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25 de fevereiro de 2013

Vidente de Medjugorje alertou da necessidade de oração por Bento XVI às vésperas de renúncia


Blog Evangelizando!

Em visita a Trieste, Itália, a vidente Mirjana Dragicevic-Soldo, pediu que se orasse pelo Santo Padre. Seu apeloaconteceu em 09 de fevereiro, vésperas do anúncio de Bento XVI de que renunciaria ao seu pontificado.

Cerca de 2000 pessoas participavam do evento e respondendo a uma das perguntas que lhes foi feita, Mirjana pediu que “amem a seus sacerdotes, os ajudem, rezem por eles, especialmente pelo nosso Santo Padre. Especialmente ele necessita muito da nossa ajuda nestes tempos que estamos vivendo agora. Nossa ajuda, nossas orações, nosso amor. Não julgamentos”, reforçando a necessidade do Pontífice de orações e apoio dos fiéis.

Mirjana Dragicevic-Soldo é uma dos seis videntes a quem Nossa Senhora manifesta suas aparições em Medjugorje, na Bósnia e Herzegovina, desde 1981. Trata-se de um dos casos atuais de aparições com maior destaque nos últimos anos, tanto pela continuação dos fatos como pelo grande número de peregrinos na região.

O Vaticano mantém uma comissão doutrinal e pastoral desde 2010, a pedido de Bento XVI e presidida pelo cardeal Camilo Ruini, para acompanhamento das aparições em Medjugorje. Até hoje não se tem um pronunciamento oficial de apoio, reprovação ou contestação sobre a veracidade destas. No ultimo dia 22 de fevereiro, em Roma, o discatério reuniu-se para tratar sobre o andamento do caso.

Havia uma grande expectativa que no ano passado um documento da Santa Sé emitindo um parecer sobre o fato, o que não aconteceu. Contudo, espera-se que o mesmo seja editado em 2013. Com a renúncia de Bento XVI as possibilidades ainda são incertas. 

O Papa João Paulo II era simpatizante das aparições de Medjugorje e Bento XVI, então cardeal Joseph Ratzinger, quando Prefeito para a Doutrina da Fé no pontificado de seu antecessor, teria visitado a região em 1985 e se encontrou com o então pároco local, padre Slavko Barbaric. (Jefferson Souza)

Da redação do Portal Ecclesia e Blog Evangelizando.

Bento XVI deixa aos cardeais a faculdade de antecipar o Conclave

Blog Evangelizando!

Foi publicada nesta segunda-feira, 25 de fevereiro, a Carta Apostólica de Bento XVI em forma de Motu Proprio "Normas nonnullas", sobre algumas modificações nas regras relativas à eleição do Romano Pontífice. No documento, Bento XVI faz algumas alterações nas normativas precedentes para "garantir o melhor desempenho de respeito, mesmo com ênfase diferente, da eleição do Sumo Pontífice, e de uma mais correta interpretação e aplicação de algumas disposições.

"Nenhum cardeal eleitor poderá ser excluído tanto da eleição ativa quanto da passiva por nenhum motivo ou pretexto, exceto conforme previsto nos números 40 e 75 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis", afirma Bento XVI. Foi estabelecido que a partir do momento em que a Sé Apostólica estiver legitimamente vacante, espera-se quinze dias para ter início o Conclave.
O Papa deixa ao Colégio Cardinalício a faculdade de antecipar o início do Conclave se consta da presença de todos os cardeais eleitores, como também a faculdade de prolongar, se existirem motivos graves, o início da eleição por alguns outros dias. Passados ao máximo vinte dias do início da Sé Vacante, todos os cardeais eleitores presentes devem proceder à eleição.
Especificam-se as normas para o sigilo do Conclave: "Todo o território da Cidade do Vaticano e também a atividade ordinária dos escritórios dentro de seu âmbito deverão ser regulados, no dito período, a fim de garantir a discrição e o desempenho livre de todas as operações ligadas à eleição do Sumo Pontífice. Em particular deverá ser previsto, com a ajuda de prelados clérigos, que ninguém se aproxime dos cardeais eleitores durante o percurso da Casa Santa Marta ao Palácio Apostólico Vaticano.
Todas as pessoas que por qualquer motivo e em qualquer tempo ficarem sabendo do que diretamente ou indiretamente concerne aos atos relativos à eleição, sobretudo em relação às cédulas na própria eleição, são obrigadas ao segredo absoluto com qualquer pessoa que não faça parte do Colégio dos Cardeais eleitores. Para esse objetivo, antes do início das eleições, eles deverão fazer juramento segundo modalidades precisas na consciência de que uma sua infiltração levará a excomunhão "latae sententiae", reservada à Sé Apostólica.
Foram abolidas as eleições por aclamação e por compromisso. A única forma reconhecida de eleição do Romano Pontífice é a de voto secreto.
"Se as votações das quais nos números 72, 73 e 74 da Constituição Apostólica Universi Dominici gregis não terão êxito, ficou estabelecido que se dedique um dia de oração, reflexão e diálogo. Nas votações sucessivas, "terão voz passiva somente os dois nomes que na votação precedente obtiveram o maior número de votos, nem poderá retirar-se da disposição que para a eleição válida, mesmo nestes votos, é exigida a maioria qualificada de pelo menos dois terços dos votos dos cardeais do presentes e votantes. Nessas votações, os dois nomes que têm voz passiva não têm voz ativa".
"Realizada canonicamente a eleição, o último dos Cardeais diáconos chama na sala da eleição o secretário do Colégio Cardinalício, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e dois Mestres de Cerimônias; então o Cardeal Decano, ou o primeiro dos cardeais por ordem e idade, em nome de todo o Colégio dos eleitores pede o consenso do eleito com as seguintes palavras: Aceita a sua eleição canônica como Sumo Pontífice? E apenas recebido o consenso ele pergunta: Como gostaria de ser chamado? Então o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, atuando como tabelião e as tendo como testemunhas dois Mestres de Cerimônias, redige um documento sobre a aceitação do novo Papa e o nome tomado por ele".
Fonte: Radio Vaticano

24 de fevereiro de 2013

Confira as palavras do Papa antes do Angelus deste domingo

Confira as palavras do Papa antes do Angelus deste domingo

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Angelus
Praça São Pedro
Domingo, 24 de fevereiro de 2013
Queridos irmãos e irmãs,
Obrigado pelo vosso afeto!
Hoje, segundo domingo da Quaresma, temos um Evangelho particularmente belo, aquele da Transfiguração do Senhor. O Evangelista Lucas coloca especial atenção para o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive em um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João, os três discípulos sempre presentes nos momentos da manifestação divina do Mestre (Lc 5,10; 8,51; 9,28). O Senhor, que pouco antes tinha predito a sua morte e ressurreição (9, 22) oferece aos discípulos uma antecipação da sua glória. E também na Transfiguração, como no batismo, ressoa a voz do Pai celeste: “Este é o meu filho, o eleito; escutai-o!” (9, 35). A presença então de Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas da antiga Aliança, é ainda mais significativa: toda a história da Aliança é orientada para Ele, o Cristo, que cumpre um novo “êxodo” (9, 31), não para a terra prometida como no tempo de Moisés, mas para o Céu. A intervenção de Pedro: “Mestre, é bom estarmos aqui” (9, 33) representa a tentativa impossível de parar esta experiência mística. Comenta Santo Agostinho: “[Pedro] … sobre o monte … tinha Cristo como alimento da alma. Por que ele iria descer para voltar aos trabalhos e dores, enquanto lá estava cheio de sentimentos de amor santo para Deus e que o inspiravam, portanto, a uma conduta santa? (Discurso 78,3: PL 38,491).
Meditando sobre esta passagem do Evangelho, podemos aprender um ensinamento muito importante. Antes de tudo, o primado da oração, sem a qual todo o empenho do apostolado e da caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma aprendemos a dar o tempo certo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e das suas contradições, como no Tabor queria fazer Pedro, mas a oração reconduz ao caminho, à ação. “A existência cristã – escrevi na Mensagem para esta Quaresma – consiste em um contínuo subir ao monte do encontro com Deus, e depois voltar a descer trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus” (n. 3).
Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. Obrigado! O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isto é para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual tenho buscado fazê-lo até agora, mas de modo mais adequado à minha idade e às minhas forças. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria: ela nos ajude a todos a seguir sempre o Senhor Jesus, na oração e nas obras de caridade.
BENTOXVI_assinatura






Fonte: Especial Papa

21 de fevereiro de 2013

Obrigado Santo Padre - Papa Bento XVI -NÓS TE AMAMOS

Obrigado Papa Bento XVI - TE AMAMOS

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Iury Albino - Minha mensagem ao Papa em nome de todos os Jovens, é pequena mais é de coração:

Obrigado Santo Padre - Papa Bento XVI, por SUA GRANDE ENTREGA DE VIDA a Deus, por tão GRANDE SABEDORIA, um dos GRANDES TEÓLOGOS da História, Obrigado por fazer que nós os Jovens se aproximássemos do REAL SENTIDO DE NOSSA VIDA QUE É: CRISTO JESUS, obrigado por nos aproximar mais da Igreja, por nos aproximar do REAL SENTIDO DA NOSSA FÉ QUE É A CRUZ DE CRISTO, por fazer crescer em nossos corações o desejo de dar a vida pela humanidade que chora em busca da felicidade, obrigado pelas suas palavras sabias, por defender a Igreja de Cristo, a Igreja que ele te confiou, quando confiou também a Pedro o nosso primeiro Papa - Bento XVI te represento também com está passagem - “Não tenhas medo! De agora em diante serás pescador de homens!“ (Lc 5, 10), você também nos ensinou a NÃO TER MEDO DE CRISTO, Deus te chamou a ser pescador de homens aqui nesta terra e olha quanta gente você pescou, um dessas pessoas sou "EU", não acompanhei muito a sua história, mais hoje vejo que fostes e sempre será este pescador de Cristo, "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja" (Mt 16,18) - Papa te amamos e rezamos por você - Deus Abençoe. Quem topa COMPARTILHAR? Vamos lá compartilha ai...

O Papa está para mudar as regras do Conclave

 O Papa está para mudar as regras do Conclave

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Olá meus amigos está noticia foi publicada ontem no Site Vatican Insider.


O porta-voz vaticano, padre Lombardi, indicou que poderiam tratar-se de «alguns pontos de detalhe», como a «plena harmonização com outro documento relacionado com o Conclave, o “Ordo Rituum Conclavis”»

Alessandro Speciale Roma
 
«O Papa está considerando a publicação de um Motu proprio, nos  próximos dias, obviamente antes de que comece a sede vacante, para esclarecer alguns pontos particulares da Constituição Apostólica sobre o Conclave (“Universi Dominici Gregis”, ndr.) que, durante os últimos anos, lhe foram apresentados».
  
Segundo Lombardi, as indicações do Motu Proprio poderiam se relacionar com «alguns pontos de detalhes», como a «plena harmonização com outro documento relacionado com o Conclave, quer dizer o ''Ordo Rituum Conclavis''», que regula as orações e a as fórmulas recitadas para a eleição de um novo Papa, «De qualquer maneira – concluiu – a questão depende da avaliação do Papa, pelo que, se fará um texto novo, ou se indicará da maneira oportuna».
   
Durante um encontro que houve esta manhã no Vaticano, o Vice-Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana, Ambrogio Piazzoni, explicou que, à luz da legislação atual, «se os cardeais chegam a Roma antes dos 15 dias de espera previstos, não há nada que esperar», e, neste caso, a reunião dos cardeais poderia dar-se antes do prazo estabelecido pela“Universi Dominici Gregis”.
 
A Constituição estabelece, no parágrafo 37, que a partir do momento em que a Sé Apostólica está legitimamente vacante, os Cardeais eleitores devem esperar durante quinze dias aos ausentes; ademais, o Colégio dos Cardeais tem a faculdade de retardar, se existem motivos muitos graves, o início da eleição. No máximo depois de que hajam passado 20 dias do início da sede vacante, todos os cardeais eleitores presentes terão que começar a eleição.
 
Piazzoni sublinhou que, de qualquer maneira, «até às 19h59min de 28 de fevereiro, o Papa é o supremo legislador e pode intervir nas normas que regulam o Conclave», porque «o Santo Padre é o único que pode intervir na legislação relativa ao Conclave». Até o momento de sua renúncia, adicionou, «a interpretação da lei a pode dar somente o Papa».
 
Há alguns dias, o padre Lombardi tinha excluído qualquer novidade sobre a data de início do Conclave e disse ainda que a questão « foi plantada inclusive por diferentes cardeais e esperamos uma resposta autorizada, apenas que esteja disponível ». «A situação é um pouco diferente da anterior, na que a convocação aos cardeais se fez quando já estava vacante a sé, enquanto neste caso, com a comunicação antecipada da renúncia algumas semanas antes e o anúncio do começo da sede vacante antecipadamente, os cardeais, obviamente já estão conscientes e podem  se preparar para vir com mais tempo» a Roma. E o jesuíta também explicou que na eventualidade de que já tenham chegado, de que não tenha que esperar a ninguém, «se pode interpretar a constituição apostólica de forma diferente. A pergunta existe, alguns têm a plantado, alguns a têm proposto. O problema segue aberto». 
 

A profecia de Joseph Ratzinger

A profecia de Joseph Ratzinger
Padre Joseph Raztinger

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A renúncia do Papa Bento XVI suscitou na mídia e em boa parte dos fiéis, especulações acerca de profecias apocalípticas sobre o futuro da Igreja. Dentre elas, a que mais chamou a atenção foi a famosa "Profecia de São Malaquias" que, segundo a lenda, anunciava o fim da Igreja e do mundo ainda neste século. Apesar dessas previsões catastróficas alimentarem a imaginação de inúmeras pessoas, a verdade é que elas carecem de fundamento e lógica, como já demonstraram vários teólogos, inclusive o estimado monge beneditino, Dom Estevão Bettencourt, na sua revista "Pergunte e Responderemos".
Mas não é sobre a profecia de São Malaquias que queremos falar aqui. Nossa atenção, devido às circunstâncias, volta-se para as palavras do jovem teólogo da Baviera, Padre Joseph Ratzinger, proferidas há pouco mais de 40 anos, logo após o término do Concílio Vaticano II.Em um contexto de crise de fé e revolução cultural, o então professor de teologia da Universidade de Tübingen via-se cada vez mais sozinho diante da postura marcadamente liberal de seus colegas teólogos, como por exemplo, Küng, Schillebeeckx e Rahner. Olhando também para os outros setores da Igreja, Padre Ratzinger via nos "sinais dos tempos" um presságio do processo de simplificação que o catolicismo teria de enfrentar nos anos seguintes.
Uma Igreja pequena, forçada a abandonar importantes lugares de culto e com menos influência na política. Esse era o perfil que a Igreja Católica viria a ter nos próximos anos, segundo Ratzinger. O futuro papa estava convencido de que a fé católica iria passar por um período similar ao do Iluminismo e da Revolução Francesa, época marcada por constantes martírios de cristãos e perseguições a padres e bispos que culminaram na prisão de Pio VI e sua morte no cárcere em 1799. A Igreja estava lutando contra uma força, cujo principal objetivo era aniquilá-la definitivamente, confiscando suas propriedades e dissolvendo ordens religiosas.
Apesar da aparente visão pessimista, o jovem Joseph Ratzinger também apresentava um balanço positivo da crise. O teólogo alemão afirmava que desse período resultaria uma Igreja mais simples e mais espiritual, na qual as pessoas poderiam encontrar respostas em meio ao caos de uma humanidade corrompida e sem Deus. Esses apontamentos feitos por Ratzinger faziam parte de uma série de cinco homilias radiofônicas, proferidas em 1969. Essas mensagens foram publicadas em livro sob o título de "Fé e Futuro".
"A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fiéis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente"
Depois de 40 anos desses pronunciamentos, o já então papa Bento XVI não mudou de opinião. É o que pode-se concluir lendo um de seus discursos feitos para os trabalhadores católicos em Freiburg, durante viagem apostólica a Alemanha, em 2011. Citando Madre Teresa de Calcutá, o Santo Padre constatava uma considerável "diminuição da prática religiosa" e "afastamento duma parte notável de batizados da vida da Igreja" nas últimas décadas. O Santo Padre se pergunta: "Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?"
O Papa alemão respondia que sim, a Igreja deveria mudar, mas essa mudança deveria partir do próprio eu. "Uma vez alguém instou a beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!", ensinou. Bento XVI pedia no discurso uma reforma da Igreja que se baseasse na sua "desmundanização", corroborando o que explicou em outra ocasião a um jornalista, durante viagem ao Reino Unido, sobre como a Igreja deveria fazer para agradar o homem moderno.
"Diria que uma Igreja que procura sobretudo ser atraente já estaria num caminho errado, porque a Igreja não trabalha para si, não trabalha para aumentar os próprios números e, assim, o próprio poder. A Igreja está a serviço de um Outro: não serve a si mesma, para ser um corpo forte, mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades e as grandes forças de amor, de reconciliação que apareceu nesta figura e que provém sempre da presença de Jesus Cristo. Neste sentido a Igreja não procura tornar-se atraente, mas deve ser transparente para Jesus Cristo e, na medida em que não é para si mesma, como corpo forte, poderosa no mundo, que pretende ter poder, mas faz-se simplesmente voz de um Outro, torna-se realmente transparência para a grande figura de Cristo e para as grandes verdades que Ele trouxe à humanidade".
Esses textos ajudam-nos a entender os recentes fatos e interpretar os pedidos de reforma da Igreja pedidos por Bento XVI nos seus discursos pós-renúncia. De maneira alguma esses pedidos fazem referência a uma abertura da Igreja para exigências ideológicas do mundo moderno, como quiseram sugerir alguns jornalistas. Muito pelo contrário, o Papa fala de uma purificação da ação pastoral da Igreja diante do homem moderno, de forma que ela se livre dos ranços apregoados pelo modernismo. Trata-se de conservar a fiel doutrina de Cristo e apresentá-la de modo transparente e sem descontos. A Igreja enquanto tal é santa, imaculada. Mas seus membros carecem de uma constante conversão e é neste sentido que a reforma deve seguir. A Igreja precisa estar segura de sua própria identidade que está inserida na sua longa tradição de dois mil anos, caso contrário, toda reforma não passará de uma reforma inútil.
Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Vatican Insider

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