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6 de junho de 2013

Os Ensinamentos de Francisco

Os Ensinamentos de Francisco
Blog Evangelizando!

“Procuro manter o mesmo jeito de ser e de agir que tinha em Buenos Aires porque, se eu mudar na minha idade, com certeza vou fazer um papel ridículo.

Não quis ir morar no Palácio Apostólico, vou lá só para trabalhar e para as audiências. Fiquei morando na Casa Santa Marta, que é uma casa de hóspedes (onde ficamos hospedados durante o Conclave) para bispos, padres e leigos. Estou perto das pessoas e levo uma vida normal: Missa pública de manhã, como no refeitório com todos, etc. Isto me faz bem e evita que fique isolado.”

No trecho da carta acima, o Papa Francisco explica para um padre de Buenos Aires porque decidiu morar na Casa Santa Marta. A simplicidade de suas palavras e a delicadeza de seus gestos revelam ao mundo um rosto solidário e humano.

Quando eleito pouco sabíamos sobre quem era o Cardeal Jorge Mario Bergoglio. De nosso conhecimento era apenas o nome escolhido para acompanhá-lo como Papa: Francisco. Tudo o que antecedeu a sua escolha foram sinais do Espírito Santo anunciando que continuaríamos guiados pelo amor de Deus presente em quem fosse eleito. Até hoje lembramos daquele franciscano em plena praça de são Pedro que sob o frio e a chuva intercedia a Deus pela escolha do novo Pontífice.

Francisco chegou simples. Com olhar sereno e sorriso cativante conquistou logo no primeiro encontro a simpatia dos católicos e não católicos por todo o mundo. O nome escolhido desarmou os críticos que esperavam armados nas tricheiras de suas opiniões.

Hoje encontramos ampla literatura sobre aquele que foi escolhido pelo Espírito Santo para conduzir nossa Igreja. A escrita de Francisco é simples. Fala com uma humildade que confunde os sábios e entendidos. Não busca na palavra reflexões complexas, mas afirma o amor no concreto das experiências da vida. Muitas vezes usas exemplos de sua própria vida para ilustrar reflexões e assim nos aproxima do humano que também somos.

Recentemente em uma audiência ele disse: "Também o Papa tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não nos esqueçamos disso”. No gesto humilde de se reconhecer pecador nos ensina que não estamos condenados a ficar presos em nossas misérias, mas aponta o caminho para uma vida nova: a misericórdia de Deus.

Segundo o blog La Nación, após o papa sair de seu quarto logo de manhã encontrou um soldado guardando seu apartamento. Curioso perguntou ao mesmo se ele havia passado a noite toda ali em pé. Ouvindo uma resposta afirmativa o Papa Francisco pediu que o mesmo se sentasse, pois deveria estar muito cansado. Retoranando ao seu apartamento trouxe uma cadeira para que o guarda pudesse sentar-se e descansar.  Negando o pedido do Papa, pois cumpria as ordens de seu chefe ouviu de Francisco a seguinte frase:

- Tudo bem, mas eu sou o Papa e lhe peço que se assente...

Retornando novamente ao seu apartamento trouxe um pão e presunto o qual ofereceu ao guarda dizendo:

- Bom proveito, meu irmão...

Francisco tem muito que nos ensinar. Com ele estamos aprendendo o caminho do amor que passa necessariamente pela humildade e caridade. A fé que ele transmite através do olhar sereno, do sorriso sincero e da simplicidade de suas palavras são sinais da continuação daqueles dias de esperança que antecederam a sua escolha.

Padre Flávio Sobreiro
Colaborador do blog Evangelizando
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Estudou filosofia na PUC Campinas e teologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.
Site: http://www.padreflaviosobreiro.com/

Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus
Blog Evangelizando!

Iremos celebrar com grande alegria, na próxima sexta-feira, dia 07 de junho, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Com esta solenidade a Mãe Igreja, em todo o mundo, é convidada a fazer a sua jornada mundial de orações pelos sacerdotes.

O culto litúrgico ao Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira seguinte ao Corpus Christi teve início no século XVII com São João Eudes († 1680) e Santa Margarida Alacoque († 1690), embora a devoção remonte aos séculos XIII e XIV, recebendo a primeira aprovação pontifícia um século mais tarde. Em 1856, o papa Pio IX estendeu a festa a toda a Igreja, e em 1928 Pio XI lhe deu a máxima categoria litúrgica. A reforma pós-conciliar renovou profundamente seus textos com base no formulário da missa composto por ordem de Pio XI. Sabemos, porém, que o que essa devoção nos anuncia vem da revelação: o amor de Deus anunciado a nós por Jesus Cristo Nosso Senhor, que deu sua vida por todos nós.

Para o Papa Bento XVI o culto ao Sagrado Coração de Jesus confunde-se com a história do Cristianismo. Ao compreendermos que o mistério do amor de Deus sobre nós é conhecido por meio da manifestação deste amor de forma mais profunda na Encarnação e também na Paixão e morte de Jesus na Cruz. Ensina o Papa Emérito: “Por outro lado, esse mistério do amor de Deus por nós não constitui só o conteúdo do culto e da devoção ao Coração de Jesus: é, ao mesmo tempo, o conteúdo de toda verdadeira espiritualidade e devoção cristã. Portanto, é importante sublinhar que o fundamento dessa devoção é tão antigo como o próprio cristianismo. De fato, só se pode ser cristão dirigindo o olhar à Cruz de nosso Redentor, “a quem transpassaram” (João 19, 37; cf. Zacarias 12, 10)”.

Assim, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus dá-se não só pelo mero cumprimento devocional, mas como um profundo mergulhar na vivência radical do Evangelho. Inserindo-se no coração aberto de Jesus, inseri-se na vida de Cristo e na união de vontades, e tem como fruto uma relação viva entre Deus e o homem.  Ensina o Papa emérito que: “A resposta ao mandamento do amor se faz possível só com a experiência de que este amor já nos foi dado antes por Deus (cf. encíclica «Deus caritas est», 14). O culto do amor que se faz visível no mistério da Cruz, representado em toda celebração eucarística, constitui, portanto, o fundamento para que possamos converter-nos em instrumentos nas mãos de Cristo: só assim podemos ser arautos críveis de seu amor. Esta abertura à vontade de Deus, contudo, deve renovar-se em todo momento: «O amor nunca se dá por “concluído” e completado» (cf. encíclica «Deus caritas est», 17).

Acho oportuno que neste mês de junho, em preparação para a festa do Sagrado Coração de Jesus, façamos um esforço de conhecer, ler, estudar e meditar a Carta Encíclica Haurietis Aquas, do Sumo Pontífice Papa Pio XII, sobre o culto do Sagrado Coração de Jesus.

O Papa Pio XII ensinou, com propriedade, que, também a Igreja e os sacramentos são dons do sagrado coração de Jesus. Diz o Papa: "Não se pode, pois, duvidar de que, participando intimamente da vida do Verbo encarnado, e pelo mesmo motivo sendo, não menos do que os demais membros da sua natureza humana, como que instrumento conjunto da Divindade na realização das obras da graça e da onipotência divina,(28), o Sagrado Coração de Jesus é também símbolo legítimo daquela imensa caridade que moveu o nosso Salvador a celebrar, com o derramamento do seu sangue, o seu místico matrimônio com a Igreja: "Sofreu a paixão por amor à Igreja que Ele devia unir a si como esposa".(29) Portanto, do coração ferido do Redentor nasceu a Igreja, verdadeira administradora do sangue da redenção, e do mesmo coração flui abundantemente a graça dos sacramentos, na qual os filhos da Igreja bebem a vida sobrenatural, como lemos na sagrada liturgia: "Do coração aberto nasce a Igreja desposada com Cristo... Tu, que do coração fazes manar a graça".(30) A respeito desse símbolo, que nem mesmo dos antigos Padres, escritores e eclesiásticos foi desconhecido, o Doutor comum, fazendo-se eco deles, assim escreve: "Do lado de Cristo brotou água para lavar e sangue para redimir. Por isso, o sangue é próprio do sacramento da Eucaristia; a água, do sacramento do Batismo, o qual, entretanto, tem força para lavar em virtude do sangue de Cristo".(31) O que aqui se afirma do lado de Cristo, ferido e aberto pelo soldado, cumpre aplicá-lo ao seu coração, ao qual, sem dúvida, chegou a lançada desfechada pelo soldado, precisamente para que constasse de maneira certa a morte de Jesus Cristo. Por isso, durante o curso dos séculos, a ferida do coração sacratíssimo de Jesus, morto já para esta vida mortal, tem sido a imagem viva daquele amor espontâneo com que Deus entregou seu Unigênito pela redenção dos homens, e com o qual Cristo nos amou a todos tão ardentemente que a Si mesmo se imolou como hóstia cruenta no Calvário: "Cristo amou-nos e ofereceu-se a Deus em oblação e hóstia de odor suavíssimo" (Ef 5, 2) “(Cf. Haurietis Aquas, 39).

A Igreja estima muito a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e, particularmente o Apostolado da Oração nos matricula na escola do Coração de Cristo, porque a Igreja e todos os batizados são dons do Sagrado Coração de Jesus. A ternura e a acolhida de Cristo para com todos deve ser o apanágio de nossa devoção ao Coração de Cristo, que sempre acolheu e nos ensina a acolher e a evangelizar.

Portanto, prestar culto ao Sagrado Coração de Cristo significa adorar aquele Coração que, depois de nos ter amado até o fim, foi trespassado por uma lança e do alto da Cruz derramou sangue e água, fonte inexaurível de vida nova.

A festa do Sagrado Coração foi também o Dia Mundial pela Santificação dos Sacerdotes, ocasião propícia para rezar a fim de que os presbíteros nada anteponham ao amor de Cristo. Que nossos sacerdotes possam, a exemplo do que representa a imagem do Sagrado Coração de Jesus, lançar a sua mão direita, aberta para o infinito, convocando todos os que estão à margem para procurarem o Coração de Cristo, que é a Igreja. E nossas mãos esquerdas, a exemplo da imagem do Sagrado Coração, sejam sempre dirigidas, com nossos atos, para o Coração de Cristo, que a todos nós acolhe, ama, perdoa e nos fortaleza na missão de testemunhar o Ressuscitado!

Levemos o amor do Coração de Cristo às periferias e que nossas lideranças e clero promovam uma nova evangelização.


Sagrado Coração de Jesus, temos confiança em vós!

Dom Orani João Tempesta
Colaborador do Blog Evangelizando
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ). Realizou seus estudos em São Paulo (SP), na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos. Site: http://www.cnbb.org.br

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