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11 de junho de 2013

Acolhimento e evangelização

Acolhimento e evangelização
Blog Evangelizando!

Um dos sinais muito bonitos que a JMJ traz é o acolhimento. Tenho falado a todos que nós estaremos acolhendo irmãos e irmãs nossos para viverem uma vida de família durante uma semana aqui no Rio de Janeiro. Tenho também falado aos que estão chegando que podem vir para viver conosco, que aqui encontrarão irmãos e irmãs que querem conviver na mesma fé e com uma hospitalidade própria do povo brasileiro.

Ter a honra de hospedar a Cristo através do irmão que chega é um grande privilégio. Também será uma bela experiência para nós na abertura para o outro. Será um importante sinal para o mundo: em tempos de xenofobia, fechamentos, desconfianças, medo do outro – um belo sinal de acolhimento ajudará esse mundo a pensar diferente. Para isso, estes aspectos precisam ser bem difundidos.

A alegria de acolhermos irmãos e irmãs cristãs de outras denominações, membros de outras religiões e proporcionarmos também um encontro entre as religiões monoteístas – judeus, muçulmanos e cristãos – deve contagiar a todos que desses eventos tomarem conhecimento. Temos certeza de que esses sinais não ficarão sem resposta. Porém, é claro, sabemos que isso vai depender muito do coração de cada um que toma conhecimento do assunto, e de que como abre seu coração. Nesse sentido, pedimos a Deus para que esses sinais sejam aceitos pelos corações das pessoas e esse mundo lucre com o evento da JMJ. Para isso, pedimos orações de todos.

A hospitalidade é um gesto de caridade cristã (Rm 12, 13; 1 Tm 3, 2; Tt 1, 8; 1 Pd 4, 9; 3 Jo 5-8). O Ministério da Acolhida encontra seu fundamento em Mt 25, 35ss e Rm 12, 13, quando se convida a hospedar nossos irmãos e irmãs em nossas próprias vidas.

São muito ilustrativos certos encontros de comunidades, onde os pobres hospedam os participantes vindos de lugares distantes. As pessoas são hospedadas em casas de famílias das comunidades, mas estamos vendo que por todos os lados dessa grande cidade as casas foram abertas para acolher o “outro” irmão que vem de longe. As escolas, salões, quadras também serão espaços de acolhida e as paróquias darão o testemunho de ser a família grande que acolhe os irmãos na fé.

São Francisco de Assis recomenda com muita insistência a hospitalidade, afirmando que ela é uma “graça do Senhor”. Também os que estiverem passando pelas ruas ou utilizando algum meio de transporte público poderão exercer o acolhimento com um belo cumprimento e com orientação para as pessoas que estarão com a camiseta da JMJ e levando suas mochilas às costas. Eles ficarão marcados também pelo gesto carioca-fluminense-brasileiro!

O salmo 23 (22) tem essa característica e exprime a experiência pessoal de segurança e acolhimento na relação com Deus. A imagem do Pastor solícito pelo sustento e pela proteção do rebanho e a do anfitrião generoso no acolhimento do hóspede encontram sua explicação no relacionamento de Deus com os seres humanos, e tem sua realização na liturgia, que celebra a solicitude do Bom Pastor para com os fiéis e a participação do Banquete Sagrado.

Não há como querer ser cristão de braços cruzados e inativos. Há necessidade de se agir de forma a não desprezar ninguém. Exemplo dessa atitude é o encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19, 1-10). A acolhida que Zaqueu proporciona a Jesus não é apenas formal: envolve toda a sua pessoa. Converter-se não significa só chegar a uma confissão oral dos primeiros erros, mas requer uma retratação efetiva dos mesmos. Zaqueu faz a sua confissão a Jesus, que agora se torna o seu “Senhor” no lugar de todos os “senhores” aos quais tinha servido.

Acolher, encontrar o outro fará também de nós uma comunidade ainda mais acolhedora daqueles que estão ao nosso redor ou que nos procuram em nossas comunidades paroquiais. Sem dúvida que esse momento que ora vivemos nos enriquecerá e fará uma diferença muito grande em nossas casas e igrejas. Marcará nossas vidas para sempre. Importante é passar aos outras essas nossas experiências. Eis que uma bela e importante missão de acolher se transforma também em evangelização para aqueles que acolhem. Que esses trabalhos de organização que os jovens protagonizam continuem dando seus frutos sempre em nossa arquidiocese.

Ao acolher em nossa casa, somos convidados a acolher também nas ruas, ônibus, trens, metrôs, barcas. Pode ser um novo estilo de viver se soubermos aproveitar desse momento. Que o Senhor nos inspire tantas e belas ações e gestos de acolhida!


Eis que chegam os dias em que poderemos exercer bem essa missão e esses gestos: faltam pouco mais de 40 dias para JMJ!

Dom Orani João Tempesta
Colaborador do Blog Evangelizando
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ). Realizou seus estudos em São Paulo (SP), na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos. Site: http://www.portalum.com.br/

Direção espiritual

Direção espiritual
Blog Evangelizando!

Além da celebração penitencial a que somos chamados a participar sempre, ou seja, a confissão frequente, (o Papa nos pede que a confissão seja uma atitude quase que cotidiana, de uma amizade especial para com Deus, de deixar de lado o pecado) também é considerável reviver a figura do diretor espiritual. Ele é muito importante na nossa caminhada de cristãos. Todos nós deveríamos procurar um Diretor Espiritual e com ele mantermos um contato frequente, que nos ajude no caminho da vida cristã.

O Magistério Pontifício vem ultimamente chamando a atenção sobre o tema da direção espiritual pessoal. Ao longo de vários decênios, como sabemos, esta tem sido uma prática um tanto descuidada. Às vezes, em algumas comunidades, a direção espiritual tem-se limitado quase que exclusivamente à orientação coletiva, por meio de palestras, meditações e retiros etc., coisa louvável, mas insuficiente. Vê-se claramente que está havendo agora o desejo de que seja resgatada a prática da direção espiritual no sentido clássico de orientação individual, pessoal.

A Exortação Apostólica Pastores dabo vobis (25/3/1992), ao tratar da pastoral vocacional, enuncia um programa que é válido para todos: "É preciso redescobrir a grande tradição do acompanhamento espiritual pessoal, que sempre deu tantos e tão preciosos frutos na vida da Igreja" (n. 40).

O Diretório para o ministério e a vida do presbítero, da Congregação para o Clero (31/1/1994), afirma: "Paralelamente ao Sacramento da Reconciliação, o presbítero não deixará de exercer o ministério da direção espiritual. A descoberta e a difusão desta prática em momentos diversos da administração da Penitência é um grande benefício para a Igreja no tempo presente» (n. 54). Nesse sentido, o presbítero, além de ter um diretor espiritual, também deve exercer essa missão junto ao seu povo.

A direção espiritual deve consistir, principalmente, em orientar e ajudar o dirigido a alimentar e aumentar a vida da graça, a cultivar as virtudes (teologais e morais ou humanas) e a buscar uma purificação e união com Deus cada vez maior, de modo a se tornar capaz de secundar com delicadeza as moções do Espírito Santo, que não cessa de impelir para uma vida santa por meio dos seus dons.

"Os cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" (LG n. 40).

O Beato João Paulo II, ao propor o “programa pastoral” da Igreja para o novo milênio, quis destacar, com uma ênfase toda especial, essa “chamada universal à santidade”, salientando dois “princípios” que jamais se podem perder de vista, quer na luta pessoal, quer na direção de almas:

1) "O horizonte para o qual deve tender todo o caminho pastoral é a santidade" (NMI n. 30);

2) "Não se trata de inventar um “programa novo”. O programa já existe: é o mesmo de sempre, expresso no Evangelho e na Tradição viva. Concentra-se, em última análise, no próprio Cristo, que temos de conhecer, amar e imitar” (Ibid., n. 29).

O diretor espiritual deve ser, antes de qualquer outra coisa, um homem de Deus. Desta forma, então, deve conhecer os caminhos que a Ele conduzem e deve, igualmente, ensiná-los a quem recorre à sua experiência, à sua sabedoria e comprovada prudência para percorrê-los, acompanhado por um guia seguro, sem se enganar e sem deixar-se enganar.

O Servo de Deus, o Papa Paulo VI, afirmou, falando da evangelização: “Seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará, e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos, longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, à qual é proporcionado o escolher uma via que mesmo os não-crentes reputam nobre e exaltante”. (EN n. 80). Esse respeito para com as pessoas a serem evangelizadas também faz parte do respeito àqueles que são os atendidos na direção espiritual.

Desejo, pois, que em nossa Arquidiocese não só os clérigos, mas, sobretudo os jovens e leigos, procurem a prática da direção espiritual com nossos presbíteros, para que possam experimentar a riqueza do crescimento espiritual e sejam mestres da santidade, no caminho contínuo da conversão e mudança de vida!


Que a aproximação da JMJ e o reavivamento da vida cristã levem todos a aproximar-se ainda mais dessa prática da Igreja, tão importante para a vida das pessoas.

Dom Orani João Tempesta
Colaborador do Blog Evangelizando
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ). Realizou seus estudos em São Paulo (SP), na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos. Site: http://www.portalum.com.br/

Corações Restaurados

Corações Restaurados
Blog Evangelizando!

Há momentos em nossa vida que os sonhos e ideais se despedaçam; tudo parece sem sentido e, no labirinto de nossos problemas, não conseguimos achar solução. Com certeza já tivemos, em algum momento, este sentimento: “Não vou conseguir me reerguer. Tudo está perdido!”. Em meio à desilusão, nossas manhãs são sempre sombrias. O sol de um novo dia se esconde atrás de nossas frustrações e decepções. Nossas noites não são mais estreladas e o inverno que chega parece não mais querer partir.

Somos tão frágeis como um vaso de barro; quebramos com facilidade. Um olhar de indiferença, uma ajuda negada ou uma expectativa não realizada pode partir nossa alma em mil caquinhos. Mas nossa fragilidade humana nos põe diante d’Aquele que nos renova e restaura.

O que é restaurar? É consertar, recuperar, deixar em bom estado. Com o tempo, muitos objetos vão perdendo suas cores naturais; o processo de restauração de algum objeto ou imagem é algo de extrema delicadeza. Conheço uma imagem de um santo que sofreu inúmeras pinturas por pessoas que desconheciam o valor histórico dessa imagem. Com certeza, a pintura original desta era bem diferente das tintas que foram usadas nela ao longo dos anos. Cada pessoa deve ter pintado a imagem a seu gosto.

Com o ser humano acontece o mesmo processo. Ao longo do tempo, vamos pintando nossa alma de inúmeras cores, desejos e sonhos. Chega um determinado momento na vida do ser humano que ele já não se reconhece mais, não sabe mais qual era sua identidade original, pois assumiu identidades que não eram suas. Coloriu sonhos com cores que não dariam uma tonalidade de esperança.

Muitas vezes, acostumamo-nos com os cacos de uma existência sem sentido, procuramos restauradores desqualificados e entregamos nosso coração a projetos de restauração enganosos.

Jesus é o grande restaurador de corações. Ele devolveu a dignidade humana aos excluídos de seu tempo. Prostitutas, ladrões e leprosos tiveram suas vidas restauradas pelo Senhor. Os cacos de uma vida sem dignidade foram juntados, e uma vida nova nasceu. O que antes era apenas uma vida de lágrimas e dores, passou a ser uma linda manhã de novas esperanças.

Os cacos de nossa vida podem se tornar a mais bela obra de arte da história. O mestre da restauração nos espera com um sorriso de alegria e paz. O olhar de Deus é sempre de esperança e de acolhida. O nosso projeto original é de vida em plenitude. As pinturas do engano e os cacos de um passado sem sentido esperam a restauração de um novo tempo.

Padre Flávio Sobreiro
Colaborador do blog Evangelizando
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.
Site: http://www.padreflaviosobreiro.com/

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