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9 de outubro de 2012

Ano da Fé: Vaticano divulga Carta Apostólica de Bento XVI

''A porta da fé está sempre aberta para nós'', escreve o Papa na Carta Apostólica
O Vaticano divulgou a Carta Apostólica com a qual o PapaBento XVI proclama o Ano da Fé. O documento, intitulado Porta Fidei - A porta da Fé, foi assinado pelo Pontífice em 11 de outubro, mas foi divulgado na manhã desta segunda-feira, 17.

"A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma", indica o Santo Padre no início do texto.
"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", salienta.

Acesse.: NA ÍNTEGRA: Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI

O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. "Será um momento de graça e de empenho para uma sempre mais plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé n'Ele e para anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo", explicou o Papa durante a Missa de encerramento do Encontro Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização, que presidiu neste domingo, 16, na Basílica Vaticana.

Bento XVI salienta que atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. "Este caminho tem início com o Batismo, pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna", indica.

De fato, desde o início de seu ministério 
como Sucessor de Pedro, o atual Pontífice sublinha a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. "Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos", adverte na Porta Fidei.


Ano da Fé


Não 
é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.

"
Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, 'não perdem o seu valor nem a sua beleza'. [...] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: 'Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja'", escreve Bento XVI na Carta Apostólica divulgada nesta segunda-feira.

Em 11 de Outubro de 2012, além dos 50 anos da convocação do Vaticano II, também se completarão 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Beato Papa João Paulo II. Conforme Bento XVI, este Ano deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo a sua síntese sistemática e orgânica.

"
Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. [...] Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar", revela.
Da mesma forma, será decisivo repassar a história da fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. O Ano da Fé também será uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade. "A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho. [...] Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. [...] À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça", escreve.

Bento XVI: "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele"
O Bispo de Roma convida também seus Irmãos Bispos de todo o mundo a comemorar o dom precioso da fé. "Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do CredoDesejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessara fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia. [...] Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano".


Desafios

O Papa analisa que nos dias atuais, mais 
do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que  reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.

Da mesma forma, o 
professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".

A
 renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou", adverte.

Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, 
em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.

"Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. 
Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar.[...] Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus".


Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=283931

7 de outubro de 2012

Como posso me tornar um bom catequista?

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Ensinar a fé católica é primeiramente responsabilidade do sacerdote, o primeiro catequista de sua paróquia. Porém, em paróquias numerosas a ajuda dos leigos é fundamental nesta missão. Então fica a pergunta: como se preparar para ser um bom catequista?

Nossa Senhora do Rosário - Um exército com o Rosário nas mãos!

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Pode parecer uma das armas mais inadequadas porém, para o católico que crê na intervenção do sobrenatural, o Rosário já se demonstrou historicamente como uma arma de eficácia extraordinária.

É o que nos recorda o Santo Padre o Papa Leão XIII na encíclica Supremi Apostolatus Officio (01/09/1883). Seja contra a heresia, seja contra as armadas inimigas, Nossa Senhora do Rosário demonstrou-se grande Auxiliadora dos Cristãos e a Mãe que conduz seus filhos à Vitória.

5 de outubro de 2012

A necessidade da verdadeira devoção a Maria



Síntese do Capítulo I do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem





São Luís Maria Grignion de Montfort, no “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem“, afirma que a Virgem Maria é menor que um átomo em comparação com Deus e que Ele não teve nem tem necessidade dela para o cumprimento de Seus desígnios (cf. TVD 14). Porém, o Santo também diz que o Senhor quis começar e terminar suas maiores obras através de Nossa Senhora e, sendo Deus, não muda seus sentimentos e sua conduta (cf. TVD 15).
Deus Pai enviou ao mundo o Seu Filho Jesus Cristo, que foi gerado na Virgem Maria, pelo Espírito Santo. O Espírito serviu-se de Maria para gerar, n’Ela e por Ela, Jesus Cristo, cabeça da Igreja e nós, os Seus membros (cf. TVD 21). Por sua vez, o “Filho comunicou à sua Mãe tudo o que adquiriu pela sua vida e morte, os Seus méritos infinitos e as suas admiráveis virtudes” (TVD 24). Por Maria, recebemos os dons e as graças alcançados por Cristo. Pois, essa é a vontade de Deus: que tudo recebamos pelas mãos de Maria (cf. TVD 25).
Jesus Cristo, cabeça da Igreja foi gerado pela Virgem Santíssima, por isso, cada um de nós, Seus membros, devemos ser gerados por ela (cf. TVD 32). Mais ainda, somos guardados, alimentados, sustentados e criados por ela (cf. TVD 33). O Espírito quer que a Virgem Maria reproduza em nós as raízes da sua fé invencível, da sua humildade profunda, da sua mortificação universal, da sua oração sublime, da sua ardente caridade, da sua firme esperança e de todas as suas virtudes (cf. TVD 34).
Quando o Espírito Santo encontra a Virgem Maria numa alma, Ele vai para ela e comunica-lhe mais abundantemente suas graças quanto maior for o lugar que esta alma dá à sua Esposa (cf. TVD 36). Nossa Senhora recebeu de Deus um grande poder sobre as almas dos eleitos, mas ela não pode unir-se ao Espírito na obra da graça em nós sem que lhe demos poder para isso (cf. TVD 37). Tal poder é concedido por nós através de nossa consagração total a Maria.
A devoção a Santíssima Virgem, por vontade e disposição de Deus, é necessária aos homens para alcançar a salvação. Por isso, a devoção a Maria não deve ser confundida com a devoção aos outros santos (cf. TVD 39). A consagração a Nossa Senhora é ainda mais necessária a quem deseja atingir uma íntima união com Deus e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo (cf. TVD 43).
São Luís Maria afirma que “a salvação do mundo começou por Maria, e é por Ela que se deve consumar” (TVD 49). Mais do que nunca, Deus quer que sua Mãe seja mais conhecida, amada e honrada. Isso acontecerá através dos escravos de amor da Virgem Maria. Eles serão “verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, a quem o Senhor dará a palavra e a força para operar maravilhas e arrebatar gloriosos despojos ao inimigo” (TVD 58).

Estudo do documento "Nova Estratégia Mundial do Aborto" - Sexta Aula

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Acompanhe Padre Paulo Ricardo na última aula sobre o documento "A Nova Estratégia Mundial do Aborto"

Clique aqui para baixar o documento "A nova estratégia mundial do aborto". Documento de autoria da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB

É possível que no futuro a Igreja permita a ordenação sacerdotal de mulheres? - Parte 2

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Cardeal Joseph Ratzinger, O Sal da Terra. O cristianismo e a Igreja católica no século XXI: um diálogo com Peter Seewald. Rio de Janeiro, Imago, 2005, pg. 166.


Texto alemão original
Nova tradução
[Der zweite ist, daß] in der Tat in allen Bereichen, die nicht wirklich vom Herrn und durch die apostolische Überlieferung her festgelegt sind, sich ständig Wandlungen vollziehen – auch heute. Die Frage ist eben: Kommt es vom Herrn oder nicht? Und woran erkennt man das?
Na realidade – ainda hoje – acontecem mudanças constantes em todas as áreas [da Igreja] nas quais não haja uma definição realmente proveniente do Senhor ou da Tradição apostólica. Trata-se então de responder se uma realidade tem ou não sua origem no Senhor e de como seja possível descobrir isto.
Die vom Papst bestätigte Antwort, die wir, die Glaubenskongregation, zum Thema Frauenordination gegeben haben, sagt nicht, daß der Papst jetzt einen unfehlbaren Lehrakt gesetzt habe.
Nós, a Congregação para a Doutrina da Fé, demos uma Resposta a respeito da ordenação das mulheres, mas esta Resposta, que foi aliás confirmada pelo próprio Papa, não afirma que o Papa agora tenha realizado um Ato de Magistério infalível (einen unfehlbaren Lehrakt).
Der Papst hat vielmehr festgestellt, daß die Kirche, die Bischöfe aller Orten und Zeiten immer so gelehrt und es so gehalten haben.
O que o Papa fez, na verdade, foi constatar que a Igreja, os Bispos de todos os tempos e lugares sempre ensinaram assim e sempre agiram assim.
Das zweite vatikanische Konzil sagt: Wo das geschieht, daß Bischöfe über sehr lange Zeit hin einheitlich lehren und tun, ist es unfehlbar, ist es Ausdruck einer Bindung, die sie nicht selbst geschaffen haben. Auf diesen Passus des Konzils beruft sich die Antwort (Lumen gentium 25).
O Concílio Vaticano II nos diz que, quando acontece de os Bispos ensinarem e agirem durante um longuíssimo tempo de forma unitária (einheitlich), temos ali uma realidade infalível; ali se expressa um vínculo que não teria sido criado pelos próprios Bispos. A Resposta refere-se a esta passagem do Concílio (Lumen gentium, 25).


É possível que no futuro a Igreja permita a ordenação sacerdotal de mulheres?

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A legislação canônica é muito clara com respeito à ordenação sacerdotal das mulheres e, estritamente de acordo com ela, a resposta para a questão é não. A Igreja jamais irá ordenar mulheres para o sacerdócio. Este programa se aterá a apresentar os referidos documentos e a lei canônica referente ao tema. Na sequência apresentará as razões teológicas para tal posicionamento.

Em 22 de maio de 1994, visando colocar um fim neste questionamento, o Papa João Paulo II publicou a "Carta apostólica 'Ordinatio sacerdotalis'", cujo conteúdo transcrevemos:


"1. A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas Igrejas Orientais.

Quando surgiu a questão da ordenação das mulheres na Comunhão Anglicana, o Sumo Pontífice Paulo VI, em nome da sua fidelidade o encargo de salvaguardar a Tradição apostólica, e também com o objetivo de remover um novo obstáculo criado no caminho para a unidade dos cristãos, teve o cuidado de recordar aos irmãos anglicanos qual era a posição da Igreja Católica: "Ela defende que não é admissível ordenar mulheres para o sacerdócio, por razões verdadeiramente fundamentais. Estas razões compreendem: o exemplo - registado na Sagrada Escritura - de Cristo, que escolheu os seus Apóstolos só de entre os homens; a prática constante da Igreja, que imitou Cristo ao escolher só homens; e o seu magistério vivo, o qual coerentemente estabeleceu que a exclusão das mulheres do sacerdócio está em harmonia com o plano de Deus para a sua Igreja".

Mas, dado que também entre teólogos e em certos ambientes católicos o problema fora posto em discussão, Paulo VI deu à Congregação para a Doutrina da Fé mandato de expor e ilustrar a este propósito a doutrina da Igreja. Isso mesmo foi realizado pela Declaração Inter Insigniores, que o mesmo Sumo Pontífice aprovou e ordenou publicar.

2. A Declaração retoma e explica as razões fundamentais de tal doutrina, expostas por Paulo VI, concluindo que a Igreja «não se considera autorizada a admitir as mulheres à ordenação sacerdotal». A tais razões fundamentais, o mesmo documento junta outras razões teológicas que ilustram a conveniência daquela disposição divina, e mostra claramente como o modo de agir de Cristo não fora ditado por motivos sociológicos ou culturais próprios do seu tempo. Como sucessivamente precisou o Papa Paulo VI, «a verdadeira razão é que Cristo, ao dar à Igreja a Sua fundamental constituição, a sua antropologia teológica, depois sempre seguida pela Tradição da mesma Igreja, assim o estabeleceu».

Na Carta Apostólica Mulieris dignitatem, eu mesmo escrevi a este respeito: «Chamando só homens como seus apóstolos, Cristo agiu de maneira totalmente livre e soberana. Fez isto com a mesma liberdade com que, em todo o seu comportamento, pôs em destaque a dignidade e a vocação da mulher, sem se conformar ao costume dominante e à tradição sancionada também pela legislação do tempo».

De fato, os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos atestam que este chamamento foi feito segundo o eterno desígnio de Deus: Cristo escolheu os que Ele quis (cfr Mc 3,13-14; Jo 15,16) e fê-lo em união com o Pai, «pelo Espírito Santo» (Act 1,2), depois de passar a noite em oração (cfr Lc 6,12). Portanto, na admissão ao sacerdócio ministerial, a Igreja sempre reconheceu como norma perene o modo de agir do seu Senhor na escolha dos doze homens que Ele colocou como fundamento da sua Igreja (cfr Ap 21,14). Eles, na verdade, não receberam apenas uma função, que poderia depois ser exercida por qualquer membro da Igreja, mas foram especial e intimamente associados à missão do próprio Verbo encarnado (cfr Mt 10,1.7-8; 28,16-20; Mc 3,13-16; 16,14-15). O mesmo fizeram os Apóstolos, quando escolheram os seus colaboradores que lhes sucederiam no ministério. Nessa escolha, estavam incluídos também aqueles que, ao longo da história da Igreja, haveriam de prosseguir a missão dos Apóstolos de representar Cristo Senhor e Redentor.

3. De resto, o fato de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, não ter recebido a missão própria dos Apóstolos nem o sacerdócio ministerial, mostra claramente que a não admissão das mulheres à ordenação sacerdotal não pode significar uma sua menor dignidade nem uma discriminação a seu respeito, mas a observância fiel de uma disposição que se deve atribuir à sabedoria do Senhor do universo.

A presença e o papel da mulher na vida e na missão da Igreja, mesmo não estando ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem, no entanto, absolutamente necessários e insubstituíveis. Como foi sublinhado pela mesma Declaração Inter Insigniores, "a Santa Madre Igreja auspicia que as mulheres cristãs tomem plena consciência da grandeza da sua missão: o seu papel será de capital importância nos dias de hoje, tanto para o renovamento e humanização da sociedade, quanto para a redescoberta, entre os fiéis, da verdadeira face da Igreja". Os Livros do Novo Testamento e toda a história da Igreja mostram amplamente a presença na Igreja de mulheres, verdadeiras discípulas e testemunhas de Cristo na família e na profissão civil, para além da total consagração ao serviço de Deus e do Evangelho. "A Igreja defendendo a dignidade da mulher e a sua vocação, expressou honra e gratidão por aquelas que - fiéis ao Evangelho - em todo o tempo participaram na missão apostólica de todo o Povo de Deus. Trata-se de santas mártires, de virgens, de mães de família, que corajosamente deram testemunho da sua fé e, educando os próprios filhos no espírito do Evangelho, transmitiram a mesma fé e a tradição da Igreja".

Por outro lado, é à santidade dos fiéis que está totalmente ordenada a estrutura hierárquica da Igreja. Por isso, lembra a Declaração Inter Insigniores, "o único carisma superior, a que se pode e deve aspirar, é a caridade (cfr 1 Cor 12-13). Os maiores no Reino dos céus não são os ministros, mas os santos".

4. Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na Tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia actualmente em diversos lugares continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.

Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja." [1]
Apesar da clareza e solenidade desse documento, em outubro de 1995, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardel Joseph Ratzinger, emitiu a seguinte "Resposta à dúvida sobre a doutrina da carta apostólica Ordinatio sacerdotalis":

"Dúvida: Se a doutrina, segundo a qual a Igreja não tem faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, proposta como definitiva na Carta Apostólica «Ordinatio Sacerdotalis», deve ser considerada pertencente ao depósito da fé.

Resposta: Afirmativa.
Esta doutrina exige um assentimento definitivo, já que, fundada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, é proposta infalivelmente pelo magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 25, 2). Portanto, nas presentes circunstâncias, o Sumo Pontífice, no exercício de seu ministério próprio de confirmar os irmãos (cf. Lc. 22, 32), propôs a mesma doutrina, com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que deve ser mantido sempre, em todas as partes e por todos os fiéis, enquanto pertencente ao depósito da fé." [2]
Em que pese mais esta declaração que não deixa margem para qualquer dúvida quanto à não possibilidade de ordenação sacerdotal para as mulheres, houve uma onda de ordenações, o que levou a Igreja a tomar medidas drásticas quanto à essa clara desobediência. Dentre elas, foi o acréscimo de uma pena canônica para este tipo de conduta. É o que se vê no "Decreto Geral sobre o delito da tentada sagrada ordenação de uma mulher", expedido pela Congregação para a Doutrina da Fé e assinado pelo Cardeal William C. Levada:

"A Congregação para a Doutrina da Fé, a fim de tutelar a natureza e a validade do sacramento da ordem, em força da especial faculdade que lhe foi conferida pela Suprema Autoridade da Igreja (cfr. cân. 30 do Código de Direito Canônico), na Sessão Ordinária do dia 19 de dezembro 2007, decretou:

Salva a prescrição do cân. 1378 do Código de Direito Canônico, seja aquele que tenha tentado conferir a ordem sagrada a uma mulher, seja a própria mulher que tenha tentado receber a ordem sagrada, incorrem na excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica.

Porém se aquele que tenha tentado conferir a ordem sagrada a uma mulher ou a mulher que tenha tentado receber a ordem sagrada fôr um fiel sujeito ao Código dos Cânones das Igrejas Orientais, salva a prescrição do cân. 1443 deste mesmo Código, seja punido com excomunhão maior, cuja remissão também é reservada à Sé Apostólica (cfr. cân. 1423 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais).

Este decreto entrará imediatamente em vigor com a publicação no periódico L'Osservatore Romano." [3]
Infelizmente, apesar de toda essa legislação canônica e da própria definição da Igreja quanto ao tema, ainda se vêem teólogos insistindo na ordenação sacerdotal de mulheres.

No próximo programa Resposta Católica serão abordados os aspectos teológicos que embasam o posicionamento da Santa Mãe Igreja sobre este assunto.


Referências

  1. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_22051994_ordinatio-sacerdotalis_po.html
  2. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19951028_dubium-ordinatio-sac_po.html
  3. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20071219_attentata-ord-donna_po.html


3 de outubro de 2012

Ressurreição dos mortos ou ressurreição da carne?

Existe diferença em dizer "ressurreição dos mortos" e "ressurreição da carne"? De onde provém essas expressões e o que querem dizer exatamente? É o que Padre Paulo Ricardo vai esclarecer neste episódio.



1 de outubro de 2012

Dom Leonardo comenta questões ligadas à Semana Nacional da Vida

A primeira semana do mês de outubro será marcada por inúmeras discussões em defesa da vida. Instituída, em 2005, pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Semana Nacional da Vidaacontecerá entre os dias 1º e 7 de outubro, e trabalhará o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”. A semana termina com o "Dia do Nascituro" comemorado no dia 8 de outubro para homenagear o novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. 

Em entrevista, o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, aborda diversas questões ligadas à Semana Nacional da Vida. Leia a íntegra da entrevista:
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família lançou o subsídio “Hora da Vida”. Como ele colabora com os temas de discussão da Semana Nacional da Vida?
Dom Leonardo - O subsídio “Hora da Vida” é composto por roteiros de encontros temáticos que podem ser organizados nas diferentes comunidades das nossas Igrejas particulares. Há muitos temas indicados para serem abordados durante esta semana, e, em função da realidade local, outros podem ser acrescentados. Os temas contidos no subsídio são sugestões de conteúdo a ser refletido, discutido, aprofundado e, também, concretizado em possíveis ações pastorais e sociais. De forma simples e deixando o espaço para a criatividade, o subsídio aborda a questão da ameaça à vida no seio materno, da sua manipulação em laboratório; propõe uma reflexão sobre as situações de risco, como a violência no trânsito e a ingestão de drogas; questiona-nos sobre o que é de fato ter vida digna, vida plena; motiva-nos para o cuidado com a vida frágil, do seu início até o seu fim natural. Tudo como expressão do amor e do cuidado amoroso.
Que tipos de discussões o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos” trará para a Semana Nacional da Vida?
Dom Leonardo - O tema da saúde faz o vínculo com a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo título foi “Fraternidade e saúde pública”. Isso nos interpela a trabalhar para que todos os brasileiros possam ter acesso à saúde, não só como um valor em si mesmo, mas porque manifesta a dignidade de vida de cada pessoa, em qualquer fase ou condição social. Muito se fala hoje dos direitos de cada pessoa e, por vezes, esquece-se dos deveres de cada um. Quando se trata do respeito, da promoção e da defesa da vida, os direitos devem ser cobrados, mas os deveres também devem ser assumidos por todos.
A Semana Nacional da Vida responde aos apelos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadoras da Igreja no Brasil (DGAE)?
Dom Leonardo - Uma das cinco urgências da ação evangelizadora no Brasil, traçadas pelos bispos do Brasil para 2011-2015, é a “Igreja ao serviço da vida plena para todos”. A Semana Nacional da Vida retoma várias situações de ameaça à vida, que são descritas nesta quinta urgência e que já foram apontadas acima, e se insere nesta vasta missão da Igreja que também se desdobra no campo da promoção da vida humana, sobretudo das mais frágeis e indefesas e outras.
Sobre a urgência nas questões de promoção da vida (quinta urgência), que ações efetivas poderão ser tomadas a partir da Semana Nacional da Vida?
Dom Leonardo - “A partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo”, como afirma o objetivo geral da ação evangelizadora no Brasil, o discípulo-missionário terá condições de identificar as situações que denigrem a vida, quer seja em âmbito local quer em âmbito nacional, para assim agir em consequência. A Igreja muito tem feito e muito realiza para promover a vida. Basta pensarmos nas inúmeras iniciativas que surgem das ações pastorais em favor da família, da criança, do adolescente, da AIDS, da sobriedade, do idoso, da saúde, do povo de rua, da terra, da moradia etc. A Semana Nacional da Vida pode, por um lado, contribuir para fomentar uma boa formação intraeclesial dos leigos e pastores, a fim de se formular um juízo moral adequado sobre as propostas da ciência e sua aplicação; e, por outro, estimular uma maior participação social, incentivando os leigos a se fazerem presentes nos diversos conselhos de participação popular (conselho municipal da saúde, da mulher, da educação, por exemplo) ou a se comprometerem através da própria profissão para uma maior distribuição dos recursos humanos e materiais para a saúde e um cuidado materno pela vida em nosso país.

Quais os principais aspectos sobre a reforma do Código Penal que serão tratados durante a Semana Nacional da Vida? E qual a importância de se trazer essa discussão à tona?
Dom Leonardo - No Anteprojeto de reforma do Código Penal brasileiro, há muitos pontos que merecem ser amplamente debatidos e outros que devem ser simplesmente excluídos, haja vista o seu teor extremamente polêmico e contrário a princípios éticos. A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro são ocasião para que toda a Igreja continue afirmando sua posição favorável à vida desde o seio materno até o seu fim natural, bem como a dignidade da mulher e a proteção das crianças etc. Isso pode suscitar uma reflexão necessária por parte da sociedade e por parte dos senadores e senadoras responsáveis em avaliar e aprovar o anteprojeto no Senado Federal.

Que mensagem deixaria para as comunidades católicas?
Dom Leonardo - A família é uma bênção, pois é o lugar onde cada um, cada uma de nós veio à luz e onde iniciamos os primeiros e mais profundos laços de nossa existência. Na família, começamos o caminho da fé que nos possibilita participarmos de uma Comunidade-igreja, e nos leva ao encontro dos irmãos e irmãs; é o Evangelho que nos abre o caminho para nos abrirmos à graça de Jesus em todos os momentos de nossa vida. A Semana Nacional da Vida nos leve à admiração e ao cuidado pela vida! Ela nos ajude a criarmos grupos de famílias que assumam a grande vocação de ser promotores da vida.

Confira as intenções de oração do Papa para outubro


Neste mês de outubro, o Papa Bento XVI reza, em sua intenção geral de oração, “pelo desenvolvimento e o progresso da Nova Evangelização nos Países do antigo cristianismo”.

Já na intenção missionária, as orações são voltadas para a celebração do Dia Mundial das Missões. O Pontífice reza para que esta “seja ocasião de um renovado compromisso de evangelização”.

As intenções de oração do Papa são, todos os meses, confiadas ao Apostolado de Oração, iniciativa que é seguida pela população em todo o mundo. 

Leia mais
.: A Igreja acontece no dia a dia de cada pessoa, diz padre Paulo
.: Evangelização é trabalho de todo o povo de Deus, diz Papa
                                                    
                     

Santa Teresinha do Menino Jesus

"Não quero ser santa pela metade, escolho tudo". 

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja. 

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!



                 

22 de setembro de 2012

A Virgem Maria e o mistério da cruz

Jesus chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8, 34).

Jesus colocou como exigência para aqueles que O querem seguir, a atitude livre de tomar a sua cruz e segui-Lo. Tomar a nossa cruz significa assumir o mistério do sofrimento em nossas vidas. Tomar a nossa cruz significa ainda mais, implica um certo tipo de morte (cf. Mc 8, 35), por amor a Cristo e ao Seu Evangelho. Somos livres para assumir a cruz, mas o Mestre nos alerta que a liberdade somente existe para aqueles que querem segui-Lo (cf. Mc 8, 35b). Aqueles que não quiserem tomar sua cruz e segui-Lo, aqueles que quiserem salvar suas vidas, vão perdê-la (cf. Mc 8, 35a), ou seja, vão perder a liberdade.
Renunciar a si mesmo e seguir Jesus Cristo é a verdadeira liberdade, de poder dizer sim no amor a Ele e ao Seu Evangelho, de poder dizer sim no amor ao próximo. Assumir a cruz em nossas vidas significa amar como Jesus amou, ou seja, em meio às dores e aos sofrimentos. Desde o ventre materno Jesus foi perseguido e, de certa forma, a sua Mãe, a Virgem das dores, compartilhou com Ele esses sofrimentos. As sete dores de Maria, que são meditadas por muitos devotos, estão diretamente ligadas aos sofrimentos de Seu Filho Jesus Cristo.
Nossa Senhora, por ser sua Mãe, participou dos sofrimentos de Jesus Cristo. Mais do que qualquer outra pessoa, ela assumiu os sofrimentos da cruz de Cristo em sua vida. A Virgem Maria seguiu seu Filho até o fim, desde a sua infância até a idade adulta, na sua vida pública, que culminou em Seu sacrifício no Calvário. Maria assumiu a cruz do sofrimento por causa de Jesus, por causa de sua prisão, pelo seu julgamento injusto, pelas suas dores na flagelação e na coroação de espinhos, pelos ultrajes e blasfêmias contra Ele, pela Sua crucifixão, pela sua morte.
A Virgem Maria não somente assumiu a sua cruz com fidelidade no seguimento a Seu Filho, mas também assumiu a maternidade espiritual de toda a Igreja. Pouco antes de Sua morte, Jesus disse à sua Mãe: “Mulher, eis o teu filho!” (Jo 19, 26). Entregando João como filho, Jesus entregava a todos nós cristãos aos cuidados da sua Mãe. Nossa Senhora jamais diria não a um pedido de Jesus, ainda mais que este foi feito naquele momento derradeiro na cruz. Por isso, Maria assume a cada um de nós cristãos como filhos. Ela é a nossa Mãe espiritual, que compartilha também os nossos sofrimentos. Ela nos consola em nossas dores e, nas nossas quedas, nos ajuda a levantar. Ela está conosco e não nos abandonará, como não abandonou Jesus, mas foi fiel até o fim.
A Virgem Maria é uma Mãe zelosa, que cuida de cada um dos seus filhos, por isso, não tenhamos medo de nos confiar inteiramente a Ela. Foi o próprio Cristo que, em Seu testamento espiritual, nos entregou Maria como nossa Mãe. Entregando Nossa Senhora a João, Jesus a entrega a todos nós: “Eis a tua mãe!” (Jo 19, 27). Ela é nossa Mãe espiritual e devemos nos consagrar a ela toda nossa vida. Ela nos ajudará a tomar a nossa cruz, a assumir os sofrimentos com alegria, por amor a Jesus e ao Seu Evangelho. Ela será nosso auxílio para chegarmos ao Reino definitivo de Seu Filho Jesus Cristo.

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