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27 de outubro de 2012

Nova Evangelização: os principais pontos para que ela aconteça


Após 22 dias de reflexão, oração e trabalhos orientados pela luz do Espírito Santo, o Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização chega aos últimos momentos com uma mensagem persistente de esperança e confiança no poder da Palavra de Deus e na ação do Espírito Divino. Este foi o balanço que o Bispo da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni do Santos, um dos bispos brasileiros presente no Sínodo, fez do encontro.
Dom Beni, em entrevista à correspondente da TV Canção Nova em Roma, Danusa Rego, descreve um panorama dos principais assuntos do Sínodo, reforçando a necessidade de, a partir de agora, os católicos "arregaçarem as mangas" e trabalharem para que a proposta sinodal aconteça na Igreja.
De acordo com o pensamento do Sínodo, Dom Beni destacou os seguintes pontos:
Investir na família

A palavra Sínodo significa percorrer um novo caminho. Eu creio que este Sínodo está, de fato, abrindo para toda a Igreja o caminho da Nova Evangelização para a transmissão da fé. Então, a Nova Evangelização agora começa a envolver, de fato, toda a Igreja. E, segundo o pensamento do Sínodo, chegou a hora de investirmos na família que, até cronologicamente, deve ser o primeiro lugar para a transmissão da fé.
Investir nas paróquias

Devemos também investir muito nas paróquias para que sejam uma rede de comunidades, sejam cada vez mais missionárias, que elas possam ir ao encontro, não só daqueles que não conhecem a Cristo, mas como foi dito no Sínodo, ir ao encontro daqueles que foram batizados, mas na realidade não frequentam a comunidade. Levam uma vida não ainda dirigida pela fé, pelo Evangelho.
Investir nos movimentos,  novas comunidades e juventude

Chegou a hora de investirmos muito nos movimentos e novas comunidades. Isso foi dito diversas vezes durante o Sínodo e sobretudo investir de um modo novo na juventude. Que deve ser, não só o destinatário da Nova Evangelização, mas sujeito da Nova Evangelização.
Abertura à ação do Espírito Santo

Neste momento, para a Nova Evangelização é necessária também uma confiança renovada no Espírito Santo. Nós vimos no decorrer do Sínodo que a Igreja enfrenta desafios e obstáculos em todas as partes, mas, na força do Espírito Santo esses obstáculos serão vencidos. Chegou o momento de aumentarmos a nossa fé e abrirmos mais os corações à ação do Espírito Divino.
Mensagem do Sínodo

A mensagem final do Sínodo é muito bonita, cheia de esperança e convida toda a Igreja a ter confiança em Deus, na força da Palavra de Deus, erguer a cabeça e, de fato, evangelizar. Creio que um ponto importante dessa mensagem é a confiança que os bispos expressam, de um modo muito especial, na juventude, nos movimentos e nas novas comunidades.

É hora de evangelizar
Creio que chegou a hora de toda a Igreja iniciar, de imediato, este trabalho de evangelizar, sobretudo para aqueles que estão envolvidos pela mentalidade da secularização. No fundo de cada ser humano existe uma saudade de Deus, um desejo de encontro com Deus. Chegou a hora de, através do anuncio do evangelho, despertarmos esse desejo misterioso de Deus que existe no coração de todo ser humano. E, Cristo é a resposta. Só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

24 de outubro de 2012

Como permanecermos fiéis à missão que nos foi confiada?

“Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ Jesus lhe disse: ‘Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!’” (Jo 20, 28-29).


Nós, que hoje cremos em Jesus Cristo, somos os bem-aventurados, que creram sem ter visto. Somos bem-aventurados, pois recebemos de Deus a revelação do Filho de Deus e o dom da fé, para que, pelo seu Espírito possamos crer na Sua presença viva, que é fundamento da Igreja. Nele toda a Igreja se sustenta, Jesus é o alicerce desta construção, da qual somos pedras vivas. Esta Igreja é conduzida pelo Espírito para levar o Evangelho a toda a criatura, para os confins da Terra.
Como permanecermos fiel a Igreja de Jesus Cristo?
Tomé, que precisou ver o Senhor e tocar suas chagas, é a imagem do discípulo que não persevera na oração com a Virgem Maria. Ele não crê porque, apesar de ter recebido a Boa Nova do próprio Jesus e o dom da fé, não perseverou como outros discípulos. Mas, antes do Pentecostes, Tomé, que teve dificuldades para crer, uniu-se a João e aos outros discípulos, que estavam com a Virgem Maria, unidos em oração. Esta perseverança na oração com Nossa Senhora, juntamente com as demais pedras vivas da Igreja, é o segredo da perseverança na fé e no seguimento de Jesus Cristo (cf. At 1, 13-14).
João é a imagem do discípulo fiel de Jesus, que permaneceu com Ele, ao lado da Virgem Maria, até mesmo nos momentos mais críticos da sua entrega na cruz. Aliás, João foi o único que não abandonou Jesus no momento crucial da sua na sua vida na carne aqui na Terra. Como João, somos chamados a permanecer junto à cruz de Jesus, com a Virgem Maria, perseverantes na oração. Pois, este é o modelo do discípulo fiel, que crê em Jesus Cristo, ainda que a cruz e a morte se mostrem sinais de fracasso, de desilusão.
Nós, cristãos, ainda que o sofrimento e as angústias sejam uma tentação para não acreditarmos na Palavra de Deus, devemos crer que a cruz não é a resposta definitiva. Cristo ressuscitado é o fundamento da nossa fé, ainda que Ele continue a manifestar-se entre nós através do mistério da cruz, do sofrimento. Confiantes que depois da cruz vem a ressurreição, nos unamos também a Mãe de Jesus em oração, para pedir um reavivamento do Espírito e, por Ele fortalecidos, sermos fiéis à missão que o Senhor nos confiou: “Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho” (Mc 16, 15).
Permaneçamos com Jesus Cristo, junto com o discípulo amado e a Virgem Maria, unidos em oração, perseverantes nos sofrimentos, pois a cruz é prenúncio da ressurreição. Por isso, perseveremos na fé e na esperança da vida em plenitude que o Senhor quer para nós. Cristo se faz presente em nós pelo Espírito, que age em nós e produz frutos de vida eterna. Somente conduzidos pelo Espírito é que poderemos realizar a maior obra de caridade possível, que é levar a Palavra de Deus, com eficácia, a todos a quem o Senhor nos enviar.


23 de outubro de 2012

Dom Damasceno destaca papel do leigo para atrair fiéis afastados

Como levar ao mundo a mensagem do Evangelho? Como a Igreja deve responder àqueles que ainda não creem? Em uma sociedade marcada por mudanças culturais e sociais, a saída pode estar na formação de pequenos grupos, que busquem ir atrás das pessoas para evangelizá-las. Para que isto se concretize, o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, diz ser necessária uma abertura à atuação do laicato. 

O cardeal arcebispo de Aparecida diz que os religiosos e religiosas também são agentes necessários, mas defende a participação dos leigos. “Porque o padre sozinho não consegue atender a esta demanda da população mais distante da matriz, da sede paroquial propriamente dita”.

Dom Damasceno acredita ser necessário ir ao encontro do povo, sobretudo nas periferias das grandes cidades. Isso tendo em vista que o Brasil e a América Latina, de modo geral, passam por um processo cada vez mais forte de urbanização.

“Então, é claro que as cidades aumentam, crescem e nós muitas vezes não temos um número suficiente de ministros ordenados e muitas vezes também não temos o número suficiente de leigos preparados para atender as necessidades religiosas, espirituais desta população que cresce cada vez mais em nossas cidades”.

Mas como ir ao encontro dessas pessoas? Dom Damasceno acredita que isso pode ser feito por meio da criação de centros de encontro das pessoas que vivem nessas áreas, criar pequenas comunidades, como propõe o documento de Aparecida. 

“Fazer da Igreja uma rede de pequenas comunidades eclesiais, vinculadas à paróquia, à diocese, porque nós devemos sempre promover e estimular uma pastoral orgânica, de conjunto”, explicou  o cardeal arcebispo de Aparecida. 

Fonte : http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287666

Catecismo da Igreja Católica é instrumento para orientar os fiéis

A Igreja comemora, agora em 2012, os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica! Este momento vem ao encontro do “Ano da Fé”, anunciado e aberto pelo Papa Bento XVI no dia 11 de outubro, que pede a retomada catequética juntamente com uma vida de sincera conversão. Torna-se oportuno aproveitar estas comemorações para recordar os fundamentos da nossa fé e os valores que os sacramentos imprimem em nossa vida.

Neste tempo de tantas possibilidades e ofertas, não podemos nos esquecer de que precisamos voltar nosso olhar e interesse pelas coisas de Deus. Por isso, torna-se mais do que necessário retomar a leitura da publicação do Catecismo da Igreja Católica, aprovado a partir da “Fidei Depositum”, (11 de outubro de 1992, do Beato João Paulo II) atualizado após o Concílio Ecumênico Vaticano II.

Acesse
.: Catecismo da Igreja Católica online

.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé


Guardar o depósito da fé é a missão que Jesus Cristo deixou como legado à sua Igreja. Este legado a acompanha em todos os tempos. Nós, seguidores de Cristo, estamos inseridos neste tempo e somos responsáveis pela missão. Portanto, hoje, novamente se faz necessário reconhecer seus ensinamentos e comunicá-los aos que ainda Nele não creem. Nisto acontece o resplendor do anúncio do Evangelho!

Celebrar este aniversário é rememorar os valores da nossa vida cristã e a nossa fidelidade a Cristo. Recordando nosso olhar para a vida do homem nós conseguimos reconhecer a Deus. Enquanto homens que nos identificamos com Ele, vivemos e transmitimos a fé. Daí a importância da nossa catequese.

O Catecismo da Igreja Católica é um instrumento para orientar todos os fiéis no caminho de Cristo, que, consequentemente, os leva no caminho ao encontro com os irmãos.

Deve-se reconhecer que o Catecismo é denso, refletindo em toda a primeira parte a “Profissão de fé” do batizado. Há ali uma reciprocidade entre a revelação de Deus para o homem e a resposta humana de fidelidade. Ali se dá também a articulação dos “três capítulos”: a fé na Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

Já em seguida se estuda como se dá a ação de Deus (para manifestar a Salvação) na realização das obras de Jesus Cristo e da ação do Espírito Santo, também hoje pronunciadas e manifestadas nas liturgias que são celebradas. Por isso, a liturgia é o pedestal da vivência dos Sacramentos da Fé.

São “bem-aventurados” os que se identificam numa ação livre e despojada, munidos pela fé e graça de Deus, em favor dos pobres e descrentes. Aí se manifesta a caridade, que acontece a partir dos Mandamentos de Deus.

Porém, toda a ação do cristão, mesmo fundamentada na catequese, se torna fraca se não for alimentada pela oração. Daí a importância da oração contínua na vida de fé. O Catecismo da Igreja Católica foi assim pensado para condensar a doutrina e os valores da fé católica. Em sua linguagem encontramos inúmeras referências bíblicas. Algumas não são citadas, mas o estudo e a reflexão apresentados vêm ao encontro do que Jesus ensinou aos seus discípulos e às multidões que O seguiam, presentes na Sagrada Escritura. Os Evangelhos registram o que Jesus falou e fez em favor dos que querem seguir e estar com Deus. Este “estar com Deus” se inicia no aqui e agora toda vez que vivemos plenamente os valores por Ele ensinados.

O “Ano da Fé” nos aproxima oportunamente a reler o Catecismo da Igreja Católica para sermos mais santos, fraternos e humanos. Deus abençoe a todos na recuperação do estudo do Catecismo da Igreja Católica!

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro


Fonte : http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287662

22 de outubro de 2012

O que é e o que não é santidade


Mais do que mirabolantes façanhas místicas ou heroísmos de faquir, a santidade consiste numa correspondência de amor. Trata-se de descobrir a presença de Deus em tudo, dando-lhe glória através das mais corriqueiras realidades do dia a dia
Se alguém pensa que santidade pessoal significa ter o nome no topo de um ranking, está enganado. Se pensa que é algo que dá direito a ter uma data comemorativa no calendário da Igreja, está enganado. Se pensa que é algo que traz consigo o poder de fazer milagres, está enganado. Se pensa que é ter o olhar embevecido, num estado de piedoso contentamento (ou de doce êxtase, ou de nobre e virtuosa distração), está enganado. Santidade não tem nada a ver com estar acima dos outros, como que pairando sobre eles.
O melhor é pensar na santidade como a atitude de quem, sendo generoso e fiel à graça, devolve a Deus o amor que Ele lhe depositou na alma. Por isso, se podemos querer ser santos, é mais por causa de Deus do que por iniciativa própria. Não buscamos a santidade por sermos ambiciosos nem por querermos subir numa espécie de carreira fantástica, mas porque Deus quer-nos santos e nós o louvamos quando lutamos para alcançar a santidade.
Qualquer um pode ser santo – ou melhor, fingir que é santo – e ouvir elogios das pessoas: “Nossa, como você é um santo”. Cedo ou tarde, porém, essa santidade acaba dando em nada. Ou a pessoa percebe a armadilha em que caiu, faz-se humilde, e tenta encaminhar-se para uma santidade real, ou então o esforço por manter as aparências torna-se insustentável, provocando uma reação que a faz voltar-se para o mundanismo e talvez até para um estado final de maldade. Todo o segredo da santidade está em que ela depende da graça e por isso nunca pode ser considerada um simples papel a representar.
Isso significa que mesmo que você esteja decidido a ser santo, não o será se confiar só na sua força de vontade. A única coisa que pode levá-lo à santidade é a graça de Deus. Você precisará de toda a sua força de vontade para trabalhar junto com a graça de Deus, mas não imagine que para chegar ao final do caminho basta tomar umas resoluções suficientemente firmes. Deus permitirá que você falhe em cumprir alguns dos seus melhores propósitos antes mesmo de começar a caminhada, para que você se ponha no seu devido lugar e veja que nada pode fazer sem Ele.
Estando humildemente convencido de que sozinho não se pode cumprir nem mesmo aquilo que mais se quer, você estará então pronto para ser um instrumento de Deus. Primeiro você vai ser amaciado como um bife. Quando toda a altivez, todo o orgulho e todas as idealizações da santidade tiverem sido arrancados pela ação da verdade, e você tiver os pés no chão, Deus terá matéria com que trabalhar. Sem falsas noções e sem projetos fantasiosos, você começa a perceber o que é a verdadeira santidade e quais são os planos que Deus tem em mente a seu respeito.
A razão disso é que Deus não está premiando o trabalho de outrem, mas o dEle próprio. Não se pode esperar que Ele reconheça uma santidade para a qual não tenha contribuído. A única perfeição, a única santidade é a de Deus. Deus permite que o homem invente a sua própria idéia de santidade. Mas Deus não o ajuda a realizá-la simplesmente porque ela não existe; é uma perda de tempo. É como procurar a luz do luar numa noite sem Lua. Quando você percebe que a luz do luar emana de um determinado lugar, e que só existe nele, já terá aprendido alguma coisa.
A SANTIDADE É INDIVIDUAL
Outra coisa a respeito da santidade que é preciso ter em conta desde o início é que ela não segue nenhum padrão pré definido: será a que Deus queira, e como você não é exatamente igual a nenhum outro, sua santidade não será exatamente igual a nenhuma outra. O modelo de todos os santos é Nosso Senhor e somente procurando imitá-lo é que se pode ir a alguma parte no caminho da santidade. Mas isso não significa que todos os que o sigam terminarão sendo iguais: Nosso Senhor dirige a cada um de nós um chamado específico, e cada um responde à sua maneira.
Se pedirmos um quadro da Crucifixão a vinte artistas diferentes, teremos em todos a mesma cena, mas em vinte maneiras distintas. Haverá vinte pinturas diferentes. É assim que Deus quer que lhe respondamos: cada um do seu jeito. Seria uma tolice que um dos artistas se dedicasse a copiar exatamente o que seu vizinho estivesse pintando, da mesma forma seria uma tolice um seguidor de Cristo dedicar-se a copiar exatamente a santidade particular de um outro. O que deve fazer, já desde o início, é concentrar-se em seguir a Cristo.
Considerar o modo como outros seguiram Nosso Senhor pode ser uma ótima ajuda, assim como ver como os outros pintam, mas Cristo – que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6)– quer que você dê algo seu, pessoal, algo que não seja simplesmente uma cópia. Os santos fazem obras primas por serem parecidos com Cristo, não por serem parecidos com os outros. Imitemos, sem dúvida, o modo de caminhar dos santos, mas de modo algum copiemos os resultados. Deus quer um retrato original: não uma falsificação.
O QUE FAZEM OS SANTOS
Pois bem, mas o que é que os santos fazem para chegar à santidade? Duas coisas. Por um lado, ficam longe de tudo o que os impede de entrar pelos caminhos da graça e, por outro, dirigem-se diretamente para Deus. Mas fazem tudo isso pela glória de Deus, não por algum proveito que possam obter. Eles são os que “buscam antes o reino de Deus” – mais pelo Rei do que por eles próprios – e estão dispostos a esperar o tempo que Deus quiser até o dia em que “todo o resto lhes será dado por acréscimo” (cfr. Mt 6, 33).
Os santos, portanto, não tratam de fazer coisas especialmente santas (como ferozes penitências, passar noites inteiras ajoelhados, milagres, profecias, êxtases na oração); tratam de fazer tudo de um modo especialmente santo: exatamente do modo como Deus quer que o façam. Para eles, a única coisa do mundo que importa é a vontade de Deus. Sabem que cumprindo a vontade de Deus estarão imitando Nosso Senhor, manifestando a caridade e sendo fiéis ao que há de melhor em si mesmos.
Tudo isso pode ser um grande estímulo para nós, pois mostra que o nosso serviço a Deus não depende de como nos sentimos, mas de como Deus olha para o que fazemos; não depende de que os nossos atos pareçam heróicos, mas da nossa disposição em deixar que Deus tire heroísmo de nós; não depende de que conquistemos à nossa maneira uma meta que nos faça merecedores do título de “santo”, mas de que sigamos com total confiança o rumo marcado pela vontade de Deus.
A santidade – como tudo na vida – deve ser encarada do ponto de vista de Deus, e não do ponto de vista do homem. Viemos de Deus. Existimos por Ele. A nossa santidade também deve vir dEle e existir para Ele. Cremos que a finalidade do homem, da vida, da Criação, de tudo, é a glória de Deus. Mas o que isso significa para nós? O que é “glória” afinal?
Santo Agostinho diz que a glória é um “claro conhecimento, unido ao louvor”. De fato, mais do que simplesmente explicar o que a glória é, essa expressão nos diz o que temos que fazer em relação a ela: a maneira de dar glória. Louvar a Deus na oração é dar-lhe glória; servir ao próximo na caridade, também. Querer seguir a Cristo é dar-lhe glória; desejar cumprir a vontade de Deus é dar-lhe glória. De forma que o ponto central da santidade é que ela dá glória a Deus.
Cristo Nosso Senhor, que é a Santidade em pessoa, mostrou-nos como deu glória ao Pai durante a sua vida terrena: Eu glorifiquei-te na Terra, consumando a obra que Me deste a fazer (Jo 17, 4). Que obra era essa? Muito simples: a vontade do Pai. É claro que isso implicou fazer muitas coisas específicas – como pregar, fazer milagres, fundar a Igreja, sofrer a Paixão –, mas todas se resumem no cumprimento fiel da vontade do Pai. Quando, próximo do fim, Jesus disse na Cruz:Tudo está consumado (Jo 19, 30), não estava querendo dizer que a sua vida chegava ao fim, mas que a obra que o Pai tinha-lhe encomendado, a tarefa de cumprir em tudo a divina vontade, estava agora perfeitamente concluída e já não restava mais nada por fazer.
O QUE NÓS DEVEMOS FAZER
Fazendo-se obediente – até à morte – à vontade do Pai, Cristo deu-nos uma lição sobre a glória. Sua obediência no dia-a-dia, em coisas que ninguém notou exceto sua Mãe e os seus amigos mais próximos, deu tanta glória ao Pai quanto os seus muitos milagres, orações e ensinamentos. Agora, como cristãos, o nosso principal dever é reviver a vida de Cristo neste nosso mundo, mas não realizando as grandes ações de Cristo e sim as pequenas. Assim como as pequenas coisas que Jesus fez não eram pequenas aos olhos do Pai – porque estavam sendo perfeitamente cumpridas pelo Filho –, também as pequenas coisas que façamos não serão pequenas para o Pai porque nós, junto com o Seu Filho, estaremos tentando cumpri las perfeitamente.
Um dever bem simples e corriqueiro, como escrever uma carta de agradecimento ou levantar pontualmente de manhã, pode dar grande glória a Deus: é a resposta que damos ao que Ele nos pede. A pequenez da tarefa é engrandecida por participar da obediência de Cristo. Da ponta da caneta (se estamos escrevendo a tal carta) a glória flui até Deus; o esforço por sair da cama (se o nosso dever é levantar-nos pontualmente) produz um efeito imediato de glória de Deus. Em cada instante do dia, ao fazer o que temos de fazer por ser essa a vontade de Deus, lidamos com a glória.
Basta soprar de volta a Deus o ar da sua glória que inspiramos e chegaremos a santidade. Assim como os peixes nadam no mar e os pássaros voam pelo ar, nós nos movemos no que conviria chamar de “espaço de glória”. Não é como se tivéssemos de ir a outro planeta para achar a santidade e dar glória a Deus, ou mesmo mudar de posição neste nosso (se for, é claro, o lugar onde Deus quer que estejamos). Deus está presente em toda parte, e tudo o que temos de fazer é viver e louvá-lo, seja onde for.
Deus é glorificado por toda a sua Criação e não somente pelos seres humanos, que podem usar as suas mentes para expressar em palavras o seu louvor. A Natureza louva-o porque dEle recebe a sua existência e porque funciona de acordo com as leis por Ele estabelecidas. É fácil ver que um pôr-do-sol, uma rosa, ou um cume nevado dão glória a Deus, porque refletem algo da Beleza divina; mas também as coisas grosseiras, como uma pedra, um repolho ou a chuva, dão glória a Deus. Subindo um degrau acima, não temos muita dificuldade em ver que dão glória a Deus os pintinhos, os cachorrinhos ou os filhotes recém-nascidos de urso polar que se vêem no zoológico, porque essas criaturas são adoráveis e muito simpáticas; mas também as cobras, os sapos e os ratos dão-lhe glória. Cada um dos elementos da Criação divina, tomado isoladamente, dá glória a Deus por existir conforme o tipo de existência que Deus quis que tivesse.
Essa idéia de que tudo traz em si um certo fulgor divino – como aquelas ondas de calor provocadas pelo sol na superfície da água – parece evidente quando nos damos ao trabalho de pensar nisso. Para os santos, essa visão da Criação é algo já consolidado em suas mentes. Os objetos exteriores são vistos e amados como seres que refletem Aquele que os fez. Isso é o que São Paulo dizia quando afirmava que os seres visíveis estão aí para levar-nos ao conhecimento do Criador invisível. É por isso que São Francisco de Assis chamava as coisas naturais como o céu, o sol e a lua, de irmão ou irmã: todos eles são da família, todos têm os traços do Pai.
Imagine a diferença que faria em sua vida se em todo lugar você enxergasse à sua volta placas de sinalização indicando a presença de Deus. Não somente a Natureza e os seres humanos anunciariam a glória de Deus, mas até os acontecimentos de todos os dias e de todas as horas você os acolheria como manifestações da vontade de Deus. Isso o levaria a mostrar-se agradecido pelas coisas agradáveis que acontecem, e a aceitar as coisas desagradáveis como ocasiões para poder participar da Paixão de Cristo. Ou seja: você poderia viver o resto dos seus dias sob aquilo que Santo Agostinho chamava de céu estrelado da vontade de Deus.
Isso é o que a santidade faz. Primeiro glorifica a Deus, fonte de tudo o que é santo; e depois faz-nos descobrir mais e mais material com que expressar essa glória.
Enquanto alguns só vêem em suas obrigações deveres aborrecidos que é preciso cumprir de qualquer jeito, o santo enxerga maravilhosas oportunidades.
Para aqueles, parece haver poucos sinais do amor de Deus neste mundo tão injusto e conturbado; para o santo, pelo contrário, há sinais do amor divino por toda parte, inclusive na confusão e nas desilusões.
Para aqueles, existem apenas pessoas: umas boas e outras detestáveis; para o santo, existem almas: todas elas de algum modo amáveis e todas refletindo o amor de Deus.
Para aqueles, existem certas urgências e necessidades que devem causar-nos preocupação; para o santo, nada nos deve preocupar, pois todas as urgências e necessidades estão sob os cuidados de Deus.
Aqueles temem muitas espécies de males; o santo só teme um único mal: o pecado.
Fonte: Catholic Answers
Tradução: Quadrante

17 de outubro de 2012

Candidata protestante promete eliminar a fé católica, fechar igrejas e templos de outras religiões e financiar igrejas protestantes


A gente morre nesta vida e não vê tudo! Quando pensamos que a canalhice humana chegou ao limite extremo, ela tem a capacidade de se recriar e aparecer com mais força. Hoje cedo, um amigo me mandou um link de um blog chamadoGenizah Virtual que traz um post sobre uma pastora protestante chamada de “Pastora Dolores” que é candidata a vice-prefeita da cidade de Ibirité-MG em uma aliança que envolve PSDB e uma pancada de partido. O prefeito parece que se chama Pinheirinho. Gostei. Poderiam formar uma dupla sertaneja – Dolores & Pinheirinho, mas não é o que aconteceu!
Ela é membro da Igreja do Evangelho Quadrangular e mandou para todas as igrejas a carta que estou postando logo abaixo. Gostaria que você lesse. Depois continuamos…
Pois é caríssimo leitor, a tal pastora quer transformar o Brasil em um país protestante na base da ditadura (que Deus nos livre e guarde desse tal Brasil protestante. Como dizia a música: “Quero não, posso não, minha mãe não deixa não”). Eu nem sei se tal postura está dentro da lei ou não seria caso de polícia. Mas gostaria de analisar os onze itens desta carta com vocês para que você tome dimensão da empreitada protestante de forçar a mudança dos nossos valores na ponta da caneta! Seria apenas em Ibirité ou no resto no Brasil?
1. Retirar e proibir imagens de santos nas repartições públicas e demolir uma imagem já existente para evitar a idolatria católica – Este projeto já é antigo entre os protestantes e membros de outras religiões. Embora este papo de idolatria já tenha sido conversado infinitas vezes, os protestantes continuam batendo nesta tecla. Como o povo não é burro e sabe diferenciar idolatria e veneração, agora eles querem fazer o uso de lei para forçar a barra!
2. Proibir a presença de padres no velório municipal e nos eventos da prefeitura – O padre não é um cidadão? Não paga seus impostos? Ele não tem o direito de ir e vir? Por acaso o católico é cidadão, que paga seus impostos, paga o cemitério e chega ao fim da sua vida não tem o direito de ser enterrado conforme a sua fé? Quando nós católicos proibimos os pastores de frequentar os cemitérios?
3. Criar uma semana evangélica para os funcionários da prefeitura –Caríssimo cidadão brasileiro, agora você vai pagar os seus impostos para contratar funcionários públicos que durante uma semana não irão trabalhar para ficar participando de cultos. Se naquela semana você precisar tirar um documento, ir a um posto de saúde ou depender da prefeitura, dane-se! Os funcionários estarão no culto. Algo no mínimo absurdo!
4. Proibir procissões de santos nas praças – Isso fere a constituição federal. Quem quiser fazer passeata gay pode. Marcha da maconha pode. Marcha para Jesus pode. Ah, mas quem fizer uma procissão, vai ser preso! Você não tem o direito de manifestar a sua fé nas ruas da sua cidade? Isso pra mim tem um nome: inveja e é pecado! Os protestantes ficam roendo de ver os católicos na rua manifestando a sua fé. Proibir as procissões só no Taliban ou na ditadura comunista.
5. Repassar terrenos doados a Igreja Católica as Igrejas protestantes – Fico pensando: Você doa algo pra alguém, depois que a pessoa toma posse e coloca seu nome, ai vem a prefeitura e toma… Será que isso é possível? Como pode alguém confiar em uma prefeitura que dá e tira? Sinistro…
6. Criar a semana evangélica estudantil para funcionários, professores e alunos – Durante uma semana, os professores, funcionários e alunos vão deixar de estudar para ficar nos cultos. Se levarmos em conta o item 3, já serão duas semanas do ano para os funcionários. E haja culto!
7. Dar preferência aos funcionários públicos nas prefeituras – Tudo bem que em muitos lugares as prefeituras viraram cabides de emprego, mas isso já é ridículo! Onde ficam os concursos? Cadê a competência profissional? De nada vale, desde que seja um irmão…
8. Dificultar e impedir a construção de IGREJAS Católicas – Em primeiro lugar, templo quem tem é protestante. Igrejas sim são católicas! Católico não faz Igreja em Box de galeria, em fundo de garagem ou em galpão abandonado. Católico constrói Igrejas e dentro da lei, com segurança e conforto. Existem leis que precisam ser cumpridas para que uma Igreja seja levantada e a Igreja Católica Apostólica Romana não constrói nenhuma edificação fora da lei, ao contrário de muitas denominações protestantes que vivem de puxadinhos.
9. Ajudar com dinheiro e mão de obra a abrir novos templos protestantes – Eis ai o que esta senhora deseja: Usar de dinheiro público para financiar sua seita. Ah! Hospitais precisando de remédios e médicos, crianças na rua, escolas sem estruturas, ruas sem asfalto e a prefeitura construindo templos para esta gente! Realmente, um modelo de gestão digno do ridículo!
10. Acabar com os feriados dedicados aos santos – Não precisa. Se os protestantes não querem feriados, podem ir trabalhar nesse dia. Acredito que os patrões irão adorar!
11. Transformar a cidade 100% protestante em quatro anos – Eis o sonho de todo protestante fundamentalista: Fazer uma cidade toda protestante. Imagina só quanto eles irão arrecadar com os 10%! Mais do que a prefeitura arrecada de IPTU.
Agora eu fiquei pensando: Essa foi uma carta descoberta por alguém e trazida a público. E quantas cartas como essa, a bancada protestante pode ter distribuído pelo Brasil afora?
Mais um detalhe: No final da tal carta, está escrito em letra maiúscula que a carta deve ser lida no último domingo antes das eleições e que não deve ser repassada para ninguém que é secreta. Porque tanto segredo? Oras, para que ninguém saiba desta insanidade e denuncie. Parafraseando o carinha do Youtube, para nossa alegria alguém teve o bom senso de denunciar. É assim que vemos Cristo desmascarar os falsos profetas…
Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!




Pastora Dolores se defende e se diz vítima de calúnia


Ontem postamos aqui no blogDominus Vobiscum uma suposta carta que teria sido enviada por uma candidata a vice prefeito da cidade de Ibirité-MG (eleita no primeiro turno) aos pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular da mesma cidade. Caso queira ler a carta e os comentários que fiz a respeito da mesma clique aqui. Ontem um informante (Sr. Amir Salomão Jacob), entrou em contato com a Pastora Dolores e ela fez o seguinte pronunciamento (cito aqui a fonte):
“Sr. estou sendo vítima de uma calúnia puramente de perseguição política. Pode pesquisar a meu respeito. Jamais escreveria uma insanidade. Espero que vocês a quem tenho muito respeito entendam que alguém que está na vida pública dede 1988 e sempre foi bem sucedida, não precisa usar argumentos que ferem a nossa constituição. Por isto estou acionando meus advogados que vão denunciar quem esta lançando esta calúnia na internet. Aqui em minha cidade foram jogadas na calada da noite dois dias antes da eleição tais cartas nas ruas. Portanto entrego nas mãos da justiça terrena e na mãos de Deus e creio na justiça”.(Pastora Dolores)
Segundo esta mesma pessoa, a Pastora Dolores tem algumas representações no Tribunal Eleitoral do Estado (creio que de Minas Gerais) contra ela, de forma que, mesmo que a tal carta seja fruto de uma armação contra ela, não se pode mais negar que ela tenha existido, uma vez que a própria afirmou que as cartas foram jogadas nas ruas dois dias antes da eleição (vide seu depoimento acima). Agora só nos resta saber quem é o autor da tal carta. Se a pastora afirma que não foi ela, quem a redigiu? Caso a carta seja de alguém que se fez passar pela pastora é fato que esta pessoa precisa ser identificada e punida. Mas vamos mais adiante na reflexão…
É óbvio que muitos dos itens da tal carta ferem a constituição brasileira e que seriam impossíveis de serem cumpridos ainda que o candidato fosse governador do estado (quanto mais vice-prefeito). Porém como eu mesmo falei ontem conversando com os amigos, se você é um candidato e chega na seca do nordeste e promete a um nordestino analfabeto que vive sob condições sub-humana casa, luz, água e comida, é lógico que aquele cidadão vai votar em você que prometeu tudo que ele gostaria de ouvir. Agora e quando se trata de igrejas protestantes? O que você acha que um eleitor protestante e fundamentalista gostaria de ouvir da boca de um candidato?
Esperamos que esta questão seja esclarecida o quanto antes e quero postar aqui o desfecho da mesma. Mas a questão é que independente da carta ser verdadeira ou falsa (esperamos de coração que seja falsa), não duvido que promessas como estas sejam feitas por pastores políticos (ou políticos pastores) espalhados por este Brasil afora. A cada eleição crescem as bancadas protestantes nos municípios, estados e até em Brasília, e portanto esta questão nos cabe atenção. Afinal de contas, vez ou outra aparece um político perdido tentando tirar os crucifixos e imagens dos estabelecimentos públicos, abolir um feriado… Isso não é novidade para ninguém. Embora tenhamos muitos pastores e candidatos protestantes esclarecidos e abertos ao diálogo, ainda existem muitos destes que são fundamentalistas e possuem sim, o sonho de tornar o Brasil um país protestante, ainda que seja na base da caneta.
Vamos continuar atentos esperando o desfecho desta estória.
Dominus Vobiscum

16 de outubro de 2012

YOUCAT - Para que estamos no mundo ?

Aulas sobre o YOUCAT

Blog Evangelizando!

Estudos sobre o YOUCAT - estaremos colocando também em nosso blog, é o que o Papa nos pede estudai o Catecismo, então atendendo ao apelo do Papa faremos isso - os estudos serão dados por mim Iury Albino - estou fazendo um curso de catequese jovem com base no YOUCAT, sendo assim, quero ajudar a vocês também com este livro. tenham uma ótima compreensão, qualquer dúvida pode comentar aqui ou mandar um e-mail para o nosso blog: blogevangelizando@hotmail.com.

Para Que Estamos no Mundo?

Estamos no mundo para conhecer e amar Deus, para fazer o bem segundo a Sua vontade e um dia ir para o Céu. 
[1-3, 358]

Ser pessoa Humana significa vir de Deus e ir para Deus, Nós vimos de mais longe que nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. De vez quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente, não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho para casa, Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo o mal e nos conduz infalivelmente à verdadeira Vida. Ele é << o Caminho, a Verdade e a Vida>> (Jo 14,6).
~>285 

Estudo: Nós somos seres humanos criados para conhecer o Nosso criador: que é Deus - isso significa que viemos de Deus e que para Deus voltaremos, ou seja, se nós viemos de Deus nós viemos de mais longe que dos nossos pais. Nisto provém toda a felicidade do Céu e da terra, e assim Deus nos espera na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança, ou seja, o Céu - é para lá que nós iremos. Entretanto, vivemos neste mundo em meio a tantas coisas – principalmente o bem e o mal “o certo e o errado”, com tudo isto de vez em quando sentimos a presença de Deus no nosso meio, a presença do nosso criador, mais muitas vezes não sentimos realmente nada, ou seja, muitas vezes não estamos unidos a Deus, ligados ao nosso criador, com isto a gente vai perdendo o seguimento do caminho que é Deus, com tudo vamos deixando de fazer as vontades de Deus e criando as nossas próprias vontades e com isto nós vamos se distanciando mais e mais de Deus, e a consequência disto é o PECADO – mais Deus na sua infinita misericórdia mandou seu único filho para que assim possamos encontrar o caminho de volta para casa,  Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo o mal e nos conduz infalivelmente a verdadeira vida, ou seja, Jesus é o “Caminho, a Verdade e a Vida” que por meio dele possamos conhecer e amar Deus, possamos fazer o bem segundo a sua vontade e no final de tudo recebemos a graça de ir para o Céu.


Iury Albino - Administrador



15 de outubro de 2012

Mês missionário : Todo cristão é chamado a ser missionário

''É uma vocação específica'', diz Dom Sérgio Braschi sobre a missão Ad Gentes
Todo batizado é missionário. O Concílio Vaticano II, que completa 50 anos em 2012, colocou esse aspecto de forma muito clara, ao afirmar no Decreto Ad Gentes que todos os fiéis, como membros de Cristo, têm por obrigação "colaborar no crescimento e na expansão do Seu corpo para o levar a atingir, quanto antes, a sua plenitude" (n 36).

Essa necessidade de se inserir na ação missionária é enfatizada em especial neste mês de outubro, período celebrado pela Igreja como o mês missionário. Para aprofundar um pouco mais sobre o trabalho missionário na Igreja, o noticias.cancaonova.com preparou uma série de reportagens especiais que serão disponibilizadas durante toda essa semana.

Acesse
.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé


Ao longo deste mês, a Igreja recorda aqueles que têm essa missão de transmitir a fé. Um apelo sempre urgente, pois, como destaca a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, "aumentou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo".

"Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus", foi o que disse o Beato João Paulo II na Encíclica Redemptoris missio.

Ao proclamar o Ano da Fé, Bento XVI, escreveu que Cristo "hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra".

Em muitos lugares do mundo se celebra apenas o Dia Mundial das Missões, no 3º domingo deste mês, mas no Brasil, todo o mês é festivo, e a cada ano com uma temática própria. 

"O tema desse ano é 'Brasil Missionário, partilha tua fé', e todo um material foi preparado para os fiéis, com uma novena e um DVD com entrevistas de missionários brasileiros que trabalham em outros continentes", explicou o presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária da CNBB, Dom Sérgio Braschi. 

A essa missão de levar o Evangelho além-fronteiras, dá-se o nome de Ad Gentes. "É uma vocação específica - explica Dom Sérgio - temos aí os padres diocesanos Fidei Donum (dons da Fé), os padres de congregações religiosas, irmãos de congregações missionárias, como os Xaverianos, os Combonianos, os Vicentinos, Franciscanos, Capuchinhos, Jesuístas, etc. Temos também as religiosas e hoje, muitos leigos e leigas, jovens e até casais, famílias, que dão um tempo de sua vida em uma missão, na África, Ásia, Oceania, ou mesmo aqui dentro do país, nas Igrejas irmãs da Amazônia ou em outros lugares onde há mais falta de evangelização". 

No entanto, o bispo explica que há também a missão ad intra, que, seria a missão dentro da própria comunidade. "Digamos, ter aquele espírito de sair e ir visitar as pessoas, ir ao encontro das pessoas que estão afastadas da Igreja". 

Todo o povo de Deus pode contribuir com a missão evangelizadora da Igreja também a partir do próprio testemunho de vida, como destaca o Decreto Ad Gentes. "Todos os filhos da Igreja tenham consciência viva das suas responsabilidades para com o mundo, fomentem em si um espírito verdadeiramente católico e ponham as suas forças ao serviço da obra da evangelização. Saibam todos, porém, que o primeiro e mais irrecusável contributo para a difusão da fé é viver profundamente a vida cristã" (n 36). 

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287595

SÍNODO DOS BISPOS



SÍNODO DOS BISPOS: Leigos sejam protagonistas da Nova Evangelização, pedem os sinodais

Formar adequadamente os leigos, apoiar a família, promover o diálogo ecumênico e inter-religioso: foram esses os "instrumentos" da nova evangelização evidenciados na manhã desta segunda-feira pelo Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano.

Esteve no centro da 11º Congregação – realizada na presença do Papa – também um apelo em favor da paz e do diálogo na República do Mali.

O país africano está vivendo um "tempo de inquietude": o Sínodo descreve as dificuldades sociais e políticas, bem como eclesiais, ligadas aos obstáculos da evangelização num contexto em que os confrontos entre rebeldes e governo provisório são uma ameaça para a religião. Diante dessa realidade, os Padres sinodais invocam a paz e reiteram a importância do diálogo.

Mas além das crises africanas, também são sombrias as páginas europeias, em que a globalização cria novas formas de martírio, incruentas, mas sofridas; a intolerância em relação aos cristãos é indolente, mas contínua; Deus não é somente negado, mas desconhecido.

Diante de tal realidade, a nova evangelização pode depositar sua confiança em três "instrumentos", afirma o Sínodo: os leigos, as famílias, e o diálogo ecumênico e inter-religioso.

Portanto, os leigos devem ser formados de modo adequado, sólido, intenso – quem sabe também mediante Sínodos locais que os envolvam diretamente –, de forma que sejam capazes de não ceder às ilusões do mundo e de dar testemunho dos valores autênticos, não baseados no conformismo da fé.

O Sínodo ressalta que não se pode ser ou membros da Igreja ou cidadãos do mundo: as duas dimensões caminham juntas. Os leigos devem "formar redes" nas dioceses, afirmam os bispos, mesmo porque se a Igreja se distanciar da sociedade, a nova evangelização não produzirá frutos.

Em seguida, o Sínodo destaca o grande desafio da família, Igreja doméstica, sujeito de evangelização: deflagrada a causa da história ocidental baseada na libertação de todo e qualquer laço, hoje a questão familiar se apresenta como o problema número um da sociedade – evidencia a Assembléia sinodal –, tanto que se acredita mais na fidelidade ao time de futebol do que no matrimônio.

E a Igreja não pode calar-se, não porque conservadora de um instituto obsoleto, mas porque está em jogo a estabilidade da própria sociedade.

Daí, o convite a colocar a família no centro da política, da economia e da cultura, bem como o auspício de que a Igreja saiba tornar-se "família das famílias", inclusive das famílias feridas.

No fundo - e aí a pergunta dos Padres sinodais se torna autocrítica –, hoje a Igreja não é, talvez, mais uma instituição do que uma família?

Em seguida, os Padres sinodais abordaram a questão do diálogo, outro caminho necessário para a nova evangelização. É claro, do ponto de vista inter-religioso existe a dificuldade, em alguns países, de um diálogo com o Islã, como no Paquistão, onde vigora a lei da blasfêmia, ou no Oriente Médio, onde os cristãos são cada vez menos.

O que fazer? O Sínodo aposta nos jovens muçulmanos, sempre mais atraídos pelo Evangelho no qual encontram alegria, liberdade e amor. Relançando o significado profundo da Boa Nova – explicam os bispos – se poderá evitar também a confusão entre a secularização e o cristianismo, tão freqüente no mundo muçulmano.

Nessa ótica, insere-se também uma escola de catequese para adultos, que cada vez mais abandonam o papel de educadores, preocupando-se com os jovens, mas não cuidando deles suficientemente.

Os catequistas adultos podem tornar-se testemunhas e portadores de fé, obtendo, por vezes, resultados melhores do que os próprios sacerdotes, afirmam os Padres sinodais.

No campo ecumênico o desafio não é menor: a divisão entre cristãos é, sem dúvida, o grande obstáculo da nova evangelização, divisão essa que não é inócua em relação à descristianização da Europa e da sua atual fraqueza política e cultural.

Nesse sentido, uma maior cooperação e uma estratégia pastoral concordada entre católicos e ortodoxos seria um baluarte contra a secularização, bem como um sinal forte em relação ao Islã.

Dentre outras sugestões feitas no Sínodo em favor da nova evangelização encontra-se a promoção de peregrinações, como momento de renovação da fé e de "sintonia" da Igreja com as interrogações presentes no coração do homem, de modo que compreenda a meta de seu caminho.

Por fim, ao término dos trabalhos da tarde desta segunda-feira, os Padres sinodais assistem, à noite, ao filme "Os sinos da Europa". Produzido pelo Centro Televisivo Vaticano – junto com outras instituições –, o filme é uma viagem da fé pela Europa e traz muitas entrevistas inéditas, dentre elas uma também com Bento XVI.

Fonte: pt.radiovaticana.va

Sacramental : O que significa o Tau ?


Tau – Símbolos e Significados
Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana.
Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.
TAU, SINAL BÍBLICO
Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: “Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem”. O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.
O TAU NA IDADE MÉDIA
Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas o TAU tem também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.
O TAU DO PENITENTE
Francisco de Assis viveu em um ambiente no qual o TAU estava carregado de uma grande riqueza simbólica e tradicional. Assumiu para si a marca do TAU como sinal de sua conversão e da dura batalha que travou para vencer-se. Não era tão fácil para o jovem renunciar seus sonhos de cavalaria para chegar ao despojamento do Crucificado que o fascinou. Escolhe ser um cavaleiro penitente: eliminar os excessos, os vícios e viver a transparência simples das virtudes. Na sua luta interior chegou a uma vitória interior. Um homem que viveu a solidão e o desafio da comunhão fraterna; que viveu o silêncio e a canção universal das criaturas; que experimentou incompreensão e sucesso, que vestiu o hábito da penitência, que atraiu vidas, encontrou um modo de marcar as paredes de Santa Maria Madalena em Fontecolombo, de assinar cartas com este sinal. De lembrar a todos que o Senhor nos possui e nos salva sob o signo do TAU.
O TAU FRANCISCANO
O TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos. O que é o TAU franciscano? É Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria.
O TAU COMO IDEAL
No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio na Igreja Constantiniana de Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bipos, 800 abades e priores. Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia, apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Queria honrar novamente a cristandade com um projeto eclesial de motivação e superação. Era preciso uma reforma de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU, vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.
O TAU NAS FONTES FRANCISCANAS
Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da importância que São Francisco dava ao TAU: “O Santo venerava com grande afeto este sinal”, “O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal”, “O recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que gemem e lutam, convertidamente a Jesus”, “O traçava no início de todas as suas ações”, “Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas” (cf. LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.
TAU, SINAL DA CRUZ VITORIOSA
Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor: reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no “Sacrum Comercium”, a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de “selo do reino dos céus”. À Dama Pobreza clamam os menores: “Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!” (SC 21,22).
O TAU E A BÊNÇÃO
Francisco se apropriou da bênção deuteronômica, transcreveu-a com o próprio punho e deu a Frei Leão: “Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz. Irmão Leão; o Senhor te abençoe!” Sob o texto da bênção, o próprio Frei Leão fez a seguinte anotação: “São Francisco escreveu esta bênção para mim, Irmão Leão, com seu próprio punho e letra, e do mesmo modo fez a letra TAU como base”. Assim, Francisco, num profundo momento de comunicação divina, com delicadeza paternal e maternal, abençoa seu filho, irmão, amigo e confidente. Abençoar é marcar com a presença, é transmitir energias que vêm da profundidade da vida. O Senhor te abençoe!
O TAU E A CURA DOS ENFERMOS
No relato de alguns milagres, conta-se que Francisco fazia o sinal da cruz sobre a parte enferma dos doentes. Após ter recebido os estigmas no Monte Alverne, Francisco traz em seu corpo as marcas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. Marcado pelo Senhor, imprime a marca do Senhor que salva em tudo o que faz. Conta-nos um trecho das Fontes Franciscanas que um enfermo padecia de fortes dores; invoca Francisco e o santo lhe aparece e diz que veio para responder ao seu chamado, que traz o remédio para curá-lo. Em seguida, toca-lhe no lugar da dor com um pequeno bastão arrematado com o sinal do TAU, que traz consigo. O enfermo ficou curado e permaneceu em sua pele, no lugar da dor, o sinal do TAU (cf. 3Cel159). O Senhor identifica-se com o sofrimento de seu povo. Toma a paixão do humano e do mundo sobre si. Afasta a dor e deixa o sinal de Amor.
A COR DO TAU
O TAU, freqüentemente, é reproduzido em madeira, mas quando, pintado, sempre vem com a cor vermelha. O Mestre Nicolau Verdun, num quadro do século XII, representa o Anjo Exterminador que passa enquanto um israelita marca sobre a porta de sua casa um TAU com o Sangue do Cordeiro Pascal que se derrama num cálice. O Vermelho representa o sangue do Cordeiro que se imola para salvar. Sangue do Salvador, cálice da vida! Em Fontecolombo, Francisco deixou o TAU grafado em vermelho. O TAU pintado na casula de Frei Leão no mural de Greccio também é vermelho. O pergaminho escrito para Frei Leão no Monte Alverne, marca em vermelho o Tau que assina a bênção. O Vermelho é símbolo da vida que transcende, porque se imola pelos outros. Caminho de configuração com Jesus Crucificado para nascer na manhã da Ressurreição.
O TAU NA LINGUAGEM
O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego. Não está aí por acaso; um código de linguagem reflete a vivência das palavras. O mundo judaico e, conseqüentemente, a linguagem bíblica mostram a busca do transcendente. É preciso colocar o Deus da Vida como centro da história. É a nossa verticalidade, isto é, o nosso voltar-se para o Alto. O mundo grego nos ensinou a pensar e perguntar pelo sentido da vida, do humano e das coisas. Descobrir o significado de tudo é pisar melhor o chão, saber enraizar-se. É a nossa horizontalidade. A Teologia e a Filosofia são servas da fé e do pensamento. Quem sabe onde está parte para vôos mais altos. É como o galho de pessegueiro, cortado em forma de tau é usado para buscar veios d’água. Ele vibra quando a fonte aparece cheia de energia. Coloquemos o tau na fonte de nossas palavras!
O TAU, O CORDÃO E OS TRÊS NÓS
Em geral, o Tau pendurado no pescoço por um cordão com três nós. Esse cordão significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos=obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!
USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR
Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.

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