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17 de outubro de 2012

Candidata protestante promete eliminar a fé católica, fechar igrejas e templos de outras religiões e financiar igrejas protestantes


A gente morre nesta vida e não vê tudo! Quando pensamos que a canalhice humana chegou ao limite extremo, ela tem a capacidade de se recriar e aparecer com mais força. Hoje cedo, um amigo me mandou um link de um blog chamadoGenizah Virtual que traz um post sobre uma pastora protestante chamada de “Pastora Dolores” que é candidata a vice-prefeita da cidade de Ibirité-MG em uma aliança que envolve PSDB e uma pancada de partido. O prefeito parece que se chama Pinheirinho. Gostei. Poderiam formar uma dupla sertaneja – Dolores & Pinheirinho, mas não é o que aconteceu!
Ela é membro da Igreja do Evangelho Quadrangular e mandou para todas as igrejas a carta que estou postando logo abaixo. Gostaria que você lesse. Depois continuamos…
Pois é caríssimo leitor, a tal pastora quer transformar o Brasil em um país protestante na base da ditadura (que Deus nos livre e guarde desse tal Brasil protestante. Como dizia a música: “Quero não, posso não, minha mãe não deixa não”). Eu nem sei se tal postura está dentro da lei ou não seria caso de polícia. Mas gostaria de analisar os onze itens desta carta com vocês para que você tome dimensão da empreitada protestante de forçar a mudança dos nossos valores na ponta da caneta! Seria apenas em Ibirité ou no resto no Brasil?
1. Retirar e proibir imagens de santos nas repartições públicas e demolir uma imagem já existente para evitar a idolatria católica – Este projeto já é antigo entre os protestantes e membros de outras religiões. Embora este papo de idolatria já tenha sido conversado infinitas vezes, os protestantes continuam batendo nesta tecla. Como o povo não é burro e sabe diferenciar idolatria e veneração, agora eles querem fazer o uso de lei para forçar a barra!
2. Proibir a presença de padres no velório municipal e nos eventos da prefeitura – O padre não é um cidadão? Não paga seus impostos? Ele não tem o direito de ir e vir? Por acaso o católico é cidadão, que paga seus impostos, paga o cemitério e chega ao fim da sua vida não tem o direito de ser enterrado conforme a sua fé? Quando nós católicos proibimos os pastores de frequentar os cemitérios?
3. Criar uma semana evangélica para os funcionários da prefeitura –Caríssimo cidadão brasileiro, agora você vai pagar os seus impostos para contratar funcionários públicos que durante uma semana não irão trabalhar para ficar participando de cultos. Se naquela semana você precisar tirar um documento, ir a um posto de saúde ou depender da prefeitura, dane-se! Os funcionários estarão no culto. Algo no mínimo absurdo!
4. Proibir procissões de santos nas praças – Isso fere a constituição federal. Quem quiser fazer passeata gay pode. Marcha da maconha pode. Marcha para Jesus pode. Ah, mas quem fizer uma procissão, vai ser preso! Você não tem o direito de manifestar a sua fé nas ruas da sua cidade? Isso pra mim tem um nome: inveja e é pecado! Os protestantes ficam roendo de ver os católicos na rua manifestando a sua fé. Proibir as procissões só no Taliban ou na ditadura comunista.
5. Repassar terrenos doados a Igreja Católica as Igrejas protestantes – Fico pensando: Você doa algo pra alguém, depois que a pessoa toma posse e coloca seu nome, ai vem a prefeitura e toma… Será que isso é possível? Como pode alguém confiar em uma prefeitura que dá e tira? Sinistro…
6. Criar a semana evangélica estudantil para funcionários, professores e alunos – Durante uma semana, os professores, funcionários e alunos vão deixar de estudar para ficar nos cultos. Se levarmos em conta o item 3, já serão duas semanas do ano para os funcionários. E haja culto!
7. Dar preferência aos funcionários públicos nas prefeituras – Tudo bem que em muitos lugares as prefeituras viraram cabides de emprego, mas isso já é ridículo! Onde ficam os concursos? Cadê a competência profissional? De nada vale, desde que seja um irmão…
8. Dificultar e impedir a construção de IGREJAS Católicas – Em primeiro lugar, templo quem tem é protestante. Igrejas sim são católicas! Católico não faz Igreja em Box de galeria, em fundo de garagem ou em galpão abandonado. Católico constrói Igrejas e dentro da lei, com segurança e conforto. Existem leis que precisam ser cumpridas para que uma Igreja seja levantada e a Igreja Católica Apostólica Romana não constrói nenhuma edificação fora da lei, ao contrário de muitas denominações protestantes que vivem de puxadinhos.
9. Ajudar com dinheiro e mão de obra a abrir novos templos protestantes – Eis ai o que esta senhora deseja: Usar de dinheiro público para financiar sua seita. Ah! Hospitais precisando de remédios e médicos, crianças na rua, escolas sem estruturas, ruas sem asfalto e a prefeitura construindo templos para esta gente! Realmente, um modelo de gestão digno do ridículo!
10. Acabar com os feriados dedicados aos santos – Não precisa. Se os protestantes não querem feriados, podem ir trabalhar nesse dia. Acredito que os patrões irão adorar!
11. Transformar a cidade 100% protestante em quatro anos – Eis o sonho de todo protestante fundamentalista: Fazer uma cidade toda protestante. Imagina só quanto eles irão arrecadar com os 10%! Mais do que a prefeitura arrecada de IPTU.
Agora eu fiquei pensando: Essa foi uma carta descoberta por alguém e trazida a público. E quantas cartas como essa, a bancada protestante pode ter distribuído pelo Brasil afora?
Mais um detalhe: No final da tal carta, está escrito em letra maiúscula que a carta deve ser lida no último domingo antes das eleições e que não deve ser repassada para ninguém que é secreta. Porque tanto segredo? Oras, para que ninguém saiba desta insanidade e denuncie. Parafraseando o carinha do Youtube, para nossa alegria alguém teve o bom senso de denunciar. É assim que vemos Cristo desmascarar os falsos profetas…
Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!




Pastora Dolores se defende e se diz vítima de calúnia


Ontem postamos aqui no blogDominus Vobiscum uma suposta carta que teria sido enviada por uma candidata a vice prefeito da cidade de Ibirité-MG (eleita no primeiro turno) aos pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular da mesma cidade. Caso queira ler a carta e os comentários que fiz a respeito da mesma clique aqui. Ontem um informante (Sr. Amir Salomão Jacob), entrou em contato com a Pastora Dolores e ela fez o seguinte pronunciamento (cito aqui a fonte):
“Sr. estou sendo vítima de uma calúnia puramente de perseguição política. Pode pesquisar a meu respeito. Jamais escreveria uma insanidade. Espero que vocês a quem tenho muito respeito entendam que alguém que está na vida pública dede 1988 e sempre foi bem sucedida, não precisa usar argumentos que ferem a nossa constituição. Por isto estou acionando meus advogados que vão denunciar quem esta lançando esta calúnia na internet. Aqui em minha cidade foram jogadas na calada da noite dois dias antes da eleição tais cartas nas ruas. Portanto entrego nas mãos da justiça terrena e na mãos de Deus e creio na justiça”.(Pastora Dolores)
Segundo esta mesma pessoa, a Pastora Dolores tem algumas representações no Tribunal Eleitoral do Estado (creio que de Minas Gerais) contra ela, de forma que, mesmo que a tal carta seja fruto de uma armação contra ela, não se pode mais negar que ela tenha existido, uma vez que a própria afirmou que as cartas foram jogadas nas ruas dois dias antes da eleição (vide seu depoimento acima). Agora só nos resta saber quem é o autor da tal carta. Se a pastora afirma que não foi ela, quem a redigiu? Caso a carta seja de alguém que se fez passar pela pastora é fato que esta pessoa precisa ser identificada e punida. Mas vamos mais adiante na reflexão…
É óbvio que muitos dos itens da tal carta ferem a constituição brasileira e que seriam impossíveis de serem cumpridos ainda que o candidato fosse governador do estado (quanto mais vice-prefeito). Porém como eu mesmo falei ontem conversando com os amigos, se você é um candidato e chega na seca do nordeste e promete a um nordestino analfabeto que vive sob condições sub-humana casa, luz, água e comida, é lógico que aquele cidadão vai votar em você que prometeu tudo que ele gostaria de ouvir. Agora e quando se trata de igrejas protestantes? O que você acha que um eleitor protestante e fundamentalista gostaria de ouvir da boca de um candidato?
Esperamos que esta questão seja esclarecida o quanto antes e quero postar aqui o desfecho da mesma. Mas a questão é que independente da carta ser verdadeira ou falsa (esperamos de coração que seja falsa), não duvido que promessas como estas sejam feitas por pastores políticos (ou políticos pastores) espalhados por este Brasil afora. A cada eleição crescem as bancadas protestantes nos municípios, estados e até em Brasília, e portanto esta questão nos cabe atenção. Afinal de contas, vez ou outra aparece um político perdido tentando tirar os crucifixos e imagens dos estabelecimentos públicos, abolir um feriado… Isso não é novidade para ninguém. Embora tenhamos muitos pastores e candidatos protestantes esclarecidos e abertos ao diálogo, ainda existem muitos destes que são fundamentalistas e possuem sim, o sonho de tornar o Brasil um país protestante, ainda que seja na base da caneta.
Vamos continuar atentos esperando o desfecho desta estória.
Dominus Vobiscum

16 de outubro de 2012

YOUCAT - Para que estamos no mundo ?

Aulas sobre o YOUCAT

Blog Evangelizando!

Estudos sobre o YOUCAT - estaremos colocando também em nosso blog, é o que o Papa nos pede estudai o Catecismo, então atendendo ao apelo do Papa faremos isso - os estudos serão dados por mim Iury Albino - estou fazendo um curso de catequese jovem com base no YOUCAT, sendo assim, quero ajudar a vocês também com este livro. tenham uma ótima compreensão, qualquer dúvida pode comentar aqui ou mandar um e-mail para o nosso blog: blogevangelizando@hotmail.com.

Para Que Estamos no Mundo?

Estamos no mundo para conhecer e amar Deus, para fazer o bem segundo a Sua vontade e um dia ir para o Céu. 
[1-3, 358]

Ser pessoa Humana significa vir de Deus e ir para Deus, Nós vimos de mais longe que nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. De vez quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente, não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho para casa, Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo o mal e nos conduz infalivelmente à verdadeira Vida. Ele é << o Caminho, a Verdade e a Vida>> (Jo 14,6).
~>285 

Estudo: Nós somos seres humanos criados para conhecer o Nosso criador: que é Deus - isso significa que viemos de Deus e que para Deus voltaremos, ou seja, se nós viemos de Deus nós viemos de mais longe que dos nossos pais. Nisto provém toda a felicidade do Céu e da terra, e assim Deus nos espera na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança, ou seja, o Céu - é para lá que nós iremos. Entretanto, vivemos neste mundo em meio a tantas coisas – principalmente o bem e o mal “o certo e o errado”, com tudo isto de vez em quando sentimos a presença de Deus no nosso meio, a presença do nosso criador, mais muitas vezes não sentimos realmente nada, ou seja, muitas vezes não estamos unidos a Deus, ligados ao nosso criador, com isto a gente vai perdendo o seguimento do caminho que é Deus, com tudo vamos deixando de fazer as vontades de Deus e criando as nossas próprias vontades e com isto nós vamos se distanciando mais e mais de Deus, e a consequência disto é o PECADO – mais Deus na sua infinita misericórdia mandou seu único filho para que assim possamos encontrar o caminho de volta para casa,  Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo o mal e nos conduz infalivelmente a verdadeira vida, ou seja, Jesus é o “Caminho, a Verdade e a Vida” que por meio dele possamos conhecer e amar Deus, possamos fazer o bem segundo a sua vontade e no final de tudo recebemos a graça de ir para o Céu.


Iury Albino - Administrador



15 de outubro de 2012

Mês missionário : Todo cristão é chamado a ser missionário

''É uma vocação específica'', diz Dom Sérgio Braschi sobre a missão Ad Gentes
Todo batizado é missionário. O Concílio Vaticano II, que completa 50 anos em 2012, colocou esse aspecto de forma muito clara, ao afirmar no Decreto Ad Gentes que todos os fiéis, como membros de Cristo, têm por obrigação "colaborar no crescimento e na expansão do Seu corpo para o levar a atingir, quanto antes, a sua plenitude" (n 36).

Essa necessidade de se inserir na ação missionária é enfatizada em especial neste mês de outubro, período celebrado pela Igreja como o mês missionário. Para aprofundar um pouco mais sobre o trabalho missionário na Igreja, o noticias.cancaonova.com preparou uma série de reportagens especiais que serão disponibilizadas durante toda essa semana.

Acesse
.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé


Ao longo deste mês, a Igreja recorda aqueles que têm essa missão de transmitir a fé. Um apelo sempre urgente, pois, como destaca a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, "aumentou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo".

"Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus", foi o que disse o Beato João Paulo II na Encíclica Redemptoris missio.

Ao proclamar o Ano da Fé, Bento XVI, escreveu que Cristo "hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra".

Em muitos lugares do mundo se celebra apenas o Dia Mundial das Missões, no 3º domingo deste mês, mas no Brasil, todo o mês é festivo, e a cada ano com uma temática própria. 

"O tema desse ano é 'Brasil Missionário, partilha tua fé', e todo um material foi preparado para os fiéis, com uma novena e um DVD com entrevistas de missionários brasileiros que trabalham em outros continentes", explicou o presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária da CNBB, Dom Sérgio Braschi. 

A essa missão de levar o Evangelho além-fronteiras, dá-se o nome de Ad Gentes. "É uma vocação específica - explica Dom Sérgio - temos aí os padres diocesanos Fidei Donum (dons da Fé), os padres de congregações religiosas, irmãos de congregações missionárias, como os Xaverianos, os Combonianos, os Vicentinos, Franciscanos, Capuchinhos, Jesuístas, etc. Temos também as religiosas e hoje, muitos leigos e leigas, jovens e até casais, famílias, que dão um tempo de sua vida em uma missão, na África, Ásia, Oceania, ou mesmo aqui dentro do país, nas Igrejas irmãs da Amazônia ou em outros lugares onde há mais falta de evangelização". 

No entanto, o bispo explica que há também a missão ad intra, que, seria a missão dentro da própria comunidade. "Digamos, ter aquele espírito de sair e ir visitar as pessoas, ir ao encontro das pessoas que estão afastadas da Igreja". 

Todo o povo de Deus pode contribuir com a missão evangelizadora da Igreja também a partir do próprio testemunho de vida, como destaca o Decreto Ad Gentes. "Todos os filhos da Igreja tenham consciência viva das suas responsabilidades para com o mundo, fomentem em si um espírito verdadeiramente católico e ponham as suas forças ao serviço da obra da evangelização. Saibam todos, porém, que o primeiro e mais irrecusável contributo para a difusão da fé é viver profundamente a vida cristã" (n 36). 

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287595

SÍNODO DOS BISPOS



SÍNODO DOS BISPOS: Leigos sejam protagonistas da Nova Evangelização, pedem os sinodais

Formar adequadamente os leigos, apoiar a família, promover o diálogo ecumênico e inter-religioso: foram esses os "instrumentos" da nova evangelização evidenciados na manhã desta segunda-feira pelo Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano.

Esteve no centro da 11º Congregação – realizada na presença do Papa – também um apelo em favor da paz e do diálogo na República do Mali.

O país africano está vivendo um "tempo de inquietude": o Sínodo descreve as dificuldades sociais e políticas, bem como eclesiais, ligadas aos obstáculos da evangelização num contexto em que os confrontos entre rebeldes e governo provisório são uma ameaça para a religião. Diante dessa realidade, os Padres sinodais invocam a paz e reiteram a importância do diálogo.

Mas além das crises africanas, também são sombrias as páginas europeias, em que a globalização cria novas formas de martírio, incruentas, mas sofridas; a intolerância em relação aos cristãos é indolente, mas contínua; Deus não é somente negado, mas desconhecido.

Diante de tal realidade, a nova evangelização pode depositar sua confiança em três "instrumentos", afirma o Sínodo: os leigos, as famílias, e o diálogo ecumênico e inter-religioso.

Portanto, os leigos devem ser formados de modo adequado, sólido, intenso – quem sabe também mediante Sínodos locais que os envolvam diretamente –, de forma que sejam capazes de não ceder às ilusões do mundo e de dar testemunho dos valores autênticos, não baseados no conformismo da fé.

O Sínodo ressalta que não se pode ser ou membros da Igreja ou cidadãos do mundo: as duas dimensões caminham juntas. Os leigos devem "formar redes" nas dioceses, afirmam os bispos, mesmo porque se a Igreja se distanciar da sociedade, a nova evangelização não produzirá frutos.

Em seguida, o Sínodo destaca o grande desafio da família, Igreja doméstica, sujeito de evangelização: deflagrada a causa da história ocidental baseada na libertação de todo e qualquer laço, hoje a questão familiar se apresenta como o problema número um da sociedade – evidencia a Assembléia sinodal –, tanto que se acredita mais na fidelidade ao time de futebol do que no matrimônio.

E a Igreja não pode calar-se, não porque conservadora de um instituto obsoleto, mas porque está em jogo a estabilidade da própria sociedade.

Daí, o convite a colocar a família no centro da política, da economia e da cultura, bem como o auspício de que a Igreja saiba tornar-se "família das famílias", inclusive das famílias feridas.

No fundo - e aí a pergunta dos Padres sinodais se torna autocrítica –, hoje a Igreja não é, talvez, mais uma instituição do que uma família?

Em seguida, os Padres sinodais abordaram a questão do diálogo, outro caminho necessário para a nova evangelização. É claro, do ponto de vista inter-religioso existe a dificuldade, em alguns países, de um diálogo com o Islã, como no Paquistão, onde vigora a lei da blasfêmia, ou no Oriente Médio, onde os cristãos são cada vez menos.

O que fazer? O Sínodo aposta nos jovens muçulmanos, sempre mais atraídos pelo Evangelho no qual encontram alegria, liberdade e amor. Relançando o significado profundo da Boa Nova – explicam os bispos – se poderá evitar também a confusão entre a secularização e o cristianismo, tão freqüente no mundo muçulmano.

Nessa ótica, insere-se também uma escola de catequese para adultos, que cada vez mais abandonam o papel de educadores, preocupando-se com os jovens, mas não cuidando deles suficientemente.

Os catequistas adultos podem tornar-se testemunhas e portadores de fé, obtendo, por vezes, resultados melhores do que os próprios sacerdotes, afirmam os Padres sinodais.

No campo ecumênico o desafio não é menor: a divisão entre cristãos é, sem dúvida, o grande obstáculo da nova evangelização, divisão essa que não é inócua em relação à descristianização da Europa e da sua atual fraqueza política e cultural.

Nesse sentido, uma maior cooperação e uma estratégia pastoral concordada entre católicos e ortodoxos seria um baluarte contra a secularização, bem como um sinal forte em relação ao Islã.

Dentre outras sugestões feitas no Sínodo em favor da nova evangelização encontra-se a promoção de peregrinações, como momento de renovação da fé e de "sintonia" da Igreja com as interrogações presentes no coração do homem, de modo que compreenda a meta de seu caminho.

Por fim, ao término dos trabalhos da tarde desta segunda-feira, os Padres sinodais assistem, à noite, ao filme "Os sinos da Europa". Produzido pelo Centro Televisivo Vaticano – junto com outras instituições –, o filme é uma viagem da fé pela Europa e traz muitas entrevistas inéditas, dentre elas uma também com Bento XVI.

Fonte: pt.radiovaticana.va

Sacramental : O que significa o Tau ?


Tau – Símbolos e Significados
Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana.
Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.
TAU, SINAL BÍBLICO
Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: “Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem”. O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.
O TAU NA IDADE MÉDIA
Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas o TAU tem também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.
O TAU DO PENITENTE
Francisco de Assis viveu em um ambiente no qual o TAU estava carregado de uma grande riqueza simbólica e tradicional. Assumiu para si a marca do TAU como sinal de sua conversão e da dura batalha que travou para vencer-se. Não era tão fácil para o jovem renunciar seus sonhos de cavalaria para chegar ao despojamento do Crucificado que o fascinou. Escolhe ser um cavaleiro penitente: eliminar os excessos, os vícios e viver a transparência simples das virtudes. Na sua luta interior chegou a uma vitória interior. Um homem que viveu a solidão e o desafio da comunhão fraterna; que viveu o silêncio e a canção universal das criaturas; que experimentou incompreensão e sucesso, que vestiu o hábito da penitência, que atraiu vidas, encontrou um modo de marcar as paredes de Santa Maria Madalena em Fontecolombo, de assinar cartas com este sinal. De lembrar a todos que o Senhor nos possui e nos salva sob o signo do TAU.
O TAU FRANCISCANO
O TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos. O que é o TAU franciscano? É Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria.
O TAU COMO IDEAL
No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio na Igreja Constantiniana de Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bipos, 800 abades e priores. Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia, apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Queria honrar novamente a cristandade com um projeto eclesial de motivação e superação. Era preciso uma reforma de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU, vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.
O TAU NAS FONTES FRANCISCANAS
Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da importância que São Francisco dava ao TAU: “O Santo venerava com grande afeto este sinal”, “O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal”, “O recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que gemem e lutam, convertidamente a Jesus”, “O traçava no início de todas as suas ações”, “Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas” (cf. LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.
TAU, SINAL DA CRUZ VITORIOSA
Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor: reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no “Sacrum Comercium”, a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de “selo do reino dos céus”. À Dama Pobreza clamam os menores: “Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!” (SC 21,22).
O TAU E A BÊNÇÃO
Francisco se apropriou da bênção deuteronômica, transcreveu-a com o próprio punho e deu a Frei Leão: “Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz. Irmão Leão; o Senhor te abençoe!” Sob o texto da bênção, o próprio Frei Leão fez a seguinte anotação: “São Francisco escreveu esta bênção para mim, Irmão Leão, com seu próprio punho e letra, e do mesmo modo fez a letra TAU como base”. Assim, Francisco, num profundo momento de comunicação divina, com delicadeza paternal e maternal, abençoa seu filho, irmão, amigo e confidente. Abençoar é marcar com a presença, é transmitir energias que vêm da profundidade da vida. O Senhor te abençoe!
O TAU E A CURA DOS ENFERMOS
No relato de alguns milagres, conta-se que Francisco fazia o sinal da cruz sobre a parte enferma dos doentes. Após ter recebido os estigmas no Monte Alverne, Francisco traz em seu corpo as marcas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. Marcado pelo Senhor, imprime a marca do Senhor que salva em tudo o que faz. Conta-nos um trecho das Fontes Franciscanas que um enfermo padecia de fortes dores; invoca Francisco e o santo lhe aparece e diz que veio para responder ao seu chamado, que traz o remédio para curá-lo. Em seguida, toca-lhe no lugar da dor com um pequeno bastão arrematado com o sinal do TAU, que traz consigo. O enfermo ficou curado e permaneceu em sua pele, no lugar da dor, o sinal do TAU (cf. 3Cel159). O Senhor identifica-se com o sofrimento de seu povo. Toma a paixão do humano e do mundo sobre si. Afasta a dor e deixa o sinal de Amor.
A COR DO TAU
O TAU, freqüentemente, é reproduzido em madeira, mas quando, pintado, sempre vem com a cor vermelha. O Mestre Nicolau Verdun, num quadro do século XII, representa o Anjo Exterminador que passa enquanto um israelita marca sobre a porta de sua casa um TAU com o Sangue do Cordeiro Pascal que se derrama num cálice. O Vermelho representa o sangue do Cordeiro que se imola para salvar. Sangue do Salvador, cálice da vida! Em Fontecolombo, Francisco deixou o TAU grafado em vermelho. O TAU pintado na casula de Frei Leão no mural de Greccio também é vermelho. O pergaminho escrito para Frei Leão no Monte Alverne, marca em vermelho o Tau que assina a bênção. O Vermelho é símbolo da vida que transcende, porque se imola pelos outros. Caminho de configuração com Jesus Crucificado para nascer na manhã da Ressurreição.
O TAU NA LINGUAGEM
O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego. Não está aí por acaso; um código de linguagem reflete a vivência das palavras. O mundo judaico e, conseqüentemente, a linguagem bíblica mostram a busca do transcendente. É preciso colocar o Deus da Vida como centro da história. É a nossa verticalidade, isto é, o nosso voltar-se para o Alto. O mundo grego nos ensinou a pensar e perguntar pelo sentido da vida, do humano e das coisas. Descobrir o significado de tudo é pisar melhor o chão, saber enraizar-se. É a nossa horizontalidade. A Teologia e a Filosofia são servas da fé e do pensamento. Quem sabe onde está parte para vôos mais altos. É como o galho de pessegueiro, cortado em forma de tau é usado para buscar veios d’água. Ele vibra quando a fonte aparece cheia de energia. Coloquemos o tau na fonte de nossas palavras!
O TAU, O CORDÃO E OS TRÊS NÓS
Em geral, o Tau pendurado no pescoço por um cordão com três nós. Esse cordão significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos=obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!
USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR
Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.

Sacramental : A água benta


Antes era muito comum o uso de água benta entre os católicos, depois a água benta ficou restrita apenas a alguns ambientes. Normalmente encontramos uma pia de água benta na porta das Igrejas, onde o fiel molha a ponta dos dedos e se benze fazendo o sinal da cruz. Também há o uso de água benta em algumas cerimônias da Igreja, como no início da Missa Tradicional: o padre anda na Igreja aspergindo água benta nos fieis, antes de começar a Santa Missa.
Mas há fiéis que levam num vidrinho pequeno, água benta consigo. Aspergem-na discretamente no ambiente de trabalho, na escola, na faculdade, no carro novo que comprou, e até em si mesmos antes de fazerem algum exame, diante de uma provação, diante de uma dificuldade. É muito útil levar água benta consigo.
No início do Cristianismo Santo Alexandre mandou usar o sal na bênção da água. Na lei de Moisés, aspergia-se o povo com água misturada com a cinza do bezerrinho vermelho que imolavam. Chama-se lustral esta água, que limpava o povo das imundícies. O que as cinzas eram na Lei de Moisés é o sal no Novo Testamento. O sal simboliza a sabedoria e a amargura da penitência. Antes de benzer a água, benze-se o sal. A água simboliza o batismo. Benzendo-se a água, o padre vai misturando o sal já bento e assim resulta-se na água benta.
Efeitos espirituais da água benta:
1 – Afugenta todo o poder do demônio no lugar em que se joga a água benta; 
2 – Nos dá forças contra os pecados mortais e veniais; 
3 – Afugenta toda sombra, fantasia e astúcia diabólica; 
4 – Tira as distrações na oração; 
5 – Dispõe a alma, com a graça do Espírito Santo, à maior devoção. 
Efeitos corporais da água benta:
1 – Abundância nos bens temporais; 
2 – Afasta as enfermidades; 
3 – Afugenta os gafanhotos, ratos e outros animais daninhos e ares pestíferos.
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Fonte : Alamas Castelos

14 de outubro de 2012

Bento XVI reflete sobre a riqueza e a vida eterna

Milhares de fiéis e peregrinos encheram a Praça São Pedro, no Vaticano, para ouvir as palavras do Papa Bento XVI e, com ele, rezar o Angelus deste domingo, 14.

O Santo Padre refletiu sobre o Evangelho deste domingo (Mc 10,17-30) que conta a parábola do "jovem rico". Um rapaz que exteriormente observa todos os mandamentos de Deus, mas ainda "não encontrou a verdadeira felicidade" e, por isso, pergunta a Jesus o que fazer para "herdar a vida eterna". 

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Eis a reflexão do Pontífice: "De um lado ele é atraído, como todos, pela plenitude da vida; de outro, sendo habituado a contar com as próprias riquezas, pensa que também de certo modo possa "adquirir" a vida eterna, quem sabe observando um mandamento especial."

Jesus colhe o desejo profundo que há naquela pessoa, e fixa no jovem "um olhar repleto de amor: o olhar de Deus":

"Mas Jesus entende também qual é o ponto fraco daquele homem: é justamente o seu apego a seus muitos bens; e por isso lhe propõe dar tudo aos pobres, de modo que o seu tesouro – e, portanto, o seu coração, - não mais esteja na terra, mas no céu, e acrescenta: 'Vem e Segue-me!' (v. 21). 

Ele, porém, ao invés de acolher com alegria o convite de Jesus, vai embora entristecido (cfr v. 22), porque não consegue desapegar-se de suas riquezas, que jamais poderão dar-lhe a felicidade e a vida eterna."

Jesus ensina que é muito difícil, para um rico, entrar no Reino de Deus, mas não impossível:

"De fato, Jesus pode conquistar o coração de uma pessoa que possui muitos bens e impeli-la à solidariedade e à partilha com quem é necessitado, com os pobres, ou seja, a entrar na lógica da doação."

"A história da Igreja está repleta de exemplos de pessoas ricas que usaram seus bens de modo evangélico, alcançando inclusive a santidade", como São Francisco, Santa Isabel da Hungria ou São Carlos Borromeu. 

Em seguida, citou São Clemente de Alexandria:

"A parábola ensina aos ricos que não devem negligenciar a sua salvação como se já estivessem condenados, nem devem lançar ao mar a riqueza, nem condená-la como insidiosa e hostil à vida, mas devem aprender de que modo usar a riqueza e assim buscar a vida."

Ao término da oração mariana, o Santo Padre recordou que neste sábado, em Praga, na República Tcheca, foram proclamados Beatos Federico Bachstein e 13 co-irmãos da Ordem dos Frades Menores assassinados em 1611 por causa de sua fé:

"São os primeiros Beatos do Ano da Fé, e são mártires: recordam-nos que crer em Cristo significa estar dispostos também a sofrer com Ele e por Ele."

Por fim, dentre as saudações em várias línguas aos diversos grupos de fiéis presentes na Praça São Pedro, saudou os peregrinos provenientes da Polônia, onde neste domingo se celebra "o Dia do Papa", com o lema: "João Paulo II – Papa da Família".

O Santo Padre concedeu, a todos, a sua Bênção apostólica.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287593

13 de outubro de 2012

Origens !!!


Origens

Inicialmente, por volta do século II, o sinal da cruz era traçado apenas com o polegar sobre a fronte da pessoa. No momento da Crisma ainda hoje o bispo traça o mesmo sinal sobre o candidato. Esta modalidade ainda persiste em outros momentos, embora modificada. Na missa católica os fiéis traçam este sinal na testa, como antigamente, mas também a seguir sobre os lábios e sobre o peito, durante a Proclamação do Evangelho. Por volta do século IV começaram a ser registradas variações nos locais e amplitude dos movimentos, até que o sinal se tornou largo como é hoje.

A Mão

No Ocidente é usada a mão direita aberta, e os cinco dedos abertos representam as cinco chagas de Jesus, como tambem uma saudação a toda criação de Deus. Nas igrejas do Oriente a mão é parcialmente fechada, e os dedos polegar, indicador e médio tocam-se nas pontas, simbolizando a Santíssima Trindade, enquanto que os dois dedos restantes, pressionados contra a palma, simbolizam a dupla natureza de Jesus Cristo. Na Rússia os Antigos Crentes unem apenas dois dedos, o polegar e o indicador.

O Movimento

Nas Igrejas Ocidentais o sinal da cruz é feito tocando-se em sequência a testa, o peito, o ombro esquerdo e o ombro direito, acompanhando o movimento com a fórmula verbal Em nome do Pai (toca-se a testa), e do Filho (toca-se o peito), e do Espírito (toca-se o ombro esquerdo) Santo (toca-se o ombro direito). Amém (pode-se voltar a tocar o peito, e o Amém pode ser substituído por uma outra jaculatória, conforme a tradição de cada Igreja). A testa simboliza o céu e a sabedoria, o peito simboliza o infinito amor de Jesus e Deus, e os ombros significam o poder de Deus e uma oração ao Espírito Santo.
As Igrejas Ortodoxas traçam o sinal da seguinte maneira: tocam-se em sequência a testa, a região da cintura (e não o peito), o ombro direito e o ombro esquerdo, acompanhando o movimento com a fórmula verbal Em nome do Pai (toca-se a testa e em seguida a região da cintura), e do Filho (toca-se o ombro direito), e do Espírito Santo (toca-se o ombro esquerdo).

Uso

O sinal da cruz pode ser feito por devotos sobre si mesmos como uma forma de oração ou purificação, e pelo clero sobre os devotos ou sobre objetos como uma forma de bênção. Sacerdotes podem abençoar apenas com a mão direita, mas os bispos podem fazê-lo com as duas mãos ao mesmo tempo. No culto ou missa o sinal da cruz é empregado em momentos específicos: o povo o faz no início da Eucaristia, no Evangelho e na benção final, e o sacerdote oficiante ainda o traça sobre o pão e o vinho no momento da Consagração. Na Confirmação o sinal é traçado com o polegar sobre a fronte do candidato com óleo consagrado. No Rito Tridentino se usa traçar o sinal sobre as espécies muitas vezes. Quando são abençoadas multidões os sacerdotes costumam traçar o sinal três vezes. Nos ritos ortodoxos os sinal é mais largamente empregado.

As populações usam o sinal da cruz nas mais variadas ocasiões, conforme o costume de seu credo ou sua devoção particular: quando ouvem alguma blasfêmia, antes de empreender algo arriscado, diante de algum ícone sagrado, ao entrar, sair ou passar por algum templo, etc.

Terceiro livro da trilogia "Jesus de Nazaré" do Papa Bento XVI será lançado no Natal


A Feira internacional do livro em Frankfurt, de 10 a 14 de Outubro, é o evento escolhido para apresentar o novo livro do Papa Bento XVI dedicado à infância de Jesus.
Na Itália, o livro L'Infanzia di Gesù será publicado antes do Natal em co-edição com a Libreria Editrice Vaticana, mas na inauguração da Buchmesse já estão a ser definidas negociações com editores de trinta e dois países para as traduções, do original em alemão, em vinte línguas entre as quais francês, inglês, espanhol, polaco e português.
Como o próprio Bento XVI explicou no prefácio do livro também esta terceira parte da trilogia dedicada pelo Papa a Jesus de Nazaré inicia com a narração evangélica para chegar ao homem contemporâneo. Como escreveu também na introdução ao segundo volume o autor procurou desenvolver uma ideia sobre Jesus dos Evangelhos e uma escuta d'Ele que pudesse tornar-se um encontro e todavia, na escuta em comunhão com os discípulos de Jesus de todos os tempos, chegar também à certeza da figura verdadeiramente histórica de Jesus. E especificava a sua intenção:
"Espero que me seja dado aproximar-me da figura de nosso Senhor de um modo que possa ser útil a todos os leitores que quiserem encontrar Jesus e crer nele."
Exatamente por isso Bento XVI prometeu, para os completar, que teria enfrentado também o capítulo dedicado à infância de Jesus. Hoje mantém a sua promessa.
Fonte: ACI/EWTN Notícias

12 de outubro de 2012

Nossa Senhora e a nossa fé


A Virgem Maria sempre esteve presente na vida da Igreja, mas, nos últimos tempos, ela está ainda mais próxima de nós.



A devoção a Nossa Senhora Aparecida teve início em 1717, quando dois pescadores encontraram a imagem em suas redes, em Guaratinguetá, no rio Paraíba do Sul. Esta devoção foi muito importante pois o Brasil vivia uma época de transformações. O domínio por parte dos portugueses e a escravidão eram os maiores problemas enfrentados em nossas terras. Além disso, havia muita pressão por parte do império sobre a Igreja, que se opunha ao modo como o país era governado, principalmente em relação ao uso de escravos nos mais diversos trabalhos. Nesse contexto, a imagem milagrosa da Virgem Maria despertou a fé daquele povo sofrido. No entanto, podemos nos perguntar: como uma pequena imagem encontrada em um rio poderia suscitar tanta fé e devoção?
Em 1760, os jesuítas foram retirados de seus trabalhos com os indígenas e, posteriormente, são expulsos do Brasil, por influência do Marquês do Pombal. Em 1777, sessenta anos depois da imagem da Virgem de Aparecida ser encontrada, o Marquês foi processado e condenado. Em 7 de setembro de 1822, depois de muitas dificuldades, foi declarada a independência do Brasil de Portugal. Poucos anos depois, em 1843, os jesuítas voltam para o Brasil. Cento e onze anos depois da condenação de Pombal, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a lei Áurea, abolindo a escravatura.
Nesse tempo de grandes transformações na política e na religião do Brasil, o povo brasileiro, especialmente os afro-descendentes, os índios, e os mais pobres, sofriam com a miséria, a exploração e a perseguição religiosa. Nesses tempos difíceis, foi a devoção a Nossa Senhora Aparecida, e também outras devoções a Maria, que sustentaram a fé desse povo, mas também dos mais ricos e poderosos. A própria princesa Isabel era muito devota da Virgem Maria. A prova disso é que ela doou a Nossa Senhora Aparecida, em 1884, uma coroa de ouro e um manto anil, bordado em ouro e pedrarias, que simbolizam sua realeza da Mãe de Jesus.
Em 1712, na França, cinco anos antes da imagem de Nossa Senhora Aparecida ser encontrada, São Luís Maria Grignion de Montfortterminava de escrever seu “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, num contexto de pobreza e de perseguição religiosa. Esta devoção mariana sustentou a fé de muitas pessoas naquela época e, principalmente mais tarde, durante a Revolução Francesa, na qual os cristãos foram perseguidos e muitos morreram mártires. Esta também foi a devoção mariana de Santo Antônio de Santana Galvão, primeiro santo brasileiro, e de muitos dos cristãos católicos do Brasil, da França e de muitos outros países. Graças à devoção mariana, muitos permaneceram fiéis a Cristo e à Igreja numa época muito difícil da história da humanidade.
Duzentos anos depois do início dos milagres atribuídos a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, em 13 de maio de 1917 a Virgem Maria aparece a três pastorezinhos em Fátima, Portugal. Num contexto de perseguição contra os cristãos e na iminência da primeira guerra mundial, Nossa Senhora pede a eles que propaguem a oração do Terço e incentivem o jejum e a penitência pelos pecadores. A devoção mariana sustentou a fé daquele povo e de muitos outros, alguns deles devastados pela Primeira, e depois pela Segunda Guerra Mundial.
Neste ano de 2012, quatro acontecimentos importantes parecem estar intimamente unidos pela providência divina. O primeiro e o mais importante, pois diz respeito a toda a Igreja, é o Ano da Fé, que se inicia no dia 11 de outubro, aniversário de 50 anos do Concílio Vaticano II e véspera da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida. O segundo, é a comemoração dos 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção, de São Luís Maria. O terceiro fato é o início dos preparativos para a comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, com a novena da Padroeira de 3 a 12 de outubro. O quarto fato importante são as aparições de Fátima, que completam 100 anos da primeira aparição em 2017, no mesmo ano dos 300 anos da Padroeira do Brasil.
A história atesta que a Virgem Maria, desde os inícios do cristianismo, foi aquela que sustentou e confirmou a fé dos discípulos de Jesus. Por isso, neste Ano da Fé, somos chamados a nos entregar inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos de Nossa Senhora, como nos ensinou São Luís Maria. Ela nos ajudará a permanecermos fiéis nesses tempos difíceis em que vivemos. Nesse sentido, a grandiosa devoção popular de Aparecida parece se completar com a consagração pelo Tratado e com a espiritualidade de Fátima. A devoção mariana no Brasil, que o Papa Bento XVI disse, na V Conferência de Aparecida, precisar de purificação, se completa com a entrega total a Jesus por Maria de São Luís Maria e com o triunfo do Coração de Maria no coração dos cristãos, como nos disse a Virgem em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. Com o triunfo de Maria, acontecerá o triunfo de Cristo no coração dos homens.





No Brasil, Ano da Fé será aberto na festa da Padroeira

O Ano da Fé, aberto oficialmente pelo Papa Bento XVI, em Roma, nesta quinta-feira, 11, terá início oficial na Igreja do Brasil nesta sexta-feira, 12, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. 

A abertura será durante a Missa solene da festa no Santuário Nacional, às 10h, que terá a presidência do Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.

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A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidou Dom Cláudio para presidir a Celebração Eucarística porque o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, está em Roma.

Dom Damasceno explicou que esta não é a primeira vez em que o Papa proclama um Ano da Fé. “O Papa Paulo VI, que é hoje venerado como Servo de Deus, proclamou também o Ano da Fé em 1967”.

O presidente da CNBB ressaltou ainda que Bento XVI, na Carta Apostólica Porta fidei (Porta da Fé), recorda a beleza e a centralidade da fé a nível pessoal e comunitário e fazê-lo em uma dimensão missionária.

“Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também na ótica da nova evangelização, isto é, fazer com que as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus recuperem a sua fé e retornem a vida da comunidade”, acrescentou o Cardeal.

Dom Damasceno reforçou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Portanto, a renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, acrescentou.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=287575

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