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8 de setembro de 2012

Como o sofrimento pode ser uma boa notícia?

O Papa João Paulo II, na “Carta Apostólica Salvifici Doloris sobre o sentido cristão do sofrimento humano”, refletiu sobre o Evangelho do Sofrimento.

Pode parecer contraditório falar de Evangelho do sofrimento, pois Evangelho significa boa nova, boa notícia. Como então falar da Boa Nova do sofrimento? Como o sofrimento pode ser uma boa notícia? Para refletir o tema do sofrimento, nos debruçaremos sobre este escrito, a “Salvifici Doloris”, do nosso saudoso “João de Deus”.
O Papa João Paulo II, na “Salvifici Doloris”, diz que o próprio Redentor escreveu este Evangelho com o seu sofrimento, assumido por amor, para que o homem “não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O sofrimento de Cristo, assumido com Seus ensinamentos, foi fonte abundante para aqueles que abraçaram a Sua cruz. Dentre estes, toda a vida de Maria é um testemunho deste Evangelho do sofrimento.
Os sofrimentos de Maria, numerosos e intensos, unidos aos sofrimentos de Cristo, demonstram a sua fé inabalável. Além disso, estes contribuíram para a Redenção de todos. Desde o anúncio misterioso do Anjo, na sua missão de mãe, Maria estava destinada a compartilhar, de maneira única e irrepetível, a missão do seu Filho. Isso se confirma na profecia do velho Simeão (cf. Lc 2, 25) e pela fuga para o Egito (cf. Mt 2, 14).
Depois das vicissitudes da vida oculta e pública de Jesus, por ela certamente partilhadas, foi no Calvário que o sofrimento de Maria Santíssima, junto aos do seu Filho, atingiu o ponto culminante. Sofrimento este que foi fecundo para a salvação universal. Na subida ao Calvário e na sua permanência aos pés da cruz, Maria participa da morte redentora de Cristo. As palavras de Jesus na cruz são como que a entrega solene deste Evangelho do Sofrimento, que deveria ser anunciado a todos os fiéis.
Por sua presença, por sua compaixão, Maria participa de modo singular neste Evangelho do Sofrimento. Ela realiza antecipadamente aquilo que mais tarde Paulo diria. Nossa Senhora completa na sua carne e no seu coração, “aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo” (Col 1, 24). O Evangelho do sofrimento não diz apenas da presença do sofrimento no Evangelho, como um dos temas da Boa Nova. Este Evangelho também é a revelação da força salvífica e do significado salvífico do sofrimento na missão messiânica de Cristo e na missão e na vocação da Igreja.
Jesus Cristo quer penetrar no ânimo de todas a pessoas que sofrem, através do coração da sua Virgem das Dores. Como um prolongamento da Sua maternidade, que pelo Espírito Santo Lhe havia dado a vida, em Sua morte, Cristo deu a Nossa Senhora uma nova maternidade, espiritual e universal, em relação a todos os homens. Jesus fez isso a fim de que cada um deles, na peregrinação da fé, à semelhança de Maria e junto com ela, permanecesse intimamente unido a Ele até à Cruz. Este é o Evangelho do sofrimento: todo o sofrimento, unido ao sofrimento de Cristo na cruz, de fraqueza do homem se torna poder de Deus (Rom 1, 16).

Maria, o templo santo de Jesus Cristo

O Pai fez da Virgem Maria o templo santo, do qual nasceu Jesus Cristo, Nosso Senhor.




No tempo de Davi, ele morava em um palácio, mas o Senhor não tinha uma morada. Ele habitava em uma tenda. Foi seu filho Salomão que construiu um templo para Deus. Passou-se o tempo, este templo foi destruído pelos inimigos, e reconstruído várias vezes. Até que, na plenitude dos tempos, o Senhor mesmo construiu para si um templo. Seus alicerces foram São Joaquim e Sant’Ana. Este templo é Maria.
O Senhor poderia vir ao mundo e morar num palácio ou num suntuoso templo, mas preferiu habitar na simplicidade do ventre de Nossa Senhora. Na sua humilde casa em Nazaré, Jesus passou a maior parte de sua vida terrena. Apesar de sua sabedoria, trabalhou com seu pai José no simples ofício de carpinteiro.
Cristo poderia vir ao mundo e se manifestar somente aos sábios e inteligentes, mas veio ao mundo através de uma mulher simples e humilde, prometida em casamento a um homem igualmente simples e humilde. Nesta simples e humilde família de Nazaré, Jesus quis habitar. Da mesma forma, Ele quer habitar na humildade e na simplicidade do nosso coração.
Porém, não podemos negar que não temos esse coração simples e humilde como o de Maria e de José. Como não temos como pais Joaquim e Ana, peçamos a Maria e José que nos ensine a ter um coração como o deles. Na humildade do coração Imaculado da Virgem Maria precisamos ser gerados para Deus. Na oficina da simplicidade e da humildade de José precisamos ser formados na obediência e no trabalho santificado.
Jesus quer reinar em nosso coração, mas para isso é necessário que nele reine o Coração Imaculado de Maria. Acolhamos Nossa Senhora em nosso coração, em nossas vidas, para que Jesus reine e faça em nós sua morada. Peçamos a Virgem Maria um coração simples e humilde como o seu, para recebermos nele o seu Filho Jesus Cristo.

Um católico pode ser maçom?

Ao católico sempre foi vedada a participação em agremiações maçônicas. Porém, diante da realidade atual em que tudo "é permitido", será que a posição da Igreja Católica diante da Maçonaria mudou? Afinal, um católico pode ou não ser maçom? É o que explica o Padre Paulo Ricardo em mais um programa Resposta Católica.




6 de setembro de 2012

Como a Palavra de Deus se torna vida em nós?

“O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida” (Jo 6, 63).


Como acolher a Palavra de Deus? Como viver uma vida nova? Estas são questões fundamentais para todos os cristãos, pois a Palavra de Deus se fez carne em Jesus Cristo, para que por Ele tenhamos a vida. Somente em Jesus temos uma vida nova, segundo o Espírito, mas como acolher essa vida em nós?
Jesus nos fala, neste versículo do Evangelho de João (cf. Jo 6, 63), sobre uma realidade fundamental de nossa fé. A Sua Palavra é para nós espírito e vida, porém, não uma vida no sentido da carne, da existência biológica, mas a vida segundo o Espírito. Existe um dinamismo para que a Palavra de Deus realize a Sua obra em nós. Esta se realiza segundo o dom do Espírito Santo, que é concedido pelo Pai aos que creem. Temos que acolher a Palavra de Deus com o dom da fé que já foi infundido em nós por Deus, para nos encontrar com Cristo, Palavra eterna do Pai.
Tal dinamismo da ação de Deus se deu de forma única na Anunciação da encarnação do Verbo, quando o Anjo apareceu a Virgem Maria e lhe revelou o desígnio divino a seu respeito. Ele anunciou que ela seria Mãe do Filho de Deus e que Ele se chamaria Jesus (cf. Lc 1, 31-32). Nossa Senhora tinha fé, mas não compreendeu completamente o anúncio do Anjo. Mesmo assim, ela acolheu o desígnio salvífico de Deus para si, mas também para toda a humanidade. Quando ela acolheu a Palavra, o Verbo de Deus, o Pai envia o Seu Espírito e esse Verbo se faz carne no ventre de Maria.
O primeiro passo para acolher a Palavra de Deus é acreditar, é ter fé e acolher o desígnio de Deus a nosso respeito. Ainda que não saibamos como se darão todas as coisas, como aconteceu com a Virgem Maria, acolhamos Jesus Cristo em nossas vidas. Quando acolhemos a Palavra de Deus, que é Jesus Cristo, o Espírito nos dá a vida, não segundo a carne, a vida biológica, mas a vida segundo o Espírito. Essa vida é a vida do próprio Cristo, que é gerada em nós no ventre de Maria, pela ação do Espírito Santo.
O segundo passo é este que acabamos de mencionar, é acolher Nossa Senhora em nossas vidas. Foi Maria quem gerou o Verbo de Deus, e é ela quem vai gerar a Palavra de Deus em nós. É a Virgem Maria, pela ação do Espírito Santo, quem vai gerar a carne de Jesus Cristo em nós. Esta é a vida que o Pai quer nos dar, a vida de Seu Filho Jesus Cristo, que se realiza em nós pelo Espírito Santo.
A Palavra de Deus se realiza em nós do mesmo modo que aconteceu na Encarnação de Jesus, ou seja, no ventre da Virgem Maria. Por isso, nos unamos a Nossa Senhora em oração , como os discípulos e apóstolos de Jesus depois da Sua Ascensão (cf. At 1, 14), para que aconteça em nossas vidas um novo Pentecostes (cf. At 2, 1-13). Pois, foi a partir do Pentecostes que a Palavra de Deus recebida pelos apóstolos e discípulos tornou-se vida e, pela força do Espírito Santo, eles puderam anunciar com intrepidez a Boa Nova da salvação em Jesus Cristo.

5 de setembro de 2012

Por que Deus se fez homem? (Artigo V)


Por Eduardo Moreira. 
O homem, o Pecado Original e a Eucaristia
Iniciando mais um artigo da série “Por que Deus se fez homem?” que é baseada (mas não é literalmente) na obra de título igual e de autoria de Santo Anselmo de Cantuária, falaremos sobre o homem, a queda e a Eucaristia.
Graças aos avanços da ciência, sabemos hoje que provavelmente a narração do Gênesis é uma metáfora. O Papa Pio XII dá total direito aos católicos de pensarem assim, muito embora afirme que a posição oficial da Igreja é o criacionismo (Vide Encíclica Humani Generis). Entretanto, quanto à criação do universo já é hipótese praticamente consolidada na Cátedra de São Pedro que esse surgiu pelo Big Bang, conforme propôs o Padre Jesuíta Georges Lemaître ao dar o escopo dessa Teoria. O que a Igreja não admite (e com razão e obrigatoriedade científica) é que a criação esteja aqui por acaso, sem uma razão e sem um propósito. Em termos científicos, é irracional falar em “acaso”. Na verdade, em ciência clássica não se aceita o acaso como explicação, pelo contrário, a ciência vive de encontrar causas dos fenômenos observados empiricamente.
Mas então, como o homem surgiu? Essa pergunta é intrigante, mas é teologicamente irrelevante. Sabemos que o homem é bom, pois foi criado bom. O argumento moral da existência de Deus demonstra muito bem que o homem não se compraz com o mal, a menos que esteja deformado, é claro. Logo, o homem, embora esteja deformado pelo mal, é intrinsecamente bom.
Em termos teológicos, o homem foi criado por Deus e tudo o que Deus fez é bom. Logo, o homem não pode ser mal e o próprio comportamento social apoia essa hipótese. Tanto é verdade isso que existem em todas as sociedades, códigos de conduta que, se violados, resultam na pena temporal de um poder judicial qualquer.
Ora, se o homem é bom, por que ele faz o mal? São Paulo diz que “não faz o bem que quer, mas o mal que não quer” (Rm 7, 19). De fato, o homem pode agir mal por descuido ou por pura maldade. É difícil imaginar, entretanto, que alguém que age mal não se arrependa mais tarde. Se não se arrepende é porque não pensa no que fez, pois se pensar certamente se arrependerá.
Podemos então dizer que o homem é bom, mas está corrompido. E o que corrompeu o homem? O que corrompe o homem? Por que, mesmo tendo raciocínio, o homem age mal? Aí entra a Teologia. Para a Teologia, o homem sabe o que é bom e o que é mau, o que é certo e o que é errado, mas age mal porque, em algum momento da história, por algum motivo ele se corrompeu. Talvez seja até ingênuo pensar que foi um casal que comeu o fruto proibido e por isso se corrompeu, mas isso pode ser uma figura de linguagem ou mesmo algo tido como real pelos judeus. Esses últimos são muito ligados à questão das impurezas e sendo o Gênesis um livro judeu, é normal que haja referência à cultura deles. Assim, o judeu do passado (quiçá o moderno) pode crer de fato que a injestão de um fruto pode provocar a queda do ser humano. Entretanto, Cristo diz aos cristãos que não é o que entra, mas o que sai da boca do homem que é impuro (Mt 15, 11), pois a boca fala do que o coração está cheio (Lc 6, 45) e se o homem fala impurezas, é porque impuro está seu coração.
Acerca da queda, o Padre Paulo Ricardo diz que ela gerou o pecado original, que nada mais é que a vontade do homem de expulsar Deus de sua vida, tal qual fizeram os construtores da Torre de Babel. Assim sendo, há várias interpretações para esse pecado. Ele pode ser o orgulho, a vontade do homem de ser igual a Deus ou simplesmente a tendência do homem de negar a Deus. Diz-nos o Gênesis que Deus passeava com o homem durante as tardes pelo jardim do Éden. Ora, isso é a visão beatífica, da qual estamos privados. De fato, ninguém vê a Deus. Podemos dizer então que o pecado original nos colocou de costas para Deus.
Cristo não podia estar de costas pra Deus, pois do contrário, não o conheceria. Podemos dizer então que Cristo não tinha o pecado original, o orgulho, a vontade de viver sem Deus. Nossa Senhora de forma igual, não poderia ser também portadora desses males, pois do contrário não teria se colocado tão prontamente a serviço do Altíssimo.
Tendo esclarecido, ao menos de forma vaga o que é o pecado original, devemos esclarecer agora o que é e para que serviu o Sacrifício de Cristo. Ora, esse sacrifício limpou-nos de nossos pecados que agora podem ser perdoados. Digamos assim que o pecado, por mais leve que seja, é uma ofensa tão grande que o homem não pode limpá-la por sacrifício algum. Assim sendo, o homem necessita do Sacrifício de Cristo, que tem valor infinito. Mas, se Cristo morreu na cruz, como o homem se beneficia desse Sacrifício?
O homem se beneficia através do Batismo. Através do Batismo somos mortos para esse mundo e nossa vida passa a estar escondida em Cristo (Cl 3, 1). Além disso, o Batismo nos torna parte do Corpo de Cristo e aí está a misericórdia. Quem não tinha pecado se fez vítima por misericórdia. Cristo se deu na cruz para nos livrar do pecado e nos permitiu, não por nossos méritos, mas pela graça, sermos inseridos em seu Corpo. Dessa forma, os méritos infinitos de Cristo se aplicam a nós e com o Batismo já não temos mais a mancha do Pecado Original.
Entretanto, a Teologia diz que todos os sofrimentos do homem são decorrentes do Pecado Original. Então, por que mesmo sendo batizados nós sofremos? Talvez os fatos que causam sofrimentos existissem, mesmo sem o pecado original, mas a forma de encarar esses fatos seria diferente. Santo Agostinho diz que a alma que ama a Deus não se inquieta, pois Deus é tudo pra  ela. Assim sendo, as coisas da terra não lhe causam mal, pois a maior riqueza essa alma já tem que é a riqueza de Deus. Isso não responde, entretanto, a questão inicial desse parágrafo. Na melhor das hipóteses isso nos dá uma dimensão sobre quanta falta nos faz a visão beatífica que, dando-nos certeza da existência de Deus, nos dá também a certeza da Salvação e força para encarar essa vida. São Tomás de Aquino nos responde a questão inicial desse parágrafo dizendo que, embora o pecado original seja retirado nessa vida, os méritos desse perdão só serão “pagos” no século futuro. Assim, embora não tenhamos mais a mancha do Pecado Original, temos que passar por uma provação nessa Terra para nos mostrarmos dignos do Paraíso Celeste. Há algo ilógico nisso? De forma alguma, afinal, não recebemos nessa vida glória alguma por nossos feitos. É na outra vida que depositamos nossa confiança. Aqui, como diz a oração da Salve Rainha, é um vale de lágrimas, um lugar de provações onde caminhamos confiantes em Deus e depositamos n'Ele todas as nossas esperanças. É após a morte que o homem aparecerá glorioso, isto é, como foi criado pra ser.
Mas não é apenas a Salvação que nos é garantida pela morte de Cristo. Também devemos nos alegrar dessa morte porque por ela nos tornamos capazes de sermos filhos de Deus. Não somos filhos de Deus por mérito nosso, mas porque pela morte de Cristo e pelo Batismo, somos inseridos ao Corpo de Cristo que é filho de Deus. Assim, pela graça nós, que não somos da mesma substância de Deus, nos tornamos parte de Deus e por isso somos seus filhos adotivos. "Quão gloriosa fostes, ó morte de Cristo, que nos tornou filhos de Deus. Quão digno de louvor és, ó Cristo, que através de sua encarnação nos ensinou do modo mais divino, como é ser humano."
Alguns teólogos dizem que Cristo, ao se encarnar, ensinou o homem a viver como tal. Outros dizem que Cristo se encarnou para acostumar o homem à divindade e para acostumar Deus à humanidade para que no Corpo Místico de Cristo pudessem conviver harmoniosamente. Por fim, outros, como Santo Anselmo, dizem que o Sacrifício de Cristo permitiu ao homem decaído se elevar à dignidade de Deus, não pelos méritos do homem, mas pela Graça Salvífica.
E onde entra a Eucaristia? Ora, é muito simples. Pelo pecado nos apartamos da Graça e pela Penitência nos reaproximamos. Note que aqui não falamos de uma penitência qualquer, mas da Penitência, isso é, do Sacramento. A Eucaristia é, pois, o alimento espiritual que aproxima a nossa natureza decaída da natureza agraciada da divindade. Assim como o corpo precisa de alimento material para se nutrir, a alma precisa de alimento espiritual para se manter forte. O Espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26, 41b). Então o nosso Espírito, que é a parcela da Alma onde habita Deus, pode ficar cheio de Deus e pode, ipso facto, viver na Graça mesmo sendo indigno dela. A Eucaristia então acostuma o homem à natureza divina, nos faz ainda mais semelhantes a Deus e nos torna menos indignos do Paraíso. 
Pensando bem, a Hóstia Santa é algo que, de certo modo, é muito frágil. Deus, pura Graça e Majestade, se faz tão pequeno e frágil como um pedaço de pão. Aí está a Misericórdia, porque Deus, sabendo de todos os riscos e blasfêmias aos quais estará sujeito na matéria, se faz pequeno na Hóstia Santa. A Eucaristia é, pois, verdadeiro Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Cristo. Só quem já viveu uma vida de Comunhão Diária sabe quão grande é essa graça.
Na Eucaristia podemos receber o próprio Deus, que sendo Misericórdia Infinita, corre o risco de ser comungado até mesmo por pessoas com os mais terríveis pecados. Mas Deus assim mesmo se sujeita, se faz pequeno por amor, se entrega ao homem para que o homem se fortaleça e goze um dia do Paraíso Eterno em Sua presença.

“A Lei de Deus encontra seu cumprimento no Amor!”, afirma Bento XVI.


Em suas palavras prévias à oração do Angelus, junto aos fiéis reunidos em Castel Gandolfo, Bento XVI assinalou que a Lei de Deus, que “emerge” na Liturgia da Palavra deste domingo, “encontra seu pleno cumprimento no amor“.
O Santo Padre sublinhou que “a Lei de Deus é sua Palavra que guia o homem no caminho da vida, o faz sair da escravidão do egoísmo e o introduz na ‘terra’ da verdadeira liberdade e da vida“.
Por isso na Bíblia a Lei não é vista como um peso, uma limitação opressora, mas como o dom mais precioso do Senhor, o testemunho de seu amor paterno, de sua vontade de estar perto de seu povo, de ser seu Aliado e escrever com ele uma história de amor“.
Bento XVI recordou que “no Antigo Testamento, aquele que em nome de Deus transmite a Lei ao povo é Moisés“, perto da terra prometida.
E eis aqui o problema: quando o povo se estabelece na terra, e é depositário da Lei, sente-se tentado a pôr sua segurança e sua alegria em algo que já não é a Palavra do Senhor: nos bens, no poder, em outras ‘divindades’ que, em realidade são vãs, são ídolos“.
O Papa indicou que quando o homem põe sua segurança nesses falsos deuses “a Lei de Deus permanece, mas já não é o mais importante, a regra de vida; converte-se na verdade em um revestimento, uma cobertura, enquanto a vida segue outros caminhos, outras regras, interesses individuais e de grupo com frequência egoístas“.
Assim, a religião perde seu sentido autêntico que é viver na escuta de Deus para fazer sua vontade, e se reduz à prática de costumes secundários, que satisfazem sim a necessidade humana de sentir-se bem com Deus. Este é o grave risco de cada religião, que Jesus assinalou em seu tempo, mas que também se pode verificar, infelizmente, no cristianismoPortanto, as palavras de Jesus no Evangelho de hoje contra os escribas e os fariseus devem fazer-nos pensar também em nós mesmos“, indicou.
Ao concluir suas palavras, o Santo Padre pediu “que a Virgem Maria, a quem agora nos dirigimos em oração, ajude-nos a escutar com coração aberto e sincero a Palavra de Deus, para que oriente nossos pensamentos, nossas escolhas e nossas ações, cada dia“.
Texto Original no Site http://www.acidigital.com

Beata Teresa de Calcutá


Beata Teresa de Calcutá
“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.” 
Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento. Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.
Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!

4 de setembro de 2012

O Rosário, a oração dos pequeninos

“Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11, 25).

Jesus louvou o Pai, Senhor do céu e da terra, porque ele escondeu a verdade dos sábios e entendidos e as revelou aos pequeninos. Deus se revelou ao mundo em Jesus Cristo, não aos sumo-sacerdotes e escribas do Templo, mas aos pobres, aos pequeninos daquele tempo. Jesus veio ao mundo em uma família humilde de Nazaré, se encarnou pelo Espírito Santo no ventre de uma jovem, que estava prometida em casamento a José. Essa jovem era Maria (cf. Lc 1, 27).
Jesus Cristo veio ao mundo numa família pobre porque nesta pobreza se esconde uma riqueza que está escondida aos olhos dos “sábios e inteligentes”. A maior parte de sua vida terrena foi vivida na simplicidade daquele lar, em um pequeno vilarejo chamado Nazaré. Apesar de demonstrar sua sabedoria desde muito cedo, como quando ficaram maravilhados aqueles que o ouviam no Templo, Jesus foi submisso a seus pais até sua idade adulta (cf. Lc 2, 51).
O Senhor do universo foi formado na escola daquela humilde serva (cf. Lc 1, 48). Se Jesus Cristo, Deus feito homem, deixou-se formar pela Virgem Maria, quem somos nós para não nos deixar formar por ela? Esta foi a escola de santidade de inúmeros santos e santas, para não dizer de todos, por isso, não devemos temer aprender com ela. Devemos nos deixar formar pela Virgem Maria, pois, como diz São Luís Maria Grignion de Montfort, ela é o molde perfeito de Jesus e se nos assemelhamos a ela, nos assemelhamos a Jesus Cristo.
Maria falou muito pouco, ou quase nada na Sagrada Escritura. Porém, ela falou por muitas vezes em suas aparições, como em Fátima, Lourdes e outras. Ela falou a pessoas muito simples e humildes, verdadeiramente pequeninas, como as crianças Lúcia, Francisco e Jacinta, de um pequeno cidade, em Portugal. Nessas aparições, Nossa Senhora sempre nos fala da necessidade de fazer jejuns, penitências e orações e oferecer esses sacrifícios pelos pobres pecadores.
Quando a Virgem Maria fala em oração, ela insiste no Rosário, esta oração tão simples que desafia a “sabedoria e a inteligência” de muitos. Mas, por que teria ela insistido tanto para que rezássemos sempre e muitas vezes essa oração? Não será porque esta oração é algo de muito importante para a salvação, para a vinda do Reino dos Céus? Não nos enganemos pela simplicidade da oração do Terço Mariano. Pois, esta oração esconde uma riqueza e uma força que não somos capazes de perceber, por que não temos uma visão espiritual.
Padre Pellegrino Ernetti, no livro “Estratégias de Satanás”, conta sobre alguns casos de exorcismos que realizou. Num deles, o Demônio lhe disse que a oração do terço lhe causava muito sofrimento: “Aquele objeto idiota e apodrecido d’Aquela Senhora. Para mim é como um martelo que me parte a cabeça” (p. 25). Eis aí uma prova de que a oração do rosário tem muita força, inclusive contra os poderes do Malígno. Pela raiva com que Ele fala, não somente a oração, mas também o Terço é uma arma poderosa contra o mal. O Terço é um sacramental, porém somente depois de ser abençoado por um Sacerdote ou Diácono. Não devemos ficar sem o Terço, devidamente abençoado e, como recomendou a Virgem Maria, devemos rezar sempre o Rosário.
Para compreender a oração do Rosário, precisamos nos fazer pequenos, pois é a estes que Deus se revelou (cf. Mt 11, 25). São Luís Maria diz que o Senhor não muda seu modo de proceder e, se Ele se revelou aos pequeninos, Ele continuará a se revelar a eles. Peçamos a Nossa Senhora a graça de fazermos parte desse número de servos, pequenos e inúteis, mas que são capazes de compreender a grandeza da oração do Rosário. Que ela também nos dê a graça de rezar o Terço constantemente, por toda a Igreja, pelos pobres pecadores, pela salvação do mundo, pela vinda do Reino da Virgem Maria e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Resposta Católica: É possível um católico defender a Teoria da Evolução?

Neste episódio do Resposta Católica, Padre Paulo Ricardo explica o posicionamento da Igreja Católica acerca da Teoria da Evolução e chama a atenção para uma parcela de pessoas que precisam transformar a "hipótese" evolucionista em certeza para que sua própria fé consiga subsistir. Quer saber quem são essas pessoas? Assista o vídeo.


2 de setembro de 2012

Testemunho de Fé: Deus nos busca com seu amor


Deus nos busca com seu amor e é este amor que nos salva. A tentativa humana de alcançar Deus através do conhecimento teórico ou do esforço moralista é um empreendimento falido. O Amor que nos salva é o amor que veio ao nosso encontro, se encarnou e morreu por nós na cruz. Os fariseus têm este amor diante de si, ao alcance da mão, mas não conseguem se encontrar com ele. Na eucaristia dominical experimentamos o encontro de nossas misérias com a misericórdia de Deus. Abramo-nos a esta verdade. Quem tem "um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus?" (Dt 4, 7).
"Nós cremos no amor de Deus" — deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. No seu Evangelho, João tinha expressado este acontecimento com as palavras seguintes: 'Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único para que todo o que n'Ele crer (...) tenha a vida eterna' (3, 16). Com a centralidade do amor, a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu a este núcleo uma nova profundidade e amplitude" (Bento XVI, Deus caritas est, 1).


A Resposta Católica: Cumpro o preceito dominical participando da Celebração da Palavra?


Quando o fiel não tem missa em sua própria comunidade ele pode participar da Celebração da Palavra no domingo? Ou ele deve buscar uma paróquia que tenha a celebração da Santa Missa? O preceito dominical de participar da Santa Missa é cumprido participando de uma Celebração da Palavra?
Pe. Paulo nos responde essas e outras dúvidas ao mesmo tempo que nos fala da importância do domingo, o dia do Senhor.


31 de agosto de 2012

Como anunciar a verdade?

“Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles” (Jr 1, 17).

Hoje, como no tempo do profeta Jeremias, o povo precisa de profetas que tivessem coragem para falar em nome de Deus. Muitas situações se apresentam contra a Lei do Senhor, contra a Sua vontade, por isso, Ele nos chama para sermos profetas do nosso tempo. Não podemos nos calar diante das injustiças, da imoralidade, da infidelidade, que são como ervas daninhas que se multiplicam a cada dia.
Cada pessoa, dentro de sua responsabilidade, precisa escutar a Deus na sua consciência e em seu coração e deixar-se conduzir por Ele. Nesse sentido, os pais tem um papel fundamental na educação dos filhos, na formação das consciências e dos corações de seus filhos. Em primeiro lugar, estes precisam amar profundamente os filhos, por que, quando vier uma situação na qual precisem expor a sua posição, eles não deixem de dizer a verdade. Seja por medo da reação dos filhos ou da interferência de outros, os pais precisam assumir seu papel de servidores da verdade em suas famílias.
O mesmo acontece no ambiente de trabalho. Como cidadãos, temos o direito e o dever de dizer a verdade, principalmente quando desta depende os pequeninos deste mundo. Não podemos deixar de dizer a verdade, pois muitos a procuram e, se não houver quem a anuncie, estes não a encontrarão. Enquanto cristãos, nosso dever se torna ainda maior, pois carregamos em nós a imagem e o nome do próprio Cristo, que entregou sua vida por amor a nós.
Nosso dever de cristãos, de anunciar a verdade de Jesus Cristo na Igreja é ainda mais urgente e necessária. Pois, o mundo precisa, cada vez mais, de testemunhas do Evangelho, de pessoas que tenham a coragem e a docilidade de Jeremias, que se deixou conduzir pelo Espírito. O Profeta teve que denunciar a idolatria e a infidelidade do Povo de Deus, para que se arrependesse de seu mau procedimento e voltasse para o Senhor.
Temos uma alta vocação, um chamado muito exigente, mas como Jeremias, corremos o risco de dizer: “Ah! Senhor Deus, não sei falar, sou uma criança” (Jr 1, 6). Podemos fugir assustados diante de tão grande responsabilidade. Mas, o chamado de Deus é irrevogável e, se Ele nos fez profetas, não adianta fugir, pois ele nos consagrou: “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jr 1, 5).
O Senhor nos fez profetas antes de formar-nos no ventre de nossas mães e não há como fugir nem porque fugir. Pois, o profeta só se realizará proclamando a Palavra do Senhor, a verdade acerca da justiça e do amor. Mais do que nunca, o mundo precisa de pessoas corajosas, que não tenham medo de dizer aquilo que o Senhor mandar (cf. Jr 1, 17). Porém, diante de tamanha responsabilidade, temos que reconhecer que não estamos à altura, que precisamos de ajuda.
O próprio Senhor está conosco para nos salvar (cf. Jr 1, 8). Jesus Cristo nos dará o Espírito Santo, para que sejamos conduzidos, fortalecidos por Ele. Precisamos apenas ser dóceis ao Espírito. Nisso, Jesus também nos deu um auxílio, principalmente para os momentos de dificuldade. No alto da cruz, em meio a dores atrozes, Cristo nos deu Maria: “Eis tua mãe!” (Jo 19, 26). Jesus sabia os momentos de dificuldade e de provações que os seus discípulos passariam, por isso, Eles nos deu Nossa Senhora por Mãe.
Para que a Virgem Maria nos ajude a sermos fiéis à nossa vocação, precisamos apenas acolhê-la em nossa casa (cf. Jo 19, 27), em nossas vidas. Ela cuidará de nós, como cuidou de Seu Filho Jesus Cristo. Nossa Senhora nos formará, nos educará, como fez com o menino Jesus na humilde casa de Nazaré. Ela nos preparará para que, quando precisarmos ser profetas, não tenhamos medo de anunciar a Palavra de Deus, de falar a verdade, da qual o mundo de hoje tanto necessita.

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