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31 de agosto de 2012

Como anunciar a verdade?

“Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles” (Jr 1, 17).

Hoje, como no tempo do profeta Jeremias, o povo precisa de profetas que tivessem coragem para falar em nome de Deus. Muitas situações se apresentam contra a Lei do Senhor, contra a Sua vontade, por isso, Ele nos chama para sermos profetas do nosso tempo. Não podemos nos calar diante das injustiças, da imoralidade, da infidelidade, que são como ervas daninhas que se multiplicam a cada dia.
Cada pessoa, dentro de sua responsabilidade, precisa escutar a Deus na sua consciência e em seu coração e deixar-se conduzir por Ele. Nesse sentido, os pais tem um papel fundamental na educação dos filhos, na formação das consciências e dos corações de seus filhos. Em primeiro lugar, estes precisam amar profundamente os filhos, por que, quando vier uma situação na qual precisem expor a sua posição, eles não deixem de dizer a verdade. Seja por medo da reação dos filhos ou da interferência de outros, os pais precisam assumir seu papel de servidores da verdade em suas famílias.
O mesmo acontece no ambiente de trabalho. Como cidadãos, temos o direito e o dever de dizer a verdade, principalmente quando desta depende os pequeninos deste mundo. Não podemos deixar de dizer a verdade, pois muitos a procuram e, se não houver quem a anuncie, estes não a encontrarão. Enquanto cristãos, nosso dever se torna ainda maior, pois carregamos em nós a imagem e o nome do próprio Cristo, que entregou sua vida por amor a nós.
Nosso dever de cristãos, de anunciar a verdade de Jesus Cristo na Igreja é ainda mais urgente e necessária. Pois, o mundo precisa, cada vez mais, de testemunhas do Evangelho, de pessoas que tenham a coragem e a docilidade de Jeremias, que se deixou conduzir pelo Espírito. O Profeta teve que denunciar a idolatria e a infidelidade do Povo de Deus, para que se arrependesse de seu mau procedimento e voltasse para o Senhor.
Temos uma alta vocação, um chamado muito exigente, mas como Jeremias, corremos o risco de dizer: “Ah! Senhor Deus, não sei falar, sou uma criança” (Jr 1, 6). Podemos fugir assustados diante de tão grande responsabilidade. Mas, o chamado de Deus é irrevogável e, se Ele nos fez profetas, não adianta fugir, pois ele nos consagrou: “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jr 1, 5).
O Senhor nos fez profetas antes de formar-nos no ventre de nossas mães e não há como fugir nem porque fugir. Pois, o profeta só se realizará proclamando a Palavra do Senhor, a verdade acerca da justiça e do amor. Mais do que nunca, o mundo precisa de pessoas corajosas, que não tenham medo de dizer aquilo que o Senhor mandar (cf. Jr 1, 17). Porém, diante de tamanha responsabilidade, temos que reconhecer que não estamos à altura, que precisamos de ajuda.
O próprio Senhor está conosco para nos salvar (cf. Jr 1, 8). Jesus Cristo nos dará o Espírito Santo, para que sejamos conduzidos, fortalecidos por Ele. Precisamos apenas ser dóceis ao Espírito. Nisso, Jesus também nos deu um auxílio, principalmente para os momentos de dificuldade. No alto da cruz, em meio a dores atrozes, Cristo nos deu Maria: “Eis tua mãe!” (Jo 19, 26). Jesus sabia os momentos de dificuldade e de provações que os seus discípulos passariam, por isso, Eles nos deu Nossa Senhora por Mãe.
Para que a Virgem Maria nos ajude a sermos fiéis à nossa vocação, precisamos apenas acolhê-la em nossa casa (cf. Jo 19, 27), em nossas vidas. Ela cuidará de nós, como cuidou de Seu Filho Jesus Cristo. Nossa Senhora nos formará, nos educará, como fez com o menino Jesus na humilde casa de Nazaré. Ela nos preparará para que, quando precisarmos ser profetas, não tenhamos medo de anunciar a Palavra de Deus, de falar a verdade, da qual o mundo de hoje tanto necessita.

29 de agosto de 2012

Nossa vocação é o Céu

“Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável” (2Cor 4, 17).

Somos da estirpe de Maria, de sua descendência (cf. Gn 3, 15), por isso, nela temos uma Mãe digna do próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. Esta é uma verdade da qual nós cristãos católicos não podemos nos esquecer nem desprezar. Pois, Maria é Mãe de Cristo, cabeça da Igreja, e de nós, seus membros. Isso é motivo de grande alegria para nós, pois não estamos sós. Temos Maria. O próprio Cristo nos entregou a ela: “Mulher, eis o teu filho!” (Jo 19, 26). Precisamos apenas acolher a Mãe do Senhor: “Eis a tua mãe!” (cf. Jo 19, 27).
Ter Maria por Mãe é motivo de grande alegria e confiança em Jesus, mas, por sermos da descendência de Maria, somos inimigos da “serpente”, que é a imagem de Satanás (cf. Gn 3, 15). Por isso, neste mundo estamos sujeitos a tribulações, que são fruto do mal que o Inimigo plantou com a mentira. Todavia, Paulo nos chama a atenção para não nos enganar, pois as tribulações que vivemos no presente são insignificantes, pequenas, diante da glória eterna que esta para nos ser manifestada em Cristo (Cf. 2Cor 4, 17).
Neste mundo passaremos por sofrimentos e tribulações, mas o que é a nossa vida passageira neste mundo, diante da eternidade junto de Deus? Além disso, Não estamos sós, pois o Senhor está conosco, assim como a Virgem Maria. Na escola de Nossa Senhora, aprendemos a guardar todas as coisas no coração, a usar a matéria-prima do sofrimento para nos modelar à imagem de Seu Filho.
Maria é esta mãe bondosa, que cuida de cada um de nós e nos ajuda a vencer os medos, os sofrimentos, as tribulações. Os primeiros a experimentar isso foram os Apóstolos e discípulos de Jesus. Ela confirmou a fé daqueles que começaram a seguir Jesus, mas em algum tempo de sua caminhada, vacilaram e caíram. Estes corriam o risco de não mais levantar. Mas, Nossa Senhora nos acolhe em nossas quedas, cura as nossas feridas e nos incentiva a perseverar na caminhada.
Assim, se estamos vacilando ou até mesmo caídos na fé, deixemo-nos cuidar, deixemo-nos levantar pela Virgem Maria. Ela nos acolhe, mesmo quando estamos mergulhados no pecado, e nos leva a Seu Filho Jesus Cristo. No coração de Jesus somos curados e podemos continuar no Seu caminho, que conduz à glória eterna com o Senhor, a Virgem Maria, os anjos e os santos. Somos chamados à vida divina, por isso, não nos voltemos para as coisas visíveis, que são passageiras, mas para as coisas invisíveis, que são eternas (cf. 2Cor 4, 18).

Correção para o episódio "Uma pessoa aidética pode contrair matrimônio?"

No episódio número 99 do Resposta Católica houve um equívoco de informação. Postamos hoje um vídeo com a correção necessária.




A Nova Estratégia Mundial do Aborto


Atenção: O tema da Aula ao Vivo de hoje, às 21h00, foi alterado. O Padre Paulo Ricardo apresentará, em primeira mão, o documento intitulado "A Nova Estratégia Mundial do Aborto".
Este documento apresentará, de forma sistemática, todos as ações dos governos da América Latina, combinados com as grandes fundações internacionais para implantar a Cultura da Morte. Nesta aula, Padre Paulo apresentará o documento e falará sobre estas ações. O documento estará disponível no site para estudo e divulgação.
Ajude-nos a divulgar esta aula. Convide seus amigos, utilize suas redes sociais. Precisamos nos mobilizar para impedir que essa catástrofe se abata sobre o nosso continente.
Participe, a aula será aberta para todos.

Escravos por amor a Jesus Cristo

“Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Mt 23, 12).


Estas palavras de Jesus nos colocam diante de uma realidade fundamental acerca de nossa vocação. Como cristãos, somos chamados a acolher a cruz de Cristo em nossas vidas. Ele se humilhou assumindo a condição de um escravo, cuja vida não pertence a si mesmo, mas ao seu senhor. Como Ele, somos chamados a assumir o ser servo. Para refletir sobre este tema, é muito importante olharmos para a Mãe do Servo Sofredor, para a Virgem Maria.
Na Anunciação de que Nossa Senhora seria a Mãe de Jesus (cf. Lc 1, 31), ela responde ao Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 38). Maria não somente se disse serva, mas colocou-se a serviço de sua prima Isabel. Depois da resposta de Maria ao anúncio do Anjo, ela visitou sua prima, que estava grávida de João Batista. Ao ouvir a saudação de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo e disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc, 1, 42b).
Maria tinha acabado de chegar, nem mesmo havia se colocado a serviço, e foi exaltada pela saudação de Isabel. Ela declara Maria como bem-aventurada, como realizada, somente pelo fato dela ter acreditado no anúncio do Anjo: “Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1, 45). Mais ainda, Isabel profetiza o cumprimento da Anunciação feita pelo Anjo.
Depois das palavras inspiradas de Isabel, em Nossa Senhora, no cântico do “Magnificat”, se realiza a profecia de Isabel. Maria experimenta, naquele momento, a exaltação de Deus: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 47-48a). Maria foi exaltada logo depois no anúncio do Anjo porque se fez humilde, se fez serva do Senhor. Cheia do Espírito, Maria profetiza a exaltação que lhe será dada até o fim dos tempos: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1, 48b).
Como a Virgem Maria, que se fez serva, se fez escrava do Senhor, somos chamados também a nos fazer servos, escravos por amor do Senhor. Acolhendo com humildade o desígnio de Deus para nós, o Senhor nos promete que seremos exaltados: “quem se humilhar será exaltado” (Mt 23, 12). Certamente, esta exaltação acontece aqui, ainda que não conforme a nossa vontade, e acontecerá plenamente na glória da Jerusalém celeste, onde estaremos na comunhão definitiva com a Santíssima Trindade, a Virgem Maria, os anjos e os santos.

A Resposta Católica: Afinal, os padres são ou não obrigados a usar o hábito eclesiástico?

Padre Paulo Ricardo nos explica por meio de documentos da Igreja a legislação a respeito do uso do hábito eclesiástico. Afinal, os padres são ou não obrigados a usá-lo?



26 de agosto de 2012

Gravação da Aula Ao Vivo: Nova Ordem Mundial o perigo que ameaça o Cristianismo


Na Aula ao Vivo de 21/08/2012, Padre Paulo Ricardo continua comentando sobre o livro "Poder Global e Religião Universal", do Monsenhor Claudio Sanahuja, no qual expõe a transformação que o mundo atual está sofrendo, partindo dos novos paradigmas propostos pela Nova Ordem Mundial.
Sabendo que o projeto de reengenharia social esbarra nos valores judaicos-cristãos, notadamente representados pela Igreja Católica Apostólica Romana, os arquitetos da Nova Ordem Mundial pretendem destruí-la desde o seu interior.
É o que nos mostra o Monsenhor Sanahuja por meio desta obra valiosíssima que deve ser estudada por todo aquele que deseja manter-se cristão e fiel ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, único modo de terminar essa guerra do lado certo.


A Resposta Católica: É permitido o uso da cor preta como cor litúrgica?

Nossos alunos querem saber se ainda é permitido a cor preta como cor litúrgica. Qual o significado dela? Em que tipo de celebração ela pode ser usada? O que diz a Instrução Geral do Missal Romano?



23 de agosto de 2012

Maria, memória materna da Igreja

O Papa João Paulo II nos fala sobre a importância da memória materna de Maria, a sua ligação com a memória da Igreja e com a identidade do homem.


Nos últimos tempos, o mundo tem passado por muitas transformações, que tem influenciado as mais diversas culturas e sociedades. Tais transformações colocam um problema para a Igreja, para todos os cristãos. Trata-se da questão da perda de identidade, pela qual passa a sociedade atual. Diante deste panorama preocupante, o Papa João Paulo II fala sobre a identidade humana no seu livro “Memória e identidade”.
Para falar dessa identidade, o Santo Padre fala da memória, dimensão histórica da vida de Jesus. Toda a Sua vida foi marcada pela presença materna de Maria. Na memória de Maria, que “guardava todas as coisas no seu coração” (Lc 2, 51), temos acesso aos acontecimentos principais da vida de Cristo e do surgimento da Igreja.
Maria guardava no seu coração a memória do mistério da Anunciação, da encarnação do Verbo no seu ventre (cf. Jo 1, 14). Guardou também a memória do nascimento de Jesus (cf. Lc 2, 15-17) e da fuga para o Egito por causa da perseguição de Herodes (Mt 2, 13-15). “Tudo isso permanecia fielmente guardado na memória de Maria, sendo Ela – como justamente se deduz – quem o transmitira a Lucas durante os seus numerosos encontros, tal como o confidenciara também a João, a quem fora entregue por Jesus na hora da morte”.
João paulo II diz que: “A memória de Maria é uma fonte se singular importância, um fonte incomparável, para conhecer Cristo”. Pois, ela é testemunha da Encarnação e acompanhou os passos do crescimento de Jesus. Como nos seus 12 anos, quando Jesus deixa intuir a Maria a missão que Ele recebeu do Pai (cf. Lc 2, 49). Na sua vida pública, Jesus permanece sempre ligado a Nossa Senhora como no milagre das bodas de Caná (cf. Jo 2, 1-11). No momento culminante da sua missão, Maria é testemunha da Paixão, morte e ressurreição de Cristo. Ela é também testemunha das Ascensão de Jesus e do nascimento da Igreja no Pentecostes.
A memória materna de Maria é importante para a identidade humano-divina da Igreja. A sua memória é também a memória da Igreja, visto que esta guarda, em grande parte, o que estava presente nas recordações de Maria. A Igreja guarda em si mesma a memória da história do homem. Ambas juntas, a memória de Maria e a da Igreja nos ajudam a conhecer melhor Jesus Cristo e o Seu desígnio de salvação para o homem.
Assim, em meio à perda de identidade e de valores que marcam nosso tempo, a memória de Maria e a da Igreja podem ajudar o homem a reencontrar a sua própria identidade. A memória Materna de Maria e a da Igreja nos ajudam a compreender que não somos frutos do acaso ou da evolução, mas fomos pensados por Deus. Ele tem uma alta vocação para nós e isso nos foi revelado em Jesus Cristo. Nele, somos filhos de Deus e somos chamados à comunhão com Ele no Reino dos Céus.


A FÉ NAS REDES SOCIAIS

Lady Gaga, Justin Bieber, Hianna, Shakira, Coca-Cola, Mac Donald’s são os mais populares no Facebook? Enganado! Jesus é “O Cara” mais popular na maior rede social do mundo, o Facebook, com mais de 4 milhões de interações na página Jesus Daily (Diário de Jesus), criada pelo médico americano Aaron Tabor.
Para a maior rede social do mundo, o hanking é medido não pela quantidade de ‘curtis’ que uma página tem, mas pela interação que ela realiza com os internautas, ou seja, sua capacidade de influenciá-los. Neste quisito, a página de Jesus tem a incrível marca de 4,981,281 milhões de interações (que corresponde a comentários, compartilhamentos, ‘falar’ e ‘ouvir’ seus fãs).
Para ter uma ideia, o segundo colocado – que também é religioso (Dios Es Bueno) – possui 1,788,648 milhões. A página The Bible (A Bíblia) fica com o terceiro lugar com 1,322,690 milhões de interações.
O que isso significa?
Para muitos, pode parecer apenas números sem sentido, mas em se tratando de um ambiente, no qual, muitas vezes, se sobrepõem a hostilidade à religião, o ranking revela que, no fundo, as pessoas ainda estão com fome e sede de Deus, seja no mundo off-line ou on-line.
Um outro fator é que os cristão estão cada vez mais ativos neste mundo digital. Pense que, somente no Facebook, as páginas sobre religião estão infinitamente acima de páginas de músicas, notícias, esportes ou políticas.
Uma outra pesquisa, realizada em abril de 2004 pelas agências Christian Vision e Premier Christian Media, ambas do Reino Unido, constatou que 84% dos cristãos daquele país disseram que as redes sociais são um enorme campo de missão. Deste número, 73% usam ferramentas como Twitter, Facebook e YouTube para manifestar, de forma intensional, a sua fé.
Os jovens são os mais ativos, nestes meios, e também são os que mais mantêm contato com pessoas não cristãs. 87% deles usam as redes sociais para manifestar a sua fé e 79% deste número acreditam que a melhor forma de evangelizar é por meio dos relacionamentos.
Qual a melhor forma de evangelizar na internet?
“A melhor maneira é não considerar a internet como um instrumento de evangelização, mas sim um ambiente, no qual se vive a própria fé”, diz padre Antônio Spadaro, doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e escritor do livro Cyberteology – pensando a fé em tempos de rede.
Para o sacerdote é importante que o cristão seja ele mesmo na rede pelo testemunho. “Não basta postar conteúdo religioso, é preciso que a pessoa testemunhe suas escolhas e seus gostos como um cristão. É a vida que dá testemunho do Evangelho”, conclui o sacerdote.
Veja abaixo infográfico com os números







21 de agosto de 2012

Evangelizados para evangelizar

"Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21) é o título da Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Missionário Mundial de 2011.

O mês missionário quer despertar, cultivar e fazer crescer em cada um de nós a consciência missionária. O mandamento missionário, confiado aos Apóstolos, continua válido em nossos dias.

O primeiro missionário foi o próprio Cristo, enviado ao mundo pelo Pai para anunciar a Boa-Nova do Reino. Jesus, por sua vez, funda a Igreja e envia-a evangelizar todos os povos, depois de enviar sobre ela o Espírito Santo, que a acompanhará e conduzirá em sua tarefa. "Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 9,16). Neste sentido, a Igreja é toda missionária, "enviada", e o mundo inteiro é "terra de missão".

A missão é urgente. Constatamos que o número dos que ignoram a Cristo, dos indiferentes e sem religião, está aumentando. Urge, pois, renovar nosso empenho em levar a todos o Evangelho com o entusiasmo dos primeiros cristãos.

Trata-se, como lemos na Mensagem do Papa, do  "serviço mais precioso que a Igreja pode prestar à humanidade e a cada pessoa que está em busca das razões profundas para viver em plenitude a própria existência".

As pessoas que fizeram a experiência do encontro pessoal com Cristo ressuscitado sentem a necessidade de anunciá-lo aos outros, como fizeram os dois discípulos de Emaús. O beato João Paulo II exortava a estarmos "vigilantes e prontos para reconhecer o rosto do Ressuscitado e correr a levar aos nossos irmãos o grande anúncio: "Vimos o Senhor!"(NMI, 59).

Após dois mil anos de evangelização, existe um grande número de pessoas que ainda não chegaram ao conhecimento de Jesus Cristo e da sua Mensagem de salvação. E o que dizer daqueles que, embora tenham ouvido o anúncio do Evangelho, já não mais vivem a sua fé? Aumenta o número dos que vivem como se Deus não existisse...

Todos os seres humanos são destinatários do Evangelho. O Evangelho não é um bem exclusivo de ninguém. É um dom a ser partilhado, uma Boa Notícia a ser comunicada a todos. Essa tarefa foi confiada a todos os batizados e batizadas. As comunidades eclesiais, bem como cada fiel cristão, são responsáveis pela evangelização, não de maneira opcional, mas como "uma necessidade que se me impõe" (1 Cor 9, 16). Assim sendo, a dimensão missionária deve ser um compromisso assumido com ardor e amor por todos os fiéis cristãos, deve impregnar todas as pastorais e movimentos, levando a um maior conhecimento da pessoa de Cristo. Daí a necessidade de partirmos para a animação bíblica de toda a pastoral. Precisamos não só acolher a Palavra de Deus, senão também tornar-nos alma de toda a evangelização, isto é, rever nossas pastorais à luz da Palavra e nela aprofundar seu sentido missionário.

É necessário verificar a nossa vivência cristã e coerência com o Evangelho, a nossa atitude em relação à evangelização, para melhorar as nossas práticas e as nossas estratégias de anúncio. Precisamos interrogar-nos a fundo sobre a qualidade de nossa fé, sobre o nosso modo de sentir e de ser cristãos, discípulos missionários de Jesus Cristo enviados a anunciá-Lo ao mundo, de sermos testemunhas cheios do Espírito Santo (cf. Lc 24, 48s; At 1, 8), chamados a fazer, das pessoas de todas as nações, discípulos (cf. Mateus 28, 19s) (Documentos da Igreja - 6, Edições CNBB, 1ª Edição - 2011, pág. 18).

A realização do próximo Sínodo dos Bispos, cujo Tema é: "A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã", é motivo de esperança para um novo impulso da ação missionária.

"O Dia Missionário reavive em cada um o desejo e a alegria de "ir" ao encontro da humanidade, levando Cristo a todos!", exorta Bento XVI.

Enfim, anunciemos Jesus Cristo com alegria! "Maria é feliz porque tem fé, porque acreditou e, nesta fé, acolheu no seu ventre o Verbo de Deus para dá-Lo ao mundo" (VD, 124).


Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André - SP

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=5433

20 de agosto de 2012

Quem é Jesus para você?

Jesus perguntou aos seus discípulos e pergunta a cada um de nós: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16, 15).


Em certo momento de nossa vida de cristãos, nos será revelada a resposta a esta questão. Deus se revela a nós para que O conheçamos e, conhecendo-O, possamos responder a essa questão, como Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16). Naquele momento, Deus-Pai revelou a Pedro a identidade de Jesus Cristo e isso determinou a vida e a missão do Apóstolo. Pois, Deus se revela ao homem para que este seja participante de Sua vida e da Sua ação neste mundo.
Na profissão de fé de Pedro se revela o desígnio de Deus a seu respeito. Como primeiro entre os apóstolos, ele é chamado a confirmar na fé os seus irmãos. Porém, a sua vocação não se realizou por suas próprias forças. Temos uma prova disso logo depois de Jesus dizer que sobre Pedro edificará a Sua Igreja e lhe entregar as chaves do Reino dos Céus (cf. Mt 16, 18-19). O Mestre disse aos discípulos que deveria ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, do sumo sacerdote e dos mestres da Lei, seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia (cf. Mt 16, 21).
Pedro, sem pensar muito, disse: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” (Mt 16, 22). Tendo ouvido isso, Jesus repreende-o: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus mas sim as coisas dos homens!” (Mt 16, 23). Depois da linda confissão de fé de Simão Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16), ele demonstra que não havia entendido nada do desígnio de Deus a respeito do sacrifício de Jesus e muito menos a respeito dele.
Isso fica claro quando Jesus é preso no monte das Oliveiras. Pedro, tentando defender o Mestre, toma a espada e corta a orelha de um dos servos dos sumo sacerdote (cf. Jo 18, 10). Novamente, Simão é repreendido por Jesus que diz: “Guarda a tua espada na bainha. Será que não vou beber o cálice que o Pai me deu?” (Jo 18, 11). Logo depois, Pedro seguiu Jesus e foi interrogado por três vezes se ele não era um dos discípulos de Cristo. Ele negou Jesus nessas três vezes e, como havia sido dito pelo Mestre, imediatamente o galo cantou (cf. Jo 18, 13-27).
Mesmo depois de tudo isso, Jesus aparece a Pedro e aos discípulos e confirma-o na sua missão. Ele pergunta a Pedro três vezes se ele O ama. Pedro, por sua vez, repete também por três vezes que O ama. Em resposta, por três vezes, Jesus confirma-o dizendo: “Apascenta as minhas ovelhas”. Depois, Ele continuou dizendo com que tipo de morte Pedro glorificaria a Deus (cf. Jo 21, 15-20).
Como compreender que Pedro, depois de tudo que fez, decepcionado consigo mesmo, ainda pode realizar a missão que Jesus lhe confiou? Para responder esta questão, nos voltamos para o acontecimento do Pentecostes. Depois, da morte, ressurreição e ascensão de Jesus, em obediência a Ele, os apóstolos e discípulos estavam reunidos em Jerusalém, juntamente com a Virgem Maria (cf. At 1, 14). Eles estavam unidos em oração quando receberam o Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (cf. At 2, 4).
Depois de receber o dom do Espírito, Pedro começou a pregar e, de uma só vez, mais de três mil pessoas se converteram. O segredo do êxito de Pedro foi a fidelidade na oração em comum, juntamente com Maria, a Mãe de Jesus. Se queremos ser fiéis à vocação que o Senhor nos confiou, perseveremos na oração na Igreja, em comunidade, junto com Nossa Senhora. Maria, que é cheia do Espírito Santo, nos dá a docilidade necessária para a ação do Espírito em nós. Pelo mesmo Espírito, professamos a nossa fé em Jesus Cristo e podemos ser fiéis à vocação que Ele nos confiou.

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