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5 de setembro de 2012

“A Lei de Deus encontra seu cumprimento no Amor!”, afirma Bento XVI.


Em suas palavras prévias à oração do Angelus, junto aos fiéis reunidos em Castel Gandolfo, Bento XVI assinalou que a Lei de Deus, que “emerge” na Liturgia da Palavra deste domingo, “encontra seu pleno cumprimento no amor“.
O Santo Padre sublinhou que “a Lei de Deus é sua Palavra que guia o homem no caminho da vida, o faz sair da escravidão do egoísmo e o introduz na ‘terra’ da verdadeira liberdade e da vida“.
Por isso na Bíblia a Lei não é vista como um peso, uma limitação opressora, mas como o dom mais precioso do Senhor, o testemunho de seu amor paterno, de sua vontade de estar perto de seu povo, de ser seu Aliado e escrever com ele uma história de amor“.
Bento XVI recordou que “no Antigo Testamento, aquele que em nome de Deus transmite a Lei ao povo é Moisés“, perto da terra prometida.
E eis aqui o problema: quando o povo se estabelece na terra, e é depositário da Lei, sente-se tentado a pôr sua segurança e sua alegria em algo que já não é a Palavra do Senhor: nos bens, no poder, em outras ‘divindades’ que, em realidade são vãs, são ídolos“.
O Papa indicou que quando o homem põe sua segurança nesses falsos deuses “a Lei de Deus permanece, mas já não é o mais importante, a regra de vida; converte-se na verdade em um revestimento, uma cobertura, enquanto a vida segue outros caminhos, outras regras, interesses individuais e de grupo com frequência egoístas“.
Assim, a religião perde seu sentido autêntico que é viver na escuta de Deus para fazer sua vontade, e se reduz à prática de costumes secundários, que satisfazem sim a necessidade humana de sentir-se bem com Deus. Este é o grave risco de cada religião, que Jesus assinalou em seu tempo, mas que também se pode verificar, infelizmente, no cristianismoPortanto, as palavras de Jesus no Evangelho de hoje contra os escribas e os fariseus devem fazer-nos pensar também em nós mesmos“, indicou.
Ao concluir suas palavras, o Santo Padre pediu “que a Virgem Maria, a quem agora nos dirigimos em oração, ajude-nos a escutar com coração aberto e sincero a Palavra de Deus, para que oriente nossos pensamentos, nossas escolhas e nossas ações, cada dia“.
Texto Original no Site http://www.acidigital.com

Beata Teresa de Calcutá


Beata Teresa de Calcutá
“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.” 
Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento. Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.
Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!

4 de setembro de 2012

O Rosário, a oração dos pequeninos

“Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11, 25).

Jesus louvou o Pai, Senhor do céu e da terra, porque ele escondeu a verdade dos sábios e entendidos e as revelou aos pequeninos. Deus se revelou ao mundo em Jesus Cristo, não aos sumo-sacerdotes e escribas do Templo, mas aos pobres, aos pequeninos daquele tempo. Jesus veio ao mundo em uma família humilde de Nazaré, se encarnou pelo Espírito Santo no ventre de uma jovem, que estava prometida em casamento a José. Essa jovem era Maria (cf. Lc 1, 27).
Jesus Cristo veio ao mundo numa família pobre porque nesta pobreza se esconde uma riqueza que está escondida aos olhos dos “sábios e inteligentes”. A maior parte de sua vida terrena foi vivida na simplicidade daquele lar, em um pequeno vilarejo chamado Nazaré. Apesar de demonstrar sua sabedoria desde muito cedo, como quando ficaram maravilhados aqueles que o ouviam no Templo, Jesus foi submisso a seus pais até sua idade adulta (cf. Lc 2, 51).
O Senhor do universo foi formado na escola daquela humilde serva (cf. Lc 1, 48). Se Jesus Cristo, Deus feito homem, deixou-se formar pela Virgem Maria, quem somos nós para não nos deixar formar por ela? Esta foi a escola de santidade de inúmeros santos e santas, para não dizer de todos, por isso, não devemos temer aprender com ela. Devemos nos deixar formar pela Virgem Maria, pois, como diz São Luís Maria Grignion de Montfort, ela é o molde perfeito de Jesus e se nos assemelhamos a ela, nos assemelhamos a Jesus Cristo.
Maria falou muito pouco, ou quase nada na Sagrada Escritura. Porém, ela falou por muitas vezes em suas aparições, como em Fátima, Lourdes e outras. Ela falou a pessoas muito simples e humildes, verdadeiramente pequeninas, como as crianças Lúcia, Francisco e Jacinta, de um pequeno cidade, em Portugal. Nessas aparições, Nossa Senhora sempre nos fala da necessidade de fazer jejuns, penitências e orações e oferecer esses sacrifícios pelos pobres pecadores.
Quando a Virgem Maria fala em oração, ela insiste no Rosário, esta oração tão simples que desafia a “sabedoria e a inteligência” de muitos. Mas, por que teria ela insistido tanto para que rezássemos sempre e muitas vezes essa oração? Não será porque esta oração é algo de muito importante para a salvação, para a vinda do Reino dos Céus? Não nos enganemos pela simplicidade da oração do Terço Mariano. Pois, esta oração esconde uma riqueza e uma força que não somos capazes de perceber, por que não temos uma visão espiritual.
Padre Pellegrino Ernetti, no livro “Estratégias de Satanás”, conta sobre alguns casos de exorcismos que realizou. Num deles, o Demônio lhe disse que a oração do terço lhe causava muito sofrimento: “Aquele objeto idiota e apodrecido d’Aquela Senhora. Para mim é como um martelo que me parte a cabeça” (p. 25). Eis aí uma prova de que a oração do rosário tem muita força, inclusive contra os poderes do Malígno. Pela raiva com que Ele fala, não somente a oração, mas também o Terço é uma arma poderosa contra o mal. O Terço é um sacramental, porém somente depois de ser abençoado por um Sacerdote ou Diácono. Não devemos ficar sem o Terço, devidamente abençoado e, como recomendou a Virgem Maria, devemos rezar sempre o Rosário.
Para compreender a oração do Rosário, precisamos nos fazer pequenos, pois é a estes que Deus se revelou (cf. Mt 11, 25). São Luís Maria diz que o Senhor não muda seu modo de proceder e, se Ele se revelou aos pequeninos, Ele continuará a se revelar a eles. Peçamos a Nossa Senhora a graça de fazermos parte desse número de servos, pequenos e inúteis, mas que são capazes de compreender a grandeza da oração do Rosário. Que ela também nos dê a graça de rezar o Terço constantemente, por toda a Igreja, pelos pobres pecadores, pela salvação do mundo, pela vinda do Reino da Virgem Maria e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Resposta Católica: É possível um católico defender a Teoria da Evolução?

Neste episódio do Resposta Católica, Padre Paulo Ricardo explica o posicionamento da Igreja Católica acerca da Teoria da Evolução e chama a atenção para uma parcela de pessoas que precisam transformar a "hipótese" evolucionista em certeza para que sua própria fé consiga subsistir. Quer saber quem são essas pessoas? Assista o vídeo.


2 de setembro de 2012

Testemunho de Fé: Deus nos busca com seu amor


Deus nos busca com seu amor e é este amor que nos salva. A tentativa humana de alcançar Deus através do conhecimento teórico ou do esforço moralista é um empreendimento falido. O Amor que nos salva é o amor que veio ao nosso encontro, se encarnou e morreu por nós na cruz. Os fariseus têm este amor diante de si, ao alcance da mão, mas não conseguem se encontrar com ele. Na eucaristia dominical experimentamos o encontro de nossas misérias com a misericórdia de Deus. Abramo-nos a esta verdade. Quem tem "um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus?" (Dt 4, 7).
"Nós cremos no amor de Deus" — deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. No seu Evangelho, João tinha expressado este acontecimento com as palavras seguintes: 'Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único para que todo o que n'Ele crer (...) tenha a vida eterna' (3, 16). Com a centralidade do amor, a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu a este núcleo uma nova profundidade e amplitude" (Bento XVI, Deus caritas est, 1).


A Resposta Católica: Cumpro o preceito dominical participando da Celebração da Palavra?


Quando o fiel não tem missa em sua própria comunidade ele pode participar da Celebração da Palavra no domingo? Ou ele deve buscar uma paróquia que tenha a celebração da Santa Missa? O preceito dominical de participar da Santa Missa é cumprido participando de uma Celebração da Palavra?
Pe. Paulo nos responde essas e outras dúvidas ao mesmo tempo que nos fala da importância do domingo, o dia do Senhor.


31 de agosto de 2012

Como anunciar a verdade?

“Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles” (Jr 1, 17).

Hoje, como no tempo do profeta Jeremias, o povo precisa de profetas que tivessem coragem para falar em nome de Deus. Muitas situações se apresentam contra a Lei do Senhor, contra a Sua vontade, por isso, Ele nos chama para sermos profetas do nosso tempo. Não podemos nos calar diante das injustiças, da imoralidade, da infidelidade, que são como ervas daninhas que se multiplicam a cada dia.
Cada pessoa, dentro de sua responsabilidade, precisa escutar a Deus na sua consciência e em seu coração e deixar-se conduzir por Ele. Nesse sentido, os pais tem um papel fundamental na educação dos filhos, na formação das consciências e dos corações de seus filhos. Em primeiro lugar, estes precisam amar profundamente os filhos, por que, quando vier uma situação na qual precisem expor a sua posição, eles não deixem de dizer a verdade. Seja por medo da reação dos filhos ou da interferência de outros, os pais precisam assumir seu papel de servidores da verdade em suas famílias.
O mesmo acontece no ambiente de trabalho. Como cidadãos, temos o direito e o dever de dizer a verdade, principalmente quando desta depende os pequeninos deste mundo. Não podemos deixar de dizer a verdade, pois muitos a procuram e, se não houver quem a anuncie, estes não a encontrarão. Enquanto cristãos, nosso dever se torna ainda maior, pois carregamos em nós a imagem e o nome do próprio Cristo, que entregou sua vida por amor a nós.
Nosso dever de cristãos, de anunciar a verdade de Jesus Cristo na Igreja é ainda mais urgente e necessária. Pois, o mundo precisa, cada vez mais, de testemunhas do Evangelho, de pessoas que tenham a coragem e a docilidade de Jeremias, que se deixou conduzir pelo Espírito. O Profeta teve que denunciar a idolatria e a infidelidade do Povo de Deus, para que se arrependesse de seu mau procedimento e voltasse para o Senhor.
Temos uma alta vocação, um chamado muito exigente, mas como Jeremias, corremos o risco de dizer: “Ah! Senhor Deus, não sei falar, sou uma criança” (Jr 1, 6). Podemos fugir assustados diante de tão grande responsabilidade. Mas, o chamado de Deus é irrevogável e, se Ele nos fez profetas, não adianta fugir, pois ele nos consagrou: “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jr 1, 5).
O Senhor nos fez profetas antes de formar-nos no ventre de nossas mães e não há como fugir nem porque fugir. Pois, o profeta só se realizará proclamando a Palavra do Senhor, a verdade acerca da justiça e do amor. Mais do que nunca, o mundo precisa de pessoas corajosas, que não tenham medo de dizer aquilo que o Senhor mandar (cf. Jr 1, 17). Porém, diante de tamanha responsabilidade, temos que reconhecer que não estamos à altura, que precisamos de ajuda.
O próprio Senhor está conosco para nos salvar (cf. Jr 1, 8). Jesus Cristo nos dará o Espírito Santo, para que sejamos conduzidos, fortalecidos por Ele. Precisamos apenas ser dóceis ao Espírito. Nisso, Jesus também nos deu um auxílio, principalmente para os momentos de dificuldade. No alto da cruz, em meio a dores atrozes, Cristo nos deu Maria: “Eis tua mãe!” (Jo 19, 26). Jesus sabia os momentos de dificuldade e de provações que os seus discípulos passariam, por isso, Eles nos deu Nossa Senhora por Mãe.
Para que a Virgem Maria nos ajude a sermos fiéis à nossa vocação, precisamos apenas acolhê-la em nossa casa (cf. Jo 19, 27), em nossas vidas. Ela cuidará de nós, como cuidou de Seu Filho Jesus Cristo. Nossa Senhora nos formará, nos educará, como fez com o menino Jesus na humilde casa de Nazaré. Ela nos preparará para que, quando precisarmos ser profetas, não tenhamos medo de anunciar a Palavra de Deus, de falar a verdade, da qual o mundo de hoje tanto necessita.

29 de agosto de 2012

Nossa vocação é o Céu

“Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável” (2Cor 4, 17).

Somos da estirpe de Maria, de sua descendência (cf. Gn 3, 15), por isso, nela temos uma Mãe digna do próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. Esta é uma verdade da qual nós cristãos católicos não podemos nos esquecer nem desprezar. Pois, Maria é Mãe de Cristo, cabeça da Igreja, e de nós, seus membros. Isso é motivo de grande alegria para nós, pois não estamos sós. Temos Maria. O próprio Cristo nos entregou a ela: “Mulher, eis o teu filho!” (Jo 19, 26). Precisamos apenas acolher a Mãe do Senhor: “Eis a tua mãe!” (cf. Jo 19, 27).
Ter Maria por Mãe é motivo de grande alegria e confiança em Jesus, mas, por sermos da descendência de Maria, somos inimigos da “serpente”, que é a imagem de Satanás (cf. Gn 3, 15). Por isso, neste mundo estamos sujeitos a tribulações, que são fruto do mal que o Inimigo plantou com a mentira. Todavia, Paulo nos chama a atenção para não nos enganar, pois as tribulações que vivemos no presente são insignificantes, pequenas, diante da glória eterna que esta para nos ser manifestada em Cristo (Cf. 2Cor 4, 17).
Neste mundo passaremos por sofrimentos e tribulações, mas o que é a nossa vida passageira neste mundo, diante da eternidade junto de Deus? Além disso, Não estamos sós, pois o Senhor está conosco, assim como a Virgem Maria. Na escola de Nossa Senhora, aprendemos a guardar todas as coisas no coração, a usar a matéria-prima do sofrimento para nos modelar à imagem de Seu Filho.
Maria é esta mãe bondosa, que cuida de cada um de nós e nos ajuda a vencer os medos, os sofrimentos, as tribulações. Os primeiros a experimentar isso foram os Apóstolos e discípulos de Jesus. Ela confirmou a fé daqueles que começaram a seguir Jesus, mas em algum tempo de sua caminhada, vacilaram e caíram. Estes corriam o risco de não mais levantar. Mas, Nossa Senhora nos acolhe em nossas quedas, cura as nossas feridas e nos incentiva a perseverar na caminhada.
Assim, se estamos vacilando ou até mesmo caídos na fé, deixemo-nos cuidar, deixemo-nos levantar pela Virgem Maria. Ela nos acolhe, mesmo quando estamos mergulhados no pecado, e nos leva a Seu Filho Jesus Cristo. No coração de Jesus somos curados e podemos continuar no Seu caminho, que conduz à glória eterna com o Senhor, a Virgem Maria, os anjos e os santos. Somos chamados à vida divina, por isso, não nos voltemos para as coisas visíveis, que são passageiras, mas para as coisas invisíveis, que são eternas (cf. 2Cor 4, 18).

Correção para o episódio "Uma pessoa aidética pode contrair matrimônio?"

No episódio número 99 do Resposta Católica houve um equívoco de informação. Postamos hoje um vídeo com a correção necessária.




A Nova Estratégia Mundial do Aborto


Atenção: O tema da Aula ao Vivo de hoje, às 21h00, foi alterado. O Padre Paulo Ricardo apresentará, em primeira mão, o documento intitulado "A Nova Estratégia Mundial do Aborto".
Este documento apresentará, de forma sistemática, todos as ações dos governos da América Latina, combinados com as grandes fundações internacionais para implantar a Cultura da Morte. Nesta aula, Padre Paulo apresentará o documento e falará sobre estas ações. O documento estará disponível no site para estudo e divulgação.
Ajude-nos a divulgar esta aula. Convide seus amigos, utilize suas redes sociais. Precisamos nos mobilizar para impedir que essa catástrofe se abata sobre o nosso continente.
Participe, a aula será aberta para todos.

Escravos por amor a Jesus Cristo

“Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Mt 23, 12).


Estas palavras de Jesus nos colocam diante de uma realidade fundamental acerca de nossa vocação. Como cristãos, somos chamados a acolher a cruz de Cristo em nossas vidas. Ele se humilhou assumindo a condição de um escravo, cuja vida não pertence a si mesmo, mas ao seu senhor. Como Ele, somos chamados a assumir o ser servo. Para refletir sobre este tema, é muito importante olharmos para a Mãe do Servo Sofredor, para a Virgem Maria.
Na Anunciação de que Nossa Senhora seria a Mãe de Jesus (cf. Lc 1, 31), ela responde ao Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 38). Maria não somente se disse serva, mas colocou-se a serviço de sua prima Isabel. Depois da resposta de Maria ao anúncio do Anjo, ela visitou sua prima, que estava grávida de João Batista. Ao ouvir a saudação de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo e disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc, 1, 42b).
Maria tinha acabado de chegar, nem mesmo havia se colocado a serviço, e foi exaltada pela saudação de Isabel. Ela declara Maria como bem-aventurada, como realizada, somente pelo fato dela ter acreditado no anúncio do Anjo: “Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1, 45). Mais ainda, Isabel profetiza o cumprimento da Anunciação feita pelo Anjo.
Depois das palavras inspiradas de Isabel, em Nossa Senhora, no cântico do “Magnificat”, se realiza a profecia de Isabel. Maria experimenta, naquele momento, a exaltação de Deus: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 47-48a). Maria foi exaltada logo depois no anúncio do Anjo porque se fez humilde, se fez serva do Senhor. Cheia do Espírito, Maria profetiza a exaltação que lhe será dada até o fim dos tempos: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1, 48b).
Como a Virgem Maria, que se fez serva, se fez escrava do Senhor, somos chamados também a nos fazer servos, escravos por amor do Senhor. Acolhendo com humildade o desígnio de Deus para nós, o Senhor nos promete que seremos exaltados: “quem se humilhar será exaltado” (Mt 23, 12). Certamente, esta exaltação acontece aqui, ainda que não conforme a nossa vontade, e acontecerá plenamente na glória da Jerusalém celeste, onde estaremos na comunhão definitiva com a Santíssima Trindade, a Virgem Maria, os anjos e os santos.

A Resposta Católica: Afinal, os padres são ou não obrigados a usar o hábito eclesiástico?

Padre Paulo Ricardo nos explica por meio de documentos da Igreja a legislação a respeito do uso do hábito eclesiástico. Afinal, os padres são ou não obrigados a usá-lo?



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