras excepcionais de grande importância teológica e filosófica. Antes de tudo, devem-se recordar as «Confissões», antes mencionadas, escritas em treze livros entre os anos 397 e 400 para louvor de Deus. São uma espécie de autobiografia em forma de diálogo com Deus. Este gênero literário reflete a vida de Santo Agostinho, que não estava fechada em si mesma, perdida em mil coisas, mas vivida essencialmente como um diálogo com Deus e, deste modo, uma vida com os demais.
Por si só, o título «Confissões» indica o caráter específico desta biografia. Esta palavra «confissões», no latim cristão desenvolvido pela tradição dos Salmos, tem dois significados, que se entrecruzam. «Confissões» indica, em primeiro lugar, a confissão das próprias fraquezas, da miséria dos pecados; mas ao mesmo tempo, «confissões» significa louvor a Deus, reconhecimento de Deus. Ver a própria miséria à luz de Deus se converte em louvor de Deus e em ação de graças, pois Deus nos ama e nos aceita, transforma-nos e nos eleva para si mesmo.
Ele mesmo escreveu sobre estas «Confissões», que tiveram grande êxito já na vida de Santo Agostinho: «Exerceram sobre mim um grande impacto enquanto as escrevia e o continuam exercendo quando volto a lê-las. Há muitos irmãos que gostam destas obras («Retratações», II, 6): e tenho de reconhecer que eu também sou um destes ‘irmãos’». E graças às «Confissões», podemos acompanhar, passo a passo, o caminho interior desse homem extraordinário e apaixonado por Deus.
Menos difundidas, ainda que igualmente originais e muito importantes são também as «Retratações» [Revisões], redigidas em dois livros por volta do ano 427, nas quais Santo Agostinho, já idoso, faz uma «revisão» («retractatio») de toda sua obra escrita, deixando assim um documento literário singular e sumamente precioso, mas ao mesmo tempo um ensinamento de sinceridade e de humildade intelectual.
«De civitate Dei» [A Cidade de Deus], obra imponente e decisiva para o desenvolvimento do pensamento político ocidental e para a teologia cristã da história, foi escrita entre os anos 413 e 426, em 22 livros. A ocasião era o saque de Roma por parte dos godos no ano 410. Muitos pagãos, ainda em vida, assim como muitos cristãos, haviam dito: Roma caiu, agora o Deus cristão e os apóstolos já não podem proteger a cidade. Durante a presença das divindades pagãs, Roma era a «caput mundi», a grande capital, e ninguém podia imaginar que cairia nas mãos dos inimigos. Agora, com o Deus cristão, esta grande cidade já não parecia segura. Portanto, o Deus dos cristãos não protegia, não podia ser o Deus a quem se encomendar. A esta objeção, que também tocava profundamente o coração dos cristãos, Santo Agostinho responde com esta grandiosa obra, «De civitate Dei», declarando o que deveriam esperar de Deus e o que não podiam esperar d’Ele, qual é a relação entre a esfera política e a esfera da fé, da Igreja. Ainda hoje este livro é uma fonte para definir bem a autêntica laicidade e a competência da Igreja, a grande esperança que nos dá a fé.
Este grande livro é uma apresentação da história da humanidade governada pela Providência divina, mas atualmente dividida em dois amores. E este é o desígnio fundamental, sua interpretação da história, a luta entre dois amores: o amor próprio, «até chegar ao menosprezo de Deus» e o amor a Deus, «até chegar ao desprezo de si mesmo», («De civitate Dei», XIV, 28), à plena liberdade e si mesmo através dos demais à luz de Deus. Este é talvez o maior livro de Santo Agostinho, de uma importância permanente.
Igualmente, é importante o «De Trinitate» [Sobre a Trindade], obra em quinze livros sobre o núcleo principal da fé cristã, a fé no Deus trinitário, escrita em dois momentos: entre os anos 399 e 412 os primeiros doze livros, publicados sem que Agostinho soubesse, ele que os completou por volta do ano 420 e revisou a obra completa. Nele reflete sobre o rosto de Deus e trata de compreender este mistério de Deus que é único, o único criador do mundo, de todos nós, e que, contudo, este Deus único é trinitário, um círculo de amor. Ele procura compreender o mistério insondável: precisamente seu ser trinitário, em três Pessoas, é a unidade mais real e profunda do único Deus.
O «De doctrina Christiana» [Sobre a doutrina cristã] é uma autêntica introdução cultural à interpretação da Bíblia e, em definitivo, ao próprio cristianismo, que teve uma importância decisiva na formação da cultura ocidental.
Apesar de toda sua humildade, Agostinho foi certamente consciente de sua própria importância intelectual. Mas para ele era mais importante levar a mensagem cristã aos simples que redigir grandes obras de elevado nível teológico. Sua intenção mais profunda, que o guiou durante toda sua vida, pode-se ver em uma carta escrita ao colega Evódio, na qual lhe comunica a decisão de deixar de ditar por um tempo os livros do «De Trinitate», «pois são muito cansativos e creio que podem ser entendidos por poucos; são mais necessários textos que esperamos que sejam úteis para muitos» («Epistulae», 169, 1, 1). Portanto, para ele era mais útil comunicar a fé de maneira compreensível para todos que escrever grandes obras teológicas.
A responsabilidade agudamente experimentada pela divulgação da mensagem cristã se encontra na origem de escritos como o «De catechizandis rudibus», uma teoria e também uma aplicação da catequese, ou o «Psalmus contra partem Donati». Os donatistas eram o grande problema da África e de Santo Agostinho, um cisma que queria ser africano. Diziam: a autêntica cristandade é a africana. Opunham-se à unidade da Igreja. Contra este cisma, o grande bispo lutou durante toda sua vida, procurando convencer os donatistas de que só na unidade inclusive a africanidade pode ser verdadeira. E para que o entendessem os simples, que não podiam compreender o grande latim do orador, disse: tenho de escrever inclusive com erros gramaticais, em um latim muito simplificado. E o fez, sobretudo neste «Psalmus», uma espécie de simples poesia contra os donatistas para ajudar todos a compreender que só na unidade da Igreja se realiza realmente nossa relação com Deus e cresce a paz no mundo.
Nesta produção destinada a um grande público, tem particular importância o grande número de suas homilias, com freqüência improvisadas, transcritas por taquígrafos durante a pregação e imediatamente postas em circulação. Entre estas, destacam as belíssimas «Enarrationes in Psalmus», muito lidas na Idade Média. A publicação de milhares de homilias de Agostinho, com freqüência sem controle do autor, explica tanto sua ampla difusão como sua vitalidade. Imediatamente, as pregações do bispo de Hipona se convertiam, pela fama do autor, em textos sumamente requeridos e eram utilizados também pelos demais bispos e sacerdotes como modelos, adaptados sempre a novos contextos.
Na tradição iconográfica, um fresco de Latrão que se remonta ao século IV representa Santo Agostinho com um livro na mão, não só para expressar sua produção literária, que tanta influência teve no pensamento dos cristãos, mas também para expressar seu amor pelos livros, pela literatura e pelo conhecimento da grande cultura precedente. Ao morrer, não deixou nada, conta Posídio, mas «recomendava sempre que se conservasse para as futuras gerações a biblioteca da igreja com todos seus códices», sobretudo os de suas obras. Nestas, sublinha Posídio, Agostinho está «sempre vivo» e é de utilidade para quem lê seus escritos, ainda que, como ele diz, «creio que poderiam tirar mais proveito de seu contato os que puderam vê-lo e escutá-lo quando falava pessoalmente na igreja e sobretudo os que foram testemunhas de sua vida cotidiana entre as pessoas» («Vita Augustini», 31). Sim, também para nós seria maravilhoso poder senti-lo vivo. Mas ele está realmente vivo em seus escritos; está presente em nós e deste modo vemos também a permanente vitalidade da fé pela qual ele entregou toda a sua vida.
(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Veritatis)

Todos os Direitos Reservados. Tecnologia do Blogger.