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4 de junho de 2013

Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes

Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes
Blog Evangelizando!

No próximo dia 06 de junho, quinta-feira, o clero de nossa Arquidiocese se reunirá na Igreja Santuário de Santana, no centro da cidade, para a Hora Santa em favor da santificação do clero.

O povo de Deus, em suas comunidades, capelanias e paróquias, no dia 07 de junho, em consonância com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é vivamente convidado para participar da Hora Santa pela santificação dos sacerdotes, particularmente, pelos padres que trabalham em seus respectivos territórios paroquiais e por aqueles outros que, também, de maneira eficaz exercem o seu múnus sacerdotal na multiformidade de atividades eclesiais como nos Seminários, nas Capelanias, nos Mosteiros, nos Tribunais, nas Academias e em todos os setores da vida eclesial da Igreja Católica.

Por ocasião da próxima solenidade do Sagrado Coração de Jesus, em 7 de junho de 2013, na qual celebramos a Jornada Mundial de Oração pela santificação dos Sacerdotes, busquemos no Sagrado Coração de Jesus a força necessária para vivermos dignamente o nosso ministério sacerdotal, na santidade, permitindo que Cristo aja em nós e em nossas atitudes, que sejam as suas, com o vigor do Espírito Santo. O nosso ministério é um serviço indispensável para a Igreja e para o mundo e requer de nós fidelidade plena a Cristo e incessante união com Ele. Assim, servindo humildemente, somos guias que conduzem à santidade os fiéis confiados ao nosso ministério. Desse modo, reproduz-se em nossa vida o desejo expresso por Jesus mesmo, na oração sacerdotal, depois da instituição da Eucaristia: “Eu peço por eles; não peço pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus (...). Não te peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno (...). Consagra-os com a verdade, (...) em favor deles eu me consagro, a fim de que também eles sejam consagrados com a verdade” (Jo 17,9.15.17.19).

Dentro do contexto do Ano da Fé somos chamados, como pastores da Igreja a conduzir os homens fora do "deserto", rumo à comunhão com o Filho de Deus, que é vida para a mundo. Vamos reviver a graça da qual somos chamados, redescobrindo a fé na sua integralidade e em todo o seu fascínio, particularmente neste desafio que nos é colocado da profunda crise de fé que atinge a muitas pessoas.

O sacerdote é o primeiro homem a demonstrar que, como "homo dei" é "homem de fé", nos preparando para guiar nossas comunidades e fiéis a um vivo e decidido amadurecimento da fé. Por isso o sacerdote, como "alter Christus", deve jorrar rios de água vida, na medida em que ele bebe com fé as palavras de Nosso Senhor, abrindo-se à graça do Espírito Santo.

Por isso mesmo são aturais as palavras do Papa Francisco: “O sacerdote que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo ‘nada’, porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor ‘já receberam a sua recompensa’. É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o ‘cheiro das ovelhas’ – isto vo-lo peço: sede pastores com o ‘cheiro das ovelhas’, que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens.” ( Homilia da Santa Missa crismal, 28 de março de 2013).

O Papa Francisco nos convocou a sermos pastores "com cheiro" das ovelhas, saindo da paralisia que,infelizmente, atinge a muitos, para irmos para as periferias, subir os morros e conviver em todas as realidades distantes pregando a Boa Notícia de Jesus a todos os homens.

O sacerdote deve ser testemunha da vida que brota do Ressuscitado. A autenticidade e a credibilidade da ação presbiteral passa pelo autêntico testemunho de vida. Nossos sacerdotes devem viver a santidade de vida e de estado e, acima de tudo, devem ser missionários para transmitira a fé e que essa transmissão seja acolhida com alegria pelos fiéis. Nesse sentido os sacerdotes são convidados a tornar mais conhecido o Catecismo da Igreja Católica em suas pregações, em suas catequeses, em formações permanentes para que a fé seja autenticamente transmitida aos nossos fiéis, particularmente neste atual clima de relativismo em que o conhecimento dos enunciados da fé católica deve ser evidenciado e ensinado.

Meus queridos padres: vamos crescer na fé, no contínuo apelo de Jesus e convite da Igreja à conversão a Jesus o único Salvador do mundo, que nos pede uma íntima amizade com Ele, da qual tudo depende o nosso ministério.

Que possamos, como sacerdotes do Altíssimo, celebrar com dignidade e alegria a Santa Eucaristia, principal canal da pedagogia da santidade, atualização do sacrifício da Cruz. Nossas celebrações eucarísticas devem nos levar a um encontro de comunhão com o Ressuscitado e de pertença a Comunidade eclesial, porque o sacerdote deve ser ele mesmo sacramento no mundo.

Por fim, faço um apelo aos sacerdotes que não se descuidem do atendimento das confissões em suas comunidades. Que fique bem claro os dias e horários de atendimento da confissão auricular, tendo em vista que o encontro do penitente com o sacerdote deve ser revestido de toda a alegria própria da conversão e da mudança de vida.


Sejamos sacerdotes santos! Imitemos as virtudes do Santo Cura de Ars. Mais perto de nós procuremos imitar e viver a santidade dos padres diocesanos. Vale a pena, nesta data, refletirmos sobre a santidade do Servo de Deus, Cônego Francisco de Paula Victor, que por mais de cinqüenta anos, santificou pela sua prudência e caridade a Igreja que peregrina em Minas(http://www.padrevictor.com.br/site/index.php?secao=biografia). Este sacerdote negro, que foi muito ridicularizado pela sua cor, não se intimidou, mas santificou os seus fiéis pelo exemplo. Em breve o teremos nas glórias dos altares. Busquemos estes exemplos maiores. Imitemos muitos santos sacerdotes que gastam a sua vida pela santificação dos fiéis. E aos padres que vivem vida irregular que se convertam e busquem o caminho reto de Deus. Rezemos, pois, nas intenções de nossos sacerdotes para que enraizados na ontologia do Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, vivam a santidade e dêem testemunho da alegria de ser católico e de viver a nossa fé.

Dom Orani João Tempesta
Colaborador do Blog Evangelizando
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ). Realizou seus estudos em São Paulo (SP), na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos.

Creio em Deus: não estou sozinho!

Creio em Deus: não estou sozinho!
Blog Evangelizando!

No domingo da Santíssima Trindade celebramos na Liturgia a fé em Deus, que a Igreja professa. Se observarmos bem, uma boa parte do “Credo”, nossa profissão de fé, diz respeito à nossa fé em Deus – Pai, Filho e Espírito Santo.

De fato, a primeira e mais fundamental questão da nossa fé é a que se refere a Deus; tudo o mais, decorre desse ato de fé primordial que expressamos: creio em Deus. Por isso, a Igreja nos encoraja a renovar e aprofundar o sentido e a experiência de nossa fé em Deus ao longo deste Ano da Fé; crendo com mais clareza e firmeza em Deus, seremos capazes de crer também no ensinamento da fé oferecido pela Igreja. O Catecismo da Igreja Católica é uma ajuda inestimável para a compreensão da nossa fé eclesial.

Uma pergunta preliminar: é possível falar algo sobre Deus, se não o vemos nem tocamos, e nem podemos demonstrar “cientificamente” nossas afirmações? A resposta é positiva: sim, podemos, embora sempre de maneira imperfeita e insuficiente! Nossa inteligência é “capaz de Deus”, ou seja, ela não está fechada nem é inapta para acolher a verdade sobre Deus! Há muitos sinais, que “falam” de Deus e dão testemunho dele; e nós somos capazes de perceber e interpretar esses sinais.

No entanto, Deus não é propriamente objeto das ciências, como o são as coisas deste mundo; não porque Deus seja uma ilusão, mas porque os métodos das ciências naturais, sendo próprios para conhecer as coisas deste mundo, não são apropriados para tratar de Deus. Deus é transcendente, ou seja, uma realidade que está além das coisas este mundo.

A filosofia usa um método diverso, apropriado para tratar de Deus; naturalmente, faz afirmações sobre Deus sempre nos limites da racionalidade humana e daquilo que ela é capaz de afirmar com argumentos. E a teologia fala de Deus a partir de um horizonte diferente: da racionalidade humana apoiada pela fé. Para nós, cristãos, não se trata apenas da fé subjetiva e individual, mas da fé eclesial, baseada na revelação divina e na Palavra de Deus. Assim, a teologia é capaz de afirmar muito sobre Deus.

Outra pergunta que se faz com frequência é se todas as maneiras de crer são igualmente verdadeiras e boas. A resposta é não. A consciência e a maneira pessoal de cada um crer deve ser respeitada; mas não é possível afirmar que todas as afirmações sobre Deus são igualmente verdadeiras; se assim fosse, estaríamos relativizando todas as afirmações sobre Deus e seríamos nós, finalmente, os “criadores” de Deus... Para começar, é inconcebível afirmar que haja mais de um Deus; só pode existir um único Deus, que é a perfeição de tudo o que já percebemos de bom neste mundo. Em Deus, não há maldade nem defeito; e Deus não pode ser igualado, simplesmente, às criaturas, embora estas revelem algo sobre Deus, especialmente a criatura humana.

Nossa fé cristã nos ensina que Deus, perfeito e todo-poderoso, também está próximo de nós e se interessa por nós e pelo mundo; embora tenha dado às criaturas uma existência e dinâmica próprias, não as abandona a si mesmas, nem a alguma outra “força superior” autônoma, capaz de tomar conta ou de prejudicar as criaturas. Deus está na origem de tudo e a tudo quis para uma finalidade boa.

Cremos em Deus; e isso não significa que cada um crê do seu jeito, mas “como” a Igreja crê. Não seríamos capazes de afirmar por nós mesmos muitos artigos de nossa fé; neste caso, cremos “com” a Igreja, e isso significa que temos a mesma fé dos apóstolos e mártires, dos santos e grandes homens e mulheres de Deus que professaram com firmeza essa mesma fé. Cremos também com grandes mestres da fé, os pastores e doutores da Igreja, os missionários e místicos, e com a imensa multidão dos fiéis, que viveu antes de nós e transmitiu essa fé ao longo de quase 2 mil anos, até chegar a nós.


“Creio em Deus” não pode ser uma afirmação neutra e sem consequências; se é verdadeira, a fé se expressa nas “obras da fé”, mediante a prática assídua e sincera da religião, a vida moral orientada pela obediência aos mandamentos de Deus e pela dignidade de filhos de Deus e pela participação ativa na edificação do mundo conforme Deus.

Dom Odilo Pedro Scherer
Colaborador do Blog Evangelizando
Arcebispo de São Paulo (SP). Estudou filosofia na Universidade de Passo Fundo (RS) e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Mestre em filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Página de Dom Odilo: https://www.facebook.com/domodiloscherer

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