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22 de setembro de 2012

A Virgem Maria e o mistério da cruz

Jesus chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8, 34).

Jesus colocou como exigência para aqueles que O querem seguir, a atitude livre de tomar a sua cruz e segui-Lo. Tomar a nossa cruz significa assumir o mistério do sofrimento em nossas vidas. Tomar a nossa cruz significa ainda mais, implica um certo tipo de morte (cf. Mc 8, 35), por amor a Cristo e ao Seu Evangelho. Somos livres para assumir a cruz, mas o Mestre nos alerta que a liberdade somente existe para aqueles que querem segui-Lo (cf. Mc 8, 35b). Aqueles que não quiserem tomar sua cruz e segui-Lo, aqueles que quiserem salvar suas vidas, vão perdê-la (cf. Mc 8, 35a), ou seja, vão perder a liberdade.
Renunciar a si mesmo e seguir Jesus Cristo é a verdadeira liberdade, de poder dizer sim no amor a Ele e ao Seu Evangelho, de poder dizer sim no amor ao próximo. Assumir a cruz em nossas vidas significa amar como Jesus amou, ou seja, em meio às dores e aos sofrimentos. Desde o ventre materno Jesus foi perseguido e, de certa forma, a sua Mãe, a Virgem das dores, compartilhou com Ele esses sofrimentos. As sete dores de Maria, que são meditadas por muitos devotos, estão diretamente ligadas aos sofrimentos de Seu Filho Jesus Cristo.
Nossa Senhora, por ser sua Mãe, participou dos sofrimentos de Jesus Cristo. Mais do que qualquer outra pessoa, ela assumiu os sofrimentos da cruz de Cristo em sua vida. A Virgem Maria seguiu seu Filho até o fim, desde a sua infância até a idade adulta, na sua vida pública, que culminou em Seu sacrifício no Calvário. Maria assumiu a cruz do sofrimento por causa de Jesus, por causa de sua prisão, pelo seu julgamento injusto, pelas suas dores na flagelação e na coroação de espinhos, pelos ultrajes e blasfêmias contra Ele, pela Sua crucifixão, pela sua morte.
A Virgem Maria não somente assumiu a sua cruz com fidelidade no seguimento a Seu Filho, mas também assumiu a maternidade espiritual de toda a Igreja. Pouco antes de Sua morte, Jesus disse à sua Mãe: “Mulher, eis o teu filho!” (Jo 19, 26). Entregando João como filho, Jesus entregava a todos nós cristãos aos cuidados da sua Mãe. Nossa Senhora jamais diria não a um pedido de Jesus, ainda mais que este foi feito naquele momento derradeiro na cruz. Por isso, Maria assume a cada um de nós cristãos como filhos. Ela é a nossa Mãe espiritual, que compartilha também os nossos sofrimentos. Ela nos consola em nossas dores e, nas nossas quedas, nos ajuda a levantar. Ela está conosco e não nos abandonará, como não abandonou Jesus, mas foi fiel até o fim.
A Virgem Maria é uma Mãe zelosa, que cuida de cada um dos seus filhos, por isso, não tenhamos medo de nos confiar inteiramente a Ela. Foi o próprio Cristo que, em Seu testamento espiritual, nos entregou Maria como nossa Mãe. Entregando Nossa Senhora a João, Jesus a entrega a todos nós: “Eis a tua mãe!” (Jo 19, 27). Ela é nossa Mãe espiritual e devemos nos consagrar a ela toda nossa vida. Ela nos ajudará a tomar a nossa cruz, a assumir os sofrimentos com alegria, por amor a Jesus e ao Seu Evangelho. Ela será nosso auxílio para chegarmos ao Reino definitivo de Seu Filho Jesus Cristo.

Desde quando a Igreja começou a usar o nome de Católica?

Quando a Igreja começou a ser chamada de católica? Qual o verdadeiro significado desta palavra? Por que se acrescentou o adjetivo romano para a palavra católico?



19 de setembro de 2012

Como ser fiel nas perseguições?

“De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal” (2 Cor 4, 11).

Quem de nós ainda não foi perseguido de alguma forma por ser católico? São Paulo nos fala sobre essa dura realidade à qual não há como escapar. Como cristãos seremos perseguidos, não por nós mesmos, mas por causa de Cristo. Na história da Igreja, milhares de cristãos foram perseguidos e mortos simplesmente pelo fato de seguirem a Cristo, por pregarem o Seu Evangelho. Ainda hoje, em muitos países, cristãos continuam a ser perseguidos e mortos, como no Vietnã e alguns países da África.
Depois de dois mil anos de história do cristianismo, por que ainda existem perseguições como essas? Por que Jesus Cristo permite que pessoas sejam perseguidas e até mortas por causa Dele?
Essa pergunta o próprio São Paulo nos responde: para que a vida de Jesus seja manifestada em nós! (cf. 2Cor 4, 11). Quando somos perseguidos e mortos, a vida de Jesus se manifesta em nós. São Paulo glorificava a Deus pelas cadeias, pelas prisões, pelos açoites, pelos sofrimentos por causa de Cristo, porque a vida de Cristo se manifestava nele. Isso era a causa da sua alegria!
Cristo veio ao mundo para dar a vida em resgate de muitos (cf. Mt 20, 28) e quando damos a vida por Ele, sua vida se manifesta em nós. Por isso, quando Paulo estava sendo perseguido por causa de Jesus, ele pode dizer: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Ele disse isso porque sabia que estava sendo perseguido por causa de Jesus e suportava os sofrimentos porque Cristo sofria nele.
Olhando para o testemunho de Paulo e tantos outros mártires, não há como não ficarmos temerosos, como ficaram com medo todos os discípulos de Jesus. Como então esses homens foram capazes de dar a vida por causa de Jesus? Como podemos ter a coragem de entregar toda a nossa vida a Deus? Existem basicamente três caminhos para enfrentar as perseguições: podemos ser “corajosos” e enfrentar sozinhos; podemos pedir auxílio diretamente para Deus; e podemos seguir o caminhos dos Apóstolos, unindo-nos na oração em comum, com a Virgem Maria, para pedir o Espírito Santo.
Somente depois disso é que os Apóstolos e discípulos de Jesus começaram a pregar o Evangelho com destemor. A partir disso, muitos começaram a ser perseguidos, mas suportaram porque o Espírito de Deus estava com eles. Este é o segredo para entregar a vida por Cristo, para que a Sua vida se manifeste em nós: devemos estar unidos em oração comunitária, juntamente com a Virgem Maria (cf. At 1, 14), para que o Espírito de Deus se manifeste em nós.
Não deixemos de nos unir em comunidade para orar, juntamente com Nossa Senhora, para pedir que o Espírito Santo nos dê força para testemunhar Jesus Cristo, dando a vida se for necessário. Foi assim no passado, com os apóstolos e discípulos de Jesus, e continuará a ser dessa forma. Deus não muda seu modo de agir, nos diz São Luís Maria. Se queremos que a vida de Jesus se manifeste em nós, unamo-nos em oração, juntamente com a Virgem Maria, para pedir o Espírito Santo sobre nós. Pois, somente pelo Espírito é que poderemos dar a vida por Jesus Cristo.

"Nova Estratégia Mundial do Aborto - Parte 4"

15 de setembro de 2012

A Festa da Exaltação da Santa Cruz e o lançamento do Hino Oficial da JMJ Rio 2013


Nesta noite em que a Igreja celebra a Festa da Exaltação de Santa Cruz, o presente foi para os jovens: durante a celebração da “Festa da Aventura da Cruz”, no Rio de Janeiro, com a participação de Dom Orani Tempesta (Arcebispo do Rio de Janeiro) e Dom Giovanni D´Aniello (Núncio Apostólico no Brasil), além de representantes do Setor Juventude e animada por diversos cantores católicos, foi divulgado o Hino Oficial da Jornada Mundial da Juventude no Brasil (você pode ouvi-lo se clicar neste link).
O hino “Esperança do Amanhecer!” foi composto pelo padre José Cândido, da Arquidiocese de Belo Horizonte, e leva o jovem a meditar sobre sua pertença a Cristo e o amor de Deus que sustenta e garante a fidelidade do cristão.
A liturgia deste dia, Festa da Exaltação da Santa Cruz, convida-nos a contemplar a Cruz de Jesus que é a expressão suprema do amor de um Deus que veio ao nosso encontro, que aceitou partilhar a nossa humanidade, que quis fazer-se servo dos homens, que se ofereceu em sacrifício que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Oferecendo a sua vida na cruz, em dom de amor, Jesus indicou-nos o caminho para chegar à vida plena.
O lançamento do hino durante esta festa litúrgica, proclama a soberania da Cruz Redentora na vida dos jovens. A Cruz precisa voltar a ser o centro da nossa história. É do lenho da Cruz que pendeu a salvação do mundo. E é pela Cruz que vamos resgatar a fé e os valores de nosso povo e de nossa nação.
O lançamento do clipe, segundo a assessoria de imprensa do Comitê Organizador através do Twitter, está previsto para próximo domingo, 15/09.
Confira na íntegra:
Hino Oficial – “Esperança no Amanhecer”
Sou marcado desde sempre
com o sinal do Redentor,
que sobre o monte, o Corcovado,
abraça o mundo com Seu amor.
(Refrão)
Cristo nos convida:
“Venham, meus amigos!”
Cristo nos envia:
“Sejam missionários!”
Juventude, primavera:
esperança do amanhecer;
quem escuta este chamado
acolhe o dom de crer!
Quem nos dera fosse a terra,
fosse o mundo todo assim!
Não à guerra, fora o ódio,
Só o bem e paz a não ter fim.
Do nascente ao poente,
nossa casa não tem porta,
nossa terra não tem cerca,
nem limites o nosso amor!
Espalhados pelo mundo,
conservamos o mesmo ardor.
É Tua graça que nos sustenta
nos mantém fiéis a Ti, Senhor!
Atendendo ao Teu chamado:
“Vão e façam, entre as nações,
um povo novo, em unidade,
para mim seus corações!”
Anunciar Teu Evangelho
a toda gente é transformar
o velho homem em novo homem
em mundo novo que vai chegar.

                    
(Fontes utilizadas: Rio2013.com, Jovens Conectados, Canção Nova, Prof. Felipe Aquino e Dehonianos).

Como guardar a Palavra de Deus?

“E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações” (2 Pd 1, 19).

A Palavra de Deus, especialmente as profecias, são como uma luz que ilumina as trevas da nossa mente e do nosso coração. Não nos enganemos, considerando a Sagrada Escritura ultrapassada, imprópria para o nosso tempo. Pois, a Palavra é luz esplendorosa que iluminou o passado, ilumina o presente e continuará a iluminar o gênero humano até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é a estrela da manhã, que um dia brilhará eternamente em nossos corações.
O Senhor falou através de seus profetas e, na plenitude dos tempos, nos falou por Jesus Cristo. Ele é a Palavra de Deus, transmitida a nós pela Igreja, que devemos sempre diante dos olhos. Pois, esta Palavra nos fortalece para permanecermos no Caminho, na Verdade, na Vida, que é Jesus Cristo. A Palavra nos orienta, nos conduz pelas estradas da vida, para não nos perdermos. A Escritura ilumina a nossa mente, para que não nos desviemos da verdade, da nossa alta vocação, que é a eternidade com Deus. A Palavra de Deus nos dá a Vida verdadeira, que é Cristo. Nele, vivemos por antecipação a vida que não tem ocaso, que não tem fim, o Reino de Deus já neste mundo.
A Palavra de Deus ilumina também a nossa vocação específica dentro da Igreja. Pois, Deus nos chama para um apostolado através da Palavra. Ele confirma o Seu chamado pela Palavra. Pelas Escrituras o Senhor nos dá força para perseverar na nossa vocação. Por tudo isso, não deixemos de ouvir a Palavra de Deus e a tenhamos sempre diante de nossos olhos (cf. 2 Pd 1, 19). A palavra de profecia que for dirigida a nós por Deus se cumprirá pela força da Palavra. Por isso, não nos afastemos dela, mas a guardemos sempre, não somente diante dos olhos, mas também em nossa mente em nosso coração.
O Verbo de Deus, a Palavra se fez carne em Jesus Cristo no ventre da Virgem Maria. A Palavra de Deus, que é Cristo, foi gerada no ventre de Maria. O Verbo eterno de Deus foi formado, foi educado por Maria, na casa de Nazaré. Deixemos também que a Palavra de profecia que recebemos de Deus seja gestada no ventre de Nossa Senhora. Pois, dela é o ventre fecundo que foi escolhido para gerar o Verbo de Deus feito carne.
Nos confiemos inteiramente a Virgem Maria, pois ela nos ajudará a perseverar na Palavra de Deus, a guardar a Lei do Senhor. Ela também nos será auxílio em nossa vocação, para que não nos desviemos da vontade de Deus. Nossa Senhora é Mãe de Jesus e nossa Mãe, pois somos membros da Igreja, da qual a cabeça é Cristo. Como seus membros, somente podemos ser gerados espiritualmente no ventre de Maria. Sejamos dóceis a Virgem Santíssima, para que a Palavra de Deus se cumpra em nossa vida, como se cumpriu na sua vida.

Lançamento do Curso de Teologia



O site padrepauloricardo.org anuncia o lançamento do curso de Teologia, no qual pretende, de forma compacta, mas completa, oferecer aos seus alunos as principais disciplinas encontradas no curso de Teologia. Começando pela disciplina "Introdução ao Método Teológico", que faz parte da chamada Teologia Fundamental.
Na sequência virão as demais disciplinas - em forma de pequenos cursos - passando pela Teologia Dogmática e Moral, de modo que o aluno tenha condições de conhecer a fé da Igreja e assim, dar a qualquer pessoa e em qualquer situação, as razões de sua própria fé, em sintonia com o Magistério, com a Tradição e com o Santo Padre, numa leitura de continuidade e de fidelidade à Igreja de dois mil anos.

8 de setembro de 2012

Como o sofrimento pode ser uma boa notícia?

O Papa João Paulo II, na “Carta Apostólica Salvifici Doloris sobre o sentido cristão do sofrimento humano”, refletiu sobre o Evangelho do Sofrimento.

Pode parecer contraditório falar de Evangelho do sofrimento, pois Evangelho significa boa nova, boa notícia. Como então falar da Boa Nova do sofrimento? Como o sofrimento pode ser uma boa notícia? Para refletir o tema do sofrimento, nos debruçaremos sobre este escrito, a “Salvifici Doloris”, do nosso saudoso “João de Deus”.
O Papa João Paulo II, na “Salvifici Doloris”, diz que o próprio Redentor escreveu este Evangelho com o seu sofrimento, assumido por amor, para que o homem “não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O sofrimento de Cristo, assumido com Seus ensinamentos, foi fonte abundante para aqueles que abraçaram a Sua cruz. Dentre estes, toda a vida de Maria é um testemunho deste Evangelho do sofrimento.
Os sofrimentos de Maria, numerosos e intensos, unidos aos sofrimentos de Cristo, demonstram a sua fé inabalável. Além disso, estes contribuíram para a Redenção de todos. Desde o anúncio misterioso do Anjo, na sua missão de mãe, Maria estava destinada a compartilhar, de maneira única e irrepetível, a missão do seu Filho. Isso se confirma na profecia do velho Simeão (cf. Lc 2, 25) e pela fuga para o Egito (cf. Mt 2, 14).
Depois das vicissitudes da vida oculta e pública de Jesus, por ela certamente partilhadas, foi no Calvário que o sofrimento de Maria Santíssima, junto aos do seu Filho, atingiu o ponto culminante. Sofrimento este que foi fecundo para a salvação universal. Na subida ao Calvário e na sua permanência aos pés da cruz, Maria participa da morte redentora de Cristo. As palavras de Jesus na cruz são como que a entrega solene deste Evangelho do Sofrimento, que deveria ser anunciado a todos os fiéis.
Por sua presença, por sua compaixão, Maria participa de modo singular neste Evangelho do Sofrimento. Ela realiza antecipadamente aquilo que mais tarde Paulo diria. Nossa Senhora completa na sua carne e no seu coração, “aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo” (Col 1, 24). O Evangelho do sofrimento não diz apenas da presença do sofrimento no Evangelho, como um dos temas da Boa Nova. Este Evangelho também é a revelação da força salvífica e do significado salvífico do sofrimento na missão messiânica de Cristo e na missão e na vocação da Igreja.
Jesus Cristo quer penetrar no ânimo de todas a pessoas que sofrem, através do coração da sua Virgem das Dores. Como um prolongamento da Sua maternidade, que pelo Espírito Santo Lhe havia dado a vida, em Sua morte, Cristo deu a Nossa Senhora uma nova maternidade, espiritual e universal, em relação a todos os homens. Jesus fez isso a fim de que cada um deles, na peregrinação da fé, à semelhança de Maria e junto com ela, permanecesse intimamente unido a Ele até à Cruz. Este é o Evangelho do sofrimento: todo o sofrimento, unido ao sofrimento de Cristo na cruz, de fraqueza do homem se torna poder de Deus (Rom 1, 16).

Maria, o templo santo de Jesus Cristo

O Pai fez da Virgem Maria o templo santo, do qual nasceu Jesus Cristo, Nosso Senhor.




No tempo de Davi, ele morava em um palácio, mas o Senhor não tinha uma morada. Ele habitava em uma tenda. Foi seu filho Salomão que construiu um templo para Deus. Passou-se o tempo, este templo foi destruído pelos inimigos, e reconstruído várias vezes. Até que, na plenitude dos tempos, o Senhor mesmo construiu para si um templo. Seus alicerces foram São Joaquim e Sant’Ana. Este templo é Maria.
O Senhor poderia vir ao mundo e morar num palácio ou num suntuoso templo, mas preferiu habitar na simplicidade do ventre de Nossa Senhora. Na sua humilde casa em Nazaré, Jesus passou a maior parte de sua vida terrena. Apesar de sua sabedoria, trabalhou com seu pai José no simples ofício de carpinteiro.
Cristo poderia vir ao mundo e se manifestar somente aos sábios e inteligentes, mas veio ao mundo através de uma mulher simples e humilde, prometida em casamento a um homem igualmente simples e humilde. Nesta simples e humilde família de Nazaré, Jesus quis habitar. Da mesma forma, Ele quer habitar na humildade e na simplicidade do nosso coração.
Porém, não podemos negar que não temos esse coração simples e humilde como o de Maria e de José. Como não temos como pais Joaquim e Ana, peçamos a Maria e José que nos ensine a ter um coração como o deles. Na humildade do coração Imaculado da Virgem Maria precisamos ser gerados para Deus. Na oficina da simplicidade e da humildade de José precisamos ser formados na obediência e no trabalho santificado.
Jesus quer reinar em nosso coração, mas para isso é necessário que nele reine o Coração Imaculado de Maria. Acolhamos Nossa Senhora em nosso coração, em nossas vidas, para que Jesus reine e faça em nós sua morada. Peçamos a Virgem Maria um coração simples e humilde como o seu, para recebermos nele o seu Filho Jesus Cristo.

Um católico pode ser maçom?

Ao católico sempre foi vedada a participação em agremiações maçônicas. Porém, diante da realidade atual em que tudo "é permitido", será que a posição da Igreja Católica diante da Maçonaria mudou? Afinal, um católico pode ou não ser maçom? É o que explica o Padre Paulo Ricardo em mais um programa Resposta Católica.




6 de setembro de 2012

Como a Palavra de Deus se torna vida em nós?

“O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida” (Jo 6, 63).


Como acolher a Palavra de Deus? Como viver uma vida nova? Estas são questões fundamentais para todos os cristãos, pois a Palavra de Deus se fez carne em Jesus Cristo, para que por Ele tenhamos a vida. Somente em Jesus temos uma vida nova, segundo o Espírito, mas como acolher essa vida em nós?
Jesus nos fala, neste versículo do Evangelho de João (cf. Jo 6, 63), sobre uma realidade fundamental de nossa fé. A Sua Palavra é para nós espírito e vida, porém, não uma vida no sentido da carne, da existência biológica, mas a vida segundo o Espírito. Existe um dinamismo para que a Palavra de Deus realize a Sua obra em nós. Esta se realiza segundo o dom do Espírito Santo, que é concedido pelo Pai aos que creem. Temos que acolher a Palavra de Deus com o dom da fé que já foi infundido em nós por Deus, para nos encontrar com Cristo, Palavra eterna do Pai.
Tal dinamismo da ação de Deus se deu de forma única na Anunciação da encarnação do Verbo, quando o Anjo apareceu a Virgem Maria e lhe revelou o desígnio divino a seu respeito. Ele anunciou que ela seria Mãe do Filho de Deus e que Ele se chamaria Jesus (cf. Lc 1, 31-32). Nossa Senhora tinha fé, mas não compreendeu completamente o anúncio do Anjo. Mesmo assim, ela acolheu o desígnio salvífico de Deus para si, mas também para toda a humanidade. Quando ela acolheu a Palavra, o Verbo de Deus, o Pai envia o Seu Espírito e esse Verbo se faz carne no ventre de Maria.
O primeiro passo para acolher a Palavra de Deus é acreditar, é ter fé e acolher o desígnio de Deus a nosso respeito. Ainda que não saibamos como se darão todas as coisas, como aconteceu com a Virgem Maria, acolhamos Jesus Cristo em nossas vidas. Quando acolhemos a Palavra de Deus, que é Jesus Cristo, o Espírito nos dá a vida, não segundo a carne, a vida biológica, mas a vida segundo o Espírito. Essa vida é a vida do próprio Cristo, que é gerada em nós no ventre de Maria, pela ação do Espírito Santo.
O segundo passo é este que acabamos de mencionar, é acolher Nossa Senhora em nossas vidas. Foi Maria quem gerou o Verbo de Deus, e é ela quem vai gerar a Palavra de Deus em nós. É a Virgem Maria, pela ação do Espírito Santo, quem vai gerar a carne de Jesus Cristo em nós. Esta é a vida que o Pai quer nos dar, a vida de Seu Filho Jesus Cristo, que se realiza em nós pelo Espírito Santo.
A Palavra de Deus se realiza em nós do mesmo modo que aconteceu na Encarnação de Jesus, ou seja, no ventre da Virgem Maria. Por isso, nos unamos a Nossa Senhora em oração , como os discípulos e apóstolos de Jesus depois da Sua Ascensão (cf. At 1, 14), para que aconteça em nossas vidas um novo Pentecostes (cf. At 2, 1-13). Pois, foi a partir do Pentecostes que a Palavra de Deus recebida pelos apóstolos e discípulos tornou-se vida e, pela força do Espírito Santo, eles puderam anunciar com intrepidez a Boa Nova da salvação em Jesus Cristo.

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