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15 de junho de 2013

O suicídio da humanidade

O suicídio da humanidade
Blog Evangelizando!

Hoje no mundo são mais de 20 os países que vivem a tragédia dos conflitos, da guerra, e muitas dessas, internas, irmãos contra irmãos, dramas totalmente desconhecidos ou esquecidos. Parece que nesta nossa sociedade tecnológica as guerras e conflitos somente existem quando as câmeras de televisão jogam para dentro de nossas casas, a dor, o sofrimento e o cheiro da morte. Caso contrário, a guerra é só uma palavra que o tempo gastou de tanto ser usada. Ganha nossa atenção nesses últimos dias as revoltas internas dos jovens na Turquia, mas também o martírio de civis na vizinha Síria, onde segundo a ONU desde o início da revolta interna mais de 90 mil pessoas perderam a vida. Interessa-nos, talvez, porque as imagens nos falam da tristeza de povos que num certo sentido tem muita ligação conosco, com o Brasil. O drama vivido por muitos povos, e agora pelo povo sírio é mais um grito da loucura que se consuma e produz morte, tristeza e milhões de refugiados.

São novas guerras no Oriente Médio, são tragédias em diferentes países, tudo isso à sombra da crise econômica que atinge a Europa. Estamos também vivendo um ano marcado por acontecimentos econômicos; nações que até poucos anos eram consideradas verdadeiras potências mundiais, passaram a sentir o gosto amargo da crise econômica.

“A guerra é o suicido da humanidade”, disse dias atrás o Papa Francisco, porque mata o coração e mata o amor. Já o Beato João Paulo II antes da primeira guerra no Golfo sentenciava que a guerra é uma “aventura sem retorno” onde todos perdem. A guerra ofende a Deus e fere a humanidade, é um mal profundo. Mas por que ainda hoje devemos ouvir que a guerra impera em certas regiões do nosso planeta? Tudo gira em torno do poder, da busca do poder de uns sobre outros, do poder econômico que não conhece limites, da indiferença da dor do próximo, da busca de “soberania” que os “grandes” desejam e que para obter escolhem a estrada do conflito, da guerra, da subjugação.

O poder, o dinheiro, são mais importantes do que o ser humano. A guerra é exatamente isso, – disse Papa Francisco – “um ato de fé ao dinheiro, aos ídolos do ódio, que leva a matar o irmão”. Hoje até “Deus chora pela nossa loucura”, pela nossa falta de consciência do valor da vida, do valor da humanidade.
Apesar do mundo dizer que deseja a paz, apesar das muitas convenções internacionais tentarem garantir a paz e os direitos humanos da população, o que vemos na realidade dura e crua são operações bélicas obedecendo somente uma regra, a lei do mais forte, a lei das armas: quem tem armas, tem poder, domina. João Paulo II dizia que “a guerra é o meio mais bárbaro e o menos eficaz de todos para resolver quaisquer conflitos”.

Na audiência geral da última quarta-feira na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco falou das muitas guerras ainda existentes hoje, inclusive entre cristãos. Como isso pode acontecer? No nosso bairro, no trabalho, na família, quantas guerras internas por inveja, ciúme. “Peçamos ao Senhor que nos faça entender a lei do amor, disse o Papa. Quanto é belo nos amarmos como verdadeiros irmãos”.  Palavras que até parecem uma utopia, um pensamento contracorrente, sem sentido num mundo onde a voz do mais forte ecoa e faz baixar a cabeça do mais fraco e débil.


Por que é tão difícil as pessoas pensarem que a guerra traz resultados imprevisíveis e que é causa somente de mais sofrimento, enquanto o diálogo é porta para a esperança, para a solução? Podemos mudar a situação, essa realidade marcada pelo ódio, pela busca de poder, em síntese, pelo mal. Mas tudo deve começar por nós mesmos no nosso mundo, na nossa família, no nosso trabalho, na nossa comunidade, na nossa Igreja. Sim porque também ali a inveja pode imperar e o orgulho soberbo dominar. Somos pequenas luzes que podem, juntas – como disse o Papa Francisco -, iluminar essa grande escuridão de hoje, provocada pela indiferença e falta de amor. Sim a alternativa à guerra, à violência, ao ódio, ao desconforto, à indiferença existe, e ela se chama amor, diálogo; amor que destrói o egoísmo, diálogo, que reconhece no outro a sua dignidade; e ainda a paz, fruto da justiça, que tanto o homem anseia. O desejo de realizar tais vontades pode mudar e fazer uma nova história do homem, mas para isso é preciso coragem, sim, a coragem de homens livres, cheios de esperança e de amor. Assim podemos evitar o “suicido da humanidade”.

Silvonei José Protz
Colaborador do Blog Evangelizando
Diocese de Roma (Itália). Doutor em comunicação e professor universitário em Roma. Jornalista da Rádio Vaticano: "a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo".

Papa vai inaugurar Polo de Atenção Integral à Saúde Mental do Hospital São Francisco

Blog Evangelizando!

Foi confirmado o roteiro oficial da visita do Papa Francisco ao Brasil. O Pontífice irá inaugurar, no dia 24 de julho, o Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI), que funcionará em um dos prédios do Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus (HSF), na Tijuca, Rio de Janeiro.

O espaço é voltado para o tratamento psiquiátrico, em especial aos dependentes químicos, inclusive do crack, que já afeta 3% da população brasileira, segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS). A estimativa da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro é de que já existam cerca de 6 mil usuários de crack na cidade.

Visando repetir os bons resultados de projetos semelhantes mantidos no interior de São Paulo pela Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, Frei Francisco Belotti, superintendente Associação, do Hospital e idealizador do Polo, afirma que a meta do PAI-HSF é a mesma dos demais projetos: dar um tratamento digno a todos que sofram de um transtorno psiquiátrico e recuperar os dependentes. “O Rio de Janeiro necessitava de um centro integrado de atendimento que oferecesse a oportunidade de recuperação para os dependentes químicos e tratamento aos que sofrem de transtornos psiquiátricos. Quantas famílias estão sendo destruídas, especialmente pelo uso do crack. Tenho a certeza de que o PAI-HSF será o legado social da Jornada Mundial da Juventude”, afirma Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio.

O PAI-HSF é fruto de uma parceria entre a Associação e a Arquidiocese do Rio, e atenderá pacientes particulares e conveniados a operadoras de saúde, nas áreas assistencial e educacional. “Para que seja estendido à população, a Associação está vislumbrando uma parceria com o Ministério da Saúde”, afirma Frei Francisco.

Frei Francisco diz que o Polo irá contar com uma equipe médica especializada para esse tipo de atendimento, sendo a estrutura do HSF disponibilizada para aqueles que necessitem de procedimentos médicos emergenciais, especializados ou que estejam passando por crise aguda. “O PAI terá como pilar o Hospital. O trabalho em conjunto é fundamental para um melhor resultado no tratamento”, acredita o religioso. Durante a internação, o paciente terá como base medicamentos para que a sua recuperação seja de forma gradativa e eficaz.

O idealizador do projeto sabe que o trabalho de recuperação é difícil e de longo prazo. Por isso, em sua fase mais crítica, o paciente ficará no HSF. “Muitas vezes, o dependente não consegue alcançar os resultados desejados na primeira internação. Ele poderá retornar até chegar o momento que chamamos de Hora da Graça, quando o paciente está preparado para enfrentar novamente o convívio social”, explica o Frei.

Após o período, que poderá chegar até 30 dias de internação, o paciente continuará o tratamento em comunidades terapêuticas. No tempo em que permanecer nessas comunidades, os recuperados, terão atividades profissionalizantes para uma melhor readaptação na sociedade. “O dependente químico tem quatro saídas: cadeia, hospital psiquiátrico, cemitério ou a tratamento. Nós apostamos na recuperação da pessoa!”, acredita o idealizador do PAI.


Frei Francisco diz que a inauguração do PAI está inserida na missão religiosa da Associação. “São Francisco abraçou os leprosos, que eram excluídos da sociedade, e resolveu cuidar deles. A lepra está praticamente extinta atualmente. Hoje, outro mal que se abate sobre a sociedade é a dependência química. O PAI surgiu do nosso carisma inicial, que é repetir o abraço de São Francisco de Assis aos excluídos. A visita do Papa Francisco ao Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus, em meio a tantas obras existentes no Brasil, é o sinal de que Deus está abençoando e confirmando o nosso novo projeto de vida: a fraternidade”, afirma o superintendente.

A Associação

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e, de repente, estará fazendo o impossível”. Atribuída a São Francisco de Assis, essa frase é a principal inspiração da Associação e Fraternidade Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, instituição criada por Frei Francisco Belotti, na cidade de Jaci, interior de São Paulo, em 1985.

Entidade filantrópica Cristã, sem fins lucrativos, a Associação tem como vocação religiosa acolher, cuidar e servir àqueles que mais necessitam. Sua obra está focada na saúde e na assistência social.

A Associação mantém atualmente mais de 60 obras nos estados de: São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Um Hospital em Porto Príncipe capital do Haiti atuação da Associação compreende: a gestão hospitais gerais e específicos (para portadores de multideficiências e idosos em fase terminal); serviços de saúde como, ambulatórios médicos com diversas especialidades, pronto-socorro, farmácia de alto custo, entre outros; albergue, casa abrigo para doentes em tratamento de saúde, restaurante popular; comunidades terapêuticas para dependentes químicos; ambulatório para diagnóstico e tratamento aos dependentes de álcool e drogas, além do projeto educacional Semeando o Futuro, que tem como objetivo prevenir o uso de drogas em crianças e adolescentes.

Pela dedicação e responsabilidade com que leva os projetos, a Associação é tida como uma das mais importantes entidades filantrópicas do Estado de São Paulo. Por não ter fins lucrativos, a Associação vive de doações e convênios com os governos Municipal, Estadual e Federal, sendo uma Organização Social de Saúde.

Polos para dependentes químicos

Com 28 anos de experiência em administrar instituições que auxiliam o tratamento da dependência química, a Associação já prestou atendimento a mais de 30 mil dependentes químicos.

A primeira comunidade terapêutica, em Jaci, contava apenas com sete pacientes e uma equipe formada por voluntários. A filosofia da instituição esta calcada no tripé oração, trabalho e conscientização. O processo de recuperação ocorre em três etapas: desintoxicação, conscientização e reintegração.

Aos poucos, o sucesso foi sendo alcançado e Frei Francisco reforçou o projeto, que passou a contar com equipe técnica com médicos e psicólogos, um Centro de Triagem – Ambulatório – para orientar as famílias e os pacientes. Em 1988, o projeto ganhou apoio de um hospital, já que os pacientes enfrentavam preconceitos para serem atendidos, especialmente quando surgiram os casos de HIV.

Com os avanços, a Associação criou, em 2010, o primeiro Polo de Atenção Integral à Saúde (PAI), em Presidente Prudente (SP), se transformando em um modelo de atendimento.

Hoje, a Associação conta com 1 PAI, 4 ambulatórios para dependentes de álcool e droga, e 9 comunidades terapêuticas. Em julho, a Associação, com a benção do Papa Francisco, irá inaugurar o Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI), no Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus, na Tijuca.

O Hospital: Ser humano é a nossa missão

Administrado há dois anos pela Associação/Fraternidade Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, o Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus (HSFA), na Tijuca (antigo Hospital da Ordem Terceira/VOT), recebeu no primeiro ano sob administração da Associação, investimentos de mais R$ 30 milhões para reforma de quartos, emergências e recepções, aquisição de equipamentos para diagnóstico e cirurgias, além de ampliação e capacitação de suas equipes profissionais. O Centro Cirúrgico foi reestruturado e teve sua capacidade dobrada. Hoje, são 11 salas altamente equipadas e uma sala para cirurgia cardíaca.

Hospital geral de alta complexidade, prestando atendimento em 22 especialidades, a instituição, que atende pacientes particulares e convênios de saúde, leva como carisma católico, a assistência religiosa e o atendimento humanizado. Até o final deste mês está prevista a abertura de mais 19 leitos de CTI, além de outros serviços médicos.

Nossa estrutura:

42.278m² de área construída / 8 prédios / 648 leitos de internação / 9 leitos de emergência / 323 leitos de enfermaria / 61 leitos de UTI / 11 salas de cirurgias / 32 consultórios / 22 especialidades clínicas / 350 médicos / 463 profissionais de enfermagem / Emergência 24 horas

OSS-SUS

Em março de 2012, o Hospital São Francisco de Assis firmou convênio com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, se tornando a primeira OSS (Organização Social de Saúde) a disponibilizar clínica médica, leitos de CTI, cirurgia cardíaca, procedimentos cardiológicos, serviço de infectologia e atendimentos ambulatoriais para pacientes do SUS. Em outro do mesmo ano, passou a funcionar o Centro Estadual de Trauma do Idoso e, em fevereiro de 2013, o Centro Estadual de Transplantes. A parceria faz parte da vocação religiosa franciscana. Por isso, a administração do Hospital destinou um dos seus oito prédios para o funcionamento desses serviços.

Fonte: Portalum

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